domingo, 22 de novembro de 2020

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 21,1-4 - 23.11.2020

 Liturgia Diária


23 – SEGUNDA-FEIRA  

34ª SEMANA COMUM*


(verde – ofício do dia da 2ª semana do saltério)



O Senhor fala de paz a seu povo e a seus amigos e a todos os que se voltam para ele (Sl 84,9).


Em sua santa habitação, Deus acolhe os que foram redimidos pelo sangue do Cordeiro; os que têm mãos inocentes e generosas e coração puro. Busquemos a face do Senhor nesta liturgia.


Evangelho: Lucas 21,1-4


Aleluia, aleluia, aleluia.


Vigiai, diz Jesus, vigiai, / pois, no dia em que não esperais, / o vosso Senhor há de vir (Mt 24,42.44). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 1Jesus ergueu os olhos e viu pessoas ricas depositando ofertas no tesouro do templo. 2Viu também uma pobre viúva que depositou duas pequenas moedas. 3Diante disso, ele disse: “Em verdade vos digo que essa pobre viúva ofertou mais do que todos. 4Pois todos eles depositaram, como oferta feita a Deus, aquilo que lhes sobrava. Mas a viúva, na sua pobreza, ofertou tudo quanto tinha para viver”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 21,1-4

«Mas ela, da sua pobreza, ofereceu tudo que tinha para viver»


Rev. D. Àngel Eugeni PÉREZ i Sánchez

(Barcelona, Espanha)

Hoje, como quase sempre, as coisas pequenas passam ignoradas, pequenas esmolas, sacrifícios pequenos, pequenas orações (jaculatórias), mas o que parece pequeno e sem importância constitui muitas vezes a trama e também o remate das obras-primas: tanto das grandes obras de arte como da obra máxima da santidade pessoal.


Pelo fato de essas coisas pequenas passarem desconhecidas, a sua retidão de intenção está garantida: com elas não procuramos o reconhecimento dos outros, nem a glória humana. Só Deus as descobrirá no nosso coração, como só Jesus se apercebeu da generosidade da viúva. É mais do que garantido que a pobre mulher não anunciou o seu gesto com um toque de trompete e até é possível que se envergonhasse bastante e se sentisse ridícula perante o olhar dos ricos, que deitavam grandes donativos no cofre do templo e disso faziam alarde. Porém, a sua generosidade, que a levou a tirar forças da fraqueza no meio da sua indigência, mereceu o elogio do Senhor, que vê o coração das pessoas: «Em verdade, vos digo: esta viúva pobre deu mais do que todos os outros. Pois todos eles depositaram como oferta parte do que tinham de sobra, mas ela, da sua pobreza, ofereceu tudo que tinha para viver» (Lc 21,3-4).


A generosidade da viúva pobre é uma boa lição para nós, discípulos de Cristo. Podemos dar muitas coisas, como os ricos que «depositavam as suas ofertas no cofre» (Lc 21,1), mas nada disso terá valor se só dermos “daquilo que nos sobra”, sem amor e sem espírito de generosidade, sem nos oferecermos a nós próprios. Diz Sto. Agostinho: «Eles punham os olhos nas grandes oferendas dos ricos, louvando-os por isso. Porém, embora tivessem logo visto a viúva, quantos viram aquelas duas moedas?... Ela deu tudo o que possuía. Tinha muito, porque tinha Deus no seu coração. É muito mais ter Deus na alma do que ouro na arca». É bem certo: se somos generosos com Deus, muito mais o será Ele conosco.

Fonte http://evangeli.net/


A VIÚVA QUE DÁ TUDO O QUE TINHA PARA VIVER Lc 21,1-4

HOMILIA

Hoje, aprendemos de Jesus, o verdadeiro valor das coisas materiais. Parado à porta do Templo, Jesus observava o comportamento das pessoas que chegavam para participarem do culto. Perto de Jesus estava uma caixa para a coleta das ofertas que serviriam para a manutenção do Templo e, para socorrer os que estivessem necessitados. Ali, cada um colocava a sua contribuição livremente, de acordo com a sua vontade. Percebeu então Jesus, que muitos ricos depositaram boas quantias e que os pobres também contribuíam. E, uma viúva pobre, por fim, aproxima-se do cofre e deposita duas únicas moedinhas que tinha em sua bolsa. Jesus, após o culto, chama os seus apóstolos e lhes diz : Em verdade vos digo, que esta viúva pobre depositou muito mais do que todos os outros juntos pois, todos deram das sobras que sempre têm, mas ela, deu tudo o que tinha, todo o seu sustento.


Desta lição concluímos que a doação tem que representar, verdadeiramente, a vontade do nosso coração. Às vezes, sentimos muito quando presenciamos certas cenas que nos chocam, devido ao tamanho do sofrimento que um irmão nosso possa estar passando. Em vários locais que frequentamos, não estamos livres de presenciar a dor e o sofrimento que deprimem e sufocam pessoas como nós. Porém, pelas adversidades da vida, o que presenciamos dói muito na carne e no espírito daqueles sofredores.


Ficamos horrorizados, condoídos e compadecidos, chegando até mesmo às lágrimas. A maioria, enxugando os olhos e limpando a garganta, sai abatida e com muita dor no coração, porque mesmo não estando naquele estado, leva uma vida muito apertada, com muita luta e coragem, conseguindo sobreviver e mesmo tendo pouco recurso sempre são os que mais ajudam. Mas a minoria, privilegiada, ignora aqueles sofredores e até lastimam aquele quadro que enfeia a sua cidade; que mancha o bom nome que ela tem, mas com raras exceções, procuram ajudar àqueles desfavorecidos, mesmo tendo dinheiro e posição social que pode lhes dar condições de acionar as autoridades, para conseguir mudar o tratamento destinado àqueles que nada têm. Gastam, gastam, gastam, mas não gostam de partilhar.


Por isso Jesus fala que os ricos deram do que lhes sobrava. Isso não é dar com amor; é preciso partilhar. Não basta ter dó; não basta ter pena; não basta chorarmos compadecidos; como muitos fazem nos velórios quando abraçam e deixam uma mensagem para os parentes e, depois, falam mal dos defuntos, comentando sobre a sua vida. Isso não muda nada na vida dos que sofrem as marcas de um esquema social que os coloca à margem dos planos dos que dirigem esta e outras nações que têm os mesmos problemas no mundo inteiro. Com auxílio material, com boa vontade de os ouvirmos e falarmos com carinho e muito amor cristão, alguma coisa sempre se pode fazer. É preciso partilhar o Deus que trazemos dentro de nós com aqueles que encontramos nas esquinas da vida.


