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segunda-feira, 25 de dezembro de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 20,2-8 - 27.12.2023

Liturgia Diária


27 – QUARTA-FEIRA 

SÃO JOÃO


APÓSTOLO E EVANGELISTA


(branco, glória, pref. do Natal – ofício da festa)



Evangelho: João 20,2-8 

Maria Madalena, ao visitar o sepulcro de Jesus, encontra-o vazio e corre para contar a Pedro e ao discípulo amado. Juntos, investigam o mistério da ausência do corpo, testemunhando um evento transcendental que transforma dúvida em fé e ressalta a ressurreição.


João 20,2-8 (Bíblia de Jerusalém):


Proclamação do santo Evangelho segundo João – No primeiro dia da semana, 2 Correu e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, o que Jesus amava, e disse-lhes: Tiraram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde o puseram.

3 Saíram então Pedro e o outro discípulo e dirigiram-se ao sepulcro.

4 Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro.

5 Inclinando-se, viu ali os panos no chão, mas não entrou.

6 Entretanto, Simão Pedro, que o seguia, chegou também, entrou no sepulcro e viu os panos no chão

7 e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com os panos, mas enrolado num lugar à parte.

8 Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao sepulcro: viu e acreditou.

- Palavra da Salvação.


Reflexão

"Então, entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou." (Jo 20,8)



O relato de João 20,2-8 nos convida à reflexão sobre a busca pela verdade e a transformação da dúvida em fé. Maria Madalena, Pedro e o discípulo amado confrontam o túmulo vazio, símbolo da ressurreição. Essa narrativa ressalta a importância da experiência pessoal na jornada espiritual, incentivando-nos a buscar e testemunhar a presença viva de Deus em nossa vida. A descoberta do sepulcro vazio não apenas valida a esperança, mas também ilumina o caminho da fé, destacando a importância da experiência e do testemunho na construção de uma fé sólida e pessoal. Que possamos, como Maria Madalena e os discípulos, encontrar nas lacunas de nossa compreensão uma oportunidade para aprofundar nossa fé e reconhecer a presença divina que transcende os limites da compreensão humana.


HOMILIA
"Ressurreição Além do Túmulo: Uma Jornada de Fé e Visão Profunda"


Caros irmãos em Cristo,

Hoje, mergulhemos nas profundezas do Evangelho segundo João, capítulo 20, versículos 2 a 8. Nesse relato, Maria Madalena, Pedro e o discípulo amado se deparam com o túmulo vazio de Jesus. Esse episódio não é apenas uma narrativa histórica; é um chamado à reflexão profunda sobre nossa própria jornada de fé.

Assim como Maria Madalena, muitos de nós enfrentam momentos em que a esperança parece sepultada, onde o que antes era certo se torna um vazio desconcertante. Diante do túmulo vazio, somos confrontados com a realidade da ausência aparente de Deus em nossas vidas. No entanto, esta passagem nos ensina que o vazio pode ser o terreno fértil para a ressurreição.

Pedro e o discípulo amado correm para o túmulo, e algo extraordinário acontece: o discípulo amado "viu e acreditou". Este é um chamado para uma fé que vai além das evidências tangíveis, uma fé que nasce da experiência íntima com o Cristo ressurreto. Assim como eles, somos desafiados a ver além do óbvio, a acreditar além das circunstâncias aparentemente desfavoráveis.

Em nossas vidas, frequentemente nos deparamos com "túmulos vazios" - situações desafiadoras, perdas, incertezas. Mas este Evangelho nos lembra que, nos momentos mais sombrios, Deus está operando algo novo. A ressurreição não é apenas um evento do passado, mas uma realidade contínua que se desdobra em nossas vidas hoje.

O discípulo amado viu e acreditou não apenas porque viu o túmulo vazio, mas porque viu além, compreendeu a profundidade da promessa divina. Isso nos convida a cultivar uma fé que vai além das aparências, que reconhece a presença de Deus mesmo quando os sinais externos sugerem o contrário.

À medida que contemplamos esse texto, sejamos desafiados a olhar para os túmulos vazios em nossas vidas com olhos espirituais. Que possamos enxergar as possibilidades de ressurreição mesmo nas situações mais desafiadoras. Que, como o discípulo amado, nossa fé seja fortalecida pela experiência pessoal do Cristo ressurreto, transcendentemente presente em nossas vidas.

Que o Espírito Santo nos capacite a ver além do visível, a acreditar além das circunstâncias e a viver na alegre esperança da ressurreição, hoje e sempre. Amém.

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sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 1,6-8.19-28 - 17.12.2023

Liturgia Diária


17 – DOMINGO 

3º DO ADVENTO


(roxo ou róseo, creio, prefácio do Advento II ou IIA – 3ª semana do saltério)



Evangelho: João 1,6-8.19-28 

Neste relato, João Batista, enviado por Deus, testemunha a chegada da luz divina. Interrogado pelos líderes religiosos, nega ser o Cristo ou Elias, preparando o caminho messiânico.


Proclamação do santo Evangelho segundo João – 6 Houve um homem enviado por Deus, que se chamava João.

7 Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele.

8 Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz.

19 Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem: "Quem és tu?"

20 Ele confessou e não negou. Ele confessou: "Eu não sou o Cristo".

21 E perguntaram-lhe: "Então, quem és? És Elias?" Ele disse: "Não sou". "És o Profeta?" Ele respondeu: "Não".

22 Então lhe disseram: "Quem és, para que possamos dar uma resposta àqueles que nos enviaram? O que dizes de ti mesmo?"

23 Ele respondeu: "Eu sou a voz que clama no deserto: 'Endireitai o caminho do Senhor', como disse o profeta Isaías".

24 Ora, os enviados eram fariseus.

25 Perguntaram-lhe ainda: "Por que, então, batizas, se não és o Cristo, nem Elias, nem o Profeta?"

26 João respondeu-lhes: "Eu batizo com água; mas no meio de vós está alguém que vós não conheceis,

27 e que vem depois de mim. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias".

