sábado, 7 de maio de 2022

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 10,1-10 - 09.05.2022

Liturgia Diária


9 – SEGUNDA-FEIRA  

4ª SEMANA DA PÁSCOA


(branco – ofício do dia)



O Cristo, ressuscitado dos mortos, já não morre; a morte não tem mais poder sobre ele, aleluia! (Rm 6,9)


Deus deseja que todas as pessoas se beneficiem de sua graça. Tenhamos abertura de coração para glorificar o Senhor, o qual também aos pagãos “concedeu a conversão que leva para a vida”.


Evangelho: João 10,1-10


Aleluia, aleluia, aleluia.


Eu sou o bom pastor; conheço minhas ovelhas, / e elas me conhecem, assim fala o Senhor (Jo 10,14). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus: 1“Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. 2Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. 5Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”. 6Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. 7Então Jesus continuou: “Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. 8Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. 9Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. 10O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 10,1-10

«Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas: as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz »


Rev. D. Francesc PERARNAU i Cañellas

(Girona, Espanha)

Hoje continuamos a considerar uma das imagens mais belas e mais conhecidas da pregação de Jesus: o bom Pastor, as suas ovelhas e o redil. Todos temos na memória as figuras do bom Pastor que contemplamos desde pequenos. Uma imagem que era muito querida aos primeiros fieis e que forma parte da arte sacra cristã desde o tempo das catacumbas. Quantas coisas nos invoca aquele pastor jovem com a ovelha ferida às suas costas! Muitas vezes vimo-nos, a nós próprios, representados naquele pobre animal.


Ainda há pouco celebramos a festa da Páscoa e uma vez mais, recordamos que Jesus não falava numa linguagem figurada quando nos dizia que o bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas. Realmente fê-lo: a sua vida foi a prenda do nosso resgate, com a sua vida comprou a nossa; graças a esta entrega, nós fomos resgatados: «Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo» (Jo 10,9). Encontramos aqui a manifestação do grande mistério do amor inefável de Deus que chega a estes extremos inimagináveis para salvar a criatura humana. Jesus leva até ao extremo o seu amor, até ao ponto de dar a sua vida. Ressoam ainda aquelas palavras do Evangelho de São João introduzindo-nos nos momentos da Paixão: «Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim» (Jo 13,1).


De entre as palavras de Jesus gostaria de aprofundar nestas: «Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e elas conhecem-me» (Jo 10,14); mais ainda, «as ovelhas escutam a sua voz (…) e seguem-no, porque conhecem a sua voz» (Jo 10,3-4). É verdade que Jesus nos conhece, mas, poderemos nós dizer que o conhecemos bem, a Ele, que o amamos e que correspondemos como devemos?


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«E quem é que conduz as ovelhas, senão Aquele que perdoa os pecados, para que, libertados das suas duras correntes, O sigam? E, depois de fazer sair as suas ovelhas, caminha à frente delas» (Santo Agostinho)


«Surpreendentemente, o discurso do pastor não começa com "Eu sou o bom pastor", mas sim com a imagem da "porta". Jesus dá a pauta aos pastores do seu rebanho: alguém é um bom pastor quando entra através de Jesus. Assim, Jesus Cristo continua a ser o pastor: o rebanho "pertence-lhe" apenas a Ele» (Bento XVI)


«Deus chama a cada um pelo seu nome. O nome de todo o homem é sagrado. O nome é a imagem da pessoa. Exige respeito, como sinal da dignidade de quem por ele se identifica» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.158)

Fonte https://evangeli.net/


EU SOU A PORTA DAS OVELHAS Jo 10,1-10

HOMILIA


Em todos os evangelhos João é o único que nos apresenta Jesus diretamente como e a Porta das ovelhas. Jesus indica claramente que ele é a única porta por onde devem entrar todos os pastores de Israel. Ou seja, os reis ou dirigentes messiânicos de Israel devem se ajustar ao único verdadeiro pastor que é Jesus. Quem não entrar, como os apóstolos, pela sua porta não pode ser verdadeiro pastor. Por isso, na continuação Jesus explica seu papel de supremo e verdadeiro pastor. A afirmação de Jesus segundo a qual ele é a porta do aprisco é de tal modo absoluta, que nos obriga a mantê-la como uma verdade de fé. Todo aquele que não se compromete com Jesus e seus ensinamentos não podem ser verdadeiro pastor das ovelhas que constituem os súditos do reino.


Essa porta é única de modo que qualquer outra porta moral ou dogmática será o mesmo que entrar no aprisco por cima da cerca. E isso é roubalheira, é vandalismo prática própria dos ladrões, que servem melhor a seus interesses do que ao bem das ovelhas a eles encomendadas.


Quem são os tais? Evidentemente aqueles que buscam o dinheiro como proveito de seus serviços, ou a fama para serem louvados como tais líderes. Quando Jesus coloca seu serviço como dar a vida e para isso ele escolheu a morte para que elas tenham vida (Jo 10, 15). Jesus dirá como os chefes da terra subjugam e dominam, mas aquele que quiser ser grande entre seus discípulos deve servir a todos como fez ele mesmo (Mt 20, 25-28).


Não podemos esquecer que os primeiros pastores são os próprios pais. Neste mundo em que o bem-estar e o prazer substituem o amor e o serviço, é bom recordar as palavras de Jesus sobre como apascentar as ovelhas, que no caso são os filhos.


“Em verdade vos declaro: Eu sou a porta das ovelhas.” Jesus acaba de abrir a porta que nos tinha mostrado fechada. Ele mesmo é essa porta. Reconheçamo-lo, entremos e alegramo-nos por ter entrado.


“Os que vieram antes são ladrões e salteadores”; é preciso compreender: “Os vieram fora de mim”. Os profetas vieram antes dele; eram ladrões e salteadores? De forma nenhuma, porque não vieram fora de Cristo; estavam com ele. Ele tinha-os enviado como mensageiros, mas tinham nas suas mãos o coração dos enviados. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, diz ele (Jo 14,6). Se ele é a verdade, os que estavam na verdade estavam com ele. Os que vieram fora dele, pelo contrário, são ladrões e salteadores porque só vieram para pilhar e fazer morrer. “A esses, as ovelhas não escutaram”, diz Jesus.


Mas os justos acreditaram que ele viria tal como nós acreditamos que ele já veio. Os tempos mudaram, a fé é a mesma. Uma mesma fé reúne os que acreditavam que ele devia vir e os que acreditam que ele já veio. Vemos entrar todos, em épocas diferentes, pela única porta da fé, quer dizer, Cristo. Sim, todos os que acreditaram no passado, no tempo de Abraão, de Isaac, de Jacob, de Moisés ou dos outros patriarcas e profetas que, todos eles, anunciavam Cristo, todos esses eram já suas ovelhas. Neles se ouviu o próprio Cristo, não como uma voz estranha, mas com a sua própria voz.


