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sexta-feira, 9 de agosto de 2024

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 17:22-27 - 12.08.2024

 Liturgia Diária


12 – SEGUNDA-FEIRA 

19ª SEMANA DO TEMPO COMUM


(verde – ofício do dia)



Evangelho: Mateus 17:22-27

“Ó Cristo, que revelas a verdadeira realeza em tua humildade, guias-nos a discernir entre o mundo e o sagrado. Ensina-nos a caminhar na sabedoria divina, cumprindo a justiça terrena, sem perder de vista o eterno reino que nos aguarda.”


Mateus 17:22-27


22. Estando eles reunidos na Galileia, Jesus lhes disse: "O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens.

23. Eles o matarão, mas ao terceiro dia ele ressuscitará." E ficaram profundamente tristes.

24. Quando chegaram a Cafarnaum, os que cobravam o imposto das duas dracmas aproximaram-se de Pedro e perguntaram: "O vosso mestre não paga as duas dracmas?"

25. Pedro respondeu: "Sim." Quando ele entrou em casa, Jesus se adiantou, dizendo: "Simão, o que te parece? De quem cobram os reis da terra impostos ou tributos: de seus filhos ou dos estranhos?"

26. Pedro respondeu: "Dos estranhos." Jesus lhe disse: "Logo, os filhos estão isentos.

27. Mas, para não os escandalizarmos, vai ao mar, lança o anzol e puxa o primeiro peixe que subir; e, abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter. Toma-o e entrega-lhes por mim e por ti."


Reflexão:

"O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão; mas no terceiro dia ele ressuscitará." (Mateus 17:22-23).


Neste texto, somos chamados a refletir sobre a relação entre a realidade espiritual e a material. A instrução de Jesus a Pedro de pagar o tributo com uma moeda encontrada na boca de um peixe revela que, mesmo diante das exigências humanas e materiais, há uma profunda harmonia entre o mundo divino e o mundo natural. Esta passagem nos convida a enxergar além das aparências, a perceber a presença de Deus em todas as coisas e a agir com sabedoria e humildade, integrando nossa vida terrena com os propósitos divinos.


HOMILIA

A Vitória sobre a Morte


O Evangelho de hoje nos convida a meditar sobre o mistério central da fé cristã: a paixão, morte e ressurreição de Cristo. O anúncio de Jesus sobre seu sofrimento iminente é um lembrete profundo de que a dor e o sacrifício não são fins em si mesmos, mas passagens necessárias para a verdadeira vida. A morte, que para muitos é vista como o fim, aqui se revela como um portal para a ressurreição e renovação.

Nesse contexto, a entrega voluntária de Cristo nas mãos dos homens simboliza a aceitação do sofrimento como parte da jornada espiritual. Ele não recua diante da cruz, pois sabe que, através dela, a plenitude da vida será alcançada. Esse movimento de descida ao sofrimento e ascensão à glória é o ciclo essencial da transformação espiritual. Assim como a morte de Jesus é seguida pela ressurreição, nossas próprias lutas, quando vividas com fé, nos conduzem a uma nova vida.

Somos convidados, portanto, a enxergar nossas próprias dificuldades e desafios sob essa luz. A cruz que carregamos, por mais pesada que seja, pode se tornar o caminho para nossa própria ressurreição, se a abraçarmos com o mesmo espírito de fé e confiança. Jesus nos mostra que, ao entregar nossas vidas e confiar no amor divino, encontramos a verdadeira liberdade e a vitória sobre a morte.


EXPLICAÇÕAO

A frase "O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão; mas no terceiro dia ele ressuscitará" encapsula o núcleo do mistério pascal, que é central à fé cristã. Cada elemento dessa declaração tem um significado teológico profundo.


"O Filho do Homem": Este título, frequentemente utilizado por Jesus, remonta à profecia de Daniel 7:13-14, onde "um como o Filho do Homem" recebe domínio, glória e um reino eterno. No entanto, ao usá-lo, Jesus não apenas reivindica essa autoridade messiânica, mas também sublinha sua identificação com a humanidade. Ele é plenamente humano, sujeito às mesmas limitações, dores e sofrimentos que todos os seres humanos enfrentam. Ao mesmo tempo, o título também carrega um peso escatológico, apontando para a função redentora e juíza de Jesus no fim dos tempos.


"Vai ser entregue nas mãos dos homens": Este trecho destaca a submissão voluntária de Jesus ao plano divino de redenção. Ser "entregue" denota uma passividade que contrasta com a ativa entrega de si mesmo por amor. Embora pareça que os homens têm poder sobre Ele, é Jesus quem, por sua própria vontade, se entrega ao sofrimento e à morte. Este ato de entrega é a expressão máxima de amor, onde a liberdade divina de Jesus se alinha perfeitamente com a vontade do Pai para a salvação do mundo.


"E eles o matarão": A morte de Jesus, como Filho do Homem, é o ápice da rejeição da humanidade ao próprio Deus. Aqui, a violência do pecado atinge seu ponto mais alto, culminando na crucificação de Cristo, o Justo. No entanto, essa morte, em vez de ser um sinal de derrota, é transformada em um ato redentor. A morte de Jesus não é apenas uma execução injusta, mas o sacrifício expiatório pelos pecados da humanidade. É a demonstração do amor de Deus que, em Cristo, assume o pecado do mundo para que a humanidade possa ser redimida.


