domingo, 30 de outubro de 2022

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 16,1-8 - 04.11.2022

Liturgia Diária


4 – SEXTA-FEIRA 

SÃO CARLOS BORROMEU, BISPO


(branco, pref. comum, ou dos pastores, – ofício da memória)



O Senhor firmou com ele uma aliança de paz, fazendo-o chefe do seu povo e sacerdote para sempre (Eclo 45,30).


Carlos nasceu no ano de 1538 na Itália e lá faleceu em 1584. Bispo, participou das últimas sessões do Concílio de Trento, cujas decisões ele se empenhou vivamente para aplicar à vida da Igreja. Praticou com intensidade o auxílio aos pobres e aos doentes da peste, doando todos os seus recursos para a construção de hospitais e asilos. Seu exemplo nos impulsione a produzir abundantes frutos de vida cristã.


Evangelho: Lucas 16,1-8


Aleluia, aleluia, aleluia.


O amor de Deus se realiza em todo aquele / que guarda sua palavra fielmente (1Jo 2,5). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 1Jesus disse aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. 2Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isso que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. 3O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. 5Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ 6Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te depressa e escreve cinquenta!’ 7Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’. 8E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 16,1-8

«Os filhos deste mundo são mais espertos (...) em seus negócios do que os filhos da luz.»


Mons. Salvador CRISTAU i Coll Obispo Auxiliar de Terrassa

(Barcelona, Espanha)

Hoje, o Evangelho nos apresenta uma questão surpreendente à primeira vista. Com efeito, diz o texto de São Lucas: «E o proprietário admirou a astúcia do administrador, porque os filhos deste mundo são mais prudentes do que os filhos da luz no trato com seus semelhantes» (Lc 16,8).


Evidentemente, não se nos propõe aqui que sejamos injustos em nossas relações, e menos ainda com o Senhor. Não se trata, não obstante, de um louvor à estafa que comete o administrador. O que Jesus manifesta com seu exemplo é una queixa pela habilidade em solucionar os assuntos deste mundo e a falta de verdadeiro engenho dos filhos da luz na construção do Reino de Deus: «E o proprietário admirou a astúcia do administrador, porque os filhos deste mundo são mais prudentes do que os filhos da luz no trato com seus semelhantes» (Lc 16,8).


Tudo isso nos mostra - mais uma vez!- que o coração do homem continua tendo os mesmos limites e pobrezas de sempre. Na atualidade falamos de tráfico de influências, de corrupção, de enriquecimentos indevidos, de falsificação de documentos... Mais ou menos como na época de Jesus.


Mas a questão que tudo isto nos propõe é dupla: Por acaso pensamos que podemos enganar a Deus com nossas aparências, com nossa mediocridade como cristãos? E, ao falar de astúcia, teríamos também que falar de interesses. Estamos interessados realmente no Reino de Deus e sua justiça? É frequente a mediocridade em nossa resposta como filhos da luz? Jesus disse também que ali onde esteja nosso tesouro estará nosso coração (cf. Mt 6,21). Qual é nosso tesouro na vida? Devemos examinar nossos anelos para conhecer onde está nosso tesouro... Diz-nos Santo Agostinho: «Teu anelo contínuo é tua voz contínua. Se deixas de amar calará tua voz, calará teu desejo».


Talvez hoje, ante o Senhor, teremos que questionar qual deve ser nossa astúcia como filhos da luz, isto é, dizer nossa sinceridade nas relações com Deus e com nossos irmãos. «Na realidade, a vida é sempre uma opção: entre honestidade e desonestidade, entre fidelidade e infidelidade, entre bem e mal (...). Com efeito, diz Jesus: É preciso decidir-se» (Bento XVI).


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«O senhor elogiou o mordomo que ele demitiu de sua administração por ter olhado para o futuro» (Santo Agostinho)


«O costume do suborno é um costume mundano e fortemente pecaminoso. É um costume que não vem de Deus: Deus nos pediu para trazer o pão para casa com nosso trabalho honesto!» (Francisco)


«Segundo o desígnio de Deus, o homem e a mulher são vocacionados para ‘dominarem a terra’ (245) como 'administradores' de Deus. Esta soberania não deve ser uma dominação arbitrária e destruidora. A imagem do Criador, ‘que ama tudo o que existe’ (Sb 11, 24), o homem e a mulher são chamados a participar na Providência Divina em relação às outras criaturas. Daí a sua responsabilidade para com o mundo que Deus lhes confiou» (Catecismo da Igreja Católica, nº 373)

Fonte https://evangeli.net/


É preciso ser fiel até nas coisas mínimas da vida

HOMILIA


“Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes” (Lucas 16,10).


O segredo da vida é ser fiel em tudo aquilo que você faz. O segredo da vida é ser bom na presença e na ausência, nas coisas mínimas e nas coisas grandes. Quem não tem honestidade, bondade e verdade nas coisas mínimas da vida, como poderemos confiar a ela coisas maiores? É o que, muitas vezes, o pai ensina para o filho: “Meu filho, aprenda a administrar um real, dois reais, para que você possa, um dia, administrar quantias maiores”.


Muitas pessoas se perdem justamente nisso. Há pessoas que com 100 reais sabem administrar a vida apertada, e há quem tenha 100 mil reais no bolso e vive sempre devendo, vive sempre na penúria, vive sempre pendurado porque não aprendeu a administrar o pouco, e quando tem muito se lambuza.


É preciso ser fiel ou ser habilidoso nas coisas que parecem mínimas e até sem importância

Quem não cuida da sua cama assim que se levanta, quem não dobra a sua coberta, pode saber que não vai administrar bem o seu tempo nem o seu dia a dia. Você pode achar o mínimo: “É a minha cama. Ninguém vai ver”, mas você vai ver, é o lugar onde você vai deitar, você vai dormir. É por isso que eu digo: começar o dia bem é com oração e arrumando a cama. Se você deixar para depois, você vai se acostumar a ter sempre a sua cama bagunçada. E, uma vez ou outra, quando alguém está para chegar na sua casa, você corre para arrumar as coisas, de modo que a pessoa chega e tem que ficar lá na porta falando, porque ninguém pode entrar para ver a sua casa, pois as coisas não estão organizadas lá dentro, e também porque não estão organizadas dentro do seu próprio coração.


É preciso ser fiel ou ser habilidoso nas coisas que parecem mínimas e até sem importância. Não fazemos as coisas para sermos vistos pelos outros, fazemos e realizamos o bem, cuidamos bem para termos realmente fidelidade e sermos justos em tudo aquilo que realizamos.


A advertência do Evangelho de hoje é para termos cuidado, porque não há nada mais injusto na vida do que o dinheiro. O dinheiro é para uma pequena minoria se esbanjar dele e uma grande maioria padecer pela ausência dele. Então, precisamos administrar o dinheiro que é injusto, para um dia sabermos administrar aquilo que, justo, Deus vai nos dar. Não podemos servir a Deus e ao dinheiro, não podemos nos tornar escravos do dinheiro, porque ele é injusto. Temos que usar o dinheiro injusto para praticar o bem, para fazer a justiça, para reparar os males que muitas vezes o dinheiro, a falta dele ou o seu uso excessivo provoca na vida humana.