Portanto, quem entrar por Jesus encontrará pastagem, isto é, alimento para a vida. E vida em abundância, a vida eterna.


Pai torna-me um discípulo dócil de Jesus, o verdadeiro pastor que arriscou a própria vida para me salvar. Somente ele poderá conduzir-me para ti e contigo viver eternamente.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

sexta-feira, 6 de maio de 2022

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 10,27-30 - 08.05.2022

Liturgia Diária


8 – DOMINGO  

4º DA PÁSCOA


(branco, glória, creio – 4ª semana do saltério)



A terra está repleta do amor de Deus; por sua palavra foram feitos os céus, aleluia! (Sl 32,5s)


Somos convidados pelo Bom Pastor a fazer parte do seu rebanho e aprender dele o jeito de ser Igreja. Ele nos conduz às fontes da vida, e suas palavras nos dão segurança: nada pode nos arrebatar de suas mãos. Neste dia de oração pelas vocações presbiterais e religiosas, celebremos também em comunhão com todas as mães, vivas e falecidas.


Evangelho: João 10,27-30


Aleluia, aleluia, aleluia.


Eu sou o bom pastor, diz o Senhor; / eu conheço as minhas ovelhas e elas me conhecem a mim (Jo 10,14). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus: 27“As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28Eu dou-lhes a vida eterna, e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão. 29Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30Eu e o Pai somos um”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 10,27-30

«As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço»


P. Josep LAPLANA OSB Monje de Montserrat

(Montserrat, Barcelona, Espanha)

Hoje, a atenção de Jesus sobre os homens é a atenção do bom pastor, que toma sob sua responsabilidade as ovelhas que lhe são confiadas e se ocupa de cada uma delas. Entre Ele e elas existe um vínculo, um instinto de conhecimento e de fidelidade: «As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem» (Jo 10,27). A voz do Bom Pastor é sempre um chamado a segui-lo, a entrar no círculo magnético de influência.


Cristo nos ganhou não somente com seu exemplo e com sua doutrina, e sim com o preço do seu Sangue. Nós tivemos um preço muito alto, e por isso Ele não quer que nenhum dos seus se perca. E, como toda evidência se impõe: uns seguem o chamado do Bom Pastor e outros não. O anuncio do Evangelho a uns lhes produz raiva e a outros, alegria. O que será que têm uns, e que não têm outros? Santo Agostinho, ante o mistério abismal da escolha divina, respondia: «Deus não te deixa, se tu não o deixas»; não te abandonará, se tu não o abandonas. Não ponha, portanto a culpa em Deus, nem na Igreja, nem nos outros, porque o problema de tua fidelidade é teu. Deus não nega suas graças a ninguém, e esta é a nossa força: agarremo-nos bem forte á graça de Deus. Não é nenhum mérito nosso; simplesmente, fomos “agraciados”.


A fé entra pelo ouvido, pela audição da Palavra do Senhor, e o maior perigo que temos é a surdez, não ouvir a voz do Bom Pastor, porque temos a cabeça cheia de ruídos e de outras vozes discordantes, ou o que é ainda mais grave, aquilo que os Exercícios de Santo Inácio dizem «fingir-se que é surdo», saber que Deus te chama e não dar-se por aludido. Aquele que se nega ao chamado de Deus conscientemente, reiteradamente, perde a sintonia com Jesus e perderá a alegria de ser cristão para ir a outras pastagens que não saciam nem dão a vida eterna. No entanto, Ele é o único que pode dizer: «Eu lhes dou a vida eterna. Por isso, elas nunca se perderão e ninguém vai arrancá-las da minha mão» (Jo 10,28).


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«”Se alguém entrar por Mim, será salvo", poderá entrar e sair e encontrará pastagem abundante. De facto, entrará, efetivamente, abrindo-se à fé; sairá ao passar da fé à visão e à contemplação, e encontrará pasto abundante no banquete eterno» (São Gregório Magno)


«Esta é precisamente a grande diferença entre o verdadeiro pastor e o ladrão: para o ladrão, para os ideólogos e ditadores, as pessoas são apenas coisas que se podem possuir. Mas para o verdadeiro pastor, pelo contrário, eles são seres livres com o objetivo de alcançar a verdade e o amor» (Benedito XVI)


«A participação na celebração comum da Eucaristia dominical é um testemunho de pertença e fidelidade a Cristo e à sua Igreja. Os fiéis atestam desse modo a sua comunhão na fé e na caridade. Juntos, dão testemunho da santidade de Deus e da sua esperança na salvação. E reconfortam-se mutuamente, sob a ação do Espírito Santo» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.182)

Fonte https://evangeli.net/


Jesus é a única porta que nos salva

HOMILIA


“Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10,9-10).


 

Queremos realmente estar no colo de Jesus, nos braços d’Ele e sermos cuidados por Ele, porque a verdade é esta: Ele não é só o Pastor das ovelhas, mas é, também, a porta por onde as ovelhas devem passar.


Veja que maravilha, a porta de qualquer lugar que entramos é o meio de encontrarmos o que estamos procurando ou o que também não procuramos, porque a porta sinaliza o lugar da entrada. Quando uma porta se fecha, se o dono dela não abre, não podemos entrar.


Jesus é a própria porta, quem passa por Ele entra na vida, na salvação e não vai se perder. Há portas que entramos que, muitas vezes, não têm volta ou nos prendem em caminhos que nos levam a perder a alma, o espírito, a verdade e a vida. Alguém entrou pela porta da corrupção, do crime, da fofoca, das coisas más e malditas.


Vamos ver que o mundo é cheio de portas, tem porta para todos os lados. Tem a porta da sala da nossa casa, porta da sala do chefe, tem a porta da pessoa que não nos pertence. Cuidado! Pois entrar pela porta que se perde é muito fácil, elas são muitas e estão abertas, alargadas e dizem: “Venham!”. Mas só existe uma porta que nos salva, ela é Jesus. As ovelhas que entram por ela são salvas.


Jesus é a própria porta, quem passa por Ele entra na vida, na salvação e não se perderá

O ladrão é uma figura alegórica que se refere ao maligno. Ele é como um ladrão, aquele da pior espécie, que vem não só para roubar e saquear, mas para matar e destruir. O maligno não quer só roubar a nossa alma, ele quer matar, saquear, nos destruir e nos aniquilar por inteiros.