"Mas no terceiro dia ele ressuscitará": Esta promessa de ressurreição é a chave para a compreensão cristã da salvação. A ressurreição de Jesus no terceiro dia é a vitória definitiva sobre o pecado e a morte. É o selo da nova aliança, onde a vida triunfa sobre a morte, e a graça supera o pecado. A ressurreição não é apenas o retorno de Jesus à vida, mas a inauguração de uma nova criação, onde Ele se torna as primícias daqueles que morreram (1 Coríntios 15:20). Este evento transforma a cruz de um instrumento de vergonha em um símbolo de glória, e aponta para a esperança escatológica da ressurreição final, onde todos os fiéis participarão da vida eterna.


Em resumo, essa frase de Mateus 17:22-23 resume o drama da salvação: a encarnação, a paixão, a morte e a ressurreição de Cristo. Ela revela o plano divino de redimir a humanidade através da entrega voluntária do Filho de Deus, que assume a condição humana e a transforma através do sacrifício e da ressurreição. Este é o coração do Evangelho, a boa nova que oferece esperança e vida nova a todos os que acreditam.

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quinta-feira, 8 de agosto de 2024

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 6:41-51- 11.08.2024

 Liturgia Diária


11 – DOMINGO 

19º DO TEMPO COMUM


(verde, glória, creio – 3ª semana do saltério)



Evangelho: João 6:41-51

O pão vivo desceu do céu, para que todos tenham vida eterna. A carne oferecida é o alimento que sacia a fome da alma, unindo-nos ao mistério divino e à promessa de vida sem fim.


João 6:41-51


41. Os judeus então murmuravam contra ele, porque dissera: "Eu sou o pão que desceu do céu."

42. E diziam: "Não é ele Jesus, o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como pode agora dizer: 'Eu desci do céu'?"

43. Jesus respondeu-lhes: "Não murmureis entre vós.

44. Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia.

45. Está escrito nos profetas: 'E todos serão ensinados por Deus'. Todo aquele que ouviu e aprendeu do Pai vem a mim.

46. Não que alguém tenha visto o Pai, senão aquele que vem de Deus; esse viu o Pai.

47. Em verdade, em verdade vos digo: quem crê tem a vida eterna.

48. Eu sou o pão da vida.

49. Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram.

50. Este é o pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não morra.

51. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne."


Reflexão:

"Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá eternamente." (João 6:51)


A encarnação do Verbo manifesta a profunda união entre o divino e o humano. A comunhão com Cristo, simbolizada pelo pão vivo, transforma nossa existência, orientando-a para a eternidade. A aceitação deste mistério exige uma fé que transcende o racional e nos abre ao infinito. Ao nos alimentarmos desse pão, participamos da vida divina, iniciando um processo de transformação que reflete a dinâmica de todo o cosmos: o movimento do finito ao infinito, do temporal ao eterno. Assim, em Cristo, encontramos o caminho para a plena realização da humanidade.


HOMILIA

Alimento da Eternidade


Neste trecho do Evangelho, somos confrontados com a profundidade do mistério da Encarnação e da Eucaristia. Quando Jesus se declara o "pão vivo que desceu do céu", Ele não está apenas oferecendo um símbolo, mas uma realidade espiritual que transcende o entendimento humano comum. Este pão, que é Ele mesmo, não apenas sacia a fome do corpo, mas nutre a alma, levando-a à vida eterna.

A reação dos ouvintes, que murmuravam por não compreenderem, reflete a dificuldade de aceitar o mistério divino que desafia a lógica terrena. Jesus, no entanto, insiste que a verdadeira vida, aquela que transcende a existência temporária, só pode ser alcançada através da união com Ele, o pão da vida.

Este alimento espiritual é o que nos permite participar da vida divina, nos transformando gradualmente à imagem de Cristo. Comer deste pão é aceitar o chamado de Deus para uma comunhão profunda, onde nossa existência se torna parte do grande processo evolutivo da criação, culminando na plenitude da vida em Deus. 

Assim, ao nos alimentarmos de Cristo, não apenas nos sustentamos espiritualmente, mas nos tornamos participantes do mistério da vida eterna, onde cada ato de fé nos aproxima mais da fonte de toda a vida. O desafio é abrir nossos corações e mentes para aceitar essa verdade sublime, que a vida eterna começa aqui e agora, na medida em que acolhemos Cristo em nossas vidas.


EXPLICAÇÃO

A frase "Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá eternamente" (João 6:51) está no coração da teologia eucarística e da cristologia, oferecendo uma compreensão profunda do mistério da encarnação e da salvação.


1. A Encarnação e a Divindade de Cristo:

Jesus, ao se declarar "pão vivo", revela sua identidade como o Verbo encarnado, o Filho de Deus que desceu do céu para se tornar alimento espiritual para a humanidade. O "pão" aqui não é apenas um símbolo, mas a realidade concreta de Cristo que se oferece em sua totalidade – corpo, sangue, alma e divindade. Ao descer do céu, Ele se torna acessível, próximo, e ao mesmo tempo, permanece plenamente divino.


2. O Pão como Alimento Espiritual:

O conceito de "pão" no contexto judaico era central para a subsistência física, mas Jesus expande esse entendimento para incluir a subsistência espiritual. Comer desse pão é mais do que participar de um rito; é entrar em comunhão profunda com Cristo, onde Ele se torna o sustento de nossa vida espiritual. Esta comunhão é vitalícia e transforma a existência humana, orientando-a para o divino.


3. A Vida Eterna:

A promessa de "viver eternamente" aponta para a vida escatológica, a vida em plenitude com Deus que transcende a morte. Essa vida eterna não é meramente uma extensão temporal, mas uma qualidade de vida que começa aqui e agora, na medida em que nos unimos a Cristo. A Eucaristia, na qual recebemos o "pão vivo", é uma antecipação e participação real desta vida eterna.


