quarta-feira, 19 de setembro de 2018

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Marcos 9,30-37 - 23.09.2018

Liturgia Diária

DIA 23 – DOMINGO   
25º DO TEMPO COMUM

(verde – 1ª semana do saltério)

Na Eucaristia, celebramos o mistério pascal de Jesus e encontramos o sustento para segui-lo no caminho do serviço fraterno em meio às provações da vida. Discípulos-missionários, queremos semear os frutos da justiça e da paz, sem ambicionar honrarias. Peçamos a Deus que nossa prática religiosa nunca se confunda com a busca de prestígio e poder, mas seja sinal de nosso compromisso com seu Reino.

Evangelho: Marcos 9,30-37

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 30Jesus e seus discípulos atravessavam a Galileia. Ele não queria que ninguém soubesse disso, 31pois estava ensinando a seus discípulos. E dizia-lhes: “O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão. Mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará”. 32Os discípulos, porém, não compreendiam essas palavras e tinham medo de perguntar. 33Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: “O que discutíeis pelo caminho?” 34Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior. 35Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” 36Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles e, abraçando-a, disse: 37“Quem acolher em meu nome uma destas crianças é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher está acolhendo não a mim, mas àquele que me enviou”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Marcos 9,30-37
«O Filho do Homem vai ser entregue (...). Morto, porém, três dias depois ressuscitará»

Rev. D. Pedro-José YNARAJA i Díaz
(El Montanyà, Barcelona, Espanha)

Hoje, o Evangelho conta-nos que Jesus caminhava com os seus discípulos, evitando povoados, por uma grande planície. Para se conhecerem, não há nada melhor que caminhar e viajar em companhia. Surge então com facilidade a confidência. E a confidência é confiança. E a confiança é comunicar amor. O amor deslumbra e impressiona ao descobrirmos o mistério que se alberga no mais íntimo do coração humano. Com emoção, o Maestro fala aos seus discípulos do mistério que rói o seu interior. Umas vezes é ilusão, outras, ao pensá-lo, sente medo; a maioria das vezes sabe que não o entenderão. Mas eles são seus amigos, deve comunicar-lhes tudo o que recebeu do Pai e até agora assim o vem fazendo. Não o entendem, mas estão em sintonia com a emoção com que lhes fala, que é estima, prova de que eles contam com Ele, mesmo que seja pouca coisa, para conseguir que os seus projetos tenham êxito. Será entregue, o matarão, mas ressuscitará ao terceiro dia (cf. Mc 9,31).

Morte e ressurreição. Para uns serão conceitos enigmáticos; para outros axiomas inaceitáveis. Ele veio revela-lo, a gritar que chegou a sorte gozosa para o gênero humano, apesar que para que assim seja terá Ele, o amigo, o irmão mais velho, o Filho do Pai, que passar por cruéis sofrimentos. Mas, oh triste paradoxo!: enquanto vive essa tragédia interior, eles discutem sobre quem subirá mais alto no pódio dos campeões, quando chegue o final da corrida para o seu Reino. Agimos nós de maneira diferente? Quem está livre de ambição que atire a primeira pedra.

Jesus proclama novos valores. O importante não é triunfar, mas sim servir; assim o demonstrará no dia culminante do seu quefazer evangelizador, lavando-lhes os pés. A grandeza não está na erudição do sábio mas sim na ingenuidade da criança. «Ainda que soubesses de memória toda a Bíblia e as sentenças de todos os filósofos, de que te serviria tudo isso sem caridade e sem graça de Deus?» (Tomás de Kempis). Saudando o sábio satisfazemos a nossa vaidade, abraçando o menino abraçamos a Deus e dele nos contagiamos e nos divinizamos.

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AS VERDADEIRAS CELEBRIDADES DO REINO Mc 9,30-37
HOMILIA

No longo processo de sua formação, os discípulos foram sendo instruídos no modo de ser, característico de quem aderiu ao Reino. Jesus ensinou-os a serem solidários, a cultivar a união fraterna, a estarem sempre prontos para servir. Não tinham sido organizados a partir de critérios humanos de superioridade ou inferioridade, pois entre eles deveria reinar a igualdade.

As lições do Mestre nem sempre encontraram corações abertos para acolhê-las. Os discípulos mostravam-se reticentes em abrir mão de sua mentalidade. Daí a preocupação em saber quem, dentre eles, seria o maior. Ou seja, quem teria autoridade sobre os outros; quem seria mais importante objeto da reverência e do respeito dos demais. Tudo ao inverso do que lhes fora ensinado!

E então, Jesus resume, numa frase, um princípio de ação que deveria nortear a vida do discípulo: “Quem quiser ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos”. Esta era sua pauta de ação. Ele se apresentava como Servo, e sua vida definia-se como serviço a todos, sem distinção.

Ele nunca esteve em busca de grandezas, muito menos reduziu os discípulos à condição de escravos seus. Não se preocupou em granjear a estima e a reverência alheias, a qualquer custo. Simplesmente seguiu o seu caminho de servidor, esforçando-se por satisfazer as carências e os sofrimentos humanos. Apresentou-se como exemplo a ser imitado!

Vivemos dias de muita insegurança e decepções, com respeito ao comportamento das pessoas. É muito comum, hoje, talvez muitos influenciados pelos meios de comunicação social em geral, a vontade incontestável de crescerem socialmente, subirem na vida, mas não no sentido espiritual e sim material, para se tornarem “celebridades”. A busca de glória, fama, cargo. Tudo isso porém, só se pode satisfazer plenamente quando for estruturado na sua raiz, pelo que é bom, pelo que é honesto, alicerçado em Deus.

Tu que buscas a gloria humana saiba que a celebridade social é muito falsa, fingida e cheia de interesses anexos, que vão frustrando aqueles que a alcançou. Até porque, num piscar de olhos se acaba e, a pessoa se sente completamente só e ignorada por aqueles que a aplaudiam enquanto lhes interessava.

Para que isso, nesse trecho do evangelho de Marcos, Jesus adverte os apóstolos que discutiam entre si, qual deles seria o maior, qual deles comandaria tudo após a partida do Mestre. E, Jesus lhes diz: “ Se algum de vocês quer ser o maior, seja o menor, seja o último, seja aquele  que serve.” E, quando nos atemos às palavras de Jesus e procuramos segui-las , colocando-as em prática na nossa vida, descobrimos , que servir  é mesmo melhor que ser servido.

Quando damos um presente como sinal de uma grande amizade, sentimo-nos plenamente realizados, só em sentir a alegria e contentamento de quem o recebeu; ele será, certamente, algo que nunca nos deixará esquecidos por aquele amigo, aquela família.

A doação sincera, seja ela material, na forma de presente, ou seja, espiritual, na forma de gesto ou palavra, de conselho, de companheirismo, realiza em nós, o gosto da presença de nosso Deus, que nos criou, principalmente, para amarmos a todos como Ele nos ama.

