Mostrando postagens com marcador palavra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador palavra. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de outubro de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 11,37-41 - 17.10.2023

Liturgia Diária


17 – TERÇA-FEIRA 


(vermelho, pref. comum, ou dos mártires – ofício da memória)



A passagem de Lucas 11,37-41 convida-nos a refletir sobre a prioridade da sinceridade interior sobre aparências exteriores na busca de uma fé genuína e relacionamento com Deus.

Evangelho: Lucas 11,37-41

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 37 Quando terminou de falar, um fariseu convidou-o a almoçar. Entrando na casa, tomou lugar à mesa.

38 O fariseu admirou-se de que Jesus não se tivesse lavado antes de almoçar.

39 Disse-lhe o Senhor: "Vós, fariseus, limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e de maldade.

40 Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior?

41 Dai, porém, de esmola o que está dentro e tudo ficará puro para vós." - Palavra da Salvação.


Reflexão:

"Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior?" (Lucas 11,40)

Nesta passagem, Jesus critica a hipocrisia dos fariseus, que eram conhecidos por sua estrita aderência às tradições religiosas externas, como a purificação ritual antes das refeições, enquanto negligenciavam a pureza de coração e a justiça. A lição central aqui é que o que realmente importa é o estado do coração de uma pessoa, sua intenção, sua sinceridade e sua relação com Deus.

Importância do interior: Jesus destaca que o que está dentro de nós, nossa motivação e atitudes, é mais importante do que as aparências exteriores. Não adianta parecer piedoso se o coração está cheio de maldade, hipocrisia e egoísmo.

Sinceridade e justiça: Jesus enfatiza a importância da sinceridade e da justiça. Ele condena a hipocrisia e a maldade que podem estar escondidas por trás de práticas religiosas aparentemente piedosas.

Questionamento das tradições vazias: Essa passagem também é um chamado à reflexão sobre a prática religiosa vazia. Jesus incentiva seus seguidores a irem além das tradições externas e a se concentrarem na transformação interior e na busca da justiça e da retidão.

Em resumo, Lucas 11,37-41 nos lembra que a verdadeira religião vai além de rituais externos e aparências. Ela envolve a transformação do coração, a sinceridade, a justiça e a busca de uma relação genuína com Deus. É um lembrete de que nossa fé deve ser refletida em nossas ações e atitudes, não apenas em observâncias externas.


HOMILIA

A Importância da Sinceridade do Coração 


Meus queridos irmãos em Cristo,


Hoje, meditamos sobre o trecho do Evangelho segundo Lucas (11,37-41) que nos apresenta uma lição profunda e atual. Nesta passagem, Jesus confronta os fariseus com uma importante verdade: a verdadeira religião vai além das aparências e rituais externos. Ele nos chama a refletir sobre a sinceridade do coração e a busca da justiça.


Os fariseus eram conhecidos por sua estrita observância das tradições religiosas, incluindo a purificação ritual antes das refeições. No entanto, Jesus aponta que eles estavam negligenciando a pureza de coração. E isso nos leva a uma questão fundamental que todos nós, como cristãos, devemos enfrentar: como está nosso coração?


A primeira lição que podemos tirar desta passagem é a importância da sinceridade. Muitas vezes, podemos cair na armadilha de fazer alarde sobre nossa devoção religiosa, mas será que o fazemos com sinceridade? Será que nossas ações externas refletem nossa verdadeira intenção de amar a Deus e ao próximo? Ou são apenas um mero teatro para impressionar os outros?


Jesus chama os fariseus de "insensatos" por focarem no exterior, enquanto seus corações estavam cheios de maldade. Esta palavra é uma lembrança de que Deus vê o nosso coração, e não podemos esconder nada Dele. Ele conhece nossas intenções mais profundas, nossos medos e desejos, nossos atos de bondade e nossas falhas. É por isso que a sinceridade do coração é tão importante. Deus deseja que O busquemos com um coração puro, sem máscaras, sem hipocrisia.


Além disso, Jesus nos lembra da importância da justiça. Não basta sermos pessoas de oração e devoção; devemos também agir com justiça em nossas vidas. A justiça envolve tratar os outros com dignidade, respeito e amor. Ela nos chama a olhar para além de nossas próprias necessidades e interesses, a estender a mão aos necessitados e a trabalhar para a transformação social.


Em um mundo que muitas vezes valoriza as aparências, esta passagem nos convida a buscar a verdadeira profundidade espiritual. Somos chamados a ser pessoas de coração sincero e a viver uma fé que se traduza em ações justas e amorosas. Em última análise, Jesus nos ensina que a autenticidade de nossa relação com Deus é medida pelo amor que demonstramos ao próximo.


Portanto, meus amados, que possamos lembrar a lição de Lucas 11,37-41 em nossas vidas diárias. Que possamos buscar a sinceridade do coração, evitando a hipocrisia e a ostentação religiosa, e que possamos agir com justiça, estendendo a mão aos necessitados e amando nossos vizinhos como a nós mesmos. Que nossa fé seja profunda e verdadeira, refletindo a luz de Cristo para o mundo. Amém.

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

#evangelho #homilia #reflexão #católico #evangélico #espírita #cristão

#jesus #cristo #liturgia #liturgiadapalavra #liturgia #salmo #oração

#primeiraleitura #segundaleitura #santododia

sábado, 6 de maio de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 14,1-12 - 07.05.2023

Liturgia Diária


7 – DOMINGO 

5º DA PÁSCOA


(branco, glória, creio – 1ª semana do saltério)



Cantai ao Senhor um canto novo, porque ele fez maravilhas e revelou sua justiça diante das nações, aleluia! (Sl 97,1s)


Com a disposição de viver como fiéis servidores da Palavra e do Reino, reunimo-nos para oferecer, por meio de Cristo, um sacrifício agradável a Deus. O Senhor ressuscitado, que celebramos nesta Eucaristia, apresenta-se à nossa comunidade como o caminho que conduz ao Pai, a verdade que liberta e a vida plena que se doa a toda a humanidade.


Evangelho: João 14,1-12


Aleluia, aleluia, aleluia.


Eu sou o caminho, a verdade e a vida. / Ninguém chega ao Pai senão por mim (Jo 14,6). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1“Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. 2Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós, 3e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais também vós. 4E para onde eu vou, vós conheceis o caminho”. 5Tomé disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” 6Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. 7Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”. 8Disse Felipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!” 9Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco e não me conheces, Felipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai’? 10Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. 11Acreditai-me, eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa dessas mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço e fará ainda maiores do que essas. Pois eu vou para o Pai”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 14,1-12

«Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim»


Pbro. Walter Hugo PERELLÓ

(Rafaela, Argentina)

Hoje, a cena que contemplamos no Evangelho põe-nos diante da intimidade que existe entre Jesus Cristo e o Pai; mas não é só isso, também nos convida a descobrir a relação entre Jesus e os seus discípulos. «E depois que eu tiver ido e preparado um lugar para vós, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais vós também» (Jo 14,3): estas palavras de Jesus, não só situam os discípulos numa perspectiva de futuro, como os convida a manterem-se fieis ao seguimento que tinham empreendido. Para compartilhar com o Senhor a vida gloriosa, hão de compartilhar também o mesmo caminho que leva Jesus Cristo às moradas do Pai.


«Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?» (Jo 14,5). Jesus respondeu: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. Se me conhecestes, conhecereis também o meu Pai. Desde já o conheceis e o tendes visto» (Jo 14,6-7). Jesus não propõe um caminho simples, certamente; mas marca-nos o caminho. Ainda mais, Ele mesmo que se faz Caminho para o Pai; Ele mesmo, com a sua ressurreição, faz-se Caminhante para nos guiar; Ele mesmo, com o dom do Espírito Santo nos alimenta e fortalece para não desfalecer no peregrinar: «Não se perturbe o vosso coração» (Jo 14,1).


Neste convite que Jesus nos faz, de ir ao Pai por Ele, com Ele e Nele, se revela o seu desejo mais íntimo e a sua mais profunda missão: «Ele que por nós se fez homem, sendo o Filho único, quer fazer-nos seus irmãos e, para isso, faz chegar até ao Pai verdadeiro a sua própria humanidade, levando nela consigo a todos os da sua mesma raça» (São Gregório de Niza).


