sexta-feira, 30 de junho de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 8,28-34 - 05.07.2023

Liturgia Diária


5 – QUARTA-FEIRA 

13ª SEMANA DO TEMPO COMUM


(verde – ofício do dia)



Povos todos, aplaudi e aclamai a Deus com brados de alegria (Sl 46,2).


Deus nunca abandona seus filhos e filhas; ao contrário, torna as inconsequências humanas em caminhos para tecer projetos de vida para todos. Celebremos, pois, aquele que nos liberta de todo mal, convencidos de que “aos que buscam o Senhor não falta nada”.


Evangelho: Mateus 8,28-34


Aleluia, aleluia, aleluia.


Deus nos gerou pela Palavra da verdade / como as primícias de suas criaturas (Tg 1,18). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 28quando Jesus chegou à outra margem do lago, na região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois homens possuídos pelo demônio, saindo dos túmulos. Eram tão violentos, que ninguém podia passar por aquele caminho. 29Eles então gritaram: “O que tens a ver conosco, Filho de Deus? Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?” 30Ora, a certa distância deles estava pastando uma grande manada de porcos. 31Os demônios suplicavam-lhe: “Se nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos”. 32Jesus disse: “Ide”. Os demônios saíram e foram para os porcos. E logo toda a manada atirou-se monte abaixo para dentro do mar, afogando-se nas águas. 33Os homens que guardavam os porcos fugiram e, indo até a cidade, contaram tudo, inclusive o caso dos possuídos pelo demônio. 34Então a cidade toda saiu ao encontro de Jesus. Quando o viram, pediram-lhe que se retirasse da região deles. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 8,28-34

«Pediram-lhe que fosse embora da região»


Rev. D. Antoni CAROL i Hostench

(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje, no Evangelho, contemplamos um triste contraste. “Contraste” porque admiramos o poder e a majestade divina de Jesus Cristo, a quem voluntariamente se submetem os demônios (sinal claro da chegada do Reino dos Céus). Mas, ao mesmo tempo, deploramos a estreiteza e a mesquinhez de que é capaz o coração humano que repudia o portador da Boa Nova: «A cidade inteira saiu ao encontro de Jesus. E logo que o viram, pediram-lhe que fosse embora da região» (Mt 8,34). E “triste” porque «a luz verdadeira, que vindo ao mundo (...), mas o mundo não a reconheceu» (Jo 1, 9.11).


Mais contraste e mais surpresa ainda se reparamos no fato de que o homem é livre e esta liberdade tem a “capacidade de reter” o poder infinito de Deus. Digamos isto de outra maneira: a infinita Potestade divina chega até onde o permite nossa “poderosa” liberdade. E isto é assim porque Deus nos ama principalmente com um amor de Pai, e portanto, não nos há de surpreender que ele respeite muito nossa liberdade: Ele não impõe seu amor: apenas o propõe para nós.


Deus, com sabedoria e bondade infintas, governa providencialmente o universo, respeitando nossa liberdade; e também faz isto quando essa liberdade humana lhe dá as costas e não quer aceitar sua vontade. Ao contrário do que possa parecer, não se lhe escapa o mundo das mãos: Deus leva tudo a bom termo, apesar dos impedimentos que Lhe possamos opor. Na verdade, nossos impedimentos são antes de tudo, impedimentos para nós mesmos.


Podemos afirmar então, que «frente a liberdade humana, Deus quis se fazer “impotente”. E pode-se mesmo dizer que Deus está pagando por este grande dom [a liberdade] que nos concedeu como seres criados por Ele à sua imagem e semelhança [o homem]» (João Paulo II). Deus obedece!: sim, se o expulsamos, Ele obedece e se vai. Ele obedece, mas nós perdemos. Ao contrário, saímos ganhando quando respondemos como Santa Maria: «Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1,38).

Fonte https://evangeli.net/


O QUE QUERES DE NÓS, VIESTE PARA NOS PERDER? Mt 8,28-34

HOMILIA


A Bíblia descreve pelo menos 39 milagres que Jesus realizou durante o Seu Ministério Público, e vários outros milagres com ele, são descritos, como seu nascimento, Transfiguração, Ressurreição e Ascensão. Esta apresentação dá uma sequência cronológica dos Milagres, tal como foi apresentado nos quatro Evangelhos. Cada evento inclui a referência adequada escritural. Além disso, a localização dos eventos é indicada, para melhor seguir as viagens do Senhor, enquanto Ele estava na Terra.


Na época de Jesus, muitas enfermidades internas eram interpretadas como possessões demoníacas. Por isso, para eles, o sinal mais evidente da chegada do Reino era a vitória sobre essas forças do mal que provocava muito sofrimento. Esses demônios faziam o homem escravo e os levavam a viver fora da realidade, como morar em cemitério, ser agressivo, quebrar grilhões e se ferirem.


O endemoniado sabe da origem, do poder e da ação de Jesus. Sabe e conhece os relatos das curas que Cristo realizava, por isso O pergunta: Filho de Deus, o que o Senhor quer de nós? O Senhor veio aqui para nos castigar antes do tempo? Se o Senhor vai nos expulsar, nos mande entrar naqueles porcos!


Em duas palavras: Pois vão! Jesus responde e Suas palavras produzem efeito. O homem fica curado. Jesus ao curá-lo devolve o direito de convívio com a comunidade, realizando assim a chegada do Reino também para quem não acreditava. Assim, se entende que a salvação não é somente para um povo ou uma religião, é para todos. Quanto aos prejuízos causados pela morte dos porcos devido a expulsão dos demônios, quero crer que foi por misericórdia para com os donos desses animais, que Jesus permitira lhes sobreviesse o prejuízo. É que eles se achavam absorvidos em coisas terrestres, e não se importavam com os grandes interesses da vida espiritual. Cristo desejava quebrar o encanto da indiferença egoísta, a fim de lhe poderem aceitar a graça que redime e salva proporcionando-lhes a vida eterna.


E a atitude dos moradores ao expulsarem Jesus da sua região, foi uma recusa total da salvação trazida por Ele. Oxalá, reconhecendo o poder de Jesus, o projeto de vida eterna, na pessoa de Jesus entre nós, cantemos a Deus um hino de louvor e de ação de graças!


Gritarmos, como aqueles dois homens o que o Senhor quer de nós? Só que sem desespero, porque Ele não veio para nos perder, mas para nos ganhar eternamente. Seu projeto é de vida eterna.


Pai coloca-me bem junto de teu Filho Jesus, para que as forças do mal não prevaleçam contra mim nem me mantenham prisioneiro de seu poder opressor.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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quinta-feira, 29 de junho de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 8,23-27 - 04.07.2023

Liturgia Diária


4 – TERÇA-FEIRA 

13ª SEMANA DO TEMPO COMUM


(verde – ofício do dia)



Povos todos, aplaudi e aclamai a Deus com brados de alegria (Sl 46,2).


Mesmo quando parece ausente, Deus nunca é alheio às aflições do seu povo, mas caminha com ele e, sem cessar, age para salvá-lo, chamando-o à conversão. Deixemo-nos orientar pela decisão do salmista, que diz ao Senhor: “Vossa verdade escolhi por meu caminho”.


