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segunda-feira, 21 de agosto de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 1,26-38 - 22.08.2023

Liturgia Diária


22 – TERÇA-FEIRA 

NOSSA SENHORA RAINHA


(branco, pref. de Maria – ofício da memória)



A rainha está à vossa direita com suas vestes de ouro, ornada de esplendor (Sl 44,10).


O calendário romano aproximou a celebração litúrgica da memória de Nossa Senhora Rainha à solenidade da Assunção, a fim de tornar mais evidente a conexão entre a assunção e a realeza de Maria. O senhorio de Maria amadureceu na obediência à vocação materna, acolhida na anunciação. O anúncio do Reino de Jesus trazido pelo anjo engloba também o da Rainha Mãe. Deixemo-nos impulsionar por Maria, cujo reinar é servir. Servir a Deus e aos irmãos.


Evangelho: Lucas 1,26-38


Aleluia, aleluia, aleluia.


Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; / és bendita entre todas as mulheres da terra! (Lc 1,28) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi, e o nome da virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 1,26-38

“Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”


Introduzida por Pio XII, na conclusão do Ano Mariano de 1954, esta festa é celebrada oito dias após a Assunção de Maria ao céu. Maria é rainha porque é mãe de Cristo, o Rei. É rainha porque supera todas as criaturas em santidade: “ela encerra toda a bondade das criaturas”, escreve Dante na Divina Comédia. Desde o começo da Igreja, os fiéis não cessam de homenagear Maria como Rainha. Os inúmeros mosaicos e pinturas representando Maria Rainha o comprovam. Vem da Idade Média a salve-rainha, em que Maria é considerada a Senhora a quem amar e servir dignamente, e a Mãe de quem obter proteção segura. A exaltação da “serva do Senhor”, ao lado do “Rei dos reis e Senhor dos senhores”, é mistério da graça divina e de perfeita correspondência a ela, vivido por Maria na disponibilidade ao serviço de Deus e da humanidade.


JESUS É ANUNCIADO Lc 1,26-38

HOMILIA


O evangelho de hoje dá continuidade ao evangelho lido no dia do Natal. Aos pastores que guardavam os rebanhos de seu patrão, é anunciado o nascimento de Jesus. Eles vão às pressas ao encontro do recém-nascido. Lucas, com suas narrativas de infância de João Batista e de Jesus, no início de seu evangelho, já apresenta um de seus temas fundamentais. Em Jesus, Deus se revela como o Deus dos pobres, fracos e excluídos.


A escolha de Maria, uma jovem da periferia da Galiléia, para ser a mãe de Jesus, Filho de Deus, nos revela que o projeto de Deus difere dos projetos dos homens neste mundo.


O poder e o prestígio tão ansiosamente buscados, nada significam para Deus. Maria viveu a humildade e o serviço e nisto identifica-se com seu filho Jesus. O título de “rainha” aplicado a Maria não indica poder e superioridade, mas sim amor que se doa cativa, e se comunica. Maria está presente em nossos lares, nas alegrias e nos sofrimentos, nos confortando, como mãe e companheira de caminhada no seguimento de Jesus.


Seu amor misericordioso é universal e a fonte da paz a ser consolidada pelos laços de fraternidade e justiça entre todos, homens e mulheres.


Unindo o Filho que se encarna e a Mãe que o acolhe, aparece misteriosamente a obediência, o “Sim” de total disponibilidade ao Pai: o sim eterno do Filho, que ecoa no tempo através do sim da Virgem Maria. Assim, aparece o quanto a salvação do mundo e da humanidade manifesta-se na atitude de obediência, o contrário da atitude do pecado original: a humanidade voltará pela obediência Àquele de quem se afastou pela covardia da desobediência. O Criador e a criatura, de modo admirável e incompreensível, comungam nessa obediência ao plano amoroso de salvação.