Um Caminho para andar, uma Verdade para proclamar, uma Vida para compartilhar e desfrutar: Jesus Cristo


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Não te estão a dizer: 'Trabalha para encontrar o caminho, para que chegues à verdade e à vida'; não recebeste esta ordem. Preguiçoso, levanta-te! O mesmo caminho vem até ti para acordar-te do sonho em que estavas adormecido. Levanta-te, pois e anda» (Santo Agostinho)


«O Senhor é o único caminho que nos conduz à verdadeira vida. A construção de um mundo onde reinem o amor e a concórdia começa no coração de cada homem, quando nele ganha vida a escala de valores e as atitudes evangélicas do Senhor» (São João Paulo II)


«A fé n'Ele introduz os discípulos no conhecimento do Pai, porque Jesus é ‘o Caminho, a Verdade e a Vida’ (Jo 14,6). A fé dá os seus frutos no amor: guardar a sua Palavra, os seus mandamentos, permanecer com Ele no Pai (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.614)

Fonte https://evangeli.net/


JESUS É A VERDADE, O CAMINHO E A VIDA Jo 14,1-6

HOMILIA


Sabendo que pouco tempo lhe restaria no meio dos seus discípulos, Jesus pôs-se a mostrar-lhes muitas coisas que eles teriam que enfrentar quando Ele fosse embora para perto do Pai. Falava da casa do Pai e suas moradas. Prometia-lhes preparar um lugar para eles na Casa de Deus. Porém, os discípulos, permaneciam tendo dúvidas e não entendiam muito bem do que Jesus lhes falava.


A palavra que Jesus nos dirige hoje é o Sim que significa a Verdade, o Caminho e a Vida. Jesus é a verdade de Deus. Verdade que salva que redime que liberta e cura as nossas doenças. Ao responder sim, estamos dizendo que nós acreditamos e temos certeza absoluta de que tudo o que foi dito é a pura verdade e não há outra. Infelizmente existem ainda hoje muitas pessoas que como Tomé, não enxergam o caminho que nos conduz a verdadeira felicidade. Todavia, felizmente para estas pessoas, Jesus nos envia para que lhes provemos que Jesus é tudo para nós.


Quando Jesus usa as palavras: em verdade vos digo, que João duplica: Em verdade, em verdade vos digo, está reproduzindo a palavra do Senhor na boca dos profetas; está sublinhando não só que Ele é o enviado do Deus de verdade, mas que as Suas palavras são verdadeiras cheias do querer do Pai.


Jesus quis dizer com elas que o Seu Sim, é o Sim à Deus Pai! Que Ele é a testemunha fiel e verdadeira, o Princípio da criação de Deus. Ele é a Verdade de Deus, vive a verdade de Deus e diz a verdade de Deus, dá testemunho da verdade de Deus. Só Ele tem a verdade completa. Só por ELE que vamos ao Pai. Ele é o único caminho que nos leva ao Pai. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim.


Por Ele Deus realiza plenamente as suas promessas e mostra que Nele não há “sim” e “não” mas apenas “Sim” e por meio Dele que devemos dizer o nosso “sim” a Deus para a glória de Deus!


Por isso que no batismo a voz do Pai vindo do céu dizia: Tu és o meu Filho amado, em Ti encontro o meu agrado e na transfiguração a voz do Pai repete estas mesmas palavras acrescentando: Escutem o que Ele diz. É Ele que tem a verdade, a minha verdade!


Portanto, não precisamos ficar perturbados colocando dúvidas nos nossos pensamentos, buscando segurança em outros caminhos. Pelo contrário, devemos seguir os conselhos do Mestre: Tendes fé em Deus, tende fé em mim também e confiarmos em que a nossa morada já está preparada no céu e, que hoje, o céu é o nosso coração, casa de Deus, lugar onde Jesus habita pelo poder do Espírito Santo. Queres chegar ao Pai no Céu, que nos garante a vida plena e verdadeira felicidade? Procure Jesus. Ele é o Caminho a Verdade e a Vida. Não busques outros caminhos. Reaviva a fé, a disposição, a coragem, a humildade, a oração e procure alimentar-te sempre do conhecimento das palavras: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

sexta-feira, 28 de abril de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 6,60-69 - 29.04.2023

Liturgia Diária


29 – SÁBADO 

SANTA CATARINA DE SENA


VIRGEM E DOUTORA DA IGREJA


(branco, pref. pascal, ou das virgens – ofício da memória)



Esta é uma virgem sábia, uma das jovens prudentes, que foi ao encontro de Cristo com sua lâmpada acesa, aleluia!


Catarina, doutora da Igreja, nasceu na Itália em 1347 e lá faleceu em 1380. Pertenceu à Ordem Terceira Dominicana, tendo conciliado vida contemplativa com intensa atividade junto aos doentes e encarcerados. Exerceu importante papel diplomático a favor da unidade da Igreja. Ditou inúmeras cartas, repletas de sabedoria espiritual. Seu exemplo nos impulsione a estarmos atentos aos sinais dos tempos e realizar a vontade de Deus.


Evangelho: João 6,60-69


Aleluia, aleluia, aleluia.                               


Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; / só tu tens palavras de vida eterna! (Jo 6,63.68) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 60muitos dos discípulos de Jesus que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” 61Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isso vos escandaliza? 62E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? 63O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. 64Mas entre vós há alguns que não creem”. Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo. 65E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim, a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. 66A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. 67Então, Jesus disse aos doze: “Vós também quereis ir embora?” 68Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. 69Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o santo de Deus”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 6,60-69

«Tu tens palavras de vida eterna»


Rev. D. Jordi PASCUAL i Bancells

(Salt, Girona, Espanha)

Hoje acabamos de ler no Evangelho o discurso de Jesus sobre o Pão de Vida, que é Ele mesmo que se dará a nós como alimento para as nossas almas e para a nossa vida cristã. Como costuma acontecer, contemplamos duas reações bem diferentes, por parte de quem lhe escuta.


Para alguns, a sua linguagem é muito dura, incompreensível para a sua mentalidade obtusa à Palavra salvadora do Senhor, São João diz – com uma certa tristeza- que «A partir daquele momento, muitos discípulos o abandonaram e não mais andavam com ele» (Jo 6,66). E o mesmo evangelista dá-nos uma pista para entender a atitude destas pessoas: não acreditavam, não estavam dispostas a aceitar os ensinamentos de Jesus, freqüentemente incompreensíveis para eles.


Por outro lado, vemos a reação dos Apóstolos, representada por Pedro: «A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos» (Jo 6,68-69). Não é que os doze sejam mais inteligentes que os outros, nem tampouco melhores, nem sequer mais expertos em temas de Bíblia; sim que são mais simples, mais confiados, mais abertos ao Espírito, mais dóceis. Surpreendemo-lhes de quando em quando nas páginas dos evangelhos, equivocando-se, não entendem a Jesus, discutem sobre qual de eles é mais importante, corrigem o Mestre quando lhes anuncia a sua paixão; mas sempre os encontramos ao seu lado, fieis. O seu segredo: amavam-lhe de verdade.


Santo Agostinho o expressa assim: «Não deixam sinais na alma os bons costumes, senão os bons amores (...). Isto é em verdade o amor: obedecer e crer a quem amamos». À luz deste Evangelho podemos perguntar-nos: onde tenho posto o meu amor? Que fé e que obediência tenho no Senhor e no que a Igreja ensina? Que docilidade, simplicidade e confiança vivo com as coisas de Deus?


