sexta-feira, 20 de março de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 12,20-33 - 22.03.2015 - Se o grão de trigo cair na terra e morrer, produzirá muito fruto.

Para que todos conheçamos
e procuremos tornar conhecido Jesus,
Palavra encarnada, o único e verdadeiro Mestre,
o caminho seguro que nos leva a conhecer o Pai
e a participar de sua vida.
5º Domingo Quaresma
Cor: Roxo

Evangelho - Jo 12,20-33

Se o grão de trigo cair na terra
e morrer, produzirá muito fruto.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 12,20-33

Naquele tempo:
20Havia alguns gregos
entre os que tinham subido a Jerusalém,
para adorar durante a festa.
21Aproximaram-se de Filipe,
que era de Betsaida da Galiléia, e disseram:
'Senhor, gostaríamos de ver Jesus.'
22Filipe combinou com André,
e os dois foram falar com Jesus.
23Jesus respondeu-lhes:
'Chegou a hora
em que o Filho do Homem vai ser glorificado.
24Em verdade, em verdade vos digo:
Se o grão de trigo que cai na terra não morre,
ele continua só um grão de trigo;
mas se morre, então produz muito fruto.
25Quem se apega à sua vida, perde-a;
mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo
conservá-la-á para a vida eterna.
26Se alguém me quer servir, siga-me,
e onde eu estou estará também o meu servo.
Se alguém me serve, meu Pai o honrará.
27Agora sinto-me angustiado. E que direi?
`Pai, livra-me desta hora!'?
Mas foi precisamente para esta hora que eu vim.
28Pai, glorifica o teu nome!'
Então, veio uma voz do céu:
'Eu o glorifiquei e o glorificarei de novo!'
29A multidão que lá estava e ouviu,
dizia que tinha sido um trovão.
Outros afirmavam:
'Foi um anjo que falou com ele.'
30Jesus respondeu e disse:
'Esta voz que ouvistes não foi por causa de mim,
mas por causa de vós.
É agora o julgamento deste mundo.
Agora o chefe deste mundo vai ser expulso,
32e eu, quando for elevado da terra,
atrairei todos a mim.'
33Jesus falava assim
para indicar de que morte iria morrer.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 12,20-33
A universalidade da salvação

O tema central da liturgia da palavra deste quinto domingo da quaresma é a universalidade da salvação e a difusão da fé entre os pagãos. Jeremias exerceu o seu ministério de profeta no curso do século VI a.C., no período um pouco anterior ao exílio na Babilônia e durante o exílio. Ficou em Judá durante o exílio. No trecho do seu livro que lemos na primeira leitura, Deus promete a seu povo uma Aliança nova, exatamente num período catastrófico para Israel: tomada de Jerusalém pelos babilônios, destruição do templo e exílio. Trata-se de uma aliança diferente da que ele havia feito no Sinai. Essa aliança nova, concluída muito mais tarde, pelo sacrifício de Jesus Cristo, será universal. A aliança nova prometida por Deus será diferente da aliança do Sinai, feita sobre tábuas de pedra, pois ela será interior, uma aliança que mudará o coração do povo de Deus. S. Paulo, seguindo essa mesma linha de raciocínio, diz: “Com toda evidência vós sois uma carta do Cristo (...) escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não sobre tábuas de pedra, mas sobre tábuas de carne, sobre os vossos corações” (2Cor 3,3). No evangelho deste domingo, Jesus está em Jerusalém para a festa da Páscoa. É a última etapa de sua vida pública. Para Jesus, essa festa da Páscoa será também a sua Páscoa da morte à ressurreição. Havia em Jerusalém um grupo de gregos, pagãos que foram a Jerusalém para participar da festa. Não se diz, mas podemos supor que eram religiosos e que foram atraídos pela fé dos judeus no Deus único e verdadeiro. Eles se aproximam de Filipe e manifestam o desejo de conhecer Jesus. Filipe recorre a André e ambos vão apresentar o pedido a Jesus. No entanto, Jesus não responde diretamente à solicitação. Talvez porque a conversão dos pagãos não possa acontecer senão graças à sua paixão. A imagem do grão de trigo ajuda a compreender o caminho de glorificação de Jesus. Para produzir fruto o grão de trigo tem que cair na terra; essa queda na terra é a condição da fecundidade da semente. A paixão e morte de Jesus não são estéreis, são para a vida. Aqui, em João, o grão é identificado com o próprio Cristo, à diferença das parábolas do Reino dos céus (Mt 13,3ss), em que a semente é identificada com a Palavra de Deus. Na verdade, segundo a teologia joanina, Jesus é a palavra encarnada de Deus. Com essa pequena parábola do grão de trigo que cai na terra, Jesus dá sentido à sua paixão e morte: “produzir muito fruto”. O fruto de sua glorificação é a vida do mundo: “o pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo” (Jo 6,51).

