Mostrando postagens com marcador Homem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Homem. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de março de 2024

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 18,1-19,42 - 29.03.2024

Liturgia Diária


29 – SEXTA-FEIRA 

PAIXÃO DO SENHOR


DIA DE JEJUM E ABSTINÊNCIA


(vermelho – ofício próprio)



Evangelho: João 18,1-19,42 

Antífona:

Nas sombras do jardim, o Justo é traído, conduzido ao julgamento, coroa de espinhos, clamor da multidão, cruz erguida. Amor que se doa, redenção consumada, esperança ressurgida.


João 18,1-19,42 (Bíblia de Jerusalém)

Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo,18,1 Dito isto, Jesus saiu com os seus discípulos para o outro lado do torrente de Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com os discípulos. 

2 Também Judas, o traidor, conhecia aquele lugar, porque Jesus ia muitas vezes ali reunir-se com os seus discípulos. 

3 Judas, pois, levou consigo um batalhão de soldados e os guardas dos príncipes dos sacerdotes e dos fariseus, e veio ali com lanternas, tochas e armas. 

4 Mas Jesus, sabendo tudo o que ia acontecer, adiantou-se e perguntou-lhes: “A quem buscais?” 

5 Responderam-lhe: “A Jesus de Nazaré.” Disse-lhes Jesus: “Sou eu.” Estava também com eles Judas, o traidor. 

6 Quando Jesus lhes disse: “Sou eu”, recuaram e caíram por terra. 

7 Tornou a perguntar-lhes: “A quem buscais?” Eles responderam: “A Jesus de Nazaré.” 

8 Respondeu Jesus: “Já vos disse que sou eu. Se, pois, me buscais, deixai que estes se retirem.” 

9 Assim se cumpriu a palavra que dissera: “Dos que me deste, não perdi nenhum.” 

10 Simão Pedro, que tinha uma espada, sacou-a e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 

11 Mas Jesus disse a Pedro: “Mete a espada na bainha. Não haverei de beber o cálice que meu Pai me deu?” 

12 Então, a tropa, o tribuno e os guardas dos judeus prenderam Jesus, amarraram-no 

13 e conduziram-no primeiro a Anás, pois era sogro de Caifás, sumo sacerdote daquele ano. 

14 Foi Caifás quem aconselhou aos judeus que era conveniente que um homem morresse pelo povo. 

15 Simão Pedro e outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote. 

16 Pedro ficou fora, à porta. Saiu, então, o outro discípulo, o conhecido do sumo sacerdote, falou à porteira e fez entrar Pedro. 

17 A porteira disse, pois, a Pedro: “Não serás tu também dos discípulos deste homem?” Respondeu ele: “Não sou.” 

18 Ora, os servos e os guardas tinham feito uma fogueira, porque fazia frio, e estavam se aquecendo. Pedro também estava com eles, aquecendo-se. 

19 O sumo sacerdote interrogou Jesus a respeito dos seus discípulos e do seu ensinamento. 

42 Pilatos disse-lhes: “Que hei de fazer, então, com Jesus, chamado o Cristo?” - Palavra da Salvação.


Reflexão:

"Eu sou rei. Para isso nasci e para isso vim ao mundo: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz." (João 18:37b)


Neste versículo, vemos Pilatos enfrentando uma decisão crucial: o que fazer com Jesus, chamado o Cristo. Ele está diante de uma escolha que tem implicações profundas e eternas. Essa pergunta ressoa através dos séculos, ecoando em nossos próprios corações e mentes. Como responder a Jesus Cristo?

Para Pilatos, Jesus era uma figura controversa. Ele reconhece que Jesus é chamado de Cristo, o Messias, o Ungido de Deus. No entanto, Pilatos não parece compreender plenamente a natureza e o propósito de Jesus. Ele está confrontado com uma escolha que não pode ser evitada: aceitar ou rejeitar Jesus como o Rei dos Judeus, como o Messias prometido.

Essa mesma pergunta ecoa em nossas vidas hoje. Como responderemos a Jesus Cristo? Podemos ignorá-lo, rejeitá-lo ou, como alguns fazem, tentar se esquivar de uma resposta definitiva. No entanto, a questão permanece, chamando-nos à tomada de decisão.

Que possamos refletir sobre o que fazer com Jesus, o Cristo, em nossas próprias vidas. Ele continua a nos chamar para uma resposta pessoal e comprometida. Que possamos abrir nossos corações e mentes para Ele, reconhecendo-O como nosso Senhor e Salvador, o Rei dos reis e o Senhor dos senhores.


HOMILIA

"Trazendo à Luz a Profundidade da Paixão"


Meus irmãos e irmãs em Cristo,


Hoje, somos chamados a mergulhar nas profundezas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, conforme nos é apresentado no Evangelho de João, capítulos 18 e 19. Esta passagem não é apenas uma narrativa histórica, mas uma fonte inesgotável de sabedoria espiritual e verdadeira compreensão sobre o sacrifício redentor de Cristo.

No jardim de Getsêmani, vemos Jesus em profunda angústia, enfrentando a agonia do que estava por vir. Ele sabia o que o esperava: a traição, a injustiça, o sofrimento físico e a morte na cruz. E, no entanto, Ele se submeteu à vontade do Pai, aceitando o cálice da dor para a nossa salvação.

Ao longo de todo o processo, Jesus permaneceu calmo, firme e digno. Ele não resistiu quando Judas o traiu, nem quando foi falsamente acusado diante de Anás e Caifás. Ele não se defendeu diante de Pilatos, mas permaneceu em silêncio diante das acusações. Sua coragem silenciosa fala volumes sobre o poder da humildade e da confiança em Deus.

