segunda-feira, 19 de outubro de 2020

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 12,35-38 - 20.10.2020

 Liturgia Diária


20 – TERÇA-FEIRA  

29ª SEMANA COMUM


(verde – ofício do dia)



Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sombra das vossas asas abrigai-me (Sl 16,6.8).


Graças a Jesus, todas as nações têm acesso ao Pai celeste. Somos da família de Deus. Tendo a lâmpada da fé sempre acesa, celebremos com espírito de abertura e acolhimento a todos os povos da terra.


Evangelho: Lucas 12,35-38


Aleluia, aleluia, aleluia.


Vigiai e orai para ficardes de pé / ante o Filho do Homem! (Lc 21,36) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 35“Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento para lhe abrirem imediatamente a porta, logo que ele chegar e bater. 37Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo, ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. 38E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão se assim os encontrar!” – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 12,35-38

«Sede como pessoas que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento»


Rev. D. Miquel VENQUE i To

(Barcelona, Espanha)

Hoje é necessário reparar nessas palavras de Jesus: Sede como pessoas que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrir a porta, logo que ele chegar e bater (Lc 12,36) Que alegria descobrir que, apesar de ser pecador e pequeno, eu próprio abrirei a porta ao Senhor quando ele chegar! Sim, no momento da minha morte serei eu quem abra a porta ou a feche, ninguém o poderá fazer por mim. Persuadamo-nos que Deus nos pedirá contas não apenas pelas nossas ações e palavras, mas também pela forma como utilizamos o tempo (S. Gregório Nazianceno).


Estar à porta e com os olhos abertos é uma orientação-chave e, ao meu alcance. Não me posso distrair. Estar distraído é esquecer o objetivo, querer ir para o céu mas sem uma vontade operativa; é fazer bolas de sabão sem um desejo comprometido e avaliável. Ter posto um avental significa estar na cozinha, preparado até ao último detalhe. O meu pai, que era agricultor, dizia que não se pode semear se a terra não está no momento; para fazer uma boa semeadura é necessário passear pelo campo e tocar nas sementes com atenção.


O cristão não é um náufrago sem bússola, ele sabe de onde vem, para onde vai e como chegar; conhece o objetivo os meios para ir e as dificuldades. Ter isto em conta nos ajudará a vigiar e a abrir a porta quando o Senhor nos avise. A exortação à vigilância e à responsabilidade repetem-se com freqüência na predicação de Jesus por duas razões óbvias: porque Jesus nos ama e nos vela; o que ama não adormece. E, porque o inimigo, o diabo, não para de nos tentar. O pensamento do céu e do inferno não nos poderá distrair nunca das nossas obrigações da vida presente, mas é um pensamento saudável e encarnado, e merece a felicitação do Senhor: E caso ele chegue pela meia-noite ou já perto da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar!(Lc 12,38). Jesus, ajuda-me a viver atento e vigilante cada dia, amando-te sempre.

Fonte http://evangeli.net/


OS EMPREGADOS ALERTAS Lc 12,35-38

HOMILIA

Na pregação apostólica, um dos principais conteúdos era a proximidade da Parusia, ou seja, da volta iminente de Jesus para o Juízo Final.


Diante da correria diária, trabalho, serviços, estudos e outras atividades que fazem parte de nossas vidas, ficam às vezes impossíveis ou esquecidos nosso momento de intimidade com o Senhor. Intimidade, aqui não queremos que  você entenda somente o ouvir uma música religiosa, fazer leitura bíblica, mas sim, converter à Eucaristia, à Adoração, ao estudo da Palavra, à reza do terço em ações concretas do nosso dia-a-dia. Pois o Senhor nos diz: felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Esse manter-se acordado estende-se ao serviço, seja em casa, na escola, seja na fábrica, no escritório, na sua Paróquia, na comunidade dentro da sua pastoral ou ministério, seja em que lugar for. Temos de servir e trabalhar naquilo para o qual o Senhor nos chamou. Somos discípulos e missionários de Jesus Cristo com uma missão específica. É fundamental que cada um descubra qual é a missão pela qual Deus o chamou. A propósito, você já descobriu o seu lugar na Paróquia, na comunidade? É fundamental que você saiba qual é o seu lugar e função aí para que Deus lhe fale ao coração. O Senhor nos pede que fiquemos com os rins cingidos e as lâmpadas acesas. Como estão os teus rins e os teus olhos espirituais? Como você tem se mantido: em estado de alerta, ou seja, em estado de graça ou relaxado como cristão? Você já tem experimentado a comunhão com Deus pelos sacramentos e a oração? Você se sente feliz por isso? Você tem medo de ser chamado por Jesus?


Lembre-se que a virtude da vigilância é por si mesma, uma atitude escatológica a aguardar constantemente o retorno do Senhor. Os servos vigilantes, a representar os membros da comunidade eclesial, são felizes porque o próprio Senhor, por ocasião de seu advento, fará a função de servo, cingindo-os e colocando-os à mesa.


A vigilância escatológica é a virtude de quem aguarda o fato derradeiro. Por isso, o Filho do Homem que há de vir sobre as nuvens dos céus (Dn 7,13), por ocasião da Parusia, assemelha-se ao ladrão que não avisa a hora do assalto. A vigilância supõe e exige um estado constante de preparação para o juízo escatológico, colocando os fiéis de Cristo em estado permanente de crise, de modo especial, aqueles que têm a missão de anunciar o Reino à semelhança do administrador fiel e prudente. Neste caso, a escatologia possui uma dimensão presente e eclesial, pois o juízo definitivo supõe a avaliação das atividades atuais dos fiéis, mediante as penas impostas pelo Senhor. A provação dos últimos tempos acentua a responsabilidade histórica do cristão, sobremaneira agradecido pelos bens messiânicos: a quem muito se deu e foi confiado, muito será pedido e reclamado.


Por tudo quanto dissemos o importante é não se desviar, não se distrair. É manter-se sempre alerta, acordado, e esperar até o final pela segunda vinda gloriosa do nosso Senhor Jesus Cristo. Feliz és tu se assim estás procedendo! Porque o próprio Senhor passando te servirá, como fez na Última Ceia, com seus Apóstolos.


Pai, somente em ti quero centrar as minhas opções mais profundas, para não permitir que o egoísmo tome conta do meu coração e me afaste de ti.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA


Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé


domingo, 18 de outubro de 2020

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 12,13-21 - 19.10.2020

 Liturgia Diária


19 – SEGUNDA-FEIRA  

29ª SEMANA COMUM*


(verde – ofício do dia)



Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sombra das vossas asas abrigai-me (Sl 16,6.8).


Deus é rico em misericórdia. Por sua graça, oferece-nos a salvação e, como resposta, espera nossa atitude de fé. Ele nos dá a vida em Cristo para as obras boas, convidando-nos a fazer delas nossa riqueza.


Evangelho: Lucas 12,13-21


Aleluia, aleluia, aleluia.