Pe. Carlos Alberto Contieri
Fonte paulinas



COMO VIVI A QUARESMA? Jo 12,20-33
HOMILIA

Estamos como que quase no fim da Quaresma. E como discípulos somos convidados a dedicar a vida a missão do anúncio da esperança e à comunicação de amor e vida, que é a glória de Deus. A “lei no coração” anunciada por Jeremias é o mandamento do amor comunicado por Jesus, que une a todos e traz a paz.

Estamos nos finais do tempo de graça para quem soube acolher o convite de Deus de considerar a “saúde” de sua vida interior. Graça, da mesma forma, para toda comunidade, pois com certeza, muitos de nós levaram a sério a proposta de cultivar a vida interior a partir do Evangelho, que indica uma mentalidade e um modo de viver e conviver com as pessoas. Trata-se, portanto, de uma celebração especial, no sentido que somos convidados a selar, a assinar esse empenho de cultivar a vida interior na ótica do Evangelho.

É hora de nos questionar até que ponto assumimos o compromisso de viver como cristão; até que ponto estamos comprometidos com o plano divino de colocar o Espírito de Deus entre nós, pela realização do projeto do Reino.

Em que colocas o teu coração? Com quem estabeleces relações? Fazer aliança com Deus e viver de acordo com o projeto divino faz com que as nossas relações sejam firmes e douradoras. Pois se trata de uma aliança que se assina com a vida, com aquilo que representa a centralidade da vida: o coração amoroso de Deus Pai. Ser infiel a esta Aliança é o mesmo que rasgar a vida, que desperdiçar a vida, que perder a vida, como diz Jesus no Evangelho: “quem quiser ganhar a vida, vai perdê-la”. Quem quiser colocar no seu coração outro projeto que não seja o de Deus, perde o sentido de viver. É por isso que antes de iniciar a celebração, fazemos o ato penitencial.

Isso de colocar Deus no coração, no centro da existência pessoal, não é tarefa fácil para ninguém de nós.

Em nossos dias as coisas parecem mais confusa que ontem. Somos como aqueles que estavam com Jesus e ouviram a voz divina, mas não souberam identifica-la, achando que fosse voz de anjos, trovões ou coisas assim. Existem tantas vozes que falam, que nos confunde em vez de nos ajudar a identificar o projeto divino. Por isso é preciso considerar a resposta que Jesus dá aos gregos que queriam ver Jesus para entender bem o sentido de colocar Deus como centro da vida interior. Colocar Deus no coração. Se aqueles gregos queriam ver um “Jesus famoso”, ou um “Jesus milagreiro”, ou um “Jesus pregador”… tiveram uma bela decepção. Jesus fala que o compromisso com o plano divino é exigente, a ponto de ter que morrer para viver de outro modo, exige desapego da própria vida e, principalmente, seu seguimento, assumindo a mentalidade do Evangelho. Quer dizer: viver de acordo com o Evangelho é um compromisso exigente só realizável por quem tem o Espírito de Deus dentro de si e o Espírito divino toma conta do coração quando se cultiva com a vida interior saudavelmente cristã e evangelizada.

O maior exemplo e o modelo da fidelidade ao plano de Deus é Jesus. Mesmo angustiado diante da sua “hora”, ele se mantém fiel e faz de sua obediência a glorificação do Pai. Foi entregando sua vida que ele plantou o Reino de Deus e coloca a vida de Deus dentro de quem se faz discípulo seu. O Plano de Deus foi plenamente realizado por Jesus. Hoje, este plano continua a ser realizado no mundo pelos discípulos de Cristo que têm o Espírito de Deus em seus corações. Por aqueles que levam a sério a Aliança divina, assinada no dia do Batismo. Por aqueles que não são cristãos de nome, mas assumem a mentalidade do Evangelho e fazem dele o seu modo de viver, de agir. Concluo com uma pergunta: o que está no centro de sua vida interior; qual a coisa mais importante que está em seu coração? O Espírito de Deus ou uma outra mentalidade, ajustada a este mundo? Vamos pensar nisso durante essa semana para tomar uma decisão sincera sobre nosso modo de ser cristão, a partir da Semana Santa.

Quaresma é tempo de preparação para a Páscoa. Duas são as atitudes fundamentais deste tempo para ti e para mim: a conversão do coração e a solidariedade para com os necessitados. A oração é o melhor meio para orientar a vida neste caminho.
Fonte Canção Nova

quinta-feira, 19 de março de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 7,40-53 - 21.03.2015 - Porventura o Messias virá da Galiléia?

Jesus Mestre,
eu vos louvo e agradeço pelo grande dom do Evangelho.
Vossas palavras dão a vida eterna.
Sábado da 4ª Semana Quaresma
Cor: Roxo

Evangelho - Jo 7,40-53

Porventura o Messias virá da Galiléia?