Jesus quer nos dar a vida em abundância e plenitude, Ele quer nos dar a vida em Deus. Não nos deixemos enganar! A porta de Jesus pode parecer estreita, porque o nosso coração se alargou para a vida e para os prazeres do mundo. Porém, quando os deixamos novamente por via da penitência e dos meios espirituais, vamos direcionando o nosso coração para que o mundo não roube a nossa vida.


Muitas pessoas já perderam o gosto pelas coisas de Deus, o sabor d’Ele; pode ser que nem renegaram a Deus, mas não tem mais o gosto e a vida em Deus. O ladrão vai roubando até aniquilar. Não permitamos que a vida em Deus seja roubada de nós. Entremos por Jesus, porque Ele é a única porta que nos salva.


Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

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Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

quinta-feira, 5 de maio de 2022

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 6,60-69 - 07.05.2022

 Liturgia Diária


7 – SÁBADO  

3ª SEMANA DA PÁSCOA


(branco – ofício do dia)



Sepultados com o Cristo no batismo, fostes também ressuscitados com ele, porque crestes no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos, aleluia! (Cl 2,12)


Os sinais que acompanham a obra dos evangelizadores favorecem a expansão da Igreja, a qual “crescia em número com a ajuda do Senhor”. Esta liturgia nos anime a ser instrumentos eficazes da ação vivificante do Espírito Santo.


Evangelho: João 6,60-69


Aleluia, aleluia, aleluia.                                             


Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; / só tu tens palavras de vida eterna! (Jo 6,63.68) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 60muitos dos discípulos de Jesus que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” 61Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isso vos escandaliza? 62E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? 63O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. 64Mas entre vós há alguns que não creem”. Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo. 65E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim, a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. 66A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. 67Então, Jesus disse aos doze: “Vós também quereis ir embora?” 68Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. 69Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o santo de Deus”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 6,60-69

«Tu tens palavras de vida eterna»


Rev. D. Jordi PASCUAL i Bancells

(Salt, Girona, Espanha)

Hoje acabamos de ler no Evangelho o discurso de Jesus sobre o Pão de Vida, que é Ele mesmo que se dará a nós como alimento para as nossas almas e para a nossa vida cristã. Como costuma acontecer, contemplamos duas reações bem diferentes, por parte de quem lhe escuta.


Para alguns, a sua linguagem é muito dura, incompreensível para a sua mentalidade obtusa à Palavra salvadora do Senhor, São João diz – com uma certa tristeza- que «A partir daquele momento, muitos discípulos o abandonaram e não mais andavam com ele» (Jo 6,66). E o mesmo evangelista dá-nos uma pista para entender a atitude destas pessoas: não acreditavam, não estavam dispostas a aceitar os ensinamentos de Jesus, freqüentemente incompreensíveis para eles.


Por outro lado, vemos a reação dos Apóstolos, representada por Pedro: «A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos» (Jo 6,68-69). Não é que os doze sejam mais inteligentes que os outros, nem tampouco melhores, nem sequer mais expertos em temas de Bíblia; sim que são mais simples, mais confiados, mais abertos ao Espírito, mais dóceis. Surpreendemo-lhes de quando em quando nas páginas dos evangelhos, equivocando-se, não entendem a Jesus, discutem sobre qual de eles é mais importante, corrigem o Mestre quando lhes anuncia a sua paixão; mas sempre os encontramos ao seu lado, fieis. O seu segredo: amavam-lhe de verdade.


Santo Agostinho o expressa assim: «Não deixam sinais na alma os bons costumes, senão os bons amores (...). Isto é em verdade o amor: obedecer e crer a quem amamos». À luz deste Evangelho podemos perguntar-nos: onde tenho posto o meu amor? Que fé e que obediência tenho no Senhor e no que a Igreja ensina? Que docilidade, simplicidade e confiança vivo com as coisas de Deus?


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«O Pão eucarístico, fármaco de imortalidade, antídoto contra a morte» (Santo Inácio de Antioquia)


«”Também vos quereis ir embora? Esta inquietante provocação ecoa no coração, e espera de cada pessoa uma resposta pessoal» (Bento XVI)


«O primeiro anúncio da Eucaristia dividiu os discípulos, tal como o anúncio da paixão os escandalizou(...). A Eucaristia e a cruz são pedras de tropeço (...). “Também vos quereis ir embora?” (Jo 6,67): esta pergunta do Senhor ecoa através dos tempos, como convite do seu amor a descobrir que só Ele tem “palavras de vida eterna” (Jo 6,68)» (Catecismo da Igreja Católica, n° 1336)

Fonte https://evangeli.net/


A QUEM IREMOS SENHOR??? Jo 6,60-69

HOMILIA


A revelação de Jesus como o pão descido do céu e de sua carne dada como alimento para a vida do mundo provocou incompreensão e murmurações entre os judeus (Jo 6,41.52). Muitos de seus discípulos também, sem entender, abandonaram Jesus. Ante esta atitude do povo, Jesus fazendo um pequeno comentário, pergunta aos seus discípulos: Acaso também vós quereis partir? Pelo que nos parece o abandono foi geral. O lugar ficou praticamente vazio e então era o momento de Jesus animar aos que restavam e que Ele tinha escolhido a dedo: os 12 apóstolos. Se a resposta fosse negativa, a pergunta pareceria uma exclusão de todos que deixando Jesus foram embora. Jesus praticamente lhes diz: Vós também sois do tipo pusilânime e covarde que na dificuldade desanima e foge? Também hoje e agora Jesus faz a mesma pergunta. Gostaria que não só não se esquecesse da resposta de Pedro como fizesse sua: Senhor, a quem iremos? Só Tu tens Palavras de vida eterna. Veja que a resposta de Pedro tem como sujeito a quem interpelar a palavra Senhor. Evidentemente, não é o mesmo Senhor do ressuscitado, que recebeu o poder. Mas indica que as Palavras de Jesus têm autoridade, poder e a capacidade de salvar as nossas vidas e por isso nos devemos submeter a elas. É preciso que, como Pedro, você tenha a consciência de que não existe em nenhum lugar do mundo outro nome no qual possa ser salvo, senão no nome e poder de Jesus. Suas são palavras que contem verdade eterna, a única que propriamente pode ser declarada como verdade. É por esta certeza que eu e você temos que acreditar. Pedro nos mostra que Ele é o Ungido, o Filho do Deus.


Afirmar que é o Filho do Deus vivo, é um ato de fé inusitado entre os discípulos de Jesus, não por aclamá-lo Messias, mas por declará-lo Filho de Deus, aceitando que o Pai é Deus. Assim, Pedro estava disposto a admitir e acreditar nessas palavras que eram palavras de vida.


