domingo, 7 de maio de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 14,21-26 - 08.05.2023

Liturgia Diária


8 – SEGUNDA-FEIRA 

5ª SEMANA DA PÁSCOA


(branco – ofício do dia)



Ressuscitou o Bom Pastor, que deu a vida por suas ovelhas e quis morrer pelo rebanho, aleluia!


Todos somos convidados a abrir os olhos não só para o contínuo testemunho que Deus dá de si mesmo por meio das maravilhas da criação, mas também para nossa vocação de “moradas de Deus”. Ao Pai, que nos ama, recorramos sempre, cheios de filial confiança.


Evangelho: João 14,21-26


Aleluia, aleluia, aleluia.


O Espírito Santo, o Paráclito, / haverá de lembrar-vos de tudo o que tenho falado, aleluia! (Jo 14,26) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 21“Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele”. 22Judas – não o Iscariotes – disse-lhe: “Senhor, como se explica que te manifestarás a nós e não ao mundo?” 23Jesus respondeu-lhe: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. 24Quem não me ama não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou. 25Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. 26Mas o Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 14,21-26

«Mas o Defensor, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito»


Rev. D. Norbert ESTARRIOL i Seseras

(Lleida, Espanha)

Hoje, Jesus mostra-nos o seu imenso desejo de que participemos da sua plenitude. Incorporados nele, estamos na fonte da vida divina que é a Santíssima Trindade. «Deus está contigo. Na tua alma habita, em graça, a Beatíssima Trindade. —Por isso, tu, apesar das tuas misérias, podes e deves estar em continuo diálogo com o Senhor» (São Josemaria).


Jesus assegura que estará presente em nós pela graça divina que habita na alma. Assim, os cristãos já não somos órfãos. Já que nos ama tanto, apesar de não necessitar de nós, não quer prescindir de nós.


«Quem acolhe e observa os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele» (Jo 14,21). Este pensamento ajuda-nos a ter presença de Deus. Então, não têm lugar outros desejos ou pensamentos que, pelo menos, às vezes, nos fazem perder o tempo e nos impedem de cumprir a vontade divina. Eis uma recomendação de São Gregório Magno: «Que não nos seduza o elogio da prosperidade, porque é um caminhante tonto aquele que vê, durante o seu caminho, prados deliciosos e se esquece para onde queria ir».


A presença de Deus no coração nos ajudará a descobrir e realizar neste mundo os planos que a Providencia nos tenha atribuído. O Espírito do Senhor suscitará no nosso coração iniciativas para situá-las no vértice de todas as atividades humanas e tornar presente, assim, Cristo no alto da terra. Se tivermos esta intimidade com Jesus chegaremos a ser bons filhos de Deus e nos sentiremos seus amigos em todos os lugares e momentos: na rua, no meio do trabalho quotidiano, na vida familiar.


Toda a luz e o fogo da vida divina se derramarão sobre cada um dos fiéis que estejam dispostos a receber o dom do interior. A Mãe de Deus intercederá —como nossa mãe que é — para que penetremos neste tratado com a Santíssima Trindade.


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Que quando Ele vier encontre aberta a porta da tua morada, abre a tua alma a Ele, estende o interior da tua mente para que possas contemplar nela riquezas de justiça, tesouros de paz, suavidade de graça» (Santo Ambrósio)


«Jesus anuncia a vinda do Espírito que, em primeiro lugar, ensinará os discípulos a compreender cada vez mais plenamente o Evangelho, a acolhê-lo na sua existência e a torná-lo vivo com o seu testemunho» (Francisco)


«O Espírito e a Igreja cooperam para manifestar Cristo e a sua obra de salvação na liturgia. Principalmente na Eucaristia, que é o memorial do mistério da salvação. O Espírito Santo é a memória viva da Igreja (16)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.099)

Fonte https://evangeli.net/


EM QUE CONSISTE O NOVO MANDAMENTO? Jo 14,21-26

HOMILIA


Não precisas de responder. Até porque, Jesus já respondeu por você: Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é que me ama. O que deve fazer é fazer um exame de consciência para ver se realmente é assim que tem vivido. O modo como guarda os Seus mandamentos será a prova de fogo. Pois: E aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e manifestar-me-ei a ele.


O requisito fundamental para que vejamos em nós a manifestação da glória do Pai, do Filho e do Espírito Santo passa por amar a Deus sobre todas as coisas, ou seja, fazendo o estudo da Palavra, guardando os domingos e festas de guarda; e por último, amar as pessoas como a nós mesmo.


Acredito que você sabe que ser cristão é viver o amor de Cristo e trabalha para construir um mundo melhor.


Somos pessoas, e por isso nos relacionamos uns com os outros. Este relacionamento acontece ou é feito de várias maneiras numa convivência diária. E conviver é viver com os outros, como amigos, isto é, demonstrando amizade sincera, Isto é, desejando e fazendo para os outros exatamente aquilo que desejamos para nós, tratando os demais como nós gostaríamos de ser tratados também por eles.


Mas isso, só é possível na comunhão de amor com Jesus, que está unido com Deus-Pai e o Espírito Santo na eternidade. Ele nos convida a nos unirmos com Ele e neste propósito, como discípulos devemos contar com a presença do Espírito Santo, que é a luz de seus passos.


Antes, Jesus afirmara que iria ao Pai para preparar uma morada para os discípulos. Agora, fica esclarecido que esta morada não é em outro lugar distante, no céu, mas no próprio discípulo que guarda sua palavra. Segue nova afirmação da união com o Pai: a sua palavra é a palavra do Pai. A habitação divina nos discípulos completa-se com o envio do Defensor, o Espírito Santo. Sua missão é revelar a presença de Jesus nas comunidades, iluminar suas palavras e fortalecer a fé dos discípulos.


Só tendo o Espírito Santo em nós conseguiremos cumprir o mandamento do amor. E a medida desse amor é o próprio Jesus: A pessoa que não me ama não obedece à minha mensagem. É preciso que amemos a Deus sobre todas as coisas e amemos ao próximo como a nós mesmos.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

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Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

sábado, 6 de maio de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 14,1-12 - 07.05.2023

Liturgia Diária


7 – DOMINGO 

5º DA PÁSCOA


(branco, glória, creio – 1ª semana do saltério)



Cantai ao Senhor um canto novo, porque ele fez maravilhas e revelou sua justiça diante das nações, aleluia! (Sl 97,1s)


Com a disposição de viver como fiéis servidores da Palavra e do Reino, reunimo-nos para oferecer, por meio de Cristo, um sacrifício agradável a Deus. O Senhor ressuscitado, que celebramos nesta Eucaristia, apresenta-se à nossa comunidade como o caminho que conduz ao Pai, a verdade que liberta e a vida plena que se doa a toda a humanidade.


