quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Marcos 3,1-6 - 23.01.2019

Liturgia Diária

DIA 23 – QUARTA-FEIRA   
2ª SEMANA COMUM

(verde – ofício do dia)

Que toda a terra se prostre diante de vós, ó Deus, e cante louvores ao vosso nome, Deus altíssimo! (Sl 65,4)

Sacerdote por excelência, Jesus nos ensina que todo tempo e todo lugar são propícios para a prática do bem.

Evangelho: Marcos 3,1-6

Aleluia, aleluia, aleluia.

Jesus pregava a Boa-Nova, o Reino anunciando, / e curava toda espécie de doenças entre o povo (Mt 4,23). – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 1Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio!” 4E perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram. 5Jesus, então, olhou ao seu redor cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração, e disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. 6Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Marcos 3,1-6
«Em dia de sábado, o que é permitido: fazer o bem ou fazer o mal, salvar uma vida ou matar?»

Rev. D. Joaquim MESEGUER García
(Sant Quirze del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje, Jesus ensina-nos que há de obrar o bem o tempo todo: não há um tempo para fazer o bem e outro para descuidar o amor aos demais. O amor que vem de Deus conduz-nos à Lei suprema que deixou-nos Jesus no novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei» Jesus não derroga nem critica a Lei de Moisés, já que Ele mesmo cumpre seus preceitos e acode à sinagoga o sábado; o que Jesus critica é a interpretação estreita da Lei que fizeram os mestres e os fariseus, uma interpretação que deixa pouco lugar à misericórdia.

Jesus Cristo veio proclamar o Evangelho da salvação, mas seus adversários, longe de deixar-se persuadir, procuram pretextos contra Ele; «Outra vez, Jesus entrou na sinagoga, e lá estava um homem com a mão seca. Eles observavam se o curaria num dia de sábado, a fim de acusá-lo» (Mc 3,1). Ao mesmo tempo que vemos a ação da graça, constatamos a dureza do coração de uns homens orgulhosos que acreditam ter a verdade do seu lado. Experimentaram alegria os fariseus ao ver aquele pobre homem com a saúde restabelecida? Não, pelo contrário, obcecaram-se ainda mais, até o ponto de fazer acordos com o herodianos —seus inimigos naturais— para ver perder a Jesus, curiosa aliança!

Com sua ação, Jesus libera também o sábado das cadeias com as que o tinham amarrado os mestres da Lei e os fariseus e, lhe restituem seu verdadeiro sentido: dia de comunhão entre Deus e o homem, dia de liberação da escravidão, dia da salvação das forças do mal. Santo Agostinho disse: «Quem tem a consciência em paz, está tranquilo e, essa mesma tranquilidade é o sábado do coração». Em Jesus Cristo, o sábado abre-se já o dom do domingo.

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JESUS E O HOMEM DA MÃO ALEIJADA Mc 3,1-6
HOMILIA

Ao mencionar que “outra vez, Jesus entrou na sinagoga”, Marcos relaciona este episódio com o do homem possuído de um espírito impuro, na sinagoga de Cafarnaum. Quando Jesus liberta o homem, os demônios lhe perguntam se ele queria “destruí-los”. Agora, quando Jesus cura o homem da mão seca, são os fariseus e os herodianos que decidem “destruir” Jesus.

Jesus, com sua prática provocadora, mostra que o serviço à vida não pode ser barrado por preceitos legais que atentam contra a própria vida. Uma religião de rígidos preceitos se presta ao favorecimento dos privilégios e do poder de suas elites.

Hoje vemos as maiores potências do mundo, que acumulam poder financeiro e militar, promoverem a guerra, para o que buscam um respaldo religioso. Os povos colocam a sua esperança em uma ética mundial para salvar a humanidade do caos e da destruição. Qualquer ética, seja religiosa ou secular, terá como fundamento o compromisso com a justiça e a fraternidade, levando a ações práticas de promoção da vida para todos.

Um dos grandes feitos de Jesus aconteceu quando Ele estava na sinagoga e encontrou ali um homem que tinha uma de suas mãos atrofiada. O Senhor se encontrava diante de um desafio, não em relação à cura e sim por causa da religiosidade.

A religiosidade deixa profundas marcas de derrota e fracasso. O que aquele homem estava fazendo dentro da sinagoga? A sinagoga era o lugar de adoração. Provavelmente aquele homem estava lá porque fazia parte do grupo. Mas não havia experimentado um milagre em sua vida, porque estava vivendo a religiosidade.

Isto acontece nos dias de hoje. Quantos vivem a religiosidade… Vivem debaixo de um jugo terrível. Aceitam viver a derrota, simplesmente porque ainda não conheceram Aquele que era, que é e que há de vir. A atrofia na mão daquele homem, talvez tenha se agravado com o decorrer dos tempos. Talvez nascera assim. Era um quadro de conformismo. O que eu posso fazer se minha vida não muda? O que posso mais fazer se meu marido não se converte? Hoje Deus vai curar mãos atrofiadas! Hoje o Senhor vai restaurar mãos infrutíferas! Uma mão atrofiada não encontra força para segurar um objeto, operar um equipamento… Satanás quer fazer com que sua mão fique sempre atrofiada para que você nunca consiga agarrar o milagre, mas neste momento levante sua mão para o alto e receba um milagre de cura! Deus vai te curar de todas as suas atrofias espirituais e físicas!

Existem em nosso meio muita gente com suas habilidades atrofiadas, seus talentos enterrados e sem esperança alguma. Mãos paralisadas pela decepção, pelo medo, pela mágoa, pela falta de perdão. Mãos que não mais produzem porque satanás conseguiu convencer que sua mão não prospera. Mas Deus te fala neste momento que em tudo o que você colocar a sua mão o Senhor prosperará! Mãos atrofiadas pertencem a religiosos fariseus que nunca experimentaram o milagre da ressurreição.Hoje Deus vai curar mãos atrofiadas! Aleluia! Hoje Deus vai restaurar!

Aquele homem estava numa posição lateral, porque Jesus o chamou para o meio. Vir para o meio significa abandonar a apostasia, a incredulidade, a indecisão. Vir para o meio significa deixar a religiosidade, as impossibilidades, os dogmas, os preceitos humanos.

Três coisas importantes o Senhor manda fazer antes de curar-nos da atrofia:

LEVANTE-SE, VEM PARA O MEIO E ESTENDE A TUA MÃO

Não existe nenhum registro na Bíblia de que Jesus tivesse curado alguém sem antes mandar que se levantasse. Até a menina de 12 anos que havia morrido, filha do centurião recebeu uma ordem expressa de Jesus: TALITA CUMI (Menina a ti te digo: LEVANTA-TE) Outro episódio: O homem que estava há 38 anos deitado no tanque de Betesda, esperando que alguém pudesse ajudá-lo, ao encontrá-lo Jesus disse: LEVANTA-TE TOMA A TUA CAMA E ANDA!

Você precisa levantar neste momento! Deus não fará nada se você não se levantar. Levante-se agora em nome de Jesus. O teu passado não pode te condenar porque nenhuma condenação há para os que estão em Cristo! A atrofia espiritual vai ser destruída agora porque o Senhor está mandando: LEVANTA-TE.