4. A Sacrificialidade de Cristo:

Implicitamente, Jesus anuncia o sacrifício de si mesmo. Ele é o "pão vivo" que será entregue na cruz, seu corpo partido e seu sangue derramado. Ao comer desse pão, os fiéis participam do sacrifício redentor de Cristo, sendo incorporados ao mistério pascal. A Eucaristia torna presente esse sacrifício, permitindo que os fiéis recebam os frutos da redenção.


5. A Comunhão dos Santos:

Ao comungar o "pão vivo", os cristãos não só se unem a Cristo, mas também uns aos outros, formando o Corpo Místico de Cristo. Esta união transcende o tempo e o espaço, unindo os fiéis na terra com os santos no céu, em uma única comunhão que prefigura a plenitude do Reino de Deus.


Conclusão:

A declaração de Jesus como o "pão vivo" sintetiza a essência do cristianismo: Deus se faz presente no mundo, oferecendo-se como alimento espiritual que sustenta, transforma e conduz à vida eterna. Este mistério é o centro da fé cristã, convidando cada pessoa a uma relação íntima e transformadora com Cristo, que é o caminho, a verdade e a vida.

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quarta-feira, 7 de agosto de 2024

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 12:24-26 - 10.08.2024

 Liturgia Diária


10 – SÁBADO 

SÃO LOURENÇO


DIÁCONO E MÁRTIR


(vermelho, glória, pref. dos mártires – ofício da festa)



Evangelho: João 12:24-26

Quem ama sua vida, perde-a; quem odeia sua vida neste mundo, guarda-la-á para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estou, estará também o meu servo.


João 12:24-26

24. Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo que cai na terra não morre, fica ele só; mas se morre, dá muito fruto.  

25. Quem ama a sua vida, perde-a; e quem odeia a sua vida neste mundo, guarda-la-á para a vida eterna.  

26. Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estou, ali estará também o meu servo. Se alguém me serve, o Pai o honrará.


Reflexão

"Se o grão de trigo caído na terra não morrer, fica só; se morrer, dá muito fruto." (João 12:24).


A passagem do Evangelho nos chama a um profundo entendimento sobre o ciclo de vida, morte e renascimento. A imagem do grão de trigo que deve morrer para dar fruto é uma poderosa metáfora da transformação pessoal e espiritual. Somos convidados a abandonar o ego e a superficialidade para encontrar a verdadeira vida em união com o divino. Ao seguir este caminho, descobrimos que a verdadeira honra vem não do mundo, mas de uma conexão mais profunda com o Pai. Assim, o serviço e a entrega total tornam-se fontes de verdadeira plenitude e realização.


HOMILIA

A Transformação Através do Sacrifício


O Evangelho nos apresenta uma profunda verdade sobre a natureza do sacrifício e da transformação. Jesus utiliza a metáfora do grão de trigo para ilustrar um princípio espiritual essencial: "Se o grão de trigo caído na terra não morrer, fica só; se morrer, dá muito fruto." Este ensinamento nos convida a refletir sobre o papel do sacrifício na nossa jornada espiritual e na nossa vida cotidiana.

O grão de trigo que deve morrer para dar fruto simboliza a necessidade de renúncia e entrega para que possamos alcançar uma vida plena e frutífera. Este ato de morrer para si mesmo representa a aceitação de nossas limitações e a entrega de nossos desejos egoístas em favor de um bem maior. É um chamado à humildade e à transformação interior, onde nos despojamos de nossas velhas formas de ser para emergir renovados.

Jesus nos ensina que a verdadeira vida é alcançada através da doação, da renúncia e do serviço aos outros. Aquele que ama a sua vida a perderá, e quem odeia a sua vida neste mundo guardá-la-á para a vida eterna. Este paradoxo revela que ao desprendermos-nos de nosso apego às coisas mundanas e efêmeras, ganhamos a eternidade e a verdadeira essência da vida.

Seguir a Cristo significa abraçar a cruz, aceitar os desafios e sofrimentos que vêm com a nossa fé, sabendo que estes sacrifícios são caminho para a ressurreição e para uma vida transformada. A obediência e a fidelidade a este chamado nos levam a uma união mais profunda com Deus e a uma maior realização de nosso potencial humano e espiritual.

Portanto, somos convidados a olhar para além das dificuldades imediatas e a confiar no processo de transformação que Deus opera em nossas vidas. Ao morrer para nós mesmos, permitimos que o amor e a graça de Deus floresçam em nós e através de nós, trazendo frutos abundantes para o mundo. 

Que possamos, inspirados por este Evangelho, abraçar a transformação através do sacrifício, confiantes de que, assim como o grão de trigo, nossa entrega nos levará a uma vida plena e frutífera.


EXPLICAÇÃO

Explicação da Frase: "Se o grão de trigo caído na terra não morrer, fica só; se morrer, dá muito fruto." (João 12:24)


A frase "Se o grão de trigo caído na terra não morrer, fica só; se morrer, dá muito fruto" (João 12:24) encapsula uma verdade fundamental sobre o mistério da morte e ressurreição, tanto no âmbito natural quanto espiritual. Este versículo, proferido por Jesus, serve como uma metáfora poderosa que revela princípios teológicos centrais ao Cristianismo.


1. O Ciclo da Morte e Ressurreição

No nível mais imediato, Jesus está se referindo à Sua própria morte e ressurreição. Assim como o grão de trigo deve ser enterrado (morrer) para germinar e produzir uma colheita abundante, Jesus deve morrer para que possa trazer vida ao mundo. Este ciclo de morte e ressurreição é um tema recorrente nas Escrituras e está no coração da mensagem cristã: através da morte de Cristo, a humanidade é oferecida a possibilidade de uma nova vida, uma vida eterna.