Evangelho: João 14,1-12


Aleluia, aleluia, aleluia.


Eu sou o caminho, a verdade e a vida. / Ninguém chega ao Pai senão por mim (Jo 14,6). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1“Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. 2Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós, 3e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais também vós. 4E para onde eu vou, vós conheceis o caminho”. 5Tomé disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” 6Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. 7Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”. 8Disse Felipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!” 9Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco e não me conheces, Felipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai’? 10Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. 11Acreditai-me, eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa dessas mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço e fará ainda maiores do que essas. Pois eu vou para o Pai”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 14,1-12

«Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim»


Pbro. Walter Hugo PERELLÓ

(Rafaela, Argentina)

Hoje, a cena que contemplamos no Evangelho põe-nos diante da intimidade que existe entre Jesus Cristo e o Pai; mas não é só isso, também nos convida a descobrir a relação entre Jesus e os seus discípulos. «E depois que eu tiver ido e preparado um lugar para vós, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais vós também» (Jo 14,3): estas palavras de Jesus, não só situam os discípulos numa perspectiva de futuro, como os convida a manterem-se fieis ao seguimento que tinham empreendido. Para compartilhar com o Senhor a vida gloriosa, hão de compartilhar também o mesmo caminho que leva Jesus Cristo às moradas do Pai.


«Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?» (Jo 14,5). Jesus respondeu: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. Se me conhecestes, conhecereis também o meu Pai. Desde já o conheceis e o tendes visto» (Jo 14,6-7). Jesus não propõe um caminho simples, certamente; mas marca-nos o caminho. Ainda mais, Ele mesmo que se faz Caminho para o Pai; Ele mesmo, com a sua ressurreição, faz-se Caminhante para nos guiar; Ele mesmo, com o dom do Espírito Santo nos alimenta e fortalece para não desfalecer no peregrinar: «Não se perturbe o vosso coração» (Jo 14,1).


Neste convite que Jesus nos faz, de ir ao Pai por Ele, com Ele e Nele, se revela o seu desejo mais íntimo e a sua mais profunda missão: «Ele que por nós se fez homem, sendo o Filho único, quer fazer-nos seus irmãos e, para isso, faz chegar até ao Pai verdadeiro a sua própria humanidade, levando nela consigo a todos os da sua mesma raça» (São Gregório de Niza).


Um Caminho para andar, uma Verdade para proclamar, uma Vida para compartilhar e desfrutar: Jesus Cristo


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Não te estão a dizer: 'Trabalha para encontrar o caminho, para que chegues à verdade e à vida'; não recebeste esta ordem. Preguiçoso, levanta-te! O mesmo caminho vem até ti para acordar-te do sonho em que estavas adormecido. Levanta-te, pois e anda» (Santo Agostinho)


«O Senhor é o único caminho que nos conduz à verdadeira vida. A construção de um mundo onde reinem o amor e a concórdia começa no coração de cada homem, quando nele ganha vida a escala de valores e as atitudes evangélicas do Senhor» (São João Paulo II)


«A fé n'Ele introduz os discípulos no conhecimento do Pai, porque Jesus é ‘o Caminho, a Verdade e a Vida’ (Jo 14,6). A fé dá os seus frutos no amor: guardar a sua Palavra, os seus mandamentos, permanecer com Ele no Pai (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.614)

Fonte https://evangeli.net/


JESUS É A VERDADE, O CAMINHO E A VIDA Jo 14,1-6

HOMILIA


Sabendo que pouco tempo lhe restaria no meio dos seus discípulos, Jesus pôs-se a mostrar-lhes muitas coisas que eles teriam que enfrentar quando Ele fosse embora para perto do Pai. Falava da casa do Pai e suas moradas. Prometia-lhes preparar um lugar para eles na Casa de Deus. Porém, os discípulos, permaneciam tendo dúvidas e não entendiam muito bem do que Jesus lhes falava.


A palavra que Jesus nos dirige hoje é o Sim que significa a Verdade, o Caminho e a Vida. Jesus é a verdade de Deus. Verdade que salva que redime que liberta e cura as nossas doenças. Ao responder sim, estamos dizendo que nós acreditamos e temos certeza absoluta de que tudo o que foi dito é a pura verdade e não há outra. Infelizmente existem ainda hoje muitas pessoas que como Tomé, não enxergam o caminho que nos conduz a verdadeira felicidade. Todavia, felizmente para estas pessoas, Jesus nos envia para que lhes provemos que Jesus é tudo para nós.


Quando Jesus usa as palavras: em verdade vos digo, que João duplica: Em verdade, em verdade vos digo, está reproduzindo a palavra do Senhor na boca dos profetas; está sublinhando não só que Ele é o enviado do Deus de verdade, mas que as Suas palavras são verdadeiras cheias do querer do Pai.


Jesus quis dizer com elas que o Seu Sim, é o Sim à Deus Pai! Que Ele é a testemunha fiel e verdadeira, o Princípio da criação de Deus. Ele é a Verdade de Deus, vive a verdade de Deus e diz a verdade de Deus, dá testemunho da verdade de Deus. Só Ele tem a verdade completa. Só por ELE que vamos ao Pai. Ele é o único caminho que nos leva ao Pai. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim.


Por Ele Deus realiza plenamente as suas promessas e mostra que Nele não há “sim” e “não” mas apenas “Sim” e por meio Dele que devemos dizer o nosso “sim” a Deus para a glória de Deus!


Por isso que no batismo a voz do Pai vindo do céu dizia: Tu és o meu Filho amado, em Ti encontro o meu agrado e na transfiguração a voz do Pai repete estas mesmas palavras acrescentando: Escutem o que Ele diz. É Ele que tem a verdade, a minha verdade!