Que triste alguém que vem à casa do Senhor e tem a sua oferta rejeitada, porque com Deus não se pode barganhar, ou se oferece a oferta, a adoração de coração, com a vida ligada a Ele ou então melhor que nem ofereça.


O que essas pessoas não entendem é que Deus nunca precisou e nem precisa de recursos puramente humanos para levar a sua palavra, para levar a sua Igreja por esta terra em nossa era, mas o que Ele sempre procurou e procura ainda hoje, são os verdadeiros adoradores que o adorem em espírito e em verdade, Ele sempre procurou corações abertos que não se rendam às coisas desse mundo, mais que se dediquem a Ele em todos os momentos de sua vida. O Senhor nunca se preocupou com a quantidade da oferta, mas sim com a qualidade dessa. Era só aquilo que a viúva tinha, e foi para essa oferta que Deus atentou. O que é que nós temos para oferecer ao Senhor? Ofereçamos de todo o coração, para que possa chegar a nossa oferta em odor suave diante do nosso Deus!


Pai, dá-me um coração de pobre capaz de partilhar até do que me é necessário, porque confio totalmente no teu amor providente.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA


Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé


sábado, 21 de novembro de 2020

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 25,31-46 - 22.11.2020

 Liturgia Diária


22 – DOMINGO  

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO


(branco, glória, creio, prefácio próprio – ofício da solenidade)



O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a força e a honra. A ele glória e poder através dos séculos (Ap 5,12; 1,6).


Deus, que quer ser tudo em todos, nos reúne nesta solenidade de Cristo, Rei do Universo. Jesus, nosso rei e pastor, nos conduz pelos caminhos do cuidado e do amor pela vida, e a ele se submetem todos os poderes do mundo. Celebremos esta Eucaristia com alegria e em comunhão com os leigos e leigas comprometidos com o reinado de nosso Senhor.


Evangelho: Mateus 25,31-46


Aleluia, aleluia, aleluia.


É bendito aquele que vem vindo, / que vem vindo em nome do Senhor; / e o Reino que vem seja bendito; / ao que vem e a seu Reino, o louvor! (Mc 11,10) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 31“Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. 32Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 34Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! 35Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; 36eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar’. 37Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede e te demos de beber? 38Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? 39Quando foi que te vimos doente ou preso e fomos te visitar?’ 40Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo que, todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’ 41Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. 42Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; 43eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar’. 44E responderão também eles: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome ou com sede, como estrangeiro ou nu, doente ou preso, e não te servimos?’ 45Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!’ 46Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 25,31-46

«Todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes»


P. Antoni POU OSB Monje de Montserrat

(Montserrat, Barcelona, Espanha)

Hoje, Jesus nos fala do juízo final. E com essa ilustração metafórica de ovelhas e cabras, nos mostra que se tratará de um juízo de amor. «Seremos examinados sobre o amor», nos diz São João da Cruz.


Como diz outro místico, Santo Inácio de Loyola na sua meditação Contemplação para alcançar amor, devemos pôr o amor mais nas obras que nas palavras. E o Evangelho de hoje é muito ilustrativo. Cada obra de caridade que fazemos, a fazemos ao próprio Cristo: «(...)Então o Rei dirá aos que estão à direita: - Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; estava nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim» (Mt 25,34-36). Mais ainda: «Responderá o Rei: - Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes» (Mt 25,40).


Esta passagem evangélica, que nos faz tocar o chão com os pés, põe a festa do juízo de Cristo Rei em seu lugar. A realeza de Cristo é uma coisa bem diferente da prepotência, é simplesmente a realidade fundamental da existência: o amor terá a última palavra.


Jesus nos mostra que o sentido da realeza -a potestade- é o serviço aos outros. Ele afirmou de si mesmo que era Mestre e Senhor (cf. Jn 13,13), e também que era Rei (cf. Jn 18,37), mas exerceu seu mestrado lavando os pés aos discípulos (cf. Jn 13,4 ss.) e, reinou dando sua vida. Jesus Cristo reina, primeiro, desde um humilde berço (um preséprio!) e, depois, desde um trono muito incômodo, isto é, a Cruz.


Acima da cruz estava a inscrição que rezava «Jesus Nazareno, Rei dos judios» (Jn 19,19): o que a aparência negava era confirmado pela realidade profunda do mistério de Deus, já que Jesus reina na Cruz y nos julga no seu amor. «Seremos examinados sobre o amor»

Fonte http://evangeli.net/


VINDE BENDITOS DO MEU PAI!!! Mt 25,31-46

HOMILIA

A presente homilia descreve o final dos tempos, ou seja, o Juízo Final que é um tema tão antigo e tão atual com o qual a humanidade inteira se sempre depara. Dando uma passagem rápida o que dizem as três grandes religiões monoteístas verificamos que o tema é amplamente abordado em sua essência religiosa.


Assim, no cristianismo, às obras de misericórdia que envolvem compromisso de amor a Deus e ao próximo e são fundamentais para se obter a salvação; no judaísmo, está relacionado às obras de piedade presentes no Antigo Testamento; e no islamismo, o bem ou mal que se pratica com os irmãos são obras importantes para possuir o paraíso ou acabar no inferno.


Mateus que é o evangelista que nos apresenta Jesus como o Filho do Homem nos apresenta hoje um Jesus que se intitula e se declara realmente como Rei e Juiz da história da humanidade. Estamos diante do que São Paulo diz: O triunfo de Cristo, a vitória do bem sobre o mal, da vida sobre a morte. É a glória devida ao triunfo de Cristo sobre a cruz. Pois Ele é o Poder de Deus e a sua Sabedoria (1 Cor 1, 24).


Cristo Jesus ressuscitado vindo com poder e grande glória (Lc 21, 27) – assume as funções do verdadeiro Deus: Sua sentença é definitiva: eterna como o fogo eterno preparado pelo pai para os anjos rebeldes. Ele está rodeado de todos os seus anjos que estão submissos em tudo.


Trata-se de um juízo final, ou do início de uma era histórica após a destruição de Jerusalém? No primeiro caso, Jesus, o Filho do Homem – será o juiz definitivo como vemos no texto. No segundo caso indica quais entrarão a formar parte do novo reino entre os gentios. Os escolhidos serão os misericordiosos que alcançarão misericórdia ( Mt 5, 7) ou seja os que agiram com compaixão com os necessitados. Quais são estes irmãos menores?


