terça-feira, 11 de julho de 2017

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 10,1-7 - 12.07.2017

4ª-feira da 14ª Semana do Tempo Comum
12 de Julho de 2017
Cor: Verde

Evangelho - Mt 10,1-7

Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel!

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 10,1-7

Naquele tempo:
1Jesus chamou os doze discípulos
e deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus
e para curarem todo tipo de doença e enfermidade.
2Estes são os nomes dos doze apóstolos:
primeiro, Simão chamado Pedro, e André, seu irmão;
Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João;
3Filipe e Bartolomeu;
Tomé e Mateus, o cobrador de impostos;
Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu;
4Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes,
que foi o traidor de Jesus.
5Jesus enviou estes Doze, com as seguintes recomendações:
'Não deveis ir aonde moram os pagãos,
nem entrar nas cidades dos samaritanos!
6Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel!
7Em vosso caminho, anunciai:
'O Reino dos Céus está próximo'.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 10,1-7
«Ide e proclamai: O Reino dos Céus está próximo»

Hoje, o Evangelho nos mostra Jesus enviando os seus discípulos em missão: «Jesus enviou esses doze, com as seguintes recomendações» (Mt 10,5). Os doze discípulos formaram então o Colégio Apostólico, que significa missionário; a Igreja, que em sua peregrinação terrena, é uma comunidade missionária, pois tem a sua origem no cumprimento da missão do Filho e do Espírito Santo segundo os desígnios de Deus Pai. Do mesmo modo que Pedro e os demais apóstolos constituem um só Colégio Apostólico por instituição do Senhor, assim o Romano Pontífice, sucessor de Pedro, e os Bispos, sucessores dos Apóstolos, formam um todo sobre o qual recai o dever de anunciar o Evangelho por toda a terra.

Entre os discípulos enviados em missão, encontramos aqueles aos quais Cristo conferiu um lugar destacado e uma maior responsabilidade, como Pedro; e a outros como Tadeu, do qual quase não temos notícias; afinal, os Evangelhos foram escritos para nos comunicar a Boa Nova e não para satisfazer nossa curiosidade. Nós, por nossa parte, devemos rezar por todos os bispos, pelos importantes e pelos menos conhecidos, e viver em comunhão com eles: «Segui a todos os bispos, como Jesus Cristo seguiu ao Pai, e ao Colégio dos Anciãos como aos Apóstolos» (Santo Inácio de Antioquia). Jesus não buscou pessoas instruídas, mas simplesmente as disponíveis e capazes de segui-lo até o fim. Isto me ensina que eu, como cristão, também devo sentir-me responsável por uma parte da obra de salvação de Jesus. Afasto o mal? Ajudo meus irmãos?

Como a obra está em seu começo, Jesus logo estabelece uns limites: «Não deveis ir aos territórios dos pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! No vosso caminho, proclamai: O Reino dos Céus está próximo» (Mt 10,5-6). Hoje há de se fazer tudo o que se possa, com a certeza de que Deus chamará a todos os pagãos e samaritanos em outra fase do trabalho missionário.
Rev. D. Fernando PERALES i Madueño 
(Terrassa, Barcelona, Espanha)

© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors


A VOCAÇÃO DOS APÓSTOLOS Mt 10,1-7
HOMILIA

Jesus caminhava por todas as cidades e povoados daquela região e, junto com Ele, os doze escolhidos para serem seus apóstolos, quer dizer, seguidores. Jesus os vinha preparando desde o seu chamado, que eles atenderam sem titubear. Caminhavam junto a Ele felizes pelas maravilhas que presenciavam, ouviam e viviam diariamente. Cegos enxergavam, surdos ouviam, mudos falavam, lepra desaparecia, mortos ressuscitavam, paralíticos andavam e, muito mais fatos os deixavam cada vez mais encantados. Jesus se preocupava em curar todos os que necessitavam dos seus milagres, mas, junto com as curas, Ele antes anunciava o Reino do Pai, que devia ser instalado no coração daquele povo que estava longe de viver os Mandamentos enviados a Moisés durante a caminhada para a terra prometida.

Dizendo aos apóstolos que a Messe era grande, mas os operários poucos, decidiu que era hora de enviar os doze fiéis seguidores para a Missão que seria a de “esparramar” por toda a parte, pelo anúncio da Palavra e testemunho, de tudo o que aprenderam com relação ao Plano de Salvação que Ele anunciava e que foi enviada pelo próprio Deus, para que ninguém se perdesse. E Pedro, André, Tiago, o outro Tiago, João, Filipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus, Tadeu, Simão e Judas, após as recomendações de Jesus, partem para a Missão em todos os lugares. E, tanta coisa aconteceu depois disso, que hoje, dois mil e nove anos depois, nós, também somos chamados por Jesus, para levar a todos os lugares em que vivemos , a partir de nossa casa, a Sua Mensagem de Amor, trazida pelos Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João e, pelos discípulos que deram a vida pelo anúncio da Palavra: Paulo e Pedro; pregando as verdades que Jesus trouxe para o mundo que o Pai criou.

Jesus, ainda hoje, continua chamando a todos para a Missão; ainda hoje. Todos seremos capacitados por Ele, através do Espírito Santo, se decidirmos ser trabalhadores da Messe: basta crermos nas Suas verdades, olhamos ao nosso redor e constatarmos que o Cristo está no meio de nós e, convoca-nos a todo instante, para as muitas missões que surgem à nossa frente. E, que o comodismo, o medo, e a indiferença nos cegam e nos impedem, às vezes, de cumprirmos com a parte que nos toca como missão. Ela não é difícil e muito menos impossível. Se vivermos com o nosso coração cheio de amor; se confiarmos de verdade nas palavras de Jesus, até um simples sorriso, um pequeno gesto, um momento de atenção para com o próximo, serão parte de Missões que vamos cumprindo inspirados pelo E. Santo, deixado por Jesus, como nosso advogado, como nosso consolador, como nosso orientador, durante a nossa caminhada nesta vida. E, assim, vamos conseguindo amar nossos irmãos, cumprindo o Mandamento Maior do Senhor.