Portanto, não precisamos ficar perturbados colocando dúvidas nos nossos pensamentos, buscando segurança em outros caminhos. Pelo contrário, devemos seguir os conselhos do Mestre: Tendes fé em Deus, tende fé em mim também e confiarmos em que a nossa morada já está preparada no céu e, que hoje, o céu é o nosso coração, casa de Deus, lugar onde Jesus habita pelo poder do Espírito Santo. Queres chegar ao Pai no Céu, que nos garante a vida plena e verdadeira felicidade? Procure Jesus. Ele é o Caminho a Verdade e a Vida. Não busques outros caminhos. Reaviva a fé, a disposição, a coragem, a humildade, a oração e procure alimentar-te sempre do conhecimento das palavras: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

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Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

sexta-feira, 5 de maio de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 14,7-14 - 06.05.2023

Liturgia Diária


6 – SÁBADO 

4ª SEMANA DA PÁSCOA


(branco – ofício do dia)



Povo resgatado por Deus, proclamai suas maravilhas: ele vos chamou das trevas à sua luz admirável, aleluia! (1Pd 2,9)


Diante dos obstáculos, cabe ao agente de pastoral manter a coragem e permanecer fiel aos sempre novos apelos do Senhor. A liturgia nos anima a realizar as mesmas obras de Cristo, prestando atenção nos sinais dos tempos.


Evangelho: João 14,7-14


Aleluia, aleluia, aleluia.


Se guardais minha Palavra, diz Jesus, / realmente vós sereis os meus discípulos (Jo 8,31s). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 7“Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”. 8Disse Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!” 9Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai’? 10Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. 11Acreditai-me, eu estou no Pai, e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa dessas mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai, 13e o que pedirdes em meu nome, eu o realizarei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14Se pedirdes algo em meu nome, eu o realizarei”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 14,7-14

«Eu estou no Pai e que o Pai está em mim»


P. Jacques PHILIPPE

(Cordes sur Ciel, França)

Hoje, estamos convidados a reconhecer em Jesus ao Pai que se nos revela. Filipe expressa uma intuição muito justa: «Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta» (Jo, 14, 8). Ver o Pai é descobrir Deus como origem, como vida que brota, como generosidade, como dom que constantemente renova cada coisa. Do que mais precisamos? Procedemos de Deus, e cada homem e, ainda de que não seja consciente, leva o profundo desejo de voltar a Deus, de reencontrar a casa paterna e permanecer ai para sempre. Hei aqui todos os bens que possamos desejar: A vida, a luz, o amor, a paz... São Inácio de Antioquia, que foi mártir no início do século dizia: «Há em mim um água viva que murmura e disse dentro de mim: Vem ao Pai!».


Jesus nos faz entrever a profunda intimidade recíproca que existe entre Ele e o Pai. «Eu estou no Pai e que o Pai está em mim» (Jo 14,11). O que Jesus diz e que faz acha sua fonte no Pai e, o Pai se expressa plenamente em Jesus. Todo o que o Pai deseja nos dizer se encontra nas palavras e nos atos do Filho. Todo o que Ele quer cumprir no nosso favor o cumpre pelo seu Filho. Acreditar no Filho nos permite ter «aceso a Deus» (Ef 2,18).


A fé humilde e fiel em Jesus, a eleição de lhe seguir e lhe obedecer dia trás dia, nos põe em contato misterioso mas real com o mesmo mistério de Deus e, nos faz beneficiários de todas as riquezas de sua benevolência e misericórdia. Esta fé permite ao Pai levar adiante, através de nós, a obra da graça que começou no seu Filho: «Quem crê em mim fará as obras que eu faço» (Jo 14,12).



Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Oremos como Deus, nosso mestre, nos ensinou. Pois se como disse fará o que pedimos ao Pai em seu nome, quão mais eficaz não será a nossa oração em nome de Cristo, se rezarmos com as suas próprias palavras?» (S. Cipriano)


«O convite do Senhor para O conhecermos é dirigido a cada um de vós, em qualquer lugar ou circunstancia em que nos encontremos. Basta tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de o tentar encontrar, todos os dias, sem descanso» (Francisco)


«Toda a vida de Cristo é revelação do Pai: as suas palavras e atos, os seus silêncios e sofrimentos, a maneira de ser e de falar. Jesus pode dizer: Quem Me vê, vê o Pai´ (Jo 14, 9); e o Pai:Este é o meu Filho predileto: escutai-O´ (Lc 9, 35)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 516)


Outros comentários

«E o que pedirdes em meu nome, eu o farei»


Rev. D. Iñaki BALLBÉ i Turu

(Terrassa, Barcelona, Espanha)

Hoje, quarto Sábado de Páscoa, a Igreja convida-nos a considerar a importância que tem para um cristão, conhecer Cristo cada vez mais. Com que ferramentas contamos para o fazer? Com diversas e, todas elas, fundamentais: a leitura atenta e meditada do Evangelho; nossa resposta pessoal na oração, esforçando-nos para que seja um verdadeiro diálogo de amor, e não um mero monólogo introspectivo, e o desejo renovado diariamente por descobrir Cristo no nosso próximo mais imediato de nós: um familiar, um amigo, um vizinho que talvez necessite da nossa atenção, do nosso conselho, da nossa amizade.


«Senhor, mostra-nos o Pai», pede Filipe (Jo 14,8). Uma boa petição para que a repitamos durante todo este Sábado. —Senhor, mostra-me o teu rosto. E podemos perguntar-nos: como é o meu comportamento? Os outros, podem ver em mim o reflexo de Cristo? Em que coisa pequena poderia lutar hoje? Aos cristãos nos é necessário descobrir o que há de divino na nossa tarefa diária, a marca de Deus no que nos rodeia. No trabalho, na nossa vida de relação com os outros. E também se estamos doentes: a falta de saúde é um bom momento para nos identificarmos com Cristo que sofre. Como disse Santa Teresa de Jesus, «Se não nos determinarmos a engolir de uma vez a morte e a falta de saúde, nunca faremos nada».


O Senhor no Evangelho assegura-nos: «Se pedirdes algo em meu nome, eu o farei» (Jo 14,13). —Deus é o meu Pai, que vela por mim como um Pai amoroso: não quer para mim nada de mau. Tudo o que passa —tudo o que me passa— é para o bem da minha santificação. Ainda que, com o olhos humanos, não o entendamos. Ainda que não o entendamos nunca. Aquilo —o que quer que seja – Deus o permite. Confiemos nele da mesma maneira que confiou Maria.

