segunda-feira, 19 de maio de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 14,27-31a - 20.19.2014 - A minha paz vos dou.

Pai,
confirma em mim o dom da paz
recebida de teu Filho Jesus,
de forma que,
revestido desta fortaleza,
eu possa caminhar,
sem medo, ao teu encontro.
Branco. 3ª-feira da 5ª Semana da Páscoa

Evangelho - Jo 14,27-31ª

A minha paz vos dou.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 14,27-31ª

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
27Deixo-vos a paz,
a minha paz vos dou;
mas não a dou como o mundo.
Não se perturbe nem se intimide o vosso coração.
28Ouvistes que eu vos disse:
'Vou, mas voltarei a vós'.
Se me amásseis,
ficaríeis alegres porque vou para o Pai,
pois o Pai é maior do que eu.
29Disse-vos isto, agora, antes que aconteça,
para que, quando acontecer,
vós acrediteis.
30Já não falarei muito convosco,
pois o chefe deste mundo vem.
Ele não tem poder sobre mim,
31amas, para que o mundo reconheça que eu amo o Pai,
eu procedo conforme o Pai me ordenou.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 14, 27-31a

No Evangelho de hoje, Jesus nos mostra um dos aspectos mais importantes do amor que é o desejo do bem maior para o outro. O mundo nos apresenta uma falsa idéia de amor que é o amor possessivo: quando amamos uma pessoa, queremos que ela esteja constantemente ao nosso lado porque assim somos felizes. Na verdade estamos pensando na nossa felicidade e não na da pessoa amada. Jesus diz: "Se me amasseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu". Assim, de fato, somos nós, uma vez que nos entristecemos quando a felicidade maior do outro não é como gostaríamos que fosse. Na verdade, confundimos paixão e sentimentalismo com amor verdadeiro.
Fonte CNBB



DEIXO-VOS A MINHA PAZ Jo 14,27-31a
HOMILIA

Chegou à hora do Príncipe da Paz partir para o seio do Seu Pai. E não querendo deixar seus melhor amigos em conflito, em guerra rompe o silencia provocado pelo medo da solidão que seria provada pela sua ausência. Então se levanta e pronuncia as benditas palavras: Deixo com vocês a paz. É a minha paz que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Não fiquem aflitos, nem tenham medo.

Trata-se aqui do discurso da despedida. O mestre sabia que tinha chegado a hora de sair deste mundo. E por isso, não queria partir sem dar sossego, calma, segurança, tranqüilidade, amparo, conforto, prosperidade, vitória em fim garantia de vida plena.

O mestre faz uma clara declaração da sua personalidade. Ele é, por natureza, comunicador de paz. Sem dúvida, não estamos às voltas com uma espécie de paz intimista e sentimental. A paz de Jesus é muito mais do que isto! Ele é O Príncipe da Paz.

A paz é um dom de Jesus para seus discípulos, em vista do testemunho que são chamados a dar. Ela visa à ação. Por isso, não pode reduzir-se ao nível do sentimento. A paz de Jesus tem como efeito banir do coração dos discípulos todo e qualquer resquício de perturbação ou de temor que leva ao imobilismo. Possuindo o dom da paz, eles deveriam manter-se imperturbáveis, sem se deixar intimidar diante das dificuldades.

Assim pensada, a paz de Jesus consiste numa força divina que não deixa que os discípulos rompam a comunhão com o Mestre. É Jesus mesmo, presente na vida dos discípulos, sustentando-lhes a caminhada, sempre dispostos a seguir adiante com alegria, rumo à casa do Pai, apesar das adversidades que deverão enfrentar.

A paz do mundo é bem outra coisa. A paz do mundo é falsa e enganosa, coexistindo com a perturbação e o medo. A paz do mundo é a ausência de discordâncias, questionamentos ou conflitos, vigorando a submissão geral à ordem imposta pelo poder.

Encontra-se na fuga e na alienação dos problemas da vida. Leva o discípulo a cruzar os braços, numa confiança ingênua em Deus do qual tudo espera, sem exigir colaboração. Neste sentido ela é uma paz que conduz à morte!

O discípulo sensato rejeita a paz oferecida pelo mundo para acolher aquela que Jesus oferece. Pois eles sabem que só a paz de Jesus desfaz a paz que o mundo e os seus homens podem oferecer.

A paz de Jesus é a paz que é fruto da prática libertadora, fraterna, solidária, restauradora da vida e da dignidade dos homens e mulheres. É a paz do reencontrar a vida na união de vontade com o Pai.

Jesus Príncipe da Paz dá-me a constância na fé e na esperança para que jamais duvide das vossas promessas.

Deixo-vos a minha Paz. Sim Senhor Jesus eu dá-me a graça e a força para que no meu dia a dia eu a começar por hoje e agora eu tome posse da vossa Paz. Paz que me tranqüiliza a alma e me faça em tudo mais do que vencedor porque Tu estás comigo e em mim.