Ninguém nasce por acaso e para nada. Todos nascemos com uma missão, basta que estejamos atentos e, Jesus nos indicará a que viemos, como fez com os Apóstolos, o momento, o jeito e a maneira de a cumprirmos, livremente e, se quisermos. Mas cuidado, o estilo da missão de Jesus e dos discípulos é o oposto daquele dos poderosos que o mundo de hoje idolatra. Não se baseia sobre a vontade de dominar, a arrogância ou a ambição, mas sobre a proposta humilde (não devem levar nada de material, mas devem contar com a providência divina e com a hospitalidade fortemente praticada naquela época), respeitosa, atenta aos mais fracos (curai os doentes), oferecida na gratuidade, sem buscar outras recompensas. O Evangelho de Jesus é uma mensagem de vida verdadeira para quem confia somente em Deus, que é Pai e também Mãe.

Como, podemos, nós, discípulos de Jesus, seguir nossa missão em meio aos lobos do tempo atual? A missão é mais forte do que o medo. Às vezes, somos tomados por pensamentos negativos, tipo “o que vão pensar?” ou “o que vão dizer?”. É humano sentir medo, mas a missão deve superar os nossos temores. Nenhum profissional tem medo de falar de sua profissão. Então, por que deveríamos, nós cristãos, ter medo de falar de Cristo, da sua pessoa, da sua verdade, da sua vida, do seu amor, do seu mistério? A fé e a missão começam no coração e devem terminar nos lábios e nas ações. Não podemos deixar que o receio atrapalhe a nossa missão cristã. Portanto, está lançado o desafio. Cristo te chama para a sua missão.
Fonte https://homilia.cancaonova.com/


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quinta-feira, 6 de julho de 2017

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 9,32-38 - 11.07.2017

3ª-feira da 14ª Semana do Tempo Comum
11 de Julho de 2017
S. Bento, abade, memória
Cor: Branco

Evangelho - Mt 9,32-38

A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo são Mateus 9,32-38

Naquele tempo:
32Apresentaram a Jesus um homem mudo,
que estava possuído pelo demônio.
33Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar.
As multidões ficaram admiradas e diziam:
'Nunca se viu coisa igual em Israel.'
34Os fariseus, porém, diziam:
'É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios.'
35Jesus percorria todas as cidades e povoados,
ensinando em suas sinagogas,
pregando o Evangelho do Reino,
e curando todo tipo de doença e enfermidade.
36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas,
porque estavam cansadas e abatidas,
como ovelhas que não têm pastor.
Então disse a seus discípulos:
37'A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.
38Pedi pois ao dono da messe
que envie trabalhadores para a sua colheita!'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 9,32-38
«Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para sua colheita!»

Hoje, o Evangelho nos fala da cura de um endemoninhado mudo, que provoca diferentes reações nos fariseus e na multidão. Enquanto os fariseus, ante a evidência de um prodígio inegável, atribuem isso a poderes demoníacos - «É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios» (Mt 9,34), a multidão fica maravilhada: «Nunca se viu coisa igual em Israel» (Mt 9,33). São João Crisóstomo, comentando essa passagem, diz: «O que verdadeiramente incomodava aos fariseus era que consideravam Jesus superior a todos, não somente aos que existiam então, mas a todos os que haviam existido anteriormente».

Jesus não se abala ante a aversão dos fariseus, Ele continua fiel à sua missão. Na verdade, Jesus, ante a evidência de que os guias de Israel, ao invés de guiar e instruir o rebanho, o estavam afastando do bom caminho, apiedou-se daquela multidão cansada e abatida, como ovelhas sem pastor. Que as multidões desejam e agradeçam uma boa orientação ficou comprovado nas visitas pastorais do Papa João Paulo II a tantos países do mundo. Quantas multidões reunidas em volta dele! Como escutavam sua palavra, sobretudo os jovens! E o Papa não rebaixava o Evangelho, mas o pregava com todas as suas exigências.

Todos nós, «se fôssemos conseqüentes com a nossa fé - nos diz São Josémaria Escrivã - se olhássemos à nossa volta e contemplássemos o espetáculo da História e do Mundo, não poderíamos senão deixar crescer nos nossos corações os mesmos sentimentos que animaram os de Jesus Cristo», o que nos conduziria a uma generosa tarefa apostólica. Mas é evidente a desproporção que existe entre o grande número de pessoas que esperam a pregação da Boa Nova e a escassez de operários. A solução Jesus nos dá ao final do Evangelho: Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para sua colheita! (cf. Mt 9,38).
Rev. D. Joan SOLÀ i Triadú 
(Girona, Espanha)

© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors


A COLHEITA É GRANDE, MAS OS TRABALHADORES SÃO POUCOS Mt 9,32-38
HOMILIA

Estamos diante de uma curta narrativa de exorcismo e cura de um possesso mudo, e depois da acusação dos fariseus. Repete-se aqui o longo discurso sobre os milagres de Jesus, narrados por S. Mateus (12,22-32).

Jesus não perdia tempo e, percorrendo todas as cidades e povoados, pregava o Evangelho do Reino e ensinava nas sinagogas. Porém, Ele concretizava tudo o que anunciava, quando curava os enfermos, expulsava os espíritos maus, libertava os oprimidos, por compaixão. As pessoas não abrangiam a sua missão e julgavam-no com a mentalidade do mundo, que não compreende quem trabalha simplesmente por amor.

Neste Evangelho, Jesus cura um homem mudo que estava possuído pelo demônio. O demônio é o espírito das trevas e da escuridão, espírito de rebeldia e de injustiça. Ele nos faz mudos (as) e tem poder sobre nós quando nos impede de expressar através dos nossos lábios o louvor que só a Deus é devido; quando não queremos nos pronunciar nem assumir compromissos, quando nos omitimos e não nos revelamos. Aí então, ele faz a sua festa e nos tornamos homens e mulheres mudos, apáticos, sem compromisso, sem esperança, sem entusiasmo. Porém, o poder e o domínio de Jesus são muito maiores do que a ousadia e a pretensão de satanás.