A realização pessoal verdadeira, não é essa que faz das pessoas celebridades sociais com tempo muito curto de glória, mas sim, aquela que nos realiza como verdadeiros seres humanos, criados à imagem e semelhança de Deus. Os apóstolos tornaram-se verdadeiras celebridades para as coisas de Deus. Todos simples, sem estudos nem preparo, foram chamados por Jesus e capacitados para o trabalho de divulgar a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo e, atravessaram o mundo inteiro e são e serão até o fim dos tempos as verdadeiras celebridades, simples, sem arrogâncias e nunca esquecidas. Tu e eu somos também chamados a sermos celebridades desde que na humildade, simplicidade, sem aspirações de grandezas e peçamos ao Pai do Céu que tire do meu e teu coração os ideais mundanos de glória, e nos coloquemos no verdadeiro caminho para ser glorificado por Ele, fazendo-nos servidor de todos.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/


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sábado, 15 de setembro de 2018

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 8,4-15 - 22.09.2018

Liturgia Diária

22 – SÁBADO   
24ª SEMANA COMUM

(verde – ofício do dia)

A vida nova da ressurreição é fruto gerado pela morte dos vícios e do egoísmo e pelo cultivo da semente do amor e da solidariedade nos corações que se abrem para acolhê-la.

Evangelho: Lucas 8,4-15

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 4reuniu-se uma grande multidão, e de todas as cidades iam ter com Jesus. Então ele contou esta parábola: 5“O semeador saiu para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada e os pássaros do céu a comeram. 6Outra parte caiu sobre pedras; brotou e secou, porque não havia umidade. 7Outra parte caiu no meio de espinhos; os espinhos cresceram junto e a sufocaram. 8Outra parte caiu em terra boa; brotou e deu fruto, cem por um”. Dizendo isso, Jesus exclamou: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. 9Os discípulos lhe perguntaram o significado dessa parábola. 10Jesus respondeu: “A vós foi dado conhecer os mistérios do reino de Deus. Mas, aos outros, só por meio de parábolas, para que, olhando, não vejam e, ouvindo, não compreendam. 11A parábola quer dizer o seguinte: a semente é a Palavra de Deus. 12Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouviram, mas depois vem o diabo e tira a Palavra do coração deles, para que não acreditem e não se salvem. 13Os que estão sobre a pedra são aqueles que, ouvindo, acolhem a Palavra com alegria. Mas eles não têm raiz: por um momento acreditam, mas, na hora da tentação, voltam atrás. 14Aquilo que caiu entre os espinhos são os que ouvem, mas, com o passar do tempo, são sufocados pelas preocupações, pela riqueza e pelos prazeres da vida e não chegam a amadurecer. 15E o que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra e dão fruto na perseverança”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 8,4-15
«O que caiu em terra boa são aqueles que, (...) dão fruto pela perseverança»

Rev. D. Lluís RAVENTÓS i Artés
(Tarragona, Espanha)

Hoje, Jesus nos fala de um semeador que «saiu a semear» (Lc 8,5) e aquela semente era precisamente «a Palavra de Deus». Mas «crescendo ao mesmo tempo, os espinhos a sufocaram» (Lc 8,7).

Há uma grande variedade de espinhos. «Aquilo que caiu entre os espinhos são os que escutam, mas vivendo em meio as preocupações, as riquezas e os prazeres da vida, são sufocados e não chegam a amadurecer» (Lc 8,14).

-Senhor, por acaso sou culpável de ter preocupações? Já quisera não tê-las, mas vêm por todas partes! Não entendo por que hão de privar-me da sua Palavra, se não são pecado, nem vicio, nem defeito.

-Por que esquece que Eu sou o seu Pai e deixa-se escravizar por uma manhã que não sabe se chegará!

«Se vivêssemos com mais confiança na Providência divina, seguros -com uma fé firmíssima- dessa proteção diária que nunca nos falta, quantas preocupações ou aflições nos pouparíamos! Desapareceria uma quantidade de quimeras que, na boca de Jesus, são próprias dos pagãos, dos homens mundanos (cf. Lc 12,30), das pessoas que são carentes de sentido sobrenatural (...). Eu quisera gravar a fogo na vossa mente -nos diz São Josemaria- que temos todos os motivos para andar com otimismo nesta terra, com a alma desasida de tudo de tantas coisas que parecem imprescindíveis, já que vosso Pai sabe muito bem o que necessitais! (cf. Lc 12,30), e Ele vos provê de tudo». Disse Davi: «Depõe no Senhor os teus cuidados e, ele te susterá» (Sal 54,23). Assim fez São José quando o Senhor o provou: reflexionou, consultou, orou, tomou uma resolução e deixou tudo nas mãos de Deus. Quando veio o Anjo -comenta Mn. Ballarín-, não quis despertá-lo e falou em sonhos. Em fim, «Eu não devo ter mais preocupações que a tua Glória..., numa palavra, teu Amor» (São Josemaria).

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QUE ESPÉCIE DE SOLO VOCÊ É? Lc 8,4-15
HOMILIA

Jesus contou frequentemente, por parábolas, histórias sobre os acontecimentos do dia-a-dia que ele usava para ilustrar verdades espirituais. Uma das mais importantes destas parábolas é a que Lucas nos apresenta no dia de hoje. Esta história fala de um fazendeiro que lançou sementes em vários lugares com diferentes resultados, dependendo do tipo do solo. A importância desta parábola é salientada por Jesus em Marcos 4,13: Não entendeis esta parábola e como compreendereis todas as parábolas? Jesus está dizendo que esta parábola é fundamental para o entendimento das outras. Esta é uma das três únicas parábolas registradas em mais do que dois evangelhos, e também é uma das únicas que Jesus explicou especificamente. Precisamos meditar cuidadosamente nesta história.

O trabalho do semeador é colocar a semente no solo. Uma vez que a semente for deixada no celeiro, nunca produzirá uma safra, por isso seu trabalho é importante. Mas a identidade pessoal do semeador não é. O semeador nunca é chamado pelo nome nesta história. Nada nos é dito sobre sua aparência, sua capacidade, sua personalidade ou suas realizações. Ele simplesmente põe a semente em contato com o solo. A colheita depende da combinação do solo com a semente.

Aplicando-se espiritualmente, os seguidores de Cristo devem estar ensinando a palavra. Quanto mais ela é plantada nos corações dos homens, maior será a colheita. Mas a identidade pessoal dele não tem importância. Porque ele o faz em nome de Jesus! Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coIsa, nem o que rega, mas Deus que dá o crescimento (1 Coríntios 3:6-7). Em nossos dias, o semeador tornou-se a figura principal e a semente é bastante esquecida. A propaganda das campanhas religiosas frequentemente contém uma grande fotografia do orador e dá grande ênfase ao seu nível escolar, sua capacidade pessoal e o desenvolvimento de sua carreira; o Evangelho de Cristo que ele se supõe estar pregando é mencionado apenas naquelas letrinhas, lá no canto. Não devemos exaltar os homens, mas sim, completamente ao Senhor!

