sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 16,13-19 - 22.02.2014 - Tu és Pedro e eu te darei as chaves do Reino dos Céus.

Pai,
consolida minha fé,
a exemplo do apóstolo Pedro que,
em meio às provações,
soube dar, com o seu martírio,
testemunho consumado de adesão a Jesus.
Branco. Cátedra de São Pedro, Apóstolo, Festa

Evangelho - Mt 16,13-19

Tu és Pedro e eu te darei as chaves do Reino dos Céus.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 16,13-19

Naquele tempo:
13Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe
e ali perguntou aos seus discípulos:
"Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?"
14Eles responderam:
"Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias;
Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas".
15Então Jesus lhes perguntou:
"E vós, quem dizeis que eu sou?"
16Simão Pedro respondeu:
"Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo".
17Respondendo, Jesus lhe disse:
"Feliz es tu, Simão, filho de Jonas,
porque não foi um ser humano que te revelou isso,
mas o meu Pai que está no céu.
18Por isso eu te digo que tu és Pedro,
e sobre esta pedra construirei a minha Igreja,
e o poder do inferno nunca poderá vencê-la.
19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus:
tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus;
tudo o que tu desligares na terra
será desligado nos céus".
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB



Reflexão - Mt 16, 13-19

Os valores que Jesus pregou durante toda a sua vida e que chegaram até nós graças ao trabalho apostólico não podem ser somente objetos do nosso conhecimento, mas precisam ser encarnados na nossa vida e na nossa história. Esses valores precisam de uma mediação institucional para fazer parte da vida das pessoas. Jesus Cristo escolheu como mediação para essa encarnação a Igreja, conforme nos revela o Evangelho de hoje. Deste modo, fica claro para todos nós qual é o papel da Igreja e de todos os seus membros no processo de construção do Reino de Deus, como também a responsabilidade de todos no sentido de procurar fazer com que cada vez mais a Igreja seja fiel aos ensinamentos de Jesus.
Fonte CNBB




O SENHOR É O MESSIAS Mt 16,13-19
HOMILIA

A profissão de fé de Pedro com o elogio de Jesus é própria de Mateus. Pedro professa a fé cristológica-messiânica, herdada da tradição davídica do rei poderoso. No evangelho de Marcos, Jesus descarta este messianismo. Mateus a valoriza diante da sua comunidade de discípulos oriundos do judaísmo. Na narrativa de Mateus encontramos duas de suas características dominantes. Ele acentua a dimensão messiânica de Jesus e já apresenta sinais da instituição eclesial nascente.  Ele pretende convencer estes discípulos de que em Jesus se realizam suas esperanças messiânicas moldadas sob a antiga tradição de Israel. Daí o acentuado caráter messiânico atribuído a Jesus por Mateus. Os cristãos, afastados das sinagogas, começam a estruturar-se em uma instituição religiosa própria, na qual a figura de referência é Pedro, já martirizado em Roma. Pedro é apresentado como o fundamento da Igreja e detentor das chaves do Reino dos Céus.
            A fé professada por Pedro se dá em um momento crucial da vida de Jesus, e O anima a seguir rumo à Paixão. Pedro recebe uma bem-aventurança: “Feliz és tu Simão, pois não foi um ser humano que te revelou isso, mas meu Pai que está nos céus”. Tem o dom de ser pedra de alicerce sobre a qual Jesus constrói a Igreja e lhe dá o poder de ligar e desligar (Mt 16,17-19).
            Como cristãos e cristã, nos fundamos na fé de Pedro e nas dos outros Apóstolos que não temeram nada e nem alguém. Mesmo passando na boca do leão, foram salvos e preservados. Deram a vida por Jesus. Eles falavam de boca cheia e tinham o que dizer sobre Deus. Eu e você, o que temos feito no que toca a nossa fé em Deus?
            Senhor Jesus, cria no meu coração o mesmo amor por ti e por tua Igreja, que puseste no coração de Pedro e de Paulo.
Fonte Homilia Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla



LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

- O Filho do Deus vivo Mt 16,13-19
Preparo-me para a Leitura Orante.
Disponho-me ao encontro com Deus, com toda a Igreja virtual que agora reza conosco:

Divino Espírito Santo,
amor eterno do Pai e do Filho,
eu vos adoro, louvo e amo!
Peço-vos perdão por todas as vezes que vos ofendi
em mim e no meu próximo.
Vinde, com a plenitude de vossos dons,
nas ordenações, nas consagrações e nas crismas!
Iluminai, santificai, aumentai o zelo apostólico!
Espírito de verdade,
consagro-vos a minha inteligência,
imaginação e memória. Iluminai-me!
Dai-me conhecer Jesus Cristo Mestre.
Revelai-me o sentido profundo do Evangelho
e de tudo o que ensina a santa Igreja.
(Bv. T. Alberione)



1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto Mt 16,13-19, observando o testemunho de fé de Pedro.
Simão declara que Jesus é o Filho do Deus vivo. Jesus confirma, declarando a missão de Pedro, o Primado na Igreja: "Você é Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e nem a morte poderá vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu; o que você proibir na terra será proibido no céu, e o que permitir na terra será permitido no céu". Jesus se propõe construir a Igreja que não é simplesmente um prédio, mas é uma nova comunidade. Esta comunidade ou Igreja é do domínio de Jesus. Ele diz: "construirei a minha Igreja". E Pedro tem nela uma missão de mediação: terá "as chaves". Terá o poder de abrir e fechar as portas, ligar e desligar, terá o poder de julgar, perdoar e proibir o que não é conforme o projeto do Reino de Jesus.



2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que o texto diz para mim, hoje?
A pergunta de Jesus é também para mim: "Quem dizem que eu sou? E você? Quem sou para você?" Estas perguntas merecem uma profunda reflexão de nossa parte e uma resposta coerente e sincera. Veja que resposta bonita deram os bispos em Aparecida: "Jesus Cristo é a plenitude da revelação de Deus, um tesouro incalculável, a "pérola preciosa" (cf. Mt 13,45-46). Verbo de Deus feito carne, Caminho, Verdade e Vida dos homens e das mulheres aos quais abre um destino de plena justiça e felicidade. Ele é o único Libertador e Salvador que, com sua morte e ressurreição, rompeu as cadeias opressivas do pecado e da morte, revelando o amor misericordioso do Pai e a vocação, dignidade e destino da pessoa humana." (DA 6).
Portanto, para os bispos e para nós, Jesus Cristo é "a plenitude da revelação de Deus", "um tesouro incalculável", a "pérola preciosa", "Verbo de Deus feito carne", "Caminho, Verdade e Vida", "O único Libertador e Salvador". É assim que o acolhemos na nossa vida?



3- ORAÇÃO (VIDA)

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo com toda Igreja:
Ó Pai, enviaste o Teu Filho Eterno para salvar o mundo e escolheste homens e mulheres para que, por Ele, com Ele e nEle, proclamassem a Boa-Nova a todas as nações. Concede as graças necessárias para que brilhe no rosto de todos os jovens a alegria de serem, pela força do Espírito, os evangelizadores de que a Igreja precisa no Terceiro Milênio.
Ó Cristo, Redentor da humanidade, Tua imagem de braços abertos no alto do Corcovado acolhe todos os povos. Em Tua oferta pascal, nos conduziste pelo Espírito Santo ao encontro filial com o Pai. Os jovens, que se alimentam da Eucaristia, Te ouvem na Palavra e Te encontram no irmão, necessitam de Tua infinita misericórdia para percorrer os caminhos do mundo como discípulos-missionários da nova evangelização.
Ó Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, com o esplendor da Tua Verdade e com o fogo do Teu Amor, envia Tua Luz sobre todos os jovens para que, impulsionados pela Jornada Mundial da Juventude, levem aos quatro cantos do mundo a fé, a esperança e a caridade, tornando-se grandes construtores da cultura da vida e da paz e os protagonistas de um mundo novo.
Amém!



4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar para o dia de hoje vem carregado de uma certeza:
Jesus é o Cristo, o Filho de Deus vivo.




