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terça-feira, 1 de agosto de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 13,54-58 - 04.08.2023

Liturgia Diária


4 – SEXTA-FEIRA 

SÃO JOÃO MARIA VIANNEY


PRESBÍTERO E CONFESSOR


(branco, pref. comum, ou dos pastores – ofício da memória)



Eu vos darei pastores segundo o meu coração, que vos conduzam com inteligência e sabedoria (Jr 3,15).


João Maria nasceu na França em 1786 e lá faleceu em 1859. Ordenado presbítero, foi enviado à aldeia de Ars, onde se tornou imagem viva do Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas. Dedicou-se à pregação e à conversão não somente junto a seus conterrâneos, mas também em favor de outras regiões, cujos habitantes compareciam para ouvir suas orientações e dele receber o sacramento do perdão. Foi proclamado pela Igreja padroeiro dos sacerdotes. A celebração de sua memória nos anime a vivenciar os valores cristãos na família e na sociedade.


Evangelho: Mateus 13,54-58


Aleluia, aleluia, aleluia.


A Palavra do Senhor permanece eternamente, / e esta é a Palavra que vos foi anunciada (1Pd 1,25). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 54dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? 55Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 56E suas irmãs não moram conosco? Então, de onde lhe vem tudo isso?” 57E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: “Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!” 58E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé. – Palavra da salvação.


Reflexão - Evangelho: Mateus 13,54-58

«Um profeta só não é valorizado em sua própria cidade e na sua própria casa»


Rev. D. Jordi POU i Sabater

(Sant Jordi Desvalls, Girona, Espanha)

Hoje, como naquele tempo, é difícil falar de Deus àqueles que nos conhecem há muito tempo. No caso de Jesus, são João Crisóstomo comenta: «Os nazarenos admiravam-se Dele, mas essa admiração não os levava a crer, mas a sentir inveja, como se dissessem: `Porque Ele, e não eu´». Jesus conhecia bem aqueles que em vez ouvi-lo, escandalizavam-se por causa Dele. Eram parentes, amigos, vizinhos pessoas que Ele apreciava, mas justamente a eles não chegará a mensagem da salvação.


Nós —que não podemos fazer milagres nem temos a santidade de Cristo— não provocaremos inveja (ainda se por acaso possa acontecer, se realmente nos esforçarmos por viver como cristãos). Seja como for, nos encontraremos, como Jesus, com aqueles a quem amamos ou apreciamos, são os que menos nos escutam. Neste sentido, devemos recordar, também, que as pessoas vêem mais os defeitos do que as virtudes, e aqueles que estiveram ao nosso lado durante anos podem dizer interiormente —Tu que fazias (ou fazes) isto ou aquilo, o que vais me ensinar?


Pregar ou falar de Deus entre as pessoas do nosso povo ou família é difícil, mas é necessário. É preciso dizer que Jesus quando ia a casa estava precedido pela fama de seus milagres e sua palavra. Talvez, nós precisaremos estabelecer um pouco de fama de santidade por fora (e dentro) de casa antes de “predicar” às pessoas da casa.


São João Crisóstomo acrescenta no seu comentário: «Presta atenção, por favor, na amabilidade do Mestre: não lhes castiga por não ouvi-lo, mas diz com doçura: `Um profeta só não é valorizado em sua própria cidade e na sua própria casa´(Mt 13,57). Resulta evidente que Jesus iria-se triste desse lugar, mas continuaria suplicando para que sua palavra salvadora fosse bem-vinda no seu povo.


E nós (que nada vamos perdoar ou deixar de lado), igual temos que orar para que a palavra de Jesus chegue até aqueles que amamos, mas não querem nos ouvir.