Sobre o fogo preparado para o Diabo e os anjos, devemos comentar que na época de Jesus não se esperava que o Diabo estivesse no inferno, porque sabemos pelas palavras do próprio Jesus que viu Satanás cair do céu como um relâmpago (Lc 10, 18). Portanto o inferno não era sua morada, mas o fogo ou lago de fogo será o destino definitivo do Diabo (Ap 20, 10) ao qual será lançado quem não for escrito no livro da vida (Ap 20, 15). Talvez isso explique a influência do maligno em nossa história.


A condenação não é por atos de perversidade, mas de omissão. Talvez porque os primeiros já estavam incluídos na mentalidade antiga. Os segundos eram o grande pecado e ainda são dos batizados chamados discípulos de Cristo. Por outra parte o evangelho de hoje serve para responder à pergunta: Como poderão salvar-se os que não conhecem Jesus ou consideram verdadeira a sua própria religião? Obviamente a fé será substituída pelas obras de misericórdia, necessárias também entre os cristãos porque a fé sem obras está morta (Tg 2, 17) e Paulo afirma que o que tem valor é a fé que atua mediante o amor (Gl 5, 6).


Portanto, lembre-se do que nos é apresentada à atualização da mensagem do Juízo Final que tem, por base, três dimensões: pessoal, eclesial e social, onde, de acordo com os ensinamentos de Jesus, as obras de misericórdia, praticadas em relação aos mais pequeninos, aqui e agora, serão decisivas no dia do Juízo Final, quando o Filho do Homem julgará cada um de acordo com suas obras.


O último juiz virá. E o julgamento dele será sobre o serviço que tiveres prestado aos seus irmãos mais pequeninos. Ele chamará e congregará todos os que lhe forem fiéis e lhes dirá: Vinde benditos de meu Pai, possui por herança o reino que vos está preparado deste a fundação do mundo, porque tive fome e me destes de comer… Será que tu serás um destes benditos? Se sim, parabéns! E se não o tempo é este e a hora é agora de acertares o passo e convertendo-te seguires as pegadas do Mestre.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA


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Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé


sexta-feira, 20 de novembro de 2020

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 12,46-50 - 21.11.2020

 Liturgia Diária


21 – SÁBADO  

APRESENTAÇÃO DE NOSSA SENHORA


(branco, pref. de Maria – ofício da memória)



O Senhor Deus vos abençoou, Virgem Maria, mais que a todas as mulheres. Ele exaltou o vosso nome: que todos os povos cantem vosso louvor (Jt 13,23.25).


Celebrada no Oriente desde o século 6º e no Ocidente desde o século 14, esta memória realça a mãe de Jesus como modelo de toda pessoa consagrada ao Senhor, pois se refere à primeira doação que Maria fez de si mesma. Alegrando-nos com Nossa Senhora nesta liturgia, exaltemos a Deus pelos grandes prodígios que ele realizou em sua vida.


Evangelho: Mateus 12,46-50


Aleluia, aleluia, aleluia.


Feliz quem ouve e observa a Palavra de Deus! (Lc 11,28) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 46enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem falar contigo”. 48Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” 49E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 12,46-50

Feliz quem ouve e observa a Palavra de Deus!


Os evangelhos nada informam a respeito da infância de Maria. Entretanto, à luz do que conhecemos, intuímos que a infância e a adolescência da Mãe de Deus foram totalmente assinaladas pela graça de Deus. Mesmo sem levar em conta as edificantes histórias dos evangelhos apócrifos, podemos entrever uma clara mensagem que emerge da festa da Apresentação de Nossa Senhora: o coração de Maria sempre esteve voltado para a vontade de Deus. O surgimento dessa festa deu-se no Oriente, no século VI. Somente no século XIV é que Roma a introduziu no seu calendário litúrgico. Não obstante as incertezas, devidas à falta de fundamentação bíblica e histórica, a celebração foi mantida no atual Calendário romano, não como festa, mas como “memória”.

Fonte https://www.paulus.com.br/


A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA Mt 12,46-50

HOMILIA

Tem coisa melhor no mundo que chegar em casa e ter alguém te esperando? Alguém preocupado contigo, perguntando sobre o teu dia, tuas dificuldades, tuas perdas e tuas vitórias? Alguém sempre disposto, com um ombro amigo, pronto para te ouvir, te abraçar? Se existem estas pessoas elas são a tua família: pai, mãe, irmão, avô, avó, sobrinhos, filhos, netos. Sem dúvida essas pessoas são importantíssimas na tua vida por “N” razões diferentes. Mas pode ter certeza que, todas são importantes para você, sem exceção.


Você se engana quando se acha forte o suficiente para lutar contra os seus problemas, matando um leão por dia nessa selva de pedras. E que selva! Dificuldades, sentimentalismo, angústias, medos; enfim, a vida nos traz problemas e/ou dificuldades, mesmo sendo bela! A família não foi criada para recreação ou por engano; mas exerce uma influência decisiva na formação do indivíduo. Os ataques à família têm um objetivo único: destruir o ser humano.


Uma família que não vive sua responsabilidade deixa muito a desejar e contribui para a banalização do conceito família e se torna responsável pela morte de muitas crianças, adolescentes e jovens. Ela é culpada pelos assaltos e criminalidade nas casas, nas ruas, nas escolas e em todos os ambientes.


O educador Brasileiro, Paulo Freire, dizia o seguinte: “A mim me dá pena e preocupação quando convivo com famílias que experimentam a “tirania da liberdade” em que as crianças podem tudo: gritam, riscam as paredes, ameaçam as visitas em face da autoridade complacente dos pais que se pensam ainda campeões da liberdade”. E para que a sociedade seja o lugar de todos, onde cada um se sinta livre e por isso responsável do que acontece à sua volta é fundamental revermos o conceito que temos de família.


A família é mesmo um porto seguro. Quando mais precisas, sempre estão solícitos em ajudá-lo. Porém, nem sempre encontramos a solução de nossos problemas dentro de nós mesmos ou dentro de nossos familiares.