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«O Pão eucarístico, fármaco de imortalidade, antídoto contra a morte» (Santo Inácio de Antioquia)


«”Também vos quereis ir embora? Esta inquietante provocação ecoa no coração, e espera de cada pessoa uma resposta pessoal» (Bento XVI)


«O primeiro anúncio da Eucaristia dividiu os discípulos, tal como o anúncio da paixão os escandalizou(...). A Eucaristia e a cruz são pedras de tropeço (...). “Também vos quereis ir embora?” (Jo 6,67): esta pergunta do Senhor ecoa através dos tempos, como convite do seu amor a descobrir que só Ele tem “palavras de vida eterna” (Jo 6,68)» (Catecismo da Igreja Católica, n° 1336)

Fonte https://evangeli.net/


A QUEM IREMOS SENHOR??? Jo 6,60-69

HOMILIA


A revelação de Jesus como o pão descido do céu e de sua carne dada como alimento para a vida do mundo provocou incompreensão e murmurações entre os judeus (Jo 6,41.52). Muitos de seus discípulos também, sem entender, abandonaram Jesus. Ante esta atitude do povo, Jesus fazendo um pequeno comentário, pergunta aos seus discípulos: Acaso também vós quereis partir? Pelo que nos parece o abandono foi geral. O lugar ficou praticamente vazio e então era o momento de Jesus animar aos que restavam e que Ele tinha escolhido a dedo: os 12 apóstolos. Se a resposta fosse negativa, a pergunta pareceria uma exclusão de todos que deixando Jesus foram embora. Jesus praticamente lhes diz: Vós também sois do tipo pusilânime e covarde que na dificuldade desanima e foge? Também hoje e agora Jesus faz a mesma pergunta. Gostaria que não só não se esquecesse da resposta de Pedro como fizesse sua: Senhor, a quem iremos? Só Tu tens Palavras de vida eterna. Veja que a resposta de Pedro tem como sujeito a quem interpelar a palavra Senhor. Evidentemente, não é o mesmo Senhor do ressuscitado, que recebeu o poder. Mas indica que as Palavras de Jesus têm autoridade, poder e a capacidade de salvar as nossas vidas e por isso nos devemos submeter a elas. É preciso que, como Pedro, você tenha a consciência de que não existe em nenhum lugar do mundo outro nome no qual possa ser salvo, senão no nome e poder de Jesus. Suas são palavras que contem verdade eterna, a única que propriamente pode ser declarada como verdade. É por esta certeza que eu e você temos que acreditar. Pedro nos mostra que Ele é o Ungido, o Filho do Deus.


Afirmar que é o Filho do Deus vivo, é um ato de fé inusitado entre os discípulos de Jesus, não por aclamá-lo Messias, mas por declará-lo Filho de Deus, aceitando que o Pai é Deus. Assim, Pedro estava disposto a admitir e acreditar nessas palavras que eram palavras de vida.


Por outro lado, Jesus pede uma resposta clara a seus apóstolos e Pedro, em nome de todos, dá a única possível para um seguidor de Jesus. Este é o Ungido do Senhor e como Filho sabe perfeitamente a vontade do Pai, cujo seguimento é a verdadeira vida.


Para os homens de fora as palavras de Jesus constituem um fracasso. Os homens as escutam não com o espírito de obediência a quem fala da experiência como viva, mas com o critério de uma razão humana que se julga independente e absoluta: É o critério de Tomé: Se não vejo não creio. Jesus é o vidente que nos declara existirem matizes nas cores e nós somos os cegos que não podem captá-los. Negá-los porque não os podemos experimentar é cerrar-se ao mistério que sempre existe na grande verdade divina.


Vemos que Jesus se intitula o filho do homem como um caso particular de ser membro da família humana. Isto significa que ele pode ser visto e ouvido como um homem; mas com a particularidade de ser representante da divindade, ou seja, a face humana de Deus. Ele sabe como conduzir a humanidade e seu exemplo é paradigma de todos os que desejam viver suas vidas em conformidade com os planos e desígnios de Deus. Até dirá aprendei de mim que sou pacífico e humilde em minhas ambições e propósitos.


Em nossos dias a Palavra de Jesus tem uma resposta negativa: a incredulidade porque é palavra difícil, e exige uma submissão prática da vida não só no modo de pensar mas também no modo de atuar. Ou pode ter uma resposta positiva como a dada por Pedro: é a fé. Mas uma fé, não no homem sábio, brilhante, mas na testemunha que conta o que viveu no seio de Deus. A sua palavra está corroborada por obras admiráveis. Se nestas não acreditamos, desaparece o Filho de Deus e só fica o homem Jesus, admirável em palavras e condutas, mas puramente humano de quem podemos tomar as palavras que nos convêm e descartar as palavras difíceis que atrapalham o nosso ideal ou a nossa maneira de vida. Jamais será vida para nós.


Que Simão Pedro interceda por nós para que diante de tantos profetas da falsidade reconheça nas palavras de Jesus, a Vida, a Verdade e o Caminho que nos conduz a Deus no nosso Pai e digamos: A QUEM IREMOS SENHOR, SÓ TU TENS PALAVRAS DE VIDA ETERNA. Pai, por intermédio de São Pedro, dá-me inteligência para compreender as palavras de Jesus e aderir a elas, pois só assim estarei seguro para acolher a salvação que me ofereces.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

quinta-feira, 13 de abril de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Marcos 16,9-15 - 15.04.2023

Liturgia Diária


15 – SÁBADO 

OITAVA DA PÁSCOA


(branco, glória, seq. facultativa, pref. da Páscoa I [“neste dia”] – ofício próprio)



O Senhor fez o seu povo sair com grande júbilo; com gritos de alegria, os seus eleitos, aleluia! (Sl 104,43)


Proibidos de falar sobre o Senhor Jesus, os apóstolos reagem: “Não nos podemos calar a respeito do que vimos e ouvimos”. Esta liturgia nos impulsione a sermos, em todo tempo e lugar, autênticos comunicadores do Cristo ressuscitado.


Evangelho: Marcos 16,9-15


Aleluia, aleluia, aleluia.


Este é o dia que o Senhor fez para nós, / alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117,24) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – 9Depois de ressuscitar, na madrugada do primeiro dia após o sábado, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios. 10Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus, que estavam de luto e chorando. 11Quando ouviram que ele estava vivo e fora visto por ela, não quiseram acreditar. 12Em seguida, Jesus apareceu a dois deles, com outra aparência, enquanto estavam indo para o campo. 13Eles também voltaram e anunciaram isso aos outros. Também a estes não deram crédito. 14Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo, repreendeu-os por causa da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o tinham visto ressuscitado. 15E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!” – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Marcos 16,9-15

«Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura!»


P. Jacques PHILIPPE

(Cordes sur Ciel, França)

Hoje, confiando em Jesus ressuscitado, temos de redescobrir o Evangelho como “boa nova”. O Evangelho não é uma lei que nos oprime. Alguma vez podemos cair na tentação de pensar que os que não são cristãos estão mais tranquilos do que nós e fazem o que querem, enquanto que nós temos de cumprir uma lista de mandamentos. É uma visão das coisas meramente superficial.


Pessoalmente, uma das minhas maiores preocupações é que o Evangelho se apresente sempre como uma boa nova, uma notícia feliz, que nos encha o coração de alegria e consolo.


Os ensinamentos de Jesus são sem dúvida exigentes, mas Teresa do Menino Jesus ajuda-nos a percebê-los realmente como uma boa nova, uma vez que para ela o Evangelho não é outra coisa senão a revelação da ternura de Deus, da misericórdia de Deus com cada um dos seus filhos, e aponta as leis da vida que levam à felicidade. O centro da vida cristã consiste em acolher com reconhecimento a ternura e a bondade de Deus - revelação do seu amor misericordioso - e deixar-se transformar por esse amor.


O itinerário espiritual seguido por Sta. Teresinha, o “pequeno caminho”, é um autêntico caminho de santidade, um caminho para todos, feito de tal maneira que ninguém pode desanimar, nem os mais humildes, nem os mais pobres, nem os mais pecadores. Teresa antecipa assim o Concílio Vaticano II que afirma com segurança que a santidade não é um caminho excepcional, mas um chamamento para todos os cristãos, do qual ninguém deve ser excluído. Até o mais vulnerável e miserável dos homens pode responder à chamada à santidade.


Esta santidade consiste num «caminho de confiança e amor». Assim, «o elevador que há-de elevar-me até ao céu são os teus braços, Jesus! (…). Tu, meu Deus, superaste a minha esperança, e eu quero cantar as tuas misericórdias» (Santa Teresa de Lisieux).