Por outro lado, Jesus pede uma resposta clara a seus apóstolos e Pedro, em nome de todos, dá a única possível para um seguidor de Jesus. Este é o Ungido do Senhor e como Filho sabe perfeitamente a vontade do Pai, cujo seguimento é a verdadeira vida.


Para os homens de fora as palavras de Jesus constituem um fracasso. Os homens as escutam não com o espírito de obediência a quem fala da experiência como viva, mas com o critério de uma razão humana que se julga independente e absoluta: É o critério de Tomé: Se não vejo não creio. Jesus é o vidente que nos declara existirem matizes nas cores e nós somos os cegos que não podem captá-los. Negá-los porque não os podemos experimentar é cerrar-se ao mistério que sempre existe na grande verdade divina.


Vemos que Jesus se intitula o filho do homem como um caso particular de ser membro da família humana. Isto significa que ele pode ser visto e ouvido como um homem; mas com a particularidade de ser representante da divindade, ou seja, a face humana de Deus. Ele sabe como conduzir a humanidade e seu exemplo é paradigma de todos os que desejam viver suas vidas em conformidade com os planos e desígnios de Deus. Até dirá aprendei de mim que sou pacífico e humilde em minhas ambições e propósitos.


Em nossos dias a Palavra de Jesus tem uma resposta negativa: a incredulidade porque é palavra difícil, e exige uma submissão prática da vida não só no modo de pensar mas também no modo de atuar. Ou pode ter uma resposta positiva como a dada por Pedro: é a fé. Mas uma fé, não no homem sábio, brilhante, mas na testemunha que conta o que viveu no seio de Deus. A sua palavra está corroborada por obras admiráveis. Se nestas não acreditamos, desaparece o Filho de Deus e só fica o homem Jesus, admirável em palavras e condutas, mas puramente humano de quem podemos tomar as palavras que nos convêm e descartar as palavras difíceis que atrapalham o nosso ideal ou a nossa maneira de vida. Jamais será vida para nós.


Que Simão Pedro interceda por nós para que diante de tantos profetas da falsidade reconheça nas palavras de Jesus, a Vida, a Verdade e o Caminho que nos conduz a Deus no nosso Pai e digamos: A QUEM IREMOS SENHOR, SÓ TU TENS PALAVRAS DE VIDA ETERNA. Pai, por intermédio de São Pedro, dá-me inteligência para compreender as palavras de Jesus e aderir a elas, pois só assim estarei seguro para acolher a salvação que me ofereces.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

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Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

quarta-feira, 4 de maio de 2022

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 6,52-59 - 06.05.2022

Liturgia Diária


6 – SEXTA-FEIRA  

3ª SEMANA DA PÁSCOA


(branco – ofício do dia)



O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a força e a honra, aleluia! (Ap 5,12)


Todos têm sua própria história de sombra e luz. A conversão é passagem das trevas para a luz verdadeira, que é Jesus, por quem o pecador passa a viver, tornando-se instrumento do seu amor.


Evangelho: João 6,52-59


Aleluia, aleluia, aleluia.


Quem come a minha carne e bebe o meu sangue / em mim permanece, e eu vou ficar nele (Jo 6,56). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 52os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?” 53Então Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo, se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. 56Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim o que me come viverá por causa de mim. 58Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre”. 59Assim falou Jesus, ensinando na sinagoga em Cafarnaum. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 6,52-59

«Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós»


Rev. D. Àngel CALDAS i Bosch

(Salt, Girona, Espanha)

Hoje, Jesus faz três afirmações capitais como são: que se deve comer a carne do Filho do homem e beber o seu sangue, que se não se comunga não se pode ter vida; e que esta vida é a vida eterna e é a condição para a ressurreição (cf. Jo 6,53.58). Não há nada no Evangelho tão claro, tão rotundo e tão definitivo como estas afirmações de Jesus.


Não sempre os católicos estamos à altura do que merece a Eucaristia: às vezes se pretende “viver” sem as condições de vida assinaladas por Jesus e, contudo, como tem escrito João Paulo II, «a Eucaristia é um dom demasiado grande para admitir ambigüidades e reduções».


“Comer para viver”: comer a carne do Filho do homem para viver como o Filho do homem. Este comer se chama “comunhão”. É um “comer”, e dizemos “comer” para que fique clara a necessidade de assimilação, da identificação com Jesus. Comunga-se para manter a união: para pensar como Ele, para falar como Ele, para amar como Ele. Aos cristãos fazia-nos falta a encíclica eucarística de João Paulo II, A Igreja vive da Eucaristia. É uma encíclica apaixonada: é “fogo” porque a Eucaristia é ardente.


«Ardentemente desejei comer convosco esta ceia pascal, antes de padecer» (Lc 22,15), dizia Jesus ao entardecer da Quarta-feira Santa. Temos de recuperar o fervor eucarístico. Nenhuma outra religião tem uma iniciativa semelhante. É Deus que entra no coração do homem para estabelecer aí uma relação misteriosa de amor. E desde aí se constrói a Igreja e se faz parte no dinamismo apostólico e eclesiástico da Eucaristia.


Estamos tocando a entranha mesma do mistério, como Tomás, que apalpava as feridas de Cristo ressuscitado. Os cristãos teremos de revisar a nossa fidelidade ao fato eucarístico, tal como Cristo o tem revelado e a Igreja nos o propõe. E temos de voltar a viver a “ternura” para a Eucaristia: genuflexões pausadas e bem feitas, incremento do número de comunhões espirituais... E, a partir da Eucaristia, os homens nos aparecerão sagrados, tal como são. E lhes serviremos com uma renovada ternura.


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«O mesmo Criador e Senhor da natureza, que faz a terra produzir pão, também faz do pão o seu próprio corpo (porque ele prometeu e tem o poder de fazê-lo), e aquele que transformou a água em vinho, faz do vinho o seu sangue. É a Páscoa do Senhor!» (São Gaudêncio de Brescia)


«A Eucaristia continua a ser um 'sinal de contradição' e não pode deixar de sê-lo, porque um Deus que se faz carne e se sacrifica pela vida do mundo põe em crise a sabedoria dos homens» (Bento XVI)


«O Senhor dirige-nos um convite urgente a recebê-lo no sacramento da Eucaristia: 'Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em ti' (Jo 6,53)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.384)


Jesus Eucarístico é o pão celestial

HOMILIA


Irmãos e irmãs, o Evangelho próprio da liturgia da Palavra de hoje, Jo 6,52-59, termina expressando: «Jesus falou estas coisas ensinando, na sinagoga, em Cafarnaum» (v. 59). Quando alguém visita a atual Cafarnaum, na Terra Santa, encontra uma grande placa ao passar por uma das entradas daquela localidade, na qual se lê: “Cidade de Jesus”.