BÊNÇÃO

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.



Fonte Leitura Orante Ir. Patrícia Silva, fsp – Paulinas

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mc 8,34-9,1 - 21.02.2014 - Quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, vai salvá-la.

Pai,
transforma-me num seguidor fiel de Jesus,
que saiba carregar a própria cruz
e pôr-se no seguimento dele,
mesmo devendo suportar
humilhação e até a morte.
Verde. 6ª-feira da 6ª Semana Tempo Comum

Evangelho - Mc 8,34-9,1

Quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, vai salvá-la.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 8,34-9,1

Naquele tempo:
34Chamou Jesus a multidão com seus discípulos
e disse: 'Se alguém me quer seguir,
renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga.
35Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la;
mas quem perder a sua vida por causa de mim
e do Evangelho, vai salvá-la.
36Com efeito, de que adianta ao homem
ganhar o mundo inteiro, se perde a própria vida?
37E o que poderia o homem dar
em troca da própria vida?
38Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras
diante dessa geração adúltera e pecadora,
também o Filho do Homem se envergonhará dele,
quando vier na glória do seu Pai
com seus santos anjos.'
9,1Disse-lhes Jesus: 'Em verdade vos digo,
alguns dos que aqui estão,
não morrerão sem antes terem visto o Reino de Deus
chegar com poder.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB



Reflexão - Mc 8, 34 - 9,1

O Evangelho de hoje nos mostra um significado fundamental para entendermos o mistério da cruz. Jesus diz: "renuncie a si mesmo e tome a sua cruz". A cruz significa antes de tudo não ser mais nada para si e ser tudo para os outros. De fato, Jesus no alto da cruz já não tinha nada que fosse seu, a não ser a sua própria vida, e até ela nos é dada conforme ele mesmo nos diz: "Ninguém tira a minha vida, eu a dou livremente". Mas esse fato é o coroamento de toda a vida de Jesus que não se apegou ciosamente à sua condição divina, mas se fez homem, obediente até a morte e morte de cruz, vivendo totalmente para servir ao seu Pai e aos seus irmãos e irmãs, numa total oblação.
Fonte CNBB




O CAMINHO DA CRUZ E DA RESSUREIÇÃO Mc 8,34-9,1
HOMILIA

O discipulado comporta três atitudes radicais. Tudo começa com a renúncia de si mesmo. E preciso abrir mão dos projetos pessoais e submetê-los às exigências do Reino. Romper com o próprio egoísmo, que faz o indivíduo ensimesmar-se, e colocar o próximo e suas carências no centro de suas preocupações. Deixar de lado os preconceitos e as formas de pensar que não estão de acordo com o projeto do Reino. Positivamente, d renúncia do discípulo supõe aceitar a liberdade própria do Reino, que lhe descortina um horizonte infinito de possibilidades de amar e fazer o bem.
O passo seguinte consiste em tomar a sua cruz. Ou seja, ser capaz de enfrentar as conseqüências de sua opção, sem se intimidar ou deixar arrefecer o entusiasmo inicial. A cruz do discípulo é a cruz do testemunho verdadeiro de sua fé que, ao defrontar-se com a iniqüidade, provoca reações de hostilidade, cujo ápice é a morte cruel e violenta. E também a cruz do desprezo, da rejeição, da zombaria e da exclusão, por causa da fidelidade ao Reino e pela coragem de não pactuar com as solicitações do mal.
Por fim, o discípulo está em condições de aceitar o convite “siga-me”, e fazer do caminho de Jesus seu próprio caminho e do projeto dele seu próprio projeto. Quem perde a própria vida, acaba encontrando a verdadeira vida, a que Jesus tem para oferecer.
Jesus foi bem claro quando nos revelou qual a condição para que sejamos Seus discípulos: renunciar a nós mesmos (as) e tomar a nossa cruz a fim de segui-Lo. À primeira vista esta expressão de Jesus é muito dura, porém, se nós pararmos para meditar na profundidade das Suas palavras iremos descobrir que aí há uma promessa de salvação incontestável. Jesus nos garante o fim de toda a nossa luta para nos salvar: basta apenas que nos ponhamos a segui-Lo sem querer tomar para nós a responsabilidade de sozinhos, conquistarmos a felicidade eterna.
A renúncia a nós mesmos implica na abdicação das nossas opiniões próprias, dos nossos julgamentos e “maneira de ver as coisas”. Renunciar a si mesmo é não seguir a própria razão humana que não entende as coisas de Deus. É deixar-se conduzir com segurança e libertar-se de si mesmo para ganhar a vida. Seguir a Jesus é seguir os Seus ensinamentos abandonando as sugestões que o mundo dita e tudo o que a nossa carne decaída projeta. Se tomarmos o rumo contrário nunca poderemos ser discípulo (a) de Jesus. Tomar a Cruz significa passar pelas dificuldades assumindo os encargos e não querendo fugir das responsabilidade por causa do sofrimento.
Muitas pessoas hoje estão preocupadas com os males do mundo moderno e querem por força e de qualquer maneira se livrarem do que consideram desgraça. Não querem expor-se nem assumir compromissos e fogem dos encargos que podem pesar sobre os seus ombros. Quem não quer sofrer pouco, acaba sofrendo muito e toda a pessoa que quer se livrar de qualquer maneira dos seus percalços está procurando salvar a sua própria vida.Não tem vergonha de Jesus aquele ou aquela que tem coragem de assumir publicamente as suas dificuldades confiando no Seu livramento.
Você é daquelas pessoas que polemizam a Palavra de Deus e dão a sua própria interpretação segundo lhe convem? – Você tem usado de algum método ou meio que vai de encontro ao que Jesus ensinou? – Você tem feito mais para ganhar a vida ou para ganhar o mundo inteiro? – Você tem medo de enfrentar barreiras e de assumir compromissos? Você se envergonha de falar de Jesus no meio em que você freqüenta.
Pai, transforma-me num seguidor fiel de Jesus, que saiba carregar a própria cruz e pôr-se no seguimento dele, mesmo devendo suportar humilhação e até a morte.
Fonte Homilia Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla



LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

Invoco a luz do Espírito Santo para a minha leitura Orante da Palavra.
Ó Espírito Santo,
dá-me um coração grande,
aberto à tua silenciosa e forte palavra inspiradora.



1- LEITURA (VERDADE)

- O que a Palavra diz? Leio na Bíblia o texto Mc 8,34-9,1
Jesus convida a segui-lo e indica o itinerário:
Primeiro, renunciar a si mesmo. O que significa isto? Significa renunciar a toda ambição de poder, domínio, prestígio.
Em segundo lugar, o discípulo deve tomar a sua cruz e segui-lo. Quer dizer: aceitar, até às últimas conseqüências, as dificuldades, limites, barreiras.


2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

- O que a Palavra diz para mim?
Como discípulo/a de Jesus, sou capaz de renunciar a mim mesmo/a, ou seja, não usar a fé, cargos e posições na comunidade para alimentar minha vaidade e poder? Sou capaz de sofrer, renunciando ao meu bem-estar em favor de outras pessoas? Em Aparecida, disseram os bispos: "
" A própria vocação, a própria liberdade e a própria originalidade são dons de Deus para a plenitude e a serviço do mundo.
Diante da exclusão, Jesus defende os direitos dos fracos e a vida digna de todo ser humano. De seu Mestre, o discípulo tem aprendido a lutar contra toda forma de desprezo da vida e de exploração da pessoa humana48. Só o Senhor é autor e dono da vida. O ser humano, sua imagem vivente, é sempre sagrado, desde a sua concepção até a sua morte natural; em todas as circunstâncias e condições de sua vida. Diante das estruturas de morte, Jesus faz presente a vida plena. "Eu vim para dar vida aos homens e para que a tenham em abundância" (Jo 10,10). Por isso, cura os enfermos, expulsa os demônios e compromete os discípulos na promoção da dignidade humana e de relacionamentos sociais fundados na justiça" (DAp 11-112).