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«”Vós sois o sal da terra". É como se lhes dissesse: "A mensagem que vos é comunicada não diz respeito apenas às vossas próprias vidas, mas deve ser transmitida por todo o mundo: a um mundo, aliás, pouco preparado”» (São João Crisóstomo)


«Se vos não fordes testemunha dele no vosso próprio meio, quem o fará por vocês? O cristão é, na Igreja e com a Igreja, um missionário de Cristo enviado para o mundo» (Benedito XVI)


«Aqueles que, com a ajuda de Deus, aceitaram o convite de Cristo e livremente Lhe responderam, foram por sua vez impelidos, pelo amor do mesmo Cristo, a anunciar por toda a parte a Boa-Nova (...)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 3)


Outros comentários

«Maria Madalena foi anunciar o fato aos seguidores de Jesus, não acreditaram»


P. Raimondo M. SORGIA Mannai OP

(San Domenico di Fiesole, Florencia, Italia)

Hoje, o Evangelho nos oferece a oportunidade de meditar alguns aspectos que cada um de nós tem experiência: estamos certos de amar a Jesus, o consideramos o maior dos nossos amigos; não obstante, quem de nos poderia afirmar não tê-Lo traído nunca? Pensemos se, pelo menos alguma vez, não O vendemos mal, por algo ilusório de péssima envoltura. Em segundo lugar, ainda que estejamos freqüentemente tentados a nos valorizar demais como cristãos, porém, o testemunho da nossa própria consciência nos impõe calar-nos e humilhar-nos, imitando o publicano que não ousava nem mesmo levantar a cabeça, batendo-se no peito, enquanto repetia: «Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador» (Lc 18,13).


Dito tudo isto, não pode surpreender-nos a conduta dos discípulos. Conheceram pessoalmente Jesus, apreciaram-lhe suas dotes da mente, do coração, as qualidades incomparáveis de sua predicação. Contudo, quando Jesus já havia ressuscitado, uma das mulheres do grupo —Maria Madalena— «Foi ela noticiá-lo aos que estiveram com ele, os quais estavam aflitos e chorosos» (Mc 16,10) e, ao invés de interromperem as lágrimas e começarem dançar de alegria, não lhe crêem. É o sinal de que nosso centro de gravidade é a terra.


Os discípulos tinham ante eles próprios o anuncio inédito da Ressurreição, e, no entanto, preferem continuar afligindo-se deles mesmos. Pecamos, sim! Traímos-lhe, sim! Celebramos-lhe uma espécie de exéquias pagãs, sim! Depois de bater o peito, joguemo-nos aos seus pés, com a cabeça bem alta, olhando para cima, e... de frente! Em marcha seguindo Ele!, seguindo o seu ritmo. Disse sabiamente o escritor francês Gustave Flaubert: «Acho que se olhássemos sempre para o céu, acabaríamos adquirindo asas». O homem que estava imerso no pecado, na ignorância e na tibieza, desde hoje e para sempre saberá que, graças à Ressurreição de Cristo, «encontra-se como imerso na luz do meio dia».

Fonte https://evangeli.net/

IDE POR TODO O MUNDO E ANUNCIA O EVANGELHO Mc 16,9-15
HOMILIA

A Boa-Nova do amor de Deus e do dom da vida eterna, revelada por seu Filho, é para ser anunciada ao mundo inteiro.

O evangelho de Marcos terminava com as mulheres junto ao túmulo vazio e o anúncio da ressurreição pelos anjos. Jesus presente pede que os discípulos partam para a Galiléia. Hoje Jesus aparece aos onze discípulos e os envia em missão a fim de anunciarem o Seu Reino de amor e de paz, fazendo todos os homens e mulheres discípulos. Oito dias depois Ele aparece de novo. Quero de modo muito especial destacar o dia em que acontece a missão: Domingo bem cedo. É o primeiro dia da semana, e portanto, dia do trabalho. Mas que tipo de trabalho? É o dia que para nós Deus refez tudo de novo. Nova terra e novos céus iniciaram com a vitória do Mestre sobre a morte. Dia do poder salvador de Deus.

“Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura”. Esta é a missão a que todo cristão é chamado depois de experimentar na sua vida a força da ressurreição de Jesus. Quem não tem consciência disso ainda está nas trevas da incredulidade e presta culto antes a um ilustre defunto do que a Cristo, Senhor da vida.

Que o tempo pascal fortaleça a nossa fé não só na ressurreição de Cristo, mas também na presença dele na Igreja, no meio de nós. Peçamos a coragem de anunciar o seu Evangelho, o que consiste fundamentalmente em anunciar o seu mistério pascal.

À Madalena, a pecadora Jesus ressuscitado apareceu faz dela a primeira anunciadora da notícia da Ressurreição. Para os discípulos de Emaús aparece o Salvador e os liberta da dor. Aos onze discípulos aparece e lhes Censura a dureza de coração e a falta de Fé no que Moisés e os Profetas anunciaram e os envia em missão a pregar pelo mundo inteiro consequentemente quem acreditasse nas suas palavras e fosse batizado seria salvo. Hoje esta missão é minha é tua. Precisamos assumi-la com unhas e dentes para que a notícia da Ressurreição chegue aos confins da terra.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

quinta-feira, 30 de março de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 10,31-42 - 31.03.2023

Liturgia Diária


31 – SEXTA-FEIRA 

5ª SEMANA DA QUARESMA


(roxo, prefácio da paixão I – ofício do dia)



Tende piedade de mim, Senhor, a angústia me oprime. Libertai-me das mãos dos inimigos e livrai-me daqueles que me perseguem. Não serei confundido, Senhor, porque vos chamo (Sl 30,10.16.18).


Contra os que rejeitam suas obras, o Senhor, “forte guerreiro”, nos defende e protege. Sintamo-nos amparados por ele e, à semelhança do salmista, o acolhamos com toda confiança: “Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, minha força e poderosa salvação”.


Evangelho: João 10,31-42


Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor!


Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; / só tu tens palavras de vida eterna! (Jo 6,63.68) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 31os judeus pegaram pedras para apedrejar Jesus. 32E ele lhes disse: “Por ordem do Pai, mostrei-vos muitas obras boas. Por qual delas me quereis apedrejar?” 33Os judeus responderam: “Não queremos te apedrejar por causa das obras boas, mas por causa de blasfêmia, porque, sendo apenas um homem, tu te fazes Deus!” 34Jesus disse: “Acaso não está escrito na vossa Lei: ‘Eu disse: vós sois deuses’? 35Ora, ninguém pode anular a Escritura: se a Lei chama deuses as pessoas às quais se dirigiu a Palavra de Deus, 36por que então me acusais de blasfêmia quando eu digo que sou Filho de Deus, eu, a quem o Pai consagrou e enviou ao mundo? 37Se não faço as obras do meu Pai, não acrediteis em mim. 38Mas, se eu as faço, mesmo que não queirais acreditar em mim, acreditai nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai”. 39Outra vez procuravam prender Jesus, mas ele escapou das mãos deles. 40Jesus passou para o outro lado do Jordão e foi para o lugar onde, antes, João tinha batizado. E permaneceu ali. 41Muitos foram ter com ele e diziam: “João não realizou nenhum sinal, mas tudo o que ele disse a respeito deste homem é verdade”. 42E muitos, ali, acreditaram nele. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 10,31-42

«Por qual delas me quereis apedrejar?»


Rev. D. Carles ELÍAS i Cao

(Barcelona, Espanha)

Hoje sexta-feira, quando falta só uma semana para comemorar a morte do Senhor, o Evangelho nos apresenta os motivos de sua condena. Jesus tenta mostrar a verdade, mas os judeus o têm por blasfemo e réu de lapidação. Jesus fala das obras que realiza. Obras de Deus que o acreditam, de como pode dar-se a si mesmo o título de “Filho de Deus”... No entanto, fala desde umas categorias difíceis de entender para seus adversários: “estar com a verdade”, “escutar sua voz”...; fala-lhes desde o seguimento e o compromisso com sua pessoa que fazem com que Jesus seja conhecido e amado —«Jesus virou-se para trás, e vendo que o seguiam, perguntou: «O que é que vocês estão procurando?» Eles disseram: «Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras?» (Jn 1,38)—. Mas tudo parece inútil: é tão grande o que Jesus tenta dizer que eles não podem entender, somente poderão compreender os pequenos e simples, porque o Reino está escondido aos sábios e entendidos.


Jesus luta por apresentar argumentos que possam ser aceitos, mas a tentativa é em vão. No fundo, morrerá por dizer a verdade sobre si mesmo, por ser fiel a si mesmo, à sua identidade e à sua missão. Como profeta, apresentará um chamado à conversão e será rejeitado, um novo rosto de Deus e será esculpido, uma nova fraternidade e será abandonado.