Uma das coisas que não acompanharam o ministério de Jesus foi à timidez. Quando Jesus estava presente na sinagoga perceba que Ele se encontrava numa posição centralizada. Ele disse ao homem: VEM PARA O MEIO. Vir para o meio implica em você ter que deixar de lado a timidez, o desânimo, à preguiça… O milagre acontece quando você se apresenta diante do Trono! O Senhor está mandando você se levantar e vir para o meio! Aleluia! Saia agora mesmo da marginalidade espiritual e venha para o meio! Não se incomode com o que as pessoas vão dizer. Não perca a benção! Venha para o meio agora em nome de Jesus!

Você precisa mostrar sua deformação pra Jesus. Mostre sua mão atrofiada. Mostre pra Ele tua dor, teu sofrimento. Quando aquele homem estendeu sua mão, aconteceu algo: ELE FOI CURADO! Hoje você vai apresentar ao Senhor suas angústias, suas decepções, as situações de atrofia e o Senhor vai restaurar tua visão. Na restauração você verá que há muito tempo o milagre estava na sua mão. Aleluia. Satanás que te deixou atrofiado faz de tudo para você continuar assim, porque sabe que se você assumir a cura, ele terá que abandonar sua casa, seu marido, sua família… Aleluia, em nome de Jesus estende a tua mão atrofiada e receba a cura HOJE!

Deus quer que sua situação de atrofia seja mudada agora mesmo! Não importa como as pessoas verão isto! Só sei que elas verão.

Neste momento está acontecendo neste lugar uma movimentação de anjos que já entraram aqui com você! Hoje o milagre visitará sua casa, sua família, sua vida, seu casamento, seus filhos, seu trabalho e toda atrofia vai sair em nome de Jesus. Aquele homem que antes estava com a mão atrofiada havia recobrado todas as suas habilidades e isto significa que Ele receberia tudo em dobro, porque uma pessoa com determinada deficiência, precisa se habilitar dentro de suas limitações a fazer coisas, para poderem viver o máximo que puderem independentes. Quero dizer que hoje Deus devolverá suas habilidades, seus dons, seu ministério, sua prosperidade em dobro! Receba agora em nome de Jesus! Não se aflija mais! Levante-se, vem para o meio e estende a tua mão e ela ficará curada por Jesus, o Médico dos médicos!

Fonte https://homilia.cancaonova.com/


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LITURGIA A HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Marcos 2,23-28 - 22.01.2019

Liturgia Diária

DIA 22 – TERÇA-FEIRA   
2ª SEMANA COMUM

(verde – ofício do dia)

Que toda a terra se prostre diante de vós, ó Deus, e cante louvores ao vosso nome, Deus altíssimo! (Sl 65,4)

O Senhor bom e clemente nos alimenta com a Palavra e a Eucaristia. Ao entrar no santuário uma vez por todas, Jesus nos concede a esperança à qual fomos chamados. Agradeçamos a Deus suas obras grandiosas.

Evangelho: Marcos 2,23-28

Aleluia, aleluia, aleluia.

Que o Pai do Senhor Jesus Cristo / vos dê do saber o Espírito, / para que conheçais a esperança / reservada para vós como herança! (Ef 1,17s) – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – 23Jesus estava passando por uns campos de trigo em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. 24Então os fariseus disseram a Jesus: “Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?” 25Jesus lhes disse: “Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? 26Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães”. 27E acrescentou: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. 28Portanto, o Filho do homem é senhor também do sábado”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br


Reflexão - Evangelho: Marcos 2,23-28
«O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado.»

Rev. D. Ignasi FABREGAT i Torrents
(Terrassa, Barcelona, Espanha)

Hoje como ontem, Jesus deve se enfrentar com os fariseus, que deformaram a Lei de Moisés, ficando-se nas pequenices e esquecendo-se do espírito que a informa. Os fariseus, da fato, acusam, os discípulos de Jesus de violar o sábado (cf. Mc 2,24). Segundo sua casuística agoniante, arrancar espigas, equivale a “segar” e trilhar significa “bater": essas tarefas de campo — e uma quarentena mais que poderíamos acrescentar — estavam proibidas no sábado, dia de descanso. Como já sabemos, os pães da oferenda dos que nos fala o Evangelho, eram doze pães que colocavam-se cada semana na mesa do santuário, como homenagem das doze tribos de Israel ao seu Deus e Senhor.

A atitude de Abiatar é a mesma que hoje ensina-nos Jesus: os preceitos da Lei que tem menos importância cedem diante dos maiores; um preceito cerimonial deve ceder diante um preceito de lei natural; o preceito do repouso de sábado não está, então, em cima das elementares necessidades de subsistência. O Concílio Vaticano II, inspirando-se na perícopa que comentamos e, para recalcar que a pessoa que está por cima das questões econômicas e sociais, diz: «A ordem social e seu progressivo desenvolvimento devem subordinar-se em todo momento ao bem da pessoa, porque a ordem das coisas deve submeter-se à ordem das pessoas e, não ao contrário. O mesmo Senhor o advertiu quando disse que o sábado tinha sido feito para o homem e, não o homem para o sábado (cf. Mc 2,24)».

Santo Agostinho disse: «Ama e faz o que queres». O entendemos bem, o ainda a obsessão por aquilo que é secundário afoga o amor que há de pôr em tudo o que fazemos? Trabalhar, perdoar, corrigir, ir a missa os domingos, cuidar os doentes, cumprir os mandamentos..., O fazemos porque devemos ou por amor de Deus? Tomara que essas considerações ajudem-nos a vivificar todas nossas obras com o amor que o Senhor pôs nos nossos corações, precisamente para que possamos lhe amar.

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O MEU PAI TRABALHA TODOS OS DIAS Mc 2,23-28
HOMILIA

O Evangelho de hoje traz algo que nós evitamos aprofundar sobre o assunto: Jesus transgrediu alguma regra? Pois é, Ele se colocou acima da tradicional regra de que o sábado é o dia do descanso. E isso é um fato que precisamos aprofundar hoje… Será que estamos seguindo alguma regra que nos impede de seguir a maior de todas as regras?

A tradicional regra do sábado impunha que ninguém deveria trabalhar neste dia, já que foi o dia escolhido por Deus, desde a criação do mundo, para o descanso. Os judeus levavam isso tão à sério que foram criando regras cada vez mais rígidas para o sábado. Eles instituíram uma distância máxima que era permitido caminhar, proibiram o uso de sandálias que precisassem amarrar as correias, e nem os curandeiros podiam trabalhar, a não ser em caso de risco de morte.

O sábado foi instituído e oferecido ao homem como algo muito precioso, como um bem, um favor divino. Figueiredo traduz: “O sábado foi feito em contemplação do homem”. O sentido evidente é que o sábado foi instituído para o bem estar físico, moral e espiritual das criaturas humanas. O sábado é assim uma instituição a favor do homem, em seu benefício, uma bênção grandiosa. Só uma perversa distorção do texto poderia levar à conclusão de que o sábado deva ser considerado contrário ao homem.

Deus não criou o homem porque Ele tivesse um sábado necessitando ser guardado por alguém. Ao contrário, criara primeiro homem , e depois o sábado para atender-lhe às necessidades de repouso e recreação espiritual. Assim o sábado lhe seria uma bênção e não uma carga. O farisaísmo dos dias de Cristo obscurecera o verdadeiro caráter do sábado. Os rabinos o acumularam de exigências esdrúxulas que o tornaram um fardo quase insuportável. A atitude de Cristo para com o sábado foi a de escoima-lo desses acréscimos, devolvendo-o à prístina pureza. A atitude de Cristo para com Seu santo dia foi de reverência e não de desprezo.

