sexta-feira, 23 de julho de 2021

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 6,1-15 - 25.07.2021

Liturgia Diária


25 – DOMINGO  

17º DO TEMPO COMUM


(verde, glória, creio – 1ª semana do saltério)



Deus habita em seu templo santo, reúne seus filhos em sua casa; é ele que dá força e poder a seu povo (Sl 67,6s.36).


Unidos no Espírito pelo vínculo da paz, tomamos parte no banquete eucarístico para nutrir nossa fé. Diante das necessidades do povo faminto, somos convidados a nos sentirmos responsáveis para que a ninguém falte o pão de cada dia. Memorial do mistério pascal de Jesus, a Eucaristia nos revela que o pão se multiplica à medida que é partilhado.


Evangelho: João 6,1-15


Aleluia, aleluia, aleluia.


Um grande profeta surgiu, / surgiu e entre nós se mostrou; / é Deus que seu povo visita, / seu povo, meu Deus visitou! (Lc 7,16) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 1Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. 2Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3Jesus subiu ao monte e sentou-se aí com os seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. 5Levantando os olhos e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” 6Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”. 8Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9“Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?” 10Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens. 11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!” 13Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o profeta, aquele que deve vir ao mundo”. 15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte. ­- Palavra da salvação.

Fonte  https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 6,1-15

«Uma grande multidão o seguia»


Rev. D. Pere CALMELL i Turet

(Barcelona, Espanha)

Hoje, podemos contemplar como se forja no nosso interior tanto o amor humano como o amor sobrenatural, já que temos um mesmo coração para amar a Deus e aos outros.


Geralmente, o amor vai abrindo passo no coração humano quando se descobre o atrativo do outro: sua simpatia, sua bondade. É o caso do «rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixes» (Jn 6,9). Dá a Jesus tudo o que leva, os pães e os peixes, porque se deixou conquistar pelo atrativo de Jesus. —Descobri o atrativo do Senhor?


A continuação, o enamoramento, fruto de sentir-se correspondido. Disse que «muita gente o seguia porque viam os sinais que ele realizava nos enfermos» (Jn 6,2). Jesus os escutava, os obedecia, porque sabia o que eles necessitavam.


Jesus Cristo sente um poderoso atrativo por mim e quer minha realização humana y sobrenatural. Ama-me tal como sou, com minhas misérias, porque peço perdão e, com sua ajuda, continuo esforçando-me.


«Jesus percebendo que tentavam vir tomá-lo pela força para proclamá-lo rei, fugiu novamente ao monte Ele só» (Jn 6,15). E lhes dirá no dia seguinte: «Em verdade, em verdade vos digo: vós me buscais, não porque hás visto sinais, e sim porque hás comido dos pães e vos hás saciado» (Jn 6,26). Santo Agustinho escreve: «Quantos há que procuram Jesus, guiados somente por interesses temporais! (...) apenas se procura a Jesus por Jesus».


A plenitude do amor é o amor de doação; quando se quer o bem do ser amado, sem esperar nada em troca, mesmo que seja ao preço do sacrifício pessoal.


Hoje, eu posso lhe dizer: «Senhor, que nos fazes participar do milagre da Eucaristia: pedimos que não te escondas, que vivas conosco, que te vejamos, que te toquemos, que te sintamos, que queiramos estar sempre ao teu lado, que sejas o Rei de nossas vidas e de nossos trabalhos» (São Josémaria).

Fonte  https://evangeli.net/


REPARTIR O NOSSO "PÃO" E NOSSO "PEIXE Jo 6,1-15

HOMILIA


Evangelho da encarnação, da Palavra que se fez carne, de Deus que se fez gente! É assim que pode ser chamado o Evangelho segundo João. Ele é o que mais aprofunda a transparência divina das realidades humanas. Cada uma dessas realidades, tocadas por Jesus, se transforma em sinal: são sinais da sua glória, como o foi a água transformada em vinho, em Caná; como o foi ainda a água, pedida e oferecida à samaritana, junto ao poço de Jacó; como o foi o paralítico curado à beira da piscina de Betesda, ou o cego de nascença, na fonte de Siloé; ou como os cinco pães, multiplicados para a multidão, nas colinas da Galiléia. São sinais que tantos viram, tantos presenciaram, mas não entenderam. E não entenderam porque não creram, não abriram o coração à fé.


Começando hoje o capítulo 6, João aborda um fato notório na vida pública de Jesus: o milagre da multiplicação dos pães, narrado também pelos outros evangelistas. Diferentemente de Marcos e Mateus João não apenas narra o episódio, mas reflete longamente sobre o seu significado, exatamente, a sua transparência.


No Evangelho de João, na narrativa da última ceia de Jesus em Jerusalém, não há menção à partilha eucarística do pão. A grande ação de Jesus nesta ceia é a de lavar os pés dos discípulos, como exemplo de serviço. Ele apresenta a eucaristia neste episódio da partilha do pão. A mesa da refeição tem lugar na montanha, onde Deus dá os dez mandamentos a Moisés. É o seu novo mandamento, mandamento da partilha, do amor. A figura destaque é um menino, com cinco pães de cevada e dois peixes. Jesus dá graças pela partilha, e ela acontece a partir dos mais humildes.


Dentre muitos apectos que poderia salientar está a prática da caridade da partilha. Jesus nos ensina que a vida é partilha, é um dom que deve ser fomentado. Alias costuma dizer-se que o pouco partilhado chega para todos. Assim, aconteceu com o milagre da multiplicação. Todos comeram e ficaram saceados. Sem medo de errar ouso afirmar que o milagre só aconteceu porque Jesus tinha em mente o espírito de não despedir o povo com fome, mas sim o de com eles e para eles repartir o pão. Assim você meu irmão. Se não aprender a partilhar com os sem pão, sem roupa sem teto, não terá a verdadeira a alegria de viver no seu dia a dia e nada conseguirá para a verdadeira saciedade. Alías o próprio Jesus diz: há mais alegria em dar do que em receber.