Ele vem em nosso auxílio para nos tirar da ignorância e do pecado. Todavia, quando Jesus nos cura e nos tira do anonimato e da ignorância, as pessoas, muitas vezes, não compreendem o porquê da nossa transformação e nos julgam mal. Elas nos avaliam pelas aparências e não têm a coragem de se pronunciarem e de tirarem as suas dúvidas, nos apelidam de fanáticos (as) e de radicais.

Por isso, o Senhor continua pedindo ao Pai, trabalhadores para a sua messe. Ele olha as multidões e se compadece daqueles (as) que vivem abandonados, cansados e abatidos. Jesus veio inaugurar o tempo da misericórdia e, hoje como ontem, Ele conclama os Seus discípulos para serem trabalhadores da messe.

“A messe continua grande, mas os trabalhadores são poucos.” As pessoas continuam como ovelhas sem pastor, abatidas, cansadas, desanimadas, sem esperança, até dentro das nossas casas e Jesus nos chama a ser trabalhador da Sua colheita. Nós acolhemos o chamado de Cristo quando fazemos tudo por amor. A vivência do amor anima as pessoas enfraquecidas, enfastiadas e sem perspectiva.

O amor vence o ódio e expulsa dos corações a intriga, a divisão, a incompreensão. Se fizermos como Jesus fez, estaremos sendo trabalhadores da Sua messe. Quanto mais nós nos apresentarmos à vinha do Senhor, mais surdos e mudos serão curados.

Você já se sente liberto (a) do demônio que paralisa os lábios do homem? – Você conhece quando as pessoas à sua volta estão desanimadas e sem esperança? – O que você diz a elas? – Você tem ajudado a alguém pelo menos escutando e acolhendo? – Você se considera trabalhador da messe de Cristo?- Em que você tem empregado o seu tempo livre?

Pai, faça-me compassivo diante do sofrimento de tantos irmãos e irmãs, movendo-me a ser, efetivamente, solidário com eles.
Fonte http://homilia.cancaonova.com/

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LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 9,18-26 - 10.07.2017

2ª-feira da 14ª Semana do Tempo Comum
10 de Julho de 2017
Cor: Verde

Evangelho - Mt 9,18-26

Minha filha acaba de morrer.
Mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9,18-26

18Enquanto Jesus estava falando,
um chefe aproximou-se, inclinou-se profundamente diante dele,
e disse: 'Minha filha acaba de morrer.
Mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá.'
19Jesus levantou-se e o seguiu,
junto com os seus discípulos.
20Nisto, uma mulher que sofria de hemorragia, há doze anos,
veio por trás dele e tocou a barra do seu manto.
21Ela pensava consigo:
'Se eu conseguir ao menos tocar no manto dele,
ficarei curada.'
22Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse:
'Coragem, filha! A tua fé te salvou.'
E a mulher ficou curada a partir daquele instante.
23Chegando à casa do chefe,
Jesus viu os tocadores de flauta e a multidão alvoroçada,
24e disse: 'Retirai-vos,
porque a menina não morreu, mas está dormindo.'
E começaram a caçoar dele.
25Quando a multidão foi afastada,
Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou.
26Essa notícia espalhou-se por toda aquela região.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 9,18-26
«A tua fé te Salvou»

Hoje, a Liturgia da Palavra nos convida a admirar duas magníficas manifestações de fé. Tão magníficas que comoveram o coração de Jesus Cristo e provocaram imediatamente a sua resposta. O Senhor não se deixa vencer em generosidade!

«Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem impor a mão sobre ela, e viverá» (Mt 9,18). Quase poderíamos dizer que com uma fé consistente nós «obrigamos» a Deus. Ele gosta desta espécie de obrigação. O outro testemunho de fé do Evangelho de hoje também é impressionante: «Se eu conseguir ao menos tocar no seu manto, ficarei curada» (Mt 9,21).

Poderíamos afirmar que Deus se deixa «manipular» de bom grado pela nossa boa fé. O que Ele não admite é que O tentemos por desconfiança. Este foi o caso de Zacarias, que pediu uma prova ao arcanjo Gabriel: «Zacarias disse ao anjo: Como posso ter certeza disso?» (Lc 1,18). O Arcanjo não cedeu à desconfiança de Zacarias e respondeu: «Eu sou Gabriel, e estou sempre na presença de Deus (...). E agora, ficarás mudo, sem poder falar até o dia em que estas coisas acontecerem, já que não acreditaste nas minhas palavras, que se cumprirão no tempo certo» (Lc 1,19-20). E assim aconteceu.

É Ele mesmo quem deseja “obrigar-se” conosco e deixar-se “prender” por nossa fé: «Eu vos digo: pedi e vos será dado; procurai e encontrareis; batei e a porta vos será aberta» (Lc 11,9). Ele é nosso Pai, e não quer negar nada do que convém aos seus filhos.

Entretanto, é necessário que lhe manifestemos confiantemente os nossos pedidos. A confiança e a conaturalidade com Deus requerem intimidade: para confiar em alguém é preciso conhecê-lo, e para conhecê-lo é necessário conviver com ele. Assim, «a fé faz brotar a oração, e a oração - enquanto brota - alcança a firmeza da fé» (Santo Agostinho). Não nos esqueçamos do louvor que mereceu Santa Maria: «Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!» (Lc 1,45).
Rev. D. Antoni CAROL i Hostench 
(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors


O toque de Jesus retira toda opressão do nosso coração
HOMILIA

O toque de Jesus retira toda opressão do nosso coração. O Senhor quer nos libertar e nos dar a liberdade de filhos de Deus para que possamos glorificar e exaltar o Seu nome!

“Coragem, filha! A tua fé te salvou” (Mateus 9, 22).