Mesmo sendo possível fazermos algumas escolhas para nortear nossas vidas, devemos nos lembrar que, quando menos esperamos, haverá sempre uma pedra no meio do caminho. De repente, teus amigos não são mais amigos, algumas pessoas que você ama se foram e, você tem a família para te ajudar. Aí, nossos familiares e verdadeiros amigos fazem a diferença, abrindo os nossos olhos, nos mostrando que precisamos de ajuda externa, afinal, de certos problemas, a melhor coisa a se fazer é procurar um profissional dessa área. E o profissional da área em que precisa de ajuda é Jesus de Nazaré, o Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas. Ele nos convida a sermos seus irmãos e irmãs. É verdade que alguns têm preconceito de procurar ajuda “neste profissional”, pois pensam que é tempo jogado fora, outros, por acharem que religião é coisa de loucos, de fracassados. Mas eu te digo que quem pensa dessa forma, está completamente enganado! Nesse mundo que vivemos, somos bombardeados diariamente por problemas, dúvidas, incertezas e coisas semelhantes, Jesus se apresenta como nosso irmão, para nos indicar o verdadeiro caminho que nos conduz ao chefe da família: Deus nosso Pai. Recorda-nos que a família carnal é a célula do grande tecido da família universal dos filhos de Deus, tendo assim sua vocação na superação dos limites de suas tradições e de suas posses, empenhando-se no resgate da vida e da dignidade humana neste mundo. E consequentemente ela é a prefiguração da família eterna lá no céu.


Pai reforça os laços que me ligam aos meus irmãos e irmãs de fé, de forma a testemunhar que formamos uma grande família, cujo pai és Tu e que a nossa casa é lá onde, com Jesus, nosso irmão e o Espírito Santo viveis e reinais pelos séculos sem fim.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA


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Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé


quinta-feira, 19 de novembro de 2020

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 19,45-48 - 20.11.2020

 Liturgia Diária


20 – SEXTA-FEIRA  

33ª SEMANA COMUM


(verde – ofício do dia)



Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiverdes (Jr 29,11s.14).


A Palavra de Deus é doce ou amarga, conforme a disposição de quem a recebe. Nesta casa de oração, acolhamos a Palavra e celebremos o nome glorioso do Senhor, que se doa a nós na Eucaristia.


Evangelho: Lucas 19,45-48


Aleluia, aleluia, aleluia.


Minhas ovelhas escutam minha voz, / eu as conheço, e elas me seguem (Jo 10,27). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 45Jesus entrou no templo e começou a expulsar os vendedores. 46E disse: “Está escrito: ‘Minha casa será casa de oração’. No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões”. 47Jesus ensinava todos os dias no templo. Os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os notáveis do povo procuravam modo de matá-lo. 48Mas não sabiam o que fazer, porque o povo todo ficava fascinado quando ouvia Jesus falar. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 19,45-48

«Minha casa será casa de oração»


P. Josep LAPLANA OSB Monje de Montserrat

(Montserrat, Barcelona, Espanha)

Hoje, o gesto de Jesus é profético. À maneira dos antigos profetas, realiza uma ação simbólica, cheia de significado face ao futuro. Ao expulsar do templo os mercadeiros, que faziam negócio com as vítimas destinadas a servir de oferenda, e ao indicar que «a casa de Deus será casa de oração» (Is 56,7), Jesus anunciava a nova situação, que Ele vinha inaugurar, em que os sacrifícios de animais já não tinham lugar. São João definirá a nova relação de culto como uma «adoração ao Pai em espírito e verdade» (Jn 4,24). A figura deve dar lugar à realidade. Santo Tomás de Aquino dizia poeticamente «Et antiquum documentum / novo cedat ritui (Que o Antigo Testamento ceda o lugar ao Novo Rito)».


O Novo Rito é a palavra de Jesus. Por isso, São Lucas associou à cena da purificação do templo a apresentação de Jesus, nele pregando cada dia. O novo culto centra-se na oração e na escuta da Palavra de Deus. Mas, na realidade, o centro do centro da instituição cristã é a própria pessoa viva de Jesus, com a sua carne entregue e o seu sangue derramado na cruz e oferecidos na Eucaristia. Também Santo Tomás o destaca de modo muito belo: «Recumbens com fratribus (...) se dat suis manibus» («Sentado à mesa com os irmãos (...) dá-se a si mesmo com as suas próprias mãos»).


No Novo Testamento, inaugurado por Jesus, já não são necessários nem bois nem vendedores de cordeiros. Tal como «todo o povo ficava fascinado ao ouvi-lo falar» (Lc 19,48), também nós não temos de ir ao templo para imolar vítimas, mas para receber Jesus, o autêntico cordeiro imolado por nós, de uma vez para sempre (cf. He 7,27), e para unir a nossa vida à de Jesus.


JESUS NO TEMPLO Lc 19,45-48

HOMILIA

Naquele tempo a celebração da Páscoa acontecia anualmente no templo em Jerusalém. Era uma das três festas anuais que exigiam o comparecimento de todos os homens, sendo as outras a festa de Pentecostes e a dos Tabernáculos. A festa da Páscoa comemorava a saída dos judeus da escravidão no Egito (Êxodo 12:1-13) e começava aproximadamente no décimo quarto dia de abril em nosso calendário, durando sete dias ao todo. A Páscoa propriamente era celebrada no dia inicial, seguindo-se depois a festa dos Pães Ázimos.


Muitas judeus com suas famílias viajavam do mundo inteiro para Jerusalém durante essas festas. Assim, durante a Páscoa, a área do templo ficava sempre abarrotada com milhares de visitantes além dos seus habitantes.


Todo israelita de vinte anos para cima tinha que pagar anualmente na tesouraria sagrada do templo meio siclo como um oferecimento ao Senhor (Êxodo 30:13-15), e isto com a tradicional e antiga moeda hebraica deste valor exato. O povo também era obrigado a oferecer animais como sacrifício pelos pecados. Muitos não podiam trazer consigo seus animais porque vinham de longe, ou porque não dispunham de animais nas perfeitas condições exigidas.


Havia, portanto, grande procura de moedas de meio siclo assim como de animais próprios para os sacrifícios e holocaustos na festa da Páscoa. Para facilitar o comércio, os líderes religiosos permitiam que cambistas de moedas e comerciantes montassem suas bancas e barracas na corte dos gentios no templo, mediante um aluguel. Era lucrativo para os negociantes e rendoso para os sacerdotes, à custa dos que vinham oferecer sacrifício. O templo de Deus estava sendo usado de forma inadequada, e a perseguição do ganho material e o uso de práticas gananciosas predominavam. A Casa de Deus tinha se tornado uma espécie de bolsa de mercadorias ou feira livre.