Novamente se levanta a Cruz do Senhor com toda sua força como estandarte verdadeiro, como única razão indiscutível: «Oh admirável virtude da santa cruz! Oh inefável gloria do Pai! Nela podemos considerar o tribunal do Senhor, o juízo do mundo e o poder do crucificado. Oh, sim, Senhor: atraíste a ti todas as coisas quando, A cada dia eu estendia a mão para um povo desobediente (cf. Is 65,2), o universo inteiro compreendeu que devia render homenagem a tua majestade!» (São Leão Magno). Jesus fugirá ao outro lado do Jordão e quem realmente acredita Nele o buscará ali dispostos a segui-lo e a escutá-lo.


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Acreditar para compreender e compreender para acreditar» (Santo Agostinho)


«Muitas pessoas estiveram em estreito contato com Jesus e não acreditaram nele... Se tiveres o coração fechado, a fé não entra. Deus Pai atrai-nos sempre para Jesus; somos nós que abrimos ou fechamos os nossos corações» (Francisco)


«Os sinais realizados por Jesus testemunham que o Pai O enviou. Convidam a crer n'Ele. Aos que se Lhe dirigem com fé, concede-lhes o que pedem. Assim, os milagres fortificam a fé n'Aquele que faz as obras do seu Pai: testemunham que Ele é o Filho de Deus (cf. Jo 10,31-38)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 548)

Fonte https://evangeli.net/


O RETORNO À FONTE BATISMAL Jo 10,31-42

HOMILIA


Mais uma vez procuravam prender Jesus, mas Ele escapou das mãos deles. Para os que meditaram o Evangelho dessa semana, além de ler a partilha, puderam perceber que durante toda a semana os fariseus tentaram prender Jesus, mas nunca conseguiam prendê-lo e nem apedrejá-lo.


Em primeiro lugar eles não conseguiam prender Jesus e muito menos apedrejá-lo porque ainda não era a hora dEle viver a sua Paixão, e nós muitas vezes em meio às doenças, o desemprego, as tribulações na família, as dificuldades nos relacionamentos, ficamos apreensivos, nos sentimos como se já não tivéssemos mais forças para continuar. Mas saiba que nada é por acaso, e jamais Jesus deixaria que algo nos acontecesse se não for a nossa hora. Jesus pregava sabendo que os fariseus tentariam prendê-lo, mas Ele não tinha medo. Ele os incomodava, e o que O fazia perseverar era a confiança que Ele tinha no Pai. Mas essa confiança vinha da oração de amados, e se tu não rezas, se tu não buscares a Deus em oração, todas as vezes que surgirem as tribulações na tua vida, tu te sentirás derrotado, desanimado e com sentimento de abandono de Deus na tua vida. Talvez hoje estejas assim, mas saiba que Jesus está ao teu lado e nada acontece antes da hora.


O que devemos fazer, isto sim, é entrar na pessoa de Jesus humano que foi perseguido, que foi caluniado, que foi maltratado e que foi crucificado, mas que no fim saiu glorioso e vitorioso. E essa é a vontade de Deus para nossa vida, para a tua vida meu irmão, minha irmã: que sejas vitorioso, vitoriosa das tribulações e perseguições que tens sofrido. Saiba e perceba que quando Jesus se sentia ameaçado Ele se retirava do meio dos homens para ficar só. E no caso de hoje, Ele retorna à fonte, ao início do Seu ministério. Vai para o Jordão onde foi batizado e onde recebeu a unção do Espírito Santo, e a voz do Pai testemunhou a Seu favor. Assim, quando te sentires ameaçado volte às origens. Relembre do lugar onde foste batizado e deixe que se reinflame a unção batismal para seres reconfirmado na fé e poderes caminhar pacientemente ao encontro do Cristo vitorioso. Tu foste batizado na Igreja, na casa de Deus. Se voltares para lá como Jesus fez para se fortalecer tu sairás vitorioso. Por isso, acorde meu irmão, minha irmã. Saiba que sem Deus nada podemos fazer. Retira-te para a pia batismal, o lugar onde recebeste a unção do Espírito Santo. E então como Cristo serás testemunha e testemunho da Boa Nova da salvação a todas as pessoas a começar pelos da tua casa.


Ademais, a Igreja dá muita ênfase à missão evangelizadora do cristão, à necessidade e obrigação que temos de levar a Palavra de Deus até onde nos for possível. O acolhimento da Palavra é essencial para desenvolvermos nossa fé. “A Lei chama deuses as pessoas às quais se dirigiu a Palavra de Deus” O sinal efetivo de nossa fé se reflete nas obras que realizamos que brotam segundo os critérios divinos, nos identificando como criaturas semelhantes a Deus. “Acaso não está escrito na vossa Lei: Eu disse: vós sois deuses?”


A verdadeira fé nos induz à disponibilidade a Deus, semelhante a de Maria na Anunciação do Anjo, tornando-nos instrumentos para Sua ação junto aos nossos irmãos. Deus sempre age através dos homens, mas nós só teremos méritos quando nos colocamos conscientemente disponíveis à sua ação.


As boas obras decorrentes de nossa fé são elementos importantes de evangelização, servindo de testemunho às nossas palavras, o que levou os contemporâneos de Jesus a afirmarem convictamente: “João não realizou nenhum sinal, mas tudo que ele disse a respeito deste homem, é verdade.” Mas para isso é preciso voltar a fonte batismal para sermos reabastecidos constantemente.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/


Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Marcos 6,53-56 - 06.02.2023

Liturgia Diária


6 – SEGUNDA-FEIRA 

SÃO PAULO MIKI E COMPANHEIROS


MÁRTIRES


(vermelho, pref. comum, ou dos mártires, – ofício da memória)



Alegram-se nos céus os santos que na terra seguiram a Cristo. Por seu amor, derramaram o próprio sangue; exultarão com ele eternamente.


Paulo, religioso jesuíta, nasceu em 1562 e foi martirizado em 1597, juntamente com outros 25 companheiros, entre os quais leigos, jesuítas e franciscanos. Primeiro mártir do Japão nascido no próprio país, correspondeu ao convite do Senhor até a aceitação da cruz, defendendo a fé católica. Que a vivência desses mártires nos encoraje a dar testemunho de nossa fé não somente por palavras, mas principalmente por ações.


Evangelho: Marcos 6,53-56


Aleluia, aleluia, aleluia.


Jesus pregava a Boa-nova, o Reino anunciando, / e curava toda espécie de doenças entre o povo (Mt 4,23). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 53tendo Jesus e seus discípulos acabado de atravessar o mar da Galileia, chegaram a Genesaré e amarraram a barca. 54Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente reconheceram Jesus. 55Percorrendo toda aquela região, levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava. 56E, nos povoados, cidades e campos aonde chegavam, colocavam os doentes nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra de sua veste. E todos quantos o tocavam ficavam curados. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Marcos 6,53-56

«Todos os a tocavam [a franja de seu manto] ficavam salvados »


Fr. John GRIECO

(Chicago, Estados Unidos)

Hoje, no Evangelho do dia, vemos o magnífico “poder do contato” com a pessoa de Nosso Senhor: «Traziam os doentes para as praças e suplicavam-lhe para que pudessem ao menos tocar a franja de seu manto. E todos os que tocavam ficavam curados».(Mc 6,56). O menor contato físico pode obrar milagres para aqueles que se aproximam a Cristo com fé. Seu poder de curar desborda desde seu coração amoroso e estende inclusive a suas vestes. Ambos, sua capacidade e seu desejo pleno de curar, são abundantes de fácil acesso.


Esta passagem pode nos ajudar a meditar como estamos recebendo ao Nosso Senhor na Sagrada Comunhão. Comungamos com fé de que este contato com Cristo pode obrar milagres em nossas vidas? Mais que um simples tocar «a franja de seu manto», nós recebemos realmente o Corpo de Cristo em nossos corpos. Mais que uma simples cura de nossas doenças físicas, a Comunhão cura nossas almas e lhes garanta a participação na própria vida de Deus. São Inácio de Antioquia, assim, considerava à Eucaristia como a «medicina da imortalidade e o antídoto para prevenir-nos da morte, de modo que produz o que eternamente nós devemos viver em Jesus Cristo».