Somos convidados a contemplar a atitude de fé, madura e disponível de Nossa Senhora: crente porque se confia totalmente ao Senhor, como Abraão, que partiu sem saber para onde ia (Hb 12,8): casamento, futuro, filhos, tudo isso a Virgem Mãe deixou nas mãos de Deus, sem pedir explicações, sem pedir provas, sem pedir garantias… Atitude madura porque humildemente procurou compreender o quanto possível o plano de Deus a seu respeito para melhor aderir a ele; atitude disponível, pela sua insuperável resposta ao convite do Senhor: “Eis a Serva!” – Não se pertence a si própria, não considera sua vida e seu destino a partir de seus interesses e projetos; ela se confia total e absolutamente ao seu Senhor e Deus.


Concluindo diremos que a anunciação do anjo mostra a dinâmica da fé e de Maria: sendo virgem, descobre-se grávida; perturba-se e tem medo; descobre a mão de Deus ao Espírito Santo; toma consciência que o que cresce em seus seios é o Divino; não duvida desta iluminação interior; apenas pergunta como se fará isso. Aceita realidades que não se vêem. Ela creu, pois para Deus nada é impossível. A fé consiste exatamente nisso: na antecipação das coisas que se esperam, na prova das realidades que não se vêem. (Hb 11,1). Com Maria digamos sim, à voz de Deus, e Jesus continuará nascendo em mim e em ti todos os dias.


Vem Senhor Jesus, o coração já bate forte ao te ver, é esta canção que quer preparar o nosso coração para adorar e bendizer o nome do Senhor. Vem Senhor Jesus andar, curar e restaurar a vida, a vida que tem se perdido no mundo sem Ti, vem Senhor Jesus, transformar a nossa vida! AMÉN.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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quarta-feira, 9 de agosto de 2023

LITURGIA E HOMILIA 08.2023DIÁRIA - Evangelho: Mateus 17,14-20 - 12.

Liturgia Diária


12 – SÁBADO 

18ª SEMANA DO TEMPO COMUM


(verde – ofício do dia)



Meu Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador; Senhor, não tardeis mais (Sl 69,2.6).


A liturgia nos exorta: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças”. Disponhamo-nos a crescer no amor e na fé, fazendo dos mandamentos divinos nossos companheiros e guias permanentes na caminhada.


Evangelho: Mateus 17,14-20


Aleluia, aleluia, aleluia.


Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; / fez brilhar, pelo Evangelho, a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – 14Naquele tempo, chegando Jesus e seus discípulos junto da multidão, um homem aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se e disse: 15“Senhor, tem piedade do meu filho. Ele é epilético e sofre ataques tão fortes, que muitas vezes cai no fogo ou na água. 16Levei-o aos teus discípulos, mas eles não conseguiram curá-lo!” 17Jesus respondeu: “Ó gente sem fé e perversa! Até quando deverei ficar convosco? Até quando vos suportarei? Trazei aqui o menino”. 18Então Jesus o ameaçou e o demônio saiu dele. Na mesma hora, o menino ficou curado. 19Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram em particular: “Por que nós não conseguimos expulsar o demônio?” 20Jesus respondeu: “Porque a vossa fé é demasiado pequena. Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’, e ela irá. E nada vos será impossível”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 17,14-20

«Se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda (...) nada vos será impossível»


Rev. D. Fidel CATALÁN i Catalán

(Terrassa, Barcelona, Espanha)

Hoje, uma vez mais, Jesus dá a entender que a medida dos milagres é a medida de nossa fé: «Eu vos asseguro: se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esta montanha: Vai daqui para lá, e ela irá» (Mt 17,20). De fato, como fazem notar São Jerônimo e Santo Agostinho, na obra de nossa santidade (algo que claramente supera as nossas forças) se realiza esse deslocar-se o monte. Por tanto, os milagres aí estão e, se não vemos mais é porque não lhe permitimos os fazer por nossa pouca fé.