Há quem gaste, numa noite só, o que um trabalhador, às vezes, a vida inteira não ganha. Precisamos ter bom senso e equilíbrio, porque um dia teremos que prestar conta de tudo aquilo que fizemos nessa vida.

Deus abençoe você!

Fonte Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

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sexta-feira, 28 de outubro de 2022

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 15,1-10 - 03.11.2022

Liturgia Diária


3 – QUINTA-FEIRA 

31ª SEMANA DO TEMPO COMUM


(verde – ofício do dia)



Não me abandoneis jamais, Senhor; meu Deus, não fiqueis longe de mim! Depressa, vinde em meu auxílio, ó Senhor, minha salvação! (Sl 37,22s)


O culto realmente agradável ao Senhor é o que lhe oferecemos por meio de seu Espírito e que finca raízes na fé e na confiança. A liturgia nos convida a escolher como certo esse caminho e a sempre nos deixarmos encontrar por Jesus.


Evangelho: Lucas 15,1-10


Aleluia, aleluia, aleluia.


Vinde a mim, todos vós que estais cansados, / e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3Então, Jesus contou-lhes esta parábola: 4“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria 6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ 7Eu vos digo, assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. 8E, se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ 10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 15,1-10

«Haverá no céu alegria por um só pecador que se converte»


Rev. D. Francesc NICOLAU i Pous

(Barcelona, Espanha)

Hoje, o evangelista da misericórdia de Deus nos expõe duas parábolas de Jesus que iluminam a conduta divina para com os pecadores que regressam ao bom caminho. Com a imagem tão humana da alegria, nos revela a bondade de Deus que se alegra com o retorno de quem havia se afastado do pecado. É como um retorno à casa do Padre (como dirá mais explicitamente em Lc 15,11-32). O Senhor não veio para condenar o mundo, e sim para salvá-lo (cf. Jn 3,17), e fez tudo isso acolhendo aos pecadores que com plena confiança. «Aproximavam-se de Jesus os publicanos e os pecadores para ouvi-lo» (Lc 15,1), já que Ele lhes curava a alma como um médico cura o corpo dos enfermos (cf. Mt 9,12). Os fariseus eram tidos como boas pessoas e não sentiam necessidade do médico, e por eles -disse o evangelista- que Jesus propôs as parábolas que hoje lemos.


Se nós nos sentimos espiritualmente enfermos, Jesus nos atenderá e se alegrará de que acudamos a Ele. Contudo, se nós, como os orgulhosos fariseus pensássemos que não era necessário pedir perdão, o Médico divino não poderia obrar em nós. Sentirmos pecadores, o faremos cada vez que recitamos o Pai Nosso, pois ao rezar dizemos «perdoa nossas ofensas...». e quanto devemos agradecer que o faça! Quanto agradecimento também devemos sentir pelo sacramento da reconciliação que pôs ao nosso alcance tão compassivamente! Que a soberbia não nos faça menosprezar. Santo Agostinho nos disse que Jesus Cristo, Deus Homem, nos deu exemplo de humildade para curar-nos do tumor da soberbia, «já que grande miséria é o homem soberbo, mas maior é a misericórdia de Deus humilde».


Digamos ainda que a lição que Jesus dá aos fariseus é exemplar também para nós; não podemos nos afastar de nós os pecadores. O Senhor quer que nos amemos como Ele nos amou (cf. Jn 13,34) e devemos sentir grande gozo quando possamos levar uma ovelha errante ao redil ou recobrar uma moeda perdida.


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Nisto reside a maravilhosa misericórdia de Deus para connosco: em que Cristo não morreu pelos justos ou pelos santos, mas pelos pecadores e pelos ímpios» (São Leão Magno)


«O bom pastor, o bom cristão sai, está sempre de saída: sai de si mesmo, sai para Deus, na oração, na adoração; ele está a serviço dos outros para levar a mensagem da salvação» (Francisco)


«Os ministros ordenados são também responsáveis pela formação na oração dos seus irmãos e irmãs em Cristo. Servos do Bom Pastor, são ordenados para guiar o povo de Deus até às fontes vivas da oração: a Palavra de Deus, a Liturgia, a vida teologal, o «hoje» de Deus nas situações concretas (36)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.686)

Fonte https://evangeli.net/


A OVELHA E A DRACMA PERDIDA Lc 15,1-10

HOMILIA


Ao proferir a parábola da ovelha perdida, Jesus diz para os seus ouvintes que um pastor ao contar o seu rebanho ainda no deserto, verificou que estava faltando uma ovelha de suas cem ovelhas. O homem tinha cem ovelhas, mas acabando de contar-lhes tinha somente noventa e nove. Ele não tinha mais uma centena de ovelhas porque lhe faltava uma. Aquele homem se orgulhava de sua centena de ovelhas. Ele tinha intimidade com o seu rebanho. Ele o conhecia. Tinha o cuidado de contá-las sempre que as remanejava para se certificar que suas cem ovelhas estavam presentes. Mas, quando verificou que lhe faltava uma, ficou desesperado e ansiosamente saindo depressa foi em busca daquela que se havia perdido. Jesus diz que ele a achou e colocando-a sobre os seus ombros se encheu de júbilo, de alegria e de regozijo, porque a sua ovelha que estava perdida foi achada. Ao chegar em casa, este homem faz uma festa, convidando seus amigos e vizinhos para juntos se alegrarem, porque a sua ovelha foi achada. Ele tinha noventa e nove ovelhas e faltava somente uma. Uma ovelha não devia significar tanto para o fazendeiro porque ele tinha ainda as noventa e nove. Mas, não era assim que ele pensava. Ele pensava que o seu rebanho só estaria completo com as cem ovelhas. Ela era importante para ele porque completava o seu rebanho e dava-lhe prazer e regozijo possuir uma centena de ovelhas. As noventa e nove ovelhas não eram motivo de festa e regozijo naquele momento, mas a ovelha que estava perdida e foi achada. Essa sim, era motivo de grande alegria.


Jesus mostra então, que haverá grande regozijo no céu por um só pecador que se arrepende, de que para noventa e nove que não necessitem de arrependimento. Os noventa e nove já pertencem a Deus. Já fazem parte do seu gozo eterno. Mas aquela alma que está perdida e se arrepende, entregando-se a Deus, é motivo de muito gozo e alegria. Assim, como um fazendeiro se alegra ao encontrar uma ovelha que se perdeu do rebanho, Deus, o Pai Eterno, se alegra e se regozija ao encontrar um pecador perdido que se arrepende. Isto quer dizer que publicanos, pecadores e prostitutas, carecem da misericórdia e do amor de Deus.