2. Renúncia e Transformação Pessoal

Aplicada à vida dos crentes, a metáfora do grão de trigo nos convida a uma vida de renúncia e transformação. O "morrer" do grão de trigo simboliza a necessidade de que renunciemos a nossas próprias vontades, desejos e egoísmos para que possamos experimentar uma vida espiritual mais profunda e frutífera. Este "morrer para si mesmo" é uma chamada à santidade, ao arrependimento e à vida em Cristo, onde o velho eu é crucificado com Cristo e um novo eu é ressuscitado em Sua vida (Gálatas 2:20).


3. Solidão versus Comunidade

A frase também ressalta a realidade de que sem esta transformação, "fica só." Um grão que não morre permanece isolado e estéril, sem cumprir o seu propósito. Da mesma forma, uma vida centrada em si mesma é solitária e infrutífera. A morte do grão e a subsequente produção de muitos frutos refletem a ideia de comunidade e multiplicação. Quando um cristão se entrega completamente ao serviço de Deus e dos outros, ele se torna parte de uma comunidade frutífera que traz vida ao mundo.


4. O Mistério da Eucaristia

Teologicamente, esta passagem também encontra eco no mistério da Eucaristia. Assim como o grão de trigo se transforma em pão, que é então partido e compartilhado, Cristo, o Pão da Vida, oferece-se para ser partido e compartilhado para a vida do mundo. A Eucaristia é um sacramento que celebra esta dinâmica de morte e ressurreição, de entrega e transformação.


5. Imitação de Cristo

Jesus nos chama a seguir o Seu exemplo de auto-sacrifício. A morte do grão de trigo é um paradigma para a vida cristã, onde imitar Cristo implica em abraçar o sofrimento e a cruz com a esperança da ressurreição e da glória. O sofrimento e a morte são vistos não como fins em si mesmos, mas como meios através dos quais a vida abundante de Deus é manifestada.


6. Esperança Escatológica

Finalmente, a metáfora do grão de trigo aponta para a esperança escatológica da ressurreição dos mortos. Assim como o grão que morre surge com nova vida, os cristãos têm a esperança da ressurreição corporal no fim dos tempos, onde a morte é finalmente vencida e a plenitude da vida eterna é revelada.

Em resumo, a frase "Se o grão de trigo caído na terra não morrer, fica só; se morrer, dá muito fruto" (João 12:24) encapsula a essência da teologia cristã: a centralidade da morte e ressurreição de Cristo, a chamada ao auto-sacrifício e à transformação pessoal, a importância da vida comunitária, o mistério da Eucaristia, a imitação de Cristo e a esperança escatológica. Esta profundidade teológica nos convida a uma reflexão contínua sobre o significado do verdadeiro discipulado e a promessa da vida eterna em Cristo.

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domingo, 31 de março de 2024

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 20,11-18 - 02.03.2024

 Liturgia Diária


2 – TERÇA-FEIRA 

OITAVA DA PÁSCOA


(branco, glória, seq. facultativa, pref. da Páscoa I [“neste dia”] – ofício próprio)



Evangelho: João 20,11-18

Antífona:

"Nos jardins da alma, Maria chorava, até que uma voz a chamou pelo nome, revelando a presença gloriosa. Assim, reconheçamos o Mestre, proclamando a alegria da ressurreição e a certeza da presença divina em nossas vidas."


João 20,11-18 (Bíblia de Jerusalém)


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 11.Maria estava do lado de fora do sepulcro chorando. Enquanto chorava, inclinou-se para olhar dentro do sepulcro

12.e viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde o corpo de Jesus tinha sido posto, um à cabeceira e outro aos pés.

13.Eles perguntaram: "Mulher, por que estás chorando?" Ela respondeu: "Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram".

14.Depois de dizer isso, ela virou-se e viu Jesus de pé, mas não percebeu que era Jesus.

15.Jesus perguntou-lhe: "Mulher, por que choras? Quem procuras?" Ela, pensando que era o jardineiro, disse-lhe: "Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o colocaste para que eu o possa levar".

16.Jesus disse-lhe: "Maria!" Ela virou-se e exclamou em hebraico: "Rabuni!" (que quer dizer Mestre).

17.Jesus disse-lhe: "Não me detenhas, pois ainda não subi para o Pai. Mas vai ter com meus irmãos e dize-lhes: 'Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus'".

18.Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: "Eu vi o Senhor!" e contou o que Jesus lhe tinha dito.

- Palavra da Salvação.

Reflexão:

"Maria!" ( Jo 20,16)


O encontro de Maria Madalena com Jesus ressuscitado é um momento de profunda transformação. Inicialmente, ela está tomada pela tristeza e pela confusão, incapaz de reconhecer Jesus mesmo estando diante dele. Mas no momento em que Jesus a chama pelo nome, seus olhos se abrem, e ela reconhece o Mestre. Este episódio nos lembra que muitas vezes em nossas próprias vidas, estamos tão imersos em tristezas, preocupações e buscas materiais que não conseguimos ver a presença de Jesus ao nosso lado. No entanto, quando ele nos chama pelo nome, quando ele nos chama para um encontro pessoal, tudo muda. Podemos então reconhecê-lo, experimentar sua paz e sua presença transformadora. Como Maria Madalena, que estava chorando do lado de fora do sepulcro, podemos também ser transformados pelo encontro pessoal com o Cristo ressuscitado, deixando para trás nossas tristezas e incertezas e proclamando a todos que O vimos, que Ele está vivo em nossas vidas.


HOMILIA

 "O Encontro Transformador: Da Dor à Revelação"


Querida comunidade,


Hoje, reunimo-nos diante do Evangelho de João, capítulo 20, versículos 11 a 18, um relato que transcende a mera narrativa e adentra os mistérios profundos da experiência humana e divina.