Fonte Canção Nova

domingo, 18 de maio de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 14,21-26 - 19.05.2014 - O Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará ele vos ensinará tudo

Senhor Jesus,
faze-me capaz de amar efetivamente,
através de gestos concretos de solidariedade
para com os pobres e excluídos.
Branco. 2ª-feira da 5ª Semana da Páscoa

Evangelho - Jo 14,21-26

O Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará ele vos ensinará tudo

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 14,21-26

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
21Quem acolheu os meus mandamentos e os observa,
esse me ama.
Ora, quem me ama,
será amado por meu Pai,
e eu o amarei e me manifestarei a ele.
22Judas - não o Iscariotes - disse-lhe:
'Senhor, como se explica
que te manifestarás a nós
e não ao mundo?'
23Jesus respondeu-lhe:
'Se alguém me ama, guardará a minha palavra,
e o meu Pai o amará,
e nós viremos
e faremos nele a nossa morada.
24Quem não me ama,
não guarda a minha palavra.
E a palavra que escutais não é minha,
mas do Pai que me enviou.
25Isso é o que vos disse enquanto estava convosco.
26Mas o Defensor,
o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome,
ele vos ensinará tudo
e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 14, 21-26

Segundo o Evangelho de hoje, o amor a Jesus Cristo se manifesta no acolhimento dos seus mandamentos e na observância dos mesmos. Com isso, percebemos que Jesus não quer a submissão do homem a ele, mas comunhão do homem com ele. Quando o homem acolhe os seus mandamentos, na verdade está descobrindo os valores que são o seu fundamento e assumindo esses valores como causa primeira da sua felicidade. Assim, a observância dos mandamentos não significa mera obediência, mas caminho para a construção da felicidade pessoal e comunitária, e este caminho é perfeito porque tem a sua origem no próprio Deus.
Fonte CNBB



EM QUE CONSISTE O NOVO MANDAMENTO? Jo 14,21-26
HOMILIA

Não precisas de responder. Até porque, Jesus já respondeu por você: Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é que me ama. O que deve fazer é fazer um exame de consciência para ver se realmente é assim que tem vivido. O modo como guarda os Seus mandamentos será a prova de fogo. Pois: E aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e manifestar-me-ei a ele.

O requisito fundamental para que vejamos em nós a manifestação da glória do Pai, do Filho e do Espírito Santo passa por amar a Deus sobre todas as coisas, ou seja, fazendo o estudo da Palavra, guardando os domingos e festas de guarda; e por último, amar as pessoas como a nós mesmo.

Acredito que você sabe que ser cristão é viver o amor de Cristo e trabalha para construir um mundo melhor.

Somos pessoas, e por isso nos relacionamos uns com os outros. Este relacionamento acontece ou é feito de várias maneiras numa convivência diária. E conviver é viver com os outros, como amigos, isto é, demonstrando amizade sincera, Isto é, desejando e fazendo para os outros exatamente aquilo que desejamos para nós, tratando os demais como nós gostaríamos de ser tratados também por eles.

Mas isso, só é possível na comunhão de amor com Jesus, que está unido com Deus-Pai e o Espírito Santo na eternidade. Ele nos convida a nos unirmos com Ele e neste propósito, como discípulos devemos contar com a presença do Espírito Santo, que é a luz de seus passos.

Antes, Jesus afirmara que iria ao Pai para preparar uma morada para os discípulos. Agora, fica esclarecido que esta morada não é em outro lugar distante, no céu, mas no próprio discípulo que guarda sua palavra. Segue nova afirmação da união com o Pai: a sua palavra é a palavra do Pai. A habitação divina nos discípulos completa-se com o envio do Defensor, o Espírito Santo. Sua missão é revelar a presença de Jesus nas comunidades, iluminar suas palavras e fortalecer a fé dos discípulos.

Só tendo o Espírito Santo em nós conseguiremos cumprir o mandamento do amor. E a medida desse amor é o próprio Jesus: A pessoa que não me ama não obedece à minha mensagem. É preciso que amemos a Deus sobre todas as coisas e amemos ao próximo como a nós mesmos.

Fonte Canção Nova

sábado, 17 de maio de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 14,1-12 - 18.05.2014 - Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.