Assim Cafarnaum entrou para a história: o lugar utilizado como uma espécie de “quartel general” de Cristo, pois de lá, muitas vezes, Jesus partia e retornava das missões e se hospedava na casa da família de Pedro. Também se encontram, ali, as ruínas da sinagoga frequentada por Cristo e citada no Evangelho de hoje.


Neste contexto material e geográfico, Jesus revela, surpreendentemente, um alimento que não podia faltar naquela cidade, nos lares e na missão da Igreja: «Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia» (v. 54).


Um alimento espiritual, sacramental e escatológico que se chama, antes de tudo, Jesus Cristo! Jesus Eucarístico é o Pão Celestial! Ele estava em sua cidade e próximo de lugares que O acolhiam, mas Ele quis mais… muito mais! Ele quis fazer morada em nós e permanecer para sempre numa comunhão de vida  eterna, por fundamentar-se no amor eterno de Deus pela humanidade. Um Amor que se traduz em entrega total e eucarística: “Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele… Quem se alimenta com este pão viverá para sempre” (v. 56.58).


Sabemos o que é entrar e sair de uma casa e cidade, mas permanecer para sempre realmente é uma experiência que foge completamente às capacidades puramente racionais, físicas e temporais. O impacto do espaço e do tempo atualmente nos tomam, como um peixe tomado e mergulhado na água. Mas fomos criados para águas mais puras, refrescantes, cristalinas e incontamináveis, ou seja, no plano de Deus todo ser humano foi criado para Ele. Por isso, Ele comunicou o Pão da Palavra e instituiu, na Quinta-feira Santa, o Sacramento dos Sacramentos, o qual nos leva a exclamar: “Graças e louvores se deem neste e em todo o momento ao Santíssimo Sacramento”. Assim, podemos antecipar – como penhor – pelo Sacramento do Filho do Homem e Filho de Deus, a participação na vida eterna.


Ainda que seja um desafio para a nossa fé e humilhação às inteligências orgulhosas, o Sacramento da Eucaristia pode e precisa ser acreditado, celebrado, comungado e adorado para ficarmos, então, surpreendidos positivamente pelas promessas e realizações do Senhor, diferentemente de muitos que O acompanhavam e O seguiam com espírito cético e provocador: «Como é que ele pode dar a sua carne a comer?» (v. 52). E o Pão da Vida não recuou e nem contradisse as Suas palavras por medo de perder “público ou ibope”, muito pelo contrário: fez questão de reforçar este dom e necessidade de cada um: «Em verdade, em verdade, voz digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós» (v. 53).


Mas eu não mereço tamanho dom de tomar, comer e beber deste Cálice! Realmente, em cada Santa Missa, mirando o Corpo de Deus nas mãos dos sacerdotes, precisamos, primeiramente, reconhecer a nossa indignidade: “Senhor, eu não sou digo de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salvo”. Mas também não podemos deixar de ver, nesta insistência de Cristo, uma grande manifestação da gratuidade divina.


O Papa emérito Bento XVI, que hoje recorda o dia de sua eleição para ocupar a Cátedra de Pedro, deixou claro esta graça que todos podem receber, ainda que exijam condições básicas como o objetivo estado de graça: «Trata-se de um dom absolutamente gratuito, devido apenas às promessas de Deus cumpridas para além de toda e qualquer medida. A Igreja acolhe, celebra e adora este dom com fiel obediência. O “mistério da fé” é mistério de amor trinitário, no qual, por graça, somos chamados a participar» (BENTO XVI, Exort. Apost. Sacramentum Caritatis, nº 8).


Neste tempo pascal, a Igreja de Cristo convida-nos a dar – pessoalmente e comunitariamente – nossa resposta perante o misterioso Dom da Eucaristia, Pão da Vida que constrói moradas de Deus em meio e dentro dos homens e mulheres. Pão da Cidade de Deus, capaz de dar sentido, alimentar e transformar as cidades e lares dos homens. Pão que alimenta e santifica a Casa de Deus no mundo, a Igreja, reanima a Igreja doméstica e encaminha para a nossa Páscoa pessoal e eterna, ou seja, prepara-nos para morarmos para sempre na verdadeira e permanente cidade de Jesus.


Padre Fernando Santamaria – Comunidade Canção Nova

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terça-feira, 3 de maio de 2022

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 6,44-51 - 05.05.2022

Liturgia Diária5 – QUINTA-FEIRA  

3ª SEMANA DA PÁSCOA


(branco – ofício do dia)



Cantemos ao Senhor, ele se cobriu de glória. O Senhor é a minha força e o meu cântico: foi para mim a salvação, aleluia! (Ex 15,1s)


O que Deus quer e espera de todos nós é que sejamos discípulos e discípulas de seu Filho, cultivando no coração o desejo de ouvir e viver sua Palavra, multiplicando-a e divulgando-a em todas as circunstâncias.



Evangelho: João 6,44-51


Aleluia, aleluia, aleluia.


Eu sou o pão vivo descido do céu, / quem deste pão come sempre há de viver (Jo 6,51). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44“Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído vem a mim. 46Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo, quem crê possui a vida eterna. 48Eu sou o pão da vida. 49Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer nunca morrerá. 51Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 6,44-51

«Eu sou o pão vivo que desceu do céu»


Rev. D. Pere MONTAGUT i Piquet

(Barcelona, Espanha)

Hoje cantamos ao Senhor de quem recebemos a glória e o triunfo. O Ressuscitado se apresenta perante sua Igreja com aquele «Sou o que sou» que o identifica como fonte de salvação: «Eu sou o pão da vida» (Jo 6,48). Em ação de graça, a comunidade reunida em torno ao Vivente o conhece amorosamente e aceita a instrução de Deus, reconhecida agora como o ensino do Pai. Cristo, imortal e glorioso, nos faz lembrar de novo que o Pai é o autêntico protagonista de tudo. Os que o escutam e nele acreditam, vivem em comunhão com o que vêm de Deus, com o único que o tem visto e, assim, a fé é o começo da vida eterna.


O pão vivo é Jesus. Não é um alimento que assimilemos, senão que pelo contrário nos assimila. Ele nos faz ter fome de Deus, sede de escutar sua Palavra que é gozo e alegria do coração. A Eucaristia é antecipação da glória celestial: «Partimos um mesmo pão, que é remédio de imortalidade, antídoto para não morrer, para viver por sempre em Jesus Cristo» (Santo Inácio de Antioquia). A comunhão com a carne de Cristo ressuscitado nos faz acostumar com tudo aquilo que desce do céu, quer dizer, receber e assumir nossa verdadeira condição: Estamos feitos para Deus e somente Ele sacia plenamente nosso espírito.