Fonte https://evangeli.net/


JESUS E O PAI Jo 14,7-14

HOMILIA


Senhor mostra-nos o Pai, e isso nos basta! Esta foi a preocupação de Filipe no Engelho de hoje e pode ser a de muitos diante de uma situação sem solução humanamente falando. Jesus, no quarto evangelho, fala frequentemente da sua relação com o Pai, da sua união com Ele, pelo fato de ter sido enviado por Ele. Ontem como hoje, os discípulos, agora representados por Filipe, queriam algo mais: uma visão direta do Pai. E então respondendo Jesus Se lhes revela: Eu estou no Pai e o Pai está em mim! Sua essência com o Pai é a mesma. Ele é o eterno Filho de Deus. Nele, por ele e para ele, foram criadas todas as coisas.


Mas esse desejo estava em contradição com aquilo que já nos aparece no prólogo de João: A Deus jamais alguém o viu. O Filho Unigénito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer (Jo 1, 18). Mas os discípulos não souberam reconhecer na presença visível do seu Mestre as palavras e as obras do Pai porque, para ver o Pai no Filho, é preciso acreditar na união recíproca que existe entre ambos. Só pela fé se reconhece a mútua imanência entre o Jesus e o Pai. Por isso, a única coisa que havemos de pedir é a fé, esperando confiadamente esse dom. Jesus ao apelar para a fé, apoia os seus ensinamentos em duas razões: a sua autoridade pessoal, tantas vezes experimentada pelos discípulos, e o testemunho das suas obras.


A obra de Jesus, inaugurada pela sua missão de revelador, é apenas um começo. Os discípulos hão-de continuar a sua missão de salvação, farão obras iguais e mesmo superiores às suas. Jesus quer mesmo dar coragem, aos seus e a todos os que hão-de acreditar n´Ele, para que se tornem participantes convictos e decididos na sua própria missão.


Jesus falou muito do Pai. Filipe entusiasmou-se e pediu a Jesus que lhe mostrasse o Pai. Mas o Senhor respondeu-lhe: Quem me vê, vê o Pai. Filipe queria ver o Pai, mas não conseguiu vê-lo em Jesus. Ao contemplar o Mestre ficou pela realidade externa, não conseguindo atingir o interior, a sua realidade íntima, com o olhar penetrante da fé. O verbo «ver», para João, indica duas ordens de realidades: a do sinal visível e o da glória do Verbo.


Eu estou no Pai e o Pai está em mim. Jesus é a revelação de amor, de um amor generoso que quer espalhar-se sem limites, que não tem ciúmes: quem crê em mim também fará as obras que Eu realizo; e fará obras maiores do que estas.


Pai, que eu saiba reconhecer-te na pessoa de Jesus, expressão consumada de teu amor misericordioso por todos os que desejam estar perto de ti.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

quinta-feira, 4 de maio de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 14,1-6 - 05.05.2023

Liturgia Diária


5 – SEXTA-FEIRA 

4ª SEMANA DA PÁSCOA


(branco – ofício do dia)



Vós nos resgatastes, Senhor, pelo vosso sangue, de todas as raças, línguas, povos e nações e fizestes de nós um reino e sacerdotes para o nosso Deus, aleluia! (Ap 5,9s)


Paulo anuncia o núcleo da história da salvação: a promessa que Deus fez aos antepassados, ele a cumpriu “quando ressuscitou Jesus”, seu Filho. Com gratidão e fé no Senhor Jesus, celebremos a salvação que ele conquistou para nós.


Evangelho: João 14,1-6


Aleluia, aleluia, aleluia.


Sou o caminho, a verdade e a vida; / ninguém vem ao Pai, senão por mim (Jo 14,6). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1“Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. 2Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós 3e, quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais também vós. 4E para onde eu vou, vós conheceis o caminho”. 5Tomé disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” 6Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 14,1-6

«Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim»


Rev. D. Josep Mª MANRESA Lamarca

(Valldoreix, Barcelona, Espanha)

Hoje, nesta sexta-feira da IV semana da Páscoa, Jesus nos convida à calma. A serenidade e a alegria fluem como um rio de paz, desde o seu Coração ressuscitado até o nosso, agitado e inquieto, muitas vezes sacudido por um ativismo tão febril como estéril.


São os nossos tempos de agitação, nervosismo e estresse. Tempos nos quais o pai da mentira infectou as inteligências dos homens, fazendo-os chamar bem ao mal e mal ao bem, tomando luz por obscuridade e obscuridade por luz, semeando em suas almas a dúvida e o ceticismo que nelas queimam todo broto de esperança em um horizonte de plenitude que o mundo, com suas adulações, não sabe nem pode dar.


Os frutos de tão diabólica empresa ou atividade são evidentes: a falta de sentido e a perda de transcendência que se apoderaram de tantos homens e mulheres que não apenas se esqueceram, mas também se extraviaram do Caminho, porque o desprezaram antes. Guerras, violências de todo gênero, intransigência e egoísmo diante da vida (anticoncepção, aborto, eutanásia…), famílias destruídas, juventude “desnorteada”, e um grande etcétera, constituem a grande mentira sobre a qual se sustenta boa parte do triste andaime da sociedade de tão alardeado “progresso”.


No meio de tudo, Jesus, o Príncipe da Paz, repete aos homens de boa vontade, com sua mansidão infinita: «Não se perturbe o vosso coração! Credes em Deus, crede também em mim» (Jo 14, 1). À direita do Pai, ele acalenta, como um benévolo sonho de sua misericórdia, o momento de ter-nos junto a ele, «a fim de que, onde eu estiver, estejais vós também» (Jo 14, 3). Não podemos nos escusar como Tomé. Nós sabemos o caminho. Nós, por pura graça, conhecemos, sim, a senda que conduz ao Pai, em cuja casa há muitas moradas. No céu nos espera um lugar que ficará para sempre vazio se não o ocuparmos. Aproximemo-nos, pois, sem temor, com ilimitada confiança de Aquele que é o único Caminho, a irrenunciável Verdade e a Vida em plenitude.