Ante uma situação desconcertante e para todos incompreensível, o ser humano reage de diversas maneiras. A epilepsia era considerada como uma doença incurável e que sofriam as pessoas que se encontravam possuídas por algum espírito maligno.


O pai daquela criatura expressa seu amor para o filho buscando sua cura integral, e vai a Jesus. Sua ação é mostrada como um verdadeiro ato de fé. Ele se ajoelha ante Jesus e o impreca diretamente com a convicção interior de que sua petição será escutada favoravelmente. A maneira de expressar a demanda mostra, ao mesmo tempo, a aceitação de sua condição e, o reconhecimento da misericórdia Daquele que pode sentir compaixão dos outros.


Aquele pai menciona o fato de que os discípulos não puderam jogar àquele demônio. Esse elemento introduz a instrução de Jesus fazendo notar a pouca fé dos discípulos. Segui-lo a Ele, se fazer discípulo, colaborar em sua missão pede uma fé profunda e bem fundamentada, capaz de suportar adversidades, contratempos, dificuldades e incompreensões. Uma fé que é efetiva porque está solidamente enraizada. Em outros fragmentos evangélicos, Jesus Cristo mesmo lamenta a falta de fé de seus seguidores. A expressão «nada vos será impossível» (Mt 17,20) expressa com toda a força a importância da fé no seguimento do Mestre.


A Palavra de Deus põe na nossa frente a reflexão sobre a qualidade de nossa fé e, a maneira como a aprofundamos e, nos lembra aquela atitude do pai de família que se aproxima a Jesus e lhe roga com a profundidade do amor de seu coração.

Fonte https://evangeli.net/


UMA FÉ APERFEIÇOADA Mt 17,14-20

HOMILIA


Estamos diante de um texto que nos revela o quanto é importante ter fé. Em Mateus encontramos muitas passagens em que Jesus insistentemente fala da necessidade de ter fé para operar curas e milagres.


Os apóstolos não tinham fé? Nós dizemos: Claro que tinham! Eles acreditavam em Jesus, acreditavam que ele era o filho de Deus, acreditavam que Jesus curava, acreditavam que ele expulsava o demônio. Eles acreditavam que o poder de Deus estava em Jesus.


A fé é um dom de Deus, é um posicionamento espiritual através do qual nosso espírito e alma se alinham em harmonia, em adoração, em honra, temor, respeito e amor para com Deus. É o meio pelo qual nos relacionamos com Deus e dizemos a todos que estamos posicionados ao lado de Deus, negando e rejeitando todos os princípios de Satanás. É também o modo pelo qual proclamamos ao céu e à terra, diante de anjos e diante de homens, que Jesus Cristo é Senhor absoluto sobre nossas vidas, aceitando deste modo tudo o que o Filho nos ensina a respeito do Pai e, consequentemente, rejeitando todas as mentiras que Satanás diz a respeito de Deus.


A fé é o meio, o único meio, a fim de que possamos escapar da ira vindoura, pois Deus, o Criador, está prestes a falar ao mundo em grande ira, tomando vingança contra todas as maldades praticadas pelos filhos dos homens ao longo de toda a história.


A fé não é igual em todos. Não é verdade que o homem já nasça com fé. A fé é concedida ao homem por Deus. E um dos trechos bíblicos que evidencia isto é o seguinte: “Finalmente, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada, como também está acontecendo entre vós; e para que sejamos livres dos homens perversos e maus; porque a fé não é de todos.” (2 Tessalonicenses 3:1,2)


Ora, se a fé não é de todos, como afirmam as Escrituras, como dizer que os homens nascem com fé, como afirmam alguns? Em suas próprias palavras, o Senhor Jesus Cristo nos mostra como há diferenças entre fé e fé.