O encontro de Jesus com Pilatos revela uma verdade profunda sobre o reino de Deus. Jesus não é um rei terreno, cujo poder é conquistado pela força das armas. Ele é o Rei dos corações, cujo domínio é estabelecido pela verdade, pelo amor e pela justiça. Pilatos, incapaz de compreender essa realidade espiritual, pergunta: "Que é a verdade?" Uma questão que ressoa até os dias de hoje, quando muitos buscam significado e propósito em um mundo cheio de incertezas.

Na Via Crucis, vemos Jesus carregando a cruz, não apenas como um símbolo de seu sofrimento, mas como um sinal de sua entrega total ao plano divino de salvação. Ele aceita o peso da humanidade pecadora sobre seus ombros amorosos, caminhando em direção ao Calvário, onde o amor de Deus será manifestado de forma suprema.

E na cruz, Jesus pronuncia palavras de perdão, amor e reconciliação. Ele perdoa aqueles que o crucificaram, demonstrando a magnitude de sua misericórdia divina. E ao entregar seu espírito nas mãos do Pai, Ele nos mostra o caminho para a verdadeira liberdade e redenção.

Meus amados, que este relato da Paixão de Cristo não seja apenas uma história para nós, mas uma fonte de inspiração e transformação. Que possamos nos unir a Jesus em sua jornada de sacrifício e redenção, oferecendo nossas próprias cruzes e sofrimentos como um meio de comunhão com Ele.

Que possamos aprender com Jesus a humildade, a coragem e a confiança na vontade do Pai. Que possamos seguir seu exemplo de amor incondicional, perdão e compaixão para com o próximo. E que possamos encontrar esperança e salvação na cruz de Cristo, onde o poder do pecado e da morte foi derrotado para sempre.

Que possamos viver cada dia em profunda gratidão pelo sacrifício de Jesus, lembrando-nos de que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Amém.

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

#evangelho #homilia #reflexão #católico #evangélico #espírita #cristão

#jesus #cristo #liturgia #liturgiadapalavra #liturgia #salmo #oração

#primeiraleitura #segundaleitura #santododia

terça-feira, 21 de novembro de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 19,45-48 - 24.11.2023

Liturgia Diária


24 – SEXTA-FEIRA 

SANTO ANDRÉ DUNG-LAC, presbítero, E COMPANHEIROS, mártires


 (vermelho, pref. comum, ou dos mártires – ofício da memória)



Evangelho: Lucas 19,45-48

Em um impactante episódio, Jesus, zeloso pelo sagrado, purifica o templo, ressaltando a importância de nossos corações como espaços dedicados à oração e busca sincera por Deus.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 45 Tendo entrado no templo, começou a expulsar os vendedores,

46 dizendo-lhes: "Está escrito: 'Minha casa será casa de oração'; mas vós fizestes dela um covil de ladrões."

47 E diariamente ensinava no templo. Os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os chefes do povo procuravam matá-lo.

48 Mas não encontravam meio de realizá-lo, porque todo o povo estava suspenso a ouvi-lo.

- Palavra da Salvação.


Reflexão:

"Está escrito: 'Minha casa será casa de oração'; mas vós fizestes dela um covil de ladrões." (Lucas 19,46)


Neste trecho do Evangelho, Jesus entra no templo e encontra uma situação que o perturba profundamente: a presença de vendedores e cambistas dentro do local sagrado. Ele os expulsa, citando uma passagem das Escrituras que destaca a importância do templo como uma casa de oração.

Essa ação de Jesus é mais do que uma mera condenação do comércio no templo; ela simboliza uma crítica ao desvio de propósito e à corrupção espiritual. O templo, que deveria ser um lugar dedicado à adoração a Deus e à busca espiritual, havia se tornado um lugar de exploração comercial, onde o foco estava nas transações financeiras em vez da conexão com o divino.

A reflexão aqui pode nos levar a considerar a nossa própria vida espiritual e a pureza de nossas intenções ao buscar a Deus. Podemos questionar se, em nossa jornada espiritual, estamos mantendo o foco na adoração e na busca sincera por Deus, ou se estamos permitindo que interesses materiais e mundanos desviem nosso propósito.

Além disso, a reação das autoridades religiosas da época, que procuravam matar Jesus, destaca a resistência à mensagem transformadora que ele trazia. Isso nos lembra da necessidade de estarmos abertos à mudança e à correção em nossa própria vida espiritual, mesmo quando isso pode desafiar estruturas estabelecidas.

Portanto, esse trecho do Evangelho nos convida a refletir sobre a pureza de nossas intenções espirituais, a prioridade que damos à adoração a Deus em nossas vidas e a disposição para aceitar a mensagem transformadora de Cristo, mesmo que isso envolva mudanças desconfortáveis em nossas vidas.


HOMILIA

"Restaurando o Sagrado: Uma Chamada à Pureza Espiritual"


Queridos irmãos em Cristo,


Hoje, nos reunimos para meditar sobre a passagem do Evangelho segundo Lucas (19,45-48), onde testemunhamos Jesus entrando no templo e, com zelo divino, expulsando os vendedores, declarando: "Está escrito: 'Minha casa será casa de oração'; mas vós fizestes dela um covil de ladrões."

Essas palavras de Jesus ecoam através dos séculos, convocando-nos a examinar nossos próprios templos interiores, as moradas espirituais que construímos em nossos corações. Assim como o templo físico foi corrompido pelo comércio e interesses egoístas, nossas vidas espirituais muitas vezes são contaminadas por preocupações terrenas que desviam nossa atenção do divino.

Jesus não estava apenas condenando práticas comerciais inadequadas, mas, mais profundamente, apontando para a necessidade de restauração espiritual. Hoje, somos desafiados a fazer uma análise honesta de nossas próprias vidas espirituais. Será que transformamos nossos templos interiores em locais de busca sincera por Deus, ou permitimos que se tornem centros de egoísmo, materialismo e distrações mundanas?