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Se o amas, segui-o. Queres saber para onde tens de ir?: 'Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida'. Permanecendo com o Pai, Ele é a verdade e a vida; vestindo-se de carne, faz-se o caminho» (Santo Agostinho)


«O lugar que Jesus vai preparar é na 'casa do Pai'. O discípulo poderá estar lá eternamente com o Mestre e participar de sua mesma alegria. No entanto, para atingir esse objetivo só há um caminho: Cristo» (São João Paulo II)


«A fé n'Ele introduz os discípulos no conhecimento do Pai, porque Jesus é ‘o caminho, a verdade e a vida’ (Jo 14, 6). A fé dá os seus frutos no amor: guardar a sua Palavra, os seus mandamentos, permanecer com Ele no Pai (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.614)

Fonte https://evangeli.net/


JESUS É A VERDADE, O CAMINHO E A VIDA Jo 14,1-6

HOMILIA


Sabendo que pouco tempo lhe restaria no meio dos seus discípulos, Jesus pôs-se a mostrar-lhes muitas coisas que eles teriam que enfrentar quando Ele fosse embora para perto do Pai. Falava da casa do Pai e suas moradas. Prometia-lhes preparar um lugar para eles na Casa de Deus. Porém, os discípulos, permaneciam tendo dúvidas e não entendiam muito bem do que Jesus lhes falava.


A palavra que Jesus nos dirige hoje é o Sim que significa a Verdade, o Caminho e a Vida. Jesus é a verdade de Deus. Verdade que salva que redime que liberta e cura as nossas doenças. Ao responder sim, estamos dizendo que nós acreditamos e temos certeza absoluta de que tudo o que foi dito é a pura verdade e não há outra. Infelizmente existem ainda hoje muitas pessoas que como Tomé, não enxergam o caminho que nos conduz a verdadeira felicidade. Todavia, felizmente para estas pessoas, Jesus nos envia para que lhes provemos que Jesus é tudo para nós.


Quando Jesus usa as palavras: em verdade vos digo, que João duplica: Em verdade, em verdade vos digo, está reproduzindo a palavra do Senhor na boca dos profetas; está sublinhando não só que Ele é o enviado do Deus de verdade, mas que as Suas palavras são verdadeiras cheias do querer do Pai.


Jesus quis dizer com elas que o Seu Sim, é o Sim à Deus Pai! Que Ele é a testemunha fiel e verdadeira, o Princípio da criação de Deus. Ele é a Verdade de Deus, vive a verdade de Deus e diz a verdade de Deus, dá testemunho da verdade de Deus. Só Ele tem a verdade completa. Só por ELE que vamos ao Pai. Ele é o único caminho que nos leva ao Pai. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim.


Por Ele Deus realiza plenamente as suas promessas e mostra que Nele não há “sim” e “não” mas apenas “Sim” e por meio Dele que devemos dizer o nosso “sim” a Deus para a glória de Deus!


Por isso que no batismo a voz do Pai vindo do céu dizia: Tu és o meu Filho amado, em Ti encontro o meu agrado e na transfiguração a voz do Pai repete estas mesmas palavras acrescentando: Escutem o que Ele diz. É Ele que tem a verdade, a minha verdade!


Portanto, não precisamos ficar perturbados colocando dúvidas nos nossos pensamentos, buscando segurança em outros caminhos. Pelo contrário, devemos seguir os conselhos do Mestre: Tendes fé em Deus, tende fé em mim também e confiarmos em que a nossa morada já está preparada no céu e, que hoje, o céu é o nosso coração, casa de Deus, lugar onde Jesus habita pelo poder do Espírito Santo. Queres chegar ao Pai no Céu, que nos garante a vida plena e verdadeira felicidade? Procure Jesus. Ele é o Caminho a Verdade e a Vida. Não busques outros caminhos. Reaviva a fé, a disposição, a coragem, a humildade, a oração e procure alimentar-te sempre do conhecimento das palavras: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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quarta-feira, 3 de maio de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 13,16-20 - 04.05.2023

Liturgia Diária


4 – QUINTA-FEIRA 

4ª SEMANA DA PÁSCOA


(branco – ofício do dia)



Ó Deus, quando saístes à frente do vosso povo, abrindo-lhe o caminho e habitando entre eles, a terra estremeceu, fundiram-se os céus, aleluia! (Sl 67,8s.20)


A figura central de toda missão e pregação é Jesus de Nazaré, o verdadeiro Messias e Senhor. Reconhecendo-nos como servos do seu Evangelho, procuremos conhecer, cada vez mais, a pessoa e as obras de Cristo, a fim de torná-lo conhecido e amado em toda parte.


Evangelho: João 13,16-20


Aleluia, aleluia, aleluia.


Jesus Cristo, a fiel testemunha, / primogênito dos mortos, / nos amou e do pecado nos lavou / em seu sangue derramado (Ap 1,5). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus lhes disse: 16“Em verdade, em verdade vos digo, o servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou. 17Se sabeis isso e o puserdes em prática, sereis felizes. 18Eu não falo de vós todos. Eu conheço aqueles que escolhi, mas é preciso que se realize o que está na Escritura: ‘Aquele que come o meu pão levantou contra mim o calcanhar’. 19Desde agora vos digo isso, antes de acontecer, a fim de que, quando acontecer, creiais que eu sou. 20Em verdade, em verdade vos digo, quem recebe aquele que eu enviar me recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 13,16-20

«Depois de lavar os pés dos discípulos...»


Rev. D. David COMPTE i Verdaguer

(Manlleu, Barcelona, Espanha)

Hoje, como naqueles filmes que começam lembrando um fato passado, a liturgia faz memória de um gesto que pertence à Quinta-feira Santa: Jesus lava os pés dos discípulos (cf. Jo 13,12). Assim, esse gesto —lido desde a perspectiva da Páscoa— recobra uma vigência perene. Observemos, somente, três ideias.


Em primeiro lugar, a centralidade da pessoa. Na nossa sociedade parece que fazer é o termômetro do valor de uma pessoa. Dentro dessa dinâmica é fácil que as pessoas sejam tratadas como instrumentos; facilmente utilizamo-nos uns aos outros. Hoje, o Evangelho nos urge a transformar essa dinâmica em uma dinâmica de serviço: o outro nunca é um puro instrumento. Tentaria-se de viver uma espiritualidade de comunhão, onde o outro —em expressão de João Paulo II— chega a ser “alguém que me pertence” e um “ dom para mim”, a quem temos de “dar espaço”. A nossa língua o tem apanhado felizmente com a expressão: “estar pelos demais” Estamos pelos demais? Escutamos-lhes quando nos falam?