Pai,
não deixes que jamais
o medo tome conta de meu coração,
a ponto de impedir-me
de caminhar rumo à tua casa,
pelo caminho aberto por teu Filho Jesus.
Branco. 5º Domingo da Páscoa

Evangelho - Jo 14,1-12

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 14,1-12

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
1'Não se perturbe o vosso coração.
Tendes fé em Deus, tende fé em mim também.
2Na casa de meu Pai há muitas moradas.
Se assim não fosse, eu vos teria dito.
Vou preparar um lugar para vós,
3e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar,
voltarei e vos levarei comigo,
a fim de que onde eu estiver estejais também vós.
4E para onde eu vou, vós conheceis o caminho.'
5Tomé disse a Jesus:
'Senhor, nós não sabemos para onde vais.
Como podemos conhecer o caminho?'
6Jesus respondeu:
'Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
Ninguém vai ao Pai senão por mim.
7Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai.
E desde agora o conheceis e o vistes.'
8Disse Felipe:
'Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!'
9Jesus respondeu:
'Ha tanto tempo estou convosco,
e não me conheces, Felipe? Quem me viu, viu o Pai.
Como é que tu dizes: `Mostra-nos o Pai'?
10Não acreditas que eu estou no Pai
e o Pai está em mim?
As palavras que eu vos digo,
não as digo por mim mesmo,
mas é o Pai, que, permanecendo em mim,
realiza as suas obras.
11Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim.
Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras.
12Em verdade, em verdade vos digo,
quem acredita em mim fará as obras que eu faço,
e fará ainda maiores do que estas.
Pois eu vou para o Pai.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


REFLEXÃO - Jo 14,1-12

O caminho se faz caminhando, essa idéia nos é passada pela liturgia de hoje, especialmente pela primeira leitura.
Jesus jamais falou em sacerdotes e diáconos, mas em seguidores de sua Palavra, em seus seguidores.
Na leitura dos Atos dos Apóstolos aparece uma situação que exige uma estruturação no serviço aos carentes, concretamente um socorro às viúvas. Para ajudar na solução dessa questão, em clima de oração, é criada a função dos diáconos. Todos têm o dever do anúncio da Palavra e devem estar plenos do Espírito Santo. Anúncio e ação deverão caminhar juntos. A ação é consequência do anúncio e sua expressão concreta.
Seguir Jesus como Caminho, Verdade e Vida é a mensagem central do Evangelho e nos leva a vivenciar a novidade do Amor de Deus por nós, sempre original, descoberto aos poucos e nos plenificando.
Jesus é o Caminho para o Pai. Ele veio do Pai, com o Pai é um e volta para o Pai. Ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e ninguém conhece o Filho a não ser o Pai, nos diz o Senhor (cfr Mt 11,27).
Jesus é a Verdade, a revelação autêntica do projeto de Deus, a manifestação visível e encarnada do amor do Pai. A verdade vos libertará (cfr. Jo 8, 32). Em Jesus nos sentimos plenamente livres e amados.
Jesus é a Vida (cfr. Jo 1,4), é a própria ressurreição, a vida eterna, a Vida!
Muitas vezes em nossa vida surge uma novidade, algo com que não contávamos e que precisamos acolher, dar espaço e lugar. Precisamos saber inserir esse inesperado que parece ter vindo para ficar e modificar nosso dia a dia e até nossa própria vida.
De acordo com as leituras de hoje é necessário que sejamos movidos pelo amor, pelo desejo de servir, que recorramos a Deus na oração e que coloquemos em prática aquilo que o Espírito Santo nos orientar. Quando Jesus fla que vai nos preparar um lugar no Céu, ele nos está prestando um serviço.
Na vida cristã o maior é aquele que serve mais. A vida de Jesus foi um eterno serviço, desde o nascimento até a morte, sem deixar de lado a ressurreição e os atos após ela.
É necessário seguir Jesus, Caminho, Verdade e Vida, que se retirava em oração, ouvia o Pai e agia.
Assim, do mesmo modo como fizeram o Senhor e a primeira comunidade, estaremos anunciando que Deus nos ama e está conosco e, através de nossas ações, de nossos serviços, continua criando o mundo.
Fonte Pe. César Augusto dos Santos SJ
2014-05-16 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV)



EU SOU O CAMINHO A VERDADE E A VIDA – Jo 14,1-12
HOMILIA

Meu irmão, minha irmã, a liturgia deste domingo convida-nos a refletir sobre as seguintes perguntas: Por onde quer passar? Aonde quer chegar e onde pretende ficar?

A estas três perguntas Jesus responde no Evangelho de hoje. Não se preocupe com o como chegar, o lugar, e o modo como ficar no lugar escolhido ou pretendido.

Escute o que Jesus lhe diz: “Ninguém vai ao Pai sem passar por mim”. Portanto, o caminho por onde você pode passar para chegar onde quer é Ele mesmo. É por ele que você tem de passar. Ele é o caminho. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Cristo quer confirmar o meu e o seu lugar ao dizer: “Por onde queres passar? Eu sou o caminho. Onde queres chegar? Eu sou a verdade. Onde queres ficar? Eu sou a vida.”

Da minha e sua parte cabe somente caminhar, pois, em plena segurança por este caminho que é Ele mesmo. Saiba que quem  anda na luz sabe onde coloca os pés. E que anda nas trevas não sabe onde os põe. Fora do caminho, cuidado com as armadilhas, porque, dentro do caminho, o inimigo não ousa atacar – o caminho é Cristo – mas fora do caminho ele monta as suas armadilhas.