Este era o propósito que levava Jesus a amar estas pessoas e admitir a presença delas no seu círculo de amizades e discipulado. Os fariseus e os escribas não entendiam este propósito de Jesus, por isso murmuravam. Eles não necessitavam de Jesus, nem de serem buscados, porque não se arrependiam de seus delitos e pecados, a cegueira os envolvia, deixando-os sem o discernimento de que Jesus era o Filho de Deus. E como tal, estava em busca dos que precisavam de Deus e não dos que se julgavam justificados pela Lei que tão somente Jesus conseguiu cumprir. O que levava fariseus e escribas a seguir Jesus, não era matar a sede de conhecer a Deus, mas de pegar Jesus em alguma falha para acusarem-no segundo os seus conceitos religiosos. Já os publicanos, pecadores e prostitutas seguiam a Jesus porque tinham sede de conhecer a Deus e seguir os seus ensinos.


A parábola da dracma perdida segue o mesmo raciocínio. Qual a mulher que tendo dez dracmas, perdendo uma, não varre a casa toda até encontrá-la e encontrando-a, não chama as suas vizinhas e amigas para se regozijarem com ela, porque tinha perdido uma dracma e a achou. O dracma era uma moeda grega de prata (Mateus 26:15). Quatro dracmas formavam um tetradracma. O dracma é equivalente ao denário que era uma moeda romana. Isso é tudo o que sabemos à respeito dessa moeda. Mas, não há dúvida que era valiosíssima, se assim não o fosse, aquela mulher não chamaria as vizinhas e amigas para se regozijar de alegria por tê-la achado. Da mesma forma, a grande alegria nos céus quando um pecador se arrepende e é achado por Deus. Porque as 9 moedas nas mãos daquela mulher eram importantes, valiam muito e estavam presentes e seguras, mas no momento em que ela sentiu falta da décima, esta sim, passou a ser a mais importante e com sede foi buscada por toda a casa até ser achada. Agora, a mulher estava feliz por haver recomposto novamente as suas finanças de dez dracmas. Toda vez que o céu é recomposto, com pecadores remidos que estavam perdidos e são achados, há festa, regozijo e Deus é glorificado. Sempre que alguém reconhece que é pecador e se reconcilia com Deus por intermédio de Jesus, há festa no céu.


Os fariseus e os escribas não entendiam nada do Amor de Deus e de sua Salvação em Cristo, motivo pelo qual Jesus proferiu estas parábolas para que eles entendessem que a alma do pecador é importante para Deus. Em Lucas 19:10, Jesus confirma o que as parábolas já tinham expressado: “Porque o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 5,1-12 - 02.11.2022

Liturgia Diária


2 – QUARTA-FEIRA 

COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS


(roxo ou preto, prefácio dos mortos – ofício próprio)



Deus, que ressuscitou Jesus dentre os mortos, também dará vida aos nossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em nós (Rm 8,11).


Na esperança da ressurreição, celebramos a páscoa de todos aqueles que partiram para a casa do Pai. Eles são bem-aventurados porque contemplam a glória do Senhor e dele recebem a graça e a misericórdia sem fim. Cantemos o louvor de Deus, que faz novas todas as coisas, enxuga nossas lágrimas e dá vida aos nossos corpos mortais.


Evangelho: Mateus 5,1-12


Aleluia, aleluia, aleluia.


Eu te louvo, ó Pai santo, Deus do céu, Senhor da terra, / os mistérios do teu Reino aos pequenos, Pai, revelas! (Mt 11,25) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los: 3“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos céus. 4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus. 11Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós por causa de mim. 12Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 5,1-12

«Alegrai-vos e exultai»


+ Mons. F. Xavier CIURANETA i Aymí Bispo Emérito de Lleida

(Lleida, Espanha)

Hoje, celebramos a realidade de um mistério salvador, expresso no credo, que se torna muito consolador: Creio na comunhão dos santos. Todos os santos que já passaram para a vida eterna, a começar pela Virgem Maria, formam uma unidade: Felizes os puros de coração, porque verão a Deus (Mt 5,8). E também estão, ao mesmo tempo, em comunhão conosco. A fé e a esperança não podem unir-nos, porque eles já gozam da visão eterna de Deus; mas une-nos, por outro lado, o amor que não passa nunca (1Cor 13,13); esse amor que nos une, juntamente com eles, ao mesmo Pai, ao mesmo Cristo Redentor e ao mesmo Espírito Santo. O amor que os torna solidários e solícitos para conosco. Portanto, não veneramos os santos somente pela sua exemplaridade, mas sobretudo pela unidade no Espírito de toda a Igreja, que se fortalece com a prática do amor fraterno.


Por esta profunda unidade, devemos sentir-nos perto de todos os santos que, antes de nós, acreditaram e esperaram o mesmo que nós cremos e esperamos e, acima de tudo, amaram Deus Pai e os seus irmãos, os homens, procurando imitar o amor de Cristo.


Os santos apóstolos, os santos mártires, os santos confessores que viveram ao longo da história são, portanto, nossos irmãos e intercessores; neles se cumpriram as palavras proféticas de Jesus: Felizes sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus, (Mt 5,11-12). Os tesouros da sua santidade são bens de família, com que podemos contar. São estes os tesouros do céu, que Jesus convida a juntar (cf. Mt 6,20). Como afirma o Concílio Vaticano II, A nossa fraqueza é assim grandemente ajudada pela sua solicitude de irmãos (Lumen gentium, 49). Esta solenidade traz-nos uma notícia reconfortante, que nos convida à alegria e à festa.

Fonte https://evangeli.net/


AS BEM-AVENTURANÇAS Mt 5,1-12

HOMILIA


O Sermão da Montanha, introduzido pela proclamação das bem-aventuranças, é o programa do Reino dos Céus já presente entre nós. Elas constituem as virtudes de Jesus. São, segundo Santo Agostinho, uma regra perfeita de vida cristã. Nas bem-aventuranças encontramos valores universais, que podem ser entendidos e acolhidos por todos. As bem-aventuranças são o caminho concreto para a transformação deste mundo em um mundo de fraternidade, justiça e paz.


Bem Aventurados os pobres de espírito (…). Os bens, desde que sejam adquiridos com justiça, devem ser possuídos e administrados em justiça. A ganância é contrária à pobreza de espírito. Deixemos que o Espírito nos dê um coração de pobre. Somos mendigos do Espírito.


Bem Aventurados os que choram (…). Vivamos numa experiência da misericórdia divina no nosso coração. Deixemos que Deus enxugue as nossas lágrimas e recebamos a sua consolação. Acreditemos que por maiores que sejam os nossos sofrimentos e dores, a Misericórdia divina superabunda tudo isso.


Bem Aventurados os mansos (…). Conhecemos que a mansidão, a paciência e a humildade são caminhos para a glória eterna. Sejamos mansos, puros e humildes.


Bem Aventurados os que têm fome e sede de justiça (…). A nossa fome e sede do espírito são de amor a Deus, que é justiça e de amor ao próximo. Desenvolvamos essa fome espiritual, que só a fé sacia.


Bem Aventurados os misericordiosos (…). A misericórdia é a força do nosso coração. Como a anunciamos aos irmãos?


