terça-feira, 7 de abril de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Lc 24,35-48 - 09.04.2015 - Assim está escrito: o Messias sofrerá e ressuscitará dos mortos no terceiro dia

Senhor Jesus,
que tua paz aconteça na minha vida
e na vida das comunidades cristãs,
para sermos, assim, testemunhas da tua Ressurreição.
5ª-feira na Oitava da Páscoa
Cor: Branco

Evangelho - Lc 24,35-48

Assim está escrito: o Messias sofrerá e
ressuscitará dos mortos no terceiro dia

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 24,35-48

Naquele tempo:
35Os dois discípulos contaram
o que tinha acontecido no caminho,
e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.
36Ainda estavam falando,
quando o próprio Jesus apareceu no meio deles
e lhes disse:
'A paz esteja convosco!'
37Eles ficaram assustados e cheios de medo,
pensando que estavam vendo um fantasma.
38Mas Jesus disse: 'Por que estais preocupados,
e porque tendes dúvidas no coração?
39Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo!
Tocai em mim e vede!
Um fantasma não tem carne, nem ossos,
como estais vendo que eu tenho'.
40E dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés.
41Mas eles ainda não podiam acreditar,
porque estavam muito alegres e surpresos.
Então Jesus disse:
'Tendes aqui alguma coisa para comer?'
42Deram-lhe um pedaço de peixe assado.
43Ele o tomou e comeu diante deles.
44Depois disse-lhes:
'São estas as coisas que vos falei
quando ainda estava convosco:
era preciso que se cumprisse tudo
o que está escrito sobre mim
na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos'.
45Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos
para entenderem as Escrituras,
46e lhes disse: 'Assim está escrito:
O Cristo sofrerá
e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia
47e no seu nome, serão anunciados
a conversão e o perdão dos pecados
a todas as nações, começando por Jerusalém.
48Vós sereis testemunhas de tudo isso'.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Lc 24, 35-48

Quando a comunidade está reunida, realiza-se a experiência pascal, a experiência da presença do Ressuscitado. Esta presença é a manifestação do Deus da Paz, o Deus real, o Deus vivo e verdadeiro, do Deus que é solidário com os homens e está sempre participando de suas vidas, mesmos que eles não sejam capazes de perceber isso. Não é a manifestação de um fantasma qualquer. Esta experiência comunitária da presença do Ressuscitado faz com que a comunidade se torne evangelizadora, testemunha de todos os valores pelos quais Jesus morreu e ressuscitou, se torne testemunha de que de fato Jesus é o Filho do Deus vivo, que cumpriu plenamente a vontade do Pai.
Fonte CNBB



AS TESTEMUNHAS DE JESUS Lc 24,35-48
HOMILIA

O evangelho de hoje é a segunda parte do capítulo 24 de Lucas, que relata primeiro a história das mulheres diante do túmulo de Jesus, e agora o incidente do encontro de Jesus Ressuscitado com os dois discípulos na estrada de Emaús. Devemos recordar que Lucas estava escrevendo a sua obra em vista dos problemas da sua comunidade pelo ano 85. Já não estamos mais com a primeira geração de discípulos - já se passou mais de meio século desde os eventos pascais. A comunidade já está vacilando na sua fé - as perseguições estão no horizonte, ou até acontecendo; o primeiro entusiasmo diminuiu, os membros estão cansados da caminhada e perdendo de vista a mensagem vitoriosa da Páscoa. Parece mais forte a morte do que a vida, a opressão do que a libertação, o pecado do que a graça.
Depois de Jesus se ter aparecido a Maria Madalena e ter dado ordens para que os seus discípulos partam para a Galileia e depois do incidente do encontro de Jesus Ressuscitado com os dois discípulo na estrada de Emáus, aparece finalmente ao grupo reunido para lhes decepar as dúvidas e fortalecer-lhes a fé. Pois a comunidade estava vacilando na sua fé – as perseguições estão no horizonte, ou até acontecendo; o primeiro entusiasmo diminuiu, os membros estão cansados da caminhada e perdendo de vista a mensagem vitoriosa da Páscoa. Parece mais forte a morte do que a vida, a opressão do que a libertação, o pecado do que a graça. E, então Jesus aparece e lhes diz: A PAZ ESTEJA CONVOSCO
Neste cenário, Lucas escreve este capítulo. Traz uma mensagem de ânimo e coragem aos desanimados e vacilantes da sua época - e da nossa! Para as mulheres, os dois anjos perguntam por que estão procurando entre os mortos aquele que está vivo? E afirmam: Ele não está aqui! Ressuscitou! Mensagem atual para os nossos tempos - diante da péssima situação da maioria do nosso povo que enfrenta a dura luta pela sobrevivência, com desemprego, baixo salário, falta de terra e moradia, uma herança de décadas de descaso dos governantes com a saúde pública e a educação, é muito fácil perder esperança e coragem. Mas, Jesus venceu o mal, não foi derrotado pela morte, e está no meio de nós!
Os dois discípulos no caminho de Emaús são imagem viva da comunidade de Lucas e de muitas hoje! Já sabem do túmulo vazio, mas estão desanimados, desiludidos, sem forças - pois ainda não fizeram a experiência da presença de Jesus Ressuscitado. Pois, a nossa fé não se baseia no túmulo vazio, mas pelo contrário, a nossa experiência do Ressuscitado explica porque ele ficou vazio. Os dois só fazem esta experiência quando partilham o pão! A Escritura fez com que os seus corações ardessem pelo caminho, mas não lhes abriu os olhos - para isso era necessário formar uma comunidade celebrativa de fé e partilha: contaram... como tinham reconhecido Jesus quando ele partiu o pão.
Finalmente, o grupo dos discípulos reunidos em Jerusalém é símbolo das comunidades confusas e vacilantes. Tinham dificuldade em acreditar - pois a mensagem da Ressurreição é realmente espantosa! Mas, uma vez feita essa experiência, eles se transformam e se tornam testemunhas vivas do que sentiram, experimentaram e vivenciaram: E vocês são testemunhas disso. Um grupo de derrotados, desesperançados e desunidos se transformam num grupo de missionários corajosos e convictos, assumindo a tarefa de anunciar no seu nome a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações.
Hoje em dia, quando muitos cristãos se desanimam, ou restringem a sua fé à esfera particular, sem que tenha qualquer influência sobre a sua vivência social, a mensagem de Lucas nos convida a redescobrirmos a realidade da presença do Ressuscitado entre nós. Mas, essa experiência não serve somente para o nosso consolo pessoal - somos comandados a imitar os dois de Emaús, que, feita a experiência do Ressuscitado, levantaram na mesma hora e voltaram para Jerusalém. Pois, a nossa experiência religiosa não é algo intimista e individualista, mas algo que nos deve propulsionar para a missão, para a construção de um mundo conforme a vontade de Deus, um mundo de justiça, paz e integridade da criação, sem excluídos e marginalizados!
Pai, faze-me compreender a importância da comunidade na dinâmica da consolidação de minha fé no Senhor ressuscitado e a ser testemunha de tudo o que vi e ouvi sobre a ação salvadora de Jesus no mundo.
Fonte Padre BANTU SAYLA

segunda-feira, 6 de abril de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Lc 24,13-35 - 08.04.2015 - Reconheceram-no ao partir o pão.


Pai
não permitas que eu caia na tentação
de viver distante de meus irmãos e irmãs de fé,
pois o Senhor Ressuscitado nos quer todos
reunidos em seu nome.