O nosso caminho é Cristo na sua humildade; o Cristo verdade e vida é Cristo na sua grandeza, na sua divindade. Se seguir o caminho da humildade, chegará ao Altíssimo; se, na sua fraqueza, não desprezar a humildade, permanecerá cheio de força no Altíssimo.

Porque é que Cristo tomou o caminho da humildade? Foi por causa da minha e da sua fraqueza que estava ali como obstáculo intransponível; foi para nos libertar dela que tão grande médico veio a nós. Não podíamos ir até ele; ele veio até nós. Veio ensinar-nos a humildade, esse caminho de regresso, porque era o orgulho que nos impedia de retornar à vida que o pecado nos tinha feito perder.

Então, Jesus, tornando-se nosso caminho, grita-nos: “Entrai pela porta estreita!” (Mt 7,13).

O homem esforça-se por entrar, mas o inchaço do orgulho impede-nos de entrar. Aceitemos o remédio da humildade, bebamos esse medicamento amargo, mas salutar.

O homem inchado de orgulho pergunta: “Como poderei entrar?” Cristo responde: “Eu sou o caminho, entra por mim. Eu sou a porta (Jo 10,7), por que procurar noutro sítio?” Para que não se perca ele se fez tudo por você e diz-lhe: “Sê humilde, sê manso” (Mt 11,29).

Vivamos imitando o Filho próprio de Deus que é o caminho, não apenas pelos seus exemplos e ensinamentos, mas também porque se identifica com a Verdade e a Vida. Ele está no Pai e o Pai está nele, fazendo Um com Ele. Por isso afirma que «quem me vê, vê o Pai». Aqui radica o fato de Jesus ser não apenas o caminho, mas o único caminho para o Pai que é a Suprema Verdade e Vida.
Fonte Canção Nova

sexta-feira, 16 de maio de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 14,7-14 - 17.05.2014 - Quem me viu, viu o Pai.

Pai,
que eu saiba reconhecer-te
na pessoa de Jesus,
expressão consumada
de teu amor misericordioso
por todos os que desejam
estar perto de ti.
Branco. Sábado da 4ª Semana da Páscoa

Evangelho - Jo 14,7-14

Quem me viu, viu o Pai.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 14,7-14

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
7Se vós me conhecêsseis,
conheceríeis também o meu Pai.
E desde agora o conheceis e o vistes.'
8Disse Filipe:
'Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!'
9Jesus respondeu:
'Ha tanto tempo estou convosco,
e não me conheces, Filipe?
Quem me viu, viu o Pai.
Como é que tu dizes:
'Mostra-nos o Pai'?
10Não acreditas que eu estou no Pai
e o Pai está em mim?
As palavras que eu vos digo,
não as digo por mim mesmo,
mas é o Pai que, permanecendo em mim,
realiza as suas obras.
11Acreditai-me: eu estou no Pai
e o Pai está em mim.
Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras.
12Em verdade, em verdade vos digo,
quem acredita em mim
fará as obras que eu faço,
e fará ainda maiores do que estas.
Pois eu vou para o Pai,
13e o que pedirdes em meu nome, eu o realizarei,
a fim de que o Pai seja glorificado no Filho.
14Se pedirdes algo em meu nome,
eu o realizarei.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 14, 7-14

Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode chegar ao Pai sem Jesus, pois ele é verdadeiramente o único caminho que nos leva ao Pai. Ninguém pode de fato conhecer o Pai se não for através de Jesus, pois ele é a Verdade que nos revela o Pai, ele é o próprio Ícone do Pai, ele vive em perfeita comunhão com o Pai, quem conhece Jesus, conhece o Pai e quem conhece o Pai, conhece Jesus. Nós também participamos dessa comunhão na medida em que nos tornamos ícones de Cristo e, participar dessa comunhão é que nos garante a vida em plenitude, a vida eterna, que é a participação na vida divina.
Fonte CNBB



JESUS E O PAI Jo 14,7-14
HOMILIA

Senhor mostra-nos o Pai, e isso nos basta! Esta foi a preocupação de Filipe no Engelho de hoje e pode ser a de muitos diante de uma situação sem solução humanamente falando. Jesus, no quarto evangelho, fala frequentemente da sua relação com o Pai, da sua união com Ele, pelo fato de ter sido enviado por Ele. Ontem como hoje, os discípulos, agora representados por Filipe, queriam algo mais: uma visão direta do Pai. E então respondendo Jesus Se lhes revela: Eu estou no Pai e o Pai está em mim! Sua essência com o Pai é a mesma. Ele é o eterno Filho de Deus. Nele, por ele e para ele, foram criadas todas as coisas.