Maria Madalena, figura emblemática, é retratada nas escrituras como uma alma mergulhada na dor. Encontramo-la à beira do sepulcro, seu coração mergulhado em lágrimas de lamento e saudade. Sua busca fervorosa reflete a busca inata de cada um de nós por algo que muitas vezes não conseguimos definir completamente - a busca pela presença, pelo consolo, pelo sentido em meio ao vazio e à escuridão.

E então, no auge de seu desespero, um encontro extraordinário acontece. Jesus, ressuscitado e glorioso, surge diante dela. No entanto, envolta em sua tristeza, Maria não O reconhece imediatamente. Sua visão está obscurecida pelas lágrimas, sua mente turvada pela angústia. Como muitos de nós, ela busca solução onde não pensava encontrar, perguntando por um corpo que já não mais está lá.

Mas Jesus, na sua infinita misericórdia, não desiste dela. Ele a chama pelo nome - "Maria!" - e num instante, o véu da desolação é rasgado. Em um momento, a escuridão da descrença é dispersa pela luz da revelação. Maria se volta e O reconhece, numa epifania que ecoa através dos séculos.

Neste encontro, encontramos uma verdade profunda sobre nossa própria jornada espiritual. Muitas vezes, estamos como Maria, imersos em nossas próprias dores e lutas, incapazes de enxergar a presença do Divino que está tão perto de nós. Estamos cegos pela ansiedade, pela culpa, pelo desespero, e não percebemos que a resposta para nossas aflições está mesmo ao nosso lado.

Mas Jesus continua a nos chamar pelo nome, mesmo quando não O reconhecemos. Ele está sempre presente, esperando pacientemente por nós, esperando que levantemos os olhos de nossas próprias preocupações e nos voltemos para Ele. Sua voz ressoa em cada esquina de nossas vidas, convidando-nos para um encontro transformador.

Assim como Maria, somos chamados a deixar para trás nossas dúvidas e medos, e a proclamar com alegria: "Eu vi o Senhor!" Neste encontro, encontramos não apenas consolo para nossas dores, mas também a promessa da vida eterna e da redenção. Encontramos a verdadeira razão da nossa esperança.

Que possamos, como Maria Madalena, reconhecer a voz de Jesus em meio ao tumulto das nossas vidas, e sermos transformados por esse encontro. Que possamos abrir nossos corações para a revelação da presença divina, e seguir adiante com a certeza de que Ele está conosco em todos os momentos, até o fim dos tempos.

Que assim seja. Amém.

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domingo, 14 de janeiro de 2024

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - 16.01.2023

Liturgia Diária


16 – TERÇA-FEIRA 

2ª SEMANA DO TEMPO COMUM


(verde – ofício do dia)



Antífona

"Toda a terra te adorará, cantará salmos a ti, cantará salmos ao teu nome." (Sl 66,4).


Evangelho: Marcos 2,23-28

Em campos de trigo, Jesus desafia tradições religiosas em torno do sábado. Seus ensinamentos revelam uma compreensão mais profunda, destacando o propósito do sábado e a primazia do ser humano.


Marcos 2,23-28 (Bíblia de Jerusalém)

Proclamação do santo Evangelho segundo Marcos –23.Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado; e os discípulos, caminhando, começaram a arrancar espigas.

24.Os fariseus disseram-lhe: "Olha, por que fazem aos sábados o que não é permitido?"

25.Jesus respondeu-lhes: "Nunca lestes o que fez Davi quando teve necessidade, e teve fome, ele e seus companheiros?

26.Como entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, e comeu os pães da oferenda, dos quais só os sacerdotes podiam comer, e deu também aos companheiros?"

27.E acrescentou: "O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado.

28.Assim, o Filho do Homem é senhor também do sábado." - Palavra da Salvação.


Reflexão:

"O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado" (Marcos 2,27)


Este trecho do Evangelho de Marcos nos apresenta um confronto entre Jesus e os fariseus acerca da observância do sábado. Jesus, ao permitir que seus discípulos colham espigas nesse dia sagrado, desafia as tradições religiosas da época.

A resposta de Jesus revela uma compreensão mais profunda do propósito do sábado. Ele destaca que o sábado foi estabelecido para beneficiar o homem, não como uma restrição arbitrária. Ao citar o exemplo de Davi, Jesus ilustra que as necessidades humanas e a misericórdia divina superam as normas rituais.

Essa passagem nos convida a refletir sobre como entendemos as práticas religiosas e tradições. Devemos nos questionar se estamos colocando regras acima das necessidades humanas e da compaixão. Jesus, como Senhor do sábado, nos lembra da importância de priorizar o amor e a justiça em nossas ações, mesmo diante das tradições estabelecidas.


HOMILIA

O Sábado e a Liberdade do Coração


Querida comunidade, hoje mergulhamos nas palavras do Evangelho segundo Marcos, onde somos convidados a refletir sobre o significado do sábado e a liberdade que Jesus nos oferece.

No cenário dos campos de trigo, Jesus e seus discípulos desafiam as normas estabelecidas ao colher espigas em pleno sábado, despertando a indignação dos fariseus. Nesse contexto, Jesus proclama uma verdade profunda: "O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado."

Estas palavras ecoam através do tempo, atravessando os séculos para nos alcançar hoje. Em nossa vida moderna, onde estamos constantemente envolvidos em ritmos frenéticos, o descanso e a contemplação são mais necessários do que nunca. No entanto, a mensagem de Jesus vai além de uma mera permissão para descansar; ela nos chama a compreender o verdadeiro propósito por trás das práticas religiosas.

A tentação de transformar as tradições em fardos pesados é uma armadilha que muitos de nós enfrentamos. O sábado, que deveria ser um presente para restauração e comunhão, pode se tornar uma fonte de condenação e legalismo. Jesus nos lembra que somos mais importantes do que as regras, que nossa busca por Deus não deve ser obscurecida por regulamentos rígidos.