3- ORAÇÃO (VIDA)

Rezo com o Bem-aventurado Alberione:
Mestre: a tua vida me traça o caminho;
a tua doutrina confirma e ilumina os meus passos;
a tua graça me sustenta e me conduz no caminho do céu.
Tu és perfeito Mestre: dás o exemplo,
me ensinas e me animas a seguir-te.


4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Renovo o compromisso de seguimento de Jesus e peço-lhe que abençoe o meu desejo de testemunhar e fazer o bem.


BÊNÇÃO

"O Senhor te abençoe e te guarde.
O Senhor faça brilhar sobre ti sua face, e se compadeça de ti.
O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz" (Nm 6, 24-26).



Fonte Leitura Orante Irmã Patrícia Silva, fsp

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mc 8,27-33 - 20.02.2014 - Tu és o Messias... E começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito.

Pai,
revela-me a verdadeira
identidade de Jesus,
servo fiel, cuja vida esteve
totalmente entregue em tuas mãos.
E dá-me a graça de,
como ele, ser fiel a ti.
Verde. 5ª-feira da 6ª Semana Tempo Comum

Evangelho - Mc 8,27-33

Tu és o Messias...
E começou a ensiná-los, dizendo
que o Filho do Homem devia sofrer muito.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 8,27-33

Naquele tempo:
27Jesus partiu com seus discípulos
para os povoados de Cesaréia de Filipe.
No caminho perguntou aos discípulos:
'Quem dizem os homens que eu sou?'
28Eles responderam:
'Alguns dizem que tu és João Batista;
outros que és Elias; outros, ainda, que és um dos profetas.'
29Então ele perguntou:
'E vós, quem dizeis que eu sou?'
Pedro respondeu:
'Tu és o Messias.'
30Jesus proibiu-lhes severamente
de falar a alguém a seu respeito.
31Em seguida, começou a ensiná-los, dizendo
que o Filho do Homem devia sofrer muito,
ser rejeitado pelos anciãos,
pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei,
devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias.
32Ele dizia isso abertamente.
Então Pedro tomou Jesus à parte
e começou a repreendê-lo.
33Jesus voltou-se, olhou para os discípulos
e repreendeu a Pedro, dizendo:
'Vai para longe de mim, Satanás!'
Tu não pensas como Deus,
e sim como os homens.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB



Reflexão - Mc 8, 27-33

A resposta que damos à pergunta que Jesus faz aos discípulos e a cada um de nós no Evangelho de hoje mostra principalmente o significado que ele tem em nossas vidas e exige coerência no relacionamento que nós temos com ele. Para Pedro, Jesus é o Messias, o enviado de Deus, o Ungido, o Salvador, mas Pedro é incoerente no relacionamento, pois não quer submeter-se a ele e aceitar os caminhos da salvação. Assim também acontece conosco: dizemos que Jesus é amor, mas não amamos; que é Deus, mas não o servimos; que é o enviado do Pai, mas não o ouvimos; que é nosso irmão, mas não criamos fraternidade.
Fonte CNBB





A AFIRMAÇÃO DE PEDRO Mc 8,27-33
HOMILIA

            Neste episódio, Pedro expressa o sentimento que há no coração de todo homem: há momentos em que nós percebemos claramente o pensamento de Deus e falamos as coisas que Ele nos segreda aos ouvidos. Outras vezes nós somos levados pela nossa humanidade fraca e débil, a expressarmos o pensamento do mundo: rejeitamos o sofrimento e repudiamos tudo o que possa vir para nós como mudança de planos. Nunca aceitamos ser humilhados e o nosso orgulho logo se exaspera quando alguém nos acena com esta perspectiva. No entanto, Jesus tinha consciência da sua missão e sabia que não seria fácil conquistar a nossa salvação. Ele tinha idéia de que deveria sofrer e ser rejeitado pelas autoridades e até mesmo pelo povo, porém o que O fazia permanecer firme era a certeza de que o Pai O ressuscitaria no último dia. Saber esperar o dia certo deveria ser para nós uma motivação, porém, ao contrário, queremos ter tudo nas mãos e com muita facilidade. Não admitimos a dificuldade. Por isso, Jesus repreendeu a Pedro, e hoje, também nos exorta.
Existem pessoas que não conseguem ouvir alguém falar e permanecer em silêncio. Era o caso de Pedro. E nesse ímpeto de falar o que lhe vem à cabeça, ele às vezes acertava e às vezes errava feio. Nesta mesma passagem do Evangelho Pedro agiu movido pelo Espírito Santo, e após alguns minutos agiu movido pelo inimigo. E veja só: quando Pedro repreendeu Jesus por ter falado que deveria sofrer, morrer e ressuscitar, Pedro deve ter expressado o que muitos dos outros discípulos estavam pensando, mas não tinham coragem de dizer. Da mesma forma que no lava-pés, e na transfiguração de Jesus. Pedro é aquele, dentre os discípulos, que sempre vai receber as críticas e os elogios primeiro, pois é a partir das suas falas que os outros vão aprender, inclusive nós!
Como mestre, Jesus sabia que alguém como Pedro era muito bom para se ter como discípulo, pois Pedro era aquele que interagia, pro bem ou pro mal... mas por não ficar calado, abria outra oportunidade para Jesus dar outro ensinamento! E essa era a especialidade de Jesus: aproveitar todas as situações para evangelizar.
        A lição de hoje é para todos aqueles que se sentem incomodados quando são questionados perante um público... Façamos como Jesus, aproveitemos a oportunidade para evangelizar, educar, ensinar, aprender, abençoar.
Você admite que, passar por sofrimentos e dificuldades é próprio da missão do homem? - Você percebe quando fala o pensamento de Deus e quando fala o pensamento do mundo? – Você é uma pessoa paciente diante das dificuldades? – Qual é o objetivo da sua vida? – O que você estará disposto (a) a passar para alcançá-lo?
Pai, revela-me a verdadeira identidade de Jesus, servo fiel, cuja vida esteve totalmente entregue em tuas mãos. E dá-me a graça de, como ele, ser fiel a ti.
Fonte Homilia Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla



LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

Preparo-me para a leitura Orante, com todos os internautas, rezando,
com Santa Catarina de Sena:
Senhor, Tu me olhas e me conheces!
Entendi isso na tua luz.

1- LEITURA (VERDADE)

- O que a Palavra diz?
Leio na Bíblia o texto do dia em Mc 8,27-33.
No Evangelho de ontem (Mc 8,22-26) o cego não enxergou totalmente, de início. Só numa segunda tentativa, o homem enxergou perfeitamente. O mesmo acontece com Pedro e os outros discípulos. Dizendo que Jesus era o Messias, Pedro era como o cego curado pela metade. Reconhecia o Messias, mas sem a cruz! Jesus completa a cura da visão dele falando que era preciso que o Filho do Homem sofresse, carregasse a cruz, morresse e ressuscitasse ao terceiro dia.

2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

- O que a Palavra diz para mim?
Posso me perguntar:
Quem é Jesus Cristo pára mim? Aceito as verdades da fé na sua totalidade? Ou uso de meias medidas? Aceito Jesus Cristo como realmente é, ou o faço conforme me convém? Acolho a Palavra como é, ou a interpreto segundo meu modo de ver, para justificar minhas atitudes? Em Aparecida, os bispos afirmaram:"
"Como discípulos de Jesus reconhecemos que Ele é o primeiro e maior evangelizador enviado por Deus (cf. Lc 4,44) e, ao mesmo tempo, o Evangelho de Deus (cf. Rm 1,3). Cremos e anunciamos "a boa nova de Jesus, Messias, Filho de Deus" (Mc 1,1). Como filhos obedientes á voz do Pai queremos escutar a Jesus (cf. Lc 9,35) porque Ele é o único Mestre (cf. Mt 23,8). Como seus discípulos sabemos que suas palavras são Espírito e Vida (cf. Jo 6,63.68). Com a alegria da fé somos missionários para proclamar o Evangelho de Jesus Cristo e, n Ele, a boa nova da dignidade humana, da vida, da família, do trabalho, da ciência e da solidariedade com a criação." (DAp 103).