A semente é a Palavra de Deus. Cada conversão é o resultado do assentamento do Evangelho dentro de um coração puro. A palavra gera, salva, regenera, liberta, produz fé, santifica e nos atrai a Deus. Como o Evangelho se espalhava no primeiro século, foi-nos dito muito pouco sobre os homens que o divulgaram, porém, muito nos foi dito sobre a mensagem que eles disseminaram. A importância das Escrituras deve ser ressaltada ao máximo.

Isto significa que o professor tem que ensinar a palavra. Não há substitutos permitidos. Frequentemente, pessoas raciocinam que haveria uma colheita maior se alguma outra coisa fosse plantada. Então, igrejas começam a experimentar outros meios, de modo a conseguir mais adeptos. Não é nosso trabalho analisar o solo e decidir plantar alguma outra coisa, esperando receber melhores resultados. A colheita do Evangelho pode ser pequena, mas Deus só nos deu permissão para plantar a palavra. Somente plantando a Palavra de Deus nos corações dos homens o Senhor receberá o fruto que Ele espera. Ou, usando uma figura diferente: as Escrituras são a “isca” de Deus para atrair o peixe que Ele quer salvar. Precisamos aprender a ficar satisfeitos com seu plano.

Aqui há uma lição para o ouvinte também. O fruto produzido depende da resposta à Palavra. É decididamente importante ler, estudar e meditar sobre as Escrituras. A Palavra tem que vir habitar em nós, para ser implantada em nosso coração. Temos que permitir que nossas ações, nossas palavras e nossas próprias vidas sejam formadas e moldadas pela Palavra de Deus.

Uma safra sempre depende da natureza da semente, não do tipo da pessoa que a plantou. Um pássaro pode plantar uma castanha: a árvore que nascer será um castanheiro, e não um pássaro. Isto significa que não é necessário tentar traçar uma linhagem ininterrupta de fiéis cristãos, recuando até o primeiro século. Há força e autoridade próprias da Palavra para produzir cristãos como aqueles do tempo dos apóstolos. A Palavra de Deus contém força vivificante. O que é necessário são homens e mulheres que permitam que a Palavra cresça e produza frutos em suas vidas; pessoas com coragem para quebrar as tradições e os padrões religiosos em volta deles, para simplesmente seguir o ensinamento da Palavra de Deus. Hoje em dia, a Palavra de Deus tem sido frequentemente misturada com tanta tradição, doutrina e opinião que é quase irreconhecível. Mas, se pusermos de lado todas as inovações dos homens e permitirmos que a Palavra trabalhe, podemos tornar-nos fiéis discípulos de Cristo justamente como aqueles que seguiram Jesus há quase 2000 anos atrás. A continuidade depende da semente.

É perturbador notar que a mesma semente foi plantada em cada tipo de solo, mas os resultados foram muito diferentes. A mesma Palavra de Deus pode ser plantada em nossos dias; mas os resultados serão determinados pelo coração daquele que ouve.

Alguns de nós somos solos de beira de estrada, duro, impermeável. Eles não têm uma mente aberta e receptiva para permitir que a Palavra de Deus os transforme. O Evangelho nunca transformará corações como estes porque eles não lhe permitem entrar.

As raízes das plantas, no solo pedregoso, nunca se aprofundam. Durante os tempos fáceis, os brotos podem parecer interessantes, mas abaixo da superfície do terreno, as raízes não estão se desenvolvendo. Como resultado, se vem uma pequena temporada seca ou um vento forte, a planta murcha e morre. Os cristãos precisam desenvolver suas raízes por meio da fé em Cristo e do estudo da Palavra cada vez mais profundo. Tempos difíceis virão, e somente aqueles que tiverem desenvolvido suas raízes abaixo da superfície sobreviverão.

Quando se permite que ervas daninhas cresçam junto com a semente pura, nenhum fruto pode ser produzido. As ervas disputam a água, a luz solar e os nutrientes e, como resultado, sufocam a boa planta. Existe uma grande tentação a permitir que interesses mundanos dominem tanto nossa vida que não nos resta energia para devotar ao crescimento do Evangelho em nossas vidas.

Então, há o bom solo que produz fruto. A conclusão desta parábola é deixada para cada um responder a esta pergunta. Que espécie de solo você é? Esta parábola, por um lado, revela a força divina da Palavra de Deus, e, por outro, convida os que a escutam a oferecerem à sementeira dela a terra de um bom coração.

Fonte https://homilia.cancaonova.com


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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 9,9-13 - 21.09.2018

Liturgia Diária

21 – SEXTA-FEIRA   
SÃO MATEUS – APÓSTOLO E EVANGELISTA

(vermelho – ofício da festa)

Mateus (Palestina, séc. 1º), também conhecido como Levi, exercia a atividade de cobrador de impostos quando foi chamado por Jesus para fazer parte do grupo dos doze. Segundo a tradição, pregou no Oriente e morreu mártir na Etiópia. Celebrando a festa deste evangelista, rezemos por todos os que anunciam a Boa-Nova.

Evangelho: Mateus 9,9-13

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 9Jesus viu um homem, chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?” 12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br


Reflexão - Evangelho: Mateus 9,9-13
«Não é a justos que vim chamar, mas a pecadores»

Rev. D. Joan PUJOL i Balcells
(La Seu d'Urgell, Lleida, Espanha)

Hoje celebramos a festa do apóstolo e evangelista São Mateus. Ele mesmo nos conta no seu Evangelho sobre a sua conversão. Estava sentado na coletoria de impostos e Jesus o convidou a segui-lo. Mateus -diz o Evangelho- «se levantou e seguiu-o» (Mt 9,9). Com Mateus chega ao grupo dos Doze um homem totalmente diferente dos outros apóstolos, tanto pela sua formação como pela sua posição social e riqueza. Seu pai lhe fez estudar economia para poder fixar o preço do trigo e do vinho, dos peixes que seriam trazidos por Pedro e André e os filhos de Zebedeu e o das pérolas preciosas das quais fala o Evangelho.

Seu ofício, de coletor de impostos, era mal visto. Aqueles que o exerciam eram considerados publicanos e pecadores. Estava ao serviço do rei Herodes, senhor da Galiléia, um rei detestado pelo seu povo e que o Novo Testamento nos apresenta como um adúltero, o assassino de João Batista e aquele que escarneceu Jesus a Sexta Feira Santa. O que pensaria Mateus quando ia render contas ao Rei Herodes? A conversão de Mateus devia supor uma verdadeira liberação, como o demonstra o banquete ao que convidou os publicanos e pecadores. Foi a sua maneira de demonstrar agradecimento ao Mestre por ter podido sair de uma situação miserável e encontrar a verdadeira felicidade. São Beda o Venerável, comentando a conversão de Mateus, escreve: «A conversão de um coletor de impostos dá exemplo de penitência e de indulgência a outros coletores de impostos e pecadores (...). No primeiro instante da sua conversão, atrai até Ele, que é como dizer até a salvação, a um grupo inteiro de pecadores».