28 Isso aconteceu em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando. - Palavra da Salvação.


Reflexão

"Eu sou a voz que clama no deserto: 'Endireitai o caminho do Senhor', como disse o profeta Isaías." (João 1,23)


No Evangelho de João 1,6-8.19-28, João Batista se destaca como testemunha da luz divina. Sua humildade ao negar ser o Messias mostra a importância da preparação espiritual. Assim como João, somos chamados a ser testemunhas da verdade, reconhecendo nossa posição e apontando para o verdadeiro Caminho. Ao refletir sobre esse trecho, somos convidados a cultivar a humildade, a consciência da nossa missão e a prontidão para conduzir outros à luz de Cristo. É uma chamada à autenticidade e serviço desinteressado, seguindo o exemplo do precursor que preparou o caminho para o Salvador.


HOMILIA

"Preparando o Caminho: Testemunhas da Luz em um Mundo de Desafios"


Queridos irmãos em Cristo,


Hoje, somos convidados a refletir sobre o Evangelho segundo João (Jo 1,6-8.19-28), um trecho que nos apresenta João Batista como testemunha da luz divina. Vivemos em um mundo frequentemente obscurecido por desafios, incertezas e busca incessante por sentido. Diante desse cenário, a figura de João Batista emerge como um farol, apontando-nos para a verdadeira luz que é Cristo.

Ao se declarar como a voz que clama no deserto, João não apenas revela sua humildade, mas também nos convida a considerar os desertos de nossas próprias vidas. Muitas vezes, nos deparamos com lugares áridos de solidão, dúvida e desespero. No entanto, é nesses momentos que somos chamados a endireitar os caminhos do Senhor, a preparar o terreno para a presença divina.

No diálogo com os líderes religiosos, João recusa identidades que não lhe pertencem. Ele não é o Cristo, Elias ou o Profeta. Essa negação ressoa em nossas vidas modernas, onde a sociedade muitas vezes nos pressiona a buscar identidades superficiais e efêmeras. João nos lembra da importância de conhecer e aceitar quem realmente somos à luz da verdade divina.

A mensagem central deste Evangelho é a preparação. João Batista prepara o caminho para a chegada do Messias. Nós também somos chamados a preparar nossos corações e comunidades para a contínua presença de Cristo. Isso implica cultivar a humildade para reconhecer nossa necessidade do Salvador, rejeitar as falsas identidades que o mundo nos oferece e endireitar os caminhos da justiça, amor e compaixão.

À medida que nos aproximamos do Natal, estejamos atentos à nossa própria vocação de testemunhas da luz. Assim como João Batista, sejamos voz no deserto da indiferença e do egoísmo, proclamando a mensagem redentora de Cristo. Que, em nossas ações e palavras, possamos preparar o caminho para que outros encontrem a verdadeira luz que ilumina as trevas.

Que o Espírito Santo nos guie nessa jornada de preparação, para que, quando o Senhor se manifestar em nossas vidas, estejamos prontos para recebê-Lo de coração aberto. Amém.

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segunda-feira, 6 de novembro de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 2,13-22 - 09.11.2023

Liturgia Diária


9 – QUINTA-FEIRA 

DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DO LATRÃO


(branco, glória, pref. da Dedicação – ofício da festa)



Evangelho: João 2,13-22

Neste trecho das Escrituras, Jesus demonstra zelo pelo templo, revelando sua identidade divina e o poder de sua ressurreição.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – "13 Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém.

14 No templo encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que ali estavam sentados.

15 Fez um chicote de cordas, expulsou todos do templo, também as ovelhas e os bois, dispersou o dinheiro dos cambistas, derrubou as mesas

16 e disse aos que vendiam pombas: 'Tirai isto daqui, não façais da casa de meu Pai um mercado.'

17 Seus discípulos lembraram-se das palavras da Escritura: 'O zelo por tua casa me devora.'

18 Os judeus tomaram a palavra e disseram-lhe: 'Que sinal nos mostras para procederes assim?'

19 Jesus respondeu: 'Destruí este santuário e em três dias o levantarei.'

20 Os judeus disseram: 'Foram precisos quarenta e seis anos para se construir este santuário e tu o levantarás em três dias?'

21 Jesus falava do santuário de seu corpo.

22 Quando ressuscitou dos mortos, os discípulos se lembraram do que ele dissera e creram na Escritura e na palavra que Jesus tinha dito." - Palavra da Salvação.


Reflexão:

 "Destruí este santuário e em três dias o levantarei." (João 2:19)

Neste trecho do Evangelho de João, vemos Jesus entrando no templo em Jerusalém e ficando indignado com a presença de vendedores de animais e cambistas. Ele age de maneira enérgica, fazendo um chicote de cordas e expulsando todos do templo, derrubando as mesas dos cambistas e declarando: "Tirai isto daqui, não façais da casa de meu Pai um mercado."

Essa passagem nos revela a profunda preocupação de Jesus com a santidade e a dignidade do templo, que era considerado um lugar de adoração a Deus. Ele está zelando pelo propósito sagrado do templo, que é um local de encontro com Deus, e não um local de comércio e exploração.

Ao fazer isso, Jesus também faz referência a si mesmo quando diz: "Destruí este santuário e em três dias o levantarei." Ele está aludindo à sua futura crucificação e ressurreição, que demonstram sua divindade e o poder de ressuscitar dos mortos.

Essa passagem nos convida a refletir sobre a importância de mantermos a pureza e a devoção em nossos lugares de adoração e em nossos corações. Ela nos recorda a necessidade de nos afastarmos de qualquer forma de exploração ou corrupção espiritual e nos voltarmos para Deus com sinceridade e humildade. Também nos lembra da profunda conexão entre o templo físico e o corpo de Cristo, que é o novo templo, o lugar onde Deus habita em seus seguidores.

Em resumo, essa passagem nos desafia a considerar como estamos cuidando dos lugares de adoração em nossas vidas e a lembrar que, assim como Jesus purificou o templo, devemos buscar a purificação espiritual e a conexão com Deus em nossas vidas.