Assim como os discípulos colheram espigas para saciar a fome, somos convidados a buscar o alimento espiritual que nutre nossas almas. Jesus é o Senhor do sábado, e Ele nos oferece uma liberdade que vai além das convenções religiosas. Ele nos chama a um relacionamento vivo e pessoal, onde a graça supera a lei e o amor transcende as regras.

Esta passagem nos desafia a examinar nossas práticas religiosas. Estamos usando as tradições como uma fonte de vida ou como um jugo pesado? A misericórdia e a compaixão estão no centro de nossas ações, ou estamos perdidos em formalidades vazias?

Em um mundo onde a pressa muitas vezes obscurece a busca espiritual, que possamos redescobrir o verdadeiro significado do sábado. Que possamos experimentar a liberdade do coração que Jesus oferece, reconhecendo que Ele veio não para impor cargas, mas para nos dar descanso e restauração. Que este ensinamento ecoe em nossas vidas, transformando nossas práticas religiosas em expressões de amor e serviço, guiadas pela graça divina que supera todas as limitações. Amém.

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terça-feira, 9 de janeiro de 2024

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Marcos 1,40-45 - 11.01.2024

Liturgia Diária


11 – QUINTA-FEIRA


1ª SEMANA DO TEMPO COMUM

(verde – ofício do dia)



Antífona

Em um cenário majestoso, vislumbrei um homem assentado em um trono excelso, enquanto uma miríade de serafins prostrava-se em reverência, entoando em uníssono um cântico sagrado: "Eis aquele cujo nome e domínio perduram pela eternidade".

Os elementos e manifestações de devoção religiosa, tais como o crucifixo, o rosário, imagens sagradas e a bênção de veículos, adquirem significado real somente quando são reflexos de uma fé autêntica em Deus. Essa autenticidade é nutrida pelos sacramentos, pela oração constante e pela prática ativa do amor fraterno. A liturgia, nesse contexto, nos instiga a refletir sobre o verdadeiro alcance de nossa fé.


Evangelho: Marcos 1,40-45 

Em um momento comovente, um suplicante leproso encontra Jesus, experimentando compaixão e cura. A ordem de silêncio contrasta com a alegria incontida que irradia da transformação vivenciada.

Marcos 1,40-45 (Bíblia de Jerusalém):

Proclamação do santo Evangelho segundo Marcos – Naquele tempo, 40."Aproximou-se, então, dele um leproso que, de joelhos, lhe pedia: 'Se queres, tens o poder de purificar-me.'
41.Jesus, movido de compaixão, estendeu a mão, tocou-o e disse: 'Quero, fica limpo.'
42.E, imediatamente, a lepra desapareceu, e ele ficou limpo.
43.Advertindo-o severamente, Jesus o despediu,
44.dizendo-lhe: 'Não contes nada a ninguém; mas vai mostrar-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés prescreveu, como testemunho para eles.'
45.Ele, no entanto, ao sair, começou a propagar e divulgar o fato, de modo que Jesus já não podia entrar publicamente numa cidade. Conservava-se fora, em lugares desertos; e vinham a ele de todos os lados."
- Palavra da Salvação.

Reflexão:
"Eu quero, sê purificado!" (Mc1,41)

O encontro entre Jesus e o leproso retrata não apenas um milagre de cura, mas também revela a profunda compaixão do Mestre. Ao se aproximar do leproso, que representava uma figura marginalizada e excluída pela sociedade da época, Jesus não apenas restaurou sua saúde física, mas também o reintegrou à comunidade.
A atitude de Jesus, ao tocar no leproso, quebrando assim as normas sociais da época, destaca a natureza compassiva e inclusiva do seu ministério. A cura não é apenas física; é uma restauração completa que transcende as barreiras sociais e religiosas.
No entanto, a instrução de Jesus para que o homem curado não divulgue o milagre pode parecer curiosa. Jesus não deseja ser conhecido apenas como um curandeiro milagroso; ele busca uma compreensão mais profunda de seu papel messiânico e do Reino de Deus. A obediência à Lei, ao apresentar-se ao sacerdote, também destaca a importância do respeito pelas tradições.
Essa passagem nos convida a refletir sobre a compaixão de Jesus em nossas próprias vidas, lembrando-nos de buscar não apenas curas físicas, mas a restauração completa e a inclusão daqueles que estão à margem. Além disso, ela nos desafia a compreender a missão de Jesus além dos milagres, enxergando a profundidade do seu ensinamento e a natureza do Reino que ele veio proclamar.

HOMILIA
"Tocados pela Compaixão Divina: Uma Jornada de Cura e Testemunho"

Querida comunidade,

Hoje, mergulhamos nas páginas do Evangelho de Marcos, encontrando uma narrativa que transcende o tempo, ecoando lições eternas de compaixão, cura e transformação. O encontro entre Jesus e o leproso não é apenas uma página da história antiga, mas um espelho que reflete as profundezas da condição humana.

Imaginemos o cenário: um leproso, marginalizado pela sociedade, prostrado diante de Jesus com uma humildade que rompe as barreiras da vergonha e do isolamento. Sua súplica ressoa nos corredores do tempo, ecoando as vozes silenciadas pela rejeição e pelo sofrimento.

Jesus, o Curador Divino, responde não apenas com palavras, mas com um toque. "Eu quero, sê purificado!" - uma declaração que vai além da cura física, transcende as limitações da carne e mergulha nas profundezas da alma. Essa é a essência da compaixão divina, que não conhece fronteiras nem aceita exclusões.