Mas esse desejo estava em contradição com aquilo que já nos aparece no prólogo de João: A Deus jamais alguém o viu. O Filho Unigênito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer (Jo 1, 18). Mas os discípulos não souberam reconhecer na presença visível do seu Mestre as palavras e as obras do Pai porque, para ver o Pai no Filho, é preciso acreditar na união recíproca que existe entre ambos. Só pela fé se reconhece a mútua imanência entre o Jesus e o Pai. Por isso, a única coisa que havemos de pedir é a fé, esperando com confiança esse dom. Jesus ao apelar para a fé, apóia os seus ensinamentos em duas razões: a sua autoridade pessoal, tantas vezes experimentada pelos discípulos, e o testemunho das suas obras.

A obra de Jesus, inaugurada pela sua missão de revelador, é apenas um começo. Os discípulos hão de continuar a sua missão de salvação, farão obras iguais e mesmo superiores às suas. Jesus quer mesmo dar coragem, aos seus e a todos os que hão de acreditar n´Ele, para que se tornem participantes convictos e decididos na sua própria missão.

Jesus falou muito do Pai. Filipe entusiasmou-se e pediu a Jesus que lhe mostrasse o Pai. Mas o Senhor respondeu-lhe: Quem me vê, vê o Pai. Filipe queria ver o Pai, mas não conseguiu vê-lo em Jesus. Ao contemplar o Mestre ficou pela realidade externa, não conseguindo atingir o interior, a sua realidade íntima, com o olhar penetrante da fé. O verbo «ver», para João, indica duas ordens de realidades: a do sinal visível e o da glória do Verbo.

Eu estou no Pai e o Pai está em mim. Jesus é a revelação de amor, de um amor generoso que quer espalhar-se sem limites, que não tem ciúmes: quem crê em mim também fará as obras que Eu realizo; e fará obras maiores do que estas.

Pai, que eu saiba reconhecer-te na pessoa de Jesus, expressão consumada de teu amor misericordioso por todos os que desejam estar perto de ti.

Fonte Canção Nova

quinta-feira, 15 de maio de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 14,1-6 - 16.05.2014 - Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.

Pai,
meu coração anseia
por estar em comunhão contigo,
em tua casa,
lugar que Jesus preparou para mim.
Que eu persevere sempre
no caminho que me leva a ti.
Branco. 6ª-feira da 4ª Semana da Páscoa

Evangelho - Jo 14,1-6

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 14,1-6

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
1'Não se perturbe o vosso coração.
Tendes fé em Deus,
tende fé em mim também.
2Na casa de meu Pai há muitas moradas.
Se assim não fosse, eu vos teria dito.
Vou preparar um lugar para vós,
3e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar,
voltarei e vos levarei comigo,
a fim de que onde eu estiver
estejais também vós.
4E para onde eu vou,
vós conheceis o caminho.'
5Tomé disse a Jesus:
'Senhor, nós não sabemos para onde vais.
Como podemos conhecer o caminho?'
6Jesus respondeu:
'Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
Ninguém vai ao Pai senão por mim.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 14, 1-6

Jesus está prestes a concluir a missão para a qual foi enviado pelo Pai e sabe que a sua presença histórica no meio dos homens está perto do fim. Por isso, ele inicia a preparação dos apóstolos para que reconheçam a sua nova forma de ser presença na vida das pessoas, assim como para receberem o Espírito Santo e serem conduzidos por ele na sua missão evangelizadora. Jesus inicia esta preparação mostrando aos discípulos que ele jamais os abandonará, mas irá preparar um lugar para onde ele mesmo conduzirá todas as pessoas que ele ama a fim de conviverem eternamente com ele.
Fonte CNBB