Mas esse pão vivo não nos fará viver um dia mais além da morte física, senão que nos foi dado agora «pela vida do mundo» (Jo 6,51). O desígnio do Pai, que não nos criou para morrer, está ligado à fé e ao amor. Quer uma resposta atual, livre e pessoal, a sua iniciativa. Cada vez que comemos esse pão, adentremo-nos no Amor mesmo! Já não vivemos para nós mesmos, já não vivemos no erro. O mundo ainda é precioso porque há quem continua amando-o até o extremo, porque há um Sacrifício do qual se beneficiam até os que o ignoram.


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«A participação no corpo e sangue de Cristo nada mais faz senão tornar-nos naquilo que recebemos, e sejamos portadores, no nosso espírito e na nossa carne, d'Aquele em quem e com quem fomos mortos, sepultados e ressuscitados» (S. Leão o Grande)


«Vivamos a Eucaristia num espírito de fé, de oração, de perdão, de penitência, de alegria comunitária, de preocupação com os mais necessitados, na certeza de que o Senhor realizará aquilo que nos prometeu: a vida eterna» (Francisco)


«A Eucaristia é fonte e cume de toda a vida cristã´ (Concilio Vaticano II).Os restantes sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e obras de apostolado, estão vinculados com a sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Com efeito, na santíssima Eucaristia está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, nossa Páscoa» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1324)

Fonte https://evangeli.net/


JESUS É O PÃO DA RECONCILIAÇÃO Jo 6,44-51

HOMILIA


A Palavra pregada por Jesus deve ser recebida, acolhida, comida e ruminada pois ela é Palavra de vida eterna. Assim, a humanidade alimentada pela Palavra viva que é Jesus, com a alegria e a fé nascida do alimento que Deus lhe deu reconhece que Ele é o pão da vida, que lhe conduz à comunhão com o Pai e e por isso lhe dá a vida divina. Por sua vez com alegria e entusiamo deve comprometer-se com ela e anunciá-la aos seus irmãos fazendo com ela uma unica realidade. Pois assim como Jesus e o Pai são um só, assim também a humanidade deve ser uma só com Ele. Este foi, é deverá ser sempre o conteúdo da mensagem de Jesus. É fundamental que nós cristãos lutemos pela unidade en não pela desunião.


Para nós o ditado segundo o qual, “cada um por si Deus por todos”, não tem lugar. Mesmo entre os aqueles que não se conhecem ou são de outras confissões religiosas. Quando você se encontra com os que não são católicos qual tem sido o teu comportamento? De que tem falado ou discutido? Quanto à mim, por exemplo numa dialogo sobre coisas que nos dividem. Mas sim sobre coisas que nos aproximam e unem. Muitas vezes nós nos julgamos os melhores e os sabedores de tudo. Mas nos esquecemos que o nosso Deus também é o Deus daqueles que julgamos ruins.


A mim e a você hoje Jesus volta a ensinar. Mostra-nos que Ele e o Pai estão unidos pelo mesmo amor. A mesma união com o Pai deve acontecer com os discípulos que estão unidos a Jesus. Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. Viver em comunão com Deus e entre nós deve ser nosso desejo e nossa missão de cristãos. Fomos feitos para a comunhão de irmãos, jamais para a divisão e separação. Portanto se você estiver vivendo isso, hoje mesmo levante-se vai ter com a pessoa com quem você não fala, com quem você brigou ou discutiu. Vai pedir perdão e reconcilie-se com ela. Este é o pão do qual Jesus em redundância quer que comamos: Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer desse pão, viverá para sempre. E o pão que eu darei para que o mundo tenha vida é a minha carne.


Estamos diante da continuação do longo discurso sobre o pão, pronunciado após a partilha dos pães com a multidão, na montanha. Um dos aspectos que Jesus vem salientando é que a iniciativa da salvação vem do Pai. Ninguém se faz discípulo de Jesus se não for designado por Deus seu Pai. E todo aquele escuta a sua palavra e procura fazer a vontade daquele que o enviou é introduzido na vida que nunca mais terá fim. Visto que: aqui está o pão que desce do céu; e quem comer desse pão nunca morrerá.


Nos nossos dias alimentar-se de Jesus é ter vida é contemplá-lo e seguir seus passos. No serviço, na fraternidade e na solidariedade social, na busca da justiça e da paz, entra-se em comunhão de vida eterna com Jesus.


Deixemo-nos tocar pelo convite que Jesus. Vinde convidados do meu Pai, a mesa está posta vinde. Participemos plena, consciente e ativamente; comamos e bebamos o corpo e o sangue de Jesus. Repito esta mesa é a mesa da compreensão, do diálogo, do perdão, da reconciliação. Ninguém se deve aproximar dela se não perdoar de todo o coração a seu irmão, irmã, marido, esposa, esposo, filhos, colegas amigos e até os seus inimigos. Mas padre, o que ele me fez foi muito duro e dolorido. Sinto as feridas até agora. Eu lhe respondo “busque em primeiro lugar o Reino dos céu e a sua justiça e o resto lhe será dado por acréscimo”! É Jesus quem está dizendo isso pra você meu irmão e minha irmã. Corra atrás daquilo que vo chama de prejuízo. Deus é maior, Ele pode tudo! Alias o verdadeiro cristão não deve ser inimigos e a ninguém deve ter dívida senão a dívida do amor!

Fonte https://www.paulus.com.br/

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segunda-feira, 2 de maio de 2022

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 6,35-40 - 04.05.2022

Liturgia Diária


4 – QUARTA-FEIRA  

3ª SEMANA DA PÁSCOA


(branco – ofício do dia)



Que o vosso louvor transborde de minha boca; meus lábios exultarão, cantando de alegria, aleluia! (Sl 70,8.23)


Existem pessoas que se opõem à vontade de Deus e tentam destruir o testemunho de fé dos seguidores de Jesus. No entanto, dos próprios obstáculos brotam novas possibilidades para a continuidade da missão.


Evangelho: João 6,35-40


Aleluia, aleluia, aleluia.


Quem vê o Filho e nele crê, este tem a vida eterna, / e eu o farei ressuscitar no último dia, diz Jesus (Jo 6,40). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 35“Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede. 36Eu, porém, vos disse que vós me vistes, mas não acreditais. 37Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei. 38Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. 40Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 6,35-40

«Aquele que vem a mim, não terá fome»


Fr. Gavan JENNINGS

(Dublín, Irlanda)

Hoje, vemos o quanto preocupa a Deus nossa fome e nossa sede. Como poderíamos continuar pensando que Deus é indiferente diante de nossos sofrimentos? Mais ainda, muito frequentemente "recusamos a crer" no amor terno que Deus tem por cada um de nós. Escondendo-se a Si mesmo na Eucaristia, Deus mostra a incrível distância que Ele está disposto a percorrer para saciar nossa sede e nossa fome.