O Senhor indignou-se com isto e, tendo feito um chicote de cordas, expeliu todos do templo com seus animais, espalhou o dinheiro dos cambistas e virou-lhes as mesas, dizendo aos que vendiam as pombas “tirai daqui estas coisas: não façais da casa do meu Pai casa de negócio”, pois estavam fazendo um escárnio da casa de Deus. Ao término do seu ministério, aproximadamente três anos mais tarde (Mateus 21:12-17; Marcos 11:12-19; Lucas 19:45-48), Ele repetiu esta “limpeza”, pois o motivo de lucro daquela gente era mais forte que o desejo de conservar a santidade do templo.


Deus sempre preveniu seu povo contra o uso do culto a Ele para o seu próprio enriquecimento. O que o Senhor fez naquelas ocasiões não foi cruel ou injusto, mas era apenas a manifestação da sua santidade e justiça, o que fez com que seus discípulos se lembrassem do versículo no Salmo 69:9… “o zelo da tua casa me devorou”. Este salmo é citado dezessete vezes no Novo Testamento e é um dos seis salmos mais citados no Novo Testamento.


Jesus tinha amplos motivos para dizer que os comerciantes gananciosos haviam transformado o templo de Deus num “covil de salteadores”. Para poder pagar o imposto do templo, os judeus e os prosélitos procedentes de outros países tinham de trocar seu dinheiro estrangeiro por moeda aceitável. Os cambistas operavam negócios lucrativos, cobrando uma taxa para cada moeda cambiada. Jesus os chama de salteadores, sugere que as taxas deles eram tão excessivas, que na realidade extorquiam dinheiro dos pobres.


Alguns não podiam levar seus próprios animais para ser sacrificados. Todos que os levavam tinham de submetê-los a um exame feito por um inspetor no templo por uma taxa. Muitos que não queriam arriscar-se a ter um animal rejeitado depois de trazê-lo de longe, compravam um leviticamente “aprovado” dos negociantes corruptos no templo. Muitos dos camponeses pobres eram bem enganados ali.


Há evidência de que o ex-sumo sacerdote Anás e sua família tinham capital investido nos comerciantes no templo. Escritos rabínicos falam de “bazares dos filhos de Anás [no templo]”. O lucro que recebiam dos cambistas e da venda de animais na área do templo era uma das suas principais fontes de renda. A ação de Jesus, de expulsar os comerciantes, não só tinha por alvo o prestígio dos sacerdotes, mas também os bolsos deles.


Não será que esta cena ainda se repete em nossos dias nas festas dos padroeiros em nossas paróquias e capelas?


Espírito purificador, tira do meu coração toda sorte de maldade e de egoísmo, que o tornam indigno de ser morada de Deus.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA


Primeira Leitura

Segunda Leitura

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quarta-feira, 18 de novembro de 2020

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 19,41-44 - 19.11.2020

 Liturgia Diária


19 – QUINTA-FEIRA  

SANTOS ROQUE, AFONSO E JOÃO


PRESBÍTEROS E MÁRTIRES


(vermelho, pref. comum ou dos mártires – ofício da memória)



Por amor de Cristo, o sangue dos mártires foi derramado na terra. Por isso, sua recompensa é eterna.


No século 17, em defesa dos povos indígenas da América do Sul, o paraguaio Roque González e os espanhóis Afonso Rodríguez e João del Castillo doaram sua vida, sendo considerados os “mártires das reduções jesuíticas”. A exemplo destes santos, caminhemos perseverantes na fé que professamos.


Evangelho: Lucas 19,41-44


Aleluia, aleluia, aleluia.


Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: / Não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 41quando Jesus se aproximou de Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar. E disse: 42“Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz! Agora, porém, isso está escondido aos teus olhos! 43Dias virão em que os inimigos farão trincheiras contra ti e te cercarão de todos os lados. 44Eles esmagarão a ti e a teus filhos. E não deixarão em ti pedra sobre pedra. Porque tu não reconheceste o tempo em que foste visitada”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 19,41-44

«Se (...) tu compreendesses hoje o que te pode trazer a paz!»


Rev. D. Blas RUIZ i López

(Ascó, Tarragona, Espanha)

Hoje, a imagem que nos apresenta o Evangelho é a de um Jesus que «chorou» (Lc 19,41) pela sorte da cidade escolhida, que não reconheceu a presença do seu Salvador. Conhecendo as notícias que se deram nos últimos tempos, seria fácil para nós aplicar essa lamentação à cidade que é —à vez— santa e fonte de divisões.


Mas, olhando mais para a frente, podemos identificar esta Jerusalém com o povo escolhido, que é a Igreja, e —por extensão— com o mundo em que esta levará a termo a sua missão. Se assim o fazemos, encontraremos uma comunidade que, ainda que tenha alcançado o topo no campo da tecnologia e da ciência, geme e chora, porque vive rodeada pelo egoísmo dos seus membros, porque levantou ao seu redor os muros da violência e do desordem moral, porque atira no chão os seus filhos, arrastando-os com as cadeias de um individualismo desumanizador. Definitivamente, o que encontraremos é um povo que não soube reconhecer o Deus que o visitava (cf. Lc 19,44).


Porém, nós os cristãos, não podemos ficar na pura lamentação, não devemos ser profetas de desventuras, mas homens de esperança. Conhecemos o final da história, sabemos que Cristo fez cair os muros e rompeu as cadeias: as lágrimas que derrama neste Evangelho prefiguram o sangue com o qual nos salvou.


De fato, Jesus está presente na sua Igreja, especialmente através daqueles mais necessitados. Temos de advertir esta presença para entender a ternura que Cristo tem por nós: é tão excelso o seu amor, diz-nos Santo Ambrósio, que Ele se fez pequeno e humilde para que cheguemos a ser grandes; Ele deixou-se amarrar entre as fraldas como um menino para que nós sejamos liberados dos laços do pecado; Ele deixou-se cravar na cruz para que nós sejamos contados entre as estrelas do céu... Por isso, temos de dar graças a Deus, e descobrir presente no meio de nós aquele que nos visita e nos redime.

Fonte http://evangeli.net/


AI DE TI JERUSALÉM Lc 19,41-44

HOMILIA

Jesus chega a Jerusalém aclamado pela multidão. Porém, ao invés de corresponder aos aplausos vendo a cidade, chora sobre ela. Jerusalém era a capital da fé daquele tempo. Pois tendo sido tomada do povo jebuseu pelo rei Davi, nela estavam centralizados todos os poderes religiosos, político e militar. O templo aí construído e a sólida teologia imperial elaborada na corte dos reis descendentes de Davi conferiram à Jerusalém o status de cidade sagrada. Todavia, já os profetas do Antigo Testamento denunciavam o abuso de poder e a corrupção aí reinantes, e o fato se tornava cada vez pior. Os olhos desta cidade estão como que tapados: ela se tornou o centro da exploração e opressão do povo, enveredando por um caminho que é o oposto do caminho da paz.