Isto nos mostra que não somente podemos como também devemos buscar o aperfeiçoamento da nossa fé, o que se dá através da aceitação submissa da vontade de Deus, em momento algum nos permitindo colocar em resistência diante da vontade de Deus, mas à semelhança de Abraão, dar ao Senhor seja lá o que for que Ele nos solicite. E isto quer o compreendamos ou não, pois a fé está acima da lógica, é superior à razão e por mais poderoso que seja o intelecto humano, a fé não é por ele acessível. A fé se encontra no território espiritual, nesse mesmo território onde Deus habita. A fé transcende a razão, pois é superior a ela, pois ninguém pode conhecer a Deus pela capacidade humana, mas tão somente pela fé.


Há, ainda, os que não possuem fé alguma, são indigentes espirituais, autênticos desgraçados, os quais permanecerão na vaidade de seus próprios pensamentos e concatenações mentais, julgando-se sábios, mas esquecendo-se de seus próprios pecados e não podendo atentar para a monstruosidade de sua incredulidade.


Peçamos hoje uma fé aperfeiçoada: Senhor, envia sobre nós o teu Espírito Santo! Pedimos que suscites em nós uma fé constante em meio às provações que enfrentamos. E que esta fé, mediante a tua Unção em nós, seja levada a perfeição.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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quinta-feira, 20 de julho de 2023

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 13,24-43 ou 24-30 - 23.07.2023

Liturgia Diária


23 – DOMINGO 

16º DO TEMPO COMUM


(verde, glória, creio – 4ª semana do saltério)



É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom (Sl 53,6.8).


Na Eucaristia fazemos a experiência da bondade e da justiça de Deus. Paciente e misericordioso conosco, ele vem em nosso auxílio com seu Espírito, para que o joio existente em nosso interior e à nossa volta não nos desanime do anúncio do seu Reino. Celebremos, agradecidos ao Senhor – que é bom, clemente e fiel -, tendo presentes, em especial, nossos avós e todos os idosos, neste dia a eles dedicado.


Evangelho: Mateus 13,24-43 ou 24-30


[A forma breve está entre colchetes.]


Aleluia, aleluia, aleluia.


Eu te louvo, ó Pai santo, / Deus do céu, Senhor da terra: / os mistérios do teu Reino / aos pequenos, Pai, revelas! (Mt 11,25) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – [Naquele tempo, 24Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi embora. 26Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. 27Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ 28O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ 29O dono respondeu: ‘Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!'”] 31Jesus contou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. 32Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos”. 33Jesus contou-lhes ainda outra parábola: “O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”. 34Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar parábolas, 35para se cumprir o que foi dito pelo profeta: “Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo”. 36Então Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” 37Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao maligno. 39O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifeiros são os anjos. 40Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: 41o Filho do Homem enviará os seus anjos e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; 42e depois os lançarão na fornalha de fogo. Aí haverá choro e ranger de dentes. 43Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos ouça”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 13,24-43 ou 24-30

«Foi algum inimigo que fez isso»


P. Ramón LOYOLA Paternina LC

(Barcelona, Espanha)

Hoje Cristo. Sempre, Cristo. Dele viemos; de Ele vêm todas as boas sementes semeadas na nossa vida. Deus visita-nos —como diz o Kempis— com a consolação e a desolação, com o sabor doce e o amargo, com a flor e a espinha, com o frio e o calor, com a beleza e o sofrimento, com a alegria e a tristeza, com o valor e com o medo... Porque tudo foi redimido em Cristo (Ele também teve medo e venceu-o). Como nos diz são Paulo, «que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus» (Rm 8,28).


Tudo isto está bem, mas... Existe um mistério de iniquidade que não procede de Deus e que nos excede e que devasta o jardim de Deus que é a Igreja. E quiséramos que Deus fosse “como” mais poderoso, que estivesse mais presente, que mandasse mais e não deixasse atuar essas forças desoladoras: «Queres que vamos retirar o joio? (Mt 13,28). Isto dizia o Papa João Paulo II no seu último livro Memória e identidade: «Sofremos com paciência a misericórdia de Deus», que espera até ao último momento para oferecer a salvação a todas as almas, especialmente às mais necessitadas da sua misericórdia («Deixai crescer um e outro até a colheita» (Mt 13,30). Como é o Senhor da vida de cada pessoa e da historia da humanidade, move os fios de nossas existências, respeitando nossa liberdade, de modo que —junto com a prova— dá-nos a graça sobre abundante para resistir, para santificar-nos, para ir até Ele, para ser oferenda permanente, para fazer crescer o Reino.