Mas, de que se trata a nossa "sede" e a nossa "fome"? Definitivamente, são a fome e a sede da "vida eterna". A fome e a sede físicas são somente um pálido reflexo de um profundo desejo que cada homem tem diante da vida divina que somente Cristo pode alcançar-nos. «Esta é a vontade do meu Pai: que todo aquele que veja ao Filho e creiam Nele, tenha vida eterna» (Jn 6,39). E o que devemos fazer para obter esta vida eterna tão desejada? Algum fato heroico ou sobre-humano? Não! É algo muito mais simples. Por isso, Jesus diz: «Aquele que vier a mim não o expulsarei» (Jn 6,37). Nós só temos que buscá-lo, ir a Ele.


Estas palavras de Cristo nos estimulam a aproximar-nos a Ele cada dia na Missa. É a coisa mais simples no mundo!: Simplesmente, assistir à Missa; rezar e então receber seu Corpo. Quando o fazemos, não somente possuímos esta nova vida, mas que ademais a irradiamos sobre outros. O Papa Francisco, então Cardeal Bergoglio, em uma homilia do Corpus Christi, disse: «Assim como é lindo despois de comungar, pensar nossa vida como uma Missa prolongada na que levamos o fruto da presença do Senhor ao mundo da família, do bairro, do estudo e do trabalho, assim também nos faz bem pensar em nossa vida cotidiana como preparação para a Eucaristia, na que o Senhor toma tudo o que é nosso e o oferece ao Pai».


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Senhor, fazei de mim o que Vos aprouver. Não coloco qualquer impedimento ou restrição perante Vós, pois Vós sois todo o meu deleite e o amor da minha alma. E eu, do mesmo modo, derramo perante Ti a torrente das minhas confidências» (Santa Faustina Kowalska)


«Só aquele que é Deus, vê Deus, e esse é Jesus. Ele fala realmente desde a visão do Pai, a partir do diálogo permanente com o Pai, um diálogo que é a sua vida» (Benedito XVI)


«O Filho de Deus, descido do céu, não para fazer a sua vontade mas a do seu Pai, que O enviou´ (Jo 6,38),diz, ao entrar no mundo: (...) Eis-me aqui, (...) ó Deus, para fazer a tua vontade´. E em virtude dessa mesma vontade, é que nós fomos santificados, pela oferenda do corpo de Jesus Cristo» (Catecismo da Igreja Católica, nº 606)


Outros comentários

«Esta é a vontade do meu Pai: quem vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna»


Rev. D. Joaquim MESEGUER García

(Rubí, Barcelona, Espanha)

Hoje, Jesus apresenta-se como o pão da vida. À primeira vista, causa curiosidade e perplexidade a definição que dá de si mesmo; mas, quando aprofundamos, damo-nos conta de que nestas palavras se manifesta o sentido da sua missão: salvar o homem e dar-lhe vida. «E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia» (Jo 6,39). Por esta razão e para perpetuar a sua ação salvadora e a sua presença entre nós, Jesus Cristo fez-se para nós alimento de vida.


Deus torna possível que acreditemos em Jesus Cristo e nos aproximemos dele: «Todo aquele que o Pai me dá, virá a mim, e quem vem a mim eu não lançarei fora, porque eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou» (Jo 6,37-38). Aproximemo-nos, pois, com a fé Àquele que quis ser nosso alimento, nossa luz e nossa vida, «já que a fé é o princípio da verdadeira vida», como afirma Santo Inácio de Antioquia.


Jesus Cristo convida-nos a segui-lo, a alimentarmo-nos dele, dado que isto é o que significa vê-lo e crer nele, já que nos ensina a realizar a vontade do Pai, tal como Ele a leva a cabo. Ao ensinar aos discípulos a oração dos filhos de Deus, o Pai-Nosso, colocou seguidos estes pedidos: «Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu. O pão-nosso de cada dia nos dai hoje». Este pão não se refere apenas ao alimento material, mas a si mesmo, alimento de vida eterna, com quem devemos permanecer unidos um dia atrás de outro com a coesão profunda que nos dá o Espírito Santo.

Fonte https://evangeli.net/


EU SOU O PÃO DA VIDA - Jo 6,35-40

HOMILIA


Apos, a partilha do pão, Jesus num discurso se descreve como sendo o Pão que dá a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede. Aqui vemos uma expressa declaração de Jesus do realmente Ele é para nós. Diferente do maná que os nossos pais no deserto comeram e morreram.


Jesus revela-se como dom do Pai, ou melhor, como pão do Pai: «É o meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do Céu, pois o pão de Deus é aquele que veio do Céu e dá vida aos homens», vimos em Jo 6,32-33.


Portanto, Jesus define-se a si próprio como Pão da vida que é necessário comer mediante a fé: «Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não mais terá fome e quem crê em mim jamais terá sede» (Jo 6,35); Ele reafirma com insistência a sua identidade como pão da vida oferecido para ser comido, não obstante a murmuração dos judeus perante as suas palavras.


Ao dizer: «Eu sou o pão que desceu do Céu» (Jo 6,41) e explicita o significado desta expressão quando explicita o que ele é: «Eu sou o pão que dá vida… Este é o pão que desceu do Céu; se alguém comer dele, não morrerá. Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu».


A vontade do Pai, ao enviar o Filho, é que quem vê o Filho; suas palavras e ações e nele crê, seguindo seus passos, tenha a vida eterna.


Para nós cristãos, comer o pão do céu significa assimilar o seu amor e seu exemplo de serviço, de partilha e dom da vida. Acolhamos e comamos, pois, deste pão do céu para que venhamos a ressuscitar no último dia para a vida eterna.


Pai transforma-me em discípulo autêntico de teu Filho Jesus, para que possa enxergar, receber e me transformar n’Aquele que recebo em Comunhão e assim experimente já o céu aqui na terra.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 14,6-14 - 03.05.2022

Liturgia Diária


3 – TERÇA-FEIRA  

SANTOS FILIPE E TIAGO MENOR


APÓSTOLOS E MÁRTIRES


(vermelho, glória, pref. dos apóstolos, – ofício da festa)



Estes são os santos que Deus escolheu no seu amor. Deu-lhes uma glória eterna, aleluia!