Sem excluir a ação do milagre da multiplicação vejo que a caridade foi um fator primordial na multiplicação dos pães.


Jesus mandou que se formassem grupos e se sentassem porque sabia de algo básico do ser humano: a maioria das pessoas não consegue comer vendo outra pessoa passando fome na sua frente. Imagine você dentro de desse grupo, com comida na sua bolsa. A maioria das pessoas com fome. Você, comeria sozinho ou dividiria uma parte da sua comida com as pessoas mais próximas? Se sim estás de parabéns. E se não for, é hora de rever seus conceitos. Deus deu a você o que tem para partilhar com os seus irmãos e irmãs. Decida-se, a vida é partilha e doação, é gração


A multiplicação dos pães não é questão do bla, bla. É na realidade uma questão de Fé! Veja que no Evangelho embora não apareca podemos imaginar a reação dos discípulos quando Jesus mandou que trouxessem os 5 pães e 2 peixes até Ele, na intenção de alimentar aquela multidão de 5 mil homens. Para quem não entende o que é fé, poderia duvidar e dizer será que isso vai dar certo? Mas Jesus como em todos os milagres, Jesus fez a parte d’Ele, e deixou que cada pessoa na multidão também fizesse a sua parte. Essa é a sua vez. Quando todos ao seu redor dizem que aquilo em que você acredita não existe, é preciso que você não desfaleça, vá e aguente firme. Acredite que com Jesus e pela força da oração tudo pode ser mudado. Se a fé de Jesus fosse fraca, Ele nem teria tentado repartir os pães e peixes.


Somos você e eu convidados a viver a eucaristia como partilha concreta da vida na certeza de que com Cristo em Cristo e para Cristo nada é impossível. Por hoje, que saibamos repartir o nosso “pão” e nosso “peixe” com quem está do nosso lado passando fome quem física quer espiritual.

Fonte  https://homilia.cancaonova.com/

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quarta-feira, 21 de julho de 2021

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 13,24-30 - 24.07.2021

Liturgia Diária


24 – SÁBADO  

16ª SEMANA COMUM*


(verde – ofício do dia)



É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom (Sl 53,6.8).


A Aliança, fundamento da fé judaica e cristã, alicerça-se no amor e no serviço entre o Deus sempre fiel e seu povo pecador. Celebremos Jesus, o perfeito cumpridor da Aliança, e cultivemos a boa semente da fidelidade a Deus.


Evangelho: Mateus 13,24-30


Aleluia, aleluia, aleluia.


Acolhei docilmente a Palavra / semeada em vós, meus irmãos; / ela pode salvar vossas vidas! (Tg 1,21) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 24Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino dos céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi embora. 26Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. 27Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ 28O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ 29O dono respondeu: ‘Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e o amarrai em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro'”. – Palavra da salvação.

Fonte  https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 13,24-30

"Queres que vamos arrancar o joio?"


Pelo mundo afora já se cometeram erros clamorosos condenando pessoas inocentes a morrer na forca ou em cadeira elétrica. O ser humano tem a tendência de querer eliminar quem incomoda, como se este fosse sempre o culpado. Contra o perigo de se cometerem injustiças, Jesus nos adverte com a parábola do joio e do trigo. No meio dos bons, crescem os maus; a justiça vive ao lado da injustiça; o homem de fé continua servindo a Deus em meio aos que se dizem ateus. Ora, Deus tem um plano de salvação para todos os seus filhos e filhas, bons e maus. Ele quer que todos sejam santos. A todos dá o tempo de vida e espera a conversão dos maus. Deus é o único juiz confiável. Nosso papel de cristãos não é destruir as pessoas que estão no mau caminho, mas reconduzi-las aos caminhos de Deus.

Fonte  https://www.paulus.com.br/


Deus tem força para transformar o joio em trigo

HOMILIA


“O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora” (Mateus 13,24).


 

Sabemos que Deus é aquele que semeou o mundo, semeou o bom trigo no mundo. Veja a beleza, a graça que o mundo é! Quem tem bons olhos pode contemplar a riqueza, a beleza, a graça e a bênção que é o mundo criado por Deus.


Somos o exemplo daquilo que é a riqueza da graça de Deus no meio de nós. Fomos semeados trigo, e um bom trigo, um trigo que veio das mãos do Senhor, mas aquele que se opôs a Deus tornou-se inimigo do Reino, enquanto Deus repousava e contemplava, ele foi na sua perspicácia maldita semear o joio.


Às vezes, alguém pergunta por que tem tanto mal no mundo, por que Deus permitiu o mal. Ele não permitiu, Ele não quer que o mal esteja no mundo. O problema é como separar o mal do bem, porque, se olharmos para cada um de nós, vamos ver que, se Deus purificar e tirar todo o mal, sabemos que vai sobreviver pouca coisa, porque nós mesmos estamos misturados.


O maligno age semeando o joio, mas o Reino de Deus tem forças para transformar todo o joio em trigo

Dentro de nós, há o lado bom, há os bons pensamentos, as boas intenções, há muita boa vontade e santidade, mas há joio também em nós. Há joio nos nossos pensamentos; e quantos pensamentos maus nós temos, quantos sentimentos negativos nós carregamos!


Como vamos instruir a nossa casa, a nossa família? Porque uma família, por si só, já é boa, por si só a família é o lugar onde o trigo mais floresce. Em nossa casa, há muito joio presente; então, para não correr o risco de tentar tirar o joio e matar também o trigo, é que a misericórdia de Deus e a Sua graça não destroem o joio deste mundo, ainda porque, no Reino de Deus, a graça é capaz de transformar o joio em trigo.


Eu sou testemunha, posso dizer que já vi a graça de Deus transformar tantas coisas negativas em mim em frutos do Reino. Sou testemunha de pessoas que eram tidas como más, como sem jeito e perdidas, e a graça de Deus transformou aquilo que era considerado como joio em um bom trigo de salvação.


Na própria história de salvação, quantos Paulos, Franciscos, quantos homens e mulheres viviam em caminhos tortuosos, mas foram alcançados pela graça de Deus! Por isso, não é tempo de julgar, de condenar, não é tempo de jogar fora o joio, é tempo de convertê-lo, é tempo de olhar para ele e ver que, mesmo aquilo que em nós reconhecemos como negativo Deus pode transformar.


Às vezes, o nosso próprio temperamento está cheio de joio, um temperamento irascível, duro e grosso. A graça de Deus transforma o joio que há em nós no bom trigo de salvação, por isso é tempo de paciência, misericórdia e ação.


O maligno age semeando o joio, mas o Reino de Deus tem força para transformar todo o joio em trigo.


Deus abençoe você!


Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. 

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 13,18-23 - 23.07.2021

Liturgia Diária


23 – SEXTA-FEIRA  

16ª SEMANA COMUM*


(verde – ofício do dia)



É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom (Sl 53,6.8).


A Lei entregue a Moisés é um dom de Deus ao povo que ele escolheu, para que viva na sua presença e dê testemunho de sua santidade. Tomemos os ensinamentos e as leis divinas como possibilidades para crescer no amor a Deus e ao próximo.


Evangelho: Mateus 13,18-23


Aleluia, aleluia, aleluia.


Felizes os que observam a palavra do Senhor / de reto coração / e que produzem muitos frutos, / até o fim perseverantes! (Lc 8,15) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 18“Ouvi a parábola do semeador: 19todo aquele que ouve a Palavra do Reino e não a compreende, vem o maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. 20A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a Palavra e logo a recebe com alegria; 21mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento: quando chega o sofrimento ou a perseguição por causa da Palavra, ele desiste logo. 22A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a Palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a Palavra, e ele não dá fruto. 23A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a Palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 13,18-23

"Esse produz fruto"


A Palavra de Deus é um dos grandes pilares da espiritualidade cristã. O outro esteio que alimenta nossa fé é a eucaristia. Na celebração eucarística e nas outras ações litúrgicas, a Palavra é distribuída em abundância. Atualmente, tornou-se fácil e prático o acesso à Palavra de Deus, pois as numerosas edições da Bíblia Sagrada e os novos meios eletrônicos favorecem o contato diário com ela. Portanto, o banquete da Palavra está à disposição de quem quiser. Cabe-nos criar o hábito de ler e meditar diariamente a Bíblia, com a mente e o coração disponíveis, não só para acolher a mensagem divina, mas sobretudo para praticá-la. Somente mediante a prática da Palavra de Deus é que seremos “terra boa”: faremos progressos nos caminhos de Deus e seremos agentes transformadores da sociedade.

Fonte https://www.paulus.com.br/


O TERRENO DO TEU CORAÇÃO Mt 13,18-23

HOMILIA


Estamos diante de duas realidades: de um lado o nosso coração e do outro o Coração de Jesus. O meu e o teu coração são comparáveis aos quatro terrenos da história: “o terreno do caminho”, “o solo cheio de pedras”, “a terra cheia de espinheiros” e “o terreno lavrado e bom”. Jesus é o Divino Semeador. A semente é a Sua Palavra de bondade e de sabedoria. E os diversos terrenos são os nossos corações, os nossos espíritos, onde Ele semeia Seus ensinamentos, cheio de bondade para conosco.


Permita que te faça esta pergunta: Como procedes para com Jesus? Como respondes à Sua bondade? O modo como damos resposta ao amor cuidadoso do Divino Mestre é que nos classifica espiritualmente, isto é, mostra que espécie de terreno existe em nossa alma. Cada coração humano é uma espécie de terra, um dos quatro solos da parábola.


Quando alguém ouve a palavra do Evangelho e não procura compreendê-la, nem lhe dá valor, aparecem as forças do mal e arrebatam o que foi semeado no seu coração, tais como os passarinhos comeram as sementes. E sabe de que modo? Fazendo com que a alma esqueça o que ouviu, dando outros pensamentos à pessoa, fazendo com que ela se desinteresse das coisas espirituais. E a alma fica indiferente aos ensinamentos divinos. O coração dessa pessoa é semelhante ao “terreno do caminho”, aonde a semente não chegou a penetrar.


E o que é dito do pedregoso? Ele é a imagem da pessoa que recebe os ensinamentos de Jesus com muita alegria. São exemplos as pessoas entusiasmadas com o serviço cristão, mas cuja animação dura pouco. Quando surgem as zombarias, as perseguições ou os sofrimentos, a alma, que é inconstante, abandona o caminho do Evangelho e logo definham e param de rezar deixando cair tudo para o chão ou jogando na água as graças que haviam recebido de Deus.


O solo é a “terra cheia de espinheiros”. É o caso das pessoas que recebem a palavra do Evangelho, mas, depois abandonam o caminho cristão por causa das grandezas falsas do mundo e da sedução das riquezas. Ouviram o Evangelho, mas se interessaram mais pelos negócios, pelos lucros, pelas vaidades da vida, pelo cuidado exclusivo das coisas da terra. Só pensam em automóveis de luxo, sonham com caminhões, imaginam-se ricos. A princípio, sabiam repartir com os pobres o seu dinheirinho, porém, agora só pensam em juntá-lo: a caridade morreu nos seus corações. O mundo, com suas riquezas falsas, seduziu suas almas e sufocou a plantinha de Deus em seus espíritos. Trocaram Jesus pelos sonhos e ambições de carros de luxo, de figurinos, de roupas elegantes, de campos de esporte, de concursos de beleza, de grandezas sociais. A plantinha de Deus foi sufocada pelos espinhos do egoísmo e das ilusões da vida material. E parece que morreu em seus corações. Você é um destes? E senão for com certeza na tua família existem pessoas assim.


O quarto terreno, “a terra lavrada e boa”, é o símbolo do coração que escuta o Evangelho, procurando compreendê-lo e praticá-lo na vida. É a alma que estuda a palavra do Senhor, percebendo que está neste mundo para aprender a Verdade e o Bem. E, assim, dá frutos de bondade e eleva-se para Deus. Abandona seus vícios e maus hábitos, dedicando-se à prática das virtudes, guardando a fé no coração, socorrendo carinhosamente os necessitados e sofredores e buscando os conselhos de Deus no Evangelho de Cristo.


O coração de uma criança verdadeiramente cristã é o bom terreno da parábola: cada semente de Jesus se transforma em trinta, sessenta ou cem bênçãos de bondade, de fé e de auxílio ao próximo. O coração dessa criança deseja conhecer sempre mais e melhor os ensinos cristãos. E se esforça sinceramente para fazer a Vontade Divina: amar e perdoar, crer e ajudar, aprender e servir. Que tu guardando a humildade de coração te esforces para seres, se ainda não o és, o bom terreno, que recebe os grãos de luz do Divino Semeador e dá muitos frutos de sabedoria e bondade.

Fonte  https://homilia.cancaonova.com/

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terça-feira, 20 de julho de 2021

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA- Evangelho: João 20,1-2.11-18 - 22.07.2021

Liturgia Diária


22 – QUINTA-FEIRA  

SANTA MARIA MADALENA


DISCÍPULA DE JESUS


(branco, glória, pref. dos santos, – ofício da festa)



O Senhor disse a Maria Madalena: Vai a meus irmãos e anuncia-lhes: subo a meu Pai e vosso Pai, a meu Deus e vosso Deus (Jo 20,17).


Maria nasceu em Magdala, na Galileia, no século 1º. Dedicou-se ao serviço de Jesus em sua missão. Esteve presente ao pé da cruz, ao lado da mãe de Jesus. Foi a feliz mulher que primeiro viu o Ressuscitado, na alvorada do “primeiro dia da semana”. A ela o Senhor confiou o anúncio do grande mistério: “‘Vá dizer aos meus irmãos…’ Então, Maria foi anunciar aos discípulos: ‘Eu vi o Senhor'” (Jo 20,17-18). A exemplo dessa santa seguidora de Cristo, sejamos fervorosos servidores da Igreja e do Reino de Deus.


Evangelho: João 20,1-2.11-18


Aleluia, aleluia, aleluia.


Responde-nos, ó Maria, / no teu caminho o que havia? / Vi Cristo ressuscitado, / o túmulo abandonado! – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – 1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. 11Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. 12Viu, então, dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. 13Os anjos perguntaram: “Mulher, por que choras?” Ela respondeu: “Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”. 14Tendo dito isso, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que era Jesus. 15Jesus perguntou-lhe: “Mulher, por que choras? A quem procuras?” Pensando que era o jardineiro, Maria disse: “Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar”. 16Então Jesus disse: “Maria!” Ela voltou-se e exclamou em hebraico: “Rabunni” (que quer dizer “mestre”). 17Jesus disse: “Não me segures. Ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. 18Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor!” e contou o que Jesus lhe tinha dito. – Palavra da salvação.

Fonte  https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 20,1-2.11-18

“Eu vi o Senhor!”

Maria de Magdala é a mulher que seguiu constantemente Jesus desde a Galileia até a Judeia. Presente aos pés da cruz e diligente no sepultamento de Jesus, foi a primeira a encontrar-se com o Ressuscitado e também a primeira missionária a anunciar a Boa-Nova aos apóstolos (v. 17). Maria Madalena é mencionada no grupo de mulheres que “serviam Jesus com os bens que possuíam” (Lc 8,3). Ali se diz que dela foram expulsos “sete demônios”, expressão que acabou dando margem para variadas interpretações, algumas sem cabimento. Houve época em que Maria Madalena foi identificada com a pecadora pública (cf. Lc 7,36s) ou com a adúltera (cf. Jo 8,1s). Os textos bíblicos a ela referentes não afirmam isso.


PORQUE CHORAS, A QUEM PROCURAS? Jo 20,1-2.11-18

HOMILIA


Os Evangelhos, além da Mãe de Jesus, falam explicitamente de três mulheres de nome Maria: Maria, mãe de Tiago e José (Mc 15,40); Maria, irmã de Marta e Lázaro (Jo 11,1-2) e Maria Madalena da qual foram expulsos sete demônios (Lc 10,38) e finalmente se fala de mais uma mulher pecadora que ungiu os pés de Jesus (Lc 7,44). Tudo quanto se saiba a partir do Evangelho. Ela é Maria, proveniente de Mágdala, uma cidade muito próspera no tempo de Cristo.


Maria Madalena foi das poucas pessoas que estavam presentes ao pé da Cruz, ao lado da Virgem Maria. Duas mulheres, dois extremos: a Imaculada e uma pecadora pública! Ambas receberam a redenção de Cristo, mas em forma diversa: Maria por antecipação, por força da qual foi concebida imaculada; Madalena, representando a humanidade pecadora, precisou ser lavada pelo sangue do Redentor!


Maria Madalena foi a feliz mulher que, por primeiro, viu o Cristo ressuscitado. Era a manhã de Páscoa. Maria tinha ido ao sepulcro vazio. Andava quase desesperada, achando que alguém tivesse roubado o corpo do Mestre. Vê a certo momento um jardineiro e, angustiada, lhe pergunta: “Se foste tu que o levaste, dize-me onde o puseste”. Jesus a chama pelo nome: “Maria…” A este nome abrem-se-lhe os olhos e exclama: “Rabboni”, isto é, Mestre! Foi então levar a Boa-Nova da Ressurreição aos apóstolos.


A cena comovente do encontro de Maria de Mágdala com Jesus evidencia a mudança de relacionamento entre o discípulo e o Mestre, operada a partir da ressurreição. A nova condição de Jesus exigia um novo tipo de relacionamento.


Maria expressou o carinho que nutria por Jesus nos vários detalhes de seu comportamento. A notícia do desaparecimento do corpo do Senhor deixou-a perplexa. Com isso, perdia um sinal seguro da presença do amigo querido, mesmo reduzido a um cadáver. Sem ele, não teria um lugar preciso ao qual se dirigir quando quisesse prantear a perda irreparável do amigo. Por isso, mesmo que todos tivessem se afastado, ela permaneceu sozinha, à entrada do túmulo, chorando.


Seu diálogo com os anjos ocorreu de maneira espontânea, sem ela se dar conta de estar falando com seres celestes. Só lhe importava saber onde puseram “o meu Senhor”. Da mesma forma aconteceu o diálogo com o Ressuscitado. Num primeiro momento, Maria pensou tratar-se de um jardineiro. Demonstrando uma admirável fortaleza de ânimo mostrou-se disposta a ir, sozinha, buscar o cadáver do Mestre para recolocá-lo no sepulcro. Tão logo reconheceu a voz do Mestre, tentou agarrar-se a ele. Ele, porém, exortou-a a mudar de comportamento. Doravante, o sinal de amizade que o Senhor queria dela era que se tornasse missionária da ressurreição. Já se fora o tempo em que podia tocá-lo fisicamente.


Maria buscava a Jesus morto e queria tocar o Seu corpo inanimado. Desejou permanecer na dor e não percebeu que o túmulo estava vazio porque Jesus estava vivo. Muitas vezes nós também procuramos a Jesus nos lugares errados ou então O imaginamos como um Deus morto, sem vida, ausente da nossa história. Por isso Jesus também nos faz essas duas perguntas básicas: porque choras e a quem procuras! Choramos a nossa falta de fé e de confiança na Sua Palavra e nas Suas promessas. Procuramos Alguém que está muito perto de nós e não O percebemos. Jesus quer ser encontrado vivo e ressuscitado, atuando na nossa vida. Às vezes não entendemos as Suas manifestações para nós e por isso, choramos. Sofremos pela nossa incapacidade de “enxergar” as coisas de Deus. O mundo espiritual está tão perto de nós, e nós somos incapazes de percebê-lo, absortos que estamos em prestar atenção às coisas e as pessoas que nos rodeiam. Confundimos a presença de Jesus com a de outras pessoas. O Senhor está perto, precisamos ter consciência disso. Quando descobrimos esta verdade nós não ficamos parados. Jesus disse a Madalena: “Não me retenhas”! Se percebêssemos a Sua presença viva e ressuscitada e ouvíssemos realmente a sua voz que fala no nosso coração, sairíamos em disparada como fez Maria Madalena a anunciar a todos: “Eu vi o Senhor!” E  você: Já viu o Senhor? – Já teve a experiência do Jesus Ressuscitado? E se já, correu para contá-la a alguém?  Você tem encontrado no caminho, mais mortos ou vivos? Tem percebido a quem o seu coração procura? Abra os teus olhos da fé para que possas enxergá-lo. Pois Ele como à Maria constantemente te dirige à palavra. Porque choras, a quem procuras?


Pai ensina-me a ter um relacionamento conveniente com o Ressuscitado, reconhecendo que ele quer fazer de mim uma testemunha da ressurreição.

Fonte  https://homilia.cancaonova.com/

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Mensagens de Fé


segunda-feira, 19 de julho de 2021

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 13,1-9 - 21.07.2021

Liturgia Diária


21 – QUARTA-FEIRA  

16ª SEMANA COMUM*


(verde – ofício do dia)



É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom (Sl 53,6.8).


De memória curta, muitas vezes o povo se esquece de que Deus tem poder também para providenciar-lhe alimento. Aprendamos a ser terreno fértil para a novidade de Deus e ensusensíveis aos seus sinais em nossa vida.


Evangelho: Mateus 13,1-9


Aleluia, aleluia, aleluia.


A semente é de Deus a Palavra, / o Cristo é o semeador; / todo aquele que o encontra / vida eterna encontrou. – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – 1Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galileia. 2Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. 3E disse-lhes muitas coisas em parábolas: “O semeador saiu para semear. 4Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. 5Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. 6Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. 7Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. 8Outras sementes, porém, caíram em terra boa e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. 9Quem tem ouvidos ouça!” – Palavra da salvação.


Reflexão - Evangelho: Mateus 13,1-9

«O semeador saiu para semear»


P. Julio César RAMOS González SDB

(Mendoza, Argentina)

Hoje, Jesus – pela mão de Mateus – introduz-nos nos mistérios do Reino através desta forma tão característica de nos apresentar a sua dinâmica, por meio de Parábolas.


A semente é a palavra proclamada, e o semeador é Ele mesmo. Ele não procura semear no melhor dos terrenos para garantir a melhor das colheitas. Ele veio para que todos «tenham vida, e a tenham em abundância» (Jo 10,10). Por isso, é que não se poupa a espalhar mãos-cheias generosas de sementes, seja «à beira do caminho (Mt 13,4), seja no «terreno cheio de pedras» (v. 5), ou «no meio dos espinhos» (v. 7), e finalmente «em terra boa» (v.8).


Assim, as sementes espalhadas por mãos generosas produzem a percentagem de rendimento que as possibilidades “toponímicas” lhes permitem. O Concílio Vaticano II diz: «A palavra do Senhor é comparada à semente lançada ao campo: os que a ouvem com fé e pertencem ao pequeno rebanho de Cristo, acolheram o reino de Deus; e então a semente germina por virtude própria e cresce até ao tempo da ceifa» (Lumen gentium, n. 5).


«Os que a ouvem com fé», diz-nos o Concílio. Estamos habituados a ouvi-la, talvez a lê-la e talvez a meditá-la. Conforme a profundidade de escuta na fé, assim será a possibilidade de produzir frutos. Embora estes venham, de certa forma, garantidos pela potência vital da Palavra-semente, não é menor a responsabilidade que nos cabe na escuta atenta dessa Palavra. Por isso, «Quem tem ouvidos, ouça» (Mt 13,9).


Pede hoje ao Senhor o desejo do profeta: «Bastava descobrir as tuas palavras e eu já as devorava, as tuas palavras para mim são prazer e alegria do coração, pois a ti sou consagrado, Senhor, Deus dos exércitos» (Jr 15,16).

Fonte  https://evangeli.net/


A semente da Palavra produz frutos em nós

HOMILIA


“Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente” (Mateus 13,8).


 

Jesus, o Bom Semeador, está semeando a semente da Palavra. E não podemos fazer outra coisa, pois também semeamos a semente da Palavra de Deus, e é essa semente que produz frutos, nos converte e transforma. 


Talvez nos perguntamos: “Por que não me converto? Por que não me transformo? Por que a minha vida não é mudada?”. A pergunta é: Qual é o terreno que está acolhendo a Palavra? Que terreno somos nós?


O primeiro terreno onde cai a Palavra é à beira do caminho. Sabemos que aquilo que fica à beira do caminho, os pássaros comem. Recebemos a Palavra, ela chega ao nosso coração, mas somos muito distraídos, facilmente perdemos o foco. Estamos na Missa, nas celebrações, mas a cabeça está voando, por isso a Palavra semeada vem, ela até caí, mas facilmente é roubada.


A semente caí em nosso coração e, muitas vezes, encontra um terreno muito pedregoso; e no terreno pedregoso falta profundidade, porque tem pedras, mas não tem raízes profundas. Ou seja, ficamos sempre na superficialidade e logo as pedras dos caminhos da vida vão matando a semente da Palavra, porque falta profundidade, falta irmos mais fundo, mergulharmos em águas mais profundas da Palavra de Deus.


Eu faço questão de dizer: não fique somente no ouvido da Palavra, mas entre no profundo dela, porque quanto mais mergulhamos, mais riquezas a Palavra de Deus age na nossa vida e no nosso coração.


É importante que a Palavra cresça, apareça e esteja mostrando os frutos a cada dia da nossa vida

Parte da semente da Palavra cai no meio de um terreno espinhoso, que é um coração cheio de espinhos, o qual, facilmente, sufoca a Palavra, tira seu foco e sua força na nossa vida.


São tantos espinhos, preocupações demasiadas, problemas que enfrentamos aqui e acolá, paixões que temos na vida e que vão sufocando a Palavra. No entanto, precisamos ser o bom terreno; e a graça que precisamos pedir a Deus, todos os dias, é que o nosso coração seja fértil, uma terra fecunda, onde a Palavra de Deus chega, cai e vai produzindo frutos.


Não vamos produzir na mesma proporção, como diz a Palavra: uns caem em terra boa e produzem na base de cem, sessenta, de trinta ou até de dez, mas é importante que produza frutos. É importante que a Palavra cresça, apareça e esteja mostrando os frutos a cada dia da nossa vida. Por isso, coloquemo-nos diante da Palavra.


A Palavra é a graça de Deus semeada em nós. Ele deseja que produzamos frutos. Não deixemos que a nossa vida se torne aquela situação estática, paralisada, onde mal conseguimos produzir um sorriso.


Esperança, fé e ânimo. Se não estamos produzindo os frutos da graça, o problema não é a graça, é o terreno onde a graça é semeada, mas não se torna fecunda, porque não sabemos acolher a Palavra de Deus.


Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA


Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé


domingo, 18 de julho de 2021

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 12,46-50 - 20.07.2021

Liturgia Diária


20 – TERÇA-FEIRA  

16ª SEMANA COMUM*


(verde – ofício do dia)



É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom (Sl 53,6.8).


O que parecia obstáculo insuperável – a passagem pelo mar Vermelho – revela-se fonte de vida e esperança para o povo. Deus conduz sabiamente a história. Aprendamos a nos deixarmos guiar pela vontade divina.


Evangelho: Mateus 12,46-50


Aleluia, aleluia, aleluia.


Quem me ama, realmente, guardará minha Palavra / e meu Pai o amará, e a ele nós viremos (Jo 14,23). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 46enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem falar contigo”. 48Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” 49E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. – Palavra da salvação.

Fonte  https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 12,46-50

«O que cumpre a vontade de meu Pai celestial, esse é (...) minha mãe»


P. Pere SUÑER i Puig SJ

(Barcelona, Espanha)

Hoje, o Evangelho apresenta-se-nos, de início, algo surpreendente: «Quem é minha mãe» (Mt 12,48), pergunta-se Jesus. Parece que o Senhor tem uma atitude depreciativa para com Maria. Não é isso. O que Jesus quer deixar claro aqui é que aos seus olhos - os olhos de Deus! - o valor decisivo da pessoa não reside no aspecto da carne ou do sangue, mas na disposição espiritual de aceitação da vontade de Deus: «E, estendendo a mão para os discípulos», acrescentou: «Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe» (Mt 12,49-50). Naquele momento, a vontade de Deus era que Ele evangelizasse aqueles que O ouviam e que eles O escutassem. Isso estava acima de qualquer outro valor, por mais entranhável que fosse. Para fazer a vontade do Pai, Jesus Cristo tinha deixado Maria e agora estava a pregar longe de casa.


Mas, quem se empenhou mais em cumprir a vontade de Deus do que Maria? «Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1,38). Por isso Santo Agostinho diz que Maria primeiro acolheu a palavra de Deus no seu espírito pela obediência e somente depois a concebeu em seu seio pela Encarnação.


Por outras palavras: Deus ama-nos na medida da nossa santidade, Maria é santíssima, e por isso, amadíssima. Assim, ser santos não é a razão pela qual Deus nos ama. Pelo contrário, porque Ele nos ama, Ele faz-nos santos. O primeiro a amar é sempre o Senhor (cf. 1Jo 4,10). Maria ensina-nos isto ao dizer: «Pôs os olhos na humildade da sua serva» (Lc 1,48). Aos olhos de Deus somos pequenos; mas Ele quer-nos engrandecer e santificar.

Fonte  https://www.paulus.com.br/


O PRÉ-REQUISITO PARA SER IRMÃO DE JESUS Mt 12,46-50

HOMILIA


Fazer a vontade de Deus é o pré-requisito que Jesus nos apresenta para também sermos considerados seus irmãos e irmãs. Portanto, membros da Sua família. Por isso, podemos dizer que fomos também escolhidos por Jesus Cristo para participar da Sua família, quando nós fazemos a vontade do Pai que está no céu.


O exemplo de Maria foi dado por Jesus às multidões naquele tempo, e hoje é dado para nós, com a finalidade de nos clarear a mente e o coração para que percebamos que todos nós somos chamados a fazer parte da família de Jesus. Portanto, não é difícil para nós imaginarmo-nos membros da linhagem de Jesus.


Somos participantes da graça de filhos, de irmãos e irmãs, se, como a Mãe de Jesus, estivermos abertos a fazer tudo conforme Deus nos manda realizar. Assim como estendeu a mão para os Seus discípulos e os considerou na mesma qualidade de mãe e de irmãos seus, Jesus nos aponta a Sua mão e nos acolhe como membros da sua família, se, estivermos dispostos(as) a fazer a vontade de Deus a qual se expressa na Sua Palavra.


E a vontade do Pai é que todos nós, pela Fé em Jesus Cristo, alcancemos a salvação e a vida eterna sem fim. Não devemos nos admirar da expressão que Jesus usou quando se referiu à Sua Mãe e aos Seus irmãos: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?”


Ele aproveitou a oportunidade para também nos enquadrar como pessoas especiais, discípulos e discípulas dignos de ser chamados filhos de Deus Pai, tendo Maria como Mãe, irmãos de Jesus Cristo e motivados pelo poder do Espírito Santo, a fazer a vontade de Deus.


Você também se considera da família de Jesus Cristo? O que você entende por fazer a vontade de Deus? Você é discípulo de Jesus? O que falta para que você faça a vontade do Pai aqui na terra do jeito que ela acontece no Céu?

Fonte  https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA


Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé


sábado, 17 de julho de 2021

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 12,38-42 - 19.07,2021

Liturgia Diária


19 – SEGUNDA-FEIRA  

16ª SEMANA COMUM


(verde – ofício do dia)



É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom (Sl 53,6.8).


Mesmo quando carece de apoio e é alvo de críticas, o verdadeiro líder continua a animar o povo e apontar-lhe o caminho da libertação. Celebremos o grande sinal da fidelidade de Jesus ao projeto do Pai.


Evangelho: Mateus 12,38-42


Aleluia, aleluia, aleluia.


Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: / Não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 38alguns mestres da Lei e fariseus disseram a Jesus: “Mestre, queremos ver um sinal realizado por ti”. 39Jesus respondeu-lhes: “Uma geração má e adúltera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas. 40Com efeito, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim também o Filho do Homem estará três dias e três noites no seio da terra. 41No dia do juízo, os habitantes de Nínive se levantarão contra essa geração e a condenarão, porque se converteram diante da pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas. 42No dia do juízo, a rainha do Sul se levantará contra essa geração e a condenará, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão, e aqui está quem é maior do que Salomão”. – Palavra da salvação.

Fonte  https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 12,38-42

«Mestre, queremos ver um sinal da tua parte»


Pe. Joel PIRES Teixeira

(Faro, Portugal)

Hoje, Jesus é colocado à prova, por «alguns escribas e fariseus» (Mt 12,38; cf. Mc 10,12), estes sentem-se ameaçados pela pessoa de Jesus, não por razões de fé, mas sim de poder. Com medo de perder o seu poder, procuram descredibilizar Jesus, provocando-O. Estes “alguns”, somos muitas vezes nós, quando procuramos seguir os nossos egoísmos e interesses individuais; quando olhamos para a Igreja como uma realidade meramente humana e não como projeto de amor de Deus por e para cada um de nós.


A resposta de Jesus é clara: «Nenhum sinal lhe será dado» (cf. Mt 12,39), não por ter medo, mas para centrar e recordar que os “sinais” são relação de comunhão e amor entre Deus e a humanidade e não de interesses e poderes individuais. Jesus recorda que há muitos sinais dados por Deus, não é provocando ou chantageando Deus, que se consegue chegar a Ele.


Jesus é o sinal maior. Neste dia a Palavra é um convite para que cada um de nós compreenda, com humildade, que só um coração convertido, voltado para Deus, pode acolher, interpretar e viver este sinal que é Jesus. A humildade é a realidade que nos aproxima não só de Deus, mas também da humanidade. Pela humildade reconhecemos as nossas limitações e virtudes, mas sobretudo vemos os outros como irmãos e Deus como Pai.


Como nos recorda o Papa Francisco: «O Senhor é deveras paciente para conosco! Não se cansa de recomeçar de novo, cada vez que caímos». Por isso, apesar das nossas faltas e provocações, o Senhor está de braços abertos para nos acolher e recomeçar. Que procuremos que na nossa vida, e hoje em particular, esta palavra ganhe vida em nós. A alegria do cristão está em ser reconhecido pelo amor que se vê na sua vida, amor que brota de Jesus.


«Mestre, queremos ver um sinal da tua parte»


+ Rev. D. Lluís ROQUÉ i Roqué

(Manresa, Barcelona, Espanha)

Hoje, no Evangelho, contemplamos alguns mestres da Lei e fariseus que pretendem que Jesus demonstre a sua origem divina através de um sinal prodigioso (cf. Mt 12,38). Ele já havia realizado muitos, mais do que os necessários para provar que não só vinha de Deus, mas que Ele próprio era Deus. Porém, apesar de tantos milagres que realizara, tal não fora suficiente: por mais que fizesse, não teriam acreditado.


Jesus, servindo-se de um sinal prodigioso do Antigo Testamento, anuncia, em tom profético, a sua morte, sepultura e ressurreição: «De fato, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim também o Filho do Homem estará três dias e três noites no seio da terra» (Mt 12,40), e daí sairá cheio de vida.