Na sociedade da imagem e da comunicação, isto não é uma mensagem a transmitir, senão uma tarefa a cumprir, a viver cada dia: «sereis felizes se o puserdes em prática» (Jo 13,17). Talvez por isso, o Mestre não se limita a uma explicação: imprime o gesto de serviço na memória daqueles discípulos, passando logo à memória da Igreja; uma memória chamada constantemente a ser uma vez mais gesto: na vida de tantas famílias, de tantas pessoas.


Finalmente, um sinal de alerta: «Aquele que come do meu pão levantou contra mim o calcanhar» (Jo 13,18). Na Eucaristia, Jesus ressuscitado se faz o nosso servidor, nos lava os pés. Mas não é suficiente com a presença física. Temos que aprender na Eucaristia e tirar as forças para fazer realidade que «tendo recebido o dom do amor, morramos ao pecado e vivamos para Deus» (São Fulgêncio de Ruspe).


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Não há verdadeira amizade senão entre aqueles a quem Tu unes pela caridade» (Santo Agostinho)


«A comunidade evangelizadora interfere nas obras e nos gestos da vida quotidiana dos outros, tocando a carne sofredora de Cristo. Os evangelizadores têm assim “cheiro de ovelha”» (Francisco)


«Em toda a sua vida, Jesus mostra-Se como nosso modelo: é “o homem perfeito”, que nos convida a tornarmo-nos seus discípulos e a segui-Lo; com a sua humilhação, deu-nos um exemplo a imitar; com a sua oração, convida-nos à oração; com a sua pobreza, incita-nos a aceitar livremente o despojamento e as perseguições» (Catecismo da Igreja Católica, nº 520)

Fonte https://evangeli.net/


O GESTO DA HUMILDADE DE JESUS Jo 13,16-20

HOMILIA


Este texto faz parte do da última ceia, no qual Jesus lava os pés dos discípulos, um gesto exemplar de humilde serviço.


Os discípulos na pessoa de Pedro, relutavam em aceitar que o Mestre Jesus lhes lavasse os pés. Este gesto foi interpretado como uma quebra de hierarquia e esvaziamento da autoridade. É que eles pensavam a sociedade organizada em camadas sociais, sobrepostas segundo a importância de cada uma, num sistema de precedências e privilégios.


Jesus recusou-se a pactuar com esta mentalidade, oferecendo-lhes pistas para compreenderem a realidade de maneira diferente. Ele parte do princípio que “o servo não é maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou”. Isto vale tanto para o Mestre quanto para os discípulos.


Diante da resistência em acreditar nas suas palavras Ele reagem e diz: “Se compreenderdes estas coisas, sereis felizes, sob condição de as praticardes.” Mais uma vez Jesus insiste na prática dos seus ensinamentos. Faz-nos um puxão de orelha. É preciso não somente crer, mais sim crer e praticar. Senão podemos nos tornar um novo Judas que acabou praticando ao contrário, ou seja, traindo o próprio Filho de Deus. “Aquele que come o pão comigo levantou contra mim o seu calcanhar.”


Somos nós que comemos o pão com Cristo, que comemos o pão que é o Cristo vivo, que proclamamos sua palavra a outros, e depois levantamos contra Ele o nosso calcanhar? Não! Isso não pode acontecer, prezados irmãos! Vamos rezar mais, se preciso jejuar, para que não cedamos às seduções do maligno que não cessa de tentar nos arrastar para longe Deus. Nós somos os mais visados por ele porque somos da linha de frente, somos missionários, somos escolhidos.


Por isso nos constituiu em sal da terra. Isto exige de nós muito cuidado para não perdermos o nosso sabor. Para não perdermos a nossa essência que é o de acolher, viver todos os seus ensinamentos. Por outro lado, Ele nos escolheu e envia para anunciar a sua palavra. Pois nos assegura:


“Em verdade, em verdade vos digo: quem recebe aquele que eu enviei recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.”


Entretanto, trata-se de saber que senhor é aquele que enviou Jesus, segundo a afirmação do Mestre. Sem dúvida, ele está falando do Pai, que fez de Jesus servo e enviado, e que acolhe também os discípulos do Filho como servos e os envia em missão. Se for possível falar em hierarquia, convém saber que só existe uma: a que sobrepõe Deus ao ser humano, o Criador à sua criatura. Além desta, qualquer tentativa de classificar as pessoas em mais ou em menos importantes será sem cabimento. Quem se imagina superior aos demais está usurpando o lugar de Deus. Só ele é o Senhor; todos nós somos irmãos e irmãs.


Nesta ordem de idéias, o gesto de humildade de Jesus é perfeitamente compreensível. Ele agiu como servo, por ser servo. E, como ele, todos devemos agir, pois também somos servos. Portanto, o gesto de Jesus só é incompreensível para quem não pensa como Deus.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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terça-feira, 2 de maio de 2023

LITURGIA E HOMIIA DIÁRIA - Evangelho: João 14,6-14 - 03.05.2023

Liturgia Diária


3 – QUARTA-FEIRA 

SANTOS FILIPE E TIAGO MENOR


APÓSTOLOS


(vermelho, glória, pref. dos apóstolos, – ofício da festa)



Estes são os santos que Deus escolheu no seu amor. Deu-lhes uma glória eterna, aleluia!


Filipe foi um dos primeiros seguidores de Cristo. O Evangelho de João mostra um particular interesse por esse apóstolo, o qual, no contexto da última ceia, disse a Jesus: “Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta”. Tiago, denominado Menor, primo de Jesus e autor da carta que leva seu nome, contribuiu para o crescimento da comunidade cristã de Jerusalém. Celebrando o testemunho desses apóstolos e mártires, cresçamos na disposição de ser eloquentes testemunhas do Evangelho.


Evangelho: João 14,6-14


Aleluia, aleluia, aleluia.