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 7,40-53

Naquele tempo:
40Ao ouvirem as palavras de Jesus,
algumas pessoas da multidão diziam:
'Este é, verdadeiramente, o Profeta.'
41Outros diziam: 'Ele é o Messias'.
Mas alguns objetavam:
Porventura o Messias virá da Galiléia?
42Não diz a Escritura que o Messias
será da descendência de Davi
e virá de Belém, povoado de onde era Davi?'
43Assim, houve divisão no meio do povo
por causa de Jesus.
44Alguns queriam prendê-lo,
mas ninguém pôs as mãos nele.
45Então, os guardas do Templo
voltaram para os sumos sacerdotes e os fariseus,
e estes lhes perguntaram:
'Por que não o trouxestes?'
46Os guardas responderam:
'Ninguém jamais falou como este homem.'
47Então os fariseus disseram-lhes:
'Também vós vos deixastes enganar?
Por acaso algum dos chefes ou dos fariseus acreditou nele?
49Mas esta gente que não conhece a Lei,
é maldita!'
50Nicodemos, porém, um dos fariseus,
aquele que se tinha encontrado com Jesus anteriormente,
disse:
51'Será que a nossa Lei julga alguém,
antes de o ouvir e saber o que ele fez?'
52Eles responderam:
'Também tu és galileu, porventura?
Vai estudar e verás que da Galiléia não surge profeta.'
53E cada um voltou para sua casa.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 7, 40-53

Muitas pessoas conhecem diversas coisas sobre Jesus, mas não conhecem verdadeiramente a Jesus, porque fundamentaram o seu conhecimento numa leitura racional e científica da Palavra e da História, mas nunca tiveram um encontro pessoal com Jesus, nunca entraram na sua intimidade através da oração, nunca procuraram contemplá-lo, nunca quiseram desenvolver uma espiritualidade. Essas pessoas sempre fizeram de Jesus um objeto de conhecimento e não uma pessoa de relacionamento. Nunca viram verdadeiramente Jesus, de modo que não podem compreendê-lo, segui-lo, amá-lo e viver de acordo com os valores que ele propôs.
Fonte CNBB



O POVO SE DIVIDE Jo 7,40-53
HOMILIA

Poderíamos começar a nossa reflexão parafraseando as palavras de Jesus. "Não vim trazer a paz, mas a divisão."Jesus era consciente de que um efeito ainda que não desejado do seu trabalho ia ser causa de divisão entre os partidários do imobilismo e os que lutam por um mundo novo. Por isso inflamou a ira dos funcionários do templo e de todos os que se consideravam donos da verdade.

O fogo da Palavra de Deus não era para funcionários lúgubres saturados de doutrinas e sedentos de poder.

Mas o fogo de Jesus não é o fogo das paixões políticas. É o fogo do Espírito que tem que ser aprovado na entrega total, no baptismo da doação pessoal. É um fogo que prende aí onde se abandonaram os interesses pessoais e se busca um mundo de irmãos. Jesus ensinava as multidões em Jerusalém, durante a festa das Tendas. Muitos aderem às suas palavras. E aclamam que na verdade Jesus eram um Profeta que tinha surgido no meio deles. Outros, que esperavam um messias glorioso, ficam céticos diante da origem de Jesus, da Galiléia. Pois segundo eles, o messias que esperavam não se saberia de onde é. E de Jesus sabiam pois conheciam os seus pais. Embora soubessem pelas Escrituras que diz que Ele seria descendente de Davi e que haveria de nascer em Belém, cidade de David.

Pelo sim ou pelo não, Ele é o Messias que devia vir ao mundo. A hostilidade crescente dos dirigentes judeus se concretiza em ação, mandando prender Jesus.

Os próprios guardas reconhecem a autenticidade das palavras de Jesus e se recusam a prendê-lo. Os fariseus, censurando os guardas, mostram o desprezo que tinham pelo povo, considerando-o ignorante, maldito e pecador.

Um dos fariseus, Nicodemos, procura defender Jesus e é também censurado. A origem de Jesus não é a de um messias poderoso, mas é o próprio Deus de misericórdia que a todos acolhe em seu eterno amor. É o Deus presente na história da minha vida marcada de quedas e muitas vezes de fracassos. Ele veio para me reerguer e fortalecer dando-me uma dignidade igual à d’Ele. É urgente que o fogo trazido por Ele se ateie o quanto antes no meu coração.

Fonte Padre  BANTU SAYLA

quarta-feira, 18 de março de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 7,1-2.10.25-30 - 20.03.2015 - Queriam prendê-lo, mas ainda não tinha chegado a sua hora.