Na sua conversão se faz presente a misericórdia de Deus como se manifesta nas palavras de Jesus frente à crítica dos fariseus: «Misericórdia eu quero, não sacrifícios. De fato, não é a justos que vim chamar, mas a pecadores» (Mt 9,13).

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PECADOR PÚBLICO Mt 9,9-13
HOMILIA

O Evangelho de hoje nos fala sobre a vocação de Mateus, ou seja, sobre Jesus que o chama para ser seu discípulo. Precisamos perceber que Jesus chama um pecador público. Isto era algo de extraordinário. Mas, o que significa esta expressão “pecador público“? Significa que alguém era considerado publicamente pecador, pois todos conheciam a sua conduta de pecado.

Os capítulos depois do Sermão da Montanha, ou seja, os capítulos 8 e 9, narram a atividade de Jesus. Diríamos assim que se trata do programa de vida que proclamou no Sermão da Montanha como felicidade e paz para o povo é o que ele realiza com suas atitudes e obras. Dessa maneira, Mateus apresenta a atividade messiânica de Jesus no seio de seu povo. No meio desta atividade está situado o texto que a Igreja nos oferece para refletir neste dia. Cabe-nos perguntar por que o evangelista situa o chamado de Levi neste momento de sua narrativa.

Talvez a resposta esteja no último versículo que hoje lemos: Aprendam, pois, o que significa: ‘Eu quero a misericórdia e não o sacrifício’. Porque eu não vim para chamar justos e sim pecadores, ou seja, o evangelista acha necessário esclarecer que o centro da missão do Messias é buscar o que estava perdido, curar os doentes, libertar os cativos, proclamar o ano de graça de misericórdia do Senhor! (Lc 4, 18-19).

Este é o reino que Jesus vem inaugurar e comunicar com sua vida, morte e ressurreição. E para ser partícipes e, mais ainda, colaboradores na expansão deste reino, todos(as), sem exceção, são convidados de uma maneira ternamente pessoal, rompendo qualquer norma ou preconceito que deixe alguém fora do âmbito deste reino.

Se olharmos agora para Levi, cobrador de impostos, é, sem dúvida, uma das pessoas que na época de Jesus sofriam a exclusão. Não eram queridos pelo povo por causa de seu trabalho ganancioso. Eram considerados impuros por parte das autoridades religiosas judaicas, e para o império romano não eram mais que um dos últimos degraus na escada da opressão que exerciam sobre o povo.  Por essa razão, é escandaloso para os judeus e também para os discípulos de Jesus, que ele chame Mateus para ser seu seguidor! E, como se isso não bastasse, vai à sua casa e se senta à sua mesa.

Se considerarmos a casa como símbolo da história da pessoa, e partilharmos sua mesa assim como a sua intimidade, podemos entender que o evangelista está mostrando que Jesus, quando chama Mateus, o faz dentro de sua própria história com suas luzes e sombras. A resposta que Jesus dá aos fariseus revela seu conhecimento da vida de Mateus, que o faz “merecedor” de uma atenção privilegiada por parte dele: As pessoas que têm saúde não precisam de médico, mas só as que estão doentes.

Esta maneira de olhar que Jesus tem é, por assim dizê-lo, revolucionária porque está carregada de compaixão e misericórdia. Por isso, não julga nem condena o cobrador de impostos, antes é capaz, sendo conhecedor de sua fraqueza e também de seus erros, de convidá-lo para uma vida diferente que brota da amizade com Ele.

E aqui podemos nos lembrar das palavras do Evangelho de João, quando Jesus fala da amizade: ”eu chamo vocês de amigos, porque eu comuniquei a vocês tudo o que o ouvi de meu Pai” (Jo15,15b).

O Evangelho de hoje nos diz que Jesus viu primeiro. Referindo-se a Mateus, é vê-lo na sua situação cotidiana: Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos. Mas o olhar de Jesus é capaz de ir além do que um simples olhar enxerga de um judeu cobrador de impostos. Ele reconhece em Mateus um filho muito querido de Deus, e isso é o que Ele comunica primeiro para o cobrador de impostos. Seu olhar sobre Mateus está carregado da ternura e misericórdia de Deus Pai-Mãe, que cura as feridas e perdoa os pecados, amando-o incondicionalmente.

Mas Jesus continua e diz para ele: “Segue-me!”. Abre-se diante de Mateus a possibilidade de um caminho novo, impensável até esse momento. É convidado a deixar de ser uma engrenagem do império opressor, para passar a ser íntimo colaborador na construção de um reino de liberdade, justiça e solidariedade.

Deixemos que Jesus passe e nos olhe no nosso dia-a-dia e, como Mateus, tenhamos a coragem de acolher esse olhar e a proposta que dele brota. Sem dúvida, nossa vida passará a ser diferente e poderemos também ser parte deste círculo aberto, inclusivo e integrador de amigos e amigas de Jesus que continuam lutando pela sua mesma paixão: o ser humano e a casa em que ele habita!

Pai, coloca-me sempre junto àqueles que mais carecem de tua salvação, e liberta-me de toda espécie de preconceitos que contaminam o meu coração.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/



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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 7,36-50 - 20.09.2018

Liturgia Diária

20 – QUINTA-FEIRA   
SANTOS ANDRÉ KIM E PAULO CHONG – MÁRTIRES

(vermelho – ofício da memória)

No início do séc. 17, os leigos coreanos se organizaram como uma comunidade cristã fervorosa. Somente em 1836 chegaram os primeiros missionários. Nos anos seguintes, sobrevieram várias perseguições, que resultaram numa centena de mártires, entre os quais o padre André Kim Taegon e o leigo Paulo Chong Hasang. O exemplo destes santos nos inspire em nossa caminhada cristã.

Evangelho: Lucas 7,36-50

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 36um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa. 37Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume 38e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume. 39Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: “Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora”. 40Jesus disse então ao fariseu: “Simão, tenho uma coisa para te dizer”. Simão respondeu: “Fala, mestre!” 41“Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro cinquenta. 42Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?” 43Simão respondeu: “Acho que é aquele ao qual perdoou mais”. Jesus lhe disse: “Tu julgaste corretamente”. 44Então, Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: “Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. 47Por essa razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados, porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor”. 48E Jesus disse à mulher: “Teus pecados estão perdoados”. 49Então, os convidados começaram a pensar: “Quem é este que até perdoa pecados?” 50Mas Jesus disse à mulher: “Tua fé te salvou. Vai em paz!” – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 7,36-50
«Ela postou-se aos pés de Jesus chorando»

Mons. José Ignacio ALEMANY Grau, Bispo Emérito de Chachapoyas
(Chachapoyas, Peru)

Hoje, Simon fariseu, convida para comungar o corpo de Jesus para chamar a atenção das pessoas. Era um ato de vaidade, mas o trato que Jesus deu ao recebê-lo, não correspondeu nem se quer ao mais elementar.