A lepra, nesse contexto, não é apenas uma doença física, mas uma metáfora das feridas invisíveis que carregamos - o isolamento emocional, a solidão espiritual, a sensação de indignidade. Assim como o leproso, todos nós trazemos nossas próprias aflições, buscando desesperadamente cura e restauração.

A ordem de Jesus para manter o silêncio pode parecer intrigante à primeira vista. No entanto, ela revela a humildade do Mestre, que não buscava reconhecimento público, mas sim a verdadeira transformação de corações. Em um mundo marcado pela busca incessante por validação externa, somos chamados a aprender com essa humildade divina.

A reação do leproso curado ressoa como um eco de nossa própria jornada espiritual. A alegria incontida, a necessidade de compartilhar a boa nova - tudo isso reflete a natureza contagiante da verdadeira experiência com Cristo. Quantas vezes, em nossas vidas, experimentamos cura e restauração, mas hesitamos em compartilhar esse presente divino?

Assim como o leproso não pôde conter sua alegria, somos desafiados a levar a mensagem da cura espiritual aos confins da terra. Em um mundo ferido, marcado pela desigualdade, pela divisão e pela busca incessante por significado, somos chamados a ser portadores da compaixão divina.

Que a história do leproso e de Jesus nos inspire a ser agentes de cura e reconciliação. Que possamos ser testemunhas vivas da compaixão que transcende as barreiras humanas, alcançando aqueles que estão à margem, à procura de um toque divino que cure não apenas o corpo, mas a alma.

Que o Espírito Santo nos guie nessa jornada, capacitando-nos a ser fontes de cura e esperança em um mundo sedento por amor verdadeiro. Amém.

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quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Marcos 1,7-11 - 06.01.2024

Liturgia Diária


6 – SÁBADO 

TEMPO DO NATAL ANTES DA EPIFANIA


(branco – ofício do dia)



Antífona

"Mas, quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei,"(Gl 4,4s)


Evangelho: Marcos 1,7-11

Neste relato crucial, testemunhamos um momento marcante na jornada de Jesus, seu batismo por João Batista. Essa cena simbólica no rio Jordão revela não apenas a humildade de Jesus, mas também sinaliza sua missão divina, desencadeando eventos extraordinários que moldam o curso do ministério de Cristo.


Marcos 1,7-11 (Bíblia de Jerusalém):

Proclamação do santo Evangelho segundo Marcos – Naquele tempo, 7 E pregava assim: "Vem depois de mim aquele que é mais forte do que eu, diante de quem não sou digno de me inclinar para desatar as correias de suas sandálias. 

8 Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo".

9 Por esses dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi batizado por João no Jordão. 

10 E, logo ao sair da água, viu os céus se abrirem e o Espírito descer sobre ele como uma pomba. 

11 E dos céus veio uma voz: "Tu és meu Filho muito amado, em ti ponho minha afeição".

- Palavra da Salvação.


Reflexão:

"Tu és meu Filho muito amado, em ti ponho minha afeição." (Mc 1,11)


Neste trecho do Evangelho de Marcos, observamos o momento significativo em que Jesus é batizado por João Batista no rio Jordão. João reconhece a superioridade de Jesus, afirmando que ele não é digno de desatar as correias das sandálias de Jesus.

O batismo de Jesus é um ato simbólico que marca o início de seu ministério público. O Espírito Santo desce sobre ele em forma de pomba, e uma voz do céu declara: "Tu és meu Filho muito amado, em ti ponho minha afeição". Essas palavras confirmam a identidade divina de Jesus e o amor especial que Deus tem por Ele.

Esse evento também destaca a Trindade, pois vemos o Pai falando do céu, o Espírito Santo descendo sobre Jesus e Jesus sendo batizado na água. O batismo de Jesus não foi apenas um gesto ritual, mas um momento de revelação da natureza divina e do propósito redentor de Jesus.

Ao refletirmos sobre esse episódio, somos convidados a contemplar a importância do batismo, a humildade de Jesus ao se submeter a esse ato, e a compreender a Trindade como uma expressão profunda do relacionamento divino. Podemos também considerar o chamado à obediência e ao serviço que derivam do amor divino revelado em Cristo.


HOMILIA

"O Batismo de Jesus: Uma Jornada de Revelação e Compromisso"


Amados irmãos e irmãs em Cristo, a passagem que temos diante de nós, registrada no Evangelho de Marcos 1,7-11, é um convite para refletirmos sobre a profundidade do significado do batismo de Jesus. Este episódio não é apenas uma narrativa histórica, mas uma fonte inesgotável de inspiração e ensinamentos atemporais para nossas vidas hoje.

Ao contemplarmos o momento em que João Batista proclama que vem alguém mais forte do que ele, cujas sandálias ele não é digno de desatar, somos chamados a reconhecer a supremacia e a divindade de Jesus Cristo em nossas próprias vidas. Jesus não se apresenta como um líder convencional, mas como aquele que traz uma mensagem transformadora, uma mensagem de salvação e renovação espiritual.

O batismo de Jesus no rio Jordão é um símbolo poderoso de humildade e submissão à vontade divina. Ele, o Filho de Deus, escolhe ser batizado, não por necessidade pessoal, mas para nos dar um exemplo de obediência e para santificar as águas do batismo que viriam a ser o meio pelo qual seríamos inseridos na família de Deus.

O céu se abre, o Espírito Santo desce como uma pomba, e uma voz ressoa: "Tu és meu Filho muito amado, em ti ponho minha afeição." Este é um momento de revelação divina, onde a Trindade se manifesta claramente. Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo em perfeita comunhão.