Jesus Vida,
não permitais que eu me separe de vós,
fazei-me viver eternamente na alegria do vosso amor.
6ª-feira da 4ª Semana Quaresma
Cor: Roxo

Evangelho - Jo 7,1-2.10.25-30

Queriam prendê-lo, mas ainda não tinha chegado a sua hora.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 7,1-2.10.25-30

Naquele tempo:
1Jesus andava percorrendo a Galiléia.
Evitava andar pela Judéia,
porque os judeus procuravam matá-lo.
2Entretanto, aproximava-se a festa judaica das Tendas.
10Quando seus irmãos já tinham subido,
então também ele subiu para a festa,
não publicamente mas sim, como que às escondidas.
25Alguns habitantes de Jerusalém disseram então:
'Não é este a quem procuram matar?
26Eis que fala em público e nada lhe dizem.
Será que, na verdade, as autoridades reconheceram
que ele é o Messias?
27Mas este, nós sabemos donde é.
O Cristo, quando vier, ninguém saberá donde ele é.'
28Em alta voz, Jesus ensinava no Templo, dizendo:
'Vós me conheceis e sabeis de onde sou;
eu não vim por mim mesmo,
mas o que me enviou é fidedigno.
A esse, não o conheceis,
29mas eu o conheço,
porque venho da parte dele,
e ele foi quem me enviou.'
30Então, queriam prendê-lo,
mas ninguém pôs a mão nele,
porque ainda não tinha chegado a sua hora.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 7, 1-2.10.25-30

A descrença pode ter conseqüências terríveis como nos revela o Evangelho de hoje. As pessoas que acreditaram em Jesus procuraram seguir seus ensinamentos e viver uma nova forma de relacionamento com Deus, de modo que a sua fé gerava a vida em abundância. Os que não aceitavam as palavras de Jesus não só se privavam desta vida como também procuravam tirar a vida de Jesus. Mas o nosso Deus é o Deus da vida. A descrença luta contra a vida e pode até mesmo tirar a vida das pessoas, mas tira apenas a vida biológica, e o sangue que é derramado fertiliza a terra para que nela brote as sementes de vida eterna. O sangue de Jesus foi derramado, assim como o de muitos mártires, e isso faz com que as sementes do Reino cresçam e deem fruto.
Fonte CNBB



JESUS E OS SEUS IRMÃOS Jo 7,1-2.10.25-30
HOMILIA

Jesus estava em Jerusalém, na ocasião da festa das Tendas. João a chama de "festa dos judeus", dando a entender que não era uma festa de Jesus. No evangelho de João, encontramos, sistematicamente, a referência genérica a "judeus" como adversários de Jesus.

Os perseguidores de Jesus foram estreitando, sempre mais, o cerco a seu redor, com o intuito de matá-lo. O Filho de Deus, porém, não ficou abalado, nem mudou seu programa de ação, temendo represálias. Sua ousadia brotava da segurança com que buscava ser fiel ao querer do Pai.

Embora ameaçado de morte, Jesus pregou abertamente em Jerusalém, defendendo sua condição de enviado e sua missão. Seus inimigos, nem de longe se davam conta da origem divina do Mestre. Por causa de seus preconceitos, detinham-se apenas na aparência humana de Jesus. Entretanto, além de ser realmente homem, ele era o enviado de junto do Pai, com a missão precisa de trazer salvação à humanidade.

Os adversários de Jesus só esperavam o momento propício para concretizar seu projecto de iliminá-lo. Não conseguiam, contudo, pôr em prática seu desígnio maligno, porque a hora de Jesus ainda não havia chegado. Só o Pai tinha poder sobre o Filho. Por conseguinte, a vida de Jesus se consumaria na hora determinada por ele. A cruz dependia do plano de Deus para Jesus. As tramas dos inimigos não tinham nenhuma importância, pois a vida de Jesus seguia um projeto sobre o qual eles não tinham o poder de influir. Nada aconteceria com Jesus, sem o consentimento do Pai.

Era necessário que o messias latente no Tora e anunciado pelos profetas e há muito falado no judaísmo chegasse e cumprisse na íntegra o seu plano salvífico. Pois, Ele é o enviado do Pai para negar todo sistema opressor e solidarizar-se com os pobres e oprimidos, fazendo-se seus irmãos e lhes comunicando a vida eterna.

Fonte Padre BANTU SAYLA

terça-feira, 17 de março de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 1,16.18-21.24a - 19.03.2015 - José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado.

São José, homem piedoso,
sê o intercessor de todos os peregrinos
em busca da esperança. Amém.
São José, esposo de Nossa Senhora . Solenidade
Cor: Branco

Evangelho - Mt 1,16.18-21.24a

José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 1,16.18-21.24a

16Jacó gerou José, o esposo de Maria,
da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo.
18A origem de Jesus Cristo foi assim:
Maria, sua móe, estava prometida em casamento a José,
e, antes de viverem juntos,
ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo.
19José, seu marido, era justo
e, não querendo denunciá-la,
resolveu abandonar Maria, em segredo.
20Enquanto José pensava nisso,
eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho,
e lhe disse: "José, Filho de Davi,
não tenhas medo de receber Maria como tua esposa,
porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo.
21Ela dará à luz um filho,
e tu lhe darás o nome de Jesus,
pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados".
24aQuando acordou, José fez
conforme o anjo do Senhor havia mandado.
Palavra da Salvação.
Fonta CNBB