Filipe provém de Betsaida, lugar de origem de Pedro e André. É o apóstolo que convida Natanael a conhecer mais intimamente Jesus: “Vem e verás”. Com ele aprendemos a nos deixarmos conquistar pelo Senhor, a fim de anunciá-lo aos outros com maior eficácia. Tiago, filho de Alfeu, natural de Nazaré, parente de Jesus, desempenhou importante papel na Igreja de Jerusalém. A ele é atribuída a carta de Tiago, que nos anima a viver um cristianismo concreto e prático.


Evangelho: João 14,6-14


Aleluia, aleluia, aleluia.


Sou o caminho, a verdade e a vida, diz Jesus; / Filipe, quem me vê, igualmente vê meu Pai! (Jo 14,6.9) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, Jesus disse a Tomé: 6“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. 7Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”. 8Disse Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!” 9Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai’? 10Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. 11Acreditai-me, eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa dessas mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço e fará ainda maiores do que estas, pois eu vou para o Pai. 13E o que pedirdes em meu nome, eu o realizarei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14Se pedirdes algo em meu nome, eu o realizarei”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 14,6-14

«Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Quem me viu, tem visto o Pai»


Rev. D. Joan SOLÀ i Triadú

(Girona, Espanha)

Hoje celebramos a festa dos apóstolos Filipe e Tiago. O Evangelho refere-se àqueles diálogos que Jesus tinha somente com os Apóstolos, onde procurava ir formando-os, para que tivessem ideias claras sobre sua pessoa e sua missão. Os Apóstolos estavam imbuídos das ideias que os judeus haviam formado sobre a pessoa do Messias: esperavam um libertador terrenal e político, enquanto que a pessoa de Jesus não respondia absolutamente nada a estas imagens preconcebidas.


As primeiras palavras que lemos no Evangelho de hoje é uma resposta a uma pergunta do apóstolo Tomé. Jesus respondeu: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim» (Jo 14,6). Esta resposta a Tomé dá pé à petição de Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta» (Jo 14,8). A resposta de Jesus é —em realidade— uma repreensão: Jesus respondeu: «Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me conheces? Quem me viu, tem visto o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai’?» (Jo 14,9).


Os Apóstolos não entendiam a unidade entre o Padre e Jesus, eles não podiam ver ao Deus e Homem na pessoa de Jesus. Ele não se limita a demonstrar sua igualdade com o Pai, mas também lhes recorda que eles serão os que continuarão com a sua obra salvadora: outorga-lhes o poder de fazer milagres, lhes promete que estará sempre com eles e, qualquer coisa que se peça em seu nome, será concedida.


Estas respostas de Jesus aos Apóstolos, também estão dirigidas a todos nós. São Josémaria, comentando este texto, diz: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. O senhor com estas inequívocas palavras nos demonstrou qual é a vereda autêntica que leva à felicidade eterna (...). Declara a todos os homens, e especialmente nos recorda a quem, como tu e como eu, lhe dissemos que estamos decididos a levar a serio nossa vocação de cristãos».


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Cristo mesmo é o caminho, por isso diz: Eu sou o caminho. O qual tem uma explicação muito verdadeira, já que por médio de Ele podemos nos aproximar ao Padre» (Santo Tomás de Aquino)


«Felipe nos ensina a nos deixar conquistar por Jesus, a estar com Ele e a convidar também aos outros a compartilhar essa companhia indispensável; e, vindo, encontrando a Deus, a encontrar a verdadeira vida» (Bento XVI)


«Deus “quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Tm 2,4), quer dizer, de Cristo Jesus. Por isso, é preciso que Cristo seja anunciado a todos os povos e a todos os homens, e que, assim a Revelação chegue aos confins do mundo» (Catecismo da Igreja Católica, n° 74)

Fonte https://evangeli.net/


JESUS É A VERDADE, O CAMINHO E A VIDA Jo 14,1-6

HOMILIA


Sabendo que pouco tempo lhe restaria no meio dos seus discípulos, Jesus pôs-se a mostrar-lhes muitas coisas que eles teriam que enfrentar quando Ele fosse embora para perto do Pai. Falava da casa do Pai e suas moradas. Prometia-lhes preparar um lugar para eles na Casa de Deus. Porém, os discípulos, permaneciam tendo dúvidas e não entendiam muito bem do que Jesus lhes falava.


A palavra que Jesus nos dirige hoje é o Sim que significa a Verdade, o Caminho e a Vida. Jesus é a verdade de Deus. Verdade que salva que redime que liberta e cura as nossas doenças. Ao responder sim, estamos dizendo que nós acreditamos e temos certeza absoluta de que tudo o que foi dito é a pura verdade e não há outra. Infelizmente existem ainda hoje muitas pessoas que como Tomé, não enxergam o caminho que nos conduz a verdadeira felicidade. Todavia, felizmente para estas pessoas, Jesus nos envia para que lhes provemos que Jesus é tudo para nós.


Quando Jesus usa as palavras: em verdade vos digo, que João duplica: Em verdade, em verdade vos digo, está reproduzindo a palavra do Senhor na boca dos profetas; está sublinhando não só que Ele é o enviado do Deus de verdade, mas que as Suas palavras são verdadeiras cheias do querer do Pai.


Jesus quis dizer com elas que o Seu Sim, é o Sim à Deus Pai! Que Ele é a testemunha fiel e verdadeira, o Princípio da criação de Deus. Ele é a Verdade de Deus, vive a verdade de Deus e diz a verdade de Deus, dá testemunho da verdade de Deus. Só Ele tem a verdade completa. Só por ELE que vamos ao Pai. Ele é o único caminho que nos leva ao Pai. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim.


Por Ele Deus realiza plenamente as suas promessas e mostra que Nele não há “sim” e “não” mas apenas “Sim” e por meio Dele que devemos dizer o nosso “sim” a Deus para a glória de Deus!


Por isso que no batismo a voz do Pai vindo do céu dizia: Tu és o meu Filho amado, em Ti encontro o meu agrado e na transfiguração a voz do Pai repete estas mesmas palavras acrescentando: Escutem o que Ele diz. É Ele que tem a verdade, a minha verdade!


Portanto, não precisamos ficar perturbados colocando dúvidas nos nossos pensamentos, buscando segurança em outros caminhos. Pelo contrário, devemos seguir os conselhos do Mestre: Tendes fé em Deus, tende fé em mim também e confiarmos em que a nossa morada já está preparada no céu e, que hoje, o céu é o nosso coração, casa de Deus, lugar onde Jesus habita pelo poder do Espírito Santo. Queres chegar ao Pai no Céu, que nos garante a vida plena e verdadeira felicidade? Procure Jesus. Ele é o Caminho a Verdade e a Vida. Não busques outros caminhos. Reaviva a fé, a disposição, a coragem, a humildade, a oração e procure alimentar-te sempre do conhecimento das palavras: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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