COMO PODEMOS CONHECER O CAMINHO? Jo 14,1-6
HOMILIA

Jesus Cristo é o único caminho. Não há outro caminho que nos leve ao Pai e muito menos outra verdade. Inclusive temos ouvido pessoas cristãs, que de uma forma “ecumênica” por desconhecer a Verdade dizerem que “muitos caminhos nos levam a Deus”. E a casa do Pai, a Sua morada, é simplesmente a igreja, não uma edificação de alvenaria e tijolos, apenas a igreja, assembléia dos chamados, daquelas pessoas que têm um viver que agrada a Deus. Somos a morada do Deus vivo, templo do Espírito Santo, conforme vemos em João 14:23: ” Respondeu Jesus: Se alguém me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada”. A doutrina do Espiritismo diz que Cristo se referia a várias moradas nos ares, em camadas celestiais. É bobagem dizer isso, é um grande desconhecimento da Bíblia.
Enquanto aqui esteve com os Seus discípulos, Jesus, humildemente, pedia-lhes sua compreensão para os fatos que iriam acontecer. Por isso, Ele lhes dizia: “Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também.” Sabendo que pouco tempo lhe restaria no meio deles, Jesus punha-se a mostrar-lhes muitos empecilhos que eles teriam que enfrentar quando Ele fosse embora para perto do Pai. Assim sendo, Ele lhes falava da casa do Pai e suas moradas e prometia-lhes preparar um lugar para eles na Casa de Deus. Porém, os discípulos, permaneciam tendo dúvidas e não entendiam muito bem do que Jesus queria lhes mostrar, embora Jesus lhes garantisse: “vós conheceis o caminho.”.
Assim acontece também conosco, apesar de conhecer toda a história, de ter acesso à Palavra que nos esclarece os mal entendidos, de termos tido uma experiência com Jesus ressuscitado, às vezes, nós ficamos confusos e nos perguntamos: como podemos conhecer o Caminho? Desconhecemos as lições de Jesus e ficamos procurando o Caminho nos caminhos do mundo. Como falou aos discípulos, Jesus hoje, nos fala também: “Eu sou o Caminho a Verdade e a Vida”! Jesus já veio até nós e opera milagres na nossa vida. Ele realiza as obras do Pai e nos revela a Sua Face nos momentos de oração, de adoração, quando meditamos com a Sua Palavra. Somente dessa maneira é que nós chegaremos ao Pai. Ninguém chegará ao Pai por si mesmo, Jesus é a Estrada pela qual nós caminhamos até a morada de Deus. – Por que buscamos outros caminhos? – Por que acreditamos nos contos que o mundo nos prega? – Por que não assumimos a vida nova de Cristo pra valer? – O que está nos faltando: fé, disposição, coragem, humildade, oração, conhecimento da Palavra? – Responda por você e para você!
Pai, meu coração anseia por estar em comunhão contigo, em tua casa, lugar que Jesus preparou para mim. Que eu persevere sempre no caminho que me leva a ti.

Fonte Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla

terça-feira, 13 de maio de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 13,16-20 - 15.05.2014 - Quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim

Pai,
inculca no meu coração
a certeza de que só tu és Senhor,
e que entre os seres humanos
deve reinar igualdade e solidariedade,
sem opressão.
Branco. 5ª-feira da 4ª Semana da Páscoa

Evangelho - Jo 13,16-20

Quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 13,16-20

Depois de lavar os pés dos discípulos,
Jesus lhes disse:
16Em verdade, em verdade vos digo:
o servo não está acima do seu senhor
e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou.
17Se sabeis isto, e o puserdes em prática,
sereis felizes.
18Eu não falo de vós todos.
Eu conheço aqueles que escolhi,
mas é preciso que se realize o que está na Escritura:
'Aquele que come o meu pão
levantou contra mim o calcanhar.'
19Desde agora vos digo isto,
antes de acontecer,
a fim de que, quando acontecer,
creais que eu sou.
20Em verdade, em verdade vos digo,
quem recebe aquele que eu enviar,
me recebe a mim;
e quem me recebe,
recebe aquele que me enviou.'
Palavra da Salvação.~
Fonte CNBB


REFLEXÃO
Depois de lavar os pés dos discípulos...

Hoje, como naqueles filmes que começam lembrando um fato passado, a liturgia faz memória de um gesto que pertence à Quinta-feira Santa: Jesus lava os pés dos discípulos (cf. Jo 13,12). Assim, esse gesto —lido desde a perspectiva da Páscoa— recobra uma vigência perene. Observemos, somente, três ideias.

Em primeiro lugar, a centralidade da pessoa. Na nossa sociedade parece que fazer é o termômetro do valor de uma pessoa. Dentro dessa dinâmica é fácil que as pessoas sejam tratadas como instrumentos; facilmente utilizamo-nos uns aos outros. Hoje, o Evangelho nos urge a transformar essa dinâmica em uma dinâmica de serviço: o outro nunca é um puro instrumento. Tentaria-se de viver uma espiritualidade de comunhão, onde o outro —em expressão de João Paulo II— chega a ser “alguém que me pertence” e um “ dom para mim”, a quem temos de “dar espaço”. A nossa língua o tem apanhado felizmente com a expressão: “estar pelos demais” Estamos pelos demais? Escutamos-lhes quando nos falam?

Na sociedade da imagem e da comunicação, isto não é uma mensagem a transmitir, senão uma tarefa a cumprir, a viver cada dia: «sereis felizes se o puserdes em prática» (Jo 13,17). Talvez por isso, o Mestre não se limita a uma explicação: imprime o gesto de serviço na memória daqueles discípulos, passando logo à memória da Igreja; uma memória chamada constantemente a ser uma vez mais gesto: na vida de tantas famílias, de tantas pessoas.

Finalmente, um sinal de alerta: «Aquele que come do meu pão levantou contra mim o calcanhar» (Jo 13,18). Na Eucaristia, Jesus ressuscitado se faz o nosso servidor, nos lava os pés. Mas não é suficiente com a presença física. Temos que aprender na Eucaristia e tirar as forças para fazer realidade que «tendo recebido o dom do amor, morramos ao pecado e vivamos para Deus» (São Fulgêncio de Ruspe).
Fonte Comentário: Rev. D. David COMPTE i Verdaguer (Manlleu, Barcelona, Espanha)



HOMILIA
O GESTO DA HUMILDADE DE JESUS Jo 13,16-20

Este texto faz parte do da última ceia, no qual Jesus lava os pés dos discípulos, um gesto exemplar de humilde serviço.