A mensagem de Jesus nos convida a restaurar a pureza em nossas relações com o divino. Devemos nos perguntar se as atividades diárias, os relacionamentos e as escolhas refletem a busca pela presença de Deus. Quando permitimos que preocupações seculares dominem nossas vidas, corremos o risco de perder de vista a verdadeira essência da adoração.

A citação de Jesus, "Minha casa será casa de oração," ressoa como um chamado à prioridade espiritual. É uma lembrança de que nossos corações, como templos do Espírito Santo, devem ser lugares onde a oração, a adoração e a busca por Deus têm precedência sobre todas as outras coisas.

Em um mundo cheio de distrações e demandas constantes, é fácil perder o foco na verdadeira razão pela qual fomos criados: para amar, adorar e servir a Deus. A mensagem atemporal de Lucas 19,45-48 nos incentiva a realizar uma reforma espiritual, a expulsar os vendedores do egoísmo e da indiferença que podem habitar nossos corações.

À medida que refletimos sobre essa passagem, recordemos que, assim como o povo estava suspenso para ouvir Jesus no templo, nossa atenção deve ser cativada pela voz do Salvador em nossas vidas. Que possamos renovar nosso compromisso de tornar nossos templos interiores verdadeiros lugares de encontro com Deus, onde a oração e a adoração são os alicerces de nossas vidas.

Que o Espírito Santo nos guie nesta jornada de restauração espiritual, para que possamos, verdadeiramente, experimentar a presença de Deus em nossas vidas. Amém.

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

#evangelho #homilia #reflexão #católico #evangélico #espírita #cristão

#jesus #cristo #liturgia #liturgiadapalavra #liturgia #salmo #oração

#primeiraleitura #segundaleitura #santododia

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 11,27-28 - 14.10.2023

Liturgia Diária


14 – SÁBADO 

27ª SEMANA DO TEMPO COMUM


(verde – ofício do dia)



Neste trecho, uma mulher da multidão elogia a mãe de Jesus, expressando admiração por ela. No entanto, Jesus responde de maneira interessante, focando na importância de ouvir a palavra de Deus e agir de acordo com ela.

Evangelho: Lucas 11,27-28

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 

27 Enquanto ele estava falando, uma mulher da multidão levantou a voz e disse-lhe: "Feliz o ventre que te trouxe e os seios em que mamaste!"

28 Jesus replicou: "Felizes, antes, aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática." 

- Palavra da Salvação


Reflexão

"Felizes, antes, aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática."


Jesus está enfatizando que, embora sua mãe, Maria, seja abençoada por ter dado à luz a Ele, uma maior bênção está reservada para aqueles que ouvem a palavra de Deus e a obedecem. Ele está direcionando a atenção para a importância da obediência à vontade divina em vez de focar apenas nas relações familiares. Isso nos lembra que a verdadeira bênção vem de uma fé ativa e da prática dos ensinamentos de Deus em nossas vidas.


Esses versículos também destacam a importância de ouvir atentamente a palavra de Deus, compreendê-la e aplicá-la em nossas vidas. A verdadeira felicidade e bênção vêm não apenas de ouvir, mas de agir de acordo com a vontade de Deus.


Portanto, podemos tirar dessa passagem a importância de não apenas reconhecer a importância das figuras religiosas, mas também de seguir os ensinamentos divinos em nossas vidas diárias, agindo com amor, compaixão e obediência à vontade de Deus.


HOMILIA

"A Verdadeira Bênção: Ouvir e Viver a Palavra de Deus"


Caros irmãos em Cristo,


Hoje, nas palavras de Lucas 11:27-28, encontramos uma lição profunda que nos convida a refletir sobre o significado da verdadeira bênção. Uma mulher da multidão ergue a voz e elogia a mãe de Jesus, dizendo: "Feliz o ventre que te trouxe e os seios em que mamaste!" É natural que admiremos a Mãe de Jesus, Maria, mas Jesus nos oferece uma perspectiva mais profunda, uma lição que ecoa ao longo dos séculos e permanece profundamente relevante em nossas vidas hoje.


A resposta de Jesus é clara: "Felizes, antes, aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática." Nesta simples resposta, Ele nos lembra que a verdadeira bênção não está apenas em relações familiares ou em aparências externas, mas reside naqueles que ouvem a Palavra de Deus e a vivem em suas vidas cotidianas.


Vivemos em um mundo onde muitas vezes somos bombardeados por mensagens sobre sucesso, riqueza e fama. Somos constantemente confrontados com a ideia de que a felicidade está ligada a posses materiais, à nossa aparência ou ao nosso status social. No entanto, Jesus nos convida a olhar mais fundo, a buscar uma bênção mais duradoura, uma bênção que transcende as circunstâncias temporais.


A verdadeira bênção é encontrada naqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática. Significa viver uma vida de fé, amor, perdão e compaixão. Significa amar o próximo como a si mesmo, ajudar os necessitados, perdoar os que nos ofendem e viver de acordo com os princípios divinos, mesmo quando isso é desafiador.


Em um mundo repleto de divisões, desigualdade, violência e intolerância, a mensagem de Jesus é mais relevante do que nunca. Ele nos chama a sermos agentes de mudança, a sermos portadores da verdadeira bênção, a vivermos de forma a transformar nossa sociedade. Ele nos chama a sermos luzes em meio à escuridão, a sermos fontes de amor e esperança em um mundo frequentemente carente dessas virtudes.


Neste Evangelho, Jesus nos recorda que a verdadeira bênção não é dada apenas aos privilegiados, mas está disponível para todos nós. Ela está ao alcance de todos, não importa nossa origem, nossa condição social ou nosso passado. A verdadeira bênção é um presente que Deus oferece a cada um de nós, e a única condição é que estejamos dispostos a ouvir Sua Palavra e a viver de acordo com ela.