Enquanto ceiam, una pecadora pública faz um grande ato de humildade: «Pondo-se atrás, aos pés de Jesus, começou a chorar e com suas lagrimas lhe molhava os pés e com os cabelos, os secavam, beijava seus pés e os ungia com o perfume» (Lc 7,38).

O fariseu em troca, ao receber Jesus, não lhe deu o beijo de saudação, água para seus pés, toalha para secá-los, nem lhe ungiu a cabeça com azeite. Além disso, o fariseu pensa mal, «Se este fosse profeta, saberia quem e que tipo de mulher é a que está tocando, pois é uma pecadora» (Lc 7,39). De fato, quem não sabia com quem tratava era o fariseu!

O Papa Francisco tem insistido muito na importância de aproximar-se dos enfermos e assim “tocar a carne de Cristo”. Ao canonizar a santa Guadalupe García, Francisco disse: «Renunciar a uma vida cômoda para seguir ao chamado de Jesus amar a pobreza para poder amar mais aos pobres, enfermos e abandonados, para servir-lhes com ternura e compaixão, isto se chama “tocar a carne de Cristo”. “Os pobres, abandonados, enfermos, e os marginais são a carne de Cristo». Jesus tocava os enfermos e se deixava tocar por eles e pelos pecadores.

A pecadora do Evangelho tocou Jesus e Ele estava feliz vendo como se transformava seu coração. Por isso lhe presenteou a paz recompensando sua fé valente. —Tu amigo, te aproximas com amor para tocar a carne de Cristo em tantos que passam junto a ti e de ti necessitam? Si sabes fazê-lo, tua recompensa será a paz com Deus, com os demais e contigo mesmo.

«Tua fé te salvou. Vai em paz!»

Rev. D. Ferran JARABO i Carbonell
(Agullana, Girona, Espanha)

Hoje, o Evangelho nos chama a ficar atentos ao perdão que o Senhor nos oferece: «Teus pecados estão perdoados» (Lc 7,48). É preciso que os cristãos nos lembremos de duas coisas: que devemos perdoar sem julgar à pessoa e amar muito porque fomos perdoados gratuitamente por Deus. Gera-se um duplo movimento: o perdão recebido e o perdão amoroso que devemos dar.

«Quando alguém lhe insulte, não lhe jogue a culpa, jogue-a ao demônio que, em todo caso, é quem faz insultar, e descarregue nele toda sua ira; em troca, compadeça ao desgraçado que faz o que o diabo lhe mandar» (São João Crisóstomo). Não se deve julgar à pessoa mas reprovar a má ação. A pessoa é um objeto continuado do amor do Senhor, são as ações que nos distanciam de Deus. Nós, então, devemos estar sempre dispostos a perdoar, acolher e amar á pessoa, mas a rejeitar aquelas ações contrarias ao amor de Deus.

«Quem peca fere a honra de Deus e o seu amor, sua própria dignidade de homem chamado a ser filho de Deus e o bem espiritual da Igreja, da qual cada cristão deve ser pedra viva» (Catecismo da Igreja, n. 1487). Através do Sacramento da Penitência, a pessoa tem a possibilidade e a oportunidade de refazer sua relação com Deus e com toda a Igreja. A resposta ao perdão recebido, só pode ser o amor. A recuperação da graça e a reconciliação nos levará à amar com um amor divinizado. Somos chamados para amar como Deus ama!

Perguntemo-nos hoje, especialmente, se somos conscientes da grandeza do perdão de Deus, se somos aqueles que amam à pessoa e lutam contra o pecado e, finalmente, se acudimos com confiança ao Sacramento da Reconciliação. Tudo o podemos com o auxilio de Deus. Que nossa humilde oração nos ajude.

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A FÉ E A MISERICÓRDIA DE JESUS Lc 7,36-50
HOMILIA

A Liturgia de hoje nos fala da misericórdia de Deus que perdoa o pecador arrependido, na pessoa da mulher anônima. Anônima para dizer que esta pode ser eu, pode ser você, quando se arrependidos voltarmos para Deus implorando a sua misericórdia e perdão.

Jesus aceita comer na casa do fariseu, onde, de repente, aparece uma mulher pecadora, prostituta, portanto, excluída da sociedade dos bons, por dois motivos: por ser mulher e por exercer a profissão mais antiga do mundo. Ninguém a convidou, mas todos a conhecem.

O fariseu julga e condena Jesus e a pecadora. Jesus reage e conta a história dos dois devedores perdoados. “Teus pecados estão perdoados”. E a reação dos convidados? “Quem é este que perdoa os pecados?”.

Jesus não tinha medo das pessoas mal-afamadas. É perigoso julgar-se justo a si mesmo. É preferível que Deus nos julgue justos a sermos considerados justos diante dos homens. Diante de Deus são justos os que reconhecendo as suas falhas, erros e os seus pecados arrependidos e humilhados, dobram os seus joelhos pedindo perdão a Deus, e então, recebem o seu perdão. Para estes não tarda a resposta de Deus na pessoa do Filho: Tua fé te salvou. Vai em paz. Jesus diz ao fariseu: “Seus muitos pecados lhe são perdoados porque muito amou”. Simão, poderíamos dizer, é o que deve 50 denários e a mulher 500.

A pecadora já se sente perdoada. Para o fariseu, aquela mulher é pecadora e pronto. Não tem o direito de aproximar-se de ninguém. Ele cumpre a lei, ela não. Por isso pode condená-la. Jesus perdoou a mulher diminuída em sua dignidade. Põe uma condição: “não peques mais”. E ela não pecou mais, tornou-se santa. Jesus deixa claro que o perdão é dom gratuito de Deus e o pecador arrependido expressa, através do amor, a acolhida do perdão. Feliz aquele que experimenta o amor e a misericórdia, como Davi e a mulher sem nome do evangelho de hoje. Ninguém pode julgar o amor que está dentro do homem, no seu arrependimento, na sua dor. A nós é pedida a misericórdia, só a misericórdia. Façamos esta experiência. Cada um reza a seu modo: ela, no silêncio e lágrimas. Você que se considera justo louve e agradeça a Deus. Todavia vigilante para não se julgar o todo poderoso diante dos outros que erram e falham. Saiba que à mulher do evangelho foi-lhe restituído um coração novo: “Tua fé te salvou”.

Jesus é o nosso modelo de aproximação dos pecadores. Ele foi compassivo e misericordioso porque veio para curar os doentes; veio para buscar os perdidos; veio para libertar os cativos. Observe que Jesus foi muito mais duro com os religiosos do que com os pecadores.