4ª-feira na Oitava da Páscoa
Cor: Branco

Evangelho - Lc 24,13-35

Reconheceram-no ao partir o pão.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 24,13-35

13Naquele mesmo dia, o primeiro da semana,
dois dos discípulos de Jesus
iam para um povoado, chamado Emaús,
distante onze quilômetros de Jerusalém.
14Conversavam sobre todas as coisas que tinham
acontecido.
15Enquanto conversavam e discutiam,
o próprio Jesus se aproximou
e começou a caminhar com eles.
16Os discípulos, porém, estavam como que cegos,
e não o reconheceram.
17Então Jesus perguntou:
'O que ides conversando pelo caminho?'
Eles pararam, com o rosto triste,
18e um deles, chamado Cléofas, lhe disse:
'Tu és o único peregrino em Jerusalém
que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?'
19Ele perguntou: 'O que foi?'
Os discípulos responderam:
'O que aconteceu com Jesus, o Nazareno,
que foi um profeta poderoso em obras e palavras,
diante de Deus e diante de todo o povo.
20Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes
o entregaram para ser condenado à morte e o
crucificaram.
21Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel,
mas, apesar de tudo isso,
já faz três dias que todas essas coisas aconteceram!
22É verdade que algumas mulheres do nosso grupo
nos deram um susto.
Elas foram de madrugada ao túmulo
23e não encontraram o corpo dele.
Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos
e que estes afirmaram que Jesus está vivo.
24Alguns dos nossos foram ao túmulo
e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito.
A ele, porém, ninguém o viu.'
25Então Jesus lhes disse:
'Como sois sem inteligência e lentos
para crer em tudo o que os profetas falaram!
26Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso
para entrar na sua glória?'
27E, começando por Moisés e passando pelos Profetas,
explicava aos discípulos
todas as passagens da Escritura
que falavam a respeito dele.
28Quando chegaram perto do povoado para onde iam,
Jesus fez de conta que ia mais adiante.
29Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo:
'Fica conosco, pois já é tarde
e a noite vem chegando!'
Jesus entrou para ficar com eles.
30Quando se sentou à mesa com eles,
tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía.
31Nisso os olhos dos discípulos se abriram
e eles reconheceram Jesus.
Jesus, porém, desapareceu da frente deles.
32Então um disse ao outro:
'Não estava ardendo o nosso coração
quando ele nos falava pelo caminho,
e nos explicava as Escrituras?'
33Naquela mesma hora, eles se levantaram
e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze
reunidos com os outros.
34E estes confirmaram:
'Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!'
35Então os dois contaram
o que tinha acontecido no caminho,
e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Lc 24, 13-35

Este trecho nos mostra todas as etapas do trabalho evangelizador. Inicialmente, as pessoas estão caminhando em comunidade. Ninguém caminha verdadeiramente quando está sozinho. Jesus é o verdadeiro evangelizador, que entra na caminhada das pessoas, caminha com elas. Durante a caminhada, faz seus corações arderem, porque desperta neles o amor, permanece com eles, formando uma nova comunidade, e se dá verdadeiramente a conhecer quando as pessoas dão respostas concretas aos apelos do amor, fazendo com que elas sejam novas testemunhas da ressurreição.
Fonte CNBB



EMAÚS DOS NOSSOS DIAS Lc 24,13-35
HOMILIA

Naquela hora de desespero, alguém se aproxima e começa a caminhar com eles. Uma simples pergunta do novo companheiro os faz parar: De que estais falando? Não é possível que exista uma única pessoa neste país que desconheça os fatos cruéis da semana passada! Poderia ser a primeira reação. Mas logo aproveitam para partilhar a dor, a saudade, a frustração. Corriam notícias sobre o túmulo vazio e a aparição de anjos. Mesmo assim continuam inconsoláveis e reclamam: Ninguém viu Jesus!

Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! Que voz é esta? Os dois a conhecem. Soa-lhes tão familiar! Embora os olhos permaneçam vedados e a razão obscurecida, o coração se abre, se dilata, começa a arder no peito. Ninguém jamais falou como esse homem! responderam até os guardas, tempos atrás encarregados de prender Jesus. Nem estes homens rudes conseguiram resistir às suas palavras! As multidões ficaram extasiadas com o seu ensinamento, porque as ensinava com autoridade. Toda experiência do convívio com o Mestre nos anos que passaram emerge do fundo da alma, vem, de repente, à tona enquanto o companheiro de viagem explica as passagens da Escritura, evocando Moisés e os Profetas. Sua fala pelo caminho alivia a dor, derrete a saudade, afoga o desânimo. Não querem deixá-lo ir adiante quando chegam ao destino. “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando! É como se dissem: A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna! A solidão machuca. Ficar novamente só, fará reaparecer a tristeza e a dor. “Fica conosco!“ é o pedido insistente, dirigido a quem ainda não reconhecem. No fundo do coração, porém, já experimentam a alegria que tantas vezes sentiam quando o Mestre lhes falava.

“Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!“ “Tu tens palavras de vida eterna!“ O companheiro do caminho para Emaús não abandonou os discípulos! “Entrou para ficar com eles. Sentou-se à mesa com os dois, tomou o pão e abençoou, depois o partiu e deu a eles“ (Lc 24,29-30). E na fração do pão acontece o milagre da Páscoa: os dois reconhecem o Mestre. Vêem as mãos perfuradas e aquele inigualável semblante do Filho de Deus. Mas, ao mesmo tempo, Ele “tornou-se invisível“ (Lc 24,31) .

Ficou o pão partido e uma taça de vinho partilhada. Ficaram as palavras que fizeram arder os corações. Ficou a inebriante alegria em que Ele transformou o desespero dos discípulos. Agora não é mais necessário ver Jesus com os olhos do corpo. Com a experiência que tiveram em Emaús, os discípulos encarregar-se-ão de anunciá-lo e testemunhá-lo pelo mundo afora.

Nos momentos difíceis grite como os dois Apóstolos: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Ele entra para ficar com eles. À mesa, Jesus toma o pão, abençoa e lhes dá. “Seus olhos se abriram, e eles o reconheceram”. Jesus desaparece da vista deles, mas fica no seu coração. “Não estava ardendo o nosso coração, quando ele nos explicava as Escrituras?” A experiência é tão extraordinária, que os discípulos precisam levar à notícia, naquela mesma noite, a Jerusalém.

No momento em que Jesus parte o pão, os discípulos de Emaús se tornam missionários, mensageiros da Boa Nova. “Na mesma hora eles se levantaram e voltaram para Jerusalém… e contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus quando ele partiu o pão. Ao distanciarem-se da comunidade, caminharam para Emaús à luz do dia, mas havia escuridão por dentro. Depois que o Mestre se revelou, atravessam a escuridão da noite, sem medo de tropeçar, porque o coração pulsa de alegria, cheia de luz. Há um novo olhar, uma nova motivação, uma nova e luz no horizonte.

A missão nasce sempre de um encontro com Jesus vivo, com o Cristo pascal. Os Evangelhos não terminam na Sexta-feira Santa, com o Cristo morto e sepultado. O grande e retumbante final da sinfonia é a esplêndida aurora da Páscoa, aquele deslumbrante primeiro dia da semana: o Cristo ressuscitado, vivo, vencedor da morte, o triunfo do bem sobre o mal, a vitória da graça sobre o pecado, a alegria do amor e da paz contra as tramas diabólicas do ódio e da guerra. “Realmente o Senhor ressuscitou! Proclamam os “Onze, reunidos com os outros“ em Jerusalém.