Felizes os humildes de espírito, / porque deles é o Reino dos céus (Mt 5,3). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 13alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”. 14Jesus respondeu: “Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?” 15E disse-lhes: “Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”. 16E contou-lhes uma parábola: “A terra de um homem rico deu uma grande colheita. 17Ele pensava consigo mesmo: ‘O que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’. 18Então resolveu: ‘Já sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. 19Então poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita!’ 20Mas Deus lhe disse: ‘Louco! Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?’ 21Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 12,13-21

«A vida não consiste na abundância de bens»


Fray Lluc TORCAL Monje del Monastério de Sta. Mª de Poblet

(Santa Maria de Poblet, Tarragona, Espanha)

Hoje, o Evangelho, se não nos tapamos os ouvidos e não fechamos os olhos, provocará em nós uma grande comoção pela sua clareza: E disse então ao povo: Guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas (Lc 12,15). Que é o que garante a vida do homem?


Sabemos muito bem em que está garantida a vida de Jesus, porque Ele mesmo disse: Pois como o Pai tem a vida em si mesmo, assim também deu ao Filho o ter a vida em si mesmo (Jn 5,26). Sabemos que a vida de Jesus não somente procede do Pai, mas que consiste em fazer sua vontade, já que este é seu alimento, e a vontade do Pai equivale a realizar sua grande obra de salvação entre os homens, dando a vida por seus amigos, signo do mais sublime amor. A vida de Jesus é, pois, uma vida recebida totalmente do Pai e entregada totalmente ao mesmo Pai e, por amor ao Padre, aos homens. A vida humana poderá ser então suficiente em si mesma? Poderá negar-se que nossa vida é um dom, que a recebemos e que, somente por isso, já devemos agradecer? Que ninguém pense que é dono de sua própria vida (São Jerônimo).


Seguindo esta lógica, só falta perguntar-nos: Que sentido pode ter nossa vida se se encerra em si mesma, se tem prazer ao dizer: E direi à minha alma: ó minha alma, tens muitos bens em depósito para muitíssimos anos; descansa, come, bebe e regala-te (Lc 12,19) Se a vida de Jesus é um dom recebido e entregue sempre em amor, nossa vida; que não podemos negar ter recebido; deve converter-se, seguindo à de Jesus, em uma doação total a Deus e aos irmãos, porque, Quem ama a sua vida, perdê-la-á; mas quem odeia a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna (Jn 12,25).

Fonte http://evangeli.net/


PAI, PRESERVA-ME DO APEGO AOS BENS TERRENOS Lc 12,13-21

HOMILIA

O episódio narrado no evangelho de hoje só se encontra no Evangelho de Lucas e não tem paralelo nos outros evangelhos. Ele faz parte da longa descrição da viagem de Jesus, desde a Galileia até Jerusalém (Lc 9,51 a 19,28), na qual Lucas colocou a maior parte das informações que ele conseguiu coletar a respeito de Jesus e que não se encontram nos outros três evangelhos (cf. Lc 1,2-3). O evangelho de hoje traz a resposta de Jesus à pessoa que lhe pediu para ser mediador na repartição de uma herança.


O que está por trás do texto? Uma ideia do que está por trás do texto ajuda a entender a posição de Jesus. No tempo de Jesus havia duas propostas de sociedade ou dois modelos econômicos: o do campo e o da cidade. O do campo se fundamentava na partilha, através da solidariedade, da troca de produtos, etc. Isso impedia que os endividados caíssem na desgraça e que tivessem que emigrar para a cidade, tornando-se mendigos ou bandidos. O modelo econômico da cidade, ao contrário, é fundamentado na ganância, no acúmulo, na lei do mais forte. Isso naturalmente é fonte de exclusão e marginalidade. Isso gera mendicância, violência, roubo, etc. Sem dúvida o texto de hoje reflete uma situação do modelo econômico da cidade e não do campo, reflete a ganância e a exploração, não a partilha. Jesus toma posição em favor da partilha, não da cobiça, mas sem se colocar como árbitro entre os que possuem riquezas.


Do meio da multidão, alguém disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo.” Ontem como hoje, a distribuição da herança entre os familiares sobreviventes é sempre uma questão delicada e, muitas vezes, ocasião de brigas e tensões sem fim. Naquele tempo, a herança tinha a ver também com a identidade das pessoas (1Rs 21,1-3) e com a sua sobrevivência (Nm 27,1-11; 36,1-12). O problema maior era a distribuição das terras entre os filhos do falecido pai. Sendo a família grande, havia o perigo de a herança se esfacelar em pequenos pedaços de terra que já não poderiam garantir a sobrevivência de todos. Por isso, para evitar o esfacelamento ou desintegração da herança e manter vivo o nome da família, o mais velho recebia o dobro dos outros filhos (Dt 21,17. cf. 2Rs 2,11).


Jesus respondeu: “Homem, quem foi que me encarregou de julgar ou dividir os bens entre vocês?” Na resposta de Jesus transparece a consciência que ele tinha da sua missão. Jesus não se sente enviado por Deus para atender ao pedido de arbitrar entre os parentes que brigam entre si por causa da repartição da herança. Mas o pedido do homem despertou nele a missão de orientar as pessoas, pois “ele falou a todos: Atenção! Tenham cuidado com qualquer tipo de ganância. Porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a sua vida não depende de seus bens.” Fazia parte da sua missão esclarecer as pessoas a respeito do sentido da vida. O valor de uma vida não consiste em ter muitas coisas mas sim em ser rico para Deus (Lc 12,21). Pois, quando a ganância toma conta do coração, não há como repartir a herança com equidade e paz.


Em seguida, Jesus conta uma parábola para ajudar as pessoas a refletir sobre o sentido da vida: “A terra de um homem rico deu uma grande colheita. E o homem pensou: O que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita.” O homem rico está totalmente fechado dentro da preocupação com os seus bens que aumentaram de repente por causa de uma colheita abundante. Ele só pensa em acumular para garantir uma vida despreocupada. Ele diz: “Já sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir outros maiores; e neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. Então poderei dizer a mim mesmo: meu caro, você possui um bom estoque, uma reserva para muitos anos; descanse, coma e beba, alegre-se!”


“Mas Deus lhe disse: Louco! Nesta mesma noite você vai ter que devolver a sua vida. E as coisas que você preparou, para quem vão ficar?” A morte é uma chave importante para redescobrir o sentido verdadeiro da vida. Ela relativiza tudo, pois mostra o que perece e o que permanece. Quem só busca o ter e esquece o ser perde tudo na hora da morte. Aqui transparece um pensamento muito frequente nos livros sapienciais: para que acumular bens nesta vida, se você não sabe para quem vão ficar os bens que você acumulou, nem sabe o que vai fazer o herdeiro com aquilo que você deixou para ele? (Ecl 2,12.18-19.21)


“Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico para Deus.” Como tornar-se rico para Deus? Jesus deu várias sugestões e conselhos: quem quer ser o primeiro, seja o último; é melhor dar que receber (At 20,35); o maior é o menor; preserva vida quem perde a vida.