Ela será destruída, porque não quer reconhecer na visita de Jesus a ocasião para mudar as próprias estruturas injustas, abrindo-se ao apelo d’Ele.


Jesus chora porque gostaria de juntar aquele povo como uma galinha junta seus pintinhos. Caro leitor, você conhece esta cena? A galinha junta os pintinhos com as asas e os protege. Jesus é assim mesmo! Ele usa linguagem bem humana para que possamos compreender.


Veja que comparação Jesus faz! Como é grande o amor de Jesus pela humanidade, narrado nestes textos à cidade de Jerusalém. E ele é proclamado para você aqui, agora! Ele deseja muito abrir seus braços agora e acolher a todos, deixe-se ser acolhido por Jesus!


Foram duas ocasiões muito solenes aquelas em que os textos sagrados nos dizem que Jesus chorou. Chorou diante do sepulcro, onde jazia o seu amigo Lázaro, morto há quatro dias, e chorou quando sentiu, no mais íntimo do seu coração, a incredulidade da santa cidade de Jerusalém.


Jesus é Deus (único, sem dúvida), que chora pela situação triste e ímpia deste mundo perdido. Parece um contraste, algo incoerente, Deus a chorar pelos homens. Mas não. Não é incoerência, porque este (Jesus) é o único Deus que ama. Deus que ama o mundo de tal maneira que dá a si mesmo, como sacrifício de substituição para que todo aquele que n’Ele crê não morra, mas tenha a vida eterna.


Olhemos este texto e vejamos com que amor Deus se ocupa de nós. Como dá a si mesmo; como sofre, vendo a cidade entregue às suas impiedades e dominada pelos vendilhões da religião; como chora sobre ela e ora para que abra os olhos para as suas oportunidades, ainda de pé, mas em breve perdidas! Esta cidade é você, sou eu quando não nos “queremos” converter e acatando os seus ensinamentos nos salvar. E então continua chorando por ti e por mim: Jerusalém, Jerusalém, como gostaria que visses as tuas oportunidades, mas tu queres continuar de olhos fechados; como queria que abrisses os olhos, mas tu preferes continuar de olhos fechados e não ver a verdade; como quis ajuntar os teus filhos como a galinha ajunta os pintos debaixo das asas, mas tu não quiseste; Porque assim queres, os teus inimigos te sitiarão de todos os lados, serás totalmente derrubada e em ti não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada.


Não te revês na situação da rebeldia de Jerusalém? Arrepende-te enquanto é tempo. Aceita a misericórdia de Jesus, que chora pela tua triste e condenável situação de pecador perdido. Vem a Cristo que te chama com amor infinito e viverás. Ai de ti que não sabes reconhecer a bondade de Deus que estava a seu lado no dia a dia da vida. Que estejamos sempre atentos e conscientes com os bens que temos, sobretudo, o bem da paz e da vida.


Pai, dá-me o bom senso de acolher a salvação que me ofereces em teu Filho Jesus. Desta forma, não incorrerei em castigo semelhante ao que se abateu sobre a Cidade Santa.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA


Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

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terça-feira, 17 de novembro de 2020

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 19,11-28 - 18.11.2020

 Liturgia Diária


18 – QUARTA-FEIRA  

33ª SEMANA COMUM*


(verde – ofício do dia)



Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiverdes (Jr 29,11s.14).


Ao Deus todo-poderoso, “os seres vivos davam glória, honra e ação de graças”. Agradecidos a ele pelos dons que nos concede, ponhamos no centro de nossa celebração “aquele que é, que era e que vem”.


Evangelho: Lucas 19,11-28


Aleluia, aleluia, aleluia.


Eu vos escolhi a fim de que deis, / no meio do mundo, um fruto que dure (Jo 15,16). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 11Jesus acrescentou uma parábola, porque estava perto de Jerusalém e eles pensavam que o Reino de Deus ia chegar logo. 12Então Jesus disse: “Um homem nobre partiu para um país distante a fim de ser coroado rei e depois voltar. 13Chamou então dez dos seus empregados, entregou cem moedas de prata a cada um e disse: ‘Procurai negociar até que eu volte’. 14Seus concidadãos, porém, o odiavam e enviaram uma embaixada atrás dele, dizendo: ‘Nós não queremos que esse homem reine sobre nós’. 15Mas o homem foi coroado rei e voltou. Mandou chamar os empregados aos quais havia dado o dinheiro, a fim de saber quanto cada um havia lucrado. 16O primeiro chegou e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam dez vezes mais’. 17O homem disse: ‘Muito bem, servo bom. Como foste fiel em coisas pequenas, recebe o governo de dez cidades’. 18O segundo chegou e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam cinco vezes mais’. 19O homem disse também a este: ‘Recebe tu também o governo de cinco cidades’. 20Chegou o outro empregado e disse: ‘Senhor, aqui estão as tuas cem moedas, que guardei num lenço, 21pois eu tinha medo de ti, porque és um homem severo. Recebes o que não deste e colhes o que não semeaste’. 22O homem disse: ‘Servo mau, eu te julgo pela tua própria boca. Tu sabias que eu sou um homem severo, que recebo o que não dei e colho o que não semeei. 23Então, por que tu não depositaste meu dinheiro no banco? Ao chegar, eu o retiraria com juros’. 24Depois disse aos que estavam aí presentes: ‘Tirai dele as cem moedas e dai-as àquele que tem mil’. 25Os presentes disseram: ‘Senhor, esse já tem mil moedas!’ 26Ele respondeu: ‘Eu vos digo, a todo aquele que já possui será dado mais ainda; mas àquele que nada tem será tirado até mesmo o que tem. 27E quanto a esses inimigos, que não queriam que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os na minha frente'”. 28Jesus caminhava à frente dos discípulos, subindo para Jerusalém. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 19,11-28

«Negociai com isto até que eu volte»


P. Pere SUÑER i Puig SJ

(Barcelona, Espanha)

Hoje, o Evangelho propõe-nos a parábola das minas: uma quantidade de dinheiro que aquele nobre repartiu entre seus servos, antes de partir de viagem. Primeiro fixemo-nos na ocasião que provoca a parábola de Jesus. Ele ia subindo para Jerusalém, onde o esperava a paixão e a conseqüente ressurreição. Os discípulos «pensavam que o Reino de Deus ia se manifestar logo» (Lc 19,11). É nessas circunstâncias que Jesus propõe esta parábola. Com ela, Jesus ensina-nos que temos que fazer render os dons e qualidades que Ele nos deu, isto é, que nos deixou a cada um. Não são nossos de maneira que possamos fazer com eles o que queiramos. Ele deixou-nos esses dons para que os façamos render. Os que fizeram render as minas - mais ou menos - são louvados e premiados pelo seu Senhor. É o servo preguiçoso, que guardou o dinheiro num lenço sem o fazer render, é o que é repreendido e condenado.