Celebramos a real presença deste Deus conosco na Eucaristia, memória do mistério pascal, mistério da cruz e ressurreição, mistério da redenção e reconciliação, que inicia a Nova Aliança. Em cada Eucaristia olhamos para Deus, celebramos o Deus conosco, sua encarnação, paixão morte e ressurreição. “É Deus Pai quem nos atrai por meio da entrega eucarística de seu Filho, dom de amor com o qual saiu ao encontro de seus filhos, para que, renovados pela força do Espírito, possamos chamá-lo de Pai” . Da ação de graças, da doação gratuita do Cordeiro de Deus, emerge a energia missionária da Eucaristia. A Eucaristia é a ponte para o ministério apostólico. Eucaristia é Nova Aliança que pressupõe reconciliação, unidade na diversidade, solidariedade até as últimas conseqüências.

Ao partir o pão, eles o reconhecem e retornam ao Caminho. Nossa fé é o encontro pascal com o Senhor Jesus. É a certeza de que ele está vivo. Nossa fé é uma fé pascal e pessoal. Não se trata apenas de crer em alguma coisa. A profissão fundamental é: “Eu creio em Ti, Senhor! E por isso me comprometo e me torno evangelizador.

Evangelizar, ser missionário, é irradiar “o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos e o que nossas mãos apalparam do Verbo da vida porque a Vida manifestou-se. Sejam quais forem nossas fraquezas, misérias, limitações, o que contagia todas as culturas, o que convence todos os povos e raças, é o testemunho da alegria e da graça de termos encontrado o Senhor Ressuscitado. Tudo isso é graças à força do pão partido de Emaús, é o vigor do fruto da videira no cálice da Nova Aliança, é o corpo entregue e o sangue derramado de Jesus, morto e ressuscitado.
Fonte Canção Nova

domingo, 5 de abril de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 20,11-18 - 07.04.2015 - 'Eu vi o Senhor!'; e eis o que ele me disse.

Pai,
ensina-me a ter um relacionamento conveniente
com o Ressuscitado,
reconhecendo que ele quer fazer de mim
uma testemunha da ressurreição.
3ª-feira na Oitava da Páscoa
Cor: Branco

Evangelho - Jo 20,11-18

'Eu vi o Senhor!'; e eis o que ele me disse.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 20,11-18

Naquele tempo:
11Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando.
Enquanto chorava,
inclinou-se e olhou para dentro do túmulo.
12Viu, então, dois anjos vestidos de branco,
sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus,
um à cabeceira e outro aos pés.
13Os anjos perguntaram:
'Mulher, por que choras?'
Ela respondeu:
'Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram'.
14Tendo dito isto,
Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé.
Mas não sabia que era Jesus.
15Jesus perguntou-lhe:
'Mulher, por que choras?
A quem procuras?'
Pensando que era o jardineiro, Maria disse:
'Senhor, se foste tu que o levaste
dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar'.
16Então Jesus disse: 'Maria!'
Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: 'Rabuni'
(que quer dizer: Mestre).
17Jesus disse: 'Não me segures.
Ainda não subi para junto do Pai.
Mas vai dizer aos meus irmãos:
subo para junto do meu Pai e vosso Pai,
meu Deus e vosso Deus'.
18Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos:
'Eu vi o Senhor!',
e contou o que Jesus lhe tinha dito.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 20, 11-18

Maria Madalena queria somente estar com Jesus, ainda que ele estivesse morto. Queria estar com ele, mesmo que tivesse que ir buscá-lo, onde quer que o tivessem colocado. Chorava porque não havia encontrado Jesus. Estaria disposta a qualquer sacrifício para realizar o seu intento. Porém, se as pessoas correspondem ao amor de Deus, tanto mais Deus corresponde ao amor dos homens. Maria Madalena recebeu a grande recompensa pelo seu amor: fez a grande experiência do encontro pessoal com o ressuscitado, e anunciou a todos esta experiência.
Fonte CNBB



JESUS APARECE A MARIA MADALENA Jo 20,11-18
HOMILIA

A figura de Maria Madalena tem ao longo dos séculos, alimentado algumas histórias e lendas, sobre uma pretensa relação amorosa com Jesus. Não é necessário, fixarmo-nos em especulações, sobre um relacionamento diferente entre os dois.
É bem natural, que sendo Maria Madalena uma pessoa afectuosa, nas suas relações com o Mestre, manifestasse o carinho que sentia por Ele. Quando amamos, fazêmo-lo com tudo o que somos e temos.
O importante a ressaltar da figura de Maria Madalena, é o da mulher/discípula, que aderiu de forma radical à proposta libertadora de Jesus, e isso mudou para sempre, a sua vida. Vemos em Maria Madalena, o símbolo de tantas mulheres, que ao longo da história assumiram a sua quota parte de transformação do mundo. Libertaram-se, e foram agentes de mudança, de esquemas opressores de poder, negativamente entendido.
Concretamente, neste trecho do evangelho de João, vêmo-la desanimada com a morte do seu Senhor, e, como depois de o reconhecer vivo, corre a manifestar isso aos outros.
Para mim, hoje a história de Maria de Mágdala me recorda uma verdade fundamental: discípulo de Cristo é quem, na experiência da debilidade humana, teve a humildade de pedir-lhe ajuda, foi curada por Ele, e lhe seguiu de perto, convertendo-se em testemunha do poder de seu amor misericordioso, que é mais forte que o pecado.

Maria, em lágrimas, inclina-se e olha para dentro do túmulo. Ela já tinha, todavia constatado que estava vazio, e tinha anunciado o desaparecimento do Senhor. Porque se inclina então ainda? Porque quer ver de novo? Porque o amor não se contenta com um único olhar; o amor é uma conquista sempre mais ardente. Ela já O procurou, mas em vão; obstina-se e acaba por descobrir.
Ainda hoje, o coração de muitos cristãos, reconhece o Senhor vivo, e exlama como Maria Madalena: Raboni! Portanto, saíamos em disparada como fez Maria Madalena a anunciar a todos: “Eu vi o Senhor!” E você: já viu o Senhor? – Relembre a sua experiência! – Você já correu para contá-la a alguém? Jesus envia hoje você para proclama-l’O a todos os homens e mulheres que Ele está Vivo e Ressuscitado. Sejas Seu testemunho e grite bem alto: EU VI O SENHOR.
Fonte Padre BANTU SAYLA

sábado, 4 de abril de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 28,8-15 - 06.04.2015

Pai, faze-me compreender que a ressurreição de Jesus é obra do teu amor por ele e por toda a humanidade.
2ª-feira na Oitava da Páscoa
Cor: Branco

Evangelho - Mt 28,8-15

Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam
para a Galiléia. Lá eles me verão.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 28,8-15

Naquele tempo:
8As mulheres partiram depressa do sepulcro.
Estavam com medo, mas correram com grande alegria,
para dar a notícia aos discípulos.
9De repente, Jesus foi ao encontro delas, e disse:
'Alegrai-vos!'
As mulheres aproximaram-se,
e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés.
10Então Jesus disse a elas: 'Não tenhais medo.
Ide anunciar aos meus irmãos
que se dirijam para a Galiléia.
Lá eles me verão.'
11Quando as mulheres partiram,
alguns guardas do túmulo foram à cidade,
e comunicaram aos sumos sacerdotes
tudo o que havia acontecido.
12Os sumos sacerdotes reuniram-se com os anciãos,
e deram uma grande soma de dinheiro aos soldados,
13dizendo-lhes:
'Dizei que os discípulos dele foram durante a noite
e roubaram o corpo, enquanto vós dormíeis.
14Se o governador ficar sabendo disso, nós o convenceremos.
Não vos preocupeis.'
15Os soldados pegaram o dinheiro,
e agiram de acordo com as instruções recebidas.
E assim, o boato espalhou-se entre os judeus,
até ao dia de hoje.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 28, 8-15