O aproveitamento desta «medicina da imortalidade» consiste em ser curados de todos aqueles que nos separa de Deus e dos outros. Ser curados por Cristo na Eucaristia, por tanto, implica superar nosso ensimesmamento. Tal como ensina Bento XVI, «Nutrir-se de Cristo é o caminho para não permanecer alheios ou indiferentes diante da sorte dos irmãos (...). Uma espiritualidade eucarística, então, é um autentico antídoto diante o individualismo e o egoísmo que com freqüência caracterizam a vida cotidiana, levam ao redescobrimento da gratuidade, da centralidade das relações, a partir da família, com particular atenção em aliviar as feridas de aquelas desintegradas».


Igual que aqueles que foram curados de suas doenças tocando seus vestidos, nós também podemos ser curados de nosso egoísmo e de nosso isolamento dos outros mediante a recepção de Nosso Senhor com fé.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Cristo é tudo para nós. Se você é oprimido pela injustiça, Ele é justiça; se você precisar de ajuda, Ele é a força; se você tem medo da morte, Ele é vida; se você quer o céu, Ele é o caminho; se você está nas trevas, Ele é a luz» (Santo Ambrósio de Milão)


«Deus, depois de ter acabado a criação, não se “retirou”: ainda pode agir. Ele ainda é o Criador e, por isso, sempre tem a possibilidade de "intervir". Deus ainda é Deus!» (Bento XVI)


«Cristo convida os seus discípulos a continuarem com ele, cada um com sua cruz. Seguindo-o, adquirem uma nova visão sobre a doença e sobre os enfermos. Jesus os associa com sua vida pobre e humilde. Ele os faz participar do seu ministério de compaixão e cura (...)» (Catecismo da Igreja Católica, n. 1.506)


Outros comentários

«Logo que desceram do barco, as pessoas reconheceram Jesus»


Rev. D. Joaquim MONRÓS i Guitart

(Tarragona, Espanha)

Hoje, contemplamos a fé dos habitantes daquela região onde Jesus chegou para levar a salvação das almas. O Senhor é dono da alma e do corpo; por isso, não duvidavam em levar os seus enfermos: «Onde quer que ele entrasse, fosse nas aldeias ou nos povoados, ou nas cidades, punham os enfermos nas ruas e pediam-lhe que os deixassem tocar ao menos na orla de suas vestes. E todos os que tocavam em Jesus ficavam sãos» (Mc 6,56). Temos hoje, como sempre, enfermos da alma e do corpo. Convém que ponhamos todos os meios humanos e sobrenaturais para aproximar nossos parentes, amigos e conhecidos ao Senhor. Podemos fazer, em primeiro lugar, rezando por eles, pedindo pela sua saúde espiritual e corporal. Se há uma enfermidade do corpo, não duvidamos em procurar saber se existe um tratamento adequado, se há pessoas que possam cuidá-lo, etc.


Quando se trata de uma “enfermidade” da alma (habitualmente, palpável externamente), como pode ser que um filho, um irmão, um parente não assista à Missa aos domingos, além de rezar convém falar do remédio, talvez lhe transmitindo a palavra algum pensamento ou alguma orientação motivadora que nós mesmos possamos extrair do Magistério (por exemplo, da Carta apostólica O dia do Senhor de João Paulo II, ou de algum dos pontos do Catecismo da Igreja).


Se o irmão “enfermo” é alguém constituído em pública autoridade que justifica ou mantém uma lei injusta —como pode ser a falta de penalização do aborto—, não duvidemos —além de orar— em buscar a oportunidade para transmitir-lhe —de palavra ou por escrito— nosso testemunho sobre a verdade.


«Nós não podemos deixar de anunciar o que vimos e ouvimos» (Hch 4,20). Todas as pessoas têm necessidade do Salvador. Quando não atendem ao seu chamado é porque ainda não o reconheceram, talvez porque nós ainda não soubemos anunciar-lhe. O fato é que, enquanto o reconheciam, «colocavam os enfermos nas praças e lhe pediam que tocara somente um pedacinho do seu manto» (Mc 6,56). Jesus curava tanto mais quanto havia alguns que «colocavam» (punham ao alcance do Senhor) aos que mais urgentemente necessitavam remédio.

Fonte https://evangeli.net/

JESUS CURAVA A TODOS OS QUE O PROCURAVAM Mc 6,53-56
HOMILIA

Depois dos discípulos terem anuído ao convite do Mestre, abandonaram a casa de Simão e partiram para outras regiões da redondeza. E no Evangelho de hoje vemos os discípulos fazendo a travessia do mar agitado com seu próprio barco desembarcando em Genesaré e logo o povo reconhece Jesus.

O povo vai em massa atrás de Jesus. Eles vêm de todos os lados, carregando seus doentes. O que chama a atenção é o entusiasmo do povo que reconheceu Jesus e vai atrás dele. O que o move nesta busca de Jesus não é só o desejo de encontrar-se com ele, de estar com ele, mas também o desejo de obter a cura das suas doenças.

A salvação é dirigida a esta multidão formada por gentios e judeus marginalizados. São os moradores dos povoados, cidades e campos por onde Jesus andava, com seus discípulos. Jesus realiza a sua atividade sobretudo entre as camadas mais sofredoras e abandonadas do povo, costituindo, praticamente, a única esperança dessa gente.

O enfoque é a presença física libertadora de Jesus. As curas são conseguidas com o toque, pelo menos na franja do manto dele. A doença generalizada é fruto das barreiras a exclusão.

A cura resulta da libertação da exclusão e é fruto da acolhida. Assim como, fisicamente,

o pão foi partilhado, o mesmo vale para o corpo. A comunicação não se faz apenas pela palavra. Faz-se também pela partilha do corpo. A presença física, o toque, o abraço, o sorriso acolhedor, o olhar compreensivo e atento, a compaixão complementam a força comunicadora da palavra libertadora.

Desde o começo da sua atividade apostólica, Jesus anda por todos os povoados da Galiléia para falar ao povo sobre o Reino de Deus que estava chegando (Mc 1,14-15). Onde encontra gente para escutá-lo, ele fala e transmite a Boa Nova de Deus, acolhe e cura os doentes, em qualquer lugar: nas sinagogas durante a celebração da Palavra nos sábados (Mc 1,21; 3,1; 6,2); em reuniões informais nas casas de amigos (Mc 2,1.15; 7,17; 9,28; 10,10); andando pelo caminho com os discípulos (Mc 2,23); ao longo do mar na praia, sentado num barco (Mc 4,1); no deserto para onde se refugiou e onde o povo o procurava (Mc 1,45; 6,32-34); na montanha, de onde proclamou as bem-aventuranças (Mt 5,1); nas praças das aldeias e cidades, onde povo carregava seus doentes (Mc 6,55-56); no Templo de Jerusalém, por ocasião das romarias, diariamente, sem medo (Mc 14,49)! Curar e ensinar, ensinar e curar era o que Jesus mais fazia (Mc 2,13; 4,1-2; 6,34). Era o costume dele (Mc 10,1). O povo ficava admirado (Mc 12,37; 1,22.27; 11,18) e o procurava em massa.

Na raiz deste grande entusiasmo do povo estava, de um lado, a pessoa de Jesus que chamava e atraía, e, de outro lado, o abandono do povo que era como ovelha sem pastor (cf. Mc 6,34). Em Jesus, tudo era revelação daquilo que o animava por dentro! Ele não só falava sobre Deus, mas também o revelava. Comunicava algo do que ele mesmo vivia e experimentava. Ele não só anunciava a Boa Nova do Reino. Ele mesmo era uma amostra, um testemunho vivo do Reino. Nele aparecia aquilo que acontece quando um ser humano deixa Deus reinar, tomar conta de sua vida. O que vale não são só as palavras, mas também e sobretudo o testemunho, o gesto concreto.

