domingo, 31 de janeiro de 2021

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Marcos 6,14-29 - 05.02.2021

 Liturgia Diária


5 – SEXTA-FEIRA  

SANTA ÁGUEDA


VIRGEM E MÁRTIR



(vermelho, pref. dos mártires ou das virgens, – ofício da memória)


Esta é uma virgem sábia, do número das prudentes, que foi ao encontro de Cristo com sua lâmpada acesa.


Águeda, cujo nome está inscrito do Cânon Romano, nasceu na Itália, no século 3º. Tendo-se consagrado a Cristo pelo voto de virgindade, ainda muito jovem sofreu o martírio sob o imperador Décio. Que o exemplo dessa mártir nos incentive a perseverar no fiel seguimento de Jesus Cristo.


Evangelho: Marcos 6,14-29


Aleluia, aleluia, aleluia.


Felizes os que observam a Palavra do Senhor de reto coração / e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes! (Lc 8,15) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 14o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tinha tornado muito conhecido. Alguns diziam: “João Batista ressuscitou dos mortos. Por isso os poderes agem nesse homem”. 15Outros diziam: “É Elias”. Outros ainda diziam: “É um profeta como um dos profetas”. 16Ouvindo isso, Herodes disse: “Ele é João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!” 17Herodes tinha mandado prender João e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. 21Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu to darei”. 23E lhe jurou, dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24Ela saiu e perguntou à mãe: “O que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Marcos 6,14-29

«O rei Herodes ouviu falar de Jesus, pois o nome dele tinha-se tornado muito conhecido.»


Rev. D. Ferran BLASI i Birbe

(Barcelona, Espanha)

Hoje, nesta passagem de Marcos, falasse-nos da fama de Jesus —conhecido pelos seus milagres e ensinamentos—. Era tal esta fama que algumas pessoas pensavam que se tratava do parente e precursor de Jesus, João Batista, que teria ressuscitado de entre os mortos. E assim o queria imaginar Herodes, o que o tinha mandado matar. Mas este Jesus era muito mais que os outros homens de Deus: mais que aquele João; mais que qualquer dos profetas que falavam em nome do Altíssimo: Ele era o Filho de Deus feito Homem, perfeito Deus e perfeito Homem. Este Jesus —presente entre nós—, como homem, pode compreender-nos e, como Deus, pode conceder-nos tudo o que necessitamos.


João, o precursor, que tinha sido enviado por Deus antes que Jesus, com o seu martírio, precedeu-o também na Sua paixão e morte. Foi também uma morte injustamente atribuída a um homem santo, por parte do tetrarca Herodes, seguramente contrariado, pois ele apreciava-o e escutava-o com respeito. Mas, por fim, João era claro e firme com o rei quando lhe critica a sua conduta merecedora de censura, pois não lhe era lícito tomar como esposa a Herodias, a mulher do seu irmão.


Herodes tinha cedido ao pedido que lhe tinha feito a filha de Herodias, instigada pela sua mãe, quando, num banquete —depois da dança que tinha agradado ao rei— perante os convidados, jurou à bailarina dar-lhe tudo o que lhe pedisse. «Que lhe peço?», pergunta à sua mãe que lhe responde: «A cabeça de João Batista» (Mc 6,24). E o reizinho manda executar a Batista. Era um juramento que de nenhuma forma o obrigava, pois era coisa má, contra a justiça e contra a consciência.


Uma vez mais, a experiência ensina que uma virtude deve estar unida a todas as outras, e todas hão de crescer de maneira orgânica, como os dedos de uma mão. E também que quando se incorre num vício, prosseguem-se os outros.

Fonte http://evangeli.net/


O BANQUETE DA MORTE E O DA VIDA Mc 6,14-29

HOMILIA


Estamos à volta de dois banquetes. Um da vida vida que é marcado pelo aniversário do rei Herodes e o da morte que é o martírio de João Batista. Existe dentre tantas diferenças duas fundamentais:


No primeiro banquete os convivas são norteados pela emoção meramente humana e terrena. Fazem contratos e juramentos sem pensar nas conseqüências, são norteadas pela ganância, pelo querer aparecer fazendo-se valer o prazer e o poder temporal.