A ressurreição de Jesus, assim como a sua vida e a sua morte, tornou-se causa de divisão. Os que não crêem fazem tudo e usam de todos os meios para negarem o fato. Apesar de saberem a verdade e as conseqüências que acarretariam suas mentiras, os sumos sacerdotes e os anciãos, que ouviram das únicas testemunhas do fato da ressurreição a narrativa do fato, pagam para que tudo fique oculto e a ressurreição seja negada. Mas para quem nele crê, a ressurreição é motivo de grande alegria, é motivação para que a notícia seja espalhada rapidamente, mas principalmente é ocasião para o encontro pessoal com o ressuscitado.
Fonte CNBB



A RESSURREIÇÃO DE JESUS Mt 28,8-15
HOMILIA

O anúncio pascal, hoje ressoa vibrante não se trata de um roubo como os chefes dos sacerdotes queriam forjar à todo o custo: O SENHOR RESSUSCITOU, VENCEU A MORTE E VIVE PARA SEMPRE! Nasce imortal, a humanidade nova! Dá-se a nova criação e o novo êxodo! Celebramos a energia amorosa de Deus que, pelo Espírito, faz novas todas as coisas. Com as santas mulheres, vamos ao túmulo vazio e nos tornemos testemunhas da ressurreição. Celebramos a Páscoa de Jesus Cristo que se realiza em todas as pessoas e grupos que promovem a dignidade humana, a vida nova e a paz. Alegres, cantemos.
Esta é a notícia mais importante para a humanidade de todos os tempos que você e eu somos enviados a anunciar: Cristo ressuscitou. Ressuscitando, Cristo venceu o mal e a morte; derrotou o pecado e as suas conseqüências. Ressuscitando, Cristo garantiu vida plena, vida em abundância, vida eterna para nós.
O mal e a morte estão presentes no nosso mundo, mas não têm mais a última palavra; Cristo ressuscitado venceu-os para sempre. Com Cristo, nós também venceremos o mal que nos cerca; com Cristo passaremos da morte para a vida.
Mais uma vez, o anúncio da ressurreição do Senhor vem tornar mais firme a nossa esperança diante dos desafios e dificuldades que encontramos no nosso dia-a-dia, pois Cristo ressuscitou, Cristo está vivo no meio de nós! Ele caminha conosco e orienta a nossa história pessoal, familiar e comunitária.
Desejo que Jesus ressuscitado se faça presente na sua vida e na de todos os homens com a sua força de vida nova e de paz. Que você se deixe alcançar pelo Ressuscitado que sempre infunde coragem e paz. Desejo que você, como os discípulos de Emaús, se deixe envolver pessoalmente pelo Ressuscitado e, assim, se torne melhor discípulo e missionário d’Ele. Pois, a sua ordem como Ressuscitado é: Não tenhais medo! Ide dizer aos meus irmãos que partam para a Galiléia e lá Me verão! A Galiléia de hoje é a sua casa, são os seus familiares, vizinhos, colegas e amigos a quem você deve anunciar sem medo de nada e de ninguém que Ele ressuscitou verdadeiramente, como havia dito.
A certeza de que o Filho de Deus se fez um de nós em Jesus e completou em sua vida, morte e ressurreição o projeto de Salvação que brotou do amor apaixonado da Trindade Santíssima em favor da humanidade decaída, nos deve encher de uma alegria transbordante e tornar-nos apaixonados seguidores e anunciadores de seu Evangelho. Com São Paulo devemos todos dizer: “Com os fracos eu me fiz fraco para ganhar os fracos. Com todos, eu me fiz tudo, para certamente salvar alguns. Por causa do evangelho eu faço tudo, para ter parte nele” (1Cor 9,22-23). Que a celebração da Ressurreição do Senhor, nos leve ao compromisso de construirmos juntos um reino que se mostre discípula e missionária de Jesus, dos excluídos da sociedade. A ti e a toda a tua família continuou desejando uma Feliz e Santa Páscoa!
Pai, faze-me compreender que a ressurreição de Jesus é obra do teu amor por ele e por toda a humanidade.


Fonte Padre BANTU SAYLA

sexta-feira, 3 de abril de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 20,1-9 - 05.04.2015 - Ele devia ressuscitar dos mortos.

Ó Deus,
que alegrastes o mundo com a ressurreição de vosso Filho,
Jesus Cristo, Senhor nosso, concedei-nos, vo-lo suplicamos,
que por sua Mãe a Virgem Maria alcancemos
as alegrias da vida eterna.
Domingo da Páscoa
Cor: Branco

Evangelho - Jo 20,1-9

Ele devia ressuscitar dos mortos.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 20,1-9

1No primeiro dia da semana,
Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus,
bem de madrugada, quando ainda estava escuro,
e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo.
2Então ela saiu correndo
e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo,
aquele que Jesus amava,
e lhes disse: 'Tiraram o Senhor do túmulo,
e não sabemos onde o colocaram.'
3Saíram, então, Pedro e o outro discípulo
e foram ao túmulo.
4Os dois corriam juntos,
mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro
e chegou primeiro ao túmulo.
5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão,
mas não entrou.
6Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás,
e entrou no túmulo.
Viu as faixas de linho deitadas no chão
7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus,
não posto com as faixas,
mas enrolado num lugar à parte.
8Então entrou também o outro discípulo,
que tinha chegado primeiro ao túmulo.
Ele viu, e acreditou.
9De fato, eles ainda não tinham compreendido a
Escritura,
segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 20,1-9
Jesus Cristo ressuscitado é fonte de luz

A festa da Páscoa de Jesus Cristo é a mais importante de todo o ano litúrgico. É uma festa luminosa. O Senhor ressuscitado dos mortos ilumina a humanidade inteira. O relato dos discípulos de Emaús, uma das páginas mais belas de toda a Sagrada Escritura, é a narração da Páscoa dos discípulos: o Senhor ressuscitado faz os discípulos passarem da cegueira à luz, da tristeza à alegria e do isolamento à comunhão. O caminho que separa Jerusalém de Emaús é metáfora de um caminho muito mais longo, o caminho através das Escrituras, em que a lição de exegese dada por Jesus aos dois discípulos oferece condições de eles reconhecerem o Senhor no partir o pão. A morte de Jesus representou uma forte frustração para aqueles que punham nele as esperanças messiânicas e fez com que, por um instante, a comunidade dos discípulos entrasse em crise. O nosso texto visa transmitir o fato que permitiu a passagem do abatimento à alegria, do ver ao reconhecer. O espaço teológico-espiritual entre o ver e o reconhecer permitiu a Jesus a lição de exegese. No tempo do reconhecimento os discípulos confessarão que foi ela que os transformou. A explicação e compreensão da Escritura, à luz da ressurreição do Senhor, abriram-lhes os olhos para o reconhecimento. A primeira ressurreição para os discípulos é, então, a da memória. Eles compreenderam, então, que o Senhor que se apresenta vivo no meio deles, de alguma forma, estava presente em toda a Escritura, a qual, por sua vez, encontra nele sua plenitude e sentido. Quando do reconhecimento, o Senhor desapareceu da vista deles. É que a visão física não é mais necessária para “ver” o Senhor. Mesmo invisível aos olhos, o Senhor está e permanecerá presente. A invisibilidade não significa, no que diz respeito à fé, ausência. Fato, aliás, que eles nem sequer mencionam, como se a visibilidade não tivesse a menor importância. O que retém a atenção, e é objeto da mensagem deles aos demais discípulos, é o acontecido no caminho para Emaús, no tempo que precedeu o reconhecimento, tempo de escuta, em que o Mestre ressuscitado continua a instruir os seus discípulos. Se a morte dispersou os discípulos, a experiência do Ressuscitado os congrega. Jesus Cristo ressuscitado é fonte de luz. A ressurreição do Senhor dá sentido à sua paixão; sem a ressurreição a paixão seria um fracasso total. Racionalmente, a ressurreição é inexplicável, mas a fé nos permite experimentar, em nossa própria vida, os seus efeitos que iluminam o mistério de Jesus e da nossa existência.
Pe. Carlos Alberto Contieri

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O TÚMULO VAZIO Jo 20,1-9
HOMILIA

Aleluia, Cristo Ressuscitou Verdadeiramente! Venceu a morte e despojou o império das trevas, sendo vitorioso e dando-nos também a vitória. Ele venceu e também somos vencedores com ele. Meu irmão minha irmã, Jesus despojou o império das trevas. 1Co. 15:57 – Somos vitoriosos porque Deus nos deu a vitória em Jesus Seu Filho. Não pelos nossos méritos. E sim pela Sua graça.