A Palavra de Deus nos apresenta hoje duas ações maravilhosas de Jesus. A primeira é quando o chefe da sinagoga se aproxima de Jesus e pede ao Senhor que ressuscite sua filha que morrera havia pouco tempo. Enquanto Jesus caminhava à casa dele [chefe da sinagoga], outra mulher tão aflita como esse homem, mas, ao mesmo tempo, tão confiante como ele, vai ao encontro do Senhor apenas com o desejo de tocar em Seu manto. Ela tinha a convicção de que, se tocasse no manto de Jesus, seria curada da hemorragia que a fazia sofrer havia pelo menos doze anos (cf. Mateus 9, 20-21).

Quando Jesus a viu Ele lhe disse: “‘Coragem, filha! A tua fé te salvou’. E a mulher ficou curada a partir daquele instante” (Mateus 9, 22).

Permita-me dizer uma coisa a você: nós precisamos de ânimo, de coragem e de ousadia para sair de nossas doenças e enfermidades, para sairmos, sobretudo, da opressão espiritual em que vivemos. Opressão que atinge a nossa mente, o nosso corpo, o nosso físico, a nossa vontade e a nossa disposição interior. Existem muitas coisas que nos prendem e que nos deixam amarrados, embaraçados e não conseguimos seguir adiante. É preciso acreditar que o toque de Jesus em nossa alma, em nosso coração e em nossa mente vai retirar toda opressão que paira sobre nós.

É Jesus quem levanta a filha de Jairo que parecia já morta. Para isso, bastou a fé de seu pai e o toque de Jesus para ela se levantar. Deus não nos quer prostrados, derrotados, sem ânimo e sem confiança! É preciso coragem, principalmente para buscarmos Jesus. É preciso darmos um passo de fé, de ânimo e de confiança para que sejamos movidos pela fé e pela certeza de que – seja for a situação pela qual estejamos passando há um ano, há alguns meses, há mais de dez anos ou em toda a nossa vida – Jesus pode e faz a diferença em nossa vida quando depositamos n’Ele a nossa confiança!

Tenho certeza de que Deus tem algo muito sério para mudar em sua vida, para fazer a diferença, para não deixar a sua alma oprimida nem seu coração vivendo neste cativeiro espiritual! Jesus quer nos libertar, quer nos dar a liberdade de filhos de Deus para que possamos glorificar e exaltar o Seu nome!

Que retiremos nossa alma da tristeza, da solidão, da opressão do corpo, do espírito e da mente para que encontremos em Jesus a libertação da nossa vida!

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte http://homilia.cancaonova.com

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quarta-feira, 5 de julho de 2017

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 11,25-30 - 09.07.2017

14º Domingo do Tempo Comum
9 de Julho de 2017
Cor: Verde

Evangelho - Mt 11,25-30

Eu sou manso e humilde de coração.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 11,25-30

Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer:
25'Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra,
porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos
e as revelaste aos pequeninos.
26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.
27Tudo me foi entregue por meu Pai,
e ninguém conhece o Filho, senão o Pai,
e ninguém conhece o Pai, senão o Filho
e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
28Vinde a mim todos vós que estais cansados
e fatigados sob o peso dos vossos fardos,
e eu vos darei descanso.
29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim,
porque sou manso e humilde de coração,
e vós encontrareis descanso.
30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão -  Mt 11,25-30
«Vinde a mim, todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso»

Hoje, Jesus mostra-nos duas realidades que o definem: Ele é quem conhece o Pai em toda a profundidade, e é «manso e humilde de coração» (Mt 11,29). Também aí podemos descobrir duas atitudes necessárias para poder entender e viver o que Jesus nos oferece: a simplicidade e o desejo de nos aproximarmos d’Ele.
Entrar no mistério do Reino é difícil, muitas vezes, para os sábios e entendidos, porque não estão abertos à novidade da revelação divina; Deus não deixa de se manifestar, mas eles pensam que já sabem tudo e, portanto, Deus já não consegue surpreendê-los. Pelo contrário, os simples, como as crianças nos seus melhores momentos, são receptivos, são como uma esponja que absorve a água, têm capacidade de surpresa e de admiração. Também há excepções, até há homens doutos em ciências humanas que são humildes no que se refere ao conhecimento de Deus.
Jesus encontra o seu repouso no Pai, e a sua paz pode ser refúgio para todos os que foram maltratados pela vida: «Vinde a mim, todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso» (Mt 11,28). Jesus é humilde e a humildade é irmã da simplicidade. Quando aprendemos a ser felizes através da simplicidade, então desfazem-se muitas complicações, desaparecem muitas necessidades, e podemos enfim descansar. Jesus convida-nos a segui-Lo; não nos engana: estar com Ele é levar o seu jugo, assumir as exigências do amor. O sofrimento não nos será poupado, mas o seu fardo é leve, porque o nosso sofrimento não será causado pelo nosso egoísmo, mas apenas sofreremos o que seja necessário, por amor e com a ajuda do Espírito. Além disso, não esqueçamos que «as tribulações que se sofrem por Deus são suavizadas pela esperança» (Sto. Efrén).
P. Antoni POU OSB Monje de Montserrat 
(Montserrat, Barcelona, Espanha)
© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors 


No Coração de Jesus encontramos repouso para nossa alma
HOMILIA

O Coração de Jesus é o refrigério e o repouso para o nosso coração, é n’Ele que nós depositamos todas as aflições que pesam sobre a nossa alma e sobre todo o nosso ser.

“Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso” (Mateus 11, 28).

Nós celebramos hoje a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. O Coração de Jesus é o descanso para o nosso coração, é o repouso para a nossa alma, é o refrigério para as nossas fadigas e para o nosso cansaço. É o local onde nós depositamos todas as aflições que pesam sobre a nossa alma e sobre todo o nosso ser. Nós hoje somos convidados a nos refugiarmos nesse Sagrado Coração.