Evangelho: Mateus 8,23-27


Aleluia, aleluia, aleluia.


No Senhor ponho a minha esperança, / espero em sua Palavra (Sl 129,5). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 23Jesus entrou na barca e seus discípulos o acompanharam. 24E eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, dormia. 25Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo: “Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!” 26Jesus respondeu: “Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?” Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria. 27Os homens ficaram admirados e diziam: “Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?” – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 8,23-27

«Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria»


Fray Lluc TORCAL Monje del Monastério de Sta. Mª de Poblet

(Santa Maria de Poblet, Tarragona, Espanha)

Hoje, terça-feira XIII do tempo comum, a liturgia oferece-nos um dos fragmentos mais impressionantes da vida publica do Senhor. A cena apresenta uma grande vivacidade, contrastando radicalmente a atitude dos discípulos com a de Jesus. Podemos imaginar-nos a agitação que reinou na barca quando «veio uma grande tempestade sobre o mar, a ponto de o barco ser coberto pelas ondas» (Mt 8,24), mas a agitação não foi suficiente para acordar Jesus que dormia. Tiveram que ser os discípulos quem, no seu desespero, acordaram Jesus!: «Senhor, salva-nos, estamos perecendo!» (Mt 8,25).


O Evangelista serve-se de todo este dramatismo para nos revelar o autêntico ser de Jesus. A tempestade não tinha perdido a sua fúria e os discípulos continuavam cheios de agitação quando o Senhor, simples e tranquilamente, «levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria» (Mt 8,26). Da Palavra repreendedora de Jesus seguiu-se a calma, a calma que não estava apenas destinada a realizar-se nas aguas agitadas do céu e do mar: a Palavra de Jesus dirigia-se sobre tudo a acalmar os corações temerosos dos seus discípulos. «Por que tanto medo, homens de pouca fé?» (Mt 8,26).


Os discípulos passaram da perturbação e do medo à admiração própria daquele que acaba de assistir a alguma coisa impensável até então. A surpresa, a admiração, a maravilha de uma mudança drástica na situação em que viviam despertou neles uma pergunta central: «Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?» (Mt 8,27). Quem é aquele que pode acalmar as tempestades do céu e da terra e, ao mesmo tempo, as dos corações dos homens? Apenas «quem dormindo como homem numa barca, pode dar ordens aos ventos e ao mar, como Deus» (Nicetas de Remesiana).


Quando pensamos que a terra se afunda, não esqueçamos que o nosso Salvador é o próprio Deus feito homem, o qual se nos dá pela fé.


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Levou aos seus discípulos consigo no barco, para ensinar-lhes estas duas coisas: não se amedrontar com os perigos, nem se envanecer com honras» (São João Crisóstomo)


«Jesus não quer que sejamos pessoas passivas; Ele quer que sejamos instrumentos ativos, responsáveis, mas ao mesmo tempo cheios de esperança. Esta é a chave para enfrentar as tempestades da vida» (Bento XVI)


«A confiança filial é posta à prova quando temos a sensação de nem sempre ser atendidos. O Evangelho convida-nos a interrogarmo-nos sobre a conformidade da nossa oração com o desejo do Espírito» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.756)

Fonte https://evangeli.net/


JESUS ACALMA O VENTO E AS ONDAS DA SUA VIDA Mt 8,23-27

HOMILIA


Jesus estava atravessando o lago da Galiléia, saindo de Carfanaum e indo para Gadara. Ele dormia, estava cansado, porque naquele mesmo dia havia curado muitos enfermos. A tempestade era típica daquela região. Os pescadores entraram em desespero assim que a tempestade começou, acordaram Jesus e Ele fez o mar se acalmar. Muitas vezes somos como os discípulos, no meio de muitas provações esqueceram quem estava com eles, guiando o seu barco e a sua vida!


Assim como eles, muitas vezes também eu e você vemos que durante a nossa caminhada cristã enfrentamos diversas provações. Em 2 Co 14,17 Paulo afirma: “Pois nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais que todos eles”.


Deus opera em nossa vida, para desenvolver o nosso caráter, nos moldar e aperfeiçoar. Por mais que você peque, erre feio, Ele nunca vai desistir de você. Jesus veio para morrer pela sua vida, seus pecados, e hoje você pode comemorar isso com Ele, em uma caminhada íntima.


Durante o nosso dia-a-dia, enfrentamos diversas provações todo o tempo, essas dificuldades nos forçam a olhar para Deus e a depender Dele em vez de confiar em nós mesmos. Não importa o tamanho da sua “onda”, do seu problema ou da sua provação, Deus vai estar lá para ajudar você a enfrentá-la.


Jesus estava dormindo e os discípulos acharam que pelo fato Dele está dormindo, eles iriam perecer, morrer na tempestade. Eles estavam estranhando a calma de Jesus, o Seu silêncio, durante toda a tempestade. Mas Ele não iria deixar de agir! Deus age, por mais que para você Ele esteja parecendo em silêncio! Em Is. 8:17 diz: “Ele se escondeu do seu povo, mas eu confio Nele e Nele ponho minha esperança”. Devemos amá-lo durante todo tempo! Por mais que Ele pareça distante! Devemos confiar e entregar os nossos planos nas mãos Dele. Precisamos dizer: “Senhor que os Teus planos, sejam o objetivo da minha vida”; “Eu preciso diminuir para que somente Tu cresça dentro de mim”. Esse “distanciamento” ou “silêncio” de Deus, está relacionado a maturidade da sua amizade com Ele. Então, você pode se perguntar: “Senhor qual o meu problema?” O Seu problema?! Você pára para pensar, e analisar, talvez, você esteja pegando a onda errada, tomando um rumo que não vai de acordo com os planos de Deus na sua vida, como por exemplo, a onda do mundo, buscando coisas erradas, que magoam o coração de Deus! Então, Ele se cala para você refletir sobre suas atitudes, e voltar a buscá-lo verdadeiramente.


Não procure somente uma experiência com Deus, busque a Ele acima de tudo! Ele quer que você confie Nele. A fé agrada a Deus! Diga a Deus como você está se sentindo. Confie que Deus cumprirá Suas promessas. Não esqueça que Jesus desistiu de todas as coisas para que você pudesse ter todas as coisas. Ele morreu para que você tivesse vida e vida em abundância! E pudesse ter a oportunidade de fazer coisas que você gosta, seja surfar, jogar, correr… E esse já é um bom motivo, motivo suficiente para o seu agradecimento contínuo, e uma vida de louvor e consagração! Deus sabe como você se sente! Ele está decidido a acalmar as tempestades, os ventos e as ondas que assolam e abalam a barca da tua vida, da tua casa e de toda a tua família. Veja o que está escrito em Hb. 13,5: “Deus mesmo disse: Nunca os deixarei e jamais os abandonarei”. Portanto, coragem! Alegra-se! Ele está com você, entregue tudo nas mãos Dele, seus sonhos e planos… Espere com paciência no nosso Senhor que Ele agirá em seu favor!


