sábado, 14 de novembro de 2020

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 25,14-30 ou 14-15.19-21 - 15.11.2020

 Liturgia Diária


15 – DOMINGO  

33º DO TEMPO COMUM


(verde, glória, creio – 1ª semana do saltério)



Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiverdes (Jr 29,11s.14).


Reunidos como filhos e filhas da luz, somos convidados a ser comunidade que saiba administrar os dons e talentos que Deus nos concede. A alegria que nos anima é a de ouvir o Senhor nos dizer: Servo bom e fiel, eu lhe confiarei muito mais. Celebremos o Dia Mundial dos Pobres com as mãos e o coração voltados aos necessitados.


Evangelho: Mateus 25,14-30 ou 14-15.19-21


[A forma breve está entre colchetes.]


Aleluia, aleluia, aleluia.


Ficai em mim, e eu em vós hei de ficar, diz o Senhor; / quem em mim permanece, esse dá muito fruto (Jo 15,4s). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – [Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos: 14“Um homem ia viajar para o estrangeiro. Chamou seus empregados e lhes entregou seus bens. 15A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro, um; a cada qual de acordo com a sua capacidade. Em seguida viajou.] 16O empregado que havia recebido cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles e lucrou outros cinco. 17Do mesmo modo, o que havia recebido dois lucrou outros dois. 18Mas aquele que havia recebido um só saiu, cavou um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu patrão. [19Depois de muito tempo, o patrão voltou e foi acertar contas com os empregados. 20O empregado que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me entregaste cinco talentos. Aqui estão mais cinco que lucrei’. 21O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’] 22Chegou também o que havia recebido dois talentos e disse: ‘Senhor, tu me entregaste dois talentos. Aqui estão mais dois que lucrei’. 23O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ 24Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento e disse: ‘Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ceifas onde não semeaste. 25Por isso fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence’. 26O patrão lhe respondeu: ‘Servo mau e preguiçoso! Tu sabias que eu colho onde não plantei e ceifo onde não semeei? 27Então devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar, eu recebesse com juros o que me pertence’. 28Em seguida, o patrão ordenou: ‘Tirai dele o talento e dai-o àquele que tem dez! 29Porque a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. 30Quanto a este servo inútil, jogai-o lá fora, na escuridão. Aí haverá choro e ranger de dentes!'” – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 25,14-30 ou 14-15.19-21

«A todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância»


P. Antoni POU OSB Monje de Montserrat

(Montserrat, Barcelona, Espanha)

Hoje, Jesus narra-nos outra parábola do juízo. Aproximamo-nos da festa do Advento e, portanto, está próximo o fim do ano litúrgico.


Deus, ao dar-nos a vida, entregou-nos também umas possibilidades -maiores ou mais pequenas- de desenvolvimento pessoal, ético e religioso. Não importa se cada um tem muito ou pouco, o importante é que temos de fazer render o que recebemos. O homem da nossa parábola, que esconde o seu talento por medo do seu senhor, não soube arriscar: «Aquele que havia recebido um só, foi cavar um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor» (Mt 25,18). Talvez seja este o núcleo da parábola: temos que ter a percepção de um Deus que nos faz sair de nós próprios, que nos anima a viver a liberdade pelo Reino de Deus.


A palavra talento desta parábola -que não é mais do que uma medida de peso que representa 30 kg de prata- fez tanto sucesso, que até já se emprega na linguagem popular para designar as qualidades duma pessoa. Porém, a parábola não exclui que os talentos que Deus nos deu não sejam somente as nossas possibilidades, mas também as nossas limitações. O que somos e o que temos, esse é o material com que Deus quer fazer de nós uma nova realidade.


A frase «a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado» (Mt 25,29), não é, naturalmente, uma máxima para animar ao consumo, antes só se pode entender em relação ao amor e a generosidade. Efetivamente, se correspondemos aos dons de Deus, confiando na sua ajuda, então experimentaremos que Ele é que dá o incremento: «As histórias de tantas pessoas simples, bondosas, a quem a fé fez boas, demonstram que a fé produz efeitos muito positivos (...). E, pelo contrário, também temos de constatar que a sociedade, com a evaporação da fé, se tornou mais dura... » (Bento XVI).

Fonte http://evangeli.net/


Usemos os talentos que Deus nos deu

HOMILIA

Temos dons e capacidades. Precisamos nos ocupar com o essencial, para colocarmos para fora os dons e os talentos que Deus nos deu

“Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!” (Mateus 25,21).


A parábola dos talentos – em que o administrador confia a uma pessoa cinco talentos, a outro dois talentos, e ao terceiro um talento – revela que Deus respeita a capacidade e o dom que cada um pode dar, porque nem todo mundo consegue dar a mesma coisa, fazer a mesma coisa; nem todo mundo consegue ser tudo. Cada um pode dar o pouco ou o muito que tem, mas todos podem dar, todos podem mudar o dom, a capacidade e a entrega que têm.


Não podemos ser o servo preguiçoso, relaxado, descomprometido, muito menos indignado e amargurado. “Por que não sou como fulano?”. Somos o que somos, temos o que temos e fazemos o melhor com o que temos. Se temos, na nossa casa, somente arroz, vamos nos virar com ele, vamos fazer dele o melhor arroz do mundo, porque, se formos chorar pelo fato de, na casa do vizinho ter arroz, feijão e carne, vamos lamentar e desperdiçar o arroz que temos; e viveremos lamuriando na vida. Há pessoas que, com o único arroz que têm, fazem muito mais do que nós, que temos tudo, mas, simplesmente, vivemos na acomodação.


Hoje, Deus está chamando a nossa atenção para que evitemos, de toda e qualquer forma, a acomodação, para que evitemos ficar indignados ou conformados, dizendo: “O que temos é muito pouco. Com muito pouco não se conhece nada, e a vida não nos deu sorte. Não fomos abençoadas nessa vida”.


Todos nós temos uma bênção que, muitas vezes, está clara, está na nossa frente. Outras vezes, parece que ela está enterrada e precisamos descobri-la, puxá-la e transformá-la em dons que se multiplicam.


É tão bom ver pessoas que, humanamente, nem daríamos nada para elas, pareciam incapazes, mas elas correram atrás, empenharam-se, superaram a si mesmas, pegam o dom que receberam e o transformam.


O que você está fazendo com o seu dom? O que está fazendo com a capacidade que você tem? Você vive na reclamação, na indignação, na revolta, na acomodação? Ou você é aquela pessoa que não importa o que tenha, leva adiante aquilo que você pode? Você se esforça? Você dá o seu melhor para que o melhor seja feito com o pouco ou com o muito que você tem?


Ninguém tem o direito de ficar desocupado. Podemos até ficar desempregados, passar por momentos difíceis na vida, mas é maravilhoso ver como as pessoas se viram, mesmo não podendo ter o emprego que gostariam. Muitas não estão no trabalho que gostariam, mas estão se virando na vida. Estão trabalhando na rua, estão correndo atrás.


Deus não nos quer desocupados, porque temos dons e capacidades. Precisamos nos ocupar com o essencial, para colocarmos para fora os dons e os talentos que Ele nos deu.


Deus abençoe você!


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA


Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé



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