Reflexão - Mt 1, 16.18-21.24

São José deve servir de modelo para todos nós. O Evangelho de hoje nos mostra muitos pontos da sua pessoa que devem inspirar-nos na vivência da fé e do compromisso com Deus e com a obra da Igreja. José pertence à descendência de Davi, faz parte dos planos de Deus para a salvação do mundo, como nós também fazemos parte dos planos de Deus para a nossa salvação e das demais pessoas. José é definido como justo, que na tradição bíblica corresponde à santidade, e nós devemos aspirar à santidade. Na dúvida, José não fica preso nos seus planos, mas descobre e realiza a vontade de Deus. Da mesma forma, nós devemos muitas vezes fazer um ato de humildade e procurar realizar a vontade de Deus, e não a nossa.
Fonte CNBB



A GRAÇA DE SER PAI DE JESUS Mt 1,16.18-21.24a
HOMILIA

É esta a regra geral de todas as graças singulares concedidas a qualquer criatura racional: quando a divina providência escolhe alguém para uma graça singular ou para um estado elevado, concede à pessoa assim eleita todos os carismas que são necessários ao seu ministério.
Isto se verificou de forma eminente em São José, pai adotivo do Senhor Jesus Cristo e verdadeiro esposo da Rainha do mundo e Senhora dos Anjos, que foi escolhido pelo Eterno Pai para guarda fiel e providente dos seus maiores tesouros: o Filho de Deus e a Virgem Maria. E fidelissimamente desempenhou este ofício; por isso lhe disse o Senhor: Servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor.
Consideremos São José diante de toda a Igreja de Cristo: não é acaso ele o homem eleito e singular, por meio do qual e sob o qual, de modo ordenado e honesto, se realizou a entrada de Cristo no mundo? Se, portanto, toda a Santa Igreja é devedora à Virgem Mãe, porque por meio dela recebeu Cristo, assim também, logo a seguir a ela, deve a São José uma singular gratidão e reverência,
Ele é na verdade o termo da Antiga Aliança, nele a dignidade dos Patriarcas e dos Profetas alcança o fruto prometido. Ele é o único que realmente alcançou aquilo que a divina condescendência lhes tinha prometido.
E não devemos duvidar que a intimidade, a reverência e a sublime dignidade que Cristo lhe tributou, enquanto procedeu na terra como filho para com seu pai, decerto também lha não negou no Céu, mas antes a completou e consumou.
Por isso não é sem motivo que o Senhor lhe diz: Entra na alegria do teu Senhor. De fato, apesar de ser a alegria da bem-aventurança eterna que entra no coração do homem, o Senhor prefere dizer-lhe: Entra na alegria, para insinuar misteriosamente que a alegria não está só dentro dele, mas o circunda de todos os lados e o absorve e submerge como abismo sem fim.
Lembrai-vos de nós, São José, e intercedei com as vossas orações junto do vosso Filho; tornai-nos também propícia a Virgem vossa Esposa, que é a Mãe d’Aquele que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos sem fim! Amen!
Fonta Padre BANTU SAYLA

segunda-feira, 16 de março de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 5,17-30 - 18.03.2015 - Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem ele quer.

Pai, a presença de Jesus na nossa história
é motivo de grande alegria.
Que a minha alegria consista em construir
um mundo de amor e de fraternidade, como ele nos ensinou.
4ª-feira da 4ª Semana Quaresma
Cor: Roxo

Evangelho - Jo 5,17-30

Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida,
o Filho também dá a vida a quem ele quer.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 5,17-30

Naquele tempo:
17Jesus respondeu aos judeus:
'Meu Pai trabalha sempre,
portanto também eu trabalho'.
18Então, os judeus ainda mais procuravam matá-lo,
porque, além de violar o sábado,
chamava Deus o seu Pai,
fazendo-se, assim, igual a Deus.
19Tomando a palavra, Jesus disse aos judeus:
'Em verdade, em verdade vos digo,
o Filho não pode fazer nada por si mesmo;
ele faz apenas o que vê o Pai fazer.
O que o Pai faz,
o Filho o faz também.
20O Pai ama o Filho
e lhe mostra tudo o que ele mesmo faz.
E lhe mostrará obras maiores ainda,
de modo que ficareis admirados.
21Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida,
o Filho também dá a vida a quem ele quer.
22De fato, o Pai não julga ninguém,
mas ele deu ao Filho o poder de julgar,
23para que todos honrem o Filho,
assim como honram o Pai.
Quem não honra o Filho,
também não honra o Pai que o enviou.
24Em verdade, em verdade vos digo,
quem ouve a minha palavra
e crê naquele que me enviou,
possui a vida eterna.
Não será condenado,
pois já passou da morte para a vida.
25Em verdade, em verdade, eu vos digo:
está chegando a hora, e já chegou,
em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus
e os que a ouvirem, viverão.
26Porque, assim como o Pai possui a vida em si mesmo,
do mesmo modo concedeu ao Filho
possuir a vida em si mesmo.
27Além disso, deu-lhe o poder de julgar,
pois ele é o Filho do Homem.
28Não fiqueis admirados com isso,
porque vai chegar a hora,
em que todos os que estão nos túmulos
ouvirão a voz do Filho e sairão:
29aqueles que fizeram o bem,
ressuscitarão para a vida;
e aqueles que praticaram o mal, para a condenação.
30Eu não posso fazer nada por mim mesmo.
Eu julgo conforme o que escuto,
e meu julgamento é justo,
porque não procuro fazer a minha vontade,
mas a vontade daquele que me enviou.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 5, 17-30