HOMILIA

 "Restaurando a Santidade e a Esperança: Lições do Templo"


Queridos irmãos

Hoje, somos convidados a refletir sobre a passagem das Escrituras que nos fala sobre um momento especial na vida de Jesus, um episódio que ocorreu no templo em Jerusalém. Este evento é mais do que uma história antiga; é uma lição atemporal que tem grande relevância para nossas vidas hoje.

Imaginemos o cenário: Jesus entra no templo e se depara com uma cena de agitação e comércio, onde o local sagrado está sendo usado para fins mundanos. Ele não apenas expressa sua indignação, mas age de forma enérgica, expulsando os vendedores e os cambistas, derrubando suas mesas e restaurando a santidade do templo. Isso nos leva a considerar duas questões fundamentais.

Primeiramente, essa passagem nos ensina sobre a importância da pureza e da reverência em nossos lugares de adoração e em nossas próprias vidas. Assim como Jesus zelava pela santidade do templo, devemos lembrar que nossos corações são templos espirituais, onde Deus deseja habitar. Devemos afastar qualquer forma de egoísmo, ganância ou idolatria que possa corromper nossas vidas espirituais.

Em segundo lugar, Jesus faz uma afirmação profunda e misteriosa sobre a reconstrução do templo em três dias. Embora os ouvintes da época não compreendessem completamente, ele estava se referindo à sua própria morte e ressurreição. Isso nos ensina que, por meio da morte e ressurreição de Cristo, um novo templo foi estabelecido: seu próprio corpo, que é a base da Igreja e a habitação do Espírito Santo.

Portanto, a mensagem central aqui é a de que precisamos purificar nossos corações e vidas para que Deus possa habitar em nós, e devemos reconhecer a importância da morte e ressurreição de Jesus, que nos oferece a oportunidade de sermos restaurados e renovados espiritualmente.

Em nossos tempos atuais, em meio a desafios e preocupações, essa passagem nos convida a refletir sobre a importância de mantermos a santidade em nossas vidas e comunidades de fé, e a reconhecer a ressurreição de Jesus como a base de nossa esperança e redenção. Que possamos, como Jesus, agir com zelo e amor em prol da santidade e da presença divina em nossas vidas.

Que Deus nos abençoe e nos ajude a compreender profundamente o significado desta passagem em nossas vidas. Amém.

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quarta-feira, 25 de outubro de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 6,37-40 - 02.11.2023

Liturgia Diária


2 – QUINTA-FEIRA 

TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS


(roxo ou preto, prefácio dos mortos – ofício próprio)



Evangelho: João 6,37-40

Neste trecho das Escrituras, encontramos palavras de esperança e promessa, destacando a vontade divina de acolher todos que creem em Jesus para a vida eterna.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus às multidões: 

37. Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim não o lançarei fora.

38. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

39. Ora, esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas que os ressuscite no último dia.

40. Com efeito, esta é a vontade de meu Pai: que todo o que vê o Filho e crê nele tenha a vida eterna. Eu o ressuscitarei no último dia. - Palavra da Salvação.


Reflexão

"Esta é a vontade de meu Pai: que todo o que vê o Filho e crê nele tenha a vida eterna." Jo 6,40


Este trecho do Evangelho de João nos fala sobre a relação entre Jesus, o Pai Celestial e a vontade de Deus em relação à salvação. Jesus começa enfatizando que todos aqueles que o Pai lhe deu virão a ele, e ele não rejeitará nenhum deles. Isso destaca o papel de Deus como o soberano que chama e escolhe aqueles que receberão a salvação por meio de Jesus.

Além disso, Jesus enfatiza que ele não veio ao mundo para fazer a sua própria vontade, mas para cumprir a vontade daquele que o enviou. Isso ressalta a perfeita sintonia entre Jesus e o Pai Celestial. A vontade de Deus, conforme expressa por Jesus, é que ele não perca nenhum daqueles que o Pai lhe deu, mas que os ressuscite no último dia. Isso aponta para a promessa da vida eterna para aqueles que creem em Jesus.

A última parte do trecho é especialmente significativa, pois Jesus afirma que a vontade de Deus é que todos que veem o Filho e nele creem tenham a vida eterna e serão ressuscitados no último dia. Isso destaca a centralidade da fé em Jesus como o caminho para a vida eterna e a ressurreição no final dos tempos.

Em resumo, João 6,37-40 nos lembra da vontade de Deus de oferecer a vida eterna por meio da fé em Jesus Cristo e da importância da relação entre Jesus e o Pai Celestial na realização desse plano divino de salvação. É um convite à fé e à confiança na obra de Jesus como Salvador e Senhor.


HOMILIA

"O Caminho da Vida Eterna: Reflexões a partir de João 6,37-40"


Amados irmãos em Cristo,


Hoje, nos reunimos para refletir sobre as palavras de Jesus, conforme encontramos em João 6,37-40. Neste trecho, Jesus compartilha conosco uma mensagem de esperança e promessa, revelando a vontade do Pai Celestial para a nossa salvação.

Jesus começa afirmando: "Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim não o lançarei fora." Essas palavras nos lembram que Deus é o principal agente na obra da salvação. Ele nos chama para se aproximarmos de Jesus, e quando o fazemos com corações sinceros, Jesus nos acolhe com amor incondicional. Não importa quem somos, nossos erros passados ou nossas dúvidas, Jesus nunca nos rejeitará.

Jesus continua explicando que ele desceu do céu para fazer a vontade do Pai, e qual é essa vontade? Ele esclarece: "Que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas que os ressuscite no último dia." Aqui, Jesus nos revela a preocupação do Pai Celestial pela nossa eternidade. Deus deseja que nenhum de nós se perca, mas que sejamos ressuscitados para a vida eterna. Esta é uma promessa que oferece conforto e esperança para todos nós.

No versículo 40, Jesus reforça esta mensagem central: "Com efeito, esta é a vontade de meu Pai: que todo o que vê o Filho e crê nele tenha a vida eterna. Eu o ressuscitarei no último dia." Aqui, ele declara claramente que a vida eterna é para aqueles que creem nele. A fé em Jesus é o caminho para a salvação e a promessa de uma ressurreição na consumação dos tempos.