Cante bem alto: Glória a Deus nas Alturas, o Aleluia de Festa. Pois Chegou para nós o dia sem ocaso. O sol brilha para nós apontando-nos o caminho da eternidade. Alías, Deus sempre nos conduz em triunfo para que nós espalhemos o cheiro do conhecimento de Deus por todo lugar que andamos.

Por Cristo e em Cristo somos mais que vencedores porque por Ele, passamos da do fracasso, da derrota para a fortaleza, a vitória o triunfo. Da morte para a vida! Tudo isso Deus o fez por amor.

Pode Deus ficar em uma cruz? Sim, Ele morreu lá, por amor de você. Pode Deus permanecer em um túmulo? Não, Ele ressuscitou para que você fosse vitorioso.

Caríssimo, se somos vitoriosos, porque guardamos para nós os maus momentos? Por que os abraçamos? Por que os mantemos conosco. Os maus momentos, maus hábitos, modo egoísta, mentiras, fanatismos, os deslizes, as falhas. Por que mantemos isto conosco? Precisamos deixar todo este lixo aos pés da cruz! Podemos fazer isso porque Deus quer! Ele quer que façamos isto, porque sabe que não podemos viver como Ele. Só ele é santo. É a cruz e o túmulo vazio que nos santifica. Devemos deixar os maus momentos na cruz e caminhar com Ele em vitória, pois Jesus não ficou no túmulo. A pedra foi removida. Deus faz mais que perdoar os pecados, Ele os remove.

A ressurreição é o motivo principal da pregação do evangelho. O evento que encheu o coração dos discípulos de esperança e os tornou mensageiros do evangelho da graça foi à visão do sepulcro vazio. A aurora do primeiro dia suscitou um novo ânimo aos decepcionados. Ora, se Cristo ressuscitou de fato, então há perspectiva para uma humanidade transtornada pelo pecado.

Jesus Cristo ressuscitado é o Senhor e Salvador dos pecadores desenganados. A ressurreição de Cristo Jesus é a prova evidente que a morte foi vencida e o pecado perdeu a sua força de condenação. A história da crucificação não termina com um funeral, mas com um festival de aleluia. O anjo anunciava às mulheres com júbilo: Ele não está aqui; ressuscitou como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia. Mateus 28:6.

A pregação verdadeira do evangelho começa com a visão convincente da morte e ressurreição de Cristo. As testemunhas são as únicas pessoas que podem, falar de fato, daquilo que presenciaram. Pedro e João, quando estavam sendo ameaçados pelas autoridades judaicas, para que não pregassem a Jesus ressuscitado, disseram: pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos. Atos 4:20.

Se a morte de Jesus trouxe desesperança para os seus discípulos, sua ressurreição originou uma torrente de esperança, capaz de enxergar através de nuvens espessas. Já que Cristo ressuscitou não há mais barreira que impeça a efetivação de suas promessas.

Só o milagre do túmulo vazio poderia encher o coração dos discípulos da certeza da salvação. A regeneração do homem pecador é um produto da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. 1 Pedro 1:3.

A visão espiritual do túmulo vazio, que é produzida pela fé, através da Palavra de Deus, nos garante uma certeza inconfundível de que a nossa salvação é dom gracioso, que nos motiva ao testemunho. Como insistia Thomas Brooks, uma alma dominada pela certeza não está disposta a ir para o céu sem companhia.

A falta de convicção inabalável da obra salvadora por meio de Cristo Jesus é o principal agente da apatia na pregação. Sem a firmeza do evangelho não há como se pregar, com confiança, a sua mensagem. Muitos apregoam um sistema religioso com a presunção de estar pregando o evangelho. Mas somente a segurança da ressurreição de Cristo, bem como da nossa ressurreição com Cristo, pode assegurar uma pregação legítima do evangelho autêntico.

As mulheres que foram ver o sepulcro onde Jesus havia sido sepultado saíram de lá ao romper da manhã, ainda que atônitas, com duas certezas: primeiro não havia cadáver na tumba. A fé cristã começa no primeiro dia da semana, nas primeiras horas do dia, com uma certeza da vitória. A morte foi vencida e o Salvador não é um defunto.

Devemos deixar os nossos maus momentos na cruz e também os momentos ruins dos nossos irmãos que chegam até nós. Devemos amá-los. Se amarmos a Deus, amamos os nossos irmãos. Como podemos nos chegar diante de Deus e pedir perdão, se nós não perdoamos os nossos irmãos?

Coisas do passado sempre são trazidas ao presente. Como alguns têm boa memória para os erros dos irmãos e péssima memória para a mudança dos seus irmãos. Pare de se prender nos erros do passado. Olhe para o verde que pode brotar no coração do seu irmão. Assim como ressuscitou com Cristo e é nova criatura também o seu irmão é em Cristo e com Cristo uma nova criatura!

Abandone seus pecados antes que eles contaminem totalmente você. Abandone o rancor, antes que ele o incite à raiva e contenda. Entregue a Deus a sua ansiedade antes que ela o iniba de caminhar com fé. Dê a Deus os teus momentos ruins. Se você deixar com Deus os teus momentos ruins, só sobrarão bons momentos e então Cristo terá ressuscitado em você. E se Cristo ressuscitou em você, já não é você que vive. Mas é Cristo que vive em no seu corpo e se Cristo vive em você, em você tudo é santo. Porque está envolvido pela luz d’Aquele que Verdadeiramente Ressuscitou.
Fonte Canção Nova

quinta-feira, 2 de abril de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mc 16,1-7 - 04.04.2015 - Jesus de Nazaré, que foi crucificado, ressuscitou.

Ó Deus,
que alegrastes o mundo com a ressurreição de vosso Filho,
Jesus Cristo, Senhor nosso, concedei-nos, vo-lo suplicamos,
que por sua Mãe a Virgem Maria alcancemos
as alegrias da vida eterna.
Sábado Santo Páscoa
Cor: Roxo

Evangelho - Mc 16,1-7

Jesus de Nazaré, que foi crucificado, ressuscitou.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 16,1-7

1Quando passou o sábado,
Maria Madalena e Maria, a mãe de Tiago, e Salomé,
compraram perfumes para ungir o corpo de Jesus.
2E bem cedo, no primeiro dia da semana,
ao nascer do sol, elas foram ao túmulo.
3E diziam entre si:
'Quem rolará para nós a pedra da entrada do túmulo?'
4Era uma pedra muito grande.
Mas, quando olharam,
viram que a pedra já tinha sido retirada.
5Entraram, então, no túmulo e viram um jovem,
sentado do lado direito, vestido de branco.
E ficaram muito assustadas.
6Mas o jovem lhes disse:
'Não vos assusteis!
Vós procurais Jesus de Nazaré, que foi crucificado?
Ele ressuscitou. Não está aqui.
Vede o lugar onde o puseram.
7Ide, dizei a seus discípulos e a Pedro
que ele irá à vossa frente, na Galiléia.
Lá vós o vereis, como ele mesmo tinha dito'.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão -  Mc 16,1-7
Cristo ressuscitou