Jesus começa aos poucos a manifestar a sua origem e a sua natureza divina. Ele de fato é o Filho de Deus, que veio ao mundo para fazer a vontade do Pai e realizar a sua obra, que é a salvação de todas as pessoas, salvação que significa ressurreição e vida eterna, libertação do jugo do pecado e da morte. Mas esta obra é somente para quem crê que Jesus é o Filho de Deus, é para quem crê que ele veio ao mundo para fazer a vontade do Pai e vê na sua ação a ação divina em favor dos homens, de modo que a fé é essencial para a nossa salvação, para a nossa ressurreição e para que vivamos eternamente.
Fonte CNBB



A AUTORIDADE DO FILHO DE DEUS Jo 5,17-30
HOMILIA

Aquele que era "antes de todas as coisas" (Cl 1.17), entra no mundo com genealogia humana. Penetra na história dos homens em uma seqüência de gerações que vai até o primeiro homem. Assim tornou-se como um de nós. Foi gerado no seio de uma mulher simples por uma semente que veio dos céus. A única semente que produziu a vida: "a vida estava nele e a vida era a luz dos homens" (Jo 1.4). Veio para os seus, mas os seus se questionam e fazem mil e uma interrogações sobre a sua ação entre eles. É o que acontece, neste texto de hoje. Por Jesus, ter curado um homem no sábado e mandado carregar seu leito, é interrogado e julgado.

E que a doutrina da Lei e do Templo qualificava de pecadores a todos os que estivessem doentes e o que é pior não admitia que alguém pudesse ser filho de Deus. É por isso que em nome da Lei negavam a origem divina de Jesus. Mas Ele insistia em afirmar que é Filho de Deus. Ele na verdade é filho do Pai carinhoso e misericordioso e autor da vida. Jesus continua a obra criadora do Pai. Esta continuidade consiste na libertação dos oprimidos e na restauração da vida a todos os necessitados. Jesus diz que nada faz sem que não tenha ordem para o fazer. De onde vem a ordem? De Deus.

O Filho só faz aquilo que viu seu Pai fazendo. E para aqueles que tiverem fé, verão coisas maiores. Porque com a sua morte e ressurreição os há-de capacitar a ponto de terem poder sobre víboras e serpentes, se beberem ou comerem algum veneno não lhes fará mal alguns. Pois assim como Jesus está numa contínua relação amorosa com Deus se Pai, que faz as obras nele, assim também o fará quem n’Ele e com Ele estabelecer o mesmo vínculo. E mais com Ele e n’Ele tudo podemos pois ele nos fortalece em tudo.

Graças à Sua Paixão Morte e Ressurreição nós somos mais do que vencedores. É o que São Paulo diz para nós.

Fonte Padre BANTU SAYLA

domingo, 15 de março de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 5,1-16 - 17.03.2015 - No mesmo instante o homem ficou curado.

Precisamos de tua beleza para amenizar nossa dureza.
Precisamos de tua paz para nossos conflitos.
Precisamos da tua graça para curar nossas feridas.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho, Vida, tem piedade de nós!
3ª-feira da 4ª Semana Quaresma
Cor: Roxo

Evangelho - Jo 5,1-16

No mesmo instante o homem ficou curado.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 5,1-16

1Houve uma festa dos judeus,
e Jesus foi a Jerusalém.
2Existe em Jerusalém,
perto da porta das Ovelhas,
uma pscina com cinco pórticos,
chamada Betesda em hebraico.
3Muitos doentes ficavam ali deitados
-cegos, coxos e paralíticos -,
esperando que a água se movesse.
4De fato, uma anjo descia, de vez em quando,
e movimentava a água da piscina,
e o primeiro doente que aí entrasse,
depois do borbulhar da água,
ficava curado de qualquer doença que tivesse.
5Aí se encontrava um homem,
que estava doente havia trinta e oito anos.
6Jesus viu o homem deitado
e sabendo que estava doente há tanto tempo,
disse-lhe: 'Queres ficar curado?'
7O doente respondeu:
'Senhor, não tenho ninguém que me leve à piscina,
quando a água é agitada.
Quando estou chegando, outro entra na minha frente'.
8Jesus disse: 'Levanta-te,
pega na tua cama e anda.'
9No mesmo instante,
o homem ficou curado,
pegou na sua cama e começou a andar.
Ora, esse dia era um sábado.
10Por isso,
os judeus disseram ao homem que tinha sido curado:
'É sábado!
Não te é permitido carregar tua cama.'
11Ele respondeu-lhes:
'Aquele que me curou disse:
'Pega tua cama e anda'.'
12Então lhe perguntaram:
'Quem é que te disse:
'Pega tua cama e anda?'
13O homem que tinha sido curado não sabia quem fora,
pois Jesus se tinha afastado da multidão
que se encontrava naquele lugar.
14Mais tarde, Jesus encontrou o homem no Templo
e lhe disse:
'Eis que estás curado.
Não voltes a pecar,
para que não te aconteça coisa pior'.
15Então o homem saiu
e contou aos judeus
que tinha sido Jesus quem o havia curado.
16Por isso, os judeus começaram a perseguir Jesus,
porque fazia tais coisas em dia de sábado.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 5, 1-16