Cristo divino pedagogo, introduze-nos na sua escola de vida a través de cada encontro, cada acontecimento. Sai a nosso encontro; diz-nos —Não temais. Coragem. Eu venci o mundo. Eu estou convosco todos os dias, até o fim (cf, Jo 16,33; Mt 28,20). Diz-nos também: Não julgueis; ou melhor —como eu— esperai, confiai, rezai pelos que se equivocam, santificai-os com membros que vos interessam muito por ser do vosso próprio corpo.

Fonte https://evangeli.net/


Deus tem força para transformar o joio em trigo

HOMILIA


“O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora” (Mateus 13,24).

 

Sabemos que Deus é aquele que semeou o mundo, semeou o bom trigo no mundo. Veja a beleza, a graça que o mundo é! Quem tem bons olhos pode contemplar a riqueza, a beleza, a graça e a bênção que é o mundo criado por Deus.


Somos o exemplo daquilo que é a riqueza da graça de Deus no meio de nós. Fomos semeados trigo, e um bom trigo, um trigo que veio das mãos do Senhor, mas aquele que se opôs a Deus tornou-se inimigo do Reino, enquanto Deus repousava e contemplava, ele foi na sua perspicácia maldita semear o joio.


Às vezes, alguém pergunta por que tem tanto mal no mundo, por que Deus permitiu o mal. Ele não permitiu, Ele não quer que o mal esteja no mundo. O problema é como separar o mal do bem, porque, se olharmos para cada um de nós, vamos ver que, se Deus purificar e tirar todo o mal, sabemos que vai sobreviver pouca coisa, porque nós mesmos estamos misturados.


O maligno age semeando o joio, mas o Reino de Deus tem forças para transformar todo o joio em trigo

Dentro de nós, há o lado bom, há os bons pensamentos, as boas intenções, há muita boa vontade e santidade, mas há joio também em nós. Há joio nos nossos pensamentos; e quantos pensamentos maus nós temos, quantos sentimentos negativos nós carregamos!


Como vamos instruir a nossa casa, a nossa família? Porque uma família, por si só, já é boa, por si só a família é o lugar onde o trigo mais floresce. Em nossa casa, há muito joio presente; então, para não correr o risco de tentar tirar o joio e matar também o trigo, é que a misericórdia de Deus e a Sua graça não destroem o joio deste mundo, ainda porque, no Reino de Deus, a graça é capaz de transformar o joio em trigo.


Eu sou testemunha, posso dizer que já vi a graça de Deus transformar tantas coisas negativas em mim em frutos do Reino. Sou testemunha de pessoas que eram tidas como más, como sem jeito e perdidas, e a graça de Deus transformou aquilo que era considerado como joio em um bom trigo de salvação.


Na própria história de salvação, quantos Paulos, Franciscos, quantos homens e mulheres viviam em caminhos tortuosos, mas foram alcançados pela graça de Deus! Por isso, não é tempo de julgar, de condenar, não é tempo de jogar fora o joio, é tempo de convertê-lo, é tempo de olhar para ele e ver que, mesmo aquilo que em nós reconhecemos como negativo Deus pode transformar.


Às vezes, o nosso próprio temperamento está cheio de joio, um temperamento irascível, duro e grosso. A graça de Deus transforma o joio que há em nós no bom trigo de salvação, por isso é tempo de paciência, misericórdia e ação.


O maligno age semeando o joio, mas o Reino de Deus tem força para transformar todo o joio em trigo.


Deus abençoe você!

Fonte Padre Roger Araújo

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