O segundo temos João Batista e os seus discípulos que lutam por uma causa justa e verdadeira. Têm os olhos em Cristo, o Caminho, a Luz a Verdade e Vida. Seus olhos estão fitos no céu de olhe lhes vem a salvação e por isso não temem nada nem ninguém. Desafiam o poder temporal. Defendem a justiça, a honestidade enfrentam o martírio.


Martírio é uma palavra de origem grega que se traduz em testemunho, profecia e que implica a doação da própria vida.


A vida é sempre um dom de Deus e não deveria nunca ser tirada antes do tempo. Elias, que foi o maior dos Profetas, escapou de Jezabel que queria matá-lo: “Elias levantou-se e partiu para salvar a vida” (1Rs 19,3). Jesus também, quando soube que queriam matá-lo, fugiu diante deles (Lc 4,29-30; Jo 8,59). Portanto, o martírio não deve ser buscado por ninguém. Em última palavra, o martírio é uma graça de Deus. Mas, dele não se deve fugir, se é necessário dar o testemunho e para defender a vida do povo. Jesus também nos ensina que não devemos ter medo daqueles que matam o corpo (Mt 10,28; Lc 12,4). Por isso, dar a vida é a melhor forma de amor e de tê-la em plenitude , a exemplo de Jesus que nos amou até o extremo (Jo 13,1). O máximo do amor é dar a vida pelos seus. Deste modo, a vida não é tirada, mas é dada livremente (Jo 10,18).


No mundo em que constantemente somos surpreendidos por inúmeras notícias de injustiças sociais, violências, terrorismo, etc. Os sinais dos tempos indicam-nos que Jesus está próximo. Sua vinda é eminente. Precisamos nos fazer os santos do derradeiro momento. No momento em que a Igreja vai passar por seus momentos de provação, isto é de perseguição, faz-se urgente nossa entrega total a Deus e uma renúncia a tudo o que o mundo nos oferece e que poderá nos separar do banquete da vida com Deus e em Deus. Fujamos dos inúmeros banquetes da morte que a torto e a direito o mundo nos oferece. No momento em que as trevas insinuarão cobrir a Igreja de Deus, precisamos andar na Luz, buscar a Luz. “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” (Jo 1, 7). O que isso significa senão que participamos do banquete da vida com Ele.


João apontou para Jesus, dizendo àqueles que vinham a ele para arrependerem-se sinceramente, a fim de que Deus pudesse fazer neles morada. Empenhemo-nos na busca do Senhor na oração e roguemos a Ele para que sejamos, a exemplo de João Batista, corajosos na fé, dando a nossa vida se tal for necessário. Entretanto, nossa oração precisa ser um diálogo íntimo com o Senhor capaz de testemunhar com nossa vida, se for preciso com o martírio do nosso corpo, diante das perseguições que os cristãos passarão nos tempos em que vivemos. Quando um mártir testemunha através do sofrimento e morte dos membros de seu corpo, Cristo sofre, morre e ressuscita novamente.


Será que hoje em dia eu e tu temos a coragem de João para dizer aos Herodes de hoje: Pela nossa Lei tu não podes te casar com a esposa do teu irmão, a ponto de sofrermos prisões e morremos por Cristo que é a verdade e a vida? De acordo com Tertuliano, “O sangue dos mártires é a semente da igreja”. Estamos prontos para sermos “sementes derradeiras” da Igreja ou precisamos ainda por meio da oração deixar o Espírito Santo fazer de nós verdadeiros soldados da fé que, na luta contra as forças malignas que buscam dominar o mundo, personificadas nos governos e atos iníquos, dão sua própria vida para que o Reino de Deus estabeleça-se, de fato, no mundo?


Pai, que as contrariedades da vida jamais me intimidem e impeçam de ser o seguidor fiel, autêntico procurando cumprir a minha missão de afastar os homens e as mulheres do banquete da morte e convida-los a participar plena, consciente e ativamente do Banquete da Vida.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

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Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

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