Depois do descanso sabático, na madrugada do primeiro dia da semana, chamado pelos antigos de dia do sol, as mesmas mulheres que estavam ao pé cruz (Mc 15,40) compram aromas com a intenção de ungir o corpo de Jesus. Esse fato evoca 14,3-9, em que uma mulher anônima unge a cabeça de Jesus com perfume de nardo; Jesus mesmo interpreta esse gesto realizado na casa de Simão, o leproso, em relação à sua própria morte. Aqui, em nosso relato, a intenção de ungir o corpo de Jesus com perfume se abre para a perspectiva da ressurreição do Senhor. A preocupação delas era a remoção da pedra que vedava a entrada do sepulcro. Chegaram ao sepulcro, e a “pedra havia sido retirada”. Trata-se de um passivo divino, para indicar a ação de Deus. Entraram no sepulcro, pois a pedra que impossibilitava o acesso já não estava bloqueando a entrada. Encontraram-se, em primeiro lugar, com um jovem vestido de branco, o que significa que a mensagem que ele tem para transmitir é uma revelação celeste. A proclamação é esta: “Ele ressuscitou!”. O túmulo vazio não é prova da ressurreição, mas consequência da fé pascal. À proclamação do anjo segue-se a tarefa de anunciar aos outros discípulos, começando por Pedro, que Jesus, o crucificado, ressuscitou e se fará “ver” na Galileia. O Ressuscitado será encontrado na terra de sua atuação.
Pe. Carlos Alberto Contieri

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A noite luz eterna - MC 16,1-7
HOMILIA

Grande é a nossa alegria ao ver a Luz que brilha nas trevas. É a noite santa da “Vigília Pascal”. O símbolo predominante desta noite de páscoa é a “Luz”.

O Amor de Deus é glorificado na “Luz” das maravilhas da criação (cf. Gn 1,1—2,2). Aprisionados nas trevas da opressão egípcia, os filhos de Israel se alegram ao verem a “Luz” da libertação que os conduzem à glória da liberdade (cf. Ex 14,15—15,1). Através do profeta Isaías, o Senhor reacende as esperanças de seu povo oferecendo-lhe gratuitamente a vida em prosperidade e, deste modo, a “Luz” da salvação (cf. Is 55,1-11).

É o símbolo mais destacado do Tempo Pascal. A palavra “círio” vem do latim “cereus”, de cera. O produto das abelhas que com Cristo toma uma nova dimensão. Uma vez acesso significa ante os olhos do mundo a glória de Cristo Ressuscitado. Por isso se grava em primeiro lugar a cruz no círio. A cruz de Cristo devolve à cada coisa seu sentido. Por isso o Cânon Romano diz: “Por Ele segue criando todos os bens, os santificas, os enche de vida, os abençoas e repartes entre nós”.

Ao gravar na cruz as letras gregas Alfa e Ômega e as cifras do ano em curso, o celebrante proclama: “Cristo ontem e hoje, Princípio e Fim, Alfa e Ômega. Dele é o tempo. E a eternidade. A ele a glória e o poder. Pelos séculos dos séculos. Amém”. Ele expressa com gestos e palavras toda a doutrina do império de Cristo sobre o cosmos, exposta em São Paulo. Nada escapa da Redenção do Senhor. Homens, coisas e tempo estão sob sua potestade.

O Círio é decorado com grãos de Incenso, que segundo uma tradição muito antiga, que passaram a significar simbolicamente as cinco chagas de Cristo: “Por tuas chagas santas e gloriosas nos proteja e nos guarde Jesus Cristo nosso Senhor”.

O celebrante termina acendendo o fogo novo, dizendo: “A luz de Cristo, que ressuscita glorioso, dissipe as trevas do coração do e do espírito”.

Após acender o círio que representa Cristo, a coluna de fogo e de luz que nos guia através das trevas e nos indica o caminho à terra prometida, avança a procissão dos ministros. Enquanto a comunidade acende as suas velas no Círio recém aceso se escuta cantar três vezes: “Luz de Cristo”.

Estas experiências devem ser vividas com uma alma de criança, singela, mas vibrante, para estar em condições de entrar na mentalidade da Igreja neste momento de júbilo. O mundo conhece demasiado bem as trevas que envolvem a sua terra em desgraça e tormento. Porém, nesta hora, pode-se dizer que sua desventura atraiu a misericórdia e que o Senhor quer invadir a toda realidade com torrentes de sua luz.

Já os profetas haviam prometido a luz: “O Povo que caminha em meio às trevas viu uma grande luz”, escreve Isaías (Is 9,1; 42,7; 49,9). Esta luz que amanhecerá sobre a Nova Jerusalém (Is 60,1ss.) será o próprio Deus vivo, que iluminará aos seus e seu Servo será a luz das nações (Is 42,6; 49,6).

O catecúmeno que participa desta celebração da luz sabe por experiência própria que desde seu nascimento está em meio às trevas; mas tem o conhecimento de que Deus o chamou para sair das trevas e a entrar em sua luz maravilhosa (1 Pd 2,9). Dentro de uns momentos, na pia batismal, “Cristo será sua luz” (Ef 5, 14). Passará das trevas à “luz no Senhor” (Ef 5,8).

Em seguida é proclamada a grande Ação de Graças. Este hino de louvor, em primeiro lugar, anuncia a todos a alegria da Páscoa, alegria do céu, da terra, da Igreja, da assembléia dos cristãos. Esta alegria procede da vitória de Cristo sobre as trevas.

Seu tema é a história da salvação resumida pelo poema. Uma terceira parte consiste em uma oração pela paz, pela Igreja por suas autoridades e seus fiéis, pelos governantes das nações, para que todos cheguem à pátria celestial.

Nesta noite a comunidade cristã se detém mais do que o normal na proclamação da Palavra. Tanto o Antigo como o Novo Testamento falam de Cristo e iluminam a História da Salvação e o sentido dos sacramentos pascais. Há um diálogo entre Deus que se dirige ao seu Povo e o Povo que Lhe responde através de salmos e preces.

As leituras da Vigília têm uma coerência e um ritmo entre elas. A melhor chave é a que nos deu o próprio Cristo: “… e começando por Moisés e por todos os profetas em todas as Escrituras o que a ele dizia respeito” (Lc 24, 27).

A celebração Eucarística é o ápice da Noite Pascal. É a Eucaristia central de todo o ano. Cristo, o Senhor Ressuscitado, nos faz participar do seu Corpo e do seu sangue, como memorial da sua Páscoa.

O apóstolo Paulo nos apresenta o batismo como um sinal real de nossa participação da morte e ressurreição de Cristo Jesus. Pelo batismo morremos para o pecado e ressurgimos para a vida. É a “Luz” da vida nova em Cristo ressuscitado que brilha nas trevas do pecado (cf. Rm 6,3-11).

A verdade da ressurreição é a certeza da “Luz” que brilha nas trevas e aponta a vida nova. Na escuridão não vemos nada, mas quando se acende a “Luz” enxergamos a vida que é o fruto do Amor. A vida gerada pelo Amor só pode ser vista na “Luz”. Neste sentido é que afirmamos que “o Amor foi glorificado na Luz”. De fato, a “Luz da Ressurreição” faz com que a vida gerada com a força do Amor seja exaltada, glorificada tornando-se esplêndida aos nossos olhos.

O Amor presente nas mãos de Jesus que lava os pés de seus discípulos, e presente no pão que lhes é repartido, é o Amor assumido na cruz, e hoje glorificado na luz da ressurreição.