Sou o caminho, a verdade e a vida, diz Jesus; / Filipe, quem me vê, igualmente vê meu Pai! (Jo 14,6.9) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, Jesus disse a Tomé: 6“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. 7Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”. 8Disse Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!” 9Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai’? 10Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. 11Acreditai-me, eu estou no Pai, e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa dessas mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço e fará ainda maiores do que estas, pois eu vou para o Pai. 13E o que pedirdes em meu nome, eu o realizarei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14Se pedirdes algo em meu nome, eu o realizarei”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 14,6-14

«Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Quem me viu, tem visto o Pai»


Rev. D. Joan SOLÀ i Triadú

(Girona, Espanha)

Hoje celebramos a festa dos apóstolos Filipe e Tiago. O Evangelho refere-se àqueles diálogos que Jesus tinha somente com os Apóstolos, onde procurava ir formando-os, para que tivessem ideias claras sobre sua pessoa e sua missão. Os Apóstolos estavam imbuídos das ideias que os judeus haviam formado sobre a pessoa do Messias: esperavam um libertador terrenal e político, enquanto que a pessoa de Jesus não respondia absolutamente nada a estas imagens preconcebidas.


As primeiras palavras que lemos no Evangelho de hoje é uma resposta a uma pergunta do apóstolo Tomé. Jesus respondeu: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim» (Jo 14,6). Esta resposta a Tomé dá pé à petição de Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta» (Jo 14,8). A resposta de Jesus é —em realidade— uma repreensão: Jesus respondeu: «Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me conheces? Quem me viu, tem visto o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai’?» (Jo 14,9).


Os Apóstolos não entendiam a unidade entre o Padre e Jesus, eles não podiam ver ao Deus e Homem na pessoa de Jesus. Ele não se limita a demonstrar sua igualdade com o Pai, mas também lhes recorda que eles serão os que continuarão com a sua obra salvadora: outorga-lhes o poder de fazer milagres, lhes promete que estará sempre com eles e, qualquer coisa que se peça em seu nome, será concedida.


Estas respostas de Jesus aos Apóstolos, também estão dirigidas a todos nós. São Josémaria, comentando este texto, diz: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. O senhor com estas inequívocas palavras nos demonstrou qual é a vereda autêntica que leva à felicidade eterna (...). Declara a todos os homens, e especialmente nos recorda a quem, como tu e como eu, lhe dissemos que estamos decididos a levar a serio nossa vocação de cristãos».


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Cristo mesmo é o caminho, por isso diz: Eu sou o caminho. O qual tem uma explicação muito verdadeira, já que por médio de Ele podemos nos aproximar ao Padre» (Santo Tomás de Aquino)


«Felipe nos ensina a nos deixar conquistar por Jesus, a estar com Ele e a convidar também aos outros a compartilhar essa companhia indispensável; e, vindo, encontrando a Deus, a encontrar a verdadeira vida» (Bento XVI)


«Deus “quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Tm 2,4), quer dizer, de Cristo Jesus. Por isso, é preciso que Cristo seja anunciado a todos os povos e a todos os homens, e que, assim a Revelação chegue aos confins do mundo» (Catecismo da Igreja Católica, n° 74)

Fonte https://evangeli.net/


Jesus é o caminho que nos conduz ao Pai

HOMILIA


Quem está com Jesus está na comunhão com o Pai, porque Jesus é Aquele que nos apresenta ao Pai

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim” (João 14,6).


Celebramos, hoje, a Festa dos Apóstolos Filipe e Tiago. A atitude de Filipe chama nossa atenção, porque ele foi aquele que pediu para Jesus: “Senhor, mostra-nos o Pai. Isso nos basta!”. Filipe queria fazer ligação direta com o Pai, mas não compreendia nada. Jesus respondeu a ele: “Filipe, há tanto tempo estou convosco e não me conheceis ainda?”.


Quem está com Jesus está na comunhão com o Pai, porque Jesus é Aquele que nos apresenta ao Pai, é Aquele que nos coloca em sintonia e comunhão com Deus.


Encontramo-nos, muitas vezes, perdidos nas estradas da vida, sem saber que direção tomar, que caminho seguir no meio de um mundo confuso onde se difundem tantas “verdades”, mentiras que aparecem revestidas de verdades. Um mundo onde a cultura da morte está assumindo o lugar da vida plena, da vida em Deus.


Jesus está nos dizendo: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Caminhar na estrada de Jesus é muito exigente, é preciso persistência, pois o caminho, muitas vezes, não é o mais belo; é um caminho que dói os pés, as pernas e o coração, mas é o caminho que nos conduz à vida.


Somos acostumados a buscar atalhos, meios de chegar mais rápido, cortar o caminho. No entanto, acabamos nos perdendo nesses atalhos desanimados, e as estradas vão nos conduzindo para outras direções. Estamos buscando atalhos para chegar ao coração de Deus, mas não há atalhos, há somente um caminho, e este caminho tem nome: Jesus.


Estamos em busca de verdades para a vida, e cada um tem a sua verdade, cada um quer transformar o seu ponto de vista na verdade absoluta.


Não há verdade absoluta, há uma única verdade, que é Jesus. Queremos dar sentido a nossa vida e buscamos muitas coisas para alimentá-la com paliativos, remédios que procuramos para as dores que sentimos. Mas só há uma vida, aquela que vem de Deus, a vida que Jesus resgatou e plenificou. É nessa vida que temos de permanecer e jamais sair.


Deus abençoe você!

Fonte Padre Roger Araújo

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segunda-feira, 1 de maio de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 10,22-30 - 02.05.2023

Liturgia Diária


2 – TERÇA-FEIRA 

SANTO ATANÁSIO


BISPO E DOUTOR DA IGREJA


(branco, pref. pascal, ou dos pastores, – ofício da memória)



O justo medita a sabedoria e sua palavra ensina a justiça, pois traz no coração a lei de seus Deus, aleluia! (Sl 36,30s)


Atanásio nasceu em Alexandria do Egito no ano 295 e lá faleceu em 373. Bispo e doutor da Igreja, participou do Concílio de Niceia, no qual professou a verdade da fé em defesa da divindade de Cristo, que nesta liturgia proclama: “Eu e o Pai somos um”. Por sua doutrina e ardente zelo, é honrado como um dos quatro grandes doutores da Igreja oriental. Celebrando sua memória, depositemos nossa fé em Cristo, para crescermos no conhecimento e no amor de Deus.


Evangelho: João 10,22-30


Aleluia, aleluia, aleluia.