O cristão, pois, tem que esperar,claro está, o regresso do seu Senhor, Jesus. Mas com duas condições, se quer que o encontro seja amigável. A primeira condição é que afaste a curiosidade doentia de querer saber a hora da solene e vitoriosa volta do Senhor. Virá, diz em outro lugar, quando menos o pensemos. Fora, por tanto, as especulações sobre isto! Esperamos com esperança, mas numa espera confiada sem doentia curiosidade. A segunda condição, é que não percamos o tempo. A esperança do encontro e do final gozoso não pode ser desculpa para não tomarmos a sério o momento presente. Precisamente, porque a alegria e o gozo do encontro final será tanto melhor quanto maior for a colaboração que cada um tiver dado pela causa do reino na vida presente.


Não falta, também aqui, a grave advertência de Jesus aos que se revelam contra Ele: «E quanto a esses meus inimigos, que não queriam que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os na minha frente» (Lc 19,27)


AS DEZ MOEDAS DE OURO Lc 19,11-28

HOMILIA

A parábola dos talentos, apesar das semelhanças, não deverá ser a mesma das minas, ainda que alguns pensem que sim, pois Jesus podia ter contado duas parábolas semelhantes, embora com o mesmo fim didático. Esta parábola ensina principalmente a necessidade de corresponder à graça de uma maneira esforçada, exigente, constante, durante toda a vida. Temos de fazer render todos os dons da natureza e da graça, recebidos do Senhor. O importante não é o número dos talentos recebidos, mas sim a generosidade em fazê-los frutificar.


Não se trata propriamente de uma moeda, mas de uma unidade monetária, cujo valor ignoramos ao certo, por variável que era então, mas que ronda pelos 36 quilos de prata. O texto sugere refletirmos sobre três pontos fundamentais que são:


1. O segredo da felicidade. Todos suspiramos pela felicidade, todos queremos ser felizes. Todavia, é preciso não termos ilusões. A felicidade não se recebe de “mão-beijada”. Ela conquista-se com o esforço, o trabalho e o sacrifício. O segredo da felicidade está na fidelidade aos nossos deveres em relação a Deus e aos outros. Ser fiel no dever de cada dia; fiel em pequenos gestos de caridade com o próximo; fiel no compromisso de piedade, de amor para com Jesus na Eucaristia; fiel na preocupação de tornar a vida agradável aos outros; sorrindo, servindo e ensinando. Não é indiferente ser ou não ser fiel: ditoso o que teme o Senhor e segue o seu caminho, diz o salmista.


Não há felicidade sem fidelidade. As leituras da missa de hoje colocam diante de nós o exemplo da mulher virtuosa que põe todo o seu esforço ao serviço do bem estar da família, do aconchego do lar. E, no Evangelho, o exemplo dos criados que puseram a render os talentos que o patrão lhes confiou. S. Paulo, por sua vez, convida-nos a sermos vigilantes e sóbrios em tudo: no falar e no comer; no vestir e no andar; na maneira de encarar os acontecimentos com otimismo e não com pessimismo e desespero.


2. Os pecados de omissão. O Evangelho nos diz que o patrão daqueles criados, passado muito tempo, foi ajustar contas com eles. Enquanto que o primeiro e o segundo puseram a render os talentos recebidos, o terceiro, deixando-se levar pela preguiça, nada fez. Daí, ouviu a censura condenatória do seu patrão: servo mau e preguiçoso.


Aqui temos retratado o pecado de omissão. Aquele servo não perdeu o talento recebido. Teve até o cuidado de o esconder, mas assim o tornou improdutivo.


O servo preguiçoso é imagem viva do cristão que, quando é chamado à uma vida de piedade mas intensa; comprometer-se na tarefa do apostolado; a aliviar o peso da pobreza, do sofrimento de quem o rodeia, se esquiva. E tranquiliza a sua consciência dizendo: eu não sou mau, não trato mal ninguém, nem prejudico quem quer que seja. Quem fala assim não repara que também existem omissões graves, coisas que se deviam ter feito ou dito, não se fizeram nem se disseram. Na comunicação social quantos pecados de omissão nesta área, lembra o Senhor Arcebispo Primaz: há momentos para elogiar e ocasiões para, sem condenar ninguém, mostrar a nossa discordância. Lembro os que apoiam publicamente o aborto e outros atos graves contra a vida, a justiça e a paz.


3. O verdadeiro descanso. O comportamento dos servos não foi igual. Para o primeiro e o segundo o resultado foi 100% mais; para o terceiro foi 100% negativo. Cada um recebeu seus talentos para os pôr a render sempre que pode fazer algo. E, desta forma, eu não posso cruzar os braços. Certamente que não resolvo tudo. Faço o que posso. Portanto, dê você também o seu 100% e descansará, tomará posse do que está reservado para aqueles que em vida deram o seu 100%


O Evangelho estabelece um laço constante entre os pecados de omissão e o inferno. Três textos se referem ao caso: a parábola dos talentos que acabamos de ouvir: Lançai-os às trevas de lá de fora. Na parábola do rico avarento (Lc. 16, 10): Morreu e foi sepultado no abismo. No capítulo 25, 11 de São Mateus: Afastai-vos de mim malditos para o fogo eterno.


Eu, no meu lar, no lugar de trabalho, nas minhas relações sociais, na minha Paróquia, faço frutificar os talentos de inteligência, de saúde, de simpatia, de possibilidades econômicas, ou enterro tudo isso no despejo da preguiça? Procuro trabalhar na defesa dos valores: da vida, da verdade, da honra, do pudor, dos outros que precisam da minha ajuda? Mãos à obra! Você tem tudo para ser feliz, e repousar na alegria do seu Senhor, basta que ponha a render os seus talentos.