A posição de Jesus está clara na sua exortação e na parábola que contou. Jesus é contra qualquer cobiça, pois a cobiça não garante a vida de ninguém. A parábola é um monólogo de um homem rico, ganancioso e egoísta, cujo ideal de vida é apenas comer, beber e desfrutar. Este homem não pensa nos seus empregados, não pensa nos pobres; é profundamente ganancioso e egoísta. Jesus chama-o de insensato, e afirma sua morte naquela mesma noite. Isso significa que acumular bens não garante a vida. O importante é ser rico para Deus, através da justiça, da partilha e solidariedade para com o próximo, pois “quem se compadece do pobre empresta a Deus” (Pr 19,17; Eclo 29,8-13). Eclo 29,12 diz expressamente: “Dê esmola daquilo que você tem nos celeiros, e ela o livrará de qualquer desgraça.”


Pai, preserva-me do apego exagerado às riquezas, as quais me tornam insensível às necessidades do meu próximo. Que eu descubra na partilha um caminho de salvação.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA


Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé


sábado, 17 de outubro de 2020

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 22,15-21 - 18.10.2020

 Liturgia Diária


18 – DOMINGO  

29º DO TEMPO COMUM


(verde, glória, creio – 1ª semana do saltério)



Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sombra das vossas asas abrigai-me (Sl 16,6.8).


Nesta celebração demos glória ao Senhor, que tem em suas mãos a história e nos concede seu Espírito para vencermos as forças contrárias ao seu Reino. A Deus pertence a vida do povo, e não aos poderes do mundo. Este Dia das Missões – com o lema: “Eis-me aqui, envia-me” – recorda que todos somos missionários a serviço da vida do povo.


Evangelho: Mateus 22,15-21


Aleluia, aleluia, aleluia.


Como astros no mundo, vós resplandeçais, / mensagem de vida ao mundo anunciando; / da vida a Palavra, com fé, proclameis, / quais astros luzentes no mundo brilheis (Fl 2,15s). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 15os fariseus fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra. 16Então mandaram os seus discípulos, junto com alguns do partido de Herodes, para dizerem a Jesus: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências. 17Dize-nos, pois, o que pensas: é lícito ou não pagar imposto a César?” 18Jesus percebeu a maldade deles e disse: “Hipócritas! Por que me preparais uma armadilha? 19Mostrai-me a moeda do imposto!” Levaram-lhe então a moeda. 20E Jesus disse: “De quem é a figura e a inscrição desta moeda?” 21Eles responderam: “De César”. Jesus então lhes disse: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 22,15-21

«Devolvei, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus»


P. Antoni POU OSB Monje de Montserrat

(Montserrat, Barcelona, Espanha)

Hoje, apresenta-se nos para nossa consideração uma “famosa” afirmação de Jesus Cristo: «A César o que é de César e a Deus, o que é de Deus» (Mt 22,21).


Não entenderíamos bem esta frase sem levar em conta o contexto no qual Jesus a pronuncia: «Os fariseus saíram e fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra» (Mt 22,15), e Jesus advertiu a sua maldade (cf. v. 18). Assim, pois a resposta de Jesus está calculada. Ao ouvi-la, os fariseus ficaram surpreendidos, não a esperavam. Se claramente, tivesse ido em contra do César, lhe teriam podido denunciar; se tivesse ido claramente a favor de pagar o tributo ao César, teriam marchado satisfeitos de sua astúcia. Mas Jesus Cristo, sem falar em contra do César, o tem relativizado: tem que dar a Deus o que é de Deus, e Deus é Senhor inclusive dos poderes deste mundo.


O César, como todo governante, não pode exercer um poder arbitrário, porque seu poder lhe é dado como “prenda” ou garantia; como os servos da parábola dos talentos, que têm que responder ante o Senhor pelo uso dos talentos. No Evangelho de São João, Jesus diz a Pilatos: «Tu não terias poder algum sobre mim, se não te fosse dado do alto» (Jo 19,11). Jesus não quer apresentar-se como um agitador político. Simplesmente, põe as coisas em seu lugar.


A interpretação que se tem feito às vezes de Mt 22,21 é que a Igreja não deveria “imiscuir-se em política”, senão somente ocupar-se do culto. Mas esta interpretação é totalmente falsa, porque ocupar-se de Deus não é só ocupar-se do culto, senão preocupar-se pela justiça, e pelos homens, que são os filhos de Deus. Pretender que a Igreja permaneça nas sacristias, que faça-se de surda, cega e muda ante os problemas morais e humanos de nosso tempo, é tirar de Deus o que é de Deus. «A tolerância que só admite Deus como opinião privada, mas que lhe nega o domínio público (...) não é tolerância, senão hipocrisia» (Bento XVI).

Fonte http://evangeli.net/


Homilia do D. Henrique Soares da Costa – XXIX Domingo do Tempo Comum – Ano A
HOMILIA

“Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Eis, caríssimos irmãos no Senhor, a frase que resume perfeitamente a Liturgia da Palavra deste Domingo. Frase tão conhecida, tão repetida e tão poucamente compreendida! E, no entanto, uma das frases mais radicais e revolucionárias do Evangelho; frase que bem serve de bandeira para os crentes do mundo descrente de hoje.

Recordemos o contexto. Os inimigos de Jesus prepararam-lhe uma inteligente armadilha. Primeiro o elogiaram com um elogio hipócrita, mas, fiel à realidade, que nos mostra bem a grandeza de caráter do Senhor nosso: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências”. Que belo elogio! Que belo exemplo a ser seguido! Mas, eis que vem a armadilha: “É lícito ou não pagar o imposto a César?” Se Jesus respondesse “sim”, seria acusado de peleguismo, de colaboracionismo com os opressores pagãos romanos, impuros e odiados pelo povo; se respondesse “não”, seria acusado de revoltoso anti-romano diante de Pôncio Pilatos pelos seus próprios inimigos; se respondesse “não sei”, seria desmoralizado como um rabi incompetente e estulto. Eis, pois: a armadilha era perfeita! Mas, a resposta de Jesus foi mais perfeita ainda, verdadeiramente admirável! Pediu uma moeda, perguntou de quem era a inscrição… “Então, se usais a moeda de César, é porque César é quem manda de fato! Dai, pois, a César o que é de César!” E, então vem o complemento. Impressionante: “Mas, dai a Deus o que é de Deus!”