Sabem, meus irmãos, os maiores problemas que nós enfrentamos na nossa vida estão concentrados em nosso coração. O coração físico não bem cuidado, não bem tratado, ainda é a maior causa de morte em todo o mundo; quando o coração para de bater, tudo para, a vida se acaba. Nós vivemos, respiramos e somos porque o nosso coração bate sem parar – menos acelerado, mais acelerado – ele é o motor da nossa vida física.

A nossa vida espiritual, a nossa vida afetiva e a nossa vida psíquica se concentram em nosso coração. É ali que estão os nossos afetos, os nossos sentimentos e quando não cuidamos desse coração a nossa vida também desanda. Quantas pessoas estão ainda respirando, vivendo, mas sem sentido para a sua vida, levando uma vida quase apagada, porque o coração está muito machucado, porque o coração está muito dolorido, oprimido.

Se há uma coisa da qual nós precisamos cuidar com toda a delicadeza, mas, ao mesmo tempo, com toda a ternura e o vigor da nossa alma, é do nosso coração. Cuidar do coração significa cuidar bem daquilo que sentimos e daquilo que guardamos em nós,  porque podemos ter até muito vigor físico, mas este [nosso vigor físico] acaba muito cedo quando nós perdemos o vigor da alma, quando somos movidos pelo ressentimento, pela mágoa, pelo ódio e por tudo aquilo que nos oprime.

O Coração de Jesus é o refrigério para o nosso coração, é ali que nós purificamos a nossa alma, é ali que nós purificamos o nosso coração de tudo aquilo que nós acumulamos desta vida.

Permita-se hoje mergulhar o seu coração no Sagrado Coração de Jesus. Permita, hoje, que tudo aquilo que o machuca, que lhe dói, que o aflige, no fundo da sua alma, seja sarado por este Coração Santíssimo, que tanto nos ama.

Do coração é de onde saem os nossos amores, o amor pela vida, o amor uns pelos outros, o nosso amor a Deus. Permitamos que o grande amor da nossa vida seja o amor de Deus! Quando esse amor, que sai do Coração de Jesus, guia o amor e os amores do nosso coração, este vive mais em paz e encontra um sentido para a sua vida.

Que o Sagrado Coração de Jesus cuide do coração de cada um de nós!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte http://homilia.cancaonova.com/

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LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 9,14-17 - 08.07.2017

Sábado da 13ª Semana do Tempo Comum
8 de Julho de 2017
Cor: Verde

Evangelho - Mt 9,14-17

Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto
enquanto o noivo está com eles?

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9,14-17

Naquele tempo:
14Os discípulos de João aproximaram-se de Jesus
e perguntaram:
'Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns,
mas os teus discípulos não?'
15Disse-lhes Jesus:
'Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto
enquanto o noivo está com eles?
Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles.
Então, sim, eles jejuarão.
16Ninguém coloca remendo de pano novo em roupa velha,
porque o remendo repuxa a roupa
e o rasgão fica maior ainda.
17Também não se coloca vinho novo em odres velhos,
senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama
e os odres se perdem.
Mas vinho novo se coloca em odres novos,
e assim os dois se conservam.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 9,14-17
«Dias virão em que o noivo lhes será tirado. Então jejuarão»

Hoje notamos os novos tempos que se iniciam com Jesus, a sua nova doutrina que é ensinada com autoridade, e, como todas as coisas novas, vemos como elas chocam e questionam a realidade e os valores dominantes na sociedade. Assim, nas páginas que precedem o Evangelho que estamos contemplando, vemos a Jesus perdoando os pecados, o paralítico sendo curado e, ao mesmo tempo, acompanhamos como isso escandaliza os fariseus. Vemos também Jesus, chamado à casa de Mateus, o cobrador de impostos, comendo com eles outros publicanos e pecadores, o que fez os fariseus “subir pelas paredes”. No Evangelho de hoje são os discípulos de João que se aproximam de Jesus porque não compreendem que Ele e seus discípulos não jejuem.

Jesus que nunca deixa a ninguém sem resposta, lhes dirá: «Acaso os convidados do casamento podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo lhes será tirado. Então jejuarão» (Mt 9,15). O jejum era, e é, uma prática penitencial que contribui para «adquirir o domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração» (Catecismo da Igreja Católica, n. 2043) e a implorar à misericórdia divina. Mas nesses momentos, a misericórdia e o amor infinito de Deus estava no meio deles com a presença de Jesus, o Verbo Encarnado. Como podiam jejuar? Só havia uma atitude possível: a alegria, o gozo pela presença de Deus feito homem. Como poderiam jejuar se Jesus havia revelado uma maneira nova de relacionar-se com Deus, um espírito novo que rompia com todas aquelas maneiras antigas de viver?

Hoje Jesus está: «Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos» (Mt 28,20) e também não está, porque voltou ao Pai e por isso clamamos: Vem Senhor Jesus!

Estamos vivendo tempos de expectativa. Por isso, convém renovar-nos a cada dia, com o espírito novo de Jesus, desprendendo-nos de nossas rotinas, jejuando de tudo aquilo que nos impeça de avançar a uma identificação plena com Cristo, à santidade. «Justo é nosso choro —nosso jejum— se queimamos em desejos de vê-lo» (Santo Agostinho).

À Santa Maria, supliquemos que nos outorgue as graças que necessitamos para viver a alegria de nos sabermos filhos amados de Deus.
Rev. D. Joaquim FORTUNY i Vizcarro 
(Cunit, Tarragona, Espanha)

© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors


JESUS E O JEJUM Mt 9,14-17
HOMILIA

João Batista, cujo ministério tinha por finalidade preparar o povo para a chegada do Messias, tinha discípulos que ainda haviam ficado com ele durante o princípio do ministério do Senhor Jesus.

Eles observavam os discípulos do Messias, alguns dos quais também haviam sido de João, e vieram perguntar porque eles não jejuavam como os de João e os fariseus faziam? Era uma crítica, pois o ritual do jejum representava muito para eles.