Neste trecho, encontramos uma mensagem de amor, graça e esperança. Independentemente de nossas fraquezas, pecados ou desafios, Deus nos chama para se achegar a Jesus. Ele deseja que todos nós tenhamos a vida eterna, prometendo que, no último dia, Jesus nos ressuscitará para a plenitude da vida.

Hoje, somos chamados a refletir sobre nossa fé em Jesus e a abraçar essa mensagem de esperança e promessa. Deus nos convida a confiar em seu amor inabalável, lembrando-nos de que Ele é o autor de nossa salvação. Portanto, que possamos fortalecer nossa fé, buscando viver de acordo com a vontade do Pai, confiando que, no final, seremos ressuscitados para a vida eterna, onde viveremos na plenitude da presença de Deus. Amém.

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terça-feira, 26 de setembro de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho de João 1,47-51 - 29.09.2023

Liturgia Diária


29 – SEXTA-FEIRA 


(branco, glória, pref. dos anjos – ofício da festa)



Nesta passagem bíblica, encontramos um encontro profundo e revelador entre Jesus e Natanael, que ilustra a identificação do Messias e a promessa de eventos divinos. Esses versículos ressaltam a importância da fé e da conexão espiritual na vida de um seguidor de Cristo.


Evangelho de João 1,47-51


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 


"47. Vendo Natanael aproximar-se, disse dele Jesus: 'Eis um verdadeiro israelita, no qual não há fingimento!'

48. Perguntou-lhe Natanael: 'De onde me conheces?' Jesus respondeu-lhe: 'Antes que Filipe te chamasse, quando estavas debaixo da figueira, eu te vi.'


49. Natanael respondeu-lhe: 'Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel!'

50. Jesus replicou-lhe: 'Porque te disse que te vi debaixo da figueira, crês? Verás coisas maiores do que estas.'

51. E acrescentou: 'Em verdade, em verdade vos digo: vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem.'"

- Palavra da Salvação!


REFLEXÃO

"Disse-lhe Jesus: 'Porque te disse que te vi debaixo da figueira, crês? Verás coisas maiores do que estas.'" (João 1:50)


A passagem de João 1,47-51 nos convida a refletir sobre a natureza da fé e da revelação divina. Natanael, ao encontrar Jesus, inicialmente expressa ceticismo, mas sua dúvida é dissipada quando Jesus revela conhecer detalhes de sua vida que ninguém mais poderia conhecer. Essa experiência leva Natanael a proclamar a divindade de Jesus como o "Filho de Deus" e o "rei de Israel".


Essa reflexão nos lembra da importância de estarmos abertos à possibilidade de encontros espirituais transformadores em nossas vidas. Às vezes, podemos ser céticos ou duvidar da presença de Deus, mas quando permitimos que Ele entre em nossas vidas, podemos experimentar uma revelação profunda e pessoal que fortalece nossa fé.


Além disso, a imagem dos anjos subindo e descendo sobre o Filho do homem nos lembra que Jesus é a ponte entre o divino e o humano, conectando-nos ao plano espiritual. Essa conexão nos oferece esperança, orientação e a promessa de uma vida de propósito e significado.


Em resumo, João 1,47-51 nos convida a considerar a importância da fé, da abertura espiritual e da conexão com o divino em nossa jornada espiritual, lembrando-nos de que, por meio de Jesus, podemos encontrar revelações profundas e experiências que fortalecem nossa fé e nos conectam ao plano espiritual.


HOMILIA

"Trazendo Dúvidas ao Encontro com Deus: Lições da Jornada de Natanael"


Minhas queridas e queridos irmãos e irmãs em Cristo,


Hoje, meditamos sobre o encontro de Natanael com Jesus, um encontro que ecoa através dos séculos e continua a nos ensinar lições profundas sobre a fé, a revelação divina e a nossa jornada espiritual nos dias de hoje.


Natanael, inicialmente cético, é surpreendido quando Jesus revela conhecimento íntimo sobre ele, um conhecimento que só pode vir de Deus. Isso nos lembra que Deus conhece cada um de nós em profundidade, conhece nossos pensamentos, nossos anseios mais profundos e nossas dúvidas. Ele nos chama, mesmo quando duvidamos, e nos convida a trazer nossas dúvidas e ceticismo a Ele.


Mas a história não termina aí. Jesus promete a Natanael que ele verá "coisas maiores do que estas." Isso nos lembra que a fé em Cristo é apenas o começo de uma jornada espiritual profunda e em constante crescimento. Nos dias de hoje, somos chamados a ir além da superficialidade, a explorar as verdades espirituais mais profundas e a buscar uma conexão mais íntima com Deus.


A imagem dos anjos subindo e descendo sobre o Filho do homem nos lembra que Jesus é a ponte entre o céu e a terra. Ele é a nossa conexão com o divino, o caminho que nos leva ao Pai. Nos dias de hoje, podemos nos sentir desconectados e perdidos, mas Jesus continua sendo a nossa ponte para a presença de Deus.


Portanto, o que podemos aprender com essa passagem para os nossos dias? Podemos aprender que a fé é um convite para uma jornada espiritual em constante crescimento. Podemos trazer nossas dúvidas e ceticismo a Deus, sabendo que Ele nos conhece e nos ama. Podemos buscar uma conexão mais profunda com Deus, explorando as verdades espirituais mais profundas e confiando que Jesus é o caminho para essa conexão.


Nos dias de hoje, que possamos seguir o exemplo de Natanael, que mesmo cético no início, encontrou em Jesus a resposta para suas perguntas mais profundas. Que possamos buscar as "coisas maiores" que Jesus prometeu e permitir que Ele seja a ponte que nos leva ao Pai. Que a nossa fé nos guie em uma jornada espiritual cada vez mais profunda, à medida que nos aproximamos do divino e experimentamos a presença transformadora de Deus em nossas vidas.


Que assim seja. Amém.