Essa revelação não é apenas para os que testemunharam esse evento, mas é um chamado para todos nós hoje. O Pai nos ama de maneira semelhante, nos convidando a nos reconhecermos como Seus filhos e filhas amados. O Espírito Santo também deseja descer sobre nós, capacitando-nos, guiando-nos e renovando-nos diariamente.

Em meio às complexidades e desafios do nosso tempo, somos chamados a mergulhar nas águas do batismo, a nos render ao amor redentor de Cristo e a permitir que o Espírito Santo nos conduza em nossa jornada espiritual. Devemos buscar constantemente a abertura dos céus em nossas vidas, estar atentos à voz do Pai e permitir que o Espírito nos capacite para vivermos vidas que glorificam a Deus.

Que esta passagem nos inspire a renovar nosso compromisso com Cristo, a vivermos em humildade e submissão à vontade divina, e a sermos instrumentos do amor e da graça de Deus neste mundo sedento de esperança. Amém.

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terça-feira, 26 de dezembro de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 2,13-18 - 28.12.2023

Liturgia Diária


28 – QUINTA-FEIRA 

SANTOS INOCENTES, MÁRTIRES


(vermelho, glória, pref. do Natal – ofício da festa)



Evangelho: Mateus 2,13-18

Nesta passagem bíblica, José é instruído por um mensageiro celestial a fugir para o Egito com sua família, evitando a ira de Herodes. Ao descobrir o engano dos magos, Herodes ordena a terrível tragédia em Belém, cumprindo profecias antigas e destacando a busca por refúgio divino em momentos de adversidade.


 Mateus 2,13-18 (Bíblia de Jerusalém)


Proclamação do santo Evangelho segundo Mateus – 13 - Depois da partida deles, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar”.

14 - José levantou-se, tomou de noite o menino e sua mãe e retirou-se para o Egito,

15 - onde permaneceu até a morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor anunciara pelo profeta: “Do Egito chamei o meu filho”.

16 - Vendo Herodes que fora enganado pelos magos, ficou furioso. Mandou matar todos os meninos de Belém e de toda a região, de dois anos para baixo, conforme o tempo que havia perguntado aos magos.

17 - Cumpriu-se assim o que o profeta Jeremias tinha dito:

18 - “Ouviu-se uma voz em Ramá, choro e grande lamentação: Raquel chora seus filhos e não quer ser consolada, porque eles não existem mais”. - Palavra da Salvação.


Reflexão

 "Ouviu-se uma voz em Ramá, choro e grande lamentação: Raquel chora seus filhos e não quer ser consolada, porque eles não existem mais" (Mt 2,18)


A passagem do Evangelho segundo Mateus 2,13-18 revela a fragilidade da vida e a presença constante do divino nos momentos mais sombrios. A fuga de José, Maria e Jesus para o Egito reflete a busca por refúgio diante da violência humana. A tragédia em Belém, profetizada por Jeremias, destaca a realidade dolorosa da perda e do luto. No entanto, essa narrativa também ressoa com a esperança divina que guia e protege, revelando um chamado à confiança e à busca de abrigo na presença de Deus, mesmo nos períodos mais desafiadores da vida. Essa reflexão convida-nos a considerar como podemos encontrar consolo e orientação divina em meio às adversidades, confiando na promessa de que, mesmo nas circunstâncias mais difíceis, Deus está conosco.


HOMILIA

"Trazendo Luz à Escuridão: Reflexões sobre a Sagrada Família, Migração e Justiça "


Caríssimos irmãos em Cristo,


Hoje, mergulhamos nas páginas do Evangelho segundo Mateus (2,13-18), um relato que transcende o tempo, lançando luz sobre os aspectos mais sombrios da condição humana e, ao mesmo tempo, revelando a promessa de esperança divina.

José, Maria e o jovem Jesus são compelidos a fugir para o Egito, evitando a ira de Herodes. Neste ato de fuga, encontramos uma ressonância profunda com as histórias de deslocamento e exílio que permeiam nossa história humana. O cenário contemporâneo, com milhões de pessoas buscando refúgio e segurança, nos lembra que a Sagrada Família, também, foi uma família migrante, enfrentando desafios desconcertantes em busca de abrigo.

A fúria de Herodes, desencadeada pela ameaça à sua autoridade, ecoa ainda hoje nas manifestações de poder desenfreado, na perseguição daqueles que questionam o status quo e na exploração cruel dos mais vulneráveis. A ordem de Herodes de matar os inocentes ressoa nos gritos abafados das crianças que sofrem pela violência, pobreza e negligência em nossas próprias comunidades.

Contudo, não podemos ignorar a profecia de Jeremias que ecoa no versículo 18: "Ouviu-se uma voz em Ramá, choro e grande lamentação: Raquel chora seus filhos e não quer ser consolada, porque eles não existem mais". Este lamento ressoa nos corações daqueles que perderam entes queridos, nos marginalizados que clamam por justiça e na criação que geme sob o peso da exploração.

Como discípulos de Cristo, somos chamados a responder a esse Evangelho não apenas com lágrimas, mas com ações transformadoras. Devemos nos posicionar contra as injustiças que perpetuam a violência e a opressão. A fuga da Sagrada Família para o Egito nos ensina que, por vezes, encontrar refúgio é um imperativo moral, e devemos ser sensíveis às necessidades daqueles que buscam abrigo.

Que este Evangelho nos inspire a ser a voz da justiça, a mão que oferece refúgio e o coração que chora com aqueles que sofrem. Que possamos ser portadores de esperança em um mundo marcado pela escuridão, lembrando-nos de que, mesmo diante das tragédias, a luz de Cristo resplandece e a promessa divina de redenção persiste.

Que o Espírito Santo nos capacite a agir com coragem e compaixão, guiando-nos na construção de um mundo onde a justiça, a paz e a misericórdia prevaleçam. Amém.

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