As regras foram ficando tão estapafúrdias que deixaram de lado a razão e o bom senso. Jesus chegou para abalar essas regras que desvirtuavam o sentido original do dia de descanso. “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado.” Com essa frase Ele resume o que a nova lei, que Ele veio instituir, pensa a respeito do “dia de descanso”. O sábado não está acima do nosso dever maior que consiste em fazer o bem às pessoas da mesma forma que nós gostaríamos que elas nos fizessem bem. E nessa frase você pode trocar o “fazer o bem” por amar, perdoar, acolher, ajudar, compreender, sorrir, entender, porque essas são as atitudes de quem na verdade imita e segue o Mestre do Amor que Jesus. Pois se vos amardes uns aos outros o mundo vos reconhecerá que sois meus discípulos. E São João nos diz que Deus é amor, quem ama permanece em Deus.

Pensemos então nas regras que aprendemos a seguir sem pensar, e lembremo-nos que nenhuma delas está acima da maior de todas: a Regra do Amor. E o amor não tem dia nem hora. Todos os dias e horas são propícios para a prática do amor. Não podemos ter alguma dívida contra o próximo a não ser a dívida do amor.

Portanto, o amor é o caminho que abre a prática da liberdade em relação às restrições legais religiosas que ofusca a vida do povo. Ele é o caminho da vida, na contramão da ordem do poder opressor e desumano.

Como cristãos somos chamados a abrir caminhos que para, pelo e por amor rompam as cercas levantadas pelo sistema do poder, que gera ódio, vingança, injustiças, fome e morte de todos os homens e mulheres. E nesta luta não temos dia nem horas. O nosso Guia nos disse: Meu Pai trabalha todos os dias e eu também trabalho. Assim, sendo, não temos que procurar descanso, a não saber que fazemos a santa vontade de Deus.

Senhor Jesus ensinai-me a ser generoso, a servir-Vos como Vós o mereceis. A dar-me sem medias, a combater se cuidar das feridas. A trabalhar sem procurar descanso. A gastar-me sem esperar outra recompensa. Senão saber que faço a vossa vontade santa. Amén!

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LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Marcos 2,18-22 - 21.01.2019

Liturgia Diária

DIA 21 – SEGUNDA-FEIRA   
SANTA INÊS

VIRGEM E MÁRTIR

(vermelho – ofício da memória)

Eis uma verdadeira testemunha, que derramou seu sangue pelo Cristo. Não temeu as ameaças dos juízes e conquistou o reino do céu.

Inês, que viveu em Roma, no século 4º, é exemplo de adolescente convicta dos valores cristãos. Desde cedo decidiu consagrar a vida a Deus, rejeitando os pretendentes mesmo diante de promessas e presentes. Martirizada aos 13 anos, tem seu nome lembrado no Cânon Romano. Celebrando a memória desta mártir, rezemos por todos os cristãos perseguidos.

Evangelho: Marcos 2,18-22

Aleluia, aleluia, aleluia.

A Palavra do Senhor é viva e eficaz: / ela julga os pensamentos e as intenções do coração (Hb 4,12). – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 18os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam e os teus discípulos não jejuam?” 19Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar. 21Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha, porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22Ninguém põe vinho novo em odres velhos, porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Marcos 2,18-22
«Acaso os convidados podem jejuar enquanto o noivo está com eles?»

Rev. D. Joaquim VILLANUEVA i Poll
(Barcelona, Espanha)

Hoje, vemos como os judeus, além do jejum prescrito para o Dia da Expiação (cf. Lev 16,29-34), observavam muitos outros jejuns, tanto públicos como privados. Eram expressão de dor, de penitência, de purificação, de preparação para uma festa ou uma missão, de pedido a Deus de uma graça, etc. Os judeus piedosos consideravam o jejum como um ato próprio da virtude da religião e algo muito grato a Deus: aquele que jejua dirige-se a Deus em atitude de humildade, pede-lhe perdão, privando-se de algo que, causando-lhe satisfação, o iria afastar dele.

O fato de Jesus não incutir esta prática nos seus discípulos e naqueles que O escutavam, surpreende os discípulos de João e os fariseus. Pensam que se trata de uma omissão importante nos Seus ensinamentos. E Jesus dá-lhes uma razão fundamental: « Podem por acaso os convidados do casamento jejuar enquanto o noivo está com eles?» (Mc 2,19). Segundo a interpretação dos profetas de Israel, o esposo é o próprio Deus, e é manifestação do amor de Deus pelos homens (Israel é a esposa, nem sempre fiel, objeto do amor fiel do esposo, Yahvéh). Ou seja, Jesus equipara-se a Yahvéh. Declara aqui a sua divindade: chama aos seus amigos «os amigos do esposo», os que estão com Ele, e então não precisam de jejuar porque não estão separados dele.

A Igreja permaneceu fiel a este ensinamento que, vindo dos profetas e sendo até uma prática natural e espontânea em muitas religiões, é confirmado por Jesus Cristo, que lhe dá um sentido novo: jejua no deserto como preparação para a Sua vida pública, diz-nos que a oração se fortalece com o jejum, etc.

Entre aqueles que escutavam o Senhor, a maioria seria constituída por pobres, que saberiam de remendos em roupas; haveria vindimadores que saberiam o que acontece quando o vinho novo se deita em odres velhos. Jesus recorda-lhes que têm de receber a Sua mensagem com espírito novo, que rompa o conformismo e a rotina das almas envelhecidas, que o que Ele propõe não é mais uma interpretação da Lei, mas uma vida nova.

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JESUS E O JEJUM Mc 2,18-22
HOMILIA

Nesta narrativa de Marcos, o destaque é a questão do jejum, uma das principais observâncias religiosas dos fariseus, que é mencionado seis vezes neste texto. Jesus, com seus discípulos, infringia esta prescrição legal, bem como a observância do sábado, conforme os evangelhos registram com freqüência. Em vez de aderir à tradicional doutrina da Lei que com seus preceitos oprimia e excluída o povo pobre e humilde, Jesus vem para libertá-los de todo jugo, civil ou religioso, e comunicar-lhes esperança, felicidade e vida.

O texto de hoje relata a terceira duma série de controvérsias com vários grupos judaicos, iniciada em Mc 2,1. Talvez surpreendentemente, a discussão de hoje se deu não somente com os fariseus, mas com os discípulos de João Batista. Marcos fala disso porque os discípulos de João formavam uma comunidade que sobreviveu à morte do Batista, sem dúvida até o segundo século da nossa era (cf. Jo 3,25). O motivo foi porque os discípulos de Jesus não davam grande importância ao jejum – uma prática que, ao lado da oração e da esmola era muita cara às tradições religiosas dos judeus. Alias, práticas também que continuavam – e continuam – a ter muito sentido para os cristãos de então, e de hoje, se bem com ênfases e expressões diferentes. O Sermão da Montanha, no sexto capítulo de Mateus (Mt 6,1-18), nos dá as orientações de Jesus sobre essas práticas, para evitar que caiam no formalismo e no vazio de serem somente práticas externas que não tocam no coração da pessoa humana. Atualmente na Sexta-feira Santa por exemplo, lotam-se os restaurantes de Curitiba para comer bacalhau caríssimo, uma vez que comer um bifezinho é proibido! E assim se cumpre a lei na letra mas não no espírito.

Mas no trecho de hoje, Jesus não se concentra sobre o jejum como tal, mas sobre o simbolismo de jejuar ou não no contexto das bodas, ou casamento. A imagem de banquete de casamento tinha conotações messiânicas e a referência a Jesus como o noivo tem esse sentido. Com a vinda de Jesus , chegou a hora do casamento, ou seja dum novo relacionamento entre Deus e as pessoas. Mas também neste texto, bem no meio das controvérsias, se faz uma alusão clara à Cruz, ao destino de Jesus, pois “vão chegar dias em que o noivo será tirado do meio deles. Nesse dia, eles vão jejuar”. A fidelidade à vontade do Pai, na pregação da novidade da chegada do Reino de Deus, levará inevitavelmente à morte, pois o velho sistema politico-religioso é incapaz de adaptar-se à grande novidade da Boa Noticia trazida por Jesus.

Por isso, Marcos termina o texto colocando duas frases sobre a relação entre o velho e o novo – o pano remendado e os barris de vinho. A Boa Noticia, com as suas conseqüências sociais e religiosas, é como um pano novo que não pode remendar roupas velhas, e como barril novo que preserva vinho novo. Para acolher Jesus e o seu projeto, é necessário acabar com estruturas arcaicas de dominação e de discriminação. Quem procurar salvaguardar esquemas antiquados e injustos não vai conseguir vivenciar a Boa Noticia. Jesus veio exigir mudança radical, tanto no nível individual como social. Não veio “remendar” mas trazer algo novo – um novo relacionamento entre as pessoas, com Deus, consigo mesmos e com a criação.

A presença de Jesus entre seus discípulos e no mundo é motivo de alegria. É o próprio Deus da vida e do amor presente entre nós, dispensando as práticas cultuais que são feitas em busca de um deus oculto e distante.

Com as sentenças sobre remendo novo em roupa velha e vinho novo em odres velhos fica afirmada a novidade do movimento de Jesus, que se diferencia fundamentalmente da antiga prática religiosa legalista.

O desafio continua hoje – como é tentadora “remendar”- somente fazer algumas mudanças que não atingem o cerne das estruturas de exploração, nem a sua raiz na nossa própria pecaminosidade. Por isso, a sociedade hegemônica, taxando-se muitas vezes de “cristã”, sempre procura cooptar o Evangelho e a Igreja, para que não tenha que mudar. Quando a cooptação e o suborno sutil não funcionam, parte para a perseguição – por isso Marcos desde já aponta para a Cruz. A sociedade moderna, com a sua grande arma nos Meios de Comunicação Social, continua essa cooptação, disseminando uma religião “água com açúcar” de “panos quentes”, dando espaço para movimentos religiosos intimistas e alienantes, enquanto cala a voz dos profetas, ignorando-os ou até matando-os, como o sangue dos mártires da América Latina muito bem testemunha. O Evangelho de hoje nos desafia para que façamos as mudanças radicais necessárias para acolher a Boa-Nova, para sermos contraculturais, com Jesus . “Vinho novo deve ser colocado em odres novos” que são os nossos corações.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/


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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 2,1-11 - 20.01.2019

Liturgia Diária

DIA 20 – DOMINGO   
2º DO TEMPO COMUM

(verde, glória, creio – 2ª semana do saltério)

Que toda a terra se prostre diante de vós, ó Deus, e cante louvores ao vosso nome, Deus altíssimo! (Sl 65,4)
Reunidos pelo Espírito, somos convidados a tomar parte no banquete festivo da Eucaristia, celebrando o primeiro sinal realizado por Jesus nas bodas de Caná. Cada um de nós com seu dom, ouçamos a voz de Maria, que, sempre atenta e serviçal, nos convida constantemente: Fazei tudo o que Jesus vos disser.

Evangelho: João 2,1-11

Aleluia, aleluia, aleluia.

O Senhor Deus nos chamou, por meio do evangelho, / a fim de alcançarmos a glória de Cristo (2Ts 2,14). – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 1houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. 2Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. 4Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isso a mim? Minha hora ainda não chegou”. 5Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”. 6Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas, cabiam mais ou menos cem litros. 7Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. 8Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. 9O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. 10O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!” 11Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 2,1-11
«A mãe de Jesus estava lá. Também Jesus e seus discípulos foram convidados para o casamento»

Rev. D. Enric PRAT i Jordana
(Sort, Lleida, Espanha)

Hoje, contemplamos os efeitos salutares da presença de Jesus e de Maria, Sua Mãe, no centro dos acontecimentos humanos, como no episódio que nos ocupa: «Naquele tempo, houve um casamento em Caná da Galiléia, e a mãe de Jesus estava lá. Também Jesus e seus discípulos foram convidados para o casamento» (Jo 2,1-2).

Jesus e Maria, com intensidade diferente, tornam Deus presente em qualquer lugar onde estejam e, onde está Deus, aí há amor, graça e milagre. Deus é o bem, a verdade, a beleza, a abundância. Quando o sol difunde os seus raios no horizonte, a terra ilumina-se e recebe calor, e toda a vida trabalha para produzir os seus frutos. Quando deixamos que Deus se aproxime, o bem, a paz e a felicidade crescem manifestamente nos corações, até então talvez frios ou adormecidos.

A mediação escolhida por Deus para se fazer presente no meio dos homens e se comunicar profundamente com eles, é Jesus Cristo. A obra de Deus chega ao coração do mundo através da humanidade de Jesus e, depois, através da presença de Maria. Os noivos de Caná pouco sabiam sobre aqueles convidados para a sua boda. O convite correspondia provavelmente a alguma relação de amizade ou parentesco. Naquela altura, Jesus ainda não tinha feito nenhum milagre e desconhecia-se a sua importância.

Aceitou o convite porque é a favor das relações humanas importantes e sinceras e se sentiu atraído pela honestidade e boa disposição daquela família. Por isso, estava presente naquela celebração familiar. «Este início dos sinais, Jesus o realizou em Caná da Galiléia» Jo 2,11) e ali o Messias «abriu o coração dos discípulos à fé graças à intervenção de Maria, a primeira crente» (João Paulo II).

Aproximemo-nos também da humanidade de Jesus, tratando de conhecer e amar, mais e de modo progressivo, a Sua trajetória humana, escutando a Sua palavra, crescendo em fé e confiança, até ver nele o rosto do Pai.

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EM CANÁ MARIA INICIA O CAMINHO DA FÉ DA IGREJA Jo 2,1-11
HOMILIA

Ao narrar a presença de Maria na vida pública de Jesus, João nos recorda a sua participação em Caná, por ocasião do primeiro milagre: “Nas bodas de Caná, movida de compaixão, levou Jesus Messias a dar início aos Seus milagres“. João salienta neste Evangelho de hoje o papel discreto e, ao mesmo tempo, eficaz da Mãe que, com a sua palavra, leva o filho ao “primeiro sinal“. Ela, embora exerça uma influência discreta e materna, com a sua presença resulta, no final, algo determinante. A iniciativa da Virgem aparece ainda mais surpreendente se considerarmos a condição de inferioridade da mulher na sociedade judaica.

Em Caná, com efeito, Jesus não só reconhece a dignidade e o papel do gênero feminino mas, acolhendo a intervenção de Sua Mãe, oferece-lhe a possibilidade de ser partícipe na obra da salvação. Não contraria com esta intenção de Jesus o apelativo “Mulher“, com o qual Ele se dirige a Maria. Ele, de fato, não contém em si nenhuma conotação negativa e será de novo usado por Jesus em relação à Mãe, aos pés da Cruz (cf. Jo. 19, 26). Segundo alguns intérpretes, este título “mulher” apresenta Maria como a nova Eva, Mãe de todos os crentes na fé.

O evangelista usa a expressão “movida de compaixão“, deixando entender que Maria era inspirada pelo seu coração misericordioso. Tendo notado a eventualidade da tristeza dos esposos e dos convidados pela falta de vinho, a Virgem compadecida sugere a Jesus que intervenha com o seu poder salvador. A alguns o pedido de Maria parece desproporcionado, porque subordina a um ato de piedade o início dos milagres do Messias. À dificuldade respondeu Jesus mesmo que, com o seu assentimento à solicitação materna, demonstra a superabundância com que o Senhor responde as expectativas humanas, manifestando também quanto pode o amor de uma Mãe.

A expressão “dar início aos milagres” chama a nossa atenção. O termo início, princípio, foi usado por João no prólogo do seu Evangelho: “No principio já existia o Verbo” (1, 1). Esta coincidência induz a estabelecer um paralelo entre a primeira origem da glória de Cristo na eternidade e a primeira manifestação da mesma glória na sua missão terrena. Ressaltando a iniciativa de Maria no primeiro milagre e recordando depois a sua presença no Calvário, aos pés da Cruz, o evangelista ajuda a compreender como a cooperação de Maria se estende à inteira obra de Cristo.

O pedido da Virgem coloca-se no interior do desígnio divino de salvação. No primeiro sinal operado por Jesus os Padres da Igreja divisaram uma forte dimensão simbólica, acolhendo, na transformação da água em vinho, o anúncio da passagem da antiga à nova Aliança. Em Caná precisamente a água das jarras, destinada à purificação dos Judeus e ao cumprimento das prescrições legais (cf. Mc. 7, 1-15), torna-se o vinho novo do banquete nupcial, símbolo da união definitiva entre Deus e a humanidade.

O contexto de um banquete de núpcias, escolhido por Jesus para o Seu primeiro milagre, remete ao simbolismo matrimonial, freqüente no Antigo Testamento para indicar a Aliança entre Deus e o Seu povo e no Novo Testamento para significar a união de Cristo com a Igreja.

A presença de Jesus em Caná manifesta, além disso, o projeto salvífico de Deus a respeito do matrimônio. Nessa perspectiva, a falta de vinho pode ser interpretada como alusiva à falta de amor, que infelizmente, não raro, ameaça a união esponsal. Maria pede a Jesus que intervenha em favor de todos os esposos, que só um amor fundado em Deus pode libertar dos perigos da infidelidade, da incompreensão e das divisões.

A graça do Sacramento oferece aos esposos esta força superior de amor, que pode corroborar o empenho da fidelidade também nas circunstâncias difíceis. Segundo a interpretação dos autores cristãos, o milagre de Caná contém, além disso, um profundo significado eucarístico. Realizando-o na proximidade da solenidade da Páscoa judaica, Jesus manifesta, como na multiplicação dos pães, a intenção de preparar o verdadeiro banquete pascal, a Eucaristia. Esse desejo, nas bodas de Caná, parece sublinhado ainda mais pela presença do vinho, que alude ao sangue da Nova aliança, e pelo contexto de um banquete. Desse modo Maria, depois de ter estado na origem da presença de Jesus na festa, obtém o milagre do vinho novo, que prefigura a Eucaristia, sinal supremo da presença do seu Filho ressuscitado entre os discípulos.

No final da narração do primeiro milagre de Jesus, que se tornou possível pela fé sólida da Mãe do Senhor no seu divino Filho, o evangelista João conclui: “Os Seus discípulos acreditaram n’Ele“. Em Caná Maria inicia o caminho da fé da Igreja, precedendo os discípulos e orientando para Cristo a atenção dos servos. A sua perseverante intercessão encoraja, além disso, aqueles que às vezes se encontram diante da experiência do “silêncio de Deus”. Eles são convidados a esperar para além de toda a esperança, confiando sempre na bondade do Senhor.

Fonte https://homilia.cancaonova.com


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LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Marcos 2,13-17 - 19.01.2019

Liturgia Diária

DIA 19 – SÁBADO   
1ª SEMANA COMUM*

(verde – ofício do dia)

Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.
Sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, Jesus foi enviado para os pecadores. Ele nos liberte de todo preconceito e nos torne anunciadores do seu amor e do seu perdão.

Evangelho: Marcos 2,13-17

Aleluia, aleluia, aleluia.

O Espírito do Senhor repousa sobre mim / e enviou-me a anunciar aos pobres o evangelho (Lc 4,18). – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 13Jesus saiu de novo para a beira do mar. Toda a multidão ia ao seu encontro, e Jesus os ensinava. 14Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos e disse-lhe: “Segue-me!” Levi se levantou e o seguiu. 15E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram muitos os que o seguiam. 16Alguns doutores da lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos. Então eles perguntaram aos discípulos: “Por que ele come com os cobradores de impostos e pecadores?” 17Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: “Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Marcos 2,13-17
«Não é a justos que vim chamar, mas a pecadores»

Rev. D. Joaquim MONRÓS i Guitart
(Tarragona, Espanha)

Hoje, na cena que nos relata São Marcos, vemos como Jesus ensinava e como todos vinham para O escutar. A fome de doutrina é patente, então e também agora, porque a ignorância é o pior inimigo. Tanto assim é, que se tornou clássica a expressão: «Deixarão de odiar, quando deixarem de ignorar».

Passando por ali, Jesus viu Levi, filho de Alfeu, sentado na banca de cobrança dos impostos e, ao dizer-lhe «segue-me», deixando tudo, foi com Ele. Com esta prontidão e generosidade ele fez o grande “negócio”. Não somente o “negócio do século”, mas também o da eternidade.

Devemos pensar há quanto tempo acabou o negócio de recolha de impostos para os romanos e, pelo contrário, Mateus — hoje mais conhecido pelo seu novo nome do que por Levi — não deixa de acumular benefícios com os seus escritos, ao ser uma das doze colunas da Igreja. É o que acontece quando se segue o Senhor com prontidão. Ele disse-lhe: «E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna» (Mt 19,29).

Jesus aceitou o banquete que Mateus lhe ofereceu em sua casa, junto com os outros cobradores de impostos e pecadores, e com os seus apóstolos. Os fariseus —como espectadores dos trabalhos dos outros— comentam aos discípulos que o seu Mestre come com pessoas que eles têm catalogadas como pecadores. O Senhor ouve-os e sai em defesa do seu modo habitual de agir com as almas: «Não é a justos que vim chamar, mas a pecadores» (Mc 2,17). Toda a Humanidade necessita do Médico divino. Todos somos pecadores e, como dirá S. Paulo, «todos pecaram e estão privados da glória de Deus» (Rom 3,23).

Respondamos com a mesma prontidão com que Maria sempre respondeu à sua vocação de co-redentora.

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JESUS SE SOLIDARIZA COM OS EXCLUÍDOS Mc 2,13-17
HOMILIA

Para os fariseus, era absolutamente escandaloso manter contatos com um pecador notório como Levi. Na época, um cobrador de impostos não podia fazer parte da comunidade farisaica; não podia ser juiz, nem prestar testemunho em tribunal, sendo, para efeitos judiciais, equiparado a um escravo; estava também privado de certos direitos cívicos, políticos e religiosos. Jesus vai demonstrar, àqueles que o criticam, que a lógica dos fariseus (criadora de exclusão e de marginalidade) está em oposição à lógica de Deus.

Os relatos evangélicos põem, com freqüência, Jesus em contacto com gente reprovável, com aqueles apontados pela sociedade como os cobradores de impostos e também com as mulheres de má vida. É impossível que os discípulos tenham inventado isto, porque ninguém da comunidade cristã primitiva estaria interessado em atribuir a Jesus um comportamento “politicamente incorreto”, se isso não correspondesse à realidade histórica. Não há dúvida de que Jesus “deu-se” com gente duvidosa, com pessoas a quem os “justos” preferiam evitar, com pessoas que eram anatematizadas e marginalizadas por causa dos seus comportamentos escandalosos, atentatórios da moral pública.

Certamente não foram os discípulos a inventar para Jesus o injurioso apelativo de “comilão e bêbedo, amigo de publicanos e de pecadores” (Mt 11,19; 15,1-2).

Tendo já chamado os quatro primeiros discípulos, Jesus agora encontra o coletor de impostos Levi. Por sua função, ele era um marginalizado pela sociedade religiosa judaica. Jesus não se volta para os marginalizados apenas para aliviá-los de seus sofrimentos e lhes restituir a dignidade, Ele os inclui também na colaboração de seu ministério, chamando alguns dentre eles como seus discípulos mais próximos. Sentando-se à mesa com os amigos de Levi, também marginalizados, Jesus afirma seu propósito de solidarizar-se com os excluídos e os pobres, causando escândalo entre os chefes religiosos do judaísmo.

Na perspectiva deste texto, Jesus é o amor de Deus que se faz pessoa e que vem ao encontro dos homens – de todos os homens – para os libertar da sua miséria e para lhes apresentar essa realidade de vida nova que é o projeto do “Reino”. A solicitude de Jesus para com os pecadores mostra-lhes que Deus não os rejeita, mas os ama e convida-os a fazer parte da sua família e a integrar a comunidade do “Reino”. É que o projeto de salvação de Deus não é um condomínio fechado, com seguranças fardados para evitar a entrada de indesejáveis; mas é uma proposta universal, onde todos os homens e mulheres têm lugar, porque todos – maus e bons – são filhos queridos e amados do Deus Pai. A lógica de Deus é sempre dominada pelo amor.

A “parábola da ovelha perdida” pretende, precisamente, dar conta desta realidade. A atitude desproporcionada de “deixar as noventa e nove ovelhas no deserto para ir ao encontro da que estava perdida” sublinha a imensa preocupação de Deus por cada homem que se afasta da comunidade da salvação e o “inqualificável” amor de Deus por todos os homens que necessitam de libertação. O “pôr a ovelha aos ombros” significa o cuidado e a solicitude de Deus, que trata com amor e com cuidados de Pai os filhos feridos e magoados; a alegria desmesurada do “pastor” significa a felicidade imensa de Deus sempre que o homem reentra no caminho da felicidade e da vida plena.

Jesus anuncia, aqui, a salvação de Deus oferecida aos pecadores, não porque estes se tornaram dignos dela mediante as suas boas obras, mas porque o próprio Deus se solidariza com os excluídos e marginalizados e lhes oferece a salvação. Encontramos aqui o cumprimento da profecia de Ezequiel que nos foi apresentada na primeira leitura. Deus vai assumir-se, através de Jesus, como o Bom Pastor que cuidará com amor de todas as ovelhas e de forma especial das desencaminhadas e perdidas.

O que está em causa na leitura que nos é proposta é a apresentação do imenso amor de Deus. Ele ama de forma desmesurada cada mulher e cada homem. É esta a primeira coisa que nos deve “tocar” nesta celebração. Deus é misericórdia. Interiorizamos suficientemente esta certeza, deixamos que ela marque a nossa vida e condicione as nossas opções?

O amor de Deus dirige-se, de forma especial, aos pequenos, aos marginalizados e necessitados de salvação. Os pobres e débeis que encontramos nas ruas das nossas cidades ou à porta das igrejas das nossas paróquias, encontram nos “profetas do amor” a solicitude maternal e paternal de Deus? Apesar do imenso trabalho, do cansaço, do “stress”, dos problemas que nos incomodam, somos capazes de “perder” tempo com os pequenos, de ter disponibilidade para acolher e escutar, de “gastar” um sorriso com esses excluídos, oprimidos, sofredores, que encontramos todos os dias e para os quais temos a responsabilidade de tornar real o amor de Deus?

Tornar o amor de Deus uma realidade viva no mundo significa lutar objetivamente contra tudo o que gera ódio, injustiça, opressão, mentira, sofrimento. Inquieto-me, realmente, frente a tudo aquilo que torna feio o mundo? Pactuo, com o meu silêncio, indiferença, cumplicidade com os sistemas que geram injustiça, ou esforço-me ativamente por destruir tudo o que é uma negação do amor de Deus?

As nossas comunidades são espaços de acolhimento e de hospitalidade, oásis do amor de Deus, não só para parentes e amigos, mas também para os pobres, os marginalizados, os sofredores que buscam em nós um sinal de amor, de ternura e de esperança?

Fonte https://homilia.cancaonova.com


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LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Marcos 2,1-12 - 18.01.2019

Liturgia Diária

DIA 18 – SEXTA-FEIRA   
1ª SEMANA COMUM

(verde – ofício do dia)

Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.
A fé é condição fundamental para que Deus realize grandes obras em nosso favor. O Senhor nos conceda uma fé viva e operante, que nos leve a ajudar os irmãos e irmãs, especialmente os necessitados.

Evangelho: Marcos 2,1-12

Aleluia, aleluia, aleluia.

Um grande profeta surgiu entre nós, / e Deus visitou o seu povo, aleluia (Lc 7,16). – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – 1Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 2E reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra. 3Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. 5Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. 6Ora, alguns mestres da lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 7“Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus”. 8Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu íntimo e disse: “Por que pensais assim em vossos corações? 9O que é mais fácil, dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou dizer: ‘Levanta-te, pega a tua cama e anda’? 10Pois bem, para que saibais que o Filho do homem tem, na terra, poder de perdoar pecados – disse ele ao paralítico –, 11eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama e vai para tua casa!” 12O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: “Nunca vimos uma coisa assim”. – Palavra da salvação.

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Reflexão - Evangelho: Marcos 2,1-12
«Filho, os teus pecados são perdoados(...)Levanta-te, pega a tua maca e anda»

Rev. D. Joan Carles MONTSERRAT i Pulido
(Cerdanyola del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje, vemos novamente Jesus rodeado de uma multidão: «Ajuntou-se tanta gente que já não havia mais lugar, nem mesmo à porta» (Mc 2,2). O Seu coração abre-se perante as necessidades dos outros e faz-lhes todo o bem possível: perdoa, ensina e cura ao mesmo tempo. Dá-lhes certamente ajuda a nível material (no caso de hoje, fá-lo curando-o de uma paralisia), mas — no fundo— procura o melhor e o primeiro para cada um de nós: o bem da alma.

Jesus Salvador quer deixar-nos uma esperança certa de salvação: Ele é capaz até de perdoar os pecados e de se compadecer da nossa debilidade moral. Antes de mais, diz taxativamente: «Filho, os teus pecados são perdoados» (Mc 2,5). Depois, contemplamo-lo associando o perdão dos pecados —que dispensa generosa e incansavelmente— a um milagre extraordinário, “palpável” aos nossos olhos físicos. Como uma espécie de garantia externa, para nos abrir os olhos da fé, depois de declarar o perdão dos pecados do paralítico, cura-o da paralisia: «Eu te digo: levanta-te, pega a tua maca, e vai para casa! O paralítico se levantou e, à vista de todos, saiu carregando a maca» (Mc 2,11-12).

Podemos reviver frequentemente este milagre na Confissão. Nas palavras da absolvição que o ministro de Deus pronuncia («Eu te absolvo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo») Jesus oferece-nos novamente — de maneira discreta—a garantia externa do perdão dos nossos pecados, garantia equivalente à cura espetacular que realizou com o paralítico de Cafarnaúm.

Começamos agora um novo tempo comum. E recorda-se a nós, os crentes a necessidade urgente que temos de um encontro sincero e pessoal com Jesus misericordioso. Neste tempo, Ele convida-nos a não fazer “descontos”, a não descuidar o perdão necessário que Ele nos oferece no Seu seio, na Igreja.

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A FÉ QUE SUPERA TUDO Mc 2,1-12
HOMILIA

O centro da cura hoje é novamente a cidade de Cafarnaum e dentro de uma casa, lar, lugar de paz, de alegria, de harmonia, de conforto, de partilha, de misericórdia, de diálogo, de comunhão, de perdão, de amor e de vida! E Jesus sabendo a multidão estava precisando do acima referido, dirige-se voluntariamente para aí, começa diante de tudo e de todos, a anunciar os valores que estão por debaixo do conceito casa, ou seja, lar que também pode significar família. Alias, eles são o conteúdo da Sua mensagem salvífica. E porque a Sua palavra cura, transforma, constroe, edifica, liberta, reconcilia, e salva, muita gente se reúne à Sua volta.

Feliz ou infelizmente o público é diversificado. Existem aqueles que acorrem para Ele como meros telespectadores, vão para se divertir, passar tempo; uns, que vão por curiosidade; outros que vão por que seguem o movimento dos demais; alguns que o procuram para encontrarem motivos para o acusarem de blasfemo, e o entregarem à morte; Porém existem também os que preocupados com o bem estar de todos, com a saúde, com a situação injusta e sobretudo com a presença do pecado que provoca a morte espiritual e com a alma o corpo, procuram e vêem em Jesus a solução de todos os seus problemas e como se não bastasse aquele que pode perdoar os pecados dos homens e não só, Ele é o Salvador do mundo.

Independente dos motivos, Jesus simplesmente os recebe, com Sua humildade e simplicidade esmagadoras, e revela-lhes as realidades do Reino de Deus. O que é o Reino de Deus para Jesus senão o momento onde todos são incluídos, com suas diferenças, em um só rebanho! Onde todos são filhos do mesmo pai e da mesma mãe! Jesus fala de um Reino onde não há grandes e pequenos. Onde não há sábios e ignorantes! Onde todos ensinam e todos aprendem! Onde o diálogo é possível! O a razão fala mais do que a força! Onde todos são um só n’Ele e por Ele todos chegam a saborear da beleza da vida!

É neste ambiente em que aprecem os amigos do miserável paralítico. Seus amigos, que pelo simples fato de serem amigos de um doente já mostravam que não se viam melhores ou piores que o pobre paralítico. Dentre tantos obstáculos do seu dia-a-dia se deparam com maior do que poderiam imaginar. Uma enorme multidão a ponto de não terem espaço para fazerem chegar o paralítico diante de Jesus. Apenas o levaram movidos por essa fé. E é graças a ela e só por ela. Eles conseguiram encontrar uma solução para a doença do seu amigo. A fé supera tudo. A fé em Jesus faz da pessoa mais do que vencedora. Pois como vimos, não obstante a casa cheia e por isso o paralítico não podia entrar, eles perseverantes, confiantes e esperançosos lutaram até ao fim. E o fim foi encontrar um furo e por ele fazê-lo descer.

Graças a ousadia daqueles homens onde não havia lugar para os excluídos se tornou o lugar da cura e da libertação de todos os pecados. É assim que Deus vem ao encontro dos que n’Ele esperam e confiam! Os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mudos falam, os coxos andam, a boa nova é anunciada aos pobres. Quer dizer os céus se abrem para acolher todos aqueles que renunciando a vida do pecado se entregam à Deus.

É fundamental nesta luta não desistir! Lutar até ao fim. Como aqueles amigos do paralítico, que acreditavam que Jesus era diferente, porque a mensagem d’Ele era diferente da dos demais mestres da lei e fariseus, e portanto aquele “pobre paralítico” tinha que ouvi-la.

Convido-te meu irmão e minha irmã: Então vamos fazer o impossível para que os doentes da nossa família, da nossa casa, da nossa sociedade e do nosso País e do nosso mundo ouçam a esse Jesus de cuja mensagem é a Boa Nova da Salvação. Corramos o risco. Visto que a única saída para que os nossos sejam atendidos é o buraco do teto. Vamos e subamos esse Jesus é inigualável. Essa é a atitude de fé de quem entende que Jesus é único, inigualável este é um momento único na tua e na minha vida e principalmente na vida do meu e do teu paralítico.

Saiba que, fé que faz com que Jesus se admire não é a fé no milagre da cura, mas a fé no milagre do Reino, a fé no milagre de que, no Reino, eu posso me aproximar com ousadia na presença de Deus sem intermediários. A fé que causa espanto em Cristo é a fé daqueles que entendem que a mensagem do Reino é inigualável, e quebra com todas as barreiras que separam. A fé que move a mão de Jesus é a fé de que no Reino todos, somos realmente o próximo do outro. E, portanto nos preocupamos uns com os outros. E ao nos preocuparmos com bem estar dos outros, também Cristo nos dá o necessário. Pois é dando que se recebe, é amando que se é amado, é perdoando que se é perdoando, é morrendo que se ressuscita para a vida eterna, nos ensina São Francisco de Assis.

Por mais que naquele momento eles desejassem ver o amigo deles curado, a fé deles já os havia curado, pois eles entenderam a importância da mensagem do Reino.

Nessas condições não há mais pecados, os pecados foram perdoados, e somente aquele paralítico podia entender a profundidade daquela afirmação de Jesus em sua vida. Se ele entendeu que em Jesus nada mais o separava de Deus, então ele foi alvo ali do perdão de Deus, pois ninguém se aproxima com tamanha fé diante de Deus se antes o próprio Deus não o tivesse perdoado.

Fazer o paralítico andar foi um sinal não para o paralítico, mas para mim e para ti quando que ainda não enxergamos a realidade do Reino. A cura física do paralítico é a representação terrena, carnal, física, daquilo que Deus, através da Sua Palavra pode fazer em mim e em ti todas as vezes que abrindo o coração a acolhemos com fé, esperança e confiança.

Fonte https://homilia.cancaonova.com


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LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Marcos 1,40-45 - 17.01.2019

Liturgia Diária

DIA 17 – QUINTA-FEIRA   
SANTO ANTÃO
PAI DA VIDA MONACAL

(branco – ofício da memória)

O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro do Líbano, plantado na casa do Senhor, nos átrios de nosso Deus (Sl 91,13s).
Fazemos memória de santo Antão, nascido no Egito no ano 250 e falecido em 356. Em torno da mesa da Palavra e da Eucaristia, a inspiração deste santo monge, que foi incansável servidor de Cristo e de seu Reino, nos sirva de impulso ao serviço dos pobres e no caminho da perfeição rumo ao Reino definitivo.

Evangelho: Marcos 1,40-45

Aleluia, aleluia, aleluia.

Jesus pregava a Boa-Nova, o Reino anunciando, / e curava toda espécie de doenças entre o povo (Mt 4,23). – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 40um leproso chegou perto de Jesus e, de joelhos, pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”. 41Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero, fica curado!” 42No mesmo instante, a lepra desapareceu e ele ficou curado. 43Então Jesus o mandou logo embora, 44falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” 45Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo. – Palavra da salvação.

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Reflexão - Evangelho: Marcos 1,40-45
«‘Se queres, tens o poder de purificar-me’(...)‘Eu quero, fica purificado’!»

Rev. D. Xavier PAGÉS i Castañer
(Barcelona, Espanha)

Hoje, na primeira leitura, lemos: «Hoje se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações!» (Heb 3,7-8). E repetimos-lo insistentemente na resposta ao Salmo 94. Esta breve citação contém duas coisas: um desejo e uma advertência. Ambas convêm nunca esquecer.

Durante o nosso tempo diário de oração desejamos e pedimos para ouvirmos a voz do Senhor. Mas, provávelmente, com demasiada frequência preocupamo-nos em preencher esse tempo com as palavras que Lhe queremos dizer e não deixamos tempo para ouvir o que Deus nos quer comunicar. Velemos pois para cuidarmos o silêncio interior que —evitando distrações e concentrando a nossa atenção—abre um espaço para acolhermos os afetos, inspirações… que o Senhor, certamente, quer suscitar nos nossos corações.

Um risco que não podemos esquecer, é o perigo de que o nosso coração —com o tempo —se vá endurecendo. Por vezes, os golpes da vida podem-nos converter, mesmo sem nos darmos conta, numa pessoa mais desconfiada, insensível, pessimista, sem esperança… Devemos pedir ao Senhor que nos torne conscientes desta possível deterioração interior. A oração é uma ótima ocasião para dar uma olhadela serena à nossa vida e a todas as circunstâncias que a rodeiam. Devemos ler os diversos acontecimentos à luz dos Evangelhos, para descobrirmos que aspectos necessitam uma verdadeira conversão.

Tomara que peçamos a nossa conversão com a mesma fé e confiança com que o leproso se apresentou a Jesus!: «De joelhos, suplicava-lhe: “Se queres, tens o poder de purificar-me”!». (Mc 1,40). Ele é o único que pode tornar possível aquilo que por nós próprios resultaria impossível. Desejamos que Deus atue com a sua graça em nós, para que o nosso coração seja purificado e, dócil no seu agir, seja cada dia mais um coração à imagem e semelhança do coração de Jesus. Ele, com confiança, diz-nos: «‘Eu quero, fica purificado’» (Mc 1,41).

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CURE-ME SENHOR SE QUISERES Mc 1,40-45
HOMILIA

Este foi o grito do leproso que reconhecendo a sua doença, dobra os seus joelhos em atitude de súplica e reverência diante de Jesus. Mas com firme propósito. Pois ele sabia que Jesus tinha poder de curar: Senhor, eu sei que o senhor pode me curar se quiser.

No que toca a doença, a Bíblia, especialmente no Velho Testamento, fala, muitas vezes, sobre o problema de lepra. As pessoas leprosas eram excluídas. E a palavra significa uma doença da pele que pode abranger tipos diferentes de doenças. Em outros casos, a mesma palavra fala de manchas em roupas ou paredes, algo que nós poderíamos chamar hoje de fungo ou mofo.

Na lei que Deus deu aos israelitas, uma pessoa leprosa foi considerada imunda (Lv 13,2-3). A doença foi vista como uma praga. “Às vezes, a praga foi enviada por Deus para repreender o povo desobediente” (Lv 14,34).

As instruções sobre a lepra, obviamente, serviam para conter uma doença maligna, mesmo séculos antes de cientistas compreenderem como as doenças se espalhavam.

Mas há um segundo – e mais importante – motivo para falar tanto sobre a lepra no Velho Testamento. Há, pelo menos, duas lições espirituais das ordens sobre a lepra:

1. A importância da obediência. Entre as últimas orientações dadas por Moisés ao povo de Israel são estas palavras: “Guarda-te da praga da lepra e tem diligente cuidado de fazer segundo tudo o que te ensinarem os sacerdotes levitas; como lhes tenho ordenado, terás cuidado de fazê-lo” (Deuteronômio 24:8).

2. A necessidade de distinguir entre o limpo e o imundo. A chave ao entendimento deste significado da lepra aparece em Levítico (14:54-57) – “Esta é a lei de toda sorte de praga de lepra, da lepra das vestes, das casas, da inchação, da pústula e das manchas lustrosas para ensinar quando qualquer coisa é limpa ou imunda. Esta é a lei da lepra.”

Deus usou coisas físicas tais como doenças, questões de higiene ou diferenças entre animais, para ensinar princípios espirituais.

Quando foi descoberta a imundície da lepra, não mediam esforços para se livrarem dela. Pessoas leprosas foram publicamente identificadas e afastadas da congregação para não contaminar outros. Quando as tentativas de purificar as casas não foram bem-sucedidas, foi necessário derrubar casas inteiras para não deixar a praga se espalhar (Levítico 14:43-45).

O leproso que se aproxima de Jesus pede por sua purificação e não por sua cura. Marcos destaca o sentimento humano de compaixão que Jesus sente pelo leproso em sua exclusão. Jesus transgride a Lei, toca o leproso e o liberta de sua lepra e de sua impureza. Envia o homem, já purificado, ao sacerdote como testemunho contra o poder religioso que reivindicava para si o direito de purificar. Fica caracterizada a ação de Jesus: libertadora e infratora da Lei.

Esta narrativa revela o empenho de Jesus não na simples cura, mas na inclusão social dos marginalizados. O leproso representa os excluídos e marginalizados por um sistema elitista e opressor, no qual o explorador humilha o explorado para inibi-lo e submetê-lo à sua exploração.

As mesmas leis sobre a lepra não se aplicam hoje, mas os princípios que aprendemos delas têm muita importância para nós. Existem muitos leprosos ainda hoje entre nós. Pessoas marginalizadas, excluídas quer pela sociedade, quer pela própria família. Talvez até sejas tu que lês esta homilia. Desprezado pelos seus: o marido, esposa, pais ou filhos. Não encontras espaço nem ar puro para respirar a vontade, porque os outros te tacharam de leproso, leprosa. Não tens por onde recorrer senão à Jesus. Levante a tua voz e grite como este homem do Evangelho de Hoje: Senhor se quiseres podes me curar. E então Ele te responderá: Quero, sê curado. E então curado louvarás o Senhor que fez em ti maravilhas.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/


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