Cristo Ressuscitou como havia dito. Aleluia. Somos todos convidados a acolher esta A NOITE DA LUZ ETERNA, para que, em meio às trevas do pecado e de tantos outros problemas e desafios, brilhe e se abra a porta de saída para a Vida, para o Amor, para a Alegria do Cristo Ressuscitado.

Fonte www.padrejoaosv.com

quarta-feira, 1 de abril de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 18,1-19,42 - 03.04.2015 - Prenderam Jesus e o amarraram.

Senhor, dai-nos coragem para assumir em nossas atitudes, gestos e palavras a missão que vós nos destes.
Sexta-feira da Paixão do Senhor Páscoa
Cor: Vermelho

Evangelho - Jo 18,1-19,42

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo João 18,1-19,42

Prenderam Jesus e o amarraram.

Naquele tempo:
1Jesus saiu com os discípulos
para o outro lado da torrente do Cedron.
Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos.
2Também Judas, o traidor, conhecia o lugar,
porque Jesus costumava reunir-se aí
com os seus discípulos.
3Judas levou consigo um destacamento de soldados
e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus,
e chegou ali com lanternas, tochas e armas.
4Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer,
saiu ao encontro deles e disse: 'A quem procurais?'
5Responderam: 'A Jesus, o nazareno'.
Ele disse: 'Sou eu'.
Judas, o traidor, estava junto com eles.
6Quando Jesus disse: 'Sou eu',
eles recuaram e caíram por terra.
7De novo lhes perguntou:
'A quem procurais?'
Eles responderam: 'A Jesus, o nazareno'.
8Jesus respondeu: 'Já vos disse que sou eu.
Se é a mim que procurais,
então deixai que estes se retirem'.
9Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito:
'Não perdi nenhum daqueles que me confiaste'.
10Simão Pedro, que trazia uma espada consigo,
puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote,
cortando-lhe a orelha direita.
O nome do servo era Malco.
11Então Jesus disse a Pedro:
'Guarda a tua espada na bainha.
Não vou beber o cálice que o Pai me deu?'

Conduziram Jesus primeiro a Anás.

12Então, os soldados, o comandante e os guardas dos
judeus prenderam Jesus e o amarraram.
13Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de
Caifás, o sumo sacerdote naquele ano.
14Foi Caifás que deu aos judeus o conselho:
'É preferível que um só morra pelo povo'.
15Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus.
Esse discípulo era conhecido do sumo sacerdote
e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote.
16Pedro ficou fora, perto da porta.
Então o outro discípulo,
que era conhecido do sumo sacerdote, saiu,
conversou com a encarregada da porta
e levou Pedro para dentro.
17A criada que guardava a porta disse a Pedro:
'Não pertences também tu aos discípulos desse homem?'
Ele respondeu: 'Não'.
18Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira
e estavam-se aquecendo, pois fazia frio.
Pedro ficou com eles, aquecendo-se.
19Entretanto, o sumo sacerdote interrogou Jesus
a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento.
20Jesus lhe respondeu:
'Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na
sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem.
Nada falei às escondidas.
21Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que
falei; eles sabem o que eu disse.'
22Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava
deu-lhe uma bofetada, dizendo:
'É assim que respondes ao sumo sacerdote?'
23Respondeu-lhe Jesus: 'Se respondi mal, mostra em quê;
mas, se falei bem, por que me bates?'
24Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás,
o sumo sacerdote.

Não és tu também um dos discípulos dele? Pedro negou: 'Não!

25Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se.
Disseram-lhe:
'Não és tu, também, um dos discípulos dele?'
Pedro negou: 'Não!'
26Então um dos empregados do sumo sacerdote,
parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha,
disse: 'Será que não te vi no jardim com ele?'
27Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou.

O meu reino não é deste mundo.

28De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador.
Era de manhã cedo.
Eles mesmos não entraram no palácio,
para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa.
29Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:
'Que acusação apresentais contra este homem?'
30Eles responderam: 'Se não fosse malfeitor,
não o teríamos entregue a ti!'
31Pilatos disse: 'Tomai-o vós mesmos
e julgai-o de acordo com a vossa lei.'
Os judeus lhe responderam:
'Nós não podemos condenar ninguém à morte'.
32Assim se realizava o que Jesus tinha dito,
significando de que morte havia de morrer.
33Então Pilatos entrou de novo no palácio,
chamou Jesus e perguntou-lhe:
'Tu és o rei dos judeus?'
34Jesus respondeu:'Estás dizendo isto por ti mesmo,
ou outros te disseram isto de mim?'
35Pilatos falou: 'Por acaso, sou judeu?
O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim.
Que fizeste?'.
36Jesus respondeu: 'O meu reino não é deste mundo.
Se o meu reino fosse deste mundo,
os meus guardas lutariam para que eu não
fosse entregue aos judeus.
Mas o meu reino não é daqui.'
37Pilatos disse a Jesus: 'Então tu és rei?'
Jesus respondeu: 'Tu o dizes: eu sou rei.
Eu nasci e vim ao mundo para isto:
para dar testemunho da verdade.
Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz.'
38Pilatos disse a Jesus: 'O que é a verdade?'
Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus,
e disse-lhes: 'Eu não encontro nenhuma culpa nele.
39Mas existe entre vós um costume,
que pela Páscoa eu vos solte um preso.
Quereis que vos solte o rei dos Judeus?'
40Então, começaram a gritar de novo:
'Este não, mas Barrabás!' Barrabás era um bandido.

Viva o rei dos judeus!

19,1Então Pilatos mandou flagelar Jesus.
2Os soldados teceram uma coroa de espinhos
e colocaram-na na cabeça de Jesus.
Vestiram-no com um manto vermelho,
3aproximavam-se dele e diziam:'Viva o rei dos judeus!'
E davam-lhe bofetadas.
4Pilatos saíu de novo e disse aos judeus:
'Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós,
para que saibais que não encontro nele crime algum.'
5Então Jesus veio para fora,
trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho.
Pilatos disse-lhes: 'Eis o homem!'
6Quando viram Jesus,
os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:
'Crucifica-o! Crucifica-o!'
Pilatos respondeu: 'Levai-o vós mesmos para o
crucificar, pois eu não encontro nele crime algum.'
7Os judeus responderam: 'Nós temos uma Lei,
e, segundo esta Lei, ele deve morrer,
porque se fez Filho de Deus'.
8Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda.
9Entrou outra vez no palácio
e perguntou a Jesus: 'De onde és tu?'
Jesus ficou calado.
10Então Pilatos disse: 'Não me respondes?
Não sabes que tenho autoridade para te soltar
e autoridade para te crucificar?'
11Jesus respondeu:
'Tu não terias autoridade alguma sobre mim,
se ela não te fosse dada do alto.
Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior.'

Fora! Fora! Crucifica-o!

12Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus.
Mas os judeus gritavam:
'Se soltas este homem, não és amigo de César.
Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César'.
13Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe
Jesus para fora e sentou-se no tribunal,
no lugar chamado 'Pavimento', em hebraico 'Gábata'.
14Era o dia da preparação da Páscoa,
por volta do meio-dia.
Pilatos disse aos judeus: 'Eis o vosso rei!'
15Eles, porém, gritavam: 'Fora! Fora! Crucifica-o!'
Pilatos disse: 'Hei de crucificar o vosso rei?'
Os sumos sacerdotes responderam:
'Não temos outro rei senão César'.
16Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado,
e eles o levaram.

Ali o crucificaram, com outros dois.