Muitas vezes, as pessoas que sofrem diferentes formas de males possuem uma fé muito grande no poder de Deus, mas de algumas formas são impedidas de chegar até ele e receber as suas graças, condição indispensável para a superação de seus males e sofrimentos. É o caso do paralítico, que acreditava no poder de Deus e na cura que viria pela ação do anjo ao agitar a água, mas era impedido pelos outros que entravam primeiro na piscina. Assim também acontece hoje quando criamos uma série de regras e preceitos humanos que dificultam a participação de muitos na vida divina e um relacionamento pessoal com ele, que é a fonte de todas as graças que nos dão vida em abundância.
Fonte CNBB



A CURA DE UM PARALÍTICO Jo 5,1-16
HOMILIA

Segundo São João por cinco vezes Jesus foi para Jerusalém por ocasião da grande festa do templo. Enquanto para alguns a ida à Jerusalém é motivado pela participação nos ritos judaicos, para comer e beber. Para Jesus o motivo é outro.

É sim o anúncio do seu projecto. Ele quer lançar mãos à obras a vontade de Deus seu Pai. Dar a conhecer a todo o mundo que está chegando a hora em que o príncipe deste mundo será derrotado. Novos céus e a nova terra estão para chegar. E os verdadeiros adoradores já não dependerão das paredes do Templo de Jerusalém e nem tão pouco das sinagogas. Eles hão de adorar o Pai em espírito e em verdade.

Numa destas idas e voltas ao Templo e precisamente na Porta das ovelhas onde costumavam estar os pagãos, negociadores, cambistas e outros, dá conta da enfermidade que infernizava a vida daquele homem. Curando um paralítico ali presente, Jesus revela ser a fonte do amor e da vida para todos. Em contradição, os judeus promotores da festa religiosa perseguem Jesus por sua prática misericordiosa e libertadora.

Muitas vezes, as pessoas que sofrem diferentes formas de males possuem uma fé muito grande no poder de Deus, mas de algumas formas são impedidas de chegar até ele e receber as suas graças, condição indispensável para a superação de seus males e sofrimentos. É o caso do paralítico, que acreditava no poder de Deus e na cura que viria pela ação do anjo ao agitar a água, mas era impedido pelos outros que entravam primeiro na piscina. Assim também acontece hoje quando criamos uma série de regras e preceitos humanos que dificultam a participação de muitos na vida divina e um relacionamento pessoal com ele, que é a fonte de todas as graças que nos dão vida em abundância.

Apresenta-te também tu a Jesus e diz para Ele: não tenho quem me ajuda. Enquanto eu vou outros descem antes de mim... E Ele que tudo pode te dirá. Pega a tua maca, cama e vai para a casa que tua fé te salvou.

Fonte Padre BANTU SAYLA

sábado, 14 de março de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 4,43-54 - 16.03.2015 - Vai, teu filho está vivo.

Manifestai, Senhor da Vida,
a vossa misericórdia
e concedei-nos a cura das enfermidades que nos afligem.
2ª-feira da 4ª Semana Quaresma
Cor: Roxo

Evangelho - Jo 4,43-54

Vai, teu filho está vivo.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 4,43-54

Naquele tempo:
43Jesus partiu da Samaria para a Galiléia.
44O próprio Jesus tinha declarado,
que um profeta não é honrado na sua própria terra.
45Quando então chegou à Galiléia,
os galileus receberam-no bem,
porque tinham visto tudo o que Jesus havia feito
em Jerusalém, durante a festa.
Pois também eles tinham ido à festa.
46Assim, Jesus voltou para Caná da Galiléia,
onde havia transformado a água em vinho.
Havia em Cafarnaum um funcionário do rei
que tinha um filho doente.
47Ouviu dizer que Jesus
tinha vindo da Judéia para a Galiléia.
Ele saiu ao seu encontro
e pediu-lhe que fosse a Cafarnaum
curar seu filho, que estava morrendo.
48Jesus disse-lhe:
'Se não virdes sinais e prodígios,
não acreditais.'
49O funcionário do rei disse:
'Senhor, desce,
antes que meu filho morra!'
50Jesus lhe disse:
'Podes ir, teu filho está vivo.'
O homem acreditou na palavra de Jesus e foi embora.
51Enquanto descia para Cafarnaum,
seus empregados foram ao seu encontro,
dizendo que o seu filho estava vivo.
52O funcionário perguntou
a que horas o menino tinha melhorado.
Eles responderam:
'A febre desapareceu, ontem, pela uma da tarde'.
53O pai verificou que tinha sido exatamente na mesma hora
em que Jesus lhe havia dito:
'Teu filho está vivo'.
Então, ele abraçou a fé,
juntamente com toda a sua família.
54Esse foi o segundo sinal de Jesus.
Realizou-o quando voltou da Judeía para a Galiléia.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 4, 43-54