Assim, quando enfrentarmos as dificuldades da vida, quando nos sentirmos perdidos ou desanimados, lembremo-nos destas palavras de Jesus. Encontremos nossa verdadeira bênção em Deus e na aplicação de Sua Palavra em nossas vidas. Se o fizermos, seremos verdadeiramente felizes, e nossa luz brilhará em um mundo que anseia por amor, paz e justiça.


Que Deus nos dê a graça de ouvir Sua Palavra e a coragem de vivê-la diariamente. Amém.

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

#evangelho #homilia #reflexão #católico #evangélico #espírita #cristão

#jesus #cristo #liturgia #liturgiadapalavra #liturgia #salmo #oração

#primeiraleitura #segundaleitura #santododia

sábado, 26 de agosto de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 16,13-20 - 27.08.2023

Liturgia Diária


27 – DOMINGO 

21º DO TEMPO COMUM


(verde, glória, creio – 1ª semana do saltério)



Inclinai, Senhor, o vosso ouvido e escutai-me; salvai, meu Deus, o servo que confia em vós. Tende compaixão de mim, clamo por vós o dia inteiro (Sl 85,1ss).


A liturgia nos questiona sobre quem é Jesus para nós e nos convida a uma resposta pessoal, inspirada pela sabedoria divina. As palavras de Pedro, representando os discípulos, têm a força de suscitar em nós a fé que vai além de palavras e se exprime na confiança em Deus, o único que pode dar a segurança de uma rocha, sobre a qual a comunidade é construída. Celebremos em comunhão com os catequistas e com todos os servidores da comunidade.


Evangelho: Mateus 16,13-20


Aleluia, aleluia, aleluia.


Tu és Pedro, e sobre esta pedra / edificarei minha Igreja; / e os poderes do reino das trevas / jamais poderão contra ela! (Mt 16,18) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e aí perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros, ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. 20Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 16,13-20

«Quem é que as pessoas dizem ser o Filho do Homem? (…) E vós, quem dizeis que eu sou?»


Rev. D. Joaquim MESEGUER García

(Rubí, Barcelona, Espanha)

Hoje, a profissão de fé de Pedro em Cesareia de Filipe abre a ultima etapa do ministério público de Jesus preparando-nos para o acontecimento supremo da sua morte e ressurreição. Depois da multiplicação dos pães e dos peixes, Jesus decide retirar-se por algum tempo com os seus apóstolos para intensificar a sua formação. Neles começa a tornar-se visível a Igreja, semente do Reino de Deus no mundo.


Há dois Domingos atrás, ao contemplar como Pedro andava sobre as águas e se afundava nelas, escutávamos a repreensão de Jesus: «Que pouca fé! Porque duvidaste?» (Mt 14,31). Hoje, a repreensão é trocada por um elogio: «Feliz és tu, Simão, filho de Jonas» (Mt 16,17). Pedro é ditoso porque abriu o seu coração à revelação divina e reconheceu em Jesus Cristo o Filho de Deus Salvador. Ao longo da história colocam-se-nos as mesmas perguntas: «Quem é que as pessoas dizem ser o Filho do Homem? (…) e vós, quem dizeis que eu sou?» (Mt 16,13.15). Também nós, num momento ou outro, tivemos que responder quem é Jesus para mim e o que é que reconheço Nele; de uma fé recebida e transmitida por testemunhos (pais, catequistas, sacerdotes, professores, amigos…) passamos a uma fé personalizada em Jesus Cristo, da qual também nos convertemos em testemunhas, já que nisso consiste o núcleo essencial da fé cristã.


Somente desde a fé e a comunhão com Jesus Cristo venceremos o poder do mal. O Reino da morte manifesta-se entre nós, causa-nos sofrimento e apresenta-nos muitas interrogações; no entanto, também o Reino de Deus se faz presente no meio de nós e revela a esperança; e a Igreja, sacramento do Reino de Deus no mundo, cimentada na rocha da fé confessada por Pedro, nos faz nascer à esperança e à alegria da vida eterna. Enquanto houver humanidade no mundo, será preciso dar esperança e enquanto for preciso dar esperança, será necessária a missão da Igreja; por isso, o poder do inferno não a derrotará, já que Cristo, presente no seu povo, assim nos garante.


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«O bem-aventurado Pedro é o primeiro dos apóstolos, ama impetuosamente a Cristo, de quem mereceu ouvir: 'E eu digo-te que tu és Pedro', e sobre esta pedra edificarei a fé que acabas de professar» (Santo Agustinho)


«Cada um de nós é uma pequena pedra mas, nas mãos de Jesus ela é orientada para a construção da Igreja: ela é uma comunidade de vida, feita de muitíssimas pedras, todas diferentes, que formam um único edifício no sinal da fraternidade e da comunhão» (Francisco)


«No colégio dos Doze, Simão Pedro ocupa o primeiro lugar (307). Jesus confiou-lhe uma missão única (...). Cristo, ´Pedra viva´ (1Pe 2,4)), garante à sua Igreja, edificada sobre Pedro, a vitória sobre os poderes da morte. Pedro (...) terá a missão de defender esta fé para que nunca desfaleça e de nela confirmar os seus irmãos (cf. Lc 22,32)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 552)

Fonte https://evangeli.net/


A AFIRMAÇÃO DE PEDRO Mt 16,13-19

HOMILIA


Na narrativa de Mateus encontramos duas de suas características dominantes. Ele acentua a dimensão messiânica de Jesus e já apresenta sinais da instituição eclesial nascente. Escreve na década de 80, quando os discípulos de Jesus oriundos do judaísmo estavam sendo expulsos das sinagogas que até então frequentavam. Ele pretende convencer estes discípulos de que em Jesus se realizam suas esperanças messiânicas moldadas sob a antiga tradição de Israel. Daí o acentuado caráter messiânico atribuído a Jesus por Mateus. Os cristãos, afastados das sinagogas, começam a estruturar-se em uma instituição religiosa própria, na qual a figura de referência é Pedro, já martirizado em Roma. Pedro é apresentado como o fundamento da Igreja e detentor das chaves do Reino dos Céus.