17Jesus tomou a cruz sobre si
e saiu para o lugar chamado 'Calvário',
em hebraico 'Gólgota'.
18Ali o crucificaram, com outros dois:
um de cada lado, e Jesus no meio.
19Pilatos mandou ainda escrever um letreiro
e colocá-lo na cruz; nele estava escrito:
'Jesus o Nazareno, o Rei dos Judeus'.
20Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em
que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade.
O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego.
21Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a
Pilatos: 'Não escrevas 'O Rei dos Judeus',
mas sim o que ele disse: 'Eu sou o Rei dos judeus'.'
22Pilatos respondeu: 'O que escrevi, está escrito'.

Repartiram entre si as minhas vestes.

23Depois que crucificaram Jesus,
os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes,
uma parte para cada soldado.
Quanto à túnica, esta era tecida sem costura,
em peça única de alto a baixo.
24Disseram então entre si: 'Não vamos dividir a túnica.
Tiremos a sorte para ver de quem será'.
Assim se cumpria a Escritura que diz:
'Repartiram entre si as minhas vestes
e lançaram sorte sobre a minha túnica'.
Assim procederam os soldados.

Este é o teu filho. Esta é a tua mãe.

25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé
a sua mãe, a irmó da sua mãe, Maria de Cléofas,
e Maria Madalena.
26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que
ele amava, disse à mãe: 'Mulher, este é o teu filho'.
27Depois disse ao discípulo: 'Esta é a tua mãe'.
Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.

Tudo está consumado.

28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado,
e para que a Escritura se cumprisse até o fim,
disse: 'Tenho sede'.
29Havia ali uma jarra cheia de vinagre.
Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre
e levaram-na à boca de Jesus.
30Ele tomou o vinagre e disse: 'Tudo está consumado'.
E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.

E logo saiu sangue e água.

31Era o dia da preparação para a Páscoa.
Os judeus queriam evitar
que os corpos ficassem na cruz durante o sábado,
porque aquele sábado era dia de festa solene.
Então pediram a Pilatos
que mandasse quebrar as pernas aos crucificados
e os tirasse da cruz.
32Os soldados foram
e quebraram as pernas de um e depois do outro
que foram crucificados com Jesus.
33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava
morto, não lhe quebraram as pernas;
34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança,
e logo saiu sangue e água.
35Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é
verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade,
para que vós também acrediteis.
36Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura,
que diz: 'Não quebrarão nenhum dos seus ossos'.
37E outra Escritura ainda diz:
'Olharão para aquele que transpassaram'.

Envolveram o corpo de Jesus com os aromas, em faixas de linho.

38Depois disso, José de Arimatéia,
que era discípulo de Jesus
- mas às escondidas, por medo dos judeus -
pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus.
Pilatos consentiu.
Então José veio tirar o corpo de Jesus.
39Chegou também Nicodemos,
o mesmo que antes tinha ido a Jesus de noite.
Trouxe uns trinta quilos de perfume
feito de mirra e aloés.
40Então tomaram o corpo de Jesus
e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho,
como os judeus costumam sepultar.
41No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim
e, no jardim, um túmulo novo,
onde ainda ninguém tinha sido sepultado.
42Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo
estava perto, foi ali que colocaram Jesus.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 18, 1 – 19, 42

Conhecer Jesus significa conhecer também o mistério da cruz e a grande mensagem que esse mistério nos traz: Deus amou tanto o mundo que lhe enviou seu Filho Unigênito, não para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele, e ele derramou o seu próprio sangue derramado na cruz, fazendo-se oferenda perfeita para expiação dos nossos pecados. Conhecer Jesus através do mistério da cruz significa tornar-se capaz de fazer-se também oferenda a Deus, amando até o fim, tornar-se uma perfeita oblação a Deus pela salvação da humanidade e, hoje, tornar-se oblação é antes de tudo tornar-se um missionário da vitória do Cristo sobre o pecado e a morte.
Fonte CNBB



A PRISÃO DE JESUS Jo 18,1-19,42
HOMILIA

Estamos diante da narrativa de toda a Paixão e Morte e Sepultamento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Meditando sobre este acontecimento nós poderemos tirar proveito de muitas mensagens para a nossa existência. Primeiramente, nós percebemos que, assim como aconteceu com Jesus, há um sentido para todas as ocorrências da nossa vida. Jesus Cristo não foi preso nem foi capturado, pelo contrário, Ele próprio se entregou aos homens para que se cumprisse tudo o que já estava escrito a fim de que a vontade do Pai se realizasse. Assim, quando Jesus se entregou aos homens, na verdade Ele estava se oferecendo ao Pai, pela humanidade. Na narrativa nós percebemos que Jesus estava consciente de tudo o que ia acontecer e, por isso, Ele próprio interpelou os guardas, dizendo: A quem procurais? E depois de saber que eles buscavam a Jesus, o Nazareno, Ele respondeu: Sou eu! Nós também precisamos estar atentos para as coisas que acontecem na nossa vida a fim de percebermos qual é a vontade do Pai para nós, principalmente nas situações em que nós temos que enfrentar os desafios. Muitas vezes nós também temos consciência de que algo precisa acontecer e que para isso, nós temos que assumir nova postura e novo compromisso, no entanto, relutamos e não enfrentamos a “fera”. Se tivermos confiança nos planos de Deus para a nossa felicidade e consciência de que Ele precisa de nós para colaborar na salvação dos nossos irmãos e irmãs, nós também não fugiremos dos obstáculos e, como Jesus Cristo, nós também nos apresentaremos diante dos nossos algozes para “beber do cálice” que o Pai tem para nós. Com a continuação da história nós verificamos que todas as coisas aconteceram coerentemente com o que já havia sido profetizado conforme as Escrituras.
A Bíblia é um Livro de homens santos e pecadores e Nela nós nos identificamos quando agimos bem ou agimos mal. O mesmo Pedro que cortou a orelha do servo do sumo-sacerdote para defender Jesus foi o que depois, por três vezes negou que O conhecesse. A atitude de Pilatos revela a nossa omissão diante das coisas erradas que presenciamos e, lavamos as mãos porque achamos que não compete a nós e não temos “nada a ver com isto”. Diante de Pilatos Jesus não se justificou nem tampouco se acovardou, mas somente esclareceu: O meu reino não é deste mundo. Aprendendo com o Mestre nós também podemos assumir compromissos e atitudes coerentes com o nosso desígnio e não nos abstrairmos do nosso ideal de vida. Realmente, o nosso reino não é deste mundo e as dificuldades que enfrentamos nesta vida temporal são apenas pontes que nos levam a atravessar o vale para chegarmos ao reino definitivo.
Somos os Pedro, Pilatos, Judas e Malco da nossa geração. Somos como Anás, Caifás e até como os guardas e a encarregada que guardava a porta do lugar onde Jesus estava. Todos nós temos o nosso posto, a diferença, porém, poderá estar no modo como nós enfrentamos os desafios da nossa missão, com os olhos voltados para o alto para beber o cálice que nos é apresentado ou olhando somente para a terra tentando nos livrar dos desafios e vivendo como qualquer um dos mortais, só para esta vida.
Faça hoje a sua leitura com bastante atenção e perceba os pontos que para você devem ser mais importantes e que servem de exemplo e mensagem para a sua vida atualmente:- As atitudes e as palavras de Jesus; a atitude dos discípulos, principalmente Judas e Pedro; as atitudes das autoridades; a omissão de Pilatos; a manifestação do povo, da multidão que antes proclamava Jesus Rei; a atitude dos soldados, enfim faça um paralelo dos acontecimentos da Paixão de Jesus com a sua vida cotidiana.
Pai, confirma minha condição de discípulo do Reino instaurado por Jesus na história humana, fazendo-me acreditar sempre mais na força da justiça e do amor.
Fonte Padre BANTU SAYLA