quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - 09.01.2017

Batismo do Senhor do Natal
9 de Janeiro de 2017
Cor: Branco

Evangelho - Lc 3,15-16.21-22

Jesus recebeu o batismo.
E, enquanto rezava, o céu se abriu.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 3,15-16.21-22

Naquele tempo:
15O povo estava na expectativa
e todos se perguntavam no seu íntimo
se João não seria o Messias.
16Por isso, João declarou a todos:
'Eu vos batizo com água,
mas virá aquele que é mais forte do que eu.
Eu não sou digno de desamarrar
a correia de suas sandálias.
Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.
21Quando todo o povo estava sendo batizado,
Jesus também recebeu o batismo.
E, enquanto rezava, o céu se abriu
22e o Espírito Santo desceu sobre Jesus
em forma visível, como pomba.
E do céu veio uma voz:
'Tu és o meu Filho amado,
em ti ponho o meu bem-querer.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Lc 3,15-16.21-22
«Jesus veio da Galileia para o rio Jordão, até junto de João, para ser batizado por ele»

Hoje contemplamos o Messias —o Ungido— no Jordão «para ser batizado» (Mt 3,13) por João. E vemos Jesus Cristo como assinalado pela presença na forma visível do Espírito Santo e, na forma audível, do Pai, o qual declara de Jesus: «Este é o meu Filho amado; nele está meu pleno agrado». (Mt 3,17). Temos aqui um motivo maravilhoso e, pela sua vez, motivador para viver uma vida: ser sujeito e objeto do agrado do Pai celestial. Agradar ao Pai!

De alguma maneira já o pedimos na oração coletiva da missa de hoje: «Deus todo-poderoso e eterno (...) concede aos teus filhos adotivos, nascidos da água e do Espírito Santo, levar sempre uma vida que te seja grata». Deus, que é Pai infinitamente bom, sempre nos “quer bem”. Mas, já se o permitimos?; Somos dignos desta benevolência divina?; Correspondemos a esta benevolência?

Para ser digno da benevolência e do agrado divino, Cristo tem outorgado às águas força regeneradora e purificadora, de maneira que quando somos batizados começamos a ser verdadeiramente filhos de Deus. «Talvez haverá alguém que pergunte: ‘Por que quis batizar-se, se era santo?’. Escute-me! Cristo batiza-se não para que as águas o santifiquem, mas para santificá-las Ele» (São Máximo de Turim).

Tudo isto —desmerecidamente— nos situa como num plano de conaturalidade com a divindade. Mas não nos basta a nós com esta primeira regeneração: precisamos reviver de alguma maneira o Batismo por meio de uma espécie de continuo “segundo batismo” que é a conversão. Paralelamente ao primeiro Mistério da Luz do Rosário —O Batismo do Senhor no Jordão— nos convêm contemplar o exemplo de Maria no quarto dos Mistérios de Gozo: a Purificação, Ela, Imaculada, virgem pura, não tem inconveniente em submeter-se ao processo de purificação. Nós lhe imploramos a simplicidade, a sinceridade e a humildade que nos permitirão viver de maneira constante nossa purificação a modo de “segundo batismo”.
Rev. D. Antoni CAROL i Hostench 
(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)
© evangeli.net M&M Euroeditors |


HOMILIA
Jesus recebeu o batismo.
E, enquanto rezava, o céu se abriu.

Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu.
Neste segundo domingo do ano, a Igreja celebra o Batismo de Jesus. Muitos já se perguntaram: mas Jesus
precisava ser Batizado? Se entrarmos no mistério da Encarnação logo entenderemos que este gesto de Jesus é
muito importante. Ele assumiu a natureza humana com todas as conseqüências que ela traz. Só não podia
pecar porque, sendo Deus, não podia ir contra a sua própria natureza divina. Ao assumir o Batismo ministrado
por João Batista, Jesus entra ainda mais na realidade humana de pessoas que procuravam se preparar para a
vinda do Messias. Jesus entrando na fila do povo, experimenta a mesma expectativa que o povo tinha e
possibilita o seu primeiro reconhecimento público.
Contesto e conteúdo
O Evangelho desta festa é Lc 3,15-16.21-22, apresenta o cenário de João Batista preparando o povo para
achegada do Messias. O povo o estava confundindo com o Messias. João declara que ele não é o Messias, e
que nem é digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Com isto ele está se colocando na posição de
anunciador e nem se considera digno de ser discípulo do Messias que está para chegar.
Quando João se põe a batizar o povo, Jesus também entra na fila e recebe o batismo. Este gesto é muito
importante para Ele e para nós. Jesus sendo o Messias esperado se faz um de nós, assume o batismo de
preparação e enquanto rezava, é reconhecido por João como o Messias. Como iremos perceber durante este
ano litúrgico, o evangelista Lucas traz muito forte a presença do Espírito Santo. É este Espírito que marca os
personagens e de modo particular a pessoa de Jesus com a Sua presença. Falarei deste fenômeno em outro
momento. Neste domingo é importante perceber que Jesus é a pessoa escolhida pelo Pai para ser o Seu Servo
e fazer acontecer o que o profeta Isaías anunciou na primeira leitura. O Ícone da Santíssima Trindade está
presente em: Jesus, o Filho que recebe o batismo assumindo a nossa humanidade; o Espírito Santo acolhe este
gesto de Jesus e se mostra na forma de pomba; o Pai que faz ouvir a sua voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti
ponho o meu bem-querer”. Em Jesus, Deus Trindade assume a nossa história e nos dá a possibilidade de
conhecê-lo melhor e seguir os seus caminhos.
Conclusão
Jesus se manifesta a todos os povos é porque começou a partir de uma realidade concreta, o batismo de
João Batista. Para nós também é importante percebermos que só faremos algo novo a partir da realidade que
nos cerca agora e, ajudados pela Palavra de Deus e o empenho comunitário iremos descobrindo como agir.
Celebremos com alegria este tempo da Manifestação de Jesus ao mundo.

Ir. Florinda Dias Nunes
Fonte http://www.irmaspastorinhas.com.br/

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