Minhas ovelhas escutam minha voz, / eu as conheço e elas me seguem (Jo 10,27). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – 22Celebrava-se, em Jerusalém, a festa da Dedicação do templo. Era inverno. 23Jesus passeava pelo templo, no pórtico de Salomão. 24Os judeus rodeavam-no e disseram: “Até quando nos deixarás em dúvida? Se tu és o Messias, dize-nos abertamente”. 25Jesus respondeu: “Já vo-lo disse, mas vós não acreditais. As obras que eu faço em nome do meu Pai dão testemunho de mim; 26vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. 27As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28Eu dou-lhes a vida eterna, e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão. 29Meu Pai, que me deu essas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30Eu e o Pai somos um”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 10,22-30

«Eu e o Pai somos um»


Rev. D. Miquel MASATS i Roca

(Girona, Espanha)

Hoje, vemos Jesus que «andava pelo Templo, no pórtico de Salomão» (Jo 10,23), durante a festa da Dedicação em Jerusalém. Então, os judeus pedem-lhe: «Se tu és o Cristo, diz-nos abertamente», e Jesus responde-lhes: «Eu já vos disse, mas vós não acreditais» (Jo 10,24.25).


Só a fé dá ao homem a capacidade de reconhecer Jesus Cristo como o Filho de Deus. No ano de 2000, João Paulo II, no encontro com os jovens em Tor Vergata, falava do “laboratório da fé”. Há muitas respostas para a pergunta «Quem dizem as multidões que eu sou?» (Lc 9,18) … Depois, porém, Jesus passa para o plano pessoal: «E vós, quem dizeis que eu sou?» Para responder corretamente a esta pergunta é necessária a “revelação do Pai”. Para responder como Pedro — «Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo» (Mt 16,16)— faz falta a graça de Deus.


Contudo, embora Deus queira que todas as pessoas acreditem e se salvem, só os homens humildes têm a capacidade de acolher este dom. «Entre os humildes está a sabedoria», lê-se no livro dos Provérbios (11,2). A verdadeira sabedoria do homem consiste em confiar em Deus.


Santo Tomás de Aquino comenta esta passagem do Evangelho dizendo: «Consigo ver graças à luz do sol, mas se fechar os olhos, não vejo; porém a culpa não é do sol, mas minha».


Jesus diz-lhes que, se não creem, que acreditem, pelo menos, devido às obras que faz, que manifestam o poder de Deus. «As obras que eu faço em nome do meu pai dão testemunho de mim» (Jo 10,25).


Jesus conhece as suas ovelhas e as suas ovelhas escutam a Sua voz. A fé leva à intimidade com Jesus na oração. O que é a oração senão o trato com Jesus Cristo, que sabemos que nos ama e nos conduz ao Pai? O resultado e o prêmio desta intimidade com Jesus nesta vida, é a vida eterna, como lemos no Evangelho.


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Deus é o ser infinitamente perfeito que é a Santíssima Trindade» (Santo Toribio de Mogrovejo)


«A vida no seu verdadeiro sentido não a temos só para nós, nem só por nós proprios: é uma relação. Se estamos em relação com Aquele que não morre, então estamos na vida. Então “vivemos”» (Bento XVI)


«Movidos pela graça do Espírito Santo e atraídos pelo Pai, nós cremos e confessamos a respeito de Jesus: ‘Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo’ (Mt 16, 16). Foi sobre o rochedo desta fé, confessada por Pedro, que Cristo edificou a sua Igreja» (Catecismo da Igreja Católica, nº 424)

Fonte https://evangeli.net/


O POVO REJEITA JESUS Jo 10,22-30

HOMILIA


Estamos diante do diálogo com os judeus. E é fácil perceber o conflito entre a sinagoga e as comunidades cristãs no tempo em que João escreve o seu Evangelho. A sinagoga, tentando reencontrar sua rígida identidade, decidira expulsar os judeus que aderiram à fé em Jesus. Procurava demover os cristãos inseguros, alegando-lhes que ele não era o Messias, o Cristo. Contudo, João mostra que a fé em Jesus deve ser mantida tendo em vista as suas obras de amor. As palavras dele ecoam nas comunidades e os discípulos devem segui-lo. É ele quem dá a vida eterna e seu Pai guarda de maneira segura seus discípulos. A agressividade dos adversários estava já se tornando perigosa e se manifestava ameaçadora quando Jesus falou abertamente sobre sua identidade, ser o Filho de Deus. Sobretudo quando diz: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem então sabereis que EU SOU” (Jo 8,28). “Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu Dia. Ele o viu e encheu-se de alegria” “Antes que Abraão nascesse EU SOU” (v. 56 e 56) e finalmente: “Eu e o Pai somos um”. Esta última afirmação foi a que procurou mais irritação com a ameaça de O querem matar: “Os judeus, outra vez, apanharam pedras para lapidá-lo”; ainda mais forte esta irritação quando Jesus ressuscitou: “Então a partir desse dia resolveram matá-lo”.


Jesus é um personagem incômodo, ontem, hoje e sempre. A motivação desta incomodidade é que Jesus fala, diz a verdade, e a verdade é exigente, interessa a vida e incide sobre o comportamento humano. Qual verdade? Jesus é o Filho de Deus, sua identidade é divina, conceito ou melhor, evento que se torna difícil aceitar por o homem racional e que não se abre a transcendência. Quando Jesus disse: “EU SOU”, igualando-se a Deus; quando disse: “Aquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo dizeis: ‘Blasfêmias! ’, porque disse: Sou Filho de Deus!”, declarando-se Filho de Deus; quando a pergunta do Chefe do Sinédrio És tu o Messias, o Filho de Deus Bendito? Jesus respondeu: “Eu sou”, afirmando que o Messias é o Filho de Deus, o mundo religioso judaico, com seus chefes, pareceu acabar por causa de um terremoto tal, que provocou nos detentores o pânico total de perder o poder religioso e político, seu estado social e familiar. A reação foi decisiva, a morte.


Jesus provoca terremotos também hoje, nas pessoas e nos povos, enfrentando-se com as ideologias e o pensamento moderno e pós-moderno, na sociedade com suas denúncias contra o permissivismo e relativismo, com seus fortes chamamentos a reconhecer a dignidade do homem, feito à imagem e semelhança de Deus e redimido por Jesus Cristo, Salvador e Redentor. É preciso que você e eu sejamos como João e anunciemos Jesus seja a que custo for. Pois Ele é o único que nos pode salvar.


Pai, dá-me um coração de discípulo que se deixa guiar docilmente pelo Mestre Jesus, tornando-se, assim, apto para reconhecer sua condição de Messias de Deus.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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