O povo de Nínive recuperou a amizade com Deus, mediante a conversão e a penitência. Também nós, através da conversão, da penitência e do Batismo, fomos sepultados com Cristo e vivemos com Ele e por Ele, agora e para sempre, tendo dado um verdadeiro passo pascal: da morte para a vida, do pecado para a graça. Libertos da escravidão do demônio, tornamo-nos filhos de Deus. É o grande prodígio, que ilumina a nossa fé e a esperança de vivermos amando como Deus manda, possuindo Deus Amor em plenitude.


Grandes prodígios, tanto o da Páscoa de Jesus, como o da nossa através do Batismo. Ninguém os viu, já que Jesus saiu do sepulcro, cheio de vida, e nós saímos do pecado, cheios de vida divina. Assim o cremos e vivemos evitando cair na incredulidade daqueles que querem ver para crer, ou dos que gostariam de ver a Igreja sem a opacidade dos homens que a formam. Que o mistério pascal de Cristo, que tão profundamente repercute em toda a humanidade e em toda a criação, nos baste, pois ele é a causa de tantos “milagres da graça”.


A Virgem Maria confiou na Palavra de Deus, e não teve que correr até ao sepulcro para embalsamar o corpo de seu Filho e para comprovar que o sepulcro estava vazio: ela simplesmente acreditou e “viu”.

Fonte  https://evangeli.net/


O VERDADEIRO SINAL Mt 12,38-42

HOMILIA


Precisamos saber o que está por detrás do “sinal de Jonas” e o que tem a ver a Rainha do Sul e Salomão com Jesus, para entender melhor a resposta de Jesus no Evangelho de hoje. Fazendo uma releitura de Jonas 3 encontraremos o sentido dela.


Ora, pois bem, Jonas foi um profeta que recebeu uma mensagem de Deus para ir à cidade de Nínive, capital da Assíria, e avisar que Deus iria destruir a cidade se o povo não se convertesse, pois a malícia de Nínive tinha subido até o Senhor! Jonas não realizou nenhum milagre em Nínive, mas toda a população, inclusive o rei, vestiu-se de saco dos pés a cabeça e sentou-se sobre as cinzas. Aconteceu que Nínive se converteu, e Deus desistiu de destruir a cidade.


A Rainha do Sul, mais especificamente de Sabá, era matriarca de um dos reinos mais ricos da Antiguidade. Ela ouviu falar da Sabedoria de Salomão e não acreditou até que foi comprovar, com os próprios olhos, se era verdade. Preparou as perguntas mais difíceis e Salomão respondeu todas. Ela ficou bastante admirada e presenteou Salomão com a maior quantidade de ouro, especiarias, pedras preciosas e madeira que ele já recebera.


Jesus afirmou que para aquela geração que queria um sinal para poder acreditar nele, seria dado o sinal de Jonas, ou seja, a profecia. Se Nínive, que era cheia de malícia, foi capaz de acreditar em Jonas, então aquela geração também deveria acreditar em Jesus, que foi maior do que Jonas.


Do mesmo jeito que a Rainha do Sul veio de longe para comprovar a sabedoria de Salomão, muitos vieram de longe para comprovar a sabedoria de Jesus. A Rainha de Sabá acreditou em Salomão, então aquela geração também deveria acreditar em Jesus, que foi maior que Salomão.


E a nossa geração, seria classificada de má por Jesus? Não tenha dúvida que sim! Nós buscamos o Senhor somente quando a nossa situação aperta, voltamos para a igreja somente quando precisamos e nos esquecemos de buscar o Senhor porque o maior sinal que o mundo poderia receber do seu amor já foi dado quando Ele deu o seu próprio Filho Jesus por nossa salvação, esse é o maior sinal que Deus poderia dar a humanidade.


Jesus morreu por cada um de nós e ainda pedimos um sinal ao Senhor, ainda murmuramos, ainda dizemos que Deus se esqueceu de nós. Devemos buscar o Senhor porque Ele é bom e se faz presente diariamente em nossa vida. A cada momento o Senhor toca o seu coração revelando a você sua misericórdia.


Veja as palavras do Senhor hoje: uma geração má e adultera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o do profeta Jonas. É para mim e para você que Jesus dirige estas palavras, pois vivemos em uma geração, numa sociedade adúltera e depravada, onde os valores familiares e cristãos estão se perdendo a cada dia, os ensinamentos do Senhor não estão sendo levado a sério, seus pastores estão ensinando o que pensam e o que acham, e ainda pedimos um sinal do Senhor: Mestre queremos ver um sinal realizado por ti.


Lembramo-nos de que, como cristãos católicos e não só mais fiéis, o Senhor nos chama a santidade. Devemos buscar a santidade. Aliás, não temos outra finalidade senão a de ser santos, justos para com o Senhor, não podemos nos ajuntar aos demais que insistem em agredir e adulterar o amor de Deus em seus corações.


Devemos deixar que o Espírito Santo reinflame em nós a fidelidade para com nosso Deus que é eterno e que nos deu o maior sinal que poderíamos ter. E veja que interessante: nós devemos “ser sinal” para as outras pessoas. Devemos ser outro Jesus que supera a sabedoria de Salomão e é maior do que Jonas no profetismo. Sabe para que Deus escolheu o povo de Israel? Para difundir a Boa Nova do Reino dos Céus. Hoje, você, que está lendo esta homilia, faz parte do povo escolhido, que tem a missão de difundir o Reino a toda criatura. Como seria bom se Deus aceitasse nossa oferta de uma dose extra de fé e amor por todos aqueles que não creem, não esperam, não adoram, e não O amam! Por todos esses, Senhor, estamos aqui! Dá-nos a graça de sermos fortes e firmes na fé, na esperança e na confiança em Vós para que possamos ser verdadeiros apóstolos e missionários seus cada um vivendo na íntegra a sua missão!

Fonte  https://homilia.cancaonova.com/

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Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

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