Bem Aventurados os puros de coração (…). O nosso coração cresce em sinceridade e retidão para com os outros? Cultivamos um coração simples? Deixemos vivificar em nós, a experiência de que somos templos do Espírito Santo.


Bem Aventurados os pacíficos (…). Os nossos valores éticos constituem uma afirmação evangélica contra as normas de uma sociedade desprovida do Deus de Amor. A Paz esteja convosco: disse-nos Jesus. Assim, ela é um dom de Deus. Somos construtores da paz. Nunca se esqueça que a Paz se opõe as atitudes de guerra, de agressividade, de conflito e de autoritarismo.


Bem Aventurados os que sofrem perseguição (…). As perseguições, mentiras e ataques perseguem os discípulos de Jesus. Como ontem, assim hoje são perseguidos, às vezes até pela própria família. Você é perseguido? A explicação está aí. Por isso, aguente firme. Aceitemos tudo isso, para nos deixarmos morrer interiormente, afim de que Cristo ressuscite em nós. Que a partilha das Bem-Aventuranças contribua para uma vivência de vida cristã e de uma comunidade de amor. Deus te abençoe meu irmão, minha irmã, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém!

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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quinta-feira, 27 de outubro de 2022

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 14,15-24 - 01.11.2022

Liturgia Diária


1 – TERÇA-FEIRA 

31ª SEMANA DO TEMPO COMUM


(verde – ofício do dia da 3ª semana do saltério)



Não me abandoneis jamais, Senhor; meu Deus, não fiqueis longe de mim! Depressa, vinde em meu auxílio, ó Senhor, minha salvação! (Sl 37,22s)


Fundamento único de nossa vida é o Cristo encarnado, crucificado e ressuscitado. Deus o constituiu o Senhor de toda a humanidade. Acolhamos esse dom, que nos ensina a trilhar o caminho do serviço humilde e generoso.


Evangelho: Lucas 14,15-24


Aleluia, aleluia, aleluia.


Vinde a mim, todos vós que estais cansados, / e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 15um homem que estava à mesa disse a Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” 16Jesus respondeu: “Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. 17Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ‘Vinde, pois tudo está pronto’. 18Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei um campo e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 19Um outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 20Um terceiro disse: ‘Acabo de me casar e, por isso, não posso ir’. 21O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: ‘Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’. 22O empregado disse: ‘Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito e ainda há lugar’. 23O patrão disse ao empregado: ‘Sai pelas estradas e atalhos e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia. 24Pois eu vos digo, nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete'”. – Palavra da salvação.


Reflexão - Evangelho: Lucas 14,15-24

 “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!”


Os convidados que se recusam a participar do banquete são os privilegiados, fechados em seus interesses. Estão cheios de compromissos e afazeres, não há espaço na agenda, daí as desculpas. Os marginalizados, por sua vez, estão livres para o banquete. Se os primeiros são escolhidos pela vontade do anfitrião, os outros são convidados por sua condição de marginalizados. Deus é Pai amoroso, fica feliz quando a casa está cheia e todos usufruem das delícias da mesa. Ele deseja que todos se sintam amados e queridos. Ele convida generosamente para a festa do Reino, mas respeita a liberdade dos convidados.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Somos convidados para o grande banquete da vida

HOMILIA


“Pois eu vos digo: Nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete” (Lucas 14,24).


Que sentença dura é essa que Jesus dá, hoje, no Evangelho. Na verdade, é a sentença do patrão que mandou os empregados convidarem os convivas para as festas e esses começaram a dar uma desculpa, cada um começou a mostrar que tinha outras ocupações e não poderiam responder ao convite do patrão. Por isso, o patrão mandou chamar outros, mandou chamar aqueles que estavam nas praças, nas ruas, os pobres, os aleijados, os cegos, os coxos para que participassem do banquete que ele preparou.


Os verdadeiros convidados, os primeiros convidados, os que foram agraciados não levaram na devida importância a graça do convite e do chamado porque estavam demasiadamente ocupados.


Pessoas egoístas e individualistas geralmente são assim, elas estão demasiadamente ocupadas em seus negócios, trabalhos e em sua vida.


Muitas vezes, eu vejo que os pais não têm tempo para os seus filhos; os casais não têm tempo um para o outro, estão ocupados demais consigo, com suas coisas e com seu mundo.


Precisamos, no mínimo, uma vez por semana, aproximarmo-nos da Eucaristia, o grande banquete da vida

Olhamos para nós, servidores de Deus, convidados para o banquete celeste, estamos demasiadamente ocupados para as coisas de Deus. Eu sei que, na vida, temos as obrigações, compromissos e responsabilidades. E que maravilha é, de fato, nos ocuparmos com aquilo que são as nossas obrigações! Mas é preciso cuidar para não desprezar. É preciso cuidar para não perdermos o foco do essencial. É Jesus quem nos chama e nos convida, por isso, não podemos abrir mão de algumas coisas.


Não podemos abrir mão do banquete eucarístico, precisamos, no mínimo, uma vez por semana, nos aproximarmos da Eucaristia, o grande banquete da vida. Não podemos abrir mão da Palavra de Deus, não podemos dar aquelas desculpas esfarrapadas que estamos cansados e trabalhando muito e não nos voltamos diariamente para meditar a Palavra de Deus.


Não podemos abrir mão da nossa oração pessoal. Poderia ir para as outras esferas: um casal não pode abrir mão da sua oração conjugal, os pais não podem abrirem mão de orarem com seus filhos. Cada um, nas suas situações, não pode ir se ocupando de outras coisas que não seja ocupar-se, primeiro, do essencial.


Aquele que ama a Deus, ocupa-se de Deus e deixa Ele ocupar um lugar essencial na sua vida e no seu coração.


Deus abençoe você!


Fonte Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. 


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Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 14,12-14 - 31.10.2022

Liturgia Diária


31 – SEGUNDA-FEIRA 

31ª SEMANA DO TEMPO COMUM


(verde – ofício do dia)



Não me abandoneis jamais, Senhor; meu Deus, não fiqueis longe de mim! Depressa, vinde em meu auxílio, ó Senhor, minha salvação! (Sl 37,22s)


Os cristãos são convidados a um exercício constante de relacionamento fraternal: “Nada façais por competição ou vanglória, mas com humildade”. Na Eucaristia colhemos forças para perseverar nesse difícil, mas gratificante caminho.


Evangelho: Lucas 14,12-14


Aleluia, aleluia, aleluia.


Se guardais minha palavra, diz Jesus, / realmente vós sereis os meus discípulos (Jo 8,31s). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 12dizia Jesus ao chefe dos fariseus que o tinha convidado: “Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isso já seria a tua recompensa. 13Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. 14Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 14,12-14

«Quando deres um banquete, convida os pobres, (...), pois estes não têm como te retribuir! Receberás a recompensa na ressurreição dos justos»


Fr. Austin Chukwuemeka IHEKWEME

(Ikenanzizi, Nigria)

Hoje, o Senhor ensina-nos o verdadeiro sentido da generosidade cristã: o dar-se aos demais. «Quando ofereceres um almoço ou jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes podem te convidar por sua vez, e isto já será a tua recompensa» (Lc 14,12).