Para compreendermos melhor o que se passou naquela ocasião, devemos lembrar que João Batista fora ainda um profeta do Velho Testamento, e ele e os seus discípulos ainda estavam presos à lei de Moisés, com seus preceitos e rituais. Ele apresentara o Messias, e foi Este que deu início a uma nova era, ou dispensação, introduzindo o Novo Testamento entre Deus e a humanidade com a propiciação feita com o Seu sangue.

O curto ministério do Messias aqui na terra foi um intervalo durante o qual Ele anunciou o início do Seu reino e preparou os Seus discípulos para a nova dispensação.

Os “filhos das bodas” mencionados na resposta são uma expressão idiomática da época significando os convidados a um casamento. O jejum entre os judeus era um ato de abnegação devido a tristeza e contrição. Assim como os convidados não podem demonstrar tristeza na presença de um noivo no seu casamento, também não era próprio para os discípulos demonstrarem tristeza enquanto o seu Salvador estivesse junto com eles.

Mas haveria ocasião para jejum quando Ele voltasse para o céu, completada a obra de redenção que viera fazer, quando então estaria fisicamente ausente dos seus discípulos.

Não existe um mandamento para jejuar como havia no Velho Testamento. O jejum é encontrado junto com a oração na igreja primitiva, em ocasiões em que a direção de Deus era pedida para a tomada de grandes decisões. Também, nas versões mais antigas, aparece com a oração em 1 Coríntios 4:5. É um ato de abnegação diante de Deus, aprovado aqui pelo Senhor Jesus.

Em seguida o Senhor usa duas ilustrações para mostrar a mudança da dispensação do Velho Testamento para a do Novo Testamento, e para ensinar que os seus princípios não devem ser misturados: Ninguém usa um retalho de pano novo para remendar uma roupa velha; pois o remendo novo encolhe e rasga a roupa velha, aumentando o buraco. Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se alguém fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres ficam estragados. Pelo contrário, o vinho novo é posto em odres novos, e assim não se perdem nem os odres nem o vinho

A utilidade do Velho Testamento, com a lei de Moisés, estava no fim, e o Senhor Jesus não veio para lhe dar continuidade mediante alguns remendos pois estes só podiam piorar a sua situação. O Velho Testamento não podia conter o Evangelho da salvação unicamente mediante a fé na obra redentora de Cristo.

O Senhor Jesus veio para introduzir uma veste totalmente nova, um vinho completamente novo, para substituir de uma só vez o que existia naquela época. O apóstolo João abrevia isso assim “a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo”.

Pelo jejum devemos proclamar que temos fome de Deus e significar que só encontramos sentido para nós na verdadeira liberdade face a tudo que é terreno e material. O nosso coração só encontra felicidade quando repousa em Deus.

Pai dá-me suficiente bom senso para reconhecer o que corresponde ao projeto de Jesus, sem querer misturá-lo com esquemas incompatíveis com a novidade do Reino.
Fonte http://homilia.cancaonova.com

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terça-feira, 4 de julho de 2017

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 9,9-13 - 07.07.2017

6ª-feira da 13ª Semana do Tempo Comum
7 de Julho de 2017
Cor: Verde

Evangelho - Mt 9,9-13

Não vim para chamar os justos mas os pecadores.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 9,9-13

Naquele tempo:
9Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus,
sentado na coletoria de impostos,
e disse-lhe: 'Segue-me!'
Ele se levantou e seguiu a Jesus.
10Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus,
vieram muitos cobradores de impostos e pecadores
e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos.
11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos
discípulos: 'Por que vosso mestre come
com os cobradores de impostos e pecadores?'
12Jesus ouviu a pergunta e respondeu:
'Aqueles que têm saúde não precisam de médico,
mas sim os doentes.
13Aprendei, pois, o que significa:
'Quero misericórdia e não sacrifício'.
De fato, eu não vim para chamar os justos,
mas os pecadores'.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 9,9-13
«Segue-me»

Hoje, o Evangelho nos fala da vocação do publicano Mateus. Jesus está preparando o pequeno grupo de discípulos que continuarão sua obra de salvação. Ele escolhe a quem quer: serão pescadores, ou de uma humilde profissão. Inclusive, chama a que lhe siga um cobrador de impostos, profissão desprezada pelos judeus —que se consideravam perfeitos observantes da lei—, porque a viam como muito próxima a ter uma vida pecadora, já que cobravam impostos em nome do governador romano, a quem não queriam submeter-se.

É suficiente com o convite de Jesus: «Segue-me!» (Mt 9,9). Com uma palavra do Mestre, Mateus deixa sua profissão e muito contente o convida a sua casa para celebrar ali um banquete de agradecimento. Era natural que Mateus tivesse um grupo de bons amigos, do mesmo “ramo profissional”, para que o acompanharam a participar de aquele convite. Segundo os fariseus, todas aquelas pessoas eram pecadores reconhecidos publicamente como tais.

Os fariseus não podem calar e comentam com alguns discípulos de Jesus: «Depois, enquanto estava à mesa na casa de Mateus, vieram muitos publicanos e pecadores e sentaram-se à mesa, junto com Jesus e seus discípulos» (Mt 9,10). A resposta de Jesus é imediata: «Tendo ouvido a pergunta, Jesus disse: “Não são as pessoas com saúde que precisam de médico, mas as doentes» (Mt 9,12). A comparação é perfeita: «De fato, não é a justos que vim chamar, mas a pecadores» (Mt 9,13).

As palavras deste Evangelho são de atualidade. Jesus continua convidando a segui-lo, cada um segundo seu estado e profissão. E seguir Jesus, com frequência, supõe deixar paixões desordenadas, mau comportamento familiar, perda de tempo, para dedicar momentos à oração, ao banquete eucarístico, à pastoral missioneira. Em fim, que «um cristão não é dono de si mesmo, e sim que está entregue ao serviço de Deus» (Santo Inácio de Antioquia).