Ó Deus, hoje nos concedeis a alegria de festejar S. Pedro e S.Paulo… apóstolos que nos deram as primícias da fé. Estamos aqui como Igreja a reconhecer a unidade de fé que viveram na diversidade de missão. Por isso os celebramos juntos. Sua fé em Jesus foi força que encontraram para suas vidas e para sua missão. O Espírito moldou seus corações de tal modo que puderam, como diz Paulo, dizer: “Para mim, viver é Cristo” (Fl 1,21). Pedro faz a primeira expressão de fé do discípulo: “Tu és o Messias, o Filho de Deus Vivo” (Mt 16.16). Eu tenho a tentação de ver Pedro mais ligado à tradição e Paulo como um tipo mais avançado e rebelde. Os dois eram parecidos. Vemos Pedro romper com a tradição judaica e entrar em casa de pagãos consciente de que não devia chamar de impuro o que Deus declarara puro (At 10,15). Pedro abre as portas do paganismo ao Evangelho, no Concílio de Jerusalém, tachando a tradição judaica de um jugo impossível de suportar (At.15,10). Era uma grande libertação que fazia dentro de si mesmo pela ação do Espírito. Essa posição liberou a Igreja. Esse ato dá liberdade total a Paulo para evangelizar os pagãos (v.12). Paulo tão forte na liberdade, mantém tradições judaicas como cortar cabelos para cumprir um voto (At 18,18) e, por causa dos judeus, circuncidar Timóteo que tinha pai grego (At 16,3). A fé professada por Pedro se dá em um momento crucial da vida de Jesus, e O anima a seguir rumo à Paixão. Pedro recebe uma bem-aventurança: “Feliz és tu Simão, pois não foi um ser humano que te revelou isso, mas meu Pai que está nos céus”. Tem o dom de ser pedra de alicerce sobre a qual Jesus constrói a Igreja e lhe dá o poder de ligar e desligar (Mt 16,17-19). Paulo reconhece a ação do Espírito: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé” (2Tm 4,7).


Deram a vida pela Igreja e por Cristo. Rezamos no prefácio: “Unidos pela coroa do martírio, recebem igual veneração”. Eles têm consciência durante sua vida de que a perseguição que sofrem é por causa do Evangelho. Herodes desencadeou a perseguição sobre a Igreja; Matou Tiago e prendeu Pedro para apresentá-lo ao povo e ser morto. Ele foi libertado da prisão por um anjo (At 12,1-11). Paulo tem consciência do fim: “Já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida” (2Tm 4,8). Os dois têm a experiência de que são protegidos pelo Senhor: “O Senhor esteve a meu lado e me deu forças” (v. 17); Pedro reconhece: “Agora sei que o Senhor enviou seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava” (v.11).


O ensinamento desta festa à Igreja é a abertura à tradição e ao acolhimento da novidade para ser fiel. A Igreja tem que se voltar sempre para o dinamismo destes dois homens que deram a vida pelo evangelho. Eles nos ensinam. Não podemos ficar na superficialidade e celebrar sem refletir o que os fez grandes. Eles não só são colunas da fé, mas também dão rumos para seu futuro. Vivemos tempos nos quais há tendências de voltar à tradição pela tradição e à novidade pela novidade. Mas devemos partir da fé que professamos em cada celebração.


A Igreja celebra Pedro e Paulo no mesmo dia porque trabalharam na unidade da fé e na diversidade de modalidades. Sua força apostólica está na fé em Jesus. Pedro e Paulo não se diferem pelo apego à tradição ou inovação, mas pelo campo. Ambos têm a tradição que preserva e a inovação que assume caminhos novos. Ambos vivem da fé.


Unidos pelo martírio recebem igual veneração. Sofrem por causa do Evangelho. Herodes prende Pedro e Paulo está preso em Roma com a consciência de ter combatido o bom combate e guardado e fé. Ambos sabem que o Senhor esteve sempre com eles.


O ensinamento desta festa é a abertura à tradição e o acolhimento da novidade para ser fiel. Eles são colunas da Igreja, mas também dão rumos. Há tendência de voltar à tradição pela tradição ou ir à novidade pela novidade. Como Pe. Vitor Coelho dizia: a Igreja não é de bronze, pois enferruja. É uma árvore que cresce porque tem ramos novos e permanece porque tem tronco.


Celebrando S. Pedro e S. Paulo nós celebramos a ação de Deus em Jesus para implantar o seu Reino no mundo. Ele usou duas luvas de briga: uma grosseira, Pedro, e outra mais caprichada, Paulo. Por que essa diferença?


Os dois implantaram a Igreja de Deus em dois mundos diferentes, mundo judeu e mundo pagão. Missão diferente, mas o mesmo fim. Diferente é o modo de compreender a fé. Isso enriquece. O judaísmo tende ao ritualismo; o paganismo tende a um modo mais livre de vida. A Igreja se enriquece com esses dois modos de entender.


Eles se fundam na fé. Pedro e Paulo vivem Jesus. Mesmo passando na boca do leão, foram salvos e preservados. Deram a vida por Jesus. Eles falavam grosso e tinham o que dizer sobre Deus. Eu e você, o que temos feito no que toca a nossa fé em Deus?