Os discípulos na pessoa de Pedro, relutavam em aceitar que o Mestre Jesus lhes lavasse os pés. Este gesto foi interpretado como uma quebra de hierarquia e esvaziamento da autoridade. É que eles pensavam a sociedade organizada em camadas sociais, sobrepostas segundo a importância de cada uma, num sistema de precedências e privilégios.

Jesus recusou-se a pactuar com esta mentalidade, oferecendo-lhes pistas para compreenderem a realidade de maneira diferente. Ele parte do princípio que “o servo não é maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou”. Isto vale tanto para o Mestre quanto para os discípulos.

Diante da resistência em acreditar nas suas palavras Ele reagem e diz: “Se compreenderdes estas coisas, sereis felizes, sob condição de as praticardes.” Mais uma vez Jesus insiste na prática dos seus ensinamentos. Faz-nos um puxão de orelha. É preciso não somente crer, mais sim crer e praticar. Senão podemos nos tornar um novo Judas que acabou praticando ao contrário, ou seja, traindo o próprio Filho de Deus. “Aquele que come o pão comigo levantou contra mim o seu calcanhar.”

Somos nós que comemos o pão com Cristo, que comemos o pão que é o Cristo vivo, que proclamamos sua palavra a outros, e depois levantamos contra Ele o nosso calcanhar? Não! Isso não pode acontecer, prezados irmãos! Vamos rezar mais, se preciso jejuar, para que não cedamos às seduções do maligno que não cessa de tentar nos arrastar para longe Deus. Nós somos os mais visados por ele porque somos da linha de frente, somos missionários, somos escolhidos.

Por isso nos constituiu em sal da terra. Isto exige de nós muito cuidado para não perdermos o nosso sabor. Para não perdermos a nossa essência que é o de acolher, viver todos os seus ensinamentos. Por outro lado, Ele nos escolheu e envia para anunciar a sua palavra. Pois nos assegura:

“Em verdade, em verdade vos digo: quem recebe aquele que eu enviei recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.”

Entretanto, trata-se de saber que senhor é aquele que enviou Jesus, segundo a afirmação do Mestre. Sem dúvida, ele está falando do Pai, que fez de Jesus servo e enviado, e que acolhe também os discípulos do Filho como servos e os envia em missão. Se for possível falar em hierarquia, convém saber que só existe uma: a que sobrepõe Deus ao ser humano, o Criador à sua criatura. Além desta, qualquer tentativa de classificar as pessoas em mais ou em menos importantes será sem cabimento. Quem se imagina superior aos demais está usurpando o lugar de Deus. Só ele é o Senhor; todos nós somos irmãos e irmãs.

Nesta ordem de idéias, o gesto de humildade de Jesus é perfeitamente compreensível. Ele agiu como servo, por ser servo. E, como ele, todos devemos agir, pois também somos servos. Portanto, o gesto de Jesus só é incompreensível para quem não pensa como Deus.

Fonte Canção Nova

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 15,9-17 - 14.05.2014 - Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos

Senhor Jesus,
agradecido(a) por ter sido escolhido(a)
e enviado(a) por ti,
prometo entregar-me totalmente
à missão que me confiaste.
Vermelho. São Matias, Apóstolo, Festa

Evangelho - Jo 15,9-17

Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 15,9-17

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
9Como meu Pai me amou,
assim também eu vos amei.
Permanecei no meu amor.
10Se guardardes os meus mandamentos,
permanecereis no meu amor,
assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai
e permaneço no seu amor.
11Eu eu vos disse isto,
para que a minha alegria esteja em vós
e a vossa alegria seja plena.
12Este é o meu mandamento:
amai-vos uns aos outros,
assim como eu vos amei.
13Ninguém tem amor maior
do que aquele que dá sua vida pelos amigos.
14Vós sois meus amigos,
se fizerdes o que eu vos mando.
15Já não vos chamo servos,
pois o servo não sabe o que faz o seu senhor.
Eu vos chamo amigos,
porque vos dei a conhecer
tudo o que ouvi de meu Pai.
16Não fostes vós que me escolhestes,
mas fui eu que vos escolhi
e vos designei para irdes e para que produzais fruto
e o vosso fruto permaneça.
O que então pedirdes ao Pai em meu nome,
ele vo-lo concederá.
17Isto é o que vos ordeno:
amai-vos uns aos outros.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB



REFLEXÃO
Eu vos chamo amigos

Hoje celebramos o último domingo antes das solenidades da Ascensão e Pentecostes, que encerram a Páscoa. Se ao longo destes domingos Jesus ressuscitado se manifestou como o Bom Pastor e a videira a quem há que estar unido como os sarmentos, hoje nos abre de par em par seu Coração.