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segunda-feira, 11 de setembro de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 19,25-27 - 15.09.2023

Liturgia Diária


15 – SEXTA-FEIRA 

NOSSA SENHORA DAS DORES


(branco, seq. facultativa, pref. de Maria – ofício da memória)



Simeão disse a Maria: Teu filho será causa de queda e de ressurreição para muitos. Ele será sinal de contradição, e teu coração será transpassado como por uma espada (Lc 2,34s).


A devoção a Nossa Senhora das Dores sintetiza as tribulações de toda a vida de Maria. Ela viveu na própria alma os sofrimentos do filho. Esta memória litúrgica foi inserida no calendário romano pelo papa Pio 7º, servo de Deus, no século 19. Peçamos a Maria que, intercedendo por nós, nos ajude a superar as dificuldades e aflições de nossa caminhada.


Evangelho: João 19,25-27


Aleluia, aleluia, aleluia.


Feliz a Virgem Maria, que, sem passar pela morte, / do martírio ganha a palma, ao pé da cruz do Senhor! – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 25perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. – Palavra da salvação.


Evangelho opcional: Lucas 2,33-35.


COMENTÁRIO

O trecho que você compartilhou é uma passagem do Evangelho de João, capítulo 19, versículos 25-27. Nesta passagem, Jesus está na cruz e próximo a Ele estão Sua mãe, Maria, a irmã de Sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver Sua mãe e o discípulo a quem Ele amava (provavelmente João), diz a Sua mãe que o discípulo é seu filho e ao discípulo que Maria é sua mãe. Isso é visto como um gesto de cuidado e carinho de Jesus, garantindo que Sua mãe seja bem cuidada após Sua morte.


O Evangelho opcional que você mencionou, Lucas 2,33-35, é uma passagem que ocorre durante a apresentação de Jesus no Templo, quando Simeão profetiza sobre o futuro de Jesus e de Maria. Ele abençoa a família, mas também prevê que Jesus será uma "pedra de tropeço" para muitos e que uma espada atravessará a alma de Maria, indicando a dor que ela sentirá ao longo da vida de seu filho.


Essas passagens destacam o papel importante de Maria na vida e na missão de Jesus, bem como a sua profunda conexão emocional com Ele.


REFLEXÃO

"Amarás o teu próximo como a ti mesmo." 


Uma reflexão sobre o Evangelho e a mensagem cristã em geral pode incluir os seguintes pontos:


Família e Valores Tradicionais: O trecho destaca a importância da família e dos valores tradicionais, já que Jesus, mesmo no momento de Sua morte, mostra preocupação com o bem-estar de Sua mãe, Maria, e do discípulo amado. Isso enfatiza a sacralidade da família e a responsabilidade de cuidar dos entes queridos, um princípio valorizado por muitos conservadores.


Respeito pela Maternidade: Jesus expressa profundo respeito e amor por Sua mãe, chamando-a de "Mulher". Isso pode ser interpretado como um exemplo de reverência à maternidade e à feminilidade, destacando a importância das mulheres na sociedade e na fé cristã.


Preservação da Tradição: O Evangelho é uma parte fundamental da tradição cristã, e os conservadores geralmente enfatizam a importância de preservar a fé e os ensinamentos transmitidos ao longo dos séculos. A cena da crucificação e a preocupação de Jesus com Sua mãe representam um momento-chave na história da salvação, que deve ser mantido e transmitido a gerações futuras.


Moralidade e Responsabilidade: A mensagem do Evangelho também inclui a ideia de assumir responsabilidades e cuidar uns dos outros. Jesus confia a Sua mãe ao discípulo amado, enfatizando a importância da responsabilidade moral e do cuidado mútuo dentro da comunidade cristã.


Obediência à Vontade de Deus: Jesus, ao cumprir Sua missão divina na cruz, demonstra obediência à vontade de Deus. Os conservadores frequentemente enfatizam a importância da obediência aos mandamentos divinos e à moral cristã como guias para viver uma vida virtuosa.


Em resumo, uma reflexão conservadora sobre o Evangelho pode enfatizar os valores da família, a importância da tradição, a reverência pela maternidade, a responsabilidade moral e a obediência à vontade de Deus, conforme representados no trecho de João 19,25-27 e nas mensagens cristãs em geral.


HOMILIA

"Tornando Nossa Fé Relevante nos Tempos Modernos: Valores Perenes para uma Sociedade em Mudança"


Caros irmãos e irmãs em Cristo,


Hoje, enquanto nos reunimos nesta casa de oração, gostaria de compartilhar algumas reflexões sobre como os princípios fundamentais da nossa fé podem ser aplicados aos desafios e complexidades dos tempos modernos.


Vivemos em uma época de mudanças rápidas e inovações constantes, onde valores e tradições muitas vezes parecem estar em conflito com as tendências do mundo. No entanto, é crucial lembrar que a nossa fé é um farol de luz, uma rocha sólida que permanece inabalável, independentemente das circunstâncias que nos cercam.


Primeiramente, devemos reforçar a importância da família como a base da nossa sociedade. A Bíblia nos ensina sobre o valor sagrado da família, onde o amor, o respeito e a unidade são princípios que nunca devem ser comprometidos. Em um mundo que muitas vezes desafia a estrutura familiar tradicional, somos chamados a fortalecer e proteger esse alicerce vital.


Além disso, a nossa fé nos recorda da necessidade de viver uma vida de virtude e moralidade. Em tempos modernos, onde tentações e influências contrárias aos nossos valores estão por toda parte, devemos permanecer fiéis aos ensinamentos de Cristo. A honestidade, a pureza, a humildade e a compaixão são virtudes que devem continuar a guiar as nossas ações diárias.


Outro aspecto fundamental da nossa fé é o respeito pela vida, desde o momento da concepção até a morte natural. Em um mundo que muitas vezes promove a cultura da morte, devemos ser defensores fervorosos da dignidade da vida humana, reconhecendo que cada vida é preciosa e única aos olhos de Deus.