Com certeza, Jesus me pede uma mudança de vida e, assim, me pergunto: de que grupo formo parte, da pessoa perfeita ou da que se reconhece sinceramente defeituosa? É verdade que posso melhorar?
+ Rev. D. Pere CAMPANYÀ i Ribó 
(Barcelona, Espanha)
© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors


PECADOR PÚBLICO Mt 9,9-13
HOMILIA

O Evangelho de hoje nos fala sobre a vocação de Mateus, ou seja, sobre Jesus que o chama para ser seu discípulo. Precisamos perceber que Jesus chama um pecador público. Isto era algo de extraordinário. Mas, o que significa esta expressão “pecador público“? Significa que alguém era considerado publicamente pecador, pois todos conheciam a sua conduta de pecado.

Os capítulos depois do Sermão da Montanha, ou seja, os capítulos 8 e 9, narram a atividade de Jesus. Diríamos assim que se trata do programa de vida que proclamou no Sermão da Montanha como felicidade e paz para o povo é o que ele realiza com suas atitudes e obras. Dessa maneira, Mateus apresenta a atividade messiânica de Jesus no seio de seu povo. No meio desta atividade está situado o texto que a Igreja nos oferece para refletir neste dia. Cabe-nos perguntar por que o evangelista situa o chamado de Levi neste momento de sua narrativa.

Talvez a resposta esteja no último versículo que hoje lemos: Aprendam, pois, o que significa: ‘Eu quero a misericórdia e não o sacrifício’. Porque eu não vim para chamar justos e sim pecadores, ou seja, o evangelista acha necessário esclarecer que o centro da missão do Messias é buscar o que estava perdido, curar os doentes, libertar os cativos, proclamar o ano de graça de misericórdia do Senhor! (Lc 4, 18-19).

Este é o reino que Jesus vem inaugurar e comunicar com sua vida, morte e ressurreição. E para ser partícipes e, mais ainda, colaboradores na expansão deste reino, todos(as), sem exceção, são convidados de uma maneira ternamente pessoal, rompendo qualquer norma ou preconceito que deixe alguém fora do âmbito deste reino.

Se olharmos agora para Levi, cobrador de impostos, é, sem dúvida, uma das pessoas que na época de Jesus sofriam a exclusão. Não eram queridos pelo povo por causa de seu trabalho ganancioso. Eram considerados impuros por parte das autoridades religiosas judaicas, e para o império romano não eram mais que um dos últimos degraus na escada da opressão que exerciam sobre o povo.  Por essa razão, é escandaloso para os judeus e também para os discípulos de Jesus, que ele chame Mateus para ser seu seguidor! E, como se isso não bastasse, vai à sua casa e se senta à sua mesa.

Se considerarmos a casa como símbolo da história da pessoa, e partilharmos sua mesa assim como a sua intimidade, podemos entender que o evangelista está mostrando que Jesus, quando chama Mateus, o faz dentro de sua própria história com suas luzes e sombras. A resposta que Jesus dá aos fariseus revela seu conhecimento da vida de Mateus, que o faz “merecedor” de uma atenção privilegiada por parte dele: As pessoas que têm saúde não precisam de médico, mas só as que estão doentes.

Esta maneira de olhar que Jesus tem é, por assim dizê-lo, revolucionária porque está carregada de compaixão e misericórdia. Por isso, não julga nem condena o cobrador de impostos, antes é capaz, sendo conhecedor de sua fraqueza e também de seus erros, de convidá-lo para uma vida diferente que brota da amizade com Ele.

E aqui podemos nos lembrar das palavras do Evangelho de João, quando Jesus fala da amizade: ”eu chamo vocês de amigos, porque eu comuniquei a vocês tudo o que o ouvi de meu Pai” (Jo15,15b).

O Evangelho de hoje nos diz que Jesus viu primeiro. Referindo-se a Mateus, é vê-lo na sua situação cotidiana: Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos. Mas o olhar de Jesus é capaz de ir além do que um simples olhar enxerga de um judeu cobrador de impostos. Ele reconhece em Mateus um filho muito querido de Deus, e isso é o que Ele comunica primeiro para o cobrador de impostos. Seu olhar sobre Mateus está carregado da ternura e misericórdia de Deus Pai-Mãe, que cura as feridas e perdoa os pecados, amando-o incondicionalmente.

Mas Jesus continua e diz para ele: “Segue-me!”. Abre-se diante de Mateus a possibilidade de um caminho novo, impensável até esse momento. É convidado a deixar de ser uma engrenagem do império opressor, para passar a ser íntimo colaborador na construção de um reino de liberdade, justiça e solidariedade.

Deixemos que Jesus passe e nos olhe no nosso dia-a-dia e, como Mateus, tenhamos a coragem de acolher esse olhar e a proposta que dele brota. Sem dúvida, nossa vida passará a ser diferente e poderemos também ser parte deste círculo aberto, inclusivo e integrador de amigos e amigas de Jesus que continuam lutando pela sua mesma paixão: o ser humano e a casa em que ele habita!

Pai, coloca-me sempre junto àqueles que mais carecem de tua salvação, e liberta-me de toda espécie de preconceitos que contaminam o meu coração.
Fonte http://homilia.cancaonova.com/

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LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 9,1-8 - 06.07.2017

5ª-feira da 13ª Semana do Tempo Comum
6 de Julho de 2017
Cor: Verde

Evangelho - Mt 9,1-8

A multidão glorificou a Deus,
por ter dado tal poder aos homens.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9,1-8

Naquele tempo:
1Entrando em um barco,
Jesus atravessou para a outra margem do lago
e foi para a sua cidade.
2Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama.
Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico:
'Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!'
3Então alguns mestres da Lei pensaram:
'Esse homem está blasfemando!'
4Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse:
'Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações?
5O que é mais fácil, dizer:
'Os teus pecados estão perdoados',
ou dizer: 'Levanta-te e anda'?
6Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem
tem na terra poder para perdoar pecados,
- disse, então, ao paralítico -
'Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa.'
7O paralítico então se levantou, e foi para a sua casa.
8Vendo isso, a multidão ficou com medo
e glorificou a Deus,
por ter dado tal poder aos homens.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 9,1-8
«Levanta-te, pega a tua maca e vai para casa»

Hoje encontramos uma das muitas manifestações evangélicas da bondade misericordiosa do Senhor. Todas elas nos mostram aspectos ricos em detalhes. A compaixão misericordiosamente exercida de Jesus vai desde a ressurreição de um morto ou a cura da lepra até perdoar uma mulher pecadora, passando por muitas outras curas de enfermidades e o perdão dos pecadores arrependidos. Perdão esse, expresso em parábolas como a da ovelha desgarrada, da moeda perdida e a do filho pródigo.