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Um pouco de fé pode muito» (São João Crisóstomo)


«A fé floresce quando nos deixamos “atrair” pelo Pai para Jesus, e vamos e Ele com o coração aberto. Aí nós recebemos o dom, o dom da Fé» (Francisco)


«Para o cristão, crer em Deus é crer inseparavelmente em Aquele que Deus enviou, “no seu Filho muito amado” em quem Ele pôs todas as suas complacências (Mc 1,11). Deus mandou-nos que O escutássemos (...) (Mc9,7)» (Catecismo da Igreja Católica, n° 151)

Fonte https://evangeli.net/


JESUS É REJEITADO EM NAZARÉ Mt 13,54-58

HOMILIA


Os conterrâneos de Jesus O tinham visto partir como filho de carpinteiro, e agora O reencontram como Mestre, rodeado de discípulos. É uma novidade que interpretam somente como vantagem social. Isso os impede de acolherem a Palavra de Deus e a explicação das Escrituras e a Sua revelação como o Ungido de Deus. Vista a posição de Jesus neste prisma cria-se neles a impressão de que Jesus partiria acabando por deixá-los outra vez na sua pobreza.


A sabedoria de Jesus deixou intrigada a população de Nazaré, onde ele vivera desde a infância: De onde lhe vinham tanta sabedoria e o poder de fazer milagres? Não era possível que o filho de um carpinteiro, bem conhecido no povoado, manifestasse uma sabedoria maior que a dos grandes mestres. Era inexplicável como alguém, cujos parentes nada tinham de especial, falasse com tamanha autoridade. Os concidadãos de Jesus suspeitavam dele, e não acreditavam que estivesse falando e agindo por inspiração divina. Por este motivo, o Mestre tornou-se para eles motivo de escândalo.


Na última parte do texto de hoje, Jesus nos dá um puxão de orelha. Porque muitas vezes fechamos os nossos ouvidos para acolher o conselho, a advertência e o ensino daqueles que são nossos parentes, familiares, vizinhos ou conhecidos. E por outro encoraja-nos a não desistirmos da nossa missão de anunciar o reino de Deus seja a que custo for. Jesus nos ensina que a tarefa é dura. E, sobretudo, quando se trata de evangelizar a partir de dentro de casa. Para Jesus também não foi fácil ser profeta na sua casa, na sua família. As pessoas duvidavam dele, não queriam acreditar no Seu poder e por isso mesmo Ele não fez ali muitos milagres.


A experiência de rejeição não chegou a desanimar Jesus. Ele se deu conta de estar vivendo uma situação semelhante à dos antigos profetas de Israel. Nenhum deles foi aceito e reconhecido pelo povo ao qual tinham sido enviados. Antes, todos foram desprezados e humilhados, quando não, assassinados de maneira perversa e desumana.


Jesus não perdeu tempo com quem se obstinava em não aceitá-lo. Por isso, não realizou em Nazaré muitos milagres. Seria perda de tempo, acarretaria ainda mais maledicência, acirraria os ânimos do povo. Por isso, seguiu em frente, buscando quem estivesse aberto para deixar-se tocar por sua mensagem. O fracasso não o abateu nem atenuou o ardor com que realizava a missão que o Pai lhe tinha confiado.


Jesus é Aquele irmão que Deus nosso Pai nos enviou para nos mostrar o caminho que nos leva para o Céu. E então, precisamos estar atentos para acolher as pessoas que dentro da nossa casa nos abrem os olhos e são instrumentos de Deus para nossa conversão. Ouvidos atentos e coração aberto, porque o Senhor fala por meio de quem nós nunca nem esperávamos que falasse. Muitas vezes Deus nos manda Seus emissários que nos aconselham com palavras de sabedoria que Ele próprio sugeriu para nós. Porém, por ser essa pessoa, simplesmente alguém que é muito conhecido nosso, nós desprezamos as recomendações de Deus. Nesse caso, os milagres também não acontecem na nossa vida, e muitos problemas nunca serão solucionados por causa da nossa impertinência.