Pai consolida minha fé, a exemplo do apóstolo Pedro que, em meio às provações, soube dar, com o seu martírio, testemunho consumado de adesão a Jesus.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

#evangelho #homilia #reflexão #católico #evangélico #espírita #cristão

#jesus #cristo #liturgia #liturgiadapalavra #liturgia #salmo #oração

#primeiraleitura #segundaleitura #santododia

domingo, 13 de agosto de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 18,21-19,1 - 17.08.2023

Liturgia Diária


17 – QUINTA-FEIRA 

19ª SEMANA DO TEMPO COMUM


(verde – ofício do dia)



Considerai, Senhor, vossa Aliança e não abandoneis para sempre o vosso povo. Levantai-vos, Senhor, defendei vossa causa e não desprezeis o clamor de quem vos busca (Sl 73,20.19.22s).


Deus não cessa de marcar presença junto a seu povo e de protegê-lo em todas as situações. De nossa parte, ele espera que acolhamos os ensinamentos do seu Reino, que pede de nós um espírito compassivo e sempre pronto a oferecer o dom do perdão.


Evangelho: Mateus 18,21-19,1


Aleluia, aleluia, aleluia.


Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo / e ensinai-me vossas leis e mandamentos! (Sl 118,135) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo’. 27Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros, que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei!’ 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida porque tu me suplicaste. 33Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. 19,1Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 18,21-19,1

«Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim?»


Rev. D. Joan BLADÉ i Piñol

(Barcelona, Espanha)

Hoje, perguntar «quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim?» (Mt 18,21), é também perguntar: Estes a quem tanto amo, os vejo com tantas manias e caprichos que me chateiam, que me incomodam com frequência, não falam comigo... E isto se repete este dia e no outro dia. Senhor, até quando tenho que aguentar isso?


Jesus responde com a lição de paciência. Na realidade, os dois devedores coincidem quando dizem: «Tem paciência comigo» (Mt 18,26.29). Mas, enquanto o descontrole do malvado, que já ia sufocando o outro por pouca coisa, lhe ocasionaria a ruína moral e econômica, a paciência do rei, não só salva o devedor, sua família e os bens, como engrandece a personalidade do monarca e gera confiança na corte. A reação do rei, nos lábios de Jesus, nos recorda o livro dos Salmos: «Mas em ti se encontra o perdão, para seres venerado com respeito» (Sal 130,4).


Está claro que precisamos nos opor à injustiça, e, se necessário, energicamente (suportar o mal seria um indício de apatia ou covardia). Mas, a indignação é saudável quando nela não há egoísmo, nem ira, nem sandice, senão o desejo reto de defender a verdade. A autêntica paciência é a que nos leva a suportar misericordiosamente a contradição, a debilidade, as doenças, as faltas de oportunidade das pessoas, dos acontecimentos ou das coisas. Ser paciente equivale a dominar-se a si mesmo. As pessoas susceptíveis ou violentas não podem ser pacientes porque nem pensam nem são donos de si mesmos.


A paciência é uma virtude cristã porque faz parte da mensagem do Reino dos Céus, e se forja na experiência de que todos nós temos defeitos. Se Paulo nos exorta a nos suportarmos uns aos outros (cf. Col 3,12-13), Pedro nos recorda que a paciência do Senhor nos dá a oportunidade de nos salvarmos (cf. 2 Pe 3,15).


Certamente, quantas vezes a paciência do bom Deus nos perdoou no confessionário! Sete vezes? Setenta vezes sete? Quiçá mais!


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Se buscar um exemplo de paciência, encontrara o melhor deles na Cruz. Grande foi a paciência de Cristo na cruz» (São Tomás de Aquino)


«O Senhor toma-se seu tempo. Mas incluso Ele, nesta relação conosco, tem muita paciência. E espera por nós até o final da vida! Pensemos no bom ladrão, que justo ao final, reconheceu a Deus» (Francisco)


«Os leigos recebem a vocação admirável e os meios que permitem ao Espírito produzir neles frutos cada vez mais abundantes. De facto, todas as suas atividades, orações, iniciativas apostólicas, a sua vida conjugal e familiar, o seu trabalho de cada dia, os seus lazeres do espírito e do corpo, se forem vividos no Espírito de Deus, e até as provações da vida se pacientemente suportadas, tudo se transforma em “sacrifício espiritual, agradável a Deus por Jesus Cristo”. Na celebração eucarística, todas estas oblações se unem à do Corpo de Senhor, para serem piedosamente oferecidas ao Pai (...).» (Catecismo da Igreja Católica, n° 901)

Fonte https://evangeli.net/


Nada é mais divino do que perdoar

HOMILIA


Não busquemos simplesmente respostas humanas para perdoar, busquemos o auxílio da graça, a vida em Deus e na oração

“Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus respondeu: ‘Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete’” (Mateus 18,21-22).


 

Não há nada mais divino do que o perdão e não há nada mais diabólico do que a falta de perdão. Estamos no meio desse fogo cruzado: o fogo da graça, que faz de nós criaturas novas, e o fogo do inferno, que perde a nossa alma e a nossa vida.


Enquanto o fogo do Espírito, o fogo de Deus, o fogo do Céu aniquila o ressentimento, a mágoa, a falta de misericórdia e perdão, o fogo do inferno faz de nós pessoas vingativas, rancorosas, maldosas e assim por diante. É verdade que nós somos humanos e a nossa humanidade se fere, machuca e reacende. Ou pegamos o fogo da graça para curar nossa humanidade ou deixamos que o fogo do inferno acenda em nós e torne a nossa humanidade pior, estragada e mais enferma do que ela já é. Muitos de nós estão doentes e enfermos no corpo, na alma e no espírito pela falta do perdão.