Por fim, a nossa fé nos convida a cultivar uma relação profunda e pessoal com Deus através da oração e da adoração. Em meio às distrações e à agitação da vida moderna, nunca devemos negligenciar o nosso relacionamento com Aquele que nos sustenta e nos guia.


Assim, caros irmãos e irmãs, em tempos modernos, nossos princípios de família, moralidade, respeito pela vida e busca por Deus continuam a ser as âncoras que nos mantêm firmes e resilientes. Que, ao enfrentarmos os desafios da era atual, possamos permanecer fiéis aos ensinamentos eternos de nossa fé, sendo luz e sal para o mundo, como nos chamou nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

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domingo, 10 de setembro de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 3,13-17 - 14.09.2023

Liturgia Diária


14 – QUINTA-FEIRA 

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ


(vermelho, glória, pref. próprio – ofício da festa)



A cruz de nosso Senhor Jesus Cristo deve ser a nossa glória: nele está nossa vida e ressurreição; foi ele que nos salvou e libertou (Gl 6,14).


Evangelho: João 3,13-17


Aleluia, aleluia, aleluia.


Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos, / porque pela cruz remistes o mundo! – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13“Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. 16Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”. – Palavra da salvação.


COMENTÁRIO

Esse trecho do Evangelho de João, capítulo 3, versículos 13-17, narra um diálogo entre Jesus e Nicodemos e contém ensinamentos importantes sobre a salvação e o propósito da vinda de Jesus ao mundo. Aqui está uma explicação do texto:


Versículo 13: "Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem."

Neste versículo, Jesus está afirmando a sua divindade e origem celestial como o Filho de Deus. Ele é a única pessoa que veio do céu e, portanto, tem conhecimento e autoridade divinos.


Versículo 14: "Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado,"

Aqui, Jesus faz uma comparação com um evento do Antigo Testamento, quando Moisés levantou uma serpente de bronze no deserto, que curava aqueles que a olhavam com fé. Da mesma forma, Jesus será "levantado" na cruz para que aqueles que nele creem possam encontrar a cura espiritual e a vida eterna.


Versículo 15: "para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna."

Jesus enfatiza que a fé nele é o caminho para a vida eterna. Aqueles que creem em Jesus e em sua obra na cruz receberão a salvação e a vida eterna.


Versículo 16: "Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna."

Este é um versículo muito conhecido e importante. Ele destaca o grande amor de Deus pelo mundo, demonstrado pelo sacrifício de seu Filho, Jesus Cristo. O propósito da vinda de Jesus não era condenar o mundo, mas oferecer a oportunidade de salvação e vida eterna para todos que nele creem.


Versículo 17: "De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele."

Este versículo reforça o ponto anterior. Jesus não veio para condenar as pessoas, mas para oferecer a salvação. Ele veio para reconciliar a humanidade com Deus e possibilitar a vida eterna por meio da fé nele.


Em resumo, esse trecho do Evangelho de João enfatiza a importância da fé em Jesus como o caminho para a vida eterna e mostra o amor incondicional de Deus ao enviar seu Filho para salvar o mundo, não para condená-lo. É um convite à fé e à aceitação do dom da salvação através de Jesus Cristo.


REFLEXÃO

"Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna."


Uma reflexão sobre o Evangelho de João 3,13-17 enfatizaria a importância dos valores tradicionais da fé cristã e destacaria o papel central de Jesus como o Filho de Deus e o Salvador do mundo. Aqui está uma reflexão nessa perspectiva:


Autoridade Divina: O versículo 13 destaca a autoridade divina de Jesus como o Filho do Homem que veio do céu. Para a perspectiva conservadora, isso reforça a crença na divindade de Jesus como o único caminho para a salvação. É um lembrete de que a sabedoria e a verdade vêm de Deus e devem ser buscadas em Jesus.


O Simbolismo da Serpente de Bronze: A comparação de Jesus com a serpente de bronze erguida por Moisés no deserto (versículo 14) pode ser vista como um símbolo da redenção e da cura espiritual. Para os conservadores, isso ressalta a importância do sacrifício de Jesus na cruz como o meio pelo qual os pecadores podem encontrar a cura para seus pecados e alcançar a salvação.


O Amor de Deus: O versículo 16 destaca o amor incondicional de Deus pelo mundo ao enviar Seu Filho unigênito para a salvação da humanidade. Isso ressalta a graça de Deus e Sua misericórdia, elementos que são enfatizados na teologia conservadora, mostrando que a salvação não é algo que pode ser merecido, mas é um dom de Deus.


Propósito de Jesus: O versículo 17 enfatiza que Jesus não veio para condenar o mundo, mas para salvá-lo. Para a perspectiva conservadora, isso reflete a compaixão e a vontade de Deus de reconciliar a humanidade consigo mesma. Isso destaca a mensagem de esperança e a importância da evangelização para que mais pessoas possam encontrar a salvação em Cristo.


Em resumo, uma reflexão do Evangelho de João 3,13-17 enfatiza a centralidade da fé em Jesus como o único meio de salvação, a graça e o amor incondicional de Deus, e a missão de Jesus de salvar a humanidade. É uma perspectiva que valoriza os ensinamentos tradicionais da fé cristã e a importância da redenção através de Cristo.


HOMILIA

"Trazendo à Luz a Verdade da Salvação"


Queridos irmãos e irmãs em Cristo,


Hoje, somos abençoados com as palavras do Evangelho de João (João 3:13-17), que nos convidam a refletir sobre a profundidade do amor de Deus por nós e o papel fundamental de Jesus Cristo em nossa salvação. Permitam-me compartilhar uma reflexão conservadora sobre essas passagens, que nos lembra dos princípios fundamentais da nossa fé.


Primeiramente, é crucial reconhecer a autoridade divina de Jesus, como Ele mesmo afirma: "Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem." (João 3:13). Essas palavras nos lembram que Jesus não é apenas um grande mestre ou líder espiritual, mas Ele é o próprio Filho de Deus, que veio do céu para cumprir o plano divino de redenção.