Pai, livra-me da tentação de querer enquadrar-te em meus mesquinhos esquemas. Que eu saiba reconhecer e respeitar o teu modo de agir.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

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Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

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sábado, 15 de julho de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 11,20-24 - 18.07.2023

Liturgia Diária


18 – TERÇA-FEIRA 

15ª SEMANA DO TEMPO COMUM


(verde – ofício do dia)



Contemplarei, justificado, a vossa face; e serei saciado quando se manifestar a vossa glória (Sl 16,15).


Deus se serve de pessoas e circunstâncias inesperadas para traçar o roteiro de sua intervenção salvadora. Nesta liturgia bendigamos ao Senhor por sua “salvação que nunca falha” e nos proponhamos procurá-lo dia após dia, em espírito de constante conversão.


Evangelho: Mateus 11,20-24


Aleluia, aleluia, aleluia.


Oxalá ouvísseis hoje a sua voz. / Não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 20Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido. 21“Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós tivessem sido feitos em Tiro e Sidônia, há muito tempo elas teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza. 22Pois bem! Eu vos digo, no dia do julgamento, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós. 23E tu, Cafarnaum! Acaso serás erguida até o céu? Não! Serás jogada no inferno! Porque, se os milagres que foram realizados no meio de ti tivessem sido feitos em Sodoma, ela existiria até hoje! 24Eu, porém, vos digo: no dia do juízo, Sodoma será tratada com menos dureza do que vós!” – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 11,20-24

«Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida!»


Fr. Damien LIN Yuanheng

(Singapore, Singapura)

Hoje, Cristo repreende a duas cidades de Galileia, Corozain e Betsaida, por sua incredulidade: «Ai de ti, Corozaín! ¡Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e no Sidão, tivessem feito os milagres que se fizeram em vocês, (...) “teriam se convertido» (Mt 11,21). Jesus mesmo dá depoimento em favor das cidades fenícias, Tiro e Sidão: estas teriam feito penitência, com grande humildade, de ter experimentado as maravilhas do poder divino.


Ninguém é feliz recebendo uma boa repreensão. No entanto, deve ser especialmente doloroso ser repreendido por Cristo, Ele que nos ama com um coração infinitamente misericordioso. Simplesmente, não há desculpa, não há imunidade quando se é repreendido pela própria Verdade. Recebamos, então, com humildade e responsabilidade cada dia o chamado de Deus à conversão.


Também notamos que Cristo não anda com rodeios. Ele situou a sua audiência frente a frente diante da verdade. Devemos examinar-nos sobre como falamos de Cristo aos outros. Frequentemente, também nós temos que lutar contra nossos respeitos humanos para pôr os nossos amigos diante das verdades eternas, tais como a morte e o juízo. O Papa Francisco, conscientemente, descreveu são Paulo como um “escandaloso”: «O Senhor sempre quer que vamos mais longe... Que não nos refugiemos em uma vida tranquila nem nas estruturas caducas (…). E Paulo, incomodava predicando o Senhor. Mas ele ia adiante, porque tinha dentro de sí aquela atitude cristã que é o cuidado apostólico. Não era um “homem de compromisso”». Não devemos evadir do nosso dever de caridade!


Talvez, como eu, encontrarás iluminadoras estas palavras de são Josémaria Escrivá: «(…) Trata-se de falar em sábio, em cristão, mas de modo acessível a todos». Não podemos dormir no ponto —acomodar-nos— para sermos entendidos por muitos, pois devemos pedir a graça de ser humildes instrumentos do Espírito Santo, com o fim de situar de cheio a cada homem e a cada mulher diante da Verdade divina.


Pensamentos para o Evangelho de hoje

«Não há nada tão agradável e amado por Deus como o facto de que os homens se comvirtam a Ele com sincero arrependimento» (São Máximo, o Confessor)


«Jesus exprime o seu desgosto ao ver-se atacado pelo seu próprio povo: 'Se os milagres realizados entre vós tivessem sido feitos em Tiro e Sidom'... Nesta comparação severa, mas também amarga, está toda a história da salvação» (Francisco)


«O coração do homem é pesado e endurecido. É necessário que Deus dê ao homem um coração novo (cf. Ez 36,26-27) (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1432)


Outros comentários

«Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida!»