Cultivamos o ressentimento e a mágoa que só nos enfraquecem, tornam-nos mais doentes e piores para nós e para os outros. Quando não perdoamos, o azedume toma conta de nós, a amargura cresce em nosso coração, a raiva se dilacera em nossos atos, em nossas atitudes e naquilo que fazemos.


Perdoar não significa que somos bonzinhos, que somos anjos. Perdoar significa que estamos permitindo a graça de Deus reinar no nosso coração. Nada é mais divino do que perdoar!


Deus não se faz presente numa pessoa quando ela fala muito d’Ele. Deus se faz presente numa pessoa quando ela tem atitudes divinas, e não há atitude divina mais sublime do que a arte e a graça de perdoar as ofensas, as mágoas e tantas situações vividas. Você pode pensar: “Eu não consigo perdoar o meu irmão, a dor foi grande demais!”. Humanamente, pode ser que não consigamos, mas, com a graça divina, o fogo do Espírito queima aquilo que ficou em nós: o ressentimento, a mágoa. O perdão é vivo, é concreto e real.


Não busquemos simplesmente respostas humanas para perdoar, busquemos o auxílio da graça, a vida em Deus e na oração. Busquemos o remédio divino da salvação, para que possamos ser canais do perdão e misericórdia de Deus.


O perdão de Deus para nós não tem limites, não cabe dentro dos cálculos humanos, o perdão que Deus quer que exale de nós é o perdão que brota da cruz, do amor, de uma verdadeira experiência com Deus.


Se não conseguimos perdoar, que Deus nos dê a graça e a força necessária para que vivamos o perdão setenta vezes sete, todos os dias e em todos os momentos e situações da vida.


Deus abençoe você!

Fonte Padre Roger Araújo

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

#evangelho #homilia #reflexão #católico #evangélico #espírita #cristão

#jesus #cristo #liturgia #liturgiadapalavra #liturgia #salmo #oração

#primeiraleitura #segundaleitura #santododia

sábado, 5 de agosto de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 14,22-36 - 08.08.2023

Liturgia Diária


8 – TERÇA-FEIRA 

SÃO DOMINGOS


PRESBÍTERO E FUNDADOR


(branco, pref. comum, ou dos pastores – ofício da memória)



Estes são os santos que receberam a bênção do Senhor e a misericórdia de Deus, seu salvador. É a geração dos que buscam a Deus (Sl 23,5s).


Domingos nasceu na Espanha em 1170 e faleceu na Itália em 1221. Ordenado presbítero, dedicou-se aos estudos de filosofia e teologia e às práticas de piedade. Estudioso da Bíblia e grande pregador, fundou a Ordem dos Pregadores, os Dominicanos, com a finalidade de anunciar a Boa-nova ao mundo. Foi entusiasta da oração popular do rosário. A seu exemplo, proponhamos-nos anunciar, com coragem e dignidade, o Evangelho da salvação.


Evangelho: Mateus 14,22-36


Aleluia, aleluia, aleluia.


Mestre, tu és o Filho de Deus, / és rei de Israel! (Jo 1,49) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Depois que a multidão comera até saciar-se, 22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26Quando os discípulos o avistaram andando sobre o mar, ficaram apavorados e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” 28Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. 29E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32Assim que subiram na barca, o vento se acalmou. 33Os que estavam na barca prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!” 34Após a travessia, desembarcaram em Genesaré. 35Os habitantes daquele lugar reconheceram Jesus e espalharam a notícia por toda a região. Então levaram a ele todos os doentes; 36e pediam que pudessem, ao menos, tocar a barra de sua veste. E todos os que a tocaram ficaram curados. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 14,22-36

«Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água»


Fray Lluc TORCAL Monje del Monastério de Sta. Mª de Poblet

(Santa Maria de Poblet, Tarragona, Espanha)

Hoje, não veremos Jesus a dormir na barca enquanto esta se afunda, nem acalmando a tempestade com uma só palavra de interpelação, suscitando assim a admiração dos discípulos (cf. Mt 8, 22-23). Mas a acção de hoje não é menos desconcertante: tanto para os primeiros discípulos como para nós.


Jesus tinha mandado os discípulos subir para a barca e ir para a outra margem; tinha despedido todos depois de saciar a multidão faminta e Ele tinha permanecido sozinho na montanha, profundamente concentrado em oração (cf. Mt 14,22-23). Os discípulos, sem o Mestre, avançam com dificuldade. Foi então que Jesus se aproximou da barca, caminhando sobre as águas.


Como acontece com pessoas normais e sensatas, os discípulos assustaram-se ao vê-Lo: os homens não costumam caminhar sobre a água e, portanto, deviam estar a ver um fantasma. Mas estavam enganados, não era um fantasma, mas tinham diante deles o próprio Senhor, que os convidava - como em tantas outras ocasiões - a não ter medo e a confiar n’Ele para descobrirem a fé. Esta fé exige-se, em primeiro lugar, a Pedro, que disse: «Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água» (Mt 14,28). Com esta resposta, Pedro mostrou que a fé consiste na obediência à palavra de Cristo: não disse «faça com que eu caminhe sobre as águas», mas queria fazer o que o próprio e único Senhor lhe mandasse, para poder crer na veracidade das palavras do Mestre.


As dúvidas fizeram-no cambalear na sua fé incipiente, mas levaram-no à confissão dos outros discípulos, agora com o Mestre presente: «Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!» (Mt 14,33). «O grupo daqueles que já eram apóstolos, mas que ainda não acreditavam, depois de verem que as águas se moviam sob os pés do Senhor e que, mesmo no movimento agitado das ondas, os passos do Senhor eram seguros, (...) acreditaram que Jesus era o verdadeiro Filho de Deus, confessando-O como tal» (Santo Ambrósio).