Em seguida, encontramos a referência à serpente de bronze levantada por Moisés no deserto (João 3:14). Para os conservadores, esse simbolismo é poderoso. Assim como os israelitas que olharam para a serpente de bronze foram curados de suas picadas venenosas, todos nós que olhamos para Jesus Cristo, levantado na cruz, encontramos a cura para o veneno do pecado. Ele é o nosso Salvador, o único caminho para a verdadeira cura espiritual.


O versículo 16 é um tesouro da teologia cristã conservadora: "Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna." Aqui, vemos a manifestação do amor incondicional de Deus pela humanidade. Ele enviou Seu Filho para que, através da fé nele, possamos ter a dádiva da vida eterna. Isso nos lembra que a salvação é um presente gracioso de Deus, e não algo que podemos alcançar por nossos próprios méritos.


Por fim, o versículo 17 nos ensina que Jesus não veio para condenar o mundo, mas para salvá-lo. Isso destaca o propósito redentor de Cristo, Sua missão de reconciliar a humanidade com Deus. Como conservadores, devemos nos esforçar para compartilhar essa mensagem de esperança e salvação com o mundo, lembrando que somos chamados a ser instrumentos da graça de Deus.


Portanto, meus queridos irmãos e irmãs, ao contemplarmos essas palavras do Evangelho de João, somos lembrados do amor de Deus, da divindade de Jesus Cristo e da importância da fé em nossa jornada espiritual. Sigamos firmes na fé, confiando no sacrifício redentor de Jesus e compartilhando Sua mensagem de salvação com todos os que encontrarmos. Que Deus nos abençoe e nos guie na nossa jornada de fé. Amém.


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quarta-feira, 23 de agosto de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 1,45-51 - 24.08.2023

Liturgia Diária

24 – QUINTA-FEIRA 

SÃO BARTOLOMEU, APÓSTOLO


(vermelho, glória, pref. dos apóstolos – ofício da festa)



Anunciai todos os dias a salvação de Deus, proclamai a sua glória às nações (Sl 95,2s).


Bartolomeu, também identificado como Natanael, era de Caná da Galileia e foi um dos doze apóstolos escolhidos diretamente pelo Senhor. Teve o privilégio de estar ao lado de Jesus e testemunhou seus milagres e ensinamentos. Viu Cristo ressuscitado às margens do lago de Tiberíades e, finalmente, assistiu à sua ascensão ao céu. Sob a inspiração desse fiel seguidor do Mestre divino, motivemo-nos a caminhar com firmeza na edificação do Reino de Deus.


Evangelho: João 1,45-51


Aleluia, aleluia, aleluia.


Mestre, tu és o Filho de Deus, / és rei de Israel! (Jo 1,49) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – 45Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse: “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e também os Profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José”. 46Natanael disse: “De Nazaré pode sair coisa boa?” Filipe respondeu: “Vem ver!” 47Jesus viu Natanael, que vinha para ele, e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel”. 50Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” 51E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade, eu vos digo, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 1,45-51

«Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel»


Mons. Christoph BOCKAMP Vigário Regional do Opus Dei na Alemanha

(Bonn, Alemanha)

Hoje celebramos a festa do apóstolo São Bartolomeu. O evangelista São João relata seu primeiro encontro com o Senhor com tanta vivacidade que resulta fácil incluir-nos na cena. São diálogos de corações jovens, diretos, francos... Divinos!


Jesus encontra a Filipe casualmente e lhe diz «Segue-me» (Jo 1,43). Pouco depois, Filipe entusiasmado pelo encontro com Jesus Cristo, procura o seu amigo Natanael para comunicar-lhe que —finalmente — encontrou a quem Moisés e os profetas esperavam: «Jesus, o filho de José, de Nazaré» (Jo 1,45). A resposta que recebe não é entusiasta, senão céptica: «De Nazaré pode sair algo de bom?» (Jo 1,46). Em quase o mundo todo acontece algo parecido. É comum que em cada cidade, em cada vila se pense que da cidade, da vila vizinha não pode sair nada que valha a pena... Lá são quase todos ineptos... E vice-versa.


Mas Filipe, não se desanima. E como são amigos, não dá mais explicações, e diz: «Vem e vê!» (Jo 1,46). Vai, e o seu primeiro encontro com Jesus é o momento da sua vocação. O que aparentemente é uma casualidade, nos planos de Deus já fazia tempo que estava preparado. Para Jesus, Natanael não é um desconhecido: «Antes que Filipe te chamasse, quando estavas debaixo da figueira, eu te vi» (Jo 1,48). De qual figueira? Talvez tenha sido um lugar preferido de Natanael onde acostumava se dirigir quando queria descansar, pensar, estar sozinho... Embora sempre baixo a olhada amorosa de Deus. Como todos os homens, em todo momento. Mas para perceber este amor infinito de Deus para cada um, para estar consciente de que está na minha porta e chama preciso de uma voz externa, um amigo, um “Filipe” que me diga: «Vem e vê!». Alguém que me leve ao caminho que São Josemaria descreve assim: Procurar a Cristo; achar a Cristo; amar a Cristo. E, a narração evangélica parece como o cumprimento da parábola do fariseu e do publicano. (Lc 18,9-14). Humilde e sincero de coração, o publicano orava no seu interior: «Meu Deus, tem compaixão de mim, que sou pecador!»(Lc 18,13); e hoje contemplamos como Jesus Cristo perdoa e reabilita a Zaqueu, o chefe de publicanos de Jericó, um homem rico e influente, mas odiado e desprezado por os vizinhos, que se sentiam extorquidos por ele:Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa» (Lc 19,5).O perdão divino leva a Zaqueu a se converter; hei aqui uma das originalidades do Evangelho: O perdão de Deus e gratuito: não é tanto pela causa de nossa conversão que Deus nos perdoa, senão que acontece ao contrário: A misericórdia de Deus nos move ao agradecimento e a dar uma resposta.