Rev. D. Pedro-José YNARAJA i Díaz

(El Montanyà, Barcelona, Espanha)

Hoje, o Evangelho nos fala do juízo histórico de Deus sob Corazim, Cafarnaum e outras cidades: «Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Se em Tiro e Sidônia se tivessem realizado os milagres feitos no meio de vós, há muito tempo teriam demonstrado arrependimento (...)» (Mt 11,21).Tenho meditado essa passagem entre suas escuras ruínas, que é tudo o que fica delas. Minha reflexão não me deixou alegre pelo fracasso que sofreram. Pensava: nas nossas populações, em nossos bairros, nas nossas casas, por elas também passou o Senhor e... O levamos em conta? Eu o levei em conta?


Com uma pedra na mão, tenho falado comigo mesmo: algo assim ficará de minha existência histórica, se não vivo responsavelmente a visita do Senhor. Lembrei ao poeta: «Alma, assoma-te agora à janela: verás com quanto amor chamar porfia» e, envergonhado reconheço que eu também tenho dito: «Amanhã lhe abriremos... Para o mesmo responder amanhã» (Lope de Vega).


Quando atravesso as inumanas ruas de nossas cidades dormitório, penso: o que pode-se fazer entre esses habitantes com quem me sinto incapaz de estabelecer um diálogo, com quem não posso compartilhar minhas ilusões, a quem me é impossível transmitir o amor de Deus? Lembro, então, o lema que escolheu São Francisco de Sales ao ser nomeado bispo da Genebra o máximo expoente da Reforma protestante naquele tempo: «Precisamos aprender a florescer, onde Deus nos plantou». E, se com uma pedra na mão meditava o juízo severo de Deus que, pode recair sob mim, em outros momentos com uma florzinha silvestre, nascida entre as ervas e o excremento da alta montanha, acho que não devo perder a Esperança. Devo corresponder à bondade que Deus tem me oferecido e, assim a minha pequena generosidade depositada no coração daquele que cumprimento, o olhar interessado e atento daquele que me pede uma informação, o sorriso dirigido ao que me cedeu o passo, florescerá no futuro. E, nosso entorno não perderá a Fé.

Fonte https://evangeli.net/


CUIDADO COM A TUA INDIFERENÇA Mt 11,20-24

HOMILIA


Ai de ti Corozim, ai de ti Betsaida! Assim começou o duro sermão do Senhor Jesus Cristo para aqueles que não O aceitaram, nem mesmo diante de tantos prodígios realizados. As cidades de Corazim, Betsaida e Cafarnaum foram comparadas a Tiro, Sidom e Sodoma, respectivamente. E, por terem recusado a Palavra Viva de Deus, aquela geração terá um julgamento no dia do juízo final mais duro do que haverá para as cidades pagãs as quais foram comparadas.


Recusaram porque queriam um Cristo que fosse conforme o que haviam imaginado. Um que seria de acordo com as suas leis, que os atendesse segundo os seus pedidos, que fizesse as suas vontades. Um Cristo que não incomodaria a sua maneira de viver, o seu proceder, que não os alertasse para o seu modo de vida. Não queriam um Cristo que pregasse arrependimento, nem um que pregasse um reino que não é desse mundo. Queriam a restauração de Israel ao modo deles, para serem dominadores do mundo, e que Deus os deixasse em paz e tomando conta da terra. Queriam e até hoje muitos querem o que desejam em seu íntimo, um deus conforme as suas necessidades: o anticristo!


O Evangelho de hoje é de grande riqueza, pois possui muitos pontos de reflexão. O nosso destino é parcialmente traçado por Deus. Ele não é totalmente planejado ou traçado, porque Deus respeita o nosso livre arbítrio, ou seja, ele nos dá o direito de aceitar ou não o seu chamado. Betsaida era uma das cidades que entristeceram Jesus. Porque a pesar de ter sido a terra natal de Pedro, André e Felipe, de ter sido o lugar onde Jesus fez a maior parte dos milagres, Corozim e Betsaida eram cidades totalmente corrompidas, incrédulas e interesseiras.