Que significa tal resposta? À primeira vista, Jesus estaria dividindo o mundo, as realidades, em duas áreas: uma para Deus e outra para César. Deus e César, lado a lado… Nada disso! Ao ensinar a dar a César o que é de César, o Senhor nos convida a respeitar as estruturas da sociedade em que vivemos, a levá-las a sério, a bem viver nelas. César, aqui, significa o mundo em que vivemos, com toda sua riqueza e complexidade. César é a política, César é a Pátria, a família; César é o trabalho, o emprego, o esporte que praticamos; César são os amigos e os sonhos nossos… Tudo quanto é humano e legítimo pode e deve ser apreciado e respeitado pelos cristãos. Podemos dar a César o que é de César, sem medo nem temor! Mas, ao ensinar e exortar a dar a Deus o que é de Deus, o Senhor nos recorda com toda seriedade que somente Deus é Deus. E o que se deve dar a Deus? Tudo; absolutamente, tudo! De Deus é a nossa vida, de Deus é a nossa morte, de Deus é tudo quanto temos, vivemos e somos: Dai a César o que é de César, mas recordai que também César pertence a Deus! César não é Deus! E aqui está o genial e admirável da resposta de Nosso Senhor. César se julgava Deus, era chamado “Divino César”, considerava-se senhor da vida e da morte! Ora, Jesus nega a César tal pretensão! César é somente César e, como César, morrerá! Somente o Senhor é Deus! A ciência não é Deus, a tecnologia não é Deus, os grandes do mundo não são Deus! Só o Senhor é Deus! São Paulo faz eco a essas palavras de Jesus ao nos afirmar: “Tudo pertence a vós: Paulo, Apolo, Cefas, o mundo, a vida, a morte, as coisas presentes e as futuras.Tudo é vosso; mas vós sois de Cristo e Cristo é de Deus” (1Cor 3,21-23).

A grande tentação nossa é colocar no lugar de Deus os tantos césares da vida. Não se endeusa a ciência? Não se absolutiza a tecnologia, não se adora o sexo? Os grandes do mundo – grandes pelo poder, ou pela riqueza, ou pelo sucesso – não se acham divinos, sem reconhecer, como Ciro, na primeira leitura de hoje, que tudo vem de Deus, que estamos nas suas mãos, que tudo é, misteriosamente, fruto da sua providência?

Cristão, tu deves participar da vida da humanidade, deves ser homem entre os homens, deves participar da construção da sociedade… Tu deves saber apreciar o que de bom e de belo existe no mundo… Mas, não te esqueças: nada disso é Deus, nada disso merece tua adoração, nada disso deve prender teu coração: nem família, nem pátria, nem amigos, nem posse, idéias ou poder! Só o Senhor é Deus! A César, o que é de César; a Deus tudo, pois tudo é de Deus! Viver assim é crer de verdade, é levar Deus a sério de verdade! Grande ilusão nossa é pensar que podemos colocar Deus no meio de tantos e tantos amores, de tantas e tantas paixões, fazendo dele apenas mais uma, entre tantas realidades da vida. Não! Ele é tudo, ele é o Tudo, como dizia São Francisco de Assis: “Tu és o Bem, todo o Bem, o Bem universal!”

Caríssimos, que na oração, na experiência da vida sacramental e na escuta da Palavra do Senhor nós aprendamos e reconhecer Deus como Deus na nossa vida, para que, como aconteceu com os cristãos de Tessalônica, na segunda leitura de hoje, estejam diante de Deus sem cessar “a atuação da vossa fé, o esforço da vossa caridade e a firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo”. Amém.

D. Henrique Soares


Leia também: LITURGIA DA PALAVRA


Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé


sexta-feira, 16 de outubro de 2020

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 12,8-12 - 17.10.2020

 Liturgia Diária


17 – SÁBADO  

SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA


BISPO E MÁRTIR



(vermelho, pref. comum ou dos mártires – ofício da memória)


Estou pregado na cruz com Jesus Cristo: já não sou eu que vivo, mas é o Cristo que vive em mim. Vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim (Gl 2,19s).


Inácio nasceu na Síria no ano 50 e foi martirizado em Roma em 107. Chamado “teóforo”, isto é, portador de Deus, foi bispo de Antioquia e segundo sucessor de Pedro. Preso por ordem do imperador, foi condenado às feras no Coliseu. A caminho da Cidade Eterna, dava testemunho de fé em Jesus Cristo e, com suas palavras, fortalecia as comunidades cristãs. Celebrando sua memória, rezemos por todos os irmãos e irmãs perseguidos.


Evangelho: Lucas 12,8-12


Aleluia, aleluia, aleluia.


O Espírito Santo, a verdade, de mim irá testemunhar; / e vós minhas testemunhas sereis em todo lugar (Jo 15,26s). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 8“Todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, o Filho do Homem também dará testemunho dele diante dos anjos de Deus. 9Mas aquele que me renegar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus. 10Todo aquele que disser alguma coisa contra o Filho do Homem será perdoado. Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado. 11Quando vos conduzirem diante das sinagogas, magistrados e autoridades, não fiqueis preocupados em como ou com que vos defendereis ou com o que direis. 12Pois nessa hora o Espírito Santo vos ensinará o que deveis dizer”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 12,8-12

«Aquele que se declarar por mim diante do povo, o Filho do Homem também se declarará a favor»


P. Alexis MANIRAGABA

(Ruhengeri, Ruanda)

Hoje, o Senhor desperta nossa fé e esperança Nele. Jesus nos antecipa que teremos que comparecer ante o exército celestial para sermos examinados. E aquele tenha se declarado a favor de Jesus aderindo a sua missão «também o Filho do homem se declarará por Ele» (Lc 12,8). Tal confissão pública se realizará em palavras, em atos e durante toda a vida.


Esta interpelação à confissão é ainda mais necessária e urgente em nossos tempos, nos que há pessoas que não querem escutar a voz de Deus nem seguir seu caminho de vida. No entanto, a confissão de nossa fé terá a um forte seguimento. Portanto, não sejamos confessores nem por medo de um castigo, que será mais severo para os apóstatas, nem pela abundante recompensa reservada aos fieis. Nosso testemunho é necessário e urgente para a vida do mundo, Deus mesmo nos pede, tal como disse São Juan Crisóstomo: «Deus não se contenta com a fé interior; Ele pede a confissão exterior e pública, e nos move assim a uma confiança e a um amor maior».


Nossa confissão é sustentada pela força e pela garantia de seu Espírito que está ativo dentro de nós e que nos defende. O reconhecimento de Jesus Cristo ante seus anjos é de vital importância já que este feito nos permitirá vê-lo cara a cara, viver com Ele e ser inundados de sua luz. Ao mesmo tempo, o contrário não será outra coisa que sofrer e perder a vida, ficar privado da luz e despojado de todos os bens. Peçamos, pois, a graça de evitar toda negação nem que seja por medo ao suplício ou por ignorância; pelas heresias, pela fé estéril e pela falta de responsabilidade, ou porque queremos evitar o martírio. Sejamos fortes, o Espírito Santo está conosco! E «com o Espírito Santo está sempre Maria (…) e Ela tem feito possível a explosão missionária produzida em Pentecostes» (Papa Francisco).


«O Espírito Santo vos ensinará o que deveis dizer»


+ Rev. D. Albert TAULÉ i Viñas

(Barcelona, Espanha)

Hoje ressoam outra vez as palavras de Jesus convidando-nos a reconhece-lo diante dos homens. Todo aquele que se declarar por mim diante do povo, o Filho do Homem também se declarará a favor dele diante dos anjos de Deus (Lc 12,8). Estamos num tempo, em que na vida pública reivindica-se a laicidade, obrigando aos crentes a manifestar sua fé somente no âmbito privado. Quando um cristã, um presbítero, um bispo, o Papa..., diz alguma coisa publicamente, porém seja cheia de sentido comum, incomoda, somente porque vem de quem vem, como se nós, não tivéssemos direito - como todo o mundo!- a dizer o que pensamos. Por mais que lhes incomode, não podemos deixar de anunciar o Evangelho. Igualmente, o Espírito Santo vos ensinará o que deveis dizer (Lc 12,12). São Cirilo de Jerusalém, afirmava que o Espirito Santo, que habita em aqueles que estão bem dispostos, inspira-lhes como doutor aquilo que vão dizer.


As agressões que fazem aos cristãs, têm uma gravidade diferente, já que não é o mesmo falar mal de um membro da Igreja (às vezes com razão, por causa de nossas deficiências), que agredir a Jesus Cristo (se o vêem somente em sua dimensão humana), ou injuriar ao Espirito Santo, já seja blasfemando, já seja negando a existência e os atributos de Deus.


Também refere-se ao perdão da ofensa, até mesmo quando o pecado é leve, é preciso uma atitude prévia que é o arrependimento. Se não houver arrependimento, o perdão é inviável, já que a ponte está quebrada por um lado. Por isso, Jesus diz que existem pecados que nem Deus perdoará, se não existe por parte do pecador a atitude humilde de reconhecer seu pecado (cf. Lc 12,10).

Fonte http://evangeli.net/


QUEM BLASFEMAR CONTRA O ESPÍRITO SANTO NÃO É PERDOADO Lc 12,8-12A

HOMILIA

O que é blasfêmia contra o Espírito Santo? A própria Bíblia ensina que existem casos em que a pessoa vai para tão longe de Deus, que não é possível mais voltar, e cita trechos como o que fala dos corações endurecidos, e do próprio Jesus que fala do solo que foi pisoteado e compactado a ponto que nenhuma semente pode germinar. Onde não existe a aceitação do Espírito Santo, não há mais nada que Deus possa fazer, então o destino final desta pessoa, após a morte do seu corpo, é a morte do seu espírito em um fogo eterno.


Por fim, quem será o nosso advogado perante os homens? O Espírito Santo! Os primeiros anos do Cristianismo foram muito difíceis, e Jesus precisou preparar seus discípulos para o que eles iriam enfrentar quando Ele partisse. As provações seriam imensas, mas o testemunho deles, morrendo em nome de Jesus, seria a prova de que eles acreditavam na mensagem do Mestre até as últimas consequências.


Que saibamos receber o Espírito Santo, e deixemos que Ele haja em nós! Até nisso Jesus pensou, e ensinou o que devemos fazer para que o Espírito possa agir: não fiqueis preocupados o Espírito Santo vos ensinará o que deveis dizer. É quando aquietamos o nosso coração, que podemos ouvir o sussurro do Espírito Santo a nos guiar. Quem vive no barulho dos próprios pensamentos, como se tivesse medo de escutar a voz da própria consciência, não vai saber do que eu estou falando. Mas pode experimentar… Basta querer! O Espírito Santo se move em você.


Assim, blasfemar contra o Espírito Santo é retirar-se ou afastar-se de Deus. É desligar-se. É o abandono; rebelião; deserção e queda. Apostatar significa cortar o relacionamento salvífico com Cristo ou apartar-se da união vital com Ele e da verdadeira fé Nele. Só é considerado apóstata aquele que já experimentou a salvação, a regeneração e a renovação pelo Espírito Santo. O nosso advogado perante o Pai será o próprio Jesus, que dará testemunho de nós, contanto que nós também demos testemunho d’Ele aqui neste mundo, perante os homens. Jesus chega a dizer que aceita até que falem mal d’Ele, que serão perdoados, mas não aceita que blasfemem contra o Espírito Santo. E este é um ponto que deve ser refletido. O que é uma blasfêmia contra o Espírito Santo? É importante saber, já que este é o único pecado que não tem perdão, e o próprio Catecismo da Igreja Católica afirma que é o único pecado que leva para a condenação eterna.


Quando negamos a ação do Espírito Santo, estamos precisamente dizendo que não acreditamos no Pai que criou o mundo, no Filho que veio para salvar o mundo e no Espírito Santo que é o Santificador. É importante saber que o Pai tem a vontade de perdoar sempre, e quando Ele perdoa, estamos salvos. A única maneira d’Ele não perdoar é quando não reconhecemos que pecamos ou não nos arrependemos do pecado. Neste caso não haverá perdão.


Pai, seja eu instruído pelo Espírito Santo, para estar sempre pronto a dar testemunho corajoso de minha fé em teu Filho Jesus.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA


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Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé


quinta-feira, 15 de outubro de 2020

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 12,1-7 - 16.10.2020

 Liturgia Diária


16 – SEXTA-FEIRA  

28ª SEMANA COMUM*


(verde – ofício do dia)



Senhor, se levardes em conta as nossas faltas, quem poderá subsistir? Mas em vós encontra-se o perdão, Deus de Israel (Sl 129,3s).


Deus nos escolheu por sua herança; oferece-nos a Palavra da verdade e grava em nós a marca do Espírito Santo. Louvemos o Senhor, que nos previne contra a hipocrisia e o medo em nossa conduta como cristãos.


Evangelho: Lucas 12,1-7


Aleluia, aleluia, aleluia.


Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, / da mesma forma que em vós nós esperamos! (Sl 32,22) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 1milhares de pessoas se reuniram, a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar, primeiro a seus discípulos: “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 2Não há nada de escondido que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido. 3Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes pronunciado ao pé do ouvido, no quarto, será proclamado sobre os telhados. 4Pois bem, meus amigos, eu vos digo, não tenhais medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais do que isso. 5Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de tirar a vida, tem o poder de lançar-vos no inferno. Sim, eu vos digo, a esse temei. 6Não se vendem cinco pardais por uma pequena quantia? No entanto, nenhum deles é esquecido por Deus. 7Até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 12,1-7

«Não temais, pois. Mais valor tendes vós do que numerosos pardais»


Pe. Salomon BADATANA Mccj

(Wau, Sudão do Sul)

Hoje, contemplamos Nosso Senhor Jesus Cristo dirigindo-se à multidão depois de se ter enfrentado com as autoridades religiosas judaicas, ou seja, com os fariseus e os escribas. O Evangelho conta-nos que a multidão era tão grande que se atropelavam uns aos outros. Aí fica claro que estavam sedentos da Palavra de Jesus, que falava com tão extraordinária autoridade aos seus líderes religiosos.


Mas S. Lucas informa-nos que, antes de mais, Jesus começou a falar aos seus discípulos dizendo: «Guardai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia» (Lc 12,1). Nosso Senhor quer levar-nos à prática da sinceridade e transparência, superando a hipocrisia com que procediam os fariseus e os escribas, pois mostravam uma atitude externa não conforme com o seu caminho interior de vida: fingiam ser o que não eram.


É contra isto que Jesus nos quer prevenir no Evangelho de hoje quando diz: «Nada há escondido que não venha a ser conhecido.» (Lc 12,2). Sim, tudo virá a ser revelado. Por este motivo devemos lutar para ajustar a nossa vida de acordo com o que professamos e proclamamos. Obviamente, isto não é fácil. Mas não devemos temer, pois o nosso Deus está atento. Tal como disse S. João Paulo II, «o amor de Deus não impõe cargas que não possamos levar (…). Porque para tudo o que nos peça, Ele nos capacitará com a ajuda necessária». Nada se passa sem que Ele o saiba. Até os nossos cabelos estão contados! Sim, nós temos valor perante Deus. Não tenhamos medo, pois o seu amor não tem limites.


Senhor, concede-nos a sabedoria para conduzirmos a nossa vida de acordo com as exigências da nossa fé, mesmo no meio das dificuldades deste mundo. Ámen.


«Cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia»


P. Raimondo M. SORGIA Mannai OP

(San Domenico di Fiesole, Florencia, Italia)

Hoje o Senhor nos convida a refletir sobre um tipo de má levedura que não fermenta o pão, mas sim o engrandece em aparência, deixando-o cru e incapaz de nutrir: Cuidado com o fermento dos fariseus; (Lc 12,1). Chama-se hipocrisia e é somente aparência de bem, máscara feita com farrapos de cores atraentes, mas encobrem vícios e deformidades morais, infecções no espírito e micróbios que sujam o pensamento e, por tanto, a própria existência.


Por isso, Jesus, adverte ter cuidado com esses usurpadores que, ao predicar com maus exemplos e com o brilho de palavras mentirosas, tentam semear ao redor uma infecção. Lembro que um jornalista, brilhante por seu estilo e professor de filosofia, quis afrontar a posição da Igreja sobre a questão do matrimônio entre homossexuais. E, com passo alegre e uma grande quantidade de sofismas enormes como elefantes, tentou contrariar as boas razões que o Magistério expôs em um documento recente. Vemos aqui um fariseu de nossos dias, que depois de ter-se declarado batizado e crente, afastou-se do pensamento da Igreja e do espírito de Cristo, pretendendo passar por mestre, acompanhante e guia dos fieis.


Passando a outro assunto, o Mestre aconselha distinguir entre medo e medo: não tenhais medo dos que matam o corpo e depois não podem fazer mais nada, (Lc 12,4), seriam os perseguidores da idéia cristã, que matam a dezenas de fieis em tempos de caçar homens ou de vez em quando a testemunhas singulares de Jesus Cristo.


Medo absolutamente diverso e motivado é o poder perder o corpo e a alma e, isso está nas mãos do Juiz divino; não que morra a alma (seria uma sorte para o pecador), mas sim que goste de uma amargura que se pode chamar de mortal no sentido de absoluta e interminável. Se escolheres viver bem aqui, não serás enviado às penas eternas. Aqui não podes escolher não morrer, em quanto vives escolhe o não morrer eternamente (Santo Agostinho).

Fonte http://evangeli.net/


MEDO? DE QUE E POR QUÊ? Lc 12,1-7

HOMILIA

Jesus hoje dá esperança aos seus discípulos. Jesus era especialista nisto, Ele sempre tinha palavras de vida eterna, principalmente para aquelas pessoas que não tinham mais sentido na vida, quem eram dominados pelo medo, pelos opressões sociais e religiosas. Muitos ali, não percebiam o verdadeiro valor que tinham pois eram castrados por aqueles que detinham o poder, tanto social como religioso. Jesus vem trazer uma luz no fim do túnel.


E como sabemos, as palavras de Jesus ecoam até nós, hoje e sempre. E Ele ainda quer dizer isso para cada um de nós. Não devemos ter medo de tudo que vemos: violência, crises econômicas, doenças sociais, como depressão. Claro, que devemos estar atentos à realidade, ter cuidados, pois, infelizmente, todas essas coisas existem, estão presentes no mundo e não podemos fugir, porém, não podemos nos entregar ao medo. Devemos sim acreditar na Misericórdia e na Providência Divina. Ele sabe de tudo, Ele faz bem todas as coisas. E principalmente, Ele nos ama.


Nós temos valor, nós somos especiais, somos filhos de Deus. Ele quer que sejamos santos e retos, como Seu filho. Ele não nos quer como os fariseus, sepulcros caiados, mas quer que sejamos repletos do Espírito Santo, anunciando a Palavra, vivendo a Palavra. Quer que sejamos diferentes neste mundo e façamos nossa parte para diminuir a triste realidade que está diante dos nossos olhos. Não nos entreguemos ao medo! Sejamos confiantes no Amor de Deus.


Aqueles que estão mais próximos do Senhor são os primeiros que escutam os Seus ensinamentos, logo são os que mais aprendem com o Mestre. Milhares de pessoas se reuniam para escutar Jesus falar, porém, Ele se dirigia primeiro aos seus discípulos! Todos nós que temos comunhão com Jesus e, através da oração, intimidade com Ele por meio do Seu Espírito Santo, recebemos o alerta para que não venhamos a cair na hipocrisia do mundo. O fermento dos fariseus era a falsidade, isto é, eles falavam o que não viviam e exigiam dos outros ações que eles mesmos não praticavam. Suas palavras, gestos e atitudes divergiam do que eles traziam dentro do coração. Faziam julgamentos inconsequentes e não tinham compaixão com os erros das pessoas e, por essa razão, eram temidos pelo povo. Jesus, no entanto, pregava a transparência e a verdade como normas de vida para todos os homens: “Não há nada de escondido que não venha a ser revelado”. E acrescentava: “não tenhais medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais do que isso”; “temei aquele que, depois de tirar a vida, tem o poder de lançar-vos no inferno”.


Deste modo, não tenhamos medo daqueles que tramam contra os filhos de Deus. Não tenhamos medo de dizer a verdade, de proclamar bem alto o que o Espírito nos inspirar. O Senhor que nos criou sabe tudo a nosso respeito, sabe da nossa constituição, corpo, alma e espírito e conhece profundamente nossas intenções. Valemos muito mais do que os pardais e nenhum de nós seremos esquecidos por Deus. O Senhor nos guarda com carinho para o Seu dia.


Você tem medo dos homens? Você costuma se render aos projetos dos homens por receio de que eles possam prejudicá-lo? Você é fiel ao Evangelho, mesmo que seja contra todo o mundo? Você é uma pessoa dada a segredos, subterfúgios, ou você é transparente e claro nas suas colocações?