Como naquela ocasião Jesus, no seu caminho a Jerusalém, passava por Jericó. Hoje e cada dia, Jesus passa por nossa vida e nos chama por nosso nome. Zaqueu não tinha visto nunca a Jesus, tinha ouvido falar Nele e tinha curiosidade por saber quem era aquele mestre tão célebre. Jesus, porém, sim conhecia a Zaqueu e as misérias da sua vida. Jesus sabia como tinha se enriquecido e como era odiado e marginado pelos seus vizinhos; por isso, passou por Jericó para tirá-lo desse poço. «O Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido» (Lc 19,10).


O encontro do Mestre com o publicano mudou radicalmente a vida deste último. Depois de ter ouvido o Evangelho, pense na oportunidade que Deus lhe brinda hoje e que você não deve desaproveitar: Jesus passa por sua vida e o chama por seu nome, porque lhe ama e quer lhe salvar, Em que poço está preso? Assim como Zaqueu subiu a uma arvore para ver a Jesus, sobe você agora com Jesus à arvore da cruz e saberá quem é Ele, conhecera a imensidade do seu amor, já que «escolhe um chefe de publicanos: Quem desesperará de si mesmo quando este alcança a graça?» (Santo Ambrósio).


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«” Venha e veras” A esse convite, Natanael, abandonando a figueira da lei, cuja sombra lhe impedia receber a luz, chegou a aquele que secou as folhas da figueira, da figueira estéril. Por este motivo, a Palavra deu testemunho de Ele, dizendo que era um israelita de verdade» (São Gregório de Nisa)


«Como devemos ir ao Senhor? Assim, com nossa verdade de pecadores? Com confiança, também com alegria, sem nos maquiar. Nunca devemos maquiar nos diante de Deus. Devemos de ir com a verdade» (Francisco)


«Os anjos são criaturas espirituais que glorificam a Deus sem cessar e servem os seus planos salvíficos em relação às outras criaturas:” Ad omnia bona nostra cooperantur angeli” (Os anjos prestam a sua cooperação a tudo quanto diz respeito ao nosso bem» (Catecismo da Igreja Católica, n° 350)


JESUS CHAMA FILIPE E NATANAEL Jo 1,45-51

HOMILIA


Ao iniciar sua vida pública, Jesus começa, lentamente, a escolher os seus discípulos que, à medida que atendiam o chamado largavam tudo e continuavam a caminhada junto com Ele. Assim dentre os discípulos de João Batista. André, chamado por Jesus, chama Pedro e Filipe, e este chama Natanael. Natanael, diante da origem humilde de Jesus, manifesta sua incredulidade. Porém, ao primeiro contato com ele, Natanael o aclama como Filho de Deus e Rei de Israel. Jesus descarta este título de poder, identificando-se com o Filho do Homem, a presença divina no simplesmente humano que abre as portas do céu. O título “Filho de Deus” tem duplo sentido: título de realeza, comum nos reinos e impérios, e título específico de Jesus, enquanto presença divina, amorosa, encarnada. Natanael o usa no primeiro sentido. Jesus insinua que sua realidade é outra: por ele, o Filho do Homem, serão abertas as portas do céu aos humanos. Jesus vem realizar o projeto de Deus, que é levar o humano à plenitude pela comunhão com o amor divino.


Antes de ser chamado, Natanael conversava com Felipe que lhe disse haver encontrado aquele de quem escreveram Moisés e os Profetas: – Jesus de Nazaré, o filho de José. “Ao que Natanael lhe responde: – Por acaso pode sair algo de bom de Nazaré?” Nazaré era uma cidade pequena e habitada por pessoas muito simples. Jesus se aproxima dos dois naquele momento e Felipe diz a Natanael: – “Vem e vê!” Assim que ele olha encontra o seu olhar com o olhar de Jesus, que lhe diz: -“Eis um verdadeiro Israelita, no qual não há enganos”. E, assustado ele pergunta a Jesus: – “De onde me conheces?” Jesus lhe diz: – “Antes que Felipe te chamasse eu te vi quando estavas debaixo da figueira.” Daí Natanael exclama:- “Mestre, tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel”.


Na nossa vida, como a Natanael, Jesus nos pergunta de várias maneiras, para nos incentivar a caminhar nos Seus caminhos; para vivermos fundamentados nos seus ensinamentos de Filho de Deus, demonstrando com a Sua vida, o verdadeiro lugar do amor na vida de todos os que O seguem. Muitas são as vezes que nós somos displicentes e, deixando-nos levar pelo barulho do mundo, principalmente, nos dias atuais, não percebemos o amor de Deus a nos abraçar e a falar dentro do nosso coração, completamente diferente daquilo que temos na nossa cabeça. Sem forçar, sem exigir, Ele não nos abandona nesses tempos; deixa-nos livres para seguirmos a nossa cabeça ou o nosso coração. Após tomarmos a atitude escolhida, vamos colher seus frutos, se bons ou ruins, advindos como resultados da nossa decisão tomada.


Rimos, ficamos felizes e alegres, se agimos acertadamente, mas , choramos e sofremos muito se erramos, agindo pelo instinto somente, sem usarmos o nosso coração. Assim aconteceu com Natanael que diminuiu Jesus pela Sua procedência, não lhe dando o valor que o próprio Criador nos ensina no Antigo Testamento. Jesus veio para salvar a humanidade, não descansou jamais, para cumprir a Missão a que veio: – Salvar a todos os seus irmãos, que somos todos nós, dando-nos a oportunidade de errarmos durante a nossa vida e, aceitando a qualquer momento o nosso arrependimento sincero e, nos levando para junto do Pai, na Eternidade, onde Ele nos espera desde que nascemos.


Por isso, devemos cultuar o perdão na nossa vida, nunca o negando aos que nos ofendem, aos que não gostam de nós, aos que nos prejudicam, nos ignoram ou não nos aceitam. Aí reside a nossa prova de que amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Assim é a essência do maior dos mandamentos que Jesus nos trouxe para a nossa salvação. Pois você verá coisas maiores do que esta. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem.


Pai leva-me a conhecer, cada vez mais profundamente, a identidade de teu Filho Jesus, e a fazer-me discípulo dele, de modo a compartilhar sua missão.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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