Pela fé, todos nós esperamos e sonhamos com o Reino de Deus, como um novo tempo, onde não haverá dor nem lágrimas. Ao curar muitas pessoas, Jesus mostra que Deus reprova tudo o que faz o ser humano sofrer. Mergulhemos na certeza de que nossa missão é seguir os passos do Mestre para construir este “novo tempo”, entre nós.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 5,13-16 - 05.02.2023

Liturgia Diária


5 – DOMINGO 

5º DO TEMPO COMUM


(verde, glória, creio – 1ª semana do saltério)



Entrai, inclinai-vos e prostrai-vos: adoremos o Senhor que nos criou, pois ele é o nosso Deus (Sl 94,6s).


Reunimo-nos para celebrar o Cristo crucificado e ressuscitado, fundamento da nossa fé e do nosso testemunho. A liturgia nos convida a renovar o compromisso de sermos sal e luz, discípulos e discípulas que dão sabor e sentido à vida do próximo. Louvemos ao Pai pelo seu amor, manifestado em toda ação que expulsa do mundo as trevas da opressão e da injustiça.


Evangelho: Mateus 5,13-16


Aleluia, aleluia, aleluia. 


Pois eu sou a luz do mundo, quem nos diz é o Senhor; / e vai ter a luz da vida quem se faz meu seguidor (Jo 8,12). – R. 


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 13“Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. 14Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde brilha para todos os que estão na casa. 16Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 5,13-16

«Vós sois a luz do mundo»


Rev. D. Josep FONT i Gallart

(Getafe, Espanha)

Hoje, o Evangelho nos faz uma grande chamada a sermos testemunhos de Cristo. E nos convida a sê-lo de duas maneiras, aparentemente, contraditórias: como o sal e como a luz.


O sal não se vê, mas se nota; se sente no, paladar. Há muitas pessoas que “não se deixam ver”, porque são como “formiguinhas” que não param de trabalhar e de fazer o bem. Ao seu lado se pode sentir a paz, a serenidade, a alegria. Têm —como está de moda dizer hoje— “boas energias”.


A luz não se pode esconder. Há pessoas que “as vemos de longe”: Santa Teresa de Calcutá, o Papa, o Sacerdote de algum lugar. Ocupam postos importantes por sua liderança natural ou por seu ministério concreto. Estação “acima do candeeiro”. Como diz o Evangelho de hoje, «Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha. Nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa» (cf. Mt 5,14.15).


Todos estão chamados a ser sal e luz. Jesus mesmo foi “sal” durante trinta anos de vida oculta em Nazaré. Dizem que São Luiz Gonzaga, enquanto brincava, ao perguntar-lhe que faria se soubesse que em poucos minutos morreria, respondeu: «Continuaria brincando». Continuaria fazendo a vida normal de cada dia, fazendo a vida agradável aos companheiros de jogo.


Às vezes estamos chamados a ser luz. E somos de una maneira clara quando professamos nossa fé em momentos difíceis. Os mártires são grandes iluminados. E hoje, de acordo com o ambiente, somente o fato de ir à missa já é motivo de burlas. Ir á missa já é ser “luz”. E a luz sempre se vê; mesmo que seja muito pequena. Uma luzinha pode mudar uma noite.


Peçamos uns pelos outros ao Senhor para que saibamos ser sempre sal. E saibamos ser luz quando seja necessário ser. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós (cf. Mt 5,16).


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Mais uma vez, refere-se ao mundo, ao mundo inteiro; luz para ser compreendida num sentido espiritual. Com estas palavras, o Senhor insiste na perfeição da vida que os seus discípulos devem levar» (São João Crisóstomo)


«Vós que recebestes nos vossos corações a mensagem salvadora de Cristo, sois portanto o sal da terra, pois deveis ajudar a evitar que a vida do homem se deteriore ou seja corrompida pela busca de falsos valores» (S. João Paulo II)


«A fidelidade dos baptizados é condição primordial para o anúncio do Evangelho e para a missão da Igreja no mundo. Para manifestar diante dos homens a sua força de verdade e irradiação, a mensagem de salvação deve ser autenticada pelo testemunho de vida dos cristãos (...)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.044)

Fonte https://evangeli.net/


VÓS SOIS O SAL DA TERRA E A LUZ DO MUNDO Mt 5,13-16

HOMILIA


Depois de nos ter apresentado o seu plano pastoral no Sermão da Montanha. Jesus agora nos faz responsáveis pela vida dos nossos irmãos e irmãs. E por isso usa as figuras do sal, da cidade e da luz.


Mas padre, o que é ser sal e luz para o meu irmão e minha irmã? E então eu responderia: Ser sal é ser o que dá gosto às coisas. Ser luz é ser o que ilumina. Todavia, cuidado. Porque a prerrogativa de ser sal e de ser luz pode tanto se inclinar para o bem, quanto para o mal. Aquele que se volta para o mal se torna também uma pessoa salgada, porém, salga a si mesma, dá gosto a si própria. Veja bem, aquele que se projeta como um grande político ateu, um maçom em alto grau, um empresário inescrupuloso, um déspota, ou mesmo um criminoso famoso são exemplos de ser sal, mas para o mal.


Quer coisa mais salgada do que Hitler? Ele foi luz e sal, porém, em oposição ao bem. Quantas pessoas brilham por aí… brilhos efêmeros. Por exemplo, quantos cantores, compositores, atores, apresentadores, jogadores de futebol brilham ou brilharam como um cometa? Gostar de futebol, tudo bem! Mas quantos assalariados se privam de coisas para ir ao campo de futebol, fazendo com que certos jogadores ganhem fortunas. Isto é acender luzes. São luzes que acendemos impróprias, mas que “iluminam”. Poderiam ser chamadas de trevas, pois estão em oposição à luz de Deus, que é a verdadeira luz.


Devemos ter muito cuidado com o nosso agir, com o nosso ser. Deus quer que sejamos sal e luz para glorificá-lo, para a construção do Seu Reino. E isto só é possível vivendo conforme nos ensina. Por isso termina dizendo que a luz deve ser mostrada. Devemos mostrar isso às pessoas em louvor a Deus.


Ser luz e ser sal para glorificar a Deus é muito diferente do que se pensa e é difícil agir com este entendimento, porque a tentação está sempre a nos sugerir que sejamos luz e sal para nós mesmos. A todo momento sentimos aquela tentação: Por que ser luz de outra forma? Seja luz para si mesmo, assim vai brilhar muito mais. Por que ser gosto de outra forma? Seja gosto para si mesmo. Você é bonito, inteligente e vai perder tudo isto por uma bobagem? Não! Pense em você, colha para si mesmo os louros de seu trabalho, de sua vitória, de seu sucesso. O pecado original surgiu daí: da vaidade e da soberba.


Este Evangelho é muito claro. Essa luz e esse sal podem ser dados para ambos os lados, adquirindo, obviamente, conotações opostas e consequências distintas. Jesus disse que não se acende uma luz para colocá-la debaixo da mesa, mas na luminária. Disse ainda que não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha, quer dizer, se estivermos crescendo diante de Deus ou do demônio, vamos aparecer de forma positiva ou negativa, naturalmente.


Este é também o Evangelho do discernimento. Devemos discernir a luz que brilha para Deus e o sal que salga para o bem. Precisamos desse discernimento, para refletirmos a luz de Deus e sermos o sal da terra louvando-o; caso contrário vamos brilhar e salgar para outras finalidades, que não conduzem ao Pai que está no Céu. Mas sim ao pai da mentira, ao pai das trevas que é satanás.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Marcos 6,30-34 - 04.02.2023

Liturgia Diária


4 – SÁBADO 

4ª SEMANA DO TEMPO COMUM


(verde – ofício do dia)



Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome e nos gloriemos em vosso louvor (Sl 105,47).


Com a prática de boas ações e da comunhão com todos, ofereçamos a Deus, por meio de Jesus, “um perene sacrifício de louvor”. Que o Deus da paz “realize em nós o que lhe é agradável”. Procuremos fortalecer nossa intimidade com o Senhor, o grande pastor da nossa vida.


Evangelho: Marcos 6,30-34


Aleluia, aleluia, aleluia.


Minhas ovelhas escutam minha voz, / eu as conheço e elas me seguem (Jo 10,27). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 30os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo, que não tinham tempo nem para comer. 32Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé e chegaram lá antes deles. 34Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Marcos 6,30-34

«Vinde, a sós, para um lugar deserto, e descansai um pouco! Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo, que não tinham nem tempo para comer»


Rev. D. David COMPTE i Verdaguer

(Manlleu, Barcelona, Espanha)

Hoje, o Evangelho nos sugere uma situação, uma necessidade e um paradoxo que são muito atuais.