Senhor, fica conosco e ajuda-nos a entender Teu Amor, que possamos perceber o valor que temos e que muitas vezes não sentimos. Que o Espírito Santo nos mova e nos console, nos mantenha firmes na Tua caminhada e seguindo sempre o Amor.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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quarta-feira, 14 de outubro de 2020

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 11,47-54 - 15.10.2020

 Liturgia Diária

15 – QUINTA-FEIRA  

SANTA TERESA DE JESUS


VIRGEM E DOUTORA DA IGREJA


(branco, pref. comum ou das virgens – ofício da memória)



Como a corça que suspira pelas águas da torrente, assim minha alma suspira por vós, Senhor. Minha alma tem sede do Deus vivo (Sl 41,2s).


Teresa nasceu na Espanha em 1515 e lá faleceu em 1582. Dotada de extraordinários dons, à mais alta contemplação uniu intensa atividade como reformadora da Ordem Carmelita. Por ter deixado textos de profunda riqueza espiritual, foi proclamada doutora da Igreja. Que sua sabedoria nos encoraje em nossa missão cristã.


Evangelho: Lucas 11,47-54


Aleluia, aleluia, aleluia.


Sou o caminho, a verdade e a vida, / ninguém vem ao Pai, senão por mim (Jo 14,6). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, disse o Senhor: 47“Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. 48Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos. 49É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, 50a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas derramado desde a criação do mundo, 51desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo, serão pedidas contas disso a esta geração. 52Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes e ainda impedistes os que queriam entrar”. 53Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal e a provocá-lo sobre muitos pontos. 54Armavam ciladas para pegá-lo de surpresa por qualquer palavra que saísse de sua boca. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 11,47-54

«Construís os túmulos dos profetas! No entanto, foram vossos pais que os mataram»


Rev. D. Pedro-José YNARAJA i Díaz

(El Montanyà, Barcelona, Espanha)

Hoje o Evangelho nos fala do sentido, aceitação e trato dado aos profetas: «Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e a alguns, eles matarão ou perseguirão» (Lc 11,49).


São pessoas de diferente condição social ou religiosa, que tem recebido a mensagem divina e tem se impregnado dela; impulsionadas pelo Espírito, o expressam com signos ou palavras compreensíveis para seu tempo. É uma mensagem transmitida através de discursos, nunca lisonjeiros, ou ações, quase sempre difíceis de aceitar. Uma característica da profecia é sua incomodidade. O dom resulta incômodo para aquele que o recebe, o esfolia internamente e, é molesto para seu entorno, que hoje, graças à Internet ou aos satélites, pode se estender ao mundo todo.


Os contemporâneos do profeta pretendem o condenar ao silêncio, o caluniam, o desacreditam, assim até que morre. Chega então o momento de lhe erigir o sepulcro e, de lhe organizar homenagens, quando já não incomoda. Não faltam atualmente profetas que gozam de fama universal. A Madre Teresa, João XXIII, Monsenhor Romero... Lembramo-nos daquilo que nos reclamavam e nos exigiam? Aplicamos o que nos fizeram ver? A nossa geração se lhe pedirá contas sob a capa de ozônio que destruiu, da desertificação que nossa dilapidação de água causou, mas também do ostracismo que temos reduzido aos nossos profetas


Ainda há pessoas que se reservam para elas o direito de saber em exclusiva, que o compartilham “no melhor dos casos” com os seus, com aqueles que lhe permitem continuar no colo dos seus sucessos e da fama. Pessoas que fecham o passo aos que tentam entrar nos âmbitos do conhecimento, não seja que talvez saibam tanto quanto eles e os ultrapassem: «Ai de vós, doutores da Lei, porque ficastes com a chave da ciência! vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar».


Agora, como nos tempos de Jesus, muitos analisam frases e estudam textos para desacreditar aos que incomodam com suas palavras: É esse nosso agir? «Não há nada mais perigoso que julgar as coisas de Deus com os discursos humanos» (São João Crisóstomo).

Fonte http://evangeli.net/


JESUS, OS FARISEUS E OS DOUTORES DA LEI Lc 11,47-54

HOMILIA

Dando continuidade às denúncias da hipocrisia dos fariseus e dos doutores da Lei, Lucas apresenta seis ais de advertência. Precisamos entender que no tempo de Jesus, uma ala do farisaísmo tendia a inverter o valor das coisas. Davam muita importância às coisas secundárias, enquanto as essenciais não recebiam a devida atenção. O pagamento do dízimo, por exemplo, era uma exigência irrecusável, e cumprida mesmo em relação às insignificantes hortaliças. Entretanto, os fariseus não se preocupavam, minimamente, em praticar a justiça para com o próximo e dedicar a Deus um amor verdadeiro.


A prática religiosa do dízimo era desta forma, esvaziada de sentido. Ao pagá-lo, os fariseus pensavam estar sendo fiéis à vontade divina. Todavia, enquanto cometiam injustiças contra o próximo, cultivavam a vanglória e agiam como hipócritas acabando por desagradar a Deus. Invalidava-se, deste modo, sua piedade exterior, à qual se entregavam apenas para serem louvados pelos outros. O amor e a justiça ocupam o lugar central na vida do discípulo do Reino. Nisto, ele se distingue dos fariseus.


Amor e justiça, quando postos em prática, revelam o mais íntimo do ser humano. Outras práticas podem ser enganosas, revelando apenas uma piedade aparente. De fato, podem ser uma máscara da hipocrisia humana e esconder a maldade que a pessoa traz no coração. Por isso, em primeiro lugar, é preciso praticar a justiça e o amor. Com este pano de fundo, as outras práticas de piedade terão mais solidez.



Muitas vezes nos comportamos como fariseus, falamos muito da verdade, mas não cumprimos esta verdade que é a palavra de Jesus em nossas vidas. Muito pelo contrário, até criticamos aquele que a cumpre.


Precisamos muito da misericórdia de Deus em nossas vidas. O amor de Deus se revela constantemente a nós e não conseguimos nos converter verdadeiramente. Seremos hipócritas ou somos fracos na fé mesmo?


Onde está a constância na fé que tanto Jesus nos pede? A vida já é tão dura e difícil para muitos e se não formos solidários com aqueles que necessitam que tipo de espiritualidade estamos exercendo?


Encontramos ao longo da caminhada pessoas que se mostram mestres em nos ensinar o que seja correto praticar, porém são extremamente pobres em testemunhos e partilha de vida. É o famoso ditado: Faça o que eu digo mas não faça o que eu faço. Esta com certeza não é a vontade de Deus a nosso respeito, o Evangelho de hoje nos faz um apelo à conversão, superando todo tipo de hipocrisia.


Só seremos felizes de verdade se contribuirmos verdadeiramente para a felicidade do outro.


Pai, que a compreensão de teu sábio plano de salvação para a humanidade me leve a estar atento às palavras de Jesus, o qual me indica o caminho para chegar a ti.

Fonte http://homilia.cancaonova.com/

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terça-feira, 13 de outubro de 2020

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 11,42-46 - 14.10.2020

 Liturgia Diária


14 – QUARTA-FEIRA  

28ª SEMANA COMUM*


(verde – ofício do dia)



Senhor, se levardes em conta as nossas faltas, quem poderá subsistir? Mas em vós encontra-se o perdão, Deus de Israel (Sl 129,3s).