Ao se defrontar com determinadas situações, procure imitar a Jesus Cristo, procure entender como Ele agiria se estivesse em seu lugar. Pense nas características da graça: ela não discrimina porque Jesus não salva baseado em nossos méritos, mas sim no seu coração cheio de compaixão e misericórdia. Não olhe para o que a pessoa é; mas o que Deus pode fazer na vida dela. Lembre-se que a fé é o instrumento que Deus usa para aplicar em nós a sua graciosa salvação e esta é um dom de Deus.

Pense que o maior pecador, pode vir a ser o melhor pregador. O exemplo da mulher samaritana que de pecadora, se transformou em evangelista ao chamar a cidade para ouvir a Cristo. Lembre-se: o incrédulo de hoje, pode ser o seu irmão amanhã! Você não conhece os caminhos nem os pensamentos de Deus. Por isso, devemos estar atentos para que as nossas posições não nos coloquem em um lado oposto ao que Cristo está sendo em juízo dos outros.

Pai, faça-me nutrir um amor tão entranhado a Jesus a ponto de não ter vergonha de manifestá-lo em nenhuma circunstância, mesmo correndo o risco de ser mal-compreendido e a usar de misericórdia e compaixão para com os meus irmãos e irmãs.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/


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LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 7,31-35 - 19.09.2018

Liturgia Diária

19 – QUARTA-FEIRA   
24ª SEMANA COMUM

(verde – ofício do dia)

O tripé que sustenta a comunidade cristã é formado pela fé, esperança e caridade. Sem elas, as más disposições se disseminam e nos pomos à parte do projeto sábio de Deus.

Evangelho: Lucas 7,31-35

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, disse Jesus: 31“Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? 32São como crianças que se sentam nas praças, se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’ 33Pois veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e vós dissestes: ‘Ele está com um demônio!’ 34Veio o Filho do homem, que come e bebe, e vós dizeis: ‘Ele é um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos pecadores!’ 35Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão Evangelho: Lucas 7,31-35
«Com quem, então, vou comparar as pessoas desta geração?»

Rev. D. Xavier SERRA i Permanyer
(Sabadell, Barcelona, Espanha)

Hoje, Jesus constata a dureza de coração das pessoas de seu tempo, especialmente os fariseus, tão seguros de si mesmos que não há quem os converta. Não se calam nem diante de João Batista, «que não comia pão, nem bebia vinho» (Lc 7,33), e o acusavam de possuir um demônio; tampouco se calam diante do Filho do homem, «que come e bebe», acusando-o de comilão e bêbedo e, «amigo de publicanos e pecadores» (Lc 7,34). Atrás dessas acusações se escondem seu orgulho e arrogância: ninguém lhes vai dar lições; não aceitam a Deus, senão que fazem seu próprio Deus, um Deus que não os mova de suas comodidades, privilégios e interesses.

Nós também temos esse perigo. Quantas vezes criticamos tudo: se a Igreja diz isso, por que diz isso, se diz o contrário... E até mesmo, poderíamos criticar nos referindo a Deus ou aos outros. No fundo, talvez inconscientemente, queremos justificar nossa preguiça e falta de desejo de uma verdadeira conversão, justificar nossa comodidade e falta de docilidade. Disse São Bernardo: «Há algo mais lógico que não ver as próprias chagas, especialmente se as tapou com a finalidade de não poder vê-las? Disso resulta que, ainda que outro as ache, defenda com teimosia que não são chagas, deixando que seu coração se abandone a palavras falsas».

Deixemos que a Palavra de Deus chegue ao nosso coração e nos converta, nos mude, nos transforme com sua força. Mas para isso, peçamos o dom da humildade. Somente o humilde pode aceitar a Deus; e permitir que se aproxime de nós, que como publicanos e pecadores necessitamos que nos cure. Ai daquele que creia que não necessita do médico! O pior para um doente é acreditar-se sadio, porque o mal avançará e nunca será medicado. Todos estamos doentes de morte, e somente Cristo pode nos salvar, sejamos ou não conscientes disso. Demos graças ao Salvador, acolhendo-o como tal!

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GERAÇÃO MÁ E INGRATA Lc 7,31-35
HOMILIA

Jesus Cristo está diante da multidão que o cerca para ouvi-lo pura e simplesmente sem saberem qual deve ser o grau de pertença ao reino de Deus. Engraçado é notar que as pessoas que o escutavam eram de renome na matéria da religião. Eram chefes religiosos do Judaísmo.

Jesus começou assim a sua pregação: “Convertei-vos porque o Reino dos céus está próximo” (Mt 4,17). João Baptista, seu precursor, tinha começado da mesma maneira: “Convertei-vos, porque o Reino dos céus está próximo” (Mt 3,2). E agora o Senhor censura-os porque eles não querem converter-se, quando o Reino dos céus está próximo, este Reino dos céus do qual Ele próprio disse que “não vem de maneira visível e também que ele está no meio de vós” (Lc 17, 20-21).

Na parábola, o Mestre compara a geração a um grupo de crianças que tenta se comunicar com outro grupo, com brincadeiras de alegria ou de tristeza, porém o outro grupo não corresponde, fecha os olhos, a boca e ouvidos para não ouvir, falar e ver acabando por rejeitar todas  as tentativas de diálogo com as outras. Por isso: “com quem posso comparar as pessoas de hoje? Com quem elas são parecidas?”

A pequena parábola dos dois grupos de crianças que disputam nas praças é dirigida a “esta geração”. Esta expressão indica uma censura ao povo de Israel de coração duro, conforme a tradição profética. Mas não só! Assim como Jesus censurou a geração do tempo de João Batista assim continua falando hoje: “A quem hei-de comparar esta geração. Nós tocamos músicas de casamento, mas vocês não dançaram! Cantamos músicas de sepultamento, mas vocês não choraram”. Estamos diante de pessoas que se alegram com o sofrimento dos outros. Não conseguem chorar com os que choram, sorrir com os que sorriem, comer com os que comem, viver com os que vivem. Uma sociedade fechada no seu casulo. As pessoas só pensam nos seus interesses e não querem saber nada sobre os outros. O bem, a confiança, a justiça, a fraternidade, a comunhão, o amor, o respeito pela pessoa e pelo que é alheio desapareceram entre as pessoas. Muitos homens e mulheres não querem converter-se, não querem abandonar a vida do pecado.

Ao João Batista de hoje que faz o seu anúncio da conversão de maneira austera, como um asceta, é chamado de louco. E os ministros sagrados que agem na pessoa de Jesus, que na simplicidade, humildade e solidariedade se abeiram do pobre, do excluído, doente e abandonado chamam-os de pecadores e publicanos, de “comilão e beberrão”.

A sociedade se esquece que, para Jesus o Reino dos céus é para os simples e humildes, que Jesus chama de pobres em espírito. A razão é porque os pobres, pecadores e excluídos, não são escravos da riqueza e do poder, e consequentemente, acolhem o convite à conversão tanto feita por João Batista quanto por Jesus e continuada pelos discípulos e missionários de Jesus Cristo.

Que você meu irmão, minha irmã, tenha a prudência de aceitar as advertências de Jesus, para não deixar escapar e passar o tempo da sua missão, este tempo no qual estamos, durante o qual Ele poupa mais uma vez a tua vida. Ela é poupada, é para que te convertas, e que ninguém seja condenado. Porque não sabes quando virá o fim do mundo deves viver o tempo da graça, o tempo da salvação, o tempo da fé. Caso contrário, Jesus gritará bem alto nos teus ouvidos: “com quem posso comparar esta geração?”

Pai, purifica-me de toda forma de orgulho que me leva a desprezar meu semelhante e a julgar-me superior a ele. Como Jesus, desejo estar próximo de quem se afastou de ti.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/


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terça-feira, 11 de setembro de 2018

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 7,11-17 - 18.09.2018

Liturgia Diária
18 – TERÇA-FEIRA   
24ª SEMANA COMUM

(verde – ofício do dia)

Na comunidade todos formamos um só corpo do qual Jesus é a cabeça; somos seu povo e seu rebanho. Ele é nosso guia, que nos levanta da prostração e nos conduz no caminho da vida.

Evangelho: Lucas 7,11-17

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 11Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão. 12Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava. 13Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: “Não chores!” 14Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” 15O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. 16Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós, e Deus veio visitar o seu povo”. 17E a notícia do fato espalhou-se pela Judeia inteira e por toda a redondeza. – Palavra da salvação.


Reflexão - Evangelho: Lucas 7,11-17
«Jovem, eu te digo, levanta-te!»

+ Rev. D. Joan SERRA i Fontanet
(Barcelona, Espanha)

Hoje se encontram duas comitivas. Uma comitiva que acompanha à morte e a outra que acompanha à vida. Uma pobre viúva seguida por seus familiares e amigos, levava o seu filho ao cemitério e de repente, vê a multidão que ia com Jesus. As duas comitivas se cruzam e se param, e Jesus lhe diz à mãe que ia enterrar o seu filho: «Não chores» (Lc 7,13). Todos ficam olhando Jesus, que não permanece indiferente a dor e ao sofrimento daquela pobre mãe, mas, pelo contrário, se compadece e lhe devolve a vida ao seu filho. E, é que encontrar a Jesus é encontrar a vida, pois Jesus disse de si mesmo: «Eu sou a ressurreição e a vida» (Jo 11,25). São Bráulio de Saragoça escreve: «A esperança da ressurreição deve-nos confortar, porque voltaremos a ver no céu a quem perdemos aqui».

Com a leitura do fragmento do Evangelho que nos fala da ressurreição do jovem de Naim, poderia salientar a divindade de Jesus e insistir nela, dizendo que somente Deus pode voltar um jovem à vida; mas hoje preferiria salientar a sua humanidade, para não ver Jesus como um ser alheio, como um personagem tão diferente de nós, ou como alguém tão excessivamente importante que não nos inspire a confiança que pode nos inspirar um bom amigo.

Os cristãos devemos saber imitar Jesus. Devemos pedir a Deus a graça de ser Cristo para os demais. Tomara que todo aquele que nos veja, possa contemplar uma imagem viva de Jesus na terra! Quem via São Francisco de Assis, por exemplo, via a imagem viva de Jesus. Os santos são aqueles que levam Jesus nas suas palavras e obras e imitam seu modo de atuar e a sua bondade. A nossa sociedade precisa de santos e você pode ser um deles no seu lugar.

© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors


O ENCONTRO DA MORTE COM A VIDA Lc 7,11-17
HOMILIA

O texto do evangelho de hoje nos mostra Jesus que tem compaixão do povo sofredor – hoje representado pela viúva de Naim e nos recorda a misericórdia de Deus que “caminha” entre o povo. Na entrada da cidade de Naim, dois cortejos se encontram. Dois encontros acontecem: o da Vida e o da morte. De um lado, Jesus acompanhado de seus discípulos e grande multidão que representam o a vida; do outro, seguido de sua triste mãe viúva e também de grande multidão da cidade, vinha carregado um jovem defunto fazendo-nos ver a morte e todos os que fazem parte do seu reino.

O Senhor da Vida depara-se com essa triste realidade humana e sente compaixão; sofre dentro de seu coração as dores que lancinavam no peito ferido daquela pobre viúva e de todos os que lhe seguiam, chorando a própria morte.

Ora, sabemos que a situação de uma viúva no tempo de Jesus não era algo muito fácil; falecido seu marido, a mesma era colocada sob a custódia dos filhos, e não tendo estes, encontrava-se à mercê da própria sorte. O Evangelho nos diz que o jovem falecido era filho único desta viúva, portanto, ela não tinha mais ninguém por si a não ser o próprio Deus. E é este que escuta seus lamentos e vem ao seu encontro! “Mulher, não chore!”

A Palavra criadora do universo, aquele que é o Verbo eterno de Deus, consola a mulher e lhe dá a alegria de ter seu filho vivo novamente. “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” Mal as palavras de Jesus tocam o ouvido congelados do cadáver e este volta à vida e começa a falar. Aquele que jazia nas sombras da morte, recebe novamente o sopro vivificador que emana das palavras de Jesus, Senhor da Vida!

“Eu sou a ressurreição e a Vida. Aquele que crê em mim mesmo que esteja morto viverá” (Jo 11,25). A reanimação do cadáver, causa no povo grande alvoroço, e todos ficaram com muito medo e glorificaram a Deus reconhecendo na pessoa de Jesus a figura de um grande Profeta, pois, viram em sua ação algo muito maior do que fizera Elias em Sarepta (1 Rs 17,17-24) e Eliseu na casa da viúva sunamita (2 Rs 4:35-4:35).

É o próprio Deus que visita seu povo; não mais através de profetas, mas Ele mesmo que assumindo a condição humana vem nos trazer a Salvação e a Vida. Quantas vezes em nossas vidas, não deixamos passar despercebido o toque de Deus em nossos caixões mortuários, que conduzem nossas almas afundadas na miséria e na morte. É Jesus que passa e nos diz: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” e ao toque de sua mão, nossa vida ganha Vida, ganha Luz, ganha Esperança.

Deus visitou o seu povo! Jesus se mostra o profeta através do anúncio dos novos tempos para todas as pessoas, incluídas ou excluídas do povo eleito, ele anuncia através dos gestos concretos da misericórdia. Em seu olhar misericordioso revela a oblação de si mesmo para que o outro tenha vida.

No hoje da história, os discípulos-missionários de Jesus são convidados a experimentarem a força da Palavra e torná-la operante através da oblação de si mesmos ao rosto dos que vivem a pressão da “morte” e são escravizados pelo poder do pecado, vivendo a miséria humana nos atos de injustiça.

Diante das forças contrárias à vida, o discípulo-missionário de Jesus sabe que a sua vida está em relação com a profecia evangélica de Jesus e permanece fiel à missão que lhe foi confiada. Para isso, a Palavra serve para todos: “Eu te ordeno, levanta-te!” Que a meditação deste Evangelho nos ajude a termos sempre Fé e Confiança naquele que é o Senhor de nossas vidas.