Pai, faça-me um discípulo fiel de Jesus, para quem deverei prestar contas do bom uso dos dons que me concedeu. Que eu seja prudente no meu agir.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA


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segunda-feira, 16 de novembro de 2020

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 19,1-10 - 17.11.2020

 Liturgia Diária


17 – TERÇA-FEIRA  

SANTA ISABEL DA HUNGRIA


ESPOSA E RELIGIOSA


(branco, pref. comum ou dos santos – ofício da memória)



Vinde, benditos de meu Pai, diz o Senhor: eu estava doente e me visitastes. Em verdade vos digo, tudo o que fizestes ao menor dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes (Mt 25,34.36.40).


Isabel nasceu na Hungria em 1207 e faleceu na Alemanha em 1231. Foi esposa de Luís 4º e mãe de três filhos. Após a morte do marido, consagrou-se na Ordem Terceira Franciscana, adotando como estilo de vida a penitência, a oração e a caridade. Fundou o Hospital de Marburgo, dedicando-se ao cuidado dos enfermos. Rezemos por todos os irmãos e irmãs que se ocupam com as obras de caridade.


Evangelho: Lucas 19,1-10


Aleluia, aleluia, aleluia.


Por amor, Deus enviou-nos o seu Filho / como vítima por nossas transgressões (1Jo 4,10). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 1Jesus tinha entrado em Jericó e estava atravessando a cidade. 2Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico. 3Zaqueu procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia por causa da multidão, pois era muito baixo. 4Então ele correu à frente e subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali. 5Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: “Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa”. 6Ele desceu depressa e recebeu Jesus com alegria. 7Ao ver isso, todos começaram a murmurar, dizendo: “Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!” 8Zaqueu ficou de pé e disse ao Senhor: “Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres e, se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais”. 9Jesus lhe disse: “Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. 10Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 19,1-10

«O Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido»


Rev. D. Enric RIBAS i Baciana

(Barcelona, Espanha)

Hoje, Zaqueu sou eu. Esse personagem era rico e chefe dos publicanos; eu tenho mais do que necessito e também muitas vezes atuo como um publicano e esqueço-me de Cristo. Jesus, entre a multidão, procura Zaqueu; hoje, no meio deste mundo, precisamente procura-me a mim: «Desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa»(Lc 19,5).


Zaqueu deseja ver a Jesus; não o conseguirá sem esforçar-se e sobe a árvore. Quisera eu ver tantas vezes a ação de Deus! Mas não sei se estou verdadeiramente disposto a fazer o ridículo obrando como Zaqueu. A disposição do chefe de publicanos de Jericó é necessária para que Jesus possa agir; se não se apressa, pode perder a única oportunidade de ser tocado por Deus e assim, ser salvado. Possívelmente, eu tive muitas ocasiões de encontrar-me com Jesus, e talvez vendo que já era hora de ser corajoso, de sair de casa, de encontrar-me com Ele e de convidá-lo a entrar no meu interior, para que Ele possa dizer também de mim: «Hoje aconteceu a salvação para esta casa, porque também este é um filho de Abraão. Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido» (Lc 19,9-10).


Zaqueu deixa entrar a Jesus na sua casa e no seu coração, ainda que não se sente digno dessa visita. Nele a conversão é total: começa pela renúncia à ambição de riquezas, continua com o propósito de partilhar os seus bens e termina com uma vontade firme de fazer justiça, corrigir os pecados que cometeu. Pode que Jesus me este pedindo algo parecido desde faz tempo, mas eu não quero escutar e faço ouvidos surdos; necessito converter-me.


Dizia São Máximo: «Nada há mais querido e agradável a Deus como a conversão dos homens a Ele com um arrependimento sincero». Que Ele me ajude hoje a fazê-lo realidade.


JESUS E ZAQUEU Lc 19,1-10

HOMILIA

Zaqueu era um homem rico. Mas Jesus despertou algo diferente em Zaqueu, e vemos logo à frente que devido à pouca estatura de Zaqueu ele subiu em uma figueira brava ou seja, uma árvore de sicômoros. Mas como podemos imaginar um homem rico simplesmente subindo numa árvore só para ver alguém? Com tanto dinheiro ele subiria numa árvore só para ver um homem que aglomerava uma multidão onde chegava? Por que tudo isso se ele nem conhecia Jesus?


A diferença é justamente essa, porque ele já ouvira falar de um Cristo que fazia sinais, prodígios e maravilhas. E as maravilhas que ele ouvia a respeito de Cristo eram tão grandes e verdadeiras que fez com que um homem da alta sociedade tivesse uma atitude de criança levada: subir numa árvore.


Mas esse Cristo já conhecia Zaqueu, veja no versículo 5. E, quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu desce depressa, porque, hoje, me convém pousar em tua casa.


Imagine você chegar em um lugar para ver alguém que muitos comentam a respeito e essa pessoa que você nunca viu olha para você e te chama pelo nome. Deve ser algo sem explicação. Aí Zaqueu ficou maravilhado! Agora vamos analisar o versículo 6: E, apressando-se, desceu e recebeu-o com júbilo.


Agora percebe-se um homem com prestígio na sociedade obedecendo a uma ordem (com educação, claro!) e ainda feliz da vida. Resumindo: é assim que acontece quando Cristo quer algo com alguém, ele não olha para classe social, cor, se têm nível fundamental, médio, superior ou se é analfabeto. Porque na verdade Cristo está procurando verdadeiros adoradores que o adorem em Espírito e em verdade!


Não importa a sua condição de vida, se você está até o pescoço no pecado, o que importa mesmo é que existe um homem que chamou a atenção de Zaqueu e que se importa com você. Esse mesmo homem, hoje mesmo, quer mudar a história da sua vida, acabar com essa vida de pecado e te dar uma vida digna! Uma vida em que você tenha orgulho de viver, e que todos vão olhar para você e dizer: Como essa pessoa mudou! E que a sua vida venha ser um espelho para muitos.


Se você quer hoje realmente ser uma pessoa diferente aos olhos humanos, faça como Zaqueu: chame a atenção de Cristo para você! E verás que Ele vai querer pousar em tua casa, mas não só na área de tua casa, mas em toda ela, ou seja, em toda sua vida , pois CRISTO se importa com você.


Decida-se por Cristo enquanto é tempo, busque a Cristo enquanto se pode achar. Que Deus te abençoe e te guarde. Lembre-se: Hoje mesmo Cristo te chama: APOCALIPSE 3:20 Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo.


Pai, faça-me puro de coração, como o Zaqueu convertido, tornando-me desapegado das coisas deste mundo e capaz de dividi-las com os pobres.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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