O Evangelho de hoje nos dá uma mostra da misericórdia do Salvador em dois aspectos de uma só vez: diante da enfermidade do corpo e da enfermidade da alma. E, considerando que a alma é mais importante, Jesus começa por ela. Sabe que o doente está arrependido de seus pecados, vê a sua fé, e a fé daqueles que o conduzem e diz: «Coragem, filho, teus pecados estão perdoados!» (Mt 9,2).

Por que começa por aí se ninguém Lhe pediu isso? Está claro que Ele lê seus pensamentos e sabe que é precisamente isto o que mais agradecerá aquele paralitico, que provavelmente, ao se ver diante da Santidade de Jesus Cristo, se sentiria confuso e envergonhado de seus próprios pecados, e com certo temor deles serem um impedimento para receber a graça da cura de sua saúde. O Senhor quer tranqüilizá-lo. Não se importa com os maus pensamentos do coração dos escribas, ao contrário, quer mostrar que veio para exercer a misericórdia com os pecadores e agora a quer proclamar.

É que aqueles que estão cegos pelo orgulho, se acham justos e por isto não aceitam a chamada de Jesus; ao contrário, O acolhem todos aqueles que sinceramente se sentem pecadores. Ante estes, Deus se inclina perdoando-os. Como diz Santo Agostinho, «é uma grande miséria o homem orgulhoso, mas é muito maior a misericórdia de Deus humilde». E, neste caso a misericórdia divina vai mais longe: como complemento do perdão, devolve a saúde: «Levanta-te, pega a tua maca e vai para casa» (Mt 9,6). Jesus quer que a felicidade do pecador convertido seja completa.

Nossa confiança nele se há de afirmar. Mas, nos sintamos pecadores, a fim de não nos fecharmos para a graça.
Rev. D. Francesc NICOLAU i Pous 
(Barcelona, Espanha)
© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors 


JESUS E O PARALÍTICO Mt 9,1-8
HOMILIA

A cura do paralítico nos é contada também pelos evangelistas Marcos (2,1-12) e Lucas (5,17-26). Marcos apresenta a história do paralítico com mais particularidades. Nos diz que os portadores do leito sobre o qual jazia o paralítico, não podendo apresentar o doente a Jesus por causa da multidão.

São todos particulares que não pertencem à historia em si, mas ao modo de apresentá-la. Na sua versão, Mateus estiliza a cena reduzindo-a ao essencial, omitindo todos os particulares. A chave para descobrir a intenção de Mateus está nas palavras de Jesus: Vendo a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: Meu filho, coragem! Teus pecados te são perdoados.

Neste texto, Mateus quer afirmar que Jesus tem o poder de perdoar os pecados. A cura do paralítico comprova esse poder. Além de ter o poder de perdoar os pecados, Jesus demonstra que tem um poder mais forte, que é aquele de penetrar os pensamentos dos escribas, sem que alguém lhe contasse, e disse-lhes: Por que pensais mal em vossos corações?

Por sua vez, Jesus, possui um conhecimento sobre-humano, sobrenatural, doado-lhe pelo Espírito Santo. Em outros momentos Jesus dirá: Vocês vêem as aparências. Eu vejo o coração. Este conhecimento sobrenatural de Jesus demonstra que Ele tem também uma dignidade única e que justifica o seu poder também único, aquele de perdoar os pecados.

Quando Jesus quer demonstrar que tem o poder sobre o pecado, o paralítico passa em segundo plano, como se não interessasse mais o paralítico curado, e sim para que saibais que o Filho do homem tem o poder de perdoar os pecados.

A razão da cura do paralítico que ouviu as palavras de Jesus levanta-te… toma a maca e volta para tua casa, é demonstrar a saúde eterna; o perdão dos pecados é mais importante do que a saúde do corpo.

Mateus, além de demonstrar o poder de Jesus, quer realçar a fé daquela multidão que se aproximou de Jesus, atraída a Ele justamente por causa deste poder. Fé tão grande que venceu todas as dificuldades. Fé que é confiança ilimitada no poder de Jesus, posto a serviço do ser humano.

Por fim, Mateus, depois de nos contar a cura e o perdão dos pecados do paralítico, nos fala daquela multidão que, diante deste milagre de Jesus, ficou com medo, glorificou a Deus por ter dado tal poder aos homens.

O poder de Jesus de perdoar os pecados foi passado aos seus discípulos-apóstolos, quando ao ressuscitar dos mortos e aparecendo-lhes, disse-lhes: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós”. Depois destas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (João 20, 21-23).

Antes Pedro, à pergunta de Jesus: “No dizer do povo, quem é o Filho do homem?” E aos seus discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. E Jesus disse a Pedro: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus: Tudo o que ligares na Terra, será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra, será desligado nos céus (Mt16,13-19).

Portanto, a Igreja de Cristo e na Igreja os homens escolhidos por Cristo, têm a missão de administrar o sacramento do perdão. Não são eles que perdoam. Mas é Cristo que o faz na pessoa do Sacerdote. Este poder de perdoar os pecados é inseparável da pessoa de Cristo e da Sua Igreja, Uma, Santa Católica e Apostólica.

Pai, que minha fé ilimitada em teu Filho Jesus seja penhor de perdão e cura. Que o poder de Jesus me cure a partir do meu interior.
Fonte http://homilia.cancaonova.com

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