Pai, torna-me sensível ao sofrimento e à dor de cada pessoa que encontro no meu caminho. Que a minha compaixão se demonstre com gestos concretos.

Fonte PADRE BANTU MENDONÇA KATCHIPWI SAYLA


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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 7,1-10 - 17.09.2018

Liturgia Diária 17 – SEGUNDA-FEIRA 
24ª SEMANA COMUM

(verde – ofício do dia)

A Eucaristia ajuda-nos a reconhecer a necessidade de eliminar de nosso meio toda divisão e insensibilidade egoísta, para podermos dar testemunho de fé e de compromisso com o Senhor.

Evangelho: Lucas 7,1-10

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 1quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum. 2Havia lá um oficial romano que tinha um empregado, a quem estimava muito, que estava doente, à beira da morte. 3O oficial ouviu falar de Jesus e enviou alguns anciãos dos judeus para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado. 4Chegando aonde Jesus estava, pediram-lhe com insistência: “O oficial merece que lhe faças esse favor, 5porque ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga”. 6Então, Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus: “Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. 7Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente ao teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado. 8Eu também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um: ‘Vai!’, ele vai; e a outro: ‘Vem!’, ele vem; e ao meu empregado: ‘Faze isto!’, e ele o faz”. 9Ouvindo isso, Jesus ficou admirado. Virou-se para a multidão que o seguia e disse: “Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”. 10Os mensageiros voltaram para a casa do oficial e encontraram o empregado em perfeita saúde. – Palavra da salvação.


Reflexão - Evangelho: Lucas 7,1-10
«Eu vos digo que nem mesmo em Israel encontrei uma fé tão grande»

Fr. John A. SISTARE
(Cumberland, Rhode Island, Estados Unidos)

Hoje somos confrontados com uma questão interessante. Porque o Centurião do Evangelho não foi pessoalmente ter com Jesus, mas preferiu mandar mensageiros com o pedido de cura para seu servo? O Centurião nos responde essa pergunta na passagem do Evangelho. «[...] nem fui pessoalmente ao teu encontro. Mas dize uma palavra, e meu servo ficará curado». (Lc 7,7).

O Centurião possuía a virtude da fé, acreditava que Jesus poderia fazer esse milagre se estivesse de acordo com sua divina vontade. A fé permitiu ao Centurião acreditar que onde quer que Jesus esteja, ele poderia curar o servo doente. O Centurião acreditava que nenhuma distância poderia impedir ou deter o Cristo de fazer sua obra de salvação.

Em nossas próprias vidas, somos chamados a ter esse mesmo tipo de fé. Há momentos em que somos tentados a pensar que Jesus está distante e não ouve nossas orações. Entretanto, a fé ilumina nossas mentes e corações, para que acreditemos que Jesus está sempre ao nosso lado para nos ajudar. Em verdade, a presença curativa de Jesus na Eucaristia é um lembrete de que Jesus está sempre conosco. Santo Agostinho, com os olhos da fé, acreditava nesta realidade: «O que vemos é o pão e o cálice; isso é o que nossos olhos nos mostram. Mas o que nossa fé nos obriga a aceitar é que o pão é o Corpo de Cristo e o cálice é o Sangue de Cristo».

A Fé ilumina nossas mentes para que possamos enxergar a presença de Cristo em nosso meio. Como o Centurião, dizemos, «Não sou digno de que entreis em minha morada» (Lc 7,6). Da mesma forma, nos humilhamos diante de Nosso Senhor e Salvador e Ele ainda se aproxima para nos curar. Deixemos Jesus entrar em nossa alma, em nossa morada, para curar e fortalecer nossa fé para que possamos continuar nosso caminho em direção à Vida Eterna.


© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors |


EU NÃO SOU DIGNO Lc 7,1-10
HOMILIA

Estamos diante do pedido que um centurião faz à Jesus. Prestemos bem a atenção para o fato do homem que pede ser um centurião, portanto um “inimigo” dos judeus, um ocupador da sua terra, mas apesar disso, ser com certeza um homem bom, pois a passagem diz claramente que ele tinha muita afeição pelo seu servo, (o que naquele tempo seria coisa rara), e que até tinha mandado construir a sinagoga para os judeus. Percebamos também que este homem se sente indigno de se aproximar de Jesus e por isso pede a outros que por ele intercedam, levando-nos a pensar na importância da intercessão. Meditemos ainda no fato de Jesus se admirar da fé daquele homem. Com efeito aquele homem dando a perceber a sua autoridade sobre aqueles que ele comanda, reconhece em Jesus Cristo uma autoridade bem maior, ou melhor, a autoridade total, pois vai muito para além das coisas do mundo, acreditando ele, centurião, que Jesus Cristo com uma só palavra pode curar o seu servo.
            Detenhamo-nos então na frase: «Não te incomodes, Senhor, pois não sou digno de que entres debaixo do meu teto, pelo que nem me julguei digno de ir ter contigo. Mas diz uma só palavra e o meu servo será curado.» Esta frase, usada na Liturgia da Eucaristia, «Senhor, eu não sou digno que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e eu serei salvo», mesmo antes de recebermos o Senhor em nós, nas nossas vidas, é repetida milhares de vezes todos os dias, nas mais diversas línguas, por esse mundo fora.
Esta frase que, (pelo menos falo por mim), tantas e tantas vezes, dizemos de forma rotineira e “banal”, nos introduz no Mistério maior de um Deus que se faz alimento para aqueles que ama, e nos irmana num só povo que, reconhecendo-se indigno, aceita a dignidade que lhe é oferecida pelo seu Senhor. Esta frase que se confirmou na cura do servo do centurião, (pela graça de Deus, admirado da fé daquele homem), e que nós repetimos de forma ligeira e tantas vezes irreflectida, não percebendo que por essa mesma graça, o Senhor nos alcança a salvação, mesmo perante a nossa fraca fé. Esta frase em que, como o centurião, nos devemos abandonar numa total confiança ao Senhor Nosso Deus, acreditando que tudo Lhe é possível.
E depois, depois percebamos, que esta frase que nos une como irmãos, filhos de Deus, foi proferida pelo centurião que afinal poderíamos dizer em linguagem simples de hoje, “estava fora da Igreja de então”!  Para que percebamos que não é o “pertencer à Igreja”, que não é o “ir à Missa”, que não é o “repetir Senhor, Senhor”, que nos salva, mas sim a fé em Jesus Cristo que a todos ama e chama por igual. E para correspondermos a esse amor temos que “viver a e em Igreja”, temos que “participar e celebrar a Missa”, temos que “repetir Senhor, Senhor”, muito mais com o coração do que com a boca.
Pai, dá-me um coração misericordioso e humildade que me leve a compadecer-me do meu semelhante.

Fonte PADRE BANTU MENDONÇA KATCHIPWI SAYLA


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