3- ORAÇÃO (VIDA)

- O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Rezo a Jesus Mestre
Jesus Mestre, santificai minha mente e aumentai minha fé.
Jesus, Mestre vivo na Igreja, atraí todos à vossa escola.
Jesus Mestre, libertai-me do erro,
dos pensamentos inúteis e das trevas eternas.
Jesus Mestre, caminho entre o Pai e nós,
tudo vos ofereço e de vós tudo espero.
Jesus, caminho da santidade,
tornai-me vosso fiel seguidor.
Jesus caminho,
tornai-me perfeito como o Pai que está nos céus.
Jesus vida, vivei em mim, para que eu viva em vós.
Jesus vida, não permitais que eu me separe de vós.
Jesus Vida,
fazei-me viver eternamente na alegria do vosso amor.
Jesus verdade, que eu seja luz para o mundo.
Jesus caminho, que eu seja vossa testemunha autêntica
diante das pessoas.
Jesus vida, fazei que minha presença contagie a todos
com o vosso amor e a vossa alegria.
(bem-aventurado Alberione)

4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Viverei hoje com um novo olhar: a certeza de que Jesus Cristo em quem acredito é o Filho de Deus vivo.

BÊNÇÃO

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.



Fonte Ir. Patrícia Silva, fsp

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mc 8,22-26 - 19.02.2014 - O cego ficou curado, e enxergava todas as coisas com nitidez.

Pai,
abre meus olhos
para que, pela fé,
eu reconheça teu filho Jesus,
e possa beneficiar-me
da força libertadora que dele provém.
ORAÇÃO INICIAL

Preparo-me para a leitura Orante de hoje,
fechando os olhos por uns instantes e,
colocando-me na presença de Deus,
peço a Ele que toque em mim,
que toque no coração de todos que circulam pela rede virtual.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Espírito Santo
que procede do Pai e do Filho,
tu estás em mim, falas em mim,
rezas em mim, ages em mim.
Ensina-me a fazer espaço à tua palavra,
à tua oração,
à tua ação em mim
para que eu possa conhecer
o mistério da vontade do Pai.
Amém.
Fonte: Paulinas



Verde. 4ª-feira da 6ª Semana Tempo Comum

Evangelho - Mc 8,22-26

O cego ficou curado, e enxergava todas as coisas com nitidez.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 8,22-26

Naquele tempo:
22Jesus e seus discípulos chegaram a Betsaida.
Algumas pessoas trouxeram-lhe um cego
e pediram a Jesus que tocasse nele.
23Jesus pegou o cego pela mão,
levou-o para fora do povoado,
cuspiu nos olhos dele,
colocou as mãos sobre ele, e perguntou:
'Estás vendo alguma coisa?'
24O homem levantou os olhos e disse:
'Estou vendo os homens.
Eles parecem árvores que andam.'
25Então Jesus colocou de novo as mãos sobre os olhos dele
e ele passou a enxergar claramente.
Ficou curado,
e enxergava todas as coisas com nitidez.
26Jesus mandou o homem ir para casa,
e lhe disse: 'Não entres no povoado!'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB



Reflexão - Mc 8, 22-26

Jesus retira o homem do povoado, não o cura totalmente na primeira vez que lhe impõe as mãos, o deixa totalmente curado na segunda vez que lhe impõe as mãos e diz para ele não entrar no povoado. Esses elementos nos ajudam numa reflexão sobre o Evangelho de hoje. As pessoas vivem em sociedade e, geralmente, assumem integralmente os seus valores. Esses valores muitas vezes se tornam um obstáculo para a atuação da graça e para a verdadeira libertação dessas pessoas. Depois que a libertação acontece, essas pessoas não podem assumir novamente todos os valores da sociedade, pois voltarão a viver na escuridão do erro e do pecado.
Fonte CNBB



JESUS E O CEGO DE BETSAIDA Mc 8,22-26
HOMILIA

Temos neste texto uma narrativa bem característica do evangelista Marcos, rica em detalhes, destacando os toques, particularmente no uso da saliva. Marcos a introduz como prefácio da caminhada de Jesus com os discípulos de Cesaréia de Filipe até Jerusalém.
Depois de curas que causaram grande repercussão no território pagão da Palestina, Jesus e seus discípulos continuaram o itinerário até a região da Judéia, onde realiza a segunda multiplicação dos pães. Segue adiante o caminho exortando-os a não pensarem como pensam os fariseus e repreendendo-os para que se guardassem do fermento de Herodes. Atravessam a Judéia e retornam à Galiléia “e chegaram a Betsaida”. Esta cidade, vizinha de Cafarnaum, situava-se a noroeste do mar da Galiléia e foi berço de Pedro, André e Filipe. Aí nasceram, brincaram, cresceram, aprenderam os primeiros rudimentos da pesca e depois...
Pedro e André eram irmãos. André – de índole mais religiosa e mais contemplativa – era discípulo de João Batista. Um dia, estando em conversa com dois de seus discípulos, João viu Jesus que passava ao longe e exclamou: “Eis o Cordeiro de Deus”. Eles o deixaram e seguiram Jesus, passando com ele aquele dia. Um deles era André. No dia seguinte foi ao encontro de Simão para lhe transmitir a notícia maravilhosa; “Encontramos o Messias (que quer dizer o Cristo); e ele o conduziu até a presença de Jesus.
            Marcos continua o seu relato dizendo que “trouxeram-lhe então um cego, rogando que ele o tocasse”. No capítulo seis do Evangelho narrado por Mateus (referindo-se ao tesouro), Jesus faz uma associação nos versículos 22 e 23 com a visão, dizendo: “O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado. Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas. Se a luz que está em ti são trevas, quão espessas serão as próprias trevas!”
            A visão é um tesouro precioso que Deus nos deu. Os nossos olhos sadios podem contemplar a beleza do nascer e do por do sol; podem ver o desabrochar de um botão em flor; podem se extasiar diante do milagre da vida que resplandece a cada instante; como podem refletir a dor de uma perda, através de lágrimas que escorrem num rosto vazio de esperança; ou refletir o que transborda do nosso coração, porque – como dizia o poeta – “os olhos são o espelho da alma”.
            Esse homem era cego. A ansiedade que tomava conta de sua alma era indecifrável. Naquele instante ele sentia que estava frente a frente com Jesus – aquele que dissera certa vez: “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8,12). Os seus olhos eram trevas, mas o seu coração começara a irradiar um tênue raio de luz.
            “Tomando o cego pela mão, Jesus levou-o para fora do povoado e cuspindo-lhe nos olhos e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe: - Percebes alguma coisa?” E eu fico aqui imaginando o que se passava na mente daquele homem! A dúvida, a insegurança, o medo, a frustração, a decepção, os questionamentos interiores da fé: _E se eu abrir os olhos e não enxergar nada? Se a escuridão continuar, o que será de mim? O que dirão os que me trouxeram até ele?          
            O cego de Betsaida era um homem de carne e osso semelhante a nós, sujeito a todas essas dúvidas, embora nutrisse seu coração com minúsculas gotas de fé e de esperança. “Percebes alguma coisa? E ele começando a ver, disse: “Vejo as pessoas como se fossem árvores andando”. Que emoção! Que contentamento! São pobres palavras para expressar o sentimento de felicidade que perpassava pelo espírito radiante daquele homem. Ainda não estava vendo com nitidez, mas já sentira a luz atravessar todo o seu globo ocular e deixar aquela imagem, embora distorcida, gravada na sua retina.      “Em seguida ele colocou novamente as mãos sobre os olhos do cego que viu distintamente e ficou restabelecido e podia ver tudo nitidamente e de longe”. São palavras e gestos que curam o corpo, a alma e o coração.
            Tanto a cura da cegueira física quanto a cura da cegueira que envolve o espírito, se inserem dentro de um processo lento e gradativo. A conversão não acontece num passe de mágica ou num estalar de dedos. É um exercício constante, doloroso, é um exercício de poda. Jesus poderia ter curado este cego de uma vez; mas o curou em duas etapas para nos mostrar que devemos perseverar na fé e na esperança e acolher a sua vontade em nossa vida.
            A cura de nossa cegueira virá quando enxergarmos Jesus que vem até nós trazendo a Água Viva para lavar os nossos olhos contaminados pela concupiscência da carne e se fazendo Eucaristia para tocar em cada um de nós, fazendo brilhar a sua luz.
            Pai, abre meus olhos para que, pela fé, eu reconheça teu filho Jesus, e possa beneficiar-me da força libertadora que dele provém.
Fonte Homilia: Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla



1- LEITURA (VERDADE)

- O que a Palavra diz? Leio, na Bíblia, o texto do dia: Mc 8,22-26.
Agora procuro compreender melhor o texto do Evangelho. Algumas pessoas com visão levaram o cego a Jesus. O cego assumiu sua cegueira. Deixou-se conduzir pela mão por Jesus; deixou que o levasse para fora do povoado, e cuspisse nos seus olhos, impondo-lhe as mãos. "Estou vendo as pessoas como se fossem árvores andando", disse o homem. Ele via de forma confusa. Parece que lhe faltava mais luz, nitidez. Então, Jesus impôs de novo as mãos sobre os olhos dele e ele começou a enxergar perfeitamente. A conversão de qualquer pessoa passa também por um processo - vai enxergando aos poucos. Só se converte quem se deixa conduzir por Jesus Cristo, que se deixa tomar pelas mãos por Ele.
Fonte: Paulinas




2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

- O que a Palavra diz para mim? Também eu, você, confundimos pessoas com árvores, ou seja: ideal com realidade, pessoas com coisas.O homem via sem nitidez. Às vezes, no olhar da vida, perdemos a nitidez, quando somos permissivos, damos um "jeitinho" e a nossa fé vai ficando descolorida, sem brilho, sem expressão, sem luz, sem clareza. O apóstolo Paulo, quando perseguia os cristãos, caiu por terra e nada enxergava. Precisou da ajuda de Ananias, esteve três dias sem comer ou beber e sem enxergar. Às vezes, não enxergamos bem dentro de nós. Temos uma espécie espécie de embaçamento que pode ser causado pelo nosso egoísmo, superstições, nossas fraquezas, falta de perdão, inseguranças, mistura de crenças, inconstância, falta de solidariedade. São como "escamas", como aconteceu com Paulo. Disseram os bispos, em Aparecida: "Nossa maior ameaça é "a fé que vai se desgastando e degenerando em mesquinhez" A todos nós toca "recomeçar a partir de Cristo". (DAp 12). É preciso romper tudo isto que nos impede de ver e caminhar. Deixemos que Jesus nos tome pela mão.
Fonte: Paulinas




3- ORAÇÃO (VIDA)

- O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Rezo com Paulo VI:
Oração para pedir a Fé
Senhor, eu creio, eu quero crer em Ti.
Senhor, faze que a minha fé seja total, sem reserva;
que ela penetre no meu pensamento e na minha maneira de
julgar as coisas divinas e as coisas humanas.
Fonte: Paulinas




4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra? Um novo olhar e nova disposição:
Quero olhar o mundo e as pessoas como são, com o olhar transparente, limpo,
livre de distorções.
Fonte: Paulinas




BÊNÇÃO

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mc 8,14-21 - 18.02.2014 - Tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes.

Pai,
reforça minha fé
na tua providência paterna
que se manifestou
de tantos modos em minha vida,
e livra-me de colocar minha esperança
nas coisas deste mundo.
ORAÇÃO INICIAL

Preparo-me para a leitura da Palavra,
rezando com o Salmista e com todos que buscam na rede da internet a Palavra de Deus:
Restaura-nos, ó Deus:
faze brilhar a tua face
e seremos salvos.
Fonte: Paulinas




Verde. 3ª-feira da 6ª Semana Tempo Comum

Evangelho - Mc 8,14-21

Tomai cuidado com o fermento dos fariseus
e com o fermento de Herodes.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 8,14-21

Naquele tempo:
14Os discípulos tinham se esquecido de levar pães.
Tinham consigo na barca apenas um pão.
15Então Jesus os advertiu:
'Prestai atenção e tomai cuidado
com o fermento dos fariseus
e com o fermento de Herodes.'
16Os discípulos diziam entre si:
'É porque não temos pão.'
17Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes:
'Por que discutis sobre a falta de pão?
Ainda não entendeis e nem compreendeis?
Vós tendes o coração endurecido?
18Tendo olhos, vós não vedes,
e tendo ouvidos, não ouvis?
Não vos lembrais
19de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas?
Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?'
Eles responderam: 'Doze.'
20Jesus perguntou:
E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas,
quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?
Eles responderam: 'Sete.'
21Jesus disse:
'E vós ainda não compreendeis?'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB




Reflexão - Mc 8, 14-21

Todos nós temos uma hierarquia de valores que servem como critério para a nossa vida e tudo o que temos e fazemos está subordinado a essa hierarquia. A maioria das pessoas orienta a sua vida para a satisfação das suas necessidades primárias e instintivas. Assim, os seus valores principais são a comida, a bebida e o sexo, de modo que essas pessoas, apesar de civilizadas, possuem a mesma hierarquia de valores que os animais: buscam apenas a satisfação dos próprios instintos. Essas pessoas não aceitam a Jesus e criticam a sua doutrina porque a sua dependência aos instintos lhes cega a vista e endurece os seus corações, de modo que não podem compreender a verdadeira hierarquia de valores que Jesus veio trazer para que as pessoas não vivam instintivamente, mas tenham vida em abundância.
Fonte CNBB




O FERMENTO DOS FARISEUS E O FERMENTO DE HERODES Mc 8,14-21
HOMILIA

No Evangelho de hoje dois pontos chamam atenção: a menção de Jesus para que os discípulos tomem cuidado com o fermento dos fariseus e de Herodes, e a reação d’Ele ao ver que os discípulos acharam que Jesus estava falando sobre comida.
            Primeiro precisamos entender de que fermento Jesus estava falando quando se referiu aos fariseus e a Herodes. Isso fica fácil quando sabemos o que movia Herodes e os fariseus: o poder e a vaidade. E era disso que Jesus estava falando quando pediu que os discípulos tivessem cuidado... Jesus queria que os discípulos não fossem movidos pelo poder e pela vaidade. Mas os discípulos pensaram que Jesus estava falando sobre fermento porque eles tinham apenas um pão no barco onde eles estavam, e por isso Jesus se decepcionou com a lentidão de pensamento dos discípulos.
Por mais que Jesus lhes mostrasse prodígios e milagres, os discípulos não O entendiam porque tinham o seu pensamento obscurecido pelas coisas materiais e porque não O escutavam com o coração. Mesmo depois dos milagres da multiplicação dos pães eles continuavam inseguros quanto á sua sobrevivência. Jesus os advertia sobre “o fermento dos fariseus” ( a falsidade), mas eles não compreendiam do que Jesus estava falando. O homem tem fome de Deus e se confunde pensando que a sua fome é de pão material. Assim somos nós também: “tendo olhos, nós não vemos e tendo ouvidos, nós não ouvimos”. Temos o coração endurecido, e não enxergamos o poder de Deus para providenciar tudo de que precisamos na nossa vida.
            A mensagem de hoje é para que não sejamos como Herodes ou os fariseus, que se orgulhavam do poder e da vaidade. Devemos ser o contrário disso: humildes e servidores, assim como foi Jesus. Os frutos que iremos colher virão bem depois.
Você tem medo de passar necessidades no futuro? – Você acredita na providência de Deus? – Você consegue entender espiritualmente os ensinamentos de Jesus para sua vida?
Pai, reforça minha fé na tua providência paterna que se manifestou de tantos modos em minha vida, e livra-me de colocar minha esperança nas coisas deste mundo.
Fonte Homilia: Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla




1- LEITURA (VERDADE)

O texto narra um momento significativo no processo de incompreensão dos discípulos. Apresenta elementos tomados da tradição: de pães, o fermento dos fariseus e o fermento de Herodes. O fermento representava algo impuro e inaceitável a Deus. Jesus e também Paulo, se referiram às falsas doutrinas como fermento. O fermento numa massa produz a fermentação, ou seja, a transformação, alteração ou mudança. Por exemplo, quando colocamos fermento na farinha, esta é alterada. Como? Cresce e fica maior.
Jesus se referiu à doutrina dos fariseus como sendo um "fermento".Isto queria dizer que a doutrina dos fariseus e dos saduceus alteravam as verdades sobre o Reino de Deus e sua justiça. O fermento significava a presença do mal ou uma falsa doutrina que alterava, fermentava, desintegrava ou corrompia. Podemos ser contaminados ou contaminar alguém com este fermento.
Marcos aprofunda a advertência de Jesus, chamando a atenção para a cegueira, a surdez e o coração endurecido dos discípulos que estão preocupados com a falta de pães e não percebem o significado do pão único presente entre eles.
Jesus não está sendo entendido e seguido de forma correta, por influência do "fermento" do sistema cultural e doutrinal da época. Compreender quem é Jesus - o único pão sem fermento -, implica em seguir o caminho da cruz e realizar sua proposta de Reino de justiça.
Fonte: Paulinas




2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

- O que a Palavra diz para mim?
É assim que compreendo quem é Jesus? Como os discípulos? Sou capaz de segui-lo também na cruz?
Ou rejeito as cruzes, como me sugere o mundo? Sigo Jesus partilhando os dons que Deus me concede? Os bispos, em Aparecida, falaram do que consiste a missão de todo cristão: "Ao chamar aos seus para que o sigam, Jesus lhes dá uma missão muito precisa: anunciar o evangelho do Reino a todas as nações (cf. Mt 28,19; Lc 24,46-48). Por isto, todo discípulo é missionário, pois Jesus o faz partícipe de sua missão ao mesmo tempo que o vincula a Ele como amigo e irmão. Desta maneira, como Ele é testemunha do mistério do Pai, assim os discípulos são testemunhas da morte e ressurreição do Senhor até que Ele retorne. Cumprir esta missão não é uma tarefa opcional" (DAp 144).
Fonte: Paulinas




3- ORAÇÃO (VIDA)

- O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Faço minha a oração de Santa Edith Stein:
Senhor, não és tu o maná,
que passa do coração do Filho ao meu,
comida dos anjos e dos santos?
Ele, que da morte para a vida se levantou,
também a mim ressuscitou para a vida.
Arrancou-me do sono da morte,
e nova vida Ele me dá de dia para dia.
Um dia, sua plenitude inundar-me-á totalmente,
vida de tua vida
- sim, tu mesmo!
Fonte: Paulinas




4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

- Qual o meu novo olhar, a partir da Palavra?
Vou tentar compreender melhor Jesus, hoje, e para isto fazer algum gesto de partilha.
O Documento de Aparecida afirma: "A vida se acrescenta, dando-a,
e se enfraquece no isolamento e no comodismo" (DAp 144)
Fonte: Paulinas




BÊNÇÃO

O Senhor nos abençoe e nos guarde!
O Senhor nos mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de nós!
O Senhor nos mostre seu rosto e nos conceda a paz! (Nm 6,24-27 )
Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Irmã Patrícia Silva, fsp

domingo, 16 de fevereiro de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mc 8,11-13 - 17.02.2014 - Por que esta gente pede um sinal?

Pai,
dá-me sensibilidade
para reconhecer a messianidade
de teu filho Jesus
manifestada no bem
que ele fez ao povo
e no seu modo simples de ser.
ORAÇÃO INICIAL

Preparo-me para a leitura Orante da Palavra,
rezando com todos que se encontram na rede da internet, ao Espírito Santo:
Vinde, Espírito Santo, e dai-nos o dom da sabedoria,
para que possamos avaliar todas
as coisas à luz do Evangelho
e ler nos acontecimento da vida os projetos de amor do Pai.
Fonte: Paulinas



Verde. 2ª-feira da 6ª Semana Tempo Comum

Evangelho - Mc 8,11-13

Por que esta gente pede um sinal?

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 8,11-13

Naquele tempo:
11Os fariseus vieram e começaram a discutir com Jesus.
E, para pô-lo à prova, pediam-lhe um sinal do céu.
12Mas Jesus deu um suspiro profundo
e disse: 'Por que esta gente pede um sinal?
Em verdade vos digo,
a esta gente não será dado nenhum sinal.'
13E, deixando-os, Jesus entrou de novo na barca
e se dirigiu para a outra margem.
Palavra da Salvação.
Fonte: CNBB



Reflexão - Mc 8, 11-13

Quando Jesus foi tentado pelo demônio no deserto, a segunda tentação era que ele se atirasse do pináculo do Templo, uma vez que os anjos cuidariam dele.Mas a resposta que Jesus deu ao demônio foi: "Não tentarás o Senhor teu Deus". O Evangelho de hoje nos mostra que existem pessoas que sempre estão tentando a Deus, pois, assim como os fariseus pediam um sinal do céu para por Jesus à prova, muitas pessoas querem fazer chantagem com Deus, fazendo uma série de exigências e pedidos mesquinhos para satisfazer seus desejos e fundamentam a sua fé não no amor a Deus, mas na satisfação de suas exigências.
Fonte: CNBB




OS FARISEUS PEDEM UM MILAGRE Mc 8,11-13
HOMILIA

As provocações dos fariseus são insistentes. Já espionaram Jesus para ver se curava no sábado. A preocupação então não era o sinal da cura, mas a acusação da infração do sábado. Em casa, em Cafarnaúm, Jesus perdoou os pecados de um paralítico, e o cura, como sinal.
No evangelho de hoje, temos mais um conflito entre os fariseus e Jesus. E mais uma vez na tentativa de acusar Jesus perante as autoridades, pediam de Jesus, um sinal do céu, como uma prova de que Ele era o Messias enviado, queria ver um sinal do seu poder. Queriam que Jesus realizasse algo extraordinário, com fez Moisés, as pragas do Egito e a travessia do Mar Vermelho. Para os fariseus o Messias esperado era poderoso que buscasse glorias, que faria com que as elites conquistassem sua autonomia, e os libertaria da opressão do império romano, destruindo o inimigo.  Indignado e triste, Jesus, vendo a dureza de coração dos fariseus, Jesus diz: "... a essa geração não será dado nenhum sinal" e parte.
            Os fariseus eram incapazes de ver os sinais de Cristo na terra, eles não acreditavam no milagre na encarnação de Cristo. Não aceitavam Jesus porque se identificava com multidão de pobres, pecadores, excluídos, doentes, marginalizados, e sentiam seu poder ameaçado por Jesus. Tão cegos e sedentos de poder eram os fariseus, que não foram capazes de perceber o sinal da partilha dos pães.
E nós? Quantas vezes em nossas orações colocamos em dúvida o poder de Deus, seu amor por nós? Quando não somos prontamente atendidos, nossa fé é abalada. Sabemos que tudo o que pedimos com fé, Deus nos concederá. Precisamos ser pacientes em nossa fé, receberemos as graças de Deus quando estivermos prontos para recebê-la. Deus nos conhece, sabe quando será o melhor momento. Deus se homem, em seu Filho Jesus, que deu sua vida para nos salvar. Porque então pedir prova seu poder, de seu amor por nós? Confiemos em Deus e no seu amor por todos nós. E saibamos reconhecer os sinais de Deus na solidariedade, na partilha, na justiça, na paz, no irmão necessitado, que sofre preconceito e exclusão. Basta que  não tenhamos um coração frio e duro como dos fariseus.
Pai, dá-me sensibilidade para reconhecer a messianidade de teu filho Jesus manifestada no bem que ele fez ao povo e no seu modo simples de ser.
Fonte Homilia Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla




1- LEITURA (VERDADE)

- O que a Palavra diz?
Faço, na Bíblia, a leitura atenta de Mc 8,11-13.
Vejo três momentos nesta passagem do Evangelho:
- Os fariseus para provar Jesus pedem-lhe um sinal do céu. O Mestre resiste a esta tentação.
- Jesus tem uma reação de tristeza: "deu um grande suspiro".
- Jesus se afasta diante de tanta dureza de coração.
Fonte: Paulinas




2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

- O que a Palavra diz para mim?
Pergunto-me: como é meu relacionamento com Jesus? Também eu fico a espera de sinais especiais de Deus?
Muitas vezes, como Jesus, preciso me retirar, me afastar, tomar distância de certas realidades e apelos que me colocam em contradição com meus princípios cristãos. É melhor ir "para a outra margem", repensar.
Disseram os bispos, em Aparecida:
"A Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias latino-americanas e mundiais. Ela não pode fechar-se frente àqueles que só vêem confusão, perigos e ameaças ou àqueles que pretendem cobrir a variedade e complexidade das situações com uma capa de ideologias gastas ou de agressões irresponsáveis. Trata-se de confirmar, renovar e revitalizar a novidade do Evangelho arraigada em nossa história, a partir de um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, que desperte discípulos e missionários. Isso não depende tanto de grandes programas e estruturas, mas de homens e mulheres novos que encarnem essa tradição e novidade, como discípulos de Jesus Cristo e missionários de seu Reino, protagonistas de uma vida nova para uma América Latina que deseja reconhecerse com a luz e a força do Espírito."(DAp 11).
Fonte: Paulinas




3- ORAÇÃO (VIDA)

- O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Senhor, não preciso de sinais extraordinários para crer.
Por isso, rezo com o papa Clemente Romano:
Com as tuas obras tornastes visível a eterna ordem do mundo.
Tu, Senhor, criastes a terra, és fiel em todas as gerações,
justo nos teus julgamentos.
Admirável na força e na magnificência,
sábio no criar,
inteligente no sustentar as coisas criadas,
bom nas coisas visíveis,
benévolo para com os que confiam em ti, misericordioso e compassivo.
Fonte: Paulinas




4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou estar atento a princípios que entram em contradição com meus princípios cristãos. Renovarei minha fé.
Fonte: Paulinas




BÊNÇÃO

O Senhor nos abençoe e nos guarde!
O Senhor nos mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de nós!
O Senhor nos mostre seu rosto e nos conceda a paz! (Nm 6,24-27
Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp

sábado, 15 de fevereiro de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 5,17-37 - 16.02.2014 - Assim foi dito aos antigos; eu, porém, vos digo.

Pai,
guiado pelos ensinamentos de Jesus,
revela-me teu querer divino,
livrando-me de dar-me por satisfeito
com a observância superficial
dos teus mandamentos.
ORAÇÃO INICIAL

Preparo-me para a leitura Orante, rezando com todos os que navegam pela web:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Espírito Santo
que procede do Pai e do Filho,
tu estás em mim, falas em mim,
rezas em mim, ages em mim.
Ensina-me a fazer espaço à tua palavra,
à tua oração,
à tua ação em mim
para que eu possa conhecer
o mistério da vontade do Pai.
Amém.
Fonte: Paulinas




Verde. 6º DOMINGO Tempo Comum

Evangelho - Mt 5,17-37

Assim foi dito aos antigos; eu, porém, vos digo.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 5,17-37

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
17Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas.
Não vim para abolir,
mas para dar-lhes pleno cumprimento.
18Em verdade, eu vos digo:
antes que o céu e a terra deixem de existir,
nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei,
sem que tudo se cumpra.
19Portanto, quem desobedecer
a um só destes mandamentos, por menor que seja,
e ensinar os outros a fazerem o mesmo,
será considerado o menor no Reino dos Céus.
Porém, quem os praticar e ensinar
será considerado grande no Reino dos Céus.
20Porque eu vos digo:
Se a vossa justiça não for maior
que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus,
vós não entrareis no Reino dos Céus.
21Vós ouvistes o que foi dito aos antigos:
'Não matarás!
Quem matar será condenado pelo tribunal'.
22Eu, porém, vos digo:
todo aquele que se encoleriza com seu irmão
será réu em juízo;
quem disser ao seu irmão: 'patife!'
será condenado pelo tribunal;
quem chamar o irmão de 'tolo'
será condenado ao fogo do inferno.
23Portanto, quando tu estiveres levando
a tua oferta para o altar, e ali te lembrares
que teu irmão tem alguma coisa contra ti,
24deixa a tua oferta ali diante do altar,
e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão.
Só então vai apresentar a tua oferta.
25Procura reconciliar-te com teu adversário,
enquanto caminha contigo para o tribunal.
Senão o adversário te entregará ao juiz,
o juiz te entregará ao oficial de justiça,
e tu serás jogado na prisão.
26Em verdade eu te digo: dali não sairás,
enquanto nóo pagares o último centavo.
27Ouvistes o que foi dito:
'Não cometerás adultério'.
28Eu, porém, vos digo:
Todo aquele que olhar para uma mulher,
com o desejo de possuí-la,
já cometeu adultério com ela no seu coração.
29Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado,
arranca-o e joga-o para longe de ti!
De fato, é melhor perder um de teus membros,
do que todo o teu corpo ser jogado no inferno.
30Se a tua mão direita é para ti ocasião de pecado,
corta-a e joga-a para longe de ti!
De fato, é melhor perder um dos teus membros,
do que todo o teu corpo ir para o inferno.
3lFoi dito também:
'Quem se divorciar de sua mulher,
dê-lhe uma certidão de divórcio'.
32Eu, porém, vos digo:
Todo aquele que se divorcia de sua mulher,
a não ser por motivo de união irregular,
faz com que ela se torne adúltera;
e quem se casa com a mulher divorciada
comete adultério.
33Vós ouvistes também o que foi dito aos antigos:
'Não jurarás falso',
mas 'cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor'.
34Eu, porém, vos digo:
Não jureis de modo algum:
nem pelo céu, porque é o trono de Deus;
35nem pela terra,
porque é o suporte onde apóia os seus pés;
nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei.
36Não jures tão pouco pela tua cabeça,
porque tu não podes tornar branco ou preto
um só fio de cabelo.
37Seja o vosso 'sim': 'Sim',
e o vosso 'não': 'Não'.
Tudo o que for além disso vem do Maligno.
Palavra da Salvação.