Pai põe no meu coração a certeza de que o Ressuscitado está comigo e me dá força nos momentos de tribulação. E, assim, eu dê provas de que a minha fé é sólida.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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quarta-feira, 28 de junho de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 20,24-29 - 03.07.2023

Liturgia Diária


3 – SEGUNDA-FEIRA 

SÃO TOMÉ, APÓSTOLO


(vermelho, glória, pref. dos apóstolos – ofício da festa)



Vós sois o meu Deus e eu vos dou graças; vós sois o meu Deus e eu vos exalto: eu vos dou graças porque sois o meu salvador (Sl 117,28).


Tomé foi um dos doze apóstolos escolhidos por Jesus. Não obstante suas fraquezas, deixou-nos por herança sublime profissão de fé, que se repete, como um eco amoroso, nos lábios dos que creem: “Meu Senhor e meu Deus”. Mirando seu exemplo, saibamos definir o verdadeiro sentido de nossa vida por meio da vivência da fé e da caridade.


Evangelho: João 20,24-29


Aleluia, aleluia, aleluia.


Acreditaste, Tomé, porque me viste. / Felizes os que creem sem ter visto (Jo 20,29). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – 24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. 26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. 27Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 29Jesus lhe disse: “Acreditaste porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 20,24-29

«Bem-aventurados os que creram sem terem visto!»


Rev. D. Joan SERRA i Fontanet

(Barcelona, Espanha)

Hoje, a Igreja celebra a festa de Santo Tomé. O evangelista João, depois de descrever a aparição de Jesus, no próprio Domingo da Ressurreição, diz que o apóstolo Tomé não estava ali, e quando os Apóstolos —que tinham visto o Senhor— disso davam testemunho, Tomé respondeu: «Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos, se eu não puser a mão no seu lado, não acreditarei» (Jo 20,25).


Jesus é bom e vai ao encontro de Tomé. Passados oito dias, Jesus aparece novamente e diz a Tomé: «Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!» (Jo 20,27).


— Oh, Jesus, como és bom! Se vês que alguma vez me afasto de Ti, vem ao meu encontro, como foste ao encontro de Tomé.


Estas palavras foram a reação de Tomé: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20,28). Que bonitas são estas palavras de Tomé! Chama-lhe “Senhor” e “Deus”. Faz um ato de fé na divindade de Jesus. Ao vê-lo ressuscitado, já não vê somente o homem Jesus, que estava com os Apóstolos e comia com eles, mas o seu Senhor e seu Deus.


Jesus repreende-o e diz-lhe que não seja incrédulo, mas crente e acrescenta: «Bem-aventurados os que não viram, e creram!» (Jo 20,28). Nós não vimos Cristo crucificado, nem Cristo ressuscitado, nem nos apareceu, mas somos felizes porque acreditamos neste Jesus Cristo que morreu e ressuscitou por nós.


Então, rezemos: «Meu Senhor e meu Deus, afasta de mim tudo o que me afasta de Ti; meu Senhor e meu Deus, dá-me tudo o que me aproxima de Ti; meu Senhor e meu Deus, tira-me de mim próprio para me dar inteiramente a Ti» (S. Nicolau de Flüe).

Fonte https://evangeli.net/


JESUS E TOMÉ Jo 20,24-29

HOMILIA


Este Evangelho nos chama atenção pela falta de fé do discípulo Tomé que por tanto tempo acompanhou Jesus, que conviveu lado a lado, que partilhou dos mesmos ideais do Mestre.


Ora, pois, bem! Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Só este discípulo estava ausente; e, ao voltar e ouvir contar o que acontecera, negou-se a acreditar no que ouvia. Veio outra vez o Senhor e apresentou ao discípulo incrédulo o seu lado para que lhe pudesse tocar, mostrou-lhe as mãos e, mostrando-lhe também a cicatriz das suas chagas, curou a ferida daquela incredulidade. Que pensais, irmãos caríssimos, de tudo isto? Julgais porventura ter acontecido por acaso que aquele discípulo estivesse ausente naquela ocasião, que ao voltar ouvisse contar, que ao ouvir duvidasse que ao duvidar tocasse e que ao tocar acreditasse?


Tudo isto não aconteceu por acaso, mas por disposição da providência divina. A bondade de Deus atuou de modo admirável, a fim de que aquele discípulo que duvidara, ao tocar as feridas do corpo do seu Mestre curasse as feridas da nossa incredulidade. Mais proveitosa foi para a nossa fé a incredulidade de Tomé do que a fé dos discípulos que não duvidaram; porque, enquanto ele é reconduzido à fé porque pôde tocar, a nossa alma põe de parte toda a dúvida e confirma-se na fé. Deste modo, o discípulo que duvidou e tocou, tornou-se testemunha da realidade da ressurreição. Tocou e exclamou: Meu Senhor e meu Deus. Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, acreditaste.


A incredulidade de Tomé chocou até mesmo os outros discípulos. Mas entenderam a atitude do amigo, afinal nem eles mesmos haviam acreditado que Cristo iria ressuscitar ao terceiro dia, apesar de terem presenciado a ressurreição de Lázaro após quatro dias de morto. Como não teria poder para ressuscitar a Si mesmo para a Glória de Deus?


Jesus, com sua bondade infinita, pediu a Tomé que tocasse em suas chagas, mas não foi preciso, alí mesmo Ele reconheceu o poder imenso do Filho de Deus, que desceu à mansão dos mortos e veio a ressuscitar para também nos ressuscitar das trevas.


Como o apóstolo Paulo diz: A fé é o fundamento dos bens que se esperam, a prova das realidades que não se vêem, torna-se claro que a fé é a prova da verdade daquelas coisas que não podemos ver. Pois aquilo que se vê já não é objeto de fé, mas de conhecimento direto. Então, se Tomé viu e tocou, porque é que lhe diz o Senhor: Porque me viste, acreditaste? É que ele viu uma coisa e acreditou noutra. A divindade não podia ser vista por um mortal. Ele viu a humanidade de Jesus e fez profissão de fé na sua divindade exclamando: Meu Senhor e meu Deus. Portanto, tendo visto acreditou, porque tendo à sua vista um homem verdadeiro, exclamou que era Deus, a quem não podia ver.


A falta de fé muitas vezes nos deixa cegos para o amor, nos deixa cegos para reconhecer Jesus como o verdadeiro Messias e Salvador, a falta de fé nos deixa cegos para reconhecer em cada irmão necessitado a presença viva de Jesus, a falta de fé nos deixa cegos para amar o próximo, a falta de fé nos deixa cegos para crer que a PAIXÃO, MORTE e RESSURREIÇÃO de Jesus foi em nome de toda a humanidade.


Muita alegria nos dá o que se segue: Felizes os que não viram e acreditaram. Por esta frase, não há dúvida que somos nós especialmente visados, pois não O vimos em sua carne, mas possuímo-l’O no nosso espírito. Somos nós visados, desde que as obras acompanhem a nossa fé. Na verdade só acredita verdadeiramente aquele que procede segundo a fé que professa. Pelo contrário, daqueles que têm fé apenas de palavras, diz São Paulo: Professam conhecer a Deus, mas negam-n’O por obras. A este respeito diz São Tiago: A fé sem obras é morta!

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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terça-feira, 27 de junho de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 16,13-19 - 02.07.2023

Liturgia Diária


2 – DOMINGO 

SÃO PEDRO E SÃO PAULO


(vermelho, glória, creio, prefácio próprio – ofício da solenidade)



Eis os santos que, vivendo neste mundo, plantaram a Igreja, regando-a com seu sangue. Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus.


Celebramos hoje a solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo, amigos de Deus, que assumiram com amor radical o seguimento de Jesus Cristo, até a doação completa da própria vida. Em comunhão com o papa Francisco, bendigamos ao Senhor pela fé viva de Pedro e pelo ardor missionário de Paulo, com os quais aprendemos a fidelidade e a autenticidade no testemunho cristão.


Evangelho: Mateus 16,13-19


Aleluia, aleluia, aleluia.


Tu és Pedro e sobre esta pedra / eu irei construir minha Igreja; / e as portas do inferno / não irão derrotá-la (Mt 16,18). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros, ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. – Palavra da salvação.


Reflexão - Evangelho: Mateus 16,13-19

“E vós, quem dizeis que eu sou?”


Pescador da Galileia, Simão Pedro responde ao chamado de Jesus, que logo lhe dá o apelido de Cefas (rocha, pedra) e faz dele o responsável pelo grupo de discípulos (Igreja). Depois da ascensão de Jesus, Pedro assume a direção da comunidade em Jerusalém. É o primeiro a reconhecer a necessidade de abrir a Igreja também para os não judeus. Em Roma, sofre o martírio, por volta do ano 64. De perseguidor dos cristãos a apóstolo de Cristo, Paulo foi o primeiro grande missionário da Igreja (quatro grandes viagens apostólicas). Evangelizou principalmente os povos não judeus. Fundou várias comunidades. Escreveu algumas cartas com temas teológicos profundos e orientações pastorais. Sofreu o martírio em Roma no ano 67. Pedro e Paulo são considerados pedras fundamentais da fé cristã. O papa é o sucessor de Pedro.

Fonte https://www.paulus.com.br/


A AFIRMAÇÃO DE PEDRO Mt 16,13-19

HOMILIA


Na narrativa de Mateus encontramos duas de suas características dominantes. Ele acentua a dimensão messiânica de Jesus e já apresenta sinais da instituição eclesial nascente. Escreve na década de 80, quando os discípulos de Jesus oriundos do judaísmo estavam sendo expulsos das sinagogas que até então frequentavam. Ele pretende convencer estes discípulos de que em Jesus se realizam suas esperanças messiânicas moldadas sob a antiga tradição de Israel. Daí o acentuado caráter messiânico atribuído a Jesus por Mateus. Os cristãos, afastados das sinagogas, começam a estruturar-se em uma instituição religiosa própria, na qual a figura de referência é Pedro, já martirizado em Roma. Pedro é apresentado como o fundamento da Igreja e detentor das chaves do Reino dos Céus.


Ó Deus, hoje nos concedeis a alegria de festejar S. Pedro e S.Paulo… apóstolos que nos deram as primícias da fé. Estamos aqui como Igreja a reconhecer a unidade de fé que viveram na diversidade de missão. Por isso os celebramos juntos. Sua fé em Jesus foi força que encontraram para suas vidas e para sua missão. O Espírito moldou seus corações de tal modo que puderam, como diz Paulo, dizer: “Para mim, viver é Cristo” (Fl 1,21). Pedro faz a primeira expressão de fé do discípulo: “Tu és o Messias, o Filho de Deus Vivo” (Mt 16.16). Eu tenho a tentação de ver Pedro mais ligado à tradição e Paulo como um tipo mais avançado e rebelde. Os dois eram parecidos. Vemos Pedro romper com a tradição judaica e entrar em casa de pagãos consciente de que não devia chamar de impuro o que Deus declarara puro (At 10,15). Pedro abre as portas do paganismo ao Evangelho, no Concílio de Jerusalém, tachando a tradição judaica de um jugo impossível de suportar (At.15,10). Era uma grande libertação que fazia dentro de si mesmo pela ação do Espírito. Essa posição liberou a Igreja. Esse ato dá liberdade total a Paulo para evangelizar os pagãos (v.12). Paulo tão forte na liberdade, mantém tradições judaicas como cortar cabelos para cumprir um voto (At 18,18) e, por causa dos judeus, circuncidar Timóteo que tinha pai grego (At 16,3). A fé professada por Pedro se dá em um momento crucial da vida de Jesus, e O anima a seguir rumo à Paixão. Pedro recebe uma bem-aventurança: “Feliz és tu Simão, pois não foi um ser humano que te revelou isso, mas meu Pai que está nos céus”. Tem o dom de ser pedra de alicerce sobre a qual Jesus constrói a Igreja e lhe dá o poder de ligar e desligar (Mt 16,17-19). Paulo reconhece a ação do Espírito: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé” (2Tm 4,7).


Deram a vida pela Igreja e por Cristo. Rezamos no prefácio: “Unidos pela coroa do martírio, recebem igual veneração”. Eles têm consciência durante sua vida de que a perseguição que sofrem é por causa do Evangelho. Herodes desencadeou a perseguição sobre a Igreja; Matou Tiago e prendeu Pedro para apresentá-lo ao povo e ser morto. Ele foi libertado da prisão por um anjo (At 12,1-11). Paulo tem consciência do fim: “Já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida” (2Tm 4,8). Os dois têm a experiência de que são protegidos pelo Senhor: “O Senhor esteve a meu lado e me deu forças” (v. 17); Pedro reconhece: “Agora sei que o Senhor enviou seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava” (v.11).


O ensinamento desta festa à Igreja é a abertura à tradição e ao acolhimento da novidade para ser fiel. A Igreja tem que se voltar sempre para o dinamismo destes dois homens que deram a vida pelo evangelho. Eles nos ensinam. Não podemos ficar na superficialidade e celebrar sem refletir o que os fez grandes. Eles não só são colunas da fé, mas também dão rumos para seu futuro. Vivemos tempos nos quais há tendências de voltar à tradição pela tradição e à novidade pela novidade. Mas devemos partir da fé que professamos em cada celebração.


A Igreja celebra Pedro e Paulo no mesmo dia porque trabalharam na unidade da fé e na diversidade de modalidades. Sua força apostólica está na fé em Jesus. Pedro e Paulo não se diferem pelo apego à tradição ou inovação, mas pelo campo. Ambos têm a tradição que preserva e a inovação que assume caminhos novos. Ambos vivem da fé.


Unidos pelo martírio recebem igual veneração. Sofrem por causa do Evangelho. Herodes prende Pedro e Paulo está preso em Roma com a consciência de ter combatido o bom combate e guardado e fé. Ambos sabem que o Senhor esteve sempre com eles.


O ensinamento desta festa é a abertura à tradição e o acolhimento da novidade para ser fiel. Eles são colunas da Igreja, mas também dão rumos. Há tendência de voltar à tradição pela tradição ou ir à novidade pela novidade. Como Pe. Vitor Coelho dizia: a Igreja não é de bronze, pois enferruja. É uma árvore que cresce porque tem ramos novos e permanece porque tem tronco.


Celebrando S. Pedro e S. Paulo nós celebramos a ação de Deus em Jesus para implantar o seu Reino no mundo. Ele usou duas luvas de briga: uma grosseira, Pedro, e outra mais caprichada, Paulo. Por que essa diferença?


Os dois implantaram a Igreja de Deus em dois mundos diferentes, mundo judeu e mundo pagão. Missão diferente, mas o mesmo fim. Diferente é o modo de compreender a fé. Isso enriquece. O judaísmo tende ao ritualismo; o paganismo tende a um modo mais livre de vida. A Igreja se enriquece com esses dois modos de entender.


Eles se fundam na fé. Pedro e Paulo vivem Jesus. Mesmo passando na boca do leão, foram salvos e preservados. Deram a vida por Jesus. Eles falavam grosso e tinham o que dizer sobre Deus. Eu e você, o que temos feito no que toca a nossa fé em Deus?


Pai consolida minha fé, a exemplo do apóstolo Pedro que, em meio às provações, soube dar, com o seu martírio, testemunho consumado de adesão a Jesus.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 8,5-17 - 01.07.2023

Liturgia Diária


1 – SÁBADO 

12ª SEMANA DO TEMPO COMUM


(verde – ofício do dia)



O Senhor é a força de seu povo, fortaleza e salvação do seu ungido. Salvai, Senhor, vosso povo, abençoai vossa herança e governai para sempre os vossos servos (Sl 27,8s).


O poder divino se manifesta em nosso favor quando menos imaginamos. O próprio Deus nos desafia: “Existe alguma coisa impossível para o Senhor?” Renovemos, pois, nossa fé naquele que toma nossas dores e sempre se lembra de nos mostrar sua bondade.


Evangelho: Mateus 8,5-17


Aleluia, aleluia, aleluia.


O Cristo tomou sobre si nossas dores, / carregou em seu corpo as nossas fraquezas (Mt 8,17). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 5quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6“Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”. 7Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. 8O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9Pois eu também sou subordinado e tenho soldados debaixo de minhas ordens. E digo a um: ‘Vai!’, e ele vai; e a outro: ‘Vem!’, e ele vem; e digo ao meu escravo: ‘Faze isto!’, e ele faz”. 10Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado e disse aos que o seguiam: “Em verdade vos digo, nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11Eu vos digo, muitos virão do oriente e do ocidente e se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó, 12enquanto os herdeiros do Reino serão jogados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes”. 13Então, Jesus disse ao oficial: “Vai! E seja feito como tu creste”. E naquela mesma hora o empregado ficou curado. 14Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra dele deitada e com febre. 15Tocou-lhe a mão, e a febre a deixou. Ela se levantou e pôs-se a servi-lo. 16Quando caiu a tarde, levaram a Jesus muitas pessoas possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos com sua palavra e curou todos os doentes, 17para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: ”Ele tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 8,5-17

«Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu criado ficará curado»


Rev. D. Xavier JAUSET i Clivillé

(Lleida, Espanha)

Hoje, no Evangelho, vemos o amor, a fé, a confiança e a humildade de um centurião, que estima profundamente o seu criado. Preocupa-se tanto por ele, que é capaz de humilhar-se ante Jesus e pedir-lhe: «Senhor, o meu criado está de cama, lá em casa, paralisado e sofrendo demais» (Mt 8,6). Esta solicitação pelos outros, especialmente por um criado, obtém de Jesus uma rápida resposta: Ele respondeu: «Vou curá-lo». (Mt 8,7). E tudo desemboca numa serie de atos de fé e de confiança. O centurião não se considera digno e, ao lado deste sentimento, manifesta sua fé diante de Jesus e de todos os que estavam ali presentes, de tal maneira que Jesus diz: Ao ouvir isso, Jesus ficou admirado e disse aos que o estavam seguindo: «Em verdade, vos digo: em ninguém em Israel encontrei tanta fé» (Mt 8,10).


Podemos nos perguntar o que é que move a Jesus para realizar o milagre? Quantas vezes pedimos e parece que Deus não nos atende! E isso que sabemos que Deus sempre nos escuta. O que será que sucede, então? Achamos que pedimos bem, mas, será que o fazemos como o centurião? Sua oração não é egoísta, está cheia de amor, humildade e confiança. Diz São Pedro Crisólogo: «A força do amor não mede as possibilidades (...). O amor não discerne, não reflete, não conhece razões. O amor não é resignação ante a impossibilidade, não se intimida ante nenhuma dificuldade». É assim minha oração?


O centurião disse: «Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu criado ficará curado...» (Mt 8,8). É a resposta do centurião. São assim teus sentimentos? É assim tua fé? «Só a fé pode captar este mistério, esta fé que é o fundamento e a base de quanto ultrapassa à experiência e ao conhecimento natural» (São Máximo). Se é assim, também escutarás: «‘Vai! Conforme acreditaste te seja feito’. E naquela mesma hora, o criado ficou curado» (Mt 8,13).


Santa Maria, Virgem e Mãe! Mestra de fé, de esperança e de amor solícito, ensina-nos a orar como convém para conseguir do Senhor tudo aquilo que necessitamos.


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«A fé deste centurião anuncia a fé dos gentios; foi como o grão de mostarda, pequeno mas ardoroso» (Santo Agostinho)


«Jesus se maravilhou da fé que tinha esse centurião. Tinha empreendido um caminho para encontrar ao Senhor, mas o tinha feito com fé, por isso não somente ele encontrou ao Senhor, se não que sentiu a alegria de ser encontrado pelo Senhor» (Francisco)


«Todos os homens são chamados a entrar no Reino. Anunciado primeiro aos filhos de Israel, este Reino messiânico é destinado a acolher os homens de todas as nações (cf. Mt 8,11). Para ter acesso a ele, é preciso acolher a Palavra de Jesus » (Catecismo da Igreja Católica, n° 543)

Fonte https://evangeli.net/


A FÉ DO CENTURIÃO Mt 8,5-17

HOMILIA


As promessas de Deus a Abraão não eram apenas para ele, mas para toda a sua descendência; e a descendência de Abraão são todos os que, pela fé, se virão a tornar membros do povo de Deus. Assim o declarou Jesus, quando, no centurião, encontrou alguém que, não sendo descendente de Abraão segundo a carne, pois que era pagão, se tornou tal pela fé, enquanto que os que eram da descendência carnal de Abraão seriam lançados fora por não aceitarem na fé a palavra que Jesus lhes anunciava.


Entrando em Cafarnaúm, aproximou-se dele um centurião, suplicando nestes termos:


«Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico, sofrendo horrivelmente.» Disse-lhe Jesus: «Eu irei curá-lo.» Respondeu-lhe o centurião: «Senhor, eu não sou digno de que entres debaixo do meu tecto; mas diz uma só palavra e o meu servo será curado. Porque eu, que não passo de um subordinado, tenho soldados às minhas ordens e digo a um: ‘Vai’, e ele vai; a outro:


‘Vem’, e ele vem; e ao meu servo: ‘Faz isto’, e ele faz.» Jesus, ao ouvi-lo, admirou-se e disse aos que o seguiam: «Em verdade vos digo: Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé! Digo-vos que, do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete com Abraão, Isaac e Jacob, no Reino do Céu, ao passo que os filhos do Reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes.» Disse, então, Jesus ao centurião:


«Vai, que tudo se faça conforme a tua fé.» Naquela mesma hora, o servo ficou curado.


Entrando em casa de Pedro, Jesus viu que a sogra dele jazia no leito com febre. Tocou-lhe na mão, e a febre deixou-a. E ela, levantando-se, pôs-se a servi-lo. Ao entardecer, apresentaram-lhe muitos possessos; e Ele, com a sua palavra, expulsou os espíritos e curou todos os que estavam doentes, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: Ele tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas dores.


A fé do centurião nasce do testemunho de amor de Jesus. Não é uma fé decorrente das tradições do judaísmo. Sua fé supera a fé de Israel. O “choro e ranger de dentes” aparece seis vezes em Mateus. É uma fórmula típica da manifestação da cólera divina contra o pecador, inspirada no Primeiro Testamento. E Mateus é o único evangelista a fazer esta interpretação teológica. Com a narrativa da expulsão de espíritos maus e das curas, Mateus associa cumprimento das profecias na pessoa de Jesus. Ele faz a inculturação de Jesus de Nazaré nas tradições do judaísmo. Cabe à ação missionária fazer a inculturação de Jesus nas diversas culturas do mundo de hoje. E os missionários de hoje sou eu, és tu meu irmão e minha irmã. A massa que temos por missão de fermentar, a carne ou o peixe que temos que salgar para não apodrecer é primeiro os da minha e tua casa, o marido, a esposa, os filhos. Depois os vizinhos, os amigos e colegas. Todos aqueles com quem nos encontramos no nosso dia a dia. Que seja uma tarefa dura e difícil já o sabemos. Mas que é possível o milagre acontecer não tenha dúvidas. Olhe para a fé do centurião.


A condição de centurião pode ser minha e tua. Assim como ele implorando pedia que Jesus fosse com ele para curar o seu empregado, assim eu e tu devemos gritar para o Senhor: vinde Senhor curar a minha doença, os meus vícios e toda a minha família

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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segunda-feira, 26 de junho de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 8,1-4 - 30.06.2023

Liturgia Diária


30 – SEXTA-FEIRA 

12ª SEMANA DO TEMPO COMUM


(verde – ofício do dia)



O Senhor é a força de seu povo, fortaleza e salvação do seu ungido. Salvai, Senhor, vosso povo, abençoai vossa herança e governai para sempre os vossos servos (Sl 27,8s).


Em todos os tempos, Deus se comunica com o ser humano por meio de sinais. Jesus também nos favoreceu com os sacramentos, sinais da graça divina. Proponhamo-nos alimentar a fé mediante intensa vida sacramental, principalmente pela celebração eucarística.


Evangelho: Mateus 8,1-4


Aleluia, aleluia, aleluia.


O Cristo tomou sobre si nossas dores, / carregou em seu corpo as nossas fraquezas (Mt 8,17). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – 1Tendo Jesus descido do monte, numerosas multidões o seguiam. 2Eis que um leproso se aproximou e se ajoelhou diante dele, dizendo: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. 3Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero, fica limpo”. No mesmo instante, o homem ficou curado da lepra. 4Então Jesus lhe disse: “Olha, não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e faze a oferta que Moisés ordenou, para servir de testemunho para eles”. – Palavra da salvação.


Reflexão - Evangelho: Mateus 8,1-4

«Senhor, se queres, tens o poder de purificar-me»


Rev. D. Xavier ROMERO i Galdeano

(Cervera, Lleida, Espanha)

Hoje, o Evangelho nos mostra um leproso, cheio de dor e consciente de sua enfermidade, que chega a Jesus pedindo-lhe: « Senhor, se queres, tens o poder de purificar-me» (Mt 8,2). Também nos, ao ver tão próximo o Senhor e tão longe de nossa cabeça, nosso coração e nossas mãos de seu projeto de salvação, teríamos que sentir-nos ávidos e capazes de formular a mesma expressão do leproso: «Senhor, se queres podes limpar-me».


Pois bem, se impõe uma pergunta: Uma sociedade que não tem consciência do pecado pode pedir perdão ao Senhor? Pode pedir alguma purificação? Todos conhecem muita gente que sofre e cujo coração está ferido, mas seu drama é que não sempre é consciente de sua situação pessoal. Apesar de tudo, Jesus continua passando para o nosso lado, a cada dia (cf. Mt 28,20), e espera a mesma petição: «Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos». No entanto, nos também devemos colaborar. Santo Agostinho nos lembra em sua clássica sentença: «Aquele que te criou sem ti, não te salvará sem ti». É necessário, pois, que sejamos capazes de pedir ao Senhor que nos ajude, que queremos mudar com sua ajuda.


Alguém se perguntará: por que é tão importante notar, converter-se e desejar mudar? Simplesmente porque, do contrário, continuaríamos sem poder dar uma resposta afirmativa à pergunta anterior, na que dizíamos que una sociedade sem consciência do pecado dificilmente sentirá desejos ou necessidade de procurar o Senhor para formular sua petição de ajuda.


Por isso, quando chega o momento do arrependimento, o momento da confissão sacramental, é preciso desfazer-se do passado, das manchas que infectam nosso corpo e nossa alma. Não duvidemos: pedir perdão é um grande momento de iniciação cristã, porque é o momento em que nos cai a venda dos olhos. E se alguém nota a sua situação e não quer converter-se? Diz um ditado popular: «Não há pior cego do que aquele que não quer ver».


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Na pessoa deste leproso o Senhor quer exortar-nos a sermos humildes e a fugir da vanglória; exorta-nos a sermos gratos» (S João Crisóstomo)


«Jesus recebe a nossa humanidade enferma, e nós d´Ele a Sua humanidade sã e que cura. Isto acontece sempre que recebemos um sacramento com fé, especialmente o sacramento da Reconciliação, que nos cura da lepra e do pecado» (Francisco)


«O nome de “Senhor” significa a soberania divina. Confessar ou invocar Jesus como Senhor é crer na sua divindade. Ninguém pode dizerJesus é Senhor´, a não ser pela acção do Espírito Santo´» (1 Co 12, 3)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 455)

Fonte https://evangeli.net/


SÊ CURADO Mt 8,1-4

HOMILIA


Sê curado, foi a resposta de Jesus ante aquele homem, rejeitado por tudo e por todos. Condenado a solidão como fruto dos seus próprios pecados. Como era costume da época tratar todas as pessoas afetadas pela lepra.


O homem, reconhece em Jesus a única solução, a única saída para a sua enfermidade. Se aproxima d’Ele com muita fé, confiança e esperança de que a sua doença será curada, caso o Médico dos médicos quisesse. De joelhos suplica: Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar.


Veja meu irmão, minha irmã. O leproso prefere usar a palavra purificar e não curar. Por quê? A razão é simples. Somente Jesus tem o poder. E o Seu poder não somente cura. Porque quem é curado fisicamente pode vir a contrair no futuro ou a mesma doença ou uma outra. Ao passo que o purificar, vai mais longe. Tem um alcance espiritual. Diz respeito ao nosso relacionamento com Deus. Invoca o perdão de Deus que não por mérito próprio, mas por mandato do próprio Deus os sacerdotes administram nos confessionários.


Segundo a doutrina da nossa mãe igreja católica, os pecados são categorizados em três grupos:


1 – o pecado original, que é transmitido a todos os homens, sem culpa própria, devido à sua unidade de origem, que é Adão e Eva. Eles desobedeceram à Palavra de Deus no início do mundo, originando este pecado, que, felizmente, pode ser atualmente perdoado pelo sacramento do Batismo. Este pecado faz com que “a natureza humana fique submetida à ignorância, ao sofrimento, ao poder da morte, e inclinada ao pecado.


2 – o pecado mortal, que é cometido “quando, ao mesmo tempo, há matéria grave, plena consciência e deliberado consentimento. Este pecado destrói a caridade, priva-nos da graça santificante e conduz-nos à morte eterna do Inferno, se dele não nos arrependermos” sinceramente.


3 – o pecado venial, “que difere essencialmente do pecado mortal, comete-se quando se trata de matéria leve, ou mesmo grave, mas sem pleno conhecimento ou sem total consentimento. Não quebra a aliança com Deus, mas enfraquece a caridade; manifesta um afeto desordenado pelos bens criados; impede o progresso da alma no exercício das virtudes e na prática do bem moral; merece penas purificatórias temporais”, nomeadamente no Purgatório.


E o único que tem o poder de perdoar os pecados que tornam o homem impuro e por isso, merecedor do castigo eterno é Jesus. Em outro espaço da Sagrada Escritura Jesus diz aos sumos sacerdotes e anciãos do povo perante a cura do paralítico: para saberdes que o Filho do Homem tem poder de perdoar os pecados, levanta-se e anda.


O pecado nos faz leprosos, nos esola dos amigos de Deus, nos retira a dignidade de filhos e filhas de Deus. Quebra a nossa vida com Deus. Ele nos suja e nos leva à morte. Pois como diz São Paulo, o salário da pecado é a morte.


Todavia, ele não é maior do que o coração aberto de Jesus na cruz pela lança do soldado. Ele não tem mais poder do que os braços abertos de Cristo sempre pronta para nos compreender, e dialogando conosco nos acolher e perdoar todas as nossas faltas. Para Ele, não há pecado algum que não possa ser perdoado. Basta na humildade e simplicidade do coração nos ajoelharmos como este leproso que arguirmos a nossa voz: Senhor se queres podes me purificar.


A única palavra que ouviremos d’Ele não é de censura, não! É pura e simplesmente esta: Eu quero, fique limpo. Este é o coração manso e humilde, lento na ira e rápido em perdoar os pecados. Ele olha para o coração arrependido e o espírito humilhado. Portanto, pare de sofrer e se maltratar por causa dos grande ou poucos pecados que cometeste. Para Ele, ainda que eles sejam vermelhos como a púrpura ficarão brancos como a neve. Levante a cabeça. Recomece hoje. Procure o sacerdote da sua comunidade. Jesus já te perdoou, vai à ele apresente o teu arrependimento e cumpra a penitência que ele te recomendar e serás totalmente purificado.

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LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 7,21-29 - 29.06.2023

Liturgia Diária


29 – QUINTA-FEIRA 

12ª SEMANA DO TEMPO COMUM


(verde – ofício do dia)



O Senhor é a força de seu povo, fortaleza e salvação do seu ungido. Salvai, Senhor, vosso povo, abençoai vossa herança e governai para sempre os vossos servos (Sl 27,8s).


Deus tem projetos importantes para todos, mas nem sempre a pessoa está atenta aos sinais dos tempos, pelos quais Ele se manifesta, então acaba atropelando e distorcendo os planos divinos. Esta liturgia nos ajude a viver em sintonia com a vontade e a Palavra do Senhor.


Evangelho: Mateus 7,21-29


Aleluia, aleluia, aleluia.


Quem me ama realmente guardará minha palavra / e meu Pai o amará, e a ele nós viremos (Jo 14,23). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. 22Naquele dia, muitos vão me dizer: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres?’ 23Então eu lhes direi publicamente: jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais o mal. 24Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. 26Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!” 28Quando Jesus acabou de dizer essas palavras, as multidões ficaram admiradas com seu ensinamento. 29De fato, ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os mestres da Lei. – Palavra da salvação.


Reflexão - Evangelho: Mateus 7,21-29

«Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus»


Na conclusão do sermão da montanha, Jesus nos estimula a pôr em prática todos os seus ensinamentos e deixa claro que o autêntico herdeiro do Reino é quem cumpre a vontade de Deus. O voto de aprovação depende das obras boas realizadas para a glória de Deus e o bem do próximo. Outros sinais, mesmo extraordinários e sob invocação do nome do Senhor, se não forem acompanhados da sinceridade de coração, mas realizados por motivos desonestos, serão reprovados “naquele dia”, momento de prestar contas. Não basta ficar só rezando e repetindo o nome de Deus sem arregaçar as mangas e partir para a prática da justiça. Quem fizer a vontade do Pai celeste, revelada por Jesus nos Evangelhos, esse estará edificando sua vida sobre a rocha inabalável, que é o próprio Cristo.

Fonte https://www.paulus.com.br/


QUEM PODE ENTRAR NO REINO DO CÉU? Mt 7,21-29

HOMILIA


Meu irmão, minha irmã, você sabia que a nossa entrada no Reino dos céus não acontece em vista de palavras pronunciadas, orações recitadas e pregações bem elaboradas? Que não adiantará nada para nós somente, clamar Senhor, Senhor, e não pôr em prática a vontade de Deus?


Pois é. Se não sabia é preciso que o saiba! As nossas ações têm mais eficácia do que as nossas palavras.  Se não praticamos o que dizemos, tudo será igual a nada. Para que nós possamos entrar no Reino dos céus, precisamos estar firmes no seguimento da vontade de Deus que se apresenta por meio de Sua Palavra.


Praticar o mal é não fazer conforme nos direciona a Palavra de Deus e agir conforme os nossos próprios pensamentos humanos. O próprio Jesus nos mostra no Evangelho: ouvir a Palavra e praticá-la é construir na rocha. A casa construída sobre a rocha é a vida do homem que caminha à luz da Palavra de Deus. Deus é a Rocha, Deus é o Amor e aquele que se ajusta à Sua vontade, terá uma vida firme, confiante e as tempestades, os terremotos, os ventos não o abalarão.


As dificuldades da nossa vida são momentos preciosos para percebermos se estamos firmes sobre a rocha firme que é Jesus, ou não.


Existem devoções às ostensivas invocações do nome de Jesus e às espantosas narrativas de expulsões de demônios e de milagres de Jesus. Contudo, estas devoções podem dar uma satisfação pessoal que leva à omissão das práticas essenciais que realmente agradam a Deus.


Neste texto de Mateus, vemos que a fidelidade a Jesus está na prática da vontade do Pai que está nos céus. É isto que se pede na oração do Pai-nosso. Jesus nos revelou a vontade do Pai na proclamação das Bem-aventuranças e na sua vida, com seu amor promovendo os pobres e excluídos.


Como você está construindo a casa da sua vida: na rocha ou na areia? – Você já experimentou alguma tempestade na sua vida? Como ficou a sua casa? –- Você sente firmeza nos seus pés nas horas das dificuldades? – Você acha que a sua vida está firmada sobre a Rocha ou você é um “homem sem juízo”? – Em que a Palavra de Deus o (a) tem instruído?


Pai, eu quero caminhar com sinceridade para a comunhão contigo, no teu Reino. Que todos os meus gestos e palavras estejam sempre alicerçados na Tua vontade.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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domingo, 25 de junho de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 7,15-20 - 28.06.2023

Liturgia Diária


28 – QUARTA-FEIRA 

SANTO IRINEU


BISPO, MÁRTIR E DOUTOR DA IGREJA


(vermelho, pref. comum, dos mártires ou dos pastores – ofício da memória)



Farei surgir um sacerdote fiel, que agirá segundo o meu coração e a minha vontade, diz o Senhor (1Sm 2,35).


Irineu nasceu em Esmirna, na atual Turquia, por volta do ano 130. Bispo e doutor da Igreja, foi um dos mais importantes escritores de seu tempo. Empenhou-se pelo anúncio do Evangelho na Gália e lutou contra as heresias, promovendo a união entre as Igrejas. Discípulo de São Policarpo, que conviveu com o apóstolo São João, é considerado por isso o último “homem apostólico”. Sofreu o martírio no ano 202. Seu testemunho nos encoraje a promover a paz entre os irmãos e irmãs.


Evangelho: Mateus 7,15-20


Aleluia, aleluia, aleluia.


Ficai em mim e eu em vós ficarei, diz Jesus; / quem em mim permanece há de dar muito fruto (Jo 15,4s). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15“Cuidado com os falsos profetas: eles vêm até vós vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes. 16Vós os conhecereis pelos seus frutos. Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de urtigas? 17Assim, toda árvore boa produz frutos bons e toda árvore má produz frutos maus. 18Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má pode produzir frutos bons. 19Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e jogada no fogo. 20Portanto, pelos seus frutos vós os conhecereis”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 7,15-20

«Pelos seus frutos os conhecereis»


Rev. D. Antoni ORIOL i Tataret

(Vic, Barcelona, Espanha)

Hoje, apresenta-se perante o nosso olhar um novo contraste evangélico, entre as arvores boas e as más. As afirmações de Jesus a este respeito são tão simples que parecem quase simplistas. E é justo dizer-se que não o são em absoluto! Não o são como não o é a vida real de cada dia.


Esta ensina-nos que há bons que degeneram e acabam dando frutos maus e que, pelo contrário, há maus que acabam dando frutos bons. O que significa pois, em definitiva, que «toda árvore boa produz frutos bons (Mt 7,17)»? Significa que aquele que é bom o é na medida em que não desanima obrando bem. Obra bem e não se cansa. Obra o bem e não cede perante a tentação de obrar mal. Obra bem e persevera até ao heroísmo. Obra o bem e, se por acaso chega a ceder frente ao cansaço de atuar assim, de cair na tentação de obrar o mal, ou de assustar se perante a exigência inegociável, reconhece-o sinceramente, confessa-o de veras, arrepende-se de coração e… volta a começar.


Ah! E o faz, entre outras razões, porque sabe que se não dá bom fruto será cortado e deitado ao fogo (o santo temor a Deus guarda a vinha e as boas vides!), e porque, conhecendo a bondade dos outros através das boas obras, sabe, não apenas por experiência individual, mas também por experiência social, que ele só é bom e pode ser reconhecido como tal através dos feitos e não apenas das palavras.


Não basta dizer: «Senhor, Senhor!». Como nos recorda Santiago, a fé acredita-se através das obras: «Mostra-me a tua fé sem as obras que eu pelas obras te farei ver a minha fé» (Sant 2,18).


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Ver Jesus na pessoa espiritualmente mais pobre requer um coração puro. Quanto mais desfigurada estiver a imagem de Deus numa pessoa, maior deve ser a fé e a veneração na nossa busca do rosto de Jesus» (Santa Teresa de Calcutá)


«Recebemos [do Espírito] uma nova forma de ser; a vida de Cristo torna-se também nossa: podemos pensar como Ele, agir como Ele, ver o mundo e as coisas com os olhos de Jesus» (Francisco)


«Quando vier; no fim dos tempos, para julgar os vivos e os mortos, Cristo glorioso há de revelar a disposição secreta dos corações, e dará a cada um segundo as suas obras e segundo tiver aceite ou recusado a graça» (Catecismo da Igreja Católica, nº 682)

Fonte https://evangeli.net/


Deus deseja que produzamos bons frutos

HOMILIA


Devemos deixar na vida do outro o rastro dos bons frutos

“Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má pode produzir frutos bons. Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e jogada no fogo” (Mateus 7, 18-19).


Deus quer que sejamos árvores boas e de excelente qualidade, por isso precisamos produzir frutos para o Reino de Deus, e frutos não são palavras. Há, no mundo, toda uma lógica, uma falácia de pessoas que falam muito, mas, quando olhamos para elas, seus frutos são podres.


É fácil falar do amor em família, difícil é ver os frutos que as pessoas produzem naquela família. É fácil falar, o importante é observar os frutos.


Se há muitos falsos profetas no mundo, corremos o risco de sermos também falsos em nosso profetismo, quando não aplicamos nem na nossa própria vida aquilo que nós falamos, acreditamos e são nossas convicções de vida.


Devemos deixar na vida do outro o rastro dos bons frutos. Não passemos por cada lugar deixando um fruto estragado, porque as pessoas não saberão que árvore somos por aquilo que falamos, mas por aquilo que estamos produzindo a partir dos nossos atos.


Uma árvore pode crescer maravilhosa, mas ela não dá um fruto que presta. Todo fruto que vem dela está ruim, não dá para consumir, por mais que ela produza uma “sombrinha”, mas ela não está sendo o que precisa ser, então essa árvore é cortada, é queimada, porque ela não produz mais frutos.


Deus não quer nos cortar do Seu Reino, Ele não nos quer longe d’Ele. O que nos coloca no Reino de Deus não é a árvore que somos – “Porque eu sou da família tal. Porque eu tenho uma boa reputação. Porque eu tenho uma família importante. Porque eu sou da igreja”. O que nos mantêm é saber se essa árvore produz frutos ou não, se os frutos que ela produz são bons e de qualidade. Deus quer que sejamos frutuosos, e que os nossos frutos estejam testemunhando aquilo em que nós acreditamos.


Deus abençoe você!


Fonte Padre Roger Araújo

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

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