Nas nossas convivências com o ambiente corrompido pelos que têm poder, os grandes, os sábios e inteligentes se não vigiarmos também nós seremos alvos de censura. Senão veja se por falta de vigilância o poder não corrompe o homem? Lance o seu olhar na nossa política brasileira ou de todos os países. Quantos homens bons e honestos se corrompem ao entrar na política? Quantos jovens crentes não mudam suas atitudes cristãs ao entrarem na universidade? Quantos homens e mulheres cristãos não mudam suas aparências e seus atos ao entrarem em certos empregos ou quando sobem seu poder aquisitivo? Quantos servos de Deus, comprometidos com o evangelho têm esfriado, ou têm deixado Jesus porque assimilaram a corrupção do mundo, o pecado do mundo? Assimilaram os prazeres do mundo.


E tu que não estás com os pés e as mãos lançados na política também podes ser sujeito da censura do Mestre por causa da tua indiferença. E por isso também poderás ser excluído do reino de Deus.


E para que isto não aconteça Jesus levanta a sua voz e diz: Ai de ti, pai, ai de ti mãe, ai de ti jovem, ai de ti professor, ai de ti chefe! Porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza. Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós. Tiro e Sidom eram cidades pagãs da Fenícia – atual Líbano, cidades que não viram os milagres e tudo o que Jesus fez. Portanto, presumi-se que por ignorância agiam e praticavam a maldade. Que o diz é o Próprio Jesus: Porque, se os milagres que foram feitos aí tivessem sido feitos na cidade de Sodoma, ela existiria até hoje. Pois eu afirmo a vocês que, no Dia do Juízo, Deus terá mais pena de Sodoma do que de ti.


Meu filho, minha filha, permita que te chame assim, não sejas morno, morna ou indiferente com o poder de Deus. Saia da lama, do barro que suja a tua alma, o teu espírito. Deixa te permanecer mergulhado, mergulhada no mundanismo. Tu e eu podemos ser a Betsaida de hoje quando nos mantemos indiferentes ante o sofrimento e a depravação dos nossos ambientes. Deus está falando e conversando conosco e nós fora de nós mesmos ou longe dos pensamentos deles! E às vezes dentro da própria Igreja ou na celebração litúrgica; Somos indiferentes quando sabemos da necessidade do irmão e não damos à mínima atenção; Somos indiferentes quando não andamos no caminho estreito, preferindo agir conforme a nossa vontade; Somos indiferentes quando achamos que Jesus irá tardar em voltar e que teremos muito tempo para desfrutar os prazeres da vida; Somos indiferentes quando conhecemos a Palavra de Deus, sabemos o que é do seu agrado e o que não é, conhecemos as profecias e relegamos tudo isso para o terceiro plano.


A nossa indiferença com Jesus poderá nos custar o preço de Corazim e Cafarnaum ou o preço das virgens néscias. O preço de ser deixados para trás. Quantos não vêm para Jesus por causa de problemas com os filhos ou com os pais? Muitas vezes é a perda trágica de um parente que nos faz sair da aldeia e buscar Jesus. Vivemos no nosso mundo egoísta, na nossa aldeia, no nosso conformismo, na nossa preguiça espiritual e muitas vezes não deixamos Jesus entrar nela. Colocamos muitas vezes nossos negócios, nossos alvos na frente de Jesus e não o reino de Deus em primeiro lugar. Muitas vezes estamos presos a religiões, culturas, idéias, traumas antigos, conceitos e preconceitos. E então, Jesus dirigindo-se a nós diz: Ai de ti Corazim! Ai de ti Betsaida! Converta-te para Deus e terás a vida eterna.


Pai, que eu seja movido à conversão e à penitência pelo testemunho de Jesus, o qual me atrai para ti.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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