Reflexão

Deus nos criou livres e depende de nós a escolha que nos fará felizes. O que dependia do Senhor já foi feito. Ele nos criou à sua imagem e semelhança, ou seja, livres, tendo no íntimo de nosso ser buscar o bem e evitar o mal. Somos feitos pelo Sumo Bem, evidentemente, só poderemos estar voltados para a prática do bem. Contudo o Senhor, exatamente porque nos criou à sua imagem e semelhança, nos fez livres. Como diz a leitura do Livro do Eclesiástico “Diante de ti, Ele colocou o fogo e a água; para o que quiseres, tu podes estender a mão. Diante do homem estão a vida e a morte, o bem e o mal; ele receberá aquilo que preferir”. Consequentemente, cada um de nós é sujeito de sua felicidade ou desgraça, à medida que tiver feito escolhas a favor da vida ou da morte.
Evidentemente, tendo herdado o pecado original, sabemos também que nossa natural inclinação ao bem foi atingida, de modo que, muitas vezes, como nos diz São Paulo, “não faço o bem que quero, mas o mal que não quero”.
No Evangelho vemos a proposta sobre a justiça do Reino dos Céus. Como vimos no domingo passado, somos chamados a sinalizar a aliança de sal, a perene, que não se corrompe. Essa aliança de Deus com cada um dos seres humanos é alimentada por todos nós batizados, que assumimos o projeto do Senhor. Também faz parte de nossa opção aceitarmos essa vocação dada por Jesus, de colaborarmos com Deus na construção da nova sociedade, do Reino de Justiça.
Por fim, a Primeira Carta aos Coríntios nos fala que a perfeição está na sabedoria, mas não na sabedoria deste mundo, muito menos na de seus poderosos, pois ela está voltada para a morte, para a destruição. A Sabedoria de Deus, ao contrário, seu plano de amor em benefício dos homens, está escondida e foi destinada para nossa glória, é o projeto de Deus, sua opção pelos simples, pelos marginalizados. Os poderosos não a conheceram porque, mantendo sua opção, condenaram Jesus à morte e o crucificaram. Contudo, “o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram nem os ouvidos ouviram nem coração algum jamais pressentiu” escreve São Paulo.
Concluindo, a liturgia deste domingo nos exorta a mantermos nossa missão, nossa vocação optando livremente pelo anúncio do projeto de Deus, de anunciar a construção de uma nova sociedade onde a sabedoria de Deus triunfará e os marginalizados deste mundo a conhecerão. Aliás, à medida em que optamos fazer a vontade de Deus, já desfrutamos no próprio ato de fazer o bem, a alegria e a felicidade que almejamos.
Pe. César Augusto dos Santos SJ
Fonte: Rádio Vaticana



QUEM MATAR SERÁ JULGADO Mt 5,17-37
HOMILIA

Mateus, no seu evangelho, apresenta às suas comunidades oriundas do judaísmo Jesus como sendo aquele que vem atender às expectativas suscitadas pelo Primeiro Testamento.
Jesus, no Evangelho de hoje, diz que não veio para destruir a Lei antiga, referindo-se aos dez mandamentos recebidos por Moisés, mas para ensinar a cumpri-las plenamente. O que Ele pretende é restaurar, aperfeiçoar as ordens estabelecidas ao povo de Israel. O Primeiro Testamento prometia o Reino de Deus que traria bem-estar, prosperidade e felicidade para todos e o cumprimento fiel da Lei contida nas escrituras era a forma de se conquistar estas promessas.
Naquele tempo os escribas eram os doutores intelectuais, que se julgavam donos do saber e, portanto, aptos a interpretar as Escrituras para os outros, criticando os que a descumpriam segundo as suas próprias interpretações e incluindo Jesus nas suas críticas. Como pessoas esclarecidas, os escribas sabiam muito bem o que se devia fazer,
mas não o faziam e nem sempre ensinavam aos outros o que Deus pedia, criando uma burocracia que escravizava e controlando duramente a população.
Jesus ensina que não veio abolir as leis, e sim ensinar como elas deveriam ser realmente compreendidas e praticadas, ensinando, dessa forma um novo jeito de viver a liberdade e a justiça, não simplesmente observando o teor burocrático e imperativo. Para falar sobre a forma como isto se dá, Jesus retoma algumas exigências da lei, procurando esclarecer que as normas e regras devem servir de inspiração para a justiça e misericórdia, a fim de que o homem tenha vida e relações mais fraternas. Ele mostra que, para praticar a lei é necessário antes de qualquer coisa, compreendê-la, buscar nela o discernimento que faz enxergar profundamente as situações, possibilitando desta forma transformá-la em uma ação que liberta, tirando dela o conceito de escravidão.
Mateus apresenta no Evangelho alguns exemplos que evidenciam como a lei deve ser entendida. O ato de matar, por exemplo, começa pelo ressentimento e pela raiva. É preciso cortá-lo pela raiz, resolvendo dessa forma o ódio que pode levar às situações extremas. Além deste discernimento capaz de ditar atos novos em situações de ofensa à lei, Jesus pede a verdade sempre. A necessidade de juramento é sinal de que a mentira e a desconfiança pervertem as relações humanas. Jesus exige relacionamentos em que as pessoas sejam verdadeiras e responsáveis, esta é condição para a prática da justiça e da
misericórdia, capaz de conduzir o homem ao Reino prometido por Deus. Os ensinamentos de Jesus levam o cristão a um novo jeito de se relacionar com Deus, não com atos de barganha, onde se faz aqui para ganhar ali, mas com espírito livre, que age por amor a Deus e ao próximo, seguindo as orientações de Jesus que diz que, se se cumprir o primeiro mandamento, os outros serão cumpridos por consequência.
O ponto de referência para as obras que conduzem ao Amor do Pai, é a própria Bíblia sintetizada nos mandamentos que nascem na prática de Jesus e de seus seguidores que são convocados à pratica da justiça que conduz à vida. A única forma de encontrar Deus e prestar-lhe culto é criar relações de justiça que geram fraternidade e vida para todos.
Pai, guiado pelos ensinamentos de Jesus, revela-me teu querer divino, livrando-me de dar-me por satisfeito com a observância superficial dos teus mandamentos.
Fonte Homilia: Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla



1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mt 5,17-19 - A Lei de Moisés
2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Como vivo a Lei de Deus? Você se recorda dos 10 Mandamentos? Vale recordá-los:
1. Amar a Deus sobre todas as coisas.
2. Não tomar seu santo nome em vão.
3. Guardar domingos e festas.
4. Honrar pai e mãe.
5. Não matar.
6. Não pecar contra a castidade (fidelidade).
7. Não furtar.
8. Não levantar falso testemunho.
9. Não desejar a mulher do próximo.
10. Não cobiçar as coisas alheias.
Fonte: Paulinas


2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que me diz o texto?
Fala-me dos mandamentos, sintetizados no amor a Deus e ao próximo.
Recorda ainda, os Bispos que, na Conferência de Aparecida, que disseram sobre o discípulo: "Para ficar parecido verdadeiramente com o Mestre é necessário assumir a centralidade do Mandamento do amor, que Ele quis chamar seu e novo: "Amem-se uns aos outros, como eu os amei" (Jo 15,12). Este amor, com a medida de Jesus, com total dom de si, além de ser o diferencial de cada cristão, não pode deixar de ser a característica de sua Igreja, comunidade discípula de Cristo, cujo testemunho de caridade fraterna será o primeiro e principal anúncio, "todos reconhecerão que sois meus discípulos" (Jo 13,35)." (DAp 138)
Como vivo o mandamento do amor?
Fonte: Paulinas




3- ORAÇÃO (VIDA)

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, com todos os cristãos, o Hino do amor
HINO AO AMOR
Pe. Zezinho, scj

Se eu desvendasse os mistérios do universo,
mas não tivesse amor;
se o dom das línguas eu tivesse em prosa e verso,
mas não tivesse amor,
seria um sino barulhento e falador!

Se eu conhecesse umas quinhentas profecias,
mas não tivesse amor;
se eu conhecesse todas as teologias,
mas não tivesse amor;
teria tudo, menos Deus a meu favor!

Amor é graça, amor é força amor é luz,
não é vaidoso, não derruba não seduz,
não sente inveja, nem orgulho nem rancor,
sabe perder mas não se sente perdedor.
Amor aplaude mas educa o vencedor
Amor perdoa mas educa o pecador,
não atrapalha não bloqueia: faz andar,
espera e crê, porque o amor sabe esperar.

Vem do passado, mas não é ultrapassado.
Tem seus limites o saber e a religião,
mas o amor aí não acaba nunca não (2x).
Agora vemos por imagens ou sinais,
mas o amor, aí, o amor é muito mais (2x).
mas o amor, aí, o amor é bom demais!

Há mil verdades do outro lado da janela,
mas o amor é a maior de todas elas!...
(CD Canções que a fé escreveu, COMEP)
Fonte: Paulinas



4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Sou uma pessoa convocada pela Palavra do Evangelho a viver integralmente a Lei que Jesus Cristo resumiu no amor. Assim posso viver o dia de hoje e todos os outros.
Fonte: Paulinas



BÊNÇÃO

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
Ir. Patrícia Silva, fsp

Fonte: Paulinas