Jesus declarou que um profeta não é honrado na sua própria terra. Como ele foi criado na cidade de Nazaré, que fica na Galiléia, fazia referência aos galileus, que precisavam de sinais e prodígios para crer e ficavam exigindo que Jesus operasse milagres que testemunhariam que ele de fato era o Filho de Deus. Jesus nos mostra que o processo é justamente o contrário: não são os sinais que devem nos levar a crer, mas é a nossa fé que deve produzir sinais de Reino de Deus, sinais de fraternidade, de justiça, de amor, de vida em abundância. Porque ter fé significa ter a presença amorosa e solidária de Deus em todos os momentos da vida.
Fonte CNBB



O TEU FILHO VAI VIVER Jo 4,43-54
HOMILIA

Teu filho vai viver. É a garantia que Jesus dá ao homem cujo filho estava a beira da morte. No texto de hoje mais uma vez estamos diante de um milagre ou simplesmente sinal, característica fundamental do Evangelho de Jesus Segundo São João.

Jesus conforme nos narra o evangelho, sai da sua terra e vai para Galileia. Como era de esperar, depois de tantos milagres e prodígios que fizera em Jerusalém, aquando da celebração da páscoa é bem recebido. E por encontrar receptibilidade continua fazendo milagres. É de salientar que apesar de Galiléia ser uma região predominantemente gentílica, com presença de descendentes de colonos judeus, fora em Caná da Galileia que tinha transformado a água em vinho por causa da fé daqueles homens.

Hoje neste trecho do Evangelho salienta-se mais um sinal, um milagre. O milagre da vida como sendo o dom de Deus.

Evangelho de São João, respondendo ao apóstolo Tomé, afirma com toda a sua autoridade: “Eu Sou a Vida” (Jo 14,6). Muitas vezes me pergunto sobre o profundo sentido dessa afirmativa. Em outro tópico Ele parece completar o que ali está dito: “Eu vim para que todos tenham vida, e vida em plenitude” (Jo 10,10). Outra afirmação categórica de Jesus a Maria, irmã de Lázaro, é esta: “Eu sou a Ressurreição e a Vida” (Jo 11,25). Isto vale a dizer: “Sou o princípio, o autor também da nova vida, após a morte”.

Quem n’Ele procura a vida sempre a encontra. Veja a certeza com que pronuncia as belas palavras ao funcionário do rei: Podes ir, que teu filho está vivo.

Para os homens com grande fé como o alto funcionário do rei, novos céus e nova terra existirão. Porque na verdade reconhecem o Evangelho como Palavra de Salvação eterna.

A plenitude da vida que Jesus nos veio trazer não se restringe aos horizontes fechados da vida presente, como pensavam muitos humanistas e utopistas. A vida humana, acima de tudo, é dom de Deus: vem de Deus e se realiza na posse terrena e eterna de Deus. Foi essa a vida que Deus concedeu a nossos primeiros pais e Jesus nos veio reconquistar pela Encarnação, pelo mistério de sua vida, morte e Ressurreição. Por isso Santo Agostinho afirma, com tanta propriedade: “O nosso coração está inquieto até que descanse em Vós”.

De regresso a casa, «ele creu, com todos os da sua casa». Gente que não viu nem ouviu Jesus acredita nEle. Que ensinamento se retira daqui? É preciso acreditar nEle sem exigir milagres: não é preciso exigir a Deus provas do Seu poder. Basta acreditar nas Suas palavras: O teu filho vai viver. Os teus serão libertos da situação em que se encontram. Acredite. É Jesus quem está falando! Ele quer curar todas as nossas feridas e enfermidades. Quer libertar os nossos de todos os vícios e pecados. Ele quer ressuscitar os membros do nosso corpo e dar-lhes nova vida. Nos nossos dias, quantas pessoas mostram um maior amor a Deus depois de seus filhos ou sua mulher terem recebido alívio na doença?

Ontem como hoje Ele continua fazendo milagres e prodígios. Mesmo que os nossos votos não sejam atendidos, é preciso perseverar nas ações de graça e de louvor. Permaneça ligado a Deus mesmo na adversidade, no abandono, na dor, na tristeza ainda que a morte venha bater a sua porta. Não perca a esperança de que os teus hão de viver, e viver para sempre. Confiar, e esperar com fé firme em Deus é optar pela vida. Por isso, escolha, pois a vida descansando nos braços e no colo de Jesus para que tenha vida e vida em abundância.
Fonte Canção Nova