Naturalmente, no seu Coração somente achamos amor. Aquilo que constitui o mistério mais profundo de Deus é que é Amor. Tudo o que fez desde a criação até a redenção é por amor. Tudo o que espera de nós como resposta a sua ação é amor. Por isso, suas palavras ressoam hoje: «Permanecei no meu amor» (Jo 15,9). O amor pede reciprocidade, é como um diálogo que nos faz corresponder com um amor crescente ao seu amor primeiro.

Um fruto do amor é a alegria: «Eu vos disse isso, para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa» (Jo 15,11). Se nossa vida não reflete a alegria de acreditar, se deixamo-nos afogar pelas contrariedades sem ver que o Senhor está ai presente e nos consola, é porque não conhecemos suficientemente Jesus.

Deus sempre tem a iniciativa. Nos o diz expressamente ao afirmar que «fui eu que vos escolhi» (Jo 15,16). Nós sentimos a tentação de pensar que escolhemos, mas não fizemos nada mais que responder a uma chamada. Escolheu-nos gratuitamente para sermos amigos: «Já não vos chamo servos, (...); Eu vos chamo amigos» (Jo 15,15).

Nos começos, Deus fala com Adão como um amigo fala com seu amigo. Cristo, novo Adão, nos recuperou não apenas a amizade de antes, senão a intimidade com Deus, já que Deus é Amor.

Tudo se resume nesta palavra: “amar”. Nos o lembra santo Agostinho: «O Mestre bom nos recomenda tão frequentemente a caridade como o único mandamento possível. Sem a caridade todas as outras boas qualidades não servem de nada. A caridade, em efeito, conduz ao homem necessariamente a todas as outras virtudes que o fazem bom».
Fonte Comentário: Rev. D. Francesc CATARINEU i Vilageliu (Sabadell, Barcelona, Espanha)



MANDAMENTO DO PAI Jo 15,9-17
HOMILIA

Jesus continua se despedindo dos seus discípulos. No texto de hoje ele insiste que permaneçamos no Seu amor. E propõe como mandamento novo o amor. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando.

Assim como Ele por amor se tornou nosso amigo de verdade, assim nos convida a fazer o mesmo. Que todos continuemos unidos à Ele por meio do Seu próprio amor. E nele e por ele, a sermos amigos uns dos outros, a amar-nos uns aos outros. E é importante lembrar que amar uns aos outros não é apenas em palavras.

A iniciativa, porém, é de Jesus: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi”. A afirmação se refere à proposta mais do que ao mandamento. Isto é: o amor partiu de mim, não de vocês. Desse amor se desprende a vitalidade e a amplidão da sua missão. Baseada nisso, a resposta dos discípulos se torna fecunda em frutos duradouros. Assim como os discípulos, a nossa oração ao Pai também será ouvida, porque é feita em nome de Cristo, isto é, na circulação desse seu amor-dom, e não na estreiteza egoísta das nossas visões e intenções. Por isso, precisamos acolher o apelo de São Tiago 2,17: se alguém tivesse o dom da profecia, falasse a língua dos anjos, penetrasse todos os mistérios, tivesse toda a fé ao ponto de transportar montanhas, desse seu corpo para ser queimado em praça pública ou distribuísse toda sua fortuna entre os pobres, se não tivesse caridade, nada disso lhe serviria. Portanto exige-se de todos nós sermos cristãos de verdade.

Precisamos estabelecer uma relação VERTICAL, assim como abraça seu irmão que está ao seu lado na HORIZONTAL, formando uma cruz. O Cristão é uma pessoa diferente, porque tem um sorriso sincero, sua forma de agir e reagir é autêntica. Sem exageros, sem bajulações, sem falsidade, sem nenhum interesse, sem medir esforço quando vai prestar uma ajuda, sempre correto nas suas considerações ou avaliações. O seu “NÃO” é sempre um “não”. E o seu “SIM” é sempre um “sim”, pois nunca promete o que não pode cumprir. Ou seja, é aquele verdadeiro amigo não apenas da hora da festa, mas também da hora do velório. Ele é parecido com os nossos pais. Ele observa nossos defeitos, nos alerta sobre os mesmos, mas em seguida nos perdoa, pois nos aceita como nós somos na realidade, mas não poupa esforço para nos ajudar e nos corrigir. O cristão é aquele que sempre deseja para o outro o mesmo que deseja para si, não se preocupando com lucro, ou glória pessoal. Ser cristão é tentar imitar a Cristo, seguindo seus ensinamentos. Ser cristão é estar na amizade com Cristo. Mas, sem querer guardar Cristo só para si. Pois o Cristão de verdade é aquele que leva Cristo até o seu irmão através de bons exemplos, através da explicação da mensagem de Jesus, através da correção fraterna e de mãos estendidas.

É amando o próximo como a nós mesmos que estaremos cumprindo o mandamento do amor de Deus.

Fonte Canção Nova