O cristão move-se no mundo como uma pessoa comum; mas o fundamento do trato com os seus semelhantes não pode ser nem a recompensa humana nem a vanglória; deve procurar ante tudo a glória de Deus, sem pretender outra recompensa que a do Céu. «Pelo contrário, quando deres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos! Então serás feliz, pois estes não têm como te retribuir! Receberás a recompensa na ressurreição dos justos» (Lc 14, 13-14).


O Senhor convida-nos a dar-nos incondicionalmente a todos os homens, movidos somente pelo amor a Deus e ao próximo pelo Senhor. «Se emprestais àqueles de quem esperais receber, que recompensa mereceis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto» (Lc 6,34).


Isto é assim porque o Senhor ajuda-nos a entender que se damo-nos generosamente, sem esperar nada em troca, Deus nos pagará com uma grande recompensa e nos fará seus filhos prediletos. Por isto, Jesus nos diz: «Pelo contrário, amai os vossos inimigos, fazei bem e emprestai sem daí esperar nada. E grande será a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo» (Lc 6-35).


Peçamos à Virgem a generosidade de saber fugir de qualquer tendência ao egoísmo, como seu Filho. «Egoísta!— Tu, sempre tu, sempre o que é "teu".— Pareces incapaz de sentir a fraternidade de Cristo: nos outros, não vês irmãos; vês degraus (...)» (São Josemaria).

Fonte https://evangeli.net/


Para seguir Jesus, precisamos ser livres
HOMILIA

“Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!” (Lucas 14,33).

 
Escutando as palavras do Mestre Jesus, Ele parece ser muito exigente no seu seguimento, para poder segui-Lo. A verdade é que para seguir Jesus precisamos ser livres. Então, a espiritualidade da renúncia é, no fundo, a espiritualidade do desapego.

O que vai acontecendo é que vamos nos apegando a tudo e a todos, e a tudo o que nos apegamos, ficamos presos; depois, não conseguimos nos soltar. Muitas vezes, apegamo-nos a uma caneta, a uma máquina, ao nosso celular, aos nossos computadores, às bijuterias e coisas pequenas.

Não podemos ser apegados a nada nem a ninguém. Portanto, para ser discípulo de Jesus, precisamos ter, primeiro, a disposição de amar. Quem ama não se apega, quem ama cuida, tem zelo, sabe viver cada coisa no seu tempo e no seu lugar.

Torna-se pesado seguir Jesus, porque nós temos o peso do mundo nas nossas costas
A mãe que ama seus filhos sabe que precisa cuidar deles, mas a mãe também sabe que precisa se desprender dos seus filhos, pois eles crescerão, seguirão seus caminhos; e assim em cada situação da vida.

Hoje, temos um bem para administrar, para cuidar, mas esse bem é apenas de forma provisória, porque tudo passa e não precisamos nos apegar, precisamos cuidar daquilo que nós temos. Por isso, o Mestre Jesus, que cuida de nós, do nosso coração, da nossa vida e do nosso ser, também quer nos ensinar a cuidar uns dos outros sem nenhum apego doentio, sem nenhuma possessão sobre as pessoas e sobre as coisas, para que o nosso coração seja livre para segui-Lo, para amá-Lo e servi-Lo.

Assim, poderemos cuidar melhor dos nossos, cuidar com mais responsabilidade das coisas que nós temos, porque temos de ter critérios de valores, temos de ter uma escala de valores dentro de nós. Se, na nossa escala de valores, o amor a Deus está em primeiro lugar, podemos ter a certeza de que nós saberemos amar de forma ordenada todas as coisas, e não será pesado seguir Jesus.

Torna-se pesado seguir Jesus, porque nós temos o peso do mundo nas nossas costas. Amamos demais o mundo, as coisas dele, e é difícil renunciarmos ao mundo. É difícil um rapaz que fica o dia inteiro no seu videogame, no seu computador, no seu celular, ter que deixar aquilo para ir à Missa, para ir para os seus compromissos religiosos.

É pesado fazermos a oração da noite, a oração da manhã quando estamos cheios de coisas mais importantes que colocamos dentro do nosso coração. Aqui, é questão de invertermos, é questão de nos enchermos de Deus, da graça d’Ele para cumprir os nossos deveres, obrigações e responsabilidades.

Estamos ficando doentes, pesados, porque fazemos o contrário, enchemo-nos do mundo, das coisas dele, das tarefas, obrigações e de tudo mais; focamo-nos nos amores do mundo, mas, depois que tudo isso fica pesado, queremos recorrer  a Deus, mas não conseguimos, porque não temos tempo para rezar e nos colocarmos na presença d’Ele.

Amemos a Deus sobre todas as coisas e tudo mais será ordenado em nossa vida.

Deus abençoe você!


Fonte Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. 

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 19,1-10 - 30.10.2022

Liturgia Diária


30 – DOMINGO 

31º DO TEMPO COMUM


(verde, glória, creio – 3ª semana do saltério)



Não me abandoneis jamais, Senhor; meu Deus, não fiqueis longe de mim! Depressa, vinde em meu auxílio, ó Senhor, minha salvação! (Sl 37,22s)


Reunimo-nos para celebrar a morte e ressurreição do Senhor até que ele venha. A Eucaristia nos convida a imitar Zaqueu, partilhando com os pobres o que temos e somos. Deus, amigo da vida, nos trata com bondade, nos afasta do mal e nos dá a salvação. Neste dia da juventude, rezemos por todos os jovens comprometidos com o projeto de Jesus.


Evangelho: Lucas 19,1-10


Aleluia, aleluia, aleluia.


Deus o mundo tanto amou, / que seu Filho entregou! / Quem no Filho crê e confia, / nele encontra eterna vida! (Jo 3,16) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 1Jesus tinha entrado em Jericó e estava atravessando a cidade. 2Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico. 3Zaqueu procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causa da multidão, pois era muito baixo. 4Então ele correu à frente e subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali. 5Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: “Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa”. 6Ele desceu depressa e recebeu Jesus com alegria. 7Ao ver isso, todos começaram a murmurar, dizendo: “Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!” 8Zaqueu ficou de pé e disse ao Senhor: “Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres e, se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais”. 9Jesus lhe disse: “Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. 10Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 19,1-10

«Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa»


Rev. D. Joaquim MESEGUER García

(Rubí, Barcelona, Espanha)

Hoje, a narração evangélica parece como o cumprimento da parábola do fariseu e do publicano (cf. Lc 18,9-14). Humilde e sincero de coração, o publicano orava no seu interior:


«Meu Deus, tem compaixão de mim, que sou pecador!» (Lc 18,13); e hoje contemplamos como Jesus Cristo perdoa e reabilita Zaqueu, o chefe de publicanos de Jericó, um homem rico e influente, mas odiado e desprezado por os vizinhos, que se sentiam extorquidos por ele: Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa» (Lc 19,5).O perdão divino leva a Zaqueu a se converter; hei aqui uma das originalidades do Evangelho: O perdão de Deus e gratuito: não é tanto pela causa de nossa conversão que Deus nos perdoa, senão que acontece ao contrário: a misericórdia de Deus nos move ao agradecimento e a dar uma resposta.


Como naquela ocasião Jesus, no seu caminho a Jerusalém, passava por Jericó. Hoje e cada dia, Jesus passa por nossa vida e nos chama por nosso nome. Zaqueu não tinha visto nunca a Jesus, tinha ouvido falar Nele e tinha curiosidade por saber quem era aquele mestre tão célebre. Jesus, porém, sim conhecia a Zaqueu e as misérias da sua vida. Jesus sabia como tinha se enriquecido e como era odiado e marginado pelos seus vizinhos; por isso, passou por Jericó para tirá-lo desse poço. «O Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido» (Lc 19,10).


O encontro do Mestre com o publicano mudou radicalmente a vida deste último. Depois de ter ouvido o Evangelho, pense na oportunidade que Deus lhe brinda hoje e que você não deve desaproveitar: Jesus passa por sua vida e o chama por seu nome, porque lhe ama e quer lhe salvar, Em que poço está preso? Assim como Zaqueu subiu a uma arvore para ver a Jesus, sobe você agora com Jesus a arvore da cruz e saberá quem é Ele, conhecera a imensidade do seu amor, já que «escolhe um chefe de publicanos: Quem desesperará de si mesmo quando este alcança a graça?» (Santo Ambrósio).


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Com a mesma rapidez, espontaneidade e alegria espiritual com que este homem o recebeu na sua casa, que Nosso Senhor nos conceda a graça de receber o seu Santíssimo Corpo e Sangue, sua Alma e sua Divindade» (São Tomás More)


«Na casa de Zaqueu, a partir daquele dia entrou a alegria, entrou a paz, entrou a salvação, entrou Jesus» (Francisco)


«Durante a sua vida pública, Jesus não somente perdoou os pecados, como também manifestou o efeito desse perdão: reintegrou os pecadores perdoados na comunidade do povo de Deus, da qual o pecado os tinha afastado ou mesmo excluído. Sinal bem claro disso é o facto de Jesus admitir os pecadores à sua mesa, e mais ainda: de se sentar à mesa deles (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1443)

Fonte https://evangeli.net/


JESUS E ZAQUEU Lc 19,1-10

HOMILIA


Zaqueu era um homem rico. Mas Jesus despertou algo diferente em Zaqueu, e vemos logo à frente que devido à pouca estatura de Zaqueu ele subiu em uma figueira brava ou seja, uma árvore de sicômoros. Mas como podemos imaginar um homem rico simplesmente subindo numa árvore só para ver alguém? Com tanto dinheiro ele subiria numa árvore só para ver um homem que aglomerava uma multidão onde chegava? Por que tudo isso se ele nem conhecia Jesus?


A diferença é justamente essa, porque ele já ouvira falar de um Cristo que fazia sinais, prodígios e maravilhas. E as maravilhas que ele ouvia a respeito de Cristo eram tão grandes e verdadeiras que fez com que um homem da alta sociedade tivesse uma atitude de criança levada: subir numa árvore.


Mas esse Cristo já conhecia Zaqueu, veja no versículo 5. E, quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu desce depressa, porque, hoje, me convém pousar em tua casa.


Imagine você chegar em um lugar para ver alguém que muitos comentam a respeito e essa pessoa que você nunca viu olha para você e te chama pelo nome. Deve ser algo sem explicação. Aí Zaqueu ficou maravilhado! Agora vamos analisar o versículo 6: E, apressando-se, desceu e recebeu-o com júbilo.


Agora percebe-se um homem com prestígio na sociedade obedecendo a uma ordem (com educação, claro!) e ainda feliz da vida. Resumindo: é assim que acontece quando Cristo quer algo com alguém, ele não olha para classe social, cor, se têm nível fundamental, médio, superior ou se é analfabeto. Porque na verdade Cristo está procurando verdadeiros adoradores que o adorem em Espírito e em verdade!


Não importa a sua condição de vida, se você está até o pescoço no pecado, o que importa mesmo é que existe um homem que chamou a atenção de Zaqueu e que se importa com você. Esse mesmo homem, hoje mesmo, quer mudar a história da sua vida, acabar com essa vida de pecado e te dar uma vida digna! Uma vida em que você tenha orgulho de viver, e que todos vão olhar para você e dizer: Como essa pessoa mudou! E que a sua vida venha ser um espelho para muitos.


Se você quer hoje realmente ser uma pessoa diferente aos olhos humanos, faça como Zaqueu: chame a atenção de Cristo para você! E verás que Ele vai querer pousar em tua casa, mas não só na área de tua casa, mas em toda ela, ou seja, em toda sua vida , pois CRISTO se importa com você.


Decida-se por Cristo enquanto é tempo, busque a Cristo enquanto se pode achar. Que Deus te abençoe e te guarde. Lembre-se: Hoje mesmo Cristo te chama: APOCALIPSE 3:20 Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo.


Pai, faça-me puro de coração, como o Zaqueu convertido, tornando-me desapegado das coisas deste mundo e capaz de dividi-las com os pobres.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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Evangelho

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terça-feira, 25 de outubro de 2022

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 14,1.7-11 - 29.10.2022

Liturgia Diária


29 – SÁBADO 

30ª SEMANA DO TEMPO COMUM


(verde – ofício do dia)



Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face (Sl 104,3s).


O apóstolo Paulo sente-se tão unido a Cristo, que para ele tanto faz viver como morrer: “Cristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte”. Que o Senhor aumente nossa fé e nos ensine o valor da humildade.


Evangelho: Lucas 14,1.7-11


Aleluia, aleluia, aleluia.


Tomai meu jugo sobre vós / e aprendei de mim, que sou de coração humilde e manso! (Mt 11,29) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – 1Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 7Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então, contou-lhes uma parábola: 8“Quando tu fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, 9e o dono da casa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então tu ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar. 10Mas, quando tu fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isso vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados. 11Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 14,1.7-11

«Notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares....»


Rev. D. Josep FONT i Gallart

(Getafe, Espanha)

Hoje, você reparou no inicio deste Evangelho? Estes, os fariseus, o observavam. E Jesus também observa: «Notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares» (Lc 14,1). Que jeito diferente de observar!


A observação, como todas as ações internas e externas, varia conforme a motivação que a provoca, conforme as inseguranças internas, conforme ao que existe no coração do observador. Os fariseus –como diz o Evangelho em diversas partes- observam a Jesus para acusá-lo. E Jesus observa para ajudar, para servir, para fazer o bem. E, como uma mãe atenciosa, aconselha: «Quando fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar» (Lc 13,8).


Jesus disse com palavras o que Ele é e o que leva em seu coração: não procura ser honrado, mas honrar; não pensa em sua honra, mas na honra do Pai. Não pensa nele, mas nos outros. Toda a vida de Jesus é uma revelação de quem é Deus: “Deus é amor”.


Por isso, em Jesus se faz realidade –mais que em ninguém- seu ensino: «Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome» (Flp 2, 9-10).


Jesus é o Mestre em obras e palavras. Os cristãos queremos ser seus discípulos. Somente podemos ter a conduta do Mestre se dentro do nosso coração temos o que Ele tinha, se temos seu Espírito, o Espírito do amor. Trabalhemos para nos abrir totalmente ao seu Espírito e para nos deixar tocar e possuir completamente por Ele.


E isso sem pensar em ser “exaltados”, sem pensar em nós, mas somente nele. «Mesmo que não existisse o céu, eu te amaria; mesmo que não existisse o inferno, eu te temeria; igual como te quero, te quereria» (Autor anônimo). Levados somente pelo amor.


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Oh, como é bela a alma humilde: do seu coração, como se fosse um incensário, sobe um perfume extremamente agradável e, através das nuvens, chega ao próprio Deus» (Santa Faustina Kowalska)


«O próprio Cristo assumiu o último lugar no mundo -a cruz- e precisamente com esta humildade radical nos redimiu e nos ajuda constantemente» (Bento XVI)


«Assim, a contemplação é a expressão mais simples do mistério da oração. É um dom, uma graça; só pode ser acolhida na humildade e na pobreza (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.713)

Fonte https://evangeli.net/


HUMILDADE E HOSPITALIDADE Lc 14,1.7-11

HOMILIA


Este Evangelho nos ajuda a corrigir um preconceito sumamente difundido. «Num sábado, Jesus entrou para comer na casa de um dos principais fariseus. Eles o observavam atentamente». Ao ler o Evangelho a partir de um certo ponto de vista, acabou-se fazendo dos fariseus o modelo de todos os vícios: hipocrisia, falsidade; os inimigos por antonomásia de Jesus. Com estes significados negativos, o termo «fariseu» passou a fazer parte do dicionário de nossa língua e de outras muitas.


Semelhante idéia dos fariseus não é correta. Entre eles havia certamente muitos elementos que respondiam a esta imagem e Cristo os enfrenta. Mas nem todos eram assim. Nicodemos, que vai ver Jesus de noite e que depois o defende ante o Sinédrio, era um fariseu (cf. João 3, 1; 7, 50ss). Também Saulo era fariseu antes da conversão, e era certamente uma pessoa sincera e zelosa, ainda que não estivesse bem iluminado. Outro fariseu era Gamaliel, que defendeu os apóstolos ante o Sinédrio (cf. Atos 5, 34 e seguintes).


As relações de Jesus com os fariseus não foram só de conflito. Compartilhavam muitas vezes as mesmas convicções, como a fé na ressurreição dos mortos, no amor de Deus e no compromisso como primeiro e mais importante mandamento da lei. Alguns, como neste caso, inclusive o convidam para uma refeição em sua casa. Hoje se considera que mais que os fariseus, quem queria a condenação de Jesus eram os saduceus, a quem pertencia a casta sacerdotal de Jerusalém.


Por todos estes motivos, seria sumamente desejável deixar de utilizar o termo «fariseu» em sentido depreciativo. Ajudaria ao diálogo com os judeus, que recordam com grande honra o papel desempenhado pela corrente dos fariseus em sua história, especialmente após a destruição de Jerusalém.


Durante a refeição, naquele sábado, Jesus ofereceu dois ensinamentos importantes: um dirigido aos «convidados» e outro para o «anfitrião». Ao dono da casa, Jesus disse (talvez diante dele ou só em presença de seus discípulos): «Quando deres um almoço ou um jantar, não convides seus amigos, nem seus irmãos, nem seus parentes, nem os vizinhos ricos…». É o que o próprio Jesus fez, quando convidou ao grande banquete do Reino os pobres, os alitos, os humildes, os famintos, os perseguidos.


Mas nesta ocasião quero deter-me a meditar no que Jesus diz aos «convidados». «Se te convidam a um banquete de bodas, não te coloques no primeiro lugar…». Jesus não quer dar conselhos de boa educação. Nem sequer pretende alentar o sutil cálculo de quem se põe em uma fila, com a escondida esperança de que o dono lhe peça que se aproxime. A parábola nisso pode dar pé ao equívoco, se não se levar em consideração o banquete e o dono dos quais Jesus está falando. O banquete é o universal do Reino e o dono é Deus.


Na vida, quer dizer Jesus, escolhe o último lugar, procura contentar os demais mais que a ti mesmo; sê modesto na hora de avaliar seus méritos, deixa que sejam os demais quem os reconheçam e não tu («ninguém é bom juiz em causa própria»), e já desde esta vida Deus te exaltará. Ele te exaltará com sua graça, te fará subir na hierarquia de seus amigos e dos verdadeiros discípulos de seu Filho, que é o que realmente importa.


Ele te exaltará também na estima dos demais. É um fato surpreendente, mas verdadeiro. Não só Deus «se inclina ante o humilde e rejeita o soberbo» (cf. Salmo 107, 6); também o homem faz o mesmo, independentemente do fato de ser crente ou não. A modéstia, quando é sincera, não artificial, conquista, faz que a pessoa seja amada, que sua companhia seja desejada, que sua opinião seja desejada.


Vivemos em uma sociedade que tem suma necessidade de voltar a escutar esta mensagem evangélica sobre a humildade. Correr para ocupar os primeiros lugares, talvez pisoteando, sem escrúpulos, a cabeça dos demais, são características desprezadas por todos e, infelizmente, seguidas por todos. O Evangelho tem um impacto social, inclusive quando fala de humildade e hospitalidade.


Pai, faz-me humilde e discreto no trato humano. E que eu não aspire grandeza humana. Basta-me ser reconhecido e exaltado por ti.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

LITURGIA E HUMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 6,12-19 - 28.10.2022

Liturgia Diária


28 – SEXTA-FEIRA 

SANTOS SIMÃO E JUDAS TADEU


APÓSTOLOS


(vermelho, glória, pref. dos apóstolos, – ofício da festa)



No seu amor inabalável, o Senhor escolheu como apóstolos Simão e Judas e lhes deu uma glória eterna.


Simão, chamado Zelota, e Judas Tadeu foram apóstolos de Jesus que viveram no século 1º. Trabalharam com mérito na propagação da mensagem evangélica, em função da instauração do Reino de Deus na terra. A seu exemplo, vivamos sempre em íntima comunhão com o Senhor Jesus.


Evangelho: Lucas 6,12-19


Aleluia, aleluia, aleluia.


A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos; / vos louva, ó Senhor, o coro dos apóstolos! – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – 12Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor. 17Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18Vieram para ouvir Jesus e serem curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele e curava a todos. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 6,12-19

«Jesus foi à montanha para orar»


+ Rev. D. Albert TAULÉ i Viñas

(Barcelona, Espanha)

Hoje contemplamos um dia inteiro da vida de Jesus. Uma vida que tem duas vertentes claras: a oração e a ação. Se a vida do cristão há de imitar a vida de Jesus, não podemos prescindir de ambas as dimensões. Todos os cristãos, inclusive aqueles que têm se consagrado à vida contemplativa, temos de dedicar uns momentos à oração e outros à ação, ainda que varie o tempo que dediquemos a cada uma. Até os monges e as freiras de clausura dedicam bastante tempo de sua jornada a um trabalho. Em contrapartida, os que somos mais seculares, se desejamos imitar Jesus, não deveríamos nos mover numa ação desenfreada sem ungi-la com a oração. Ensina-nos São Jerónimo: «Embora o Apóstolo mandou-nos que orássemos sempre, (...) convém que destinemos umas horas determinadas a esse exercício».


É que Jesus precisava de longos momentos de oração em solitário quando todos dormiam? Os teólogos estudiam qual era a psicologia de Jesus homem: até que ponto tinha acesso direto à divindade e até que ponto era «homem semelhante em tudo a nós, menos no pecado» (He 4,5). Na medida que o consideremos mais cercano, sua prática de oração será um exemplo evidente para nós.


Assegurada já a oração, só nos fica imitá-lo na ação. No fragmento de hoje, vemo-lo organizando a Igreja, quer dizer, escolhendo os que serão os futuros evangelizadores, chamados a continuar sua misão no mundo. «Ao amanhecer, chamou os discípulos e escolheu doze entre eles, aos quais deu o nome de apóstolos» (Lc 6,13). Depois encontramo-lo curando todo tipo de doença. «A multidão toda tentava tocar nele porque dele saía uma força que curava a todos» (Lc 6,19), diz-nos o evangelista. Para que nossa identificação com Ele seja total, unicamente nos falta que também saia de nós uma força que cure a todos, o que só será possível se estamos inseridos Nele, para que demos muitos frutos (cf. Jn 15,4)


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Cada alma humana é um templo de Deus: isto abre-nos uma perspectiva ampla e inteiramente nova. A vida de oração de Jesus é a chave para compreender a oração da Igreja» (Santa Teresa Benedita da Cruz)


«Tanto Simão, o cananeu, como Judas Tadeu, ajudem-nos a sempre redescobrir e viver incansavelmente a beleza da fé cristã, sabendo testemunhá-la com coragem e ao mesmo tempo com serenidade» (Bento XVI)


«(…) [Jesus] ora perante os momentos decisivos que vão comprometer a missão dos seus Apóstolos: antes de escolher e chamar os Doze (cf. Lc 6,12),, antes de Pedro O confessar como o ‘Cristo de Deus’ (Lc 9,18-20) e para que a fé do chefe dos Apóstolos não desfaleça na tentação (cf. Lc 22,32) (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.600)

Fonte https://evangeli.net/


A ORAÇÃO E ELEIÇÃO DOS DOZE APÓSTOLOS Lc 6,12-19

HOMILIA


Jesus nunca subestimou a sua missão. Ele sabia da grande responsabilidade que era escolher, dentre muitos, os doze apóstolos que seriam os continuadores da sua obra aqui na Terra. Portanto, Ele subiu à montanha para em oração ao Pai fazer o discernimento. Quando desceu Ele estava seguro de que os seus escolhidos eram aqueles à quem o Pai havia destinado para pôr em prática o seu projeto salvífico. Até Judas teve o seu papel específico no plano de salvação de Deus Pai. Muitas vezes nós também rezamos, fazemos o discernimento e no primeiro sinal de que algo não vai muito bem, nós começamos a duvidar da nossa oração e do direcionamento do Senhor. Fica para nós o exemplo: Jesus ainda não sabia que entre os escolhidos havia um traidor, mas nunca duvidou de que fez a escolha certa segundo a vontade do Pai.


Para muitas coisas na vida nós nos preparamos, nós nos aprimoramos, nós nos adestramos. Porém, nas tomadas de decisões nós nos confundimos e não temos o mesmo cuidado. Agimos por impulso, por sentimento, por preferências pessoais. Jesus veio ao mundo não apenas para nos salvar da morte eterna. Ele veio nos ensinar a viver a vida em harmonia com o pensamento de Deus e, assim, descobrir o que é ou não agradável ao Pai a fim cumprir no mundo a missão que nos é proposta.


Ele nos instrui sobre o que fazer antes de tomar qualquer decisão, de resolver qualquer problema, de escolher, de fazer opções, enfim, antes de enfrentar as multidões. “…foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus,” a fim de escolher os doze apóstolos a quem Ele entregaria a sua Igreja. Ao amanhecer Ele já sabia o que fazer: entre muitos Ele escolheu somente doze. Unicamente depois de escutar o Pai foi que Jesus tomou a iniciativa de reunir os seus discípulos e fazer a escolha conforme o Pai lhe havia segredado. Será que Jesus escolheu os melhores, os mais preparados, os mais capazes, os mais obedientes? Dentre os doze, haviam traidores, descrentes, pretensiosos, nenhum deles era exemplo de santidade. Porém, Jesus tinha a convicção de que aqueles lá eram os eleitos do Pai e por isso não relutou em chamá-los.


Muitas vezes nós também nos prostramos aos pés do Pai e pedimos orientação para a nossa caminhada. Falta-nos, no entanto, a paciência para esperar o fruto das escolhas que fazemos sob a orientação do Espírito. No primeiro contratempo nós já estamos nos decepcionando e nos frustrando, achando que fizemos as escolhas erradas e culpamos a Deus pelos acontecimentos. Jesus sabia que na sua Missão Ele teria que enfrentar dificuldades também com os seus escolhidos. Sabia que estaria lidando com homens cheios de defeitos, mas mesmo assim não desistiu e foi com eles, até o fim. Precisamos também nós, estarmos firmes e convictos em tudo quanto nos for revelado pelo Pai, em oração.


A sua Palavra é a garantia para confirmar o que Ele nos confidenciar durante a oração. Não tenhamos medo de confiar na força do Espírito Santo quando precisarmos de orientação. Jesus é o nosso modelo, o nosso Mestre e com Ele nós aprendemos a viver, sem temor, o que Deus nos mandar fazer.


Quando nós também subirmos à montanha para orar estejamos certos de que lá o Senhor nos dará a orientação segura para que possamos descer e enfrentar a multidão e até os traidores com serenidade e segurança. O que você faz quando tem que tomar uma decisão importante: pede o conselho dos homens ou o conselho de Deus? Você se reúne com alguém em oração para fazer suas opções de vida? Você pede ajuda a pessoas que têm intimidade com Deus? Você costuma orar pedindo discernimento para suas ações? Quando você reza e as coisas não acontecem de acordo com o que você esperava, qual é a sua reação? Você confia que o Senhor sempre dá o direcionamento seguro mesmo que haja algum contratempo em algum momento? Peça ao Senhor a graça da perseverança na oração.


O seu irmão, em Cristo Jesus, envia-lhe a benção do alto.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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