Somos convidados a escolher o caminho que nos projeta para Deus e para o próximo: o caminho do Espírito. Nesse caminho, a justiça e o amor orientarão todas as nossas ações e relações.


Evangelho: Lucas 11,42-46


Aleluia, aleluia, aleluia.


Minhas ovelhas escutam minha voz, / eu as conheço e elas me seguem (Jo 10,27). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, disse o Senhor: 42“Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus. Vós deveríeis praticar isso sem deixar de lado aquilo. 43Ai de vós, fariseus, porque gostais do lugar de honra nas sinagogas e de serdes cumprimentados nas praças públicas. 44Ai de vós, porque sois como túmulos que não se veem, sobre os quais os homens andam sem saber”. 45Um mestre da Lei tomou a palavra e disse: “Mestre, falando assim, insultas-nos também a nós!” 46Jesus respondeu: “Ai de vós também, mestres da Lei, porque colocais sobre os homens cargas insuportáveis e vós mesmos não tocais nessas cargas nem com um só dedo”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 11,42-46

«Isto é que deveríeis praticar, sem negligenciar aquilo»


+ Rev. D. Joaquim FONT i Gassol

(Igualada, Barcelona, Espanha)

Hoje o Divino Mestre dá-nos algumas lições: entre elas, fala-nos dos dízimos e também da coerência que devem ter os educadores (pais, mestres e todo cristão apóstolo). No Evangelho segundo São Lucas da Missa de hoje, o ensino aparece de maneira mais sintética, mas nas passagens paralelas de Mateus (23,1ss.) é bastante extenso e concreto. Todo o pensamento do Senhor conclui em que a alma de nossa atividade deve de ser a justiça, a caridade, a misericórdia e a fidelidade (cf. Lc 11,42).


Os dízimos no Antigo Testamento e nossa atual colaboração com a Igreja, segundo as leis e os costumes, vão na mesma linha. Mas dando o valor da lei obrigatória às pequenas coisas—como o faziam os Mestres da Lei— é exagerado e fadigoso: «Ai de vós igualmente, doutores da Lei, porque carregais as pessoas com fardos insuportáveis, e vós mesmos, nem com um só dedo, não tocais nesses fardos!» (Lc 11,46).


É verdade que as pessoas que afinam tem delicadezas de generosidade. Tivemos vivências recentes de pessoas que da colheita trazem para a Igreja —para o culto e para os pobres— 10% (o dízimo); outros que reservam a primeira flor (as primícias), o melhor fruto do seu horto; ou também oferecem a mesma quantia que gastaram na viagem de lazer ou de férias; outros trazem o produto preferido do seu trabalho, tudo isso com o mesmo fim. Adivinha-se ai assimilado, o espírito do Santo Evangelho. O amor é engenhoso; das coisas pequenas obtém alegrias e méritos perante Deus.


O bom pastor passa na frente do rebanho. Os bons pais são modelo: o exemplo arrasta. Os bons educadores esforçam-se em viver as virtudes que ensinam. Isso é a coerência. Não só com um dedo, senão com a mão toda: Vida de Sacrário, devoção à Virgem, pequenos serviços no lar, difundir bom humor cristão... «As almas grandes dão-se conta das pequenas coisas» (São Josemaria).

Fonte http://evangeli.net/


JESUS E OS FARISEUS Lc 11,42-46

HOMILIA

Os fariseus eram completamente “do contra”, pois davam muita importância às coisas secundárias, enquanto às essenciais, eles não davam merecida atenção. O pagamento do dízimo, por exemplo, era uma exigência irrecusável, e cumprida ao pé da letra, à risca com todo rigor mesmo em relação às insignificantes hortaliças. Porém, os fariseus não levavam a sério o amor ao próximo, chegando mesmo a serem injustos e, quanto a pureza do seu relacionamento com Deus, deixavam muito a desejar.


Será que alguns de nós somos iguais aos fariseus? Pagamos o dízimo como uma obrigação e lideramos movimentos comunitários, fazemos campanha do agasalho, arrecadamos alimentos para os pobres, mas na verdade, estamos passando uma falsa imagem de caridosos e não passamos de políticos querendo atrair sobre nossa pessoa a atenção dos fiéis, porque quanto ao próximo e a Deus, não damos lá muita importância?


Do que adiantava os fariseus pagarem o dízimo rigorosamente se cometiam injustiças contra o próximo? Eles se vangloriavam por isso, mas no fundo não passavam de hipócritas. E Jesus sabia muito bem disso porque os conhecia por dentro e por fora. Os escribas e fariseus se cobriam, por assim dizer, com uma linda capa de piedade e de santidade, dando uma falsa aparência de homens justos, mas nada disso, evidentemente, agradava a Deus.


Eles eram uns verdadeiros enganadores. Suas práticas eram atitudes enganosas, que revelavam exteriormente apenas uma piedade aparente. Era como uma máscara que encobria a hipocrisia e a maldade que traziam por dentro.


Já os discípulos de Jesus eram pessoas que possuíam uma escala de valores totalmente ao contrário. Fé, amor ao próximo, justiça, caridade, eram os valores principais que norteavam o seu comportamento. Eram autênticos porque praticavam o amor e a justiça, como nós, seus seguidores, ou melhor, seus continuadores, devemos fazer. Praticar em primeiro lugar, a justiça e o amor. Assim, as outras práticas de piedade terão mais sentido de amor a Deus e ao próximo. Porque nós sabemos que Deus que vê tudo vai um dia nos julgar.


Tomando essa palavra nós também podemos fazer uma avaliação das nossas atitudes e perceber se o que Jesus falava ontem é adequado para nós, hoje. Se nossas atitudes tiverem como parâmetro a justiça e o amor de Deus, com certeza Jesus não estará falando para nós, porque tudo o que nós praticamos por amor a Deus terá a Sua aprovação.


Porém, mesmo que estejamos pagando dízimo sobre tudo quanto nós ganhamos, se estamos presentes em todas as celebrações, em todos os retiros, participando de ministérios ativamente, mas o nosso coração não acompanha as nossas ações, somos também dignos de censura.


Ai de vós, diz o Senhor quando nós estamos exigindo do outro aquilo que nós mesmos não fazemos nem um pouco; quando nós queremos atrair a atenção das outras pessoas para nossas boas ações; quando nós hipocritamente não fazemos o que pregamos, quando enganamos as pessoas, mesmo que sejamos, pais, professores e coordenadores cheios de autoridade.


Será que as ações dos fariseus e mestres da Lei têm alguma coisa a ver com as suas ações? Diante do que você vivencia o que Jesus poderá estar dizendo para você? Você age como prega? Você é uma pessoa transparente? Faça uma reflexão sobre essa Palavra na sua vida.


Pai, coloca-me em sintonia com Jesus para quem a justiça e o amor a ti valem mais que o legalismo dos que são incapazes de descobrir o teu verdadeiro desígnio.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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