Pensamentos para o Evangelho de hoje

«A oração é uma conversa e um diálogo com Deus: garantia das coisas esperadas, igualdade de condição e honra com os anjos, emenda dos pecados, remédio para os males, garantia dos bens futuros» (São Gregório de Nisa)


«O que é a oração? Normalmente considera-se uma conversa. Numa conversa há sempre um "eu" e um "tu". Neste caso, um "Tu" com "T" maiúsculo. O mais importante é o Tu, porque a nossa oração parte por iniciativa de Deus» (S. João Paulo II)


«Não há outro caminho para a oração cristã senão Cristo. Seja comunitária ou pessoal, seja vocal ou interior, a nossa oração só tem acesso ao Pai se rezarmos «em nome» de Jesus. A santa humanidade de Jesus é, pois, o caminho pelo qual o Espírito Santo nos ensina a orar a Deus nosso Pai» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.664)

Fonte https://evangeli.net/


SOCORRO, SENHOR! Mt 14,22-36

HOMILIA


Jesus manda os discípulos para o outro lado do mar, enquanto ele próprio despediria as multidões. O destaque no evangelho de hoje vai para o barco agitado pelas ondas e pelo vento. Numa primeira fase, o “barco” simboliza a Igreja, já em processo de institucionalização na década de 80 do primeiro século do Cristianismo, quando Mateus escreve seu evangelho. Em segundo lugar simboliza a sua vida quando chega o momento das tentações e problemas de vários tipos.


Quando Jesus se aproxima, caminhando sobre as águas, Mateus narra também a caminhada de Pedro, que a tradição passou a cultuar como figura proeminente na Igreja. A vacilação de Pedro ao andar sobre as águas, entre a fé e a dúvida, induz as comunidades a compreenderem a importância de uma fé firme e decidida em Cristo como o tudo em todas as circunstâncias. Quem nos faz saber isso é Mateus que termina com a proclamação messiânica dos discípulos: “Verdadeiramente, tu és Filho de Deus”. A afirmação do messianismo de Jesus é uma forte característica de Mateus.


As comunidades de discípulos, ao longo da história, passam por tribulações sofrendo repressões. Pode-se chegar ao desânimo, com o sentimento de abandono por parte de Deus. Se assim acontecer, submerge-se no oceano do mundo dominado pelos poderes fundados sobre as riquezas acumuladas, que desprezam a vida dos pobres e pequeninos.


Contudo Jesus está presente. Não há o que temer, pois Jesus é a fonte da vida e a luz para o nosso caminho, e é a força propulsora da nova criação, do mundo novo possível.


Desse modo, percebe-se, na primeira leitura, que nem sempre Deus se manifesta da forma que tradicionalmente nos acostumamos a buscá-lo; e, na segunda, pode-se ver o apóstolo Paulo preocupado com a situação da comunidade. Preocupações dissipadas quando identificamos no evangelho, que as dificuldades da vida não podem afogar uma comunidade fundamentada na palavra de Deus e na fé no Cristo Ressuscitado.


Por que tanto medo? Jesus está conosco! Enquanto Jesus reza no monte, a barca dos discípulos está velejando no lago de Genesaré (Mt 14,22-23). Jesus os tinha obrigado a ir para o “outro lado”, isto é, para a terra dos pagãos. Para quê? Certamente para ensinar aos outros povos que a partilha é que constrói uma sociedade nova. Mas sair de casa para ir até os outros não é coisa fácil. O mar agitado, cheio de ventos fortes e ondas. O que significa isso? Significa a resistência dos discípulos, e a resistência de todos nós em compreender que o projeto de Deus é para todos, e não apenas para nós.


Jesus, em alta madrugada, vai até os discípulos, andando sobre a água. Ora, isso era prerrogativa de Deus (veja o livro de Jó 9,8). Os discípulos pensam que Jesus é um fantasma, e gritam de medo. Jesus, porém, os tranqüiliza, dizendo: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo”. Este é o modo como Deus sempre tranqüiliza os homens. E o “sou eu” lembra imediatamente o Deus do êxodo, que se revelou a Moisés como sendo o “Eu Sou”. Tudo isso mostra que os discípulos ainda não cresceram na fé.


Pedro, o líder dos discípulos e futuro chefe de todas as comunidades, faz um desafio: ir até Jesus, andando como ele sobre as águas, isto é, participando da sua divindade. Perigo. Para isso é preciso fé grande, entrega total. O que não acontece, pois Pedro teme, duvida, e começa a afundar.


O que Jesus diz vale para todos nós: “Homem fraco na fé, por que você duvidou?” Também nós duvidamos quando as coisas ficam difíceis e os ventos se tornam contrários, prova de que ainda não confiamos em Deus e no seu projeto. O vento cessa logo que Jesus entra na barca. Por quê? Dizem que no olho do furacão reina completa paz. Com Jesus em nosso meio estamos no olho do furacão: ao redor tudo gira e ameaça, mas nós permanecemos calmos, certos de que o projeto de Deus, realizado por Jesus, é e sempre será vitorioso. E, reconhecendo isso, vem a grande confissão dos discípulos e da comunidade cristã: “De fato, tu és o Filho de Deus”. Uma confissão de fé que nos faz acreditar em nós mesmos: em nossa vocação e nossa capacidade de amar, servir e partilhar, pois também nós, pelo Batismo, fomos feitos filhos de Deus. Não temamos. Também podemos andar pelas águas agitadas do mundo, sem medo de afundar porque Jesus está por perto. Basta na hora mais difícil gritarmos como Pedro: SOCORRO, SENHOR!

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

#evangelho #homilia #reflexão #católico #evangélico #espírita #cristão

#jesus #cristo #liturgia #liturgiadapalavra #liturgia #salmo #oração

#primeiraleitura #segundaleitura #santododia