Uma situação. Os Apóstolos estão “estressados”: «Ele disse-lhes: Vinde à parte, para algum lugar deserto, e descansai um pouco. Porque eram muitos os que iam e vinham e nem tinham tempo para comer» (Mc 6,31). Frequentemente nós nos vemos achegados à mesma mudança. O trabalho exige boa parte de nossas energias; a família, onde cada membro quer palpar nosso amor; as outras atividades nas que nos comprometemos, que nos fazem bem e, ao mesmo tempo, beneficiam a terceiros... Querer é poder? Talvez seja mais razoável reconhecer que não podemos tudo aquilo que gostaríamos.


Uma necessidade. O corpo, a cabeça e o coração reclamam um direito: descanso. Nestes versículos temos um manual, frequentemente ignorado, sobre o descanso. Aí destaca a comunicação. Os Apóstolos «Os apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-lhe tudo o que haviam feito e ensinado» (Mc 6,30). Comunicação com Deus, seguindo o fio do mais profundo de nosso coração. E — que surpresa!— encontramos a Deus que nos espera. E espera encontrar-nos com nossos cansaços.


Jesus lhes diz: «Vinde à parte, para algum lugar deserto, e descansai um pouco. Porque eram muitos os que iam e vinham e nem tinham tempo para comer» (Mc 6,31). No plano de Deus há um lugar para o descanso! É mais, nossa existência, com todo seu peso, deve descansar em Deus. O descobriu o inquieto Agostinho: «Nos criastes para ti e nosso coração está inquieto até que não descanse em ti». O repouso de Deus é criativo; não “anestésico”: encontrar-se com seu amor centra nosso coração e nossos pensamentos.


Um paradoxo. A cena do Evangelho acaba “mal”: os discípulos não podem repousar. O plano de Jesus fracassa: são abordados pelas pessoas. Não puderam “desconectar”. Nós, com frequência, não podemos liberar-nos de nossas obrigações (filhos, conjugue, trabalho...): seria como trair-nos! Impõe-se encontrar a Deus nestas realidades. Se existe comunicação com Deus, se nosso coração descansa Nele, relativizaremos tensões inúteis... E a realidade —desnuda de quimeras— mostrará melhor o sinal de Deus. Nele, ali, repousaremos.


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Se não é com Deus ou por Deus, não há descanso que não canse» (Santa Teresa de Ávila)


«O descanso divino do sétimo dia não se refere a um Deus inativo, se não que sublinha a plenitude da realização levada à término, dirigindo ao mesmo uma mirada “contemplativa”, que já não aspira a novas obras, se não melhor a gozar da beleza do realizado» (São João Paulo II)


«O agir de Deus é o modelo do agir humano. Se Deus, no sétimo dia, “parou para respirar” (Ex 23,12), também o homem deve “descansar” e deixar que os outros, sobretudo, os pobres, “retomem fôlego” O sábado faz cessar os trabalhos cotidianos e concede uma pausa. É um dia de pretexto contra as escravidões do trabalho e o culto do dinheiro.» (Catecismo da Igreja Católica, n°2172)

Fonte https://evangeli.net/


OVELHAS SEM PASTOR Mc 6,30-34

HOMILIA


O Evangelho de hoje mostra Jesus cuidando de seus discípulos e em contato com as multidões carentes, atento às suas necessidades e procurando libertá-las de suas carências e opressões, dirigindo-lhes a palavra.


Jesus repete novamente sua preocupação a respeito da falta de operários para a messe, ou de pastores para o rebanho, em outras palavras, hoje seria a falta de padres que sejam verdadeiramente pastores das ovelhas. Muitos e santos ministros ordenados e comprometidos com a vida das ovelhas. Ontem, como hoje também, existem muitas ovelhas precisando de pastores pelo mundo afora! E Cristo nos compromete nesta missão.


O amor de Cristo é tão sincero e afetuoso pelos seus irmãos, que nem mesmo o cansaço ou a fome são capazes de privar as pessoas de Seu convívio. Nesta Palavra de hoje, percebemos duas atitudes de Cristo para com os seus: a primeira, quando Ele chama Seus discípulos ao descanso, sabendo que eles viveram uma batalha espiritual árdua, e para tanto é preciso recolhimento, descanso físico e espiritual. É preciso se fortalecer. A comida, por exemplo, pode ser entendida como alimento material, mas também alimento espiritual, afinal nem só de pão vive o homem. Em muitos momentos dos Evangelhos, o próprio Cristo recolhe-se para orar, para conversar com Deus e Ele nos ensina a, justamente, ter esses tipos de momento, para criar intimidade com o Pai.


Entretanto, aquela multidão que ali se encontra não percebe essa situação, porque estão sedentos de amor, atenção, pois eles estão constantemente sendo excluídos da sociedade, da própria religião que professavam. Em Jesus e nos Seus discípulos se percebe um acolhimento, uma Palavra que é diferente de tudo que eles conheciam uma palavra que une e não separa que perdoa e não se vinga das suas faltas. A razão é simples: Eles eram como ovelhas sem Pastor. Isto significa que eles agiram até agora por ignorância. Sem saber ou distinguir a mão direita da esquerda. Que constatação triste, não existe nada pior que a solidão, não ter com quem contar, com quem conversar, dividir dores e alegrias, não fomos feitos pra viver como ilha, mas juntos. Jesus sente essa solidão em cada pessoa, apesar de estarem numa multidão.


O texto ressalta a compaixão de Jesus para com o povo com uma característica específica: era um povo muito sofrido, rejeitado e desprezado pelos chefes político-religiosos de então, que nem tinha tempo para comer. E quando Ele se retirava, o povo ia atrás dele. O que atraía tanta gente? Com certeza não foi em primeiro lugar a doutrina, nem os milagres, mas o fato de irradiar compaixão, de demonstrar duma maneira concreta o amor compassivo de Deus. Jesus não teve “pena” do povo, não teve “dó” dos sofridos. Teve “compaixão”, literalmente, sofria junto, e tinha uma empatia com os sofredores, que se transformava numa solidariedade afetiva e efetiva. Este traço da personalidade de Jesus desafia as Igrejas e os seus ministros hoje, para que não sejam burocratas do sagrado, mas irradiadores da compaixão do Pai. Infelizmente, muitas vezes as nossas igrejas mais parecem repartições públicas do que lugares do encontro com a comunidade que acredita no amor misericordioso de Deus e na compaixão de Jesus! A frieza humana frequentemente marca as nossas atitudes, pregações e cuidado pastoral. Num mundo que exclui que marginaliza e que só valoriza quem consome e produz, o texto de hoje nos desafia para que nos assemelhemos cada vez mais a Jesus, irradiando compaixão diante das multidões que hoje como nunca estão como ovelhas sem pastor.


Então, mesmo sabendo da necessidade de descanso, Ele sente compaixão, e serve. Ensina-nos que servir ao próximo deve ser prioridade, apesar dos cansaços, apesar das dores, precisamos ver e entender que existem muitas pessoas necessitadas! E pode ter certeza que muitos a nossa volta, que aparentemente não precisam de nada, são carentes de uma palavra, de um ombro amigo, de alguém que os escute. E por isso manifestam a sua carência de várias formas: agressividade, mau comportamento, irritação, puxam o chão dos nossos pés. E tudo o que fazem é só procurar arruinar a vida dos outros. Minha irmã, meu irmão, não existem pessoas difíceis ou que nos roubem tempo. O segredo é levá-las não nos ombros e sim no coração. Pois, as pessoas nos serão pesadas se nós as carreguemos nos ombros. Mas se as levarmos no coração elas se tornam mais leves que o fumo. Basta pedires que Jesus faça do seu coração semelhante ao d’Ele. E verás que estas pessoas são como que ovelhas sem pastor. E então tu serás o pastor que elas estão precisando.


Ó Pai daí-nos a Graça de levar nossos irmãos no coração, de servir acima de nossas próprias necessidades, confiando que, em Jesus, poderemos descansar e entregar nosso peso para que Ele nos ajude a levar o nosso e o dos outros.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé