sexta-feira, 18 de julho de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 12,14-21 - 19.07.2014 - E ordenou-lhes que não dissessem quem ele era, para se cumprir o que foi dito.

Pai,
meu único desejo
é estar em comunhão contigo,
para que, como Jesus,
eu saiba discernir,
em cada circunstância,
a melhor maneira de agir.
Verde. Sábado da 15ª Semana Tempo Comum

Evangelho - Mt 12,14-21

E ordenou-lhes que não dissessem quem ele era,
para se cumprir o que foi dito.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 12,14-21

Naquele tempo:
14Os fariseus saíram e fizeram um plano para matar Jesus.
15Ao saber disso, Jesus retirou-se dali.
Grandes multidões o seguiram, e ele curou a todos.
16E ordenou-lhes que não dissessem quem ele era,
17para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías:
18'Eis o meu servo, que escolhi;
o meu amado, no qual coloco a minha afeição;
porei sobre ele o meu Espírito,
e ele anunciará às nações o direito.
19Ele não discutirá, nem gritará,
e ninguém ouvirá a sua voz nas praças.
20Não quebrará o caniço rachado,
nem apagará o pavio que ainda fumega,
até que faça triunfar o direito.
21Em seu nome as nações depositarão a sua esperança.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB

Reflexão - Mt 12, 14-21

Jesus não veio à terra para buscar a sua glória ou a sua promoção pessoal. Ele veio como o servo de Deus para garantir, por uma vida de serviço e, principalmente, pela sua paixão e morte de cruz, a salvação para todas as pessoas. Com isso, Jesus é aquele que cumpre todas as promessas feitas por Deus durante todo o antigo Testamento. Ele vai, não pela glória, pela arrogância e pelo poder, mas pelo amor, pela misericórdia e pelo serviço, realizar o projeto de Deus e nos mostrar novos valores que devem nortear as nossas vidas, tornando-se ao mesmo tempo modelo para todas as pessoas e a esperança de todas as nações.
Fonte CNBB



JESUS, SERVO ESCOLHIDO DE DEUS Mt 12,14-21
HOMILIA

O Verbo de Deus, Aquele que existe desde toda a eternidade, Aquele que é invisível, incompreensível, incorpóreo, o Princípio que procede do Princípio, a Luz que nasce da Luz, a fonte da vida e da imortalidade, Aquele que é a expressão fiel do arquétipo divino, o selo que não se apaga, a perfeita imagem, a palavra e o pensamento do Pai (Heb 1, 3), é o mesmo que vem em ajuda da criatura feita à sua imagem (Gn 1, 27), e por amor do homem Se faz homem. Assume um corpo para salvar o corpo e une-se a uma alma racional por amor da minha alma. Para purificar aqueles a quem Se tornou semelhante, fez-Se homem em tudo exceto no pecado. Aquele que enriquece os outros faz-Se pobre. Aceita a pobreza da minha condição humana para que eu possa receber as riquezas da sua divindade (2 Co 8, 9). Aquele que possui tudo em plenitude, aniquila-Se a Si mesmo, priva-Se por algum tempo da sua glória para que eu possa participar da sua plenitude.
Porquê tantas riquezas de bondade? Que significa para nós este mistério? Eu recebi a imagem divina, mas não soube conservá-la; agora Ele assume a minha condição humana, para restaurar a perfeição daquela imagem e dar imortalidade a esta minha condição mortal. Deste modo, estabelece conosco uma segunda aliança, mais admirável que a primeira. Convinha que o homem fosse santificado mediante a natureza assumida por Deus. Convinha que Ele triunfasse deste modo sobre o nosso tirano, que nos subjugava para nos restituir a liberdade e reconduzir-nos a Si pela mediação de seu Filho. E Cristo realizou, de fato, esta obra redentora para glória de seu Pai, que era o objetivo de todas as suas ações.
Quero abrir a boca, irmãos, para vos falar do altíssimo assunto da humildade. E estou cheio de temor, como quem sabe que deve falar de Deus com a língua dos seus próprios pensamentos.
Porque a humildade é a roupagem da Divindade. Fazendo-se homem, o Verbo revestiu-se de humildade. Através dela, viveu conosco dentro de um corpo. E todo o que vive na humildade torna-se verdadeiramente semelhante Àquele que desceu das alturas e cobriu a sua grandeza e a sua glória com as vestes da humildade, para que, ao vê-lo, a criação não fosse consumida.
Porque a criação não teria podido contemplá-lo se Ele não tivesse tomado sobre si a humildade e não tivesse, assim, vivido com ela. Não teria havido face a face com Ele. A criação não teria ouvido as palavras da sua boca.
Por isso, quando a criação vê um homem revestido da semelhança do seu Mestre, ela o venera e honra, tal como o fez ao Mestre, que viu viver revestido de humildade. Com efeito, que criatura não se deixa enternecer diante do humilde? Contudo, enquanto a glória da humildade não se tinha revelado a todos em Cristo, desdenhava-se desta visão tão cheia de santidade.
Mas agora a sua grandeza elevou-se aos olhos do mundo. Foi concedido à criação receber, na mediação do homem humilde, a visão do seu Criador. Por isso, o humilde não é desprezado por ninguém, nem sequer pelos inimigos da verdade. Aquele que aprendeu a humildade é venerado por causa dela, como se tivesse sobre si uma coroa e vestes de púrpura.
Fonte Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla


quinta-feira, 17 de julho de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 12,1-8 - 18.07.2014 - O Filho do Homem é senhor do sábado.

Pai,
faze-me misericordioso
no trato com o meu semelhante,
e livra-me de toda tendência
ao legalismo sem piedade,
que se coloca a serviço da morte.
Verde. 6ª-feira da 15ª Semana Tempo Comum

Evangelho - Mt 12,1-8

O Filho do Homem é senhor do sábado.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 12,1-8

1Naquele tempo, Jesus passou no meio de uma plantação
num dia de sábado.
Seus discípulos tinham fome
e começaram a apanhar espigas para comer.
2Vendo isso, os fariseus disseram-lhe:
'Olha, os teus discípulos estão fazendo,
o que não é permitido fazer em dia de sábado!'
3Jesus respondeu-lhes:
'Nunca lestes o que fez Davi,
quando ele e seus companheiros sentiram fome?
4Como entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda
que nem a ele nem aos seus companheiros era permitido comer,
mas unicamente aos sacerdotes?
5Ou nunca lestes na Lei, que em dia de sábado, no Templo,
os sacerdotes violam o sábado sem contrair culpa alguma?
6Ora, eu vos digo: aqui está quem é maior do que o Templo.
7Se tivésseis compreendido o que significa:
'Quero a misericórdia e não o sacrifício',
não teríeis condenado os inocentes.
8De fato, o Filho do Homem é senhor do sábado.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB



Reflexão - Mt 12, 1-8

Existem pessoas que acham que é difícil seguir Jesus por causa da radicalidade das exigências evangélicas, no entanto, essas mesmas pessoas ficam criando uma série de dificuldades a partir de um legalismo ritual, moral e religioso que acabam por fazer do seguimento de Jesus uma causa de sofrimento e de dor e não uma causa de alegria e felicidade de quem descobre os valores que o conduz para a vida eterna. Muitos cristãos vivem colocando proibições e ficam contentes quando podem falar "não" a alguém. De fato, essas pessoas não entenderam o Evangelho de hoje, muito menos o amor que Deus tem para com seus filhos e filhas.
Fonte CNBB



O SÁBADO DA VIDA ETERNA Mt 12,1-8
HOMILIA

Na Lei dada por Moisés, que não era mais que uma sombra, Deus ordenou a todos que repousassem e não fizessem nenhum trabalho no dia de sábado. Mas isso não era senão uma imagem e uma sombra do verdadeiro sábado, o qual é concedido à alma pelo Senhor. Com efeito, a alma que foi julgada digna do verdadeiro sábado cessa de se abandonar às suas preocupações vergonhosas e humilhantes e repousa; celebra o verdadeiro sábado e goza do verdadeiro repouso, estando liberta de todas as obras das trevas. Ela prova o repouso eterno e a alegria do Senhor.
Dantes, estava prescrito que mesmo os animais desprovidos de razão deviam repousar no dia de sábado: o boi não devia ser submetido à canga, nem o burro carregar o fardo, porque os próprios animais repousavam dos trabalhos penosos. Ao vir para o meio de nós, o Senhor trouxe o repouso à alma que estava carregada e oprimida pelo fardo do pecado, e que morria sob o constrangimento das obras de injustiça, subjugada como estava por mestres cruéis. Ele aliviou-a do peso intolerável das idéias vãs e ignóbeis, libertou-a do jugo doloroso das obras de injustiça, deu-lhe o repouso. É este repouso pelo qual todos nós lutamos e esperamos um dia alcançar em Cristo Jesus.
Senhor Deus, Tu que nos cumulaste de tudo, dá-nos a paz (Is 26, 12), a paz do repouso, a paz do sábado, do sábado que não tem ocaso. Porque esta tão bela ordem das coisas que criaste, e que são “muito boas” (Gn 1, 31), passará quando tiver chegado ao termo do seu destino. Sim, elas tiveram a sua manhã e terão a sua tarde. Mas o sétimo dia não tem tarde, não tem ocaso, porque Tu o santificaste a fim de que ele dure para sempre. No termo das Tuas obras “muito boas”, que, contudo, fizeste em repouso, Tu repousaste ao sétimo dia, a fim de nos fazeres compreender que, no termo das nossas obras, que são muito boas porque foste Tu que no-las deste (Is 26, 12), também nós repousaremos em Ti, no sábado da vida eterna. Então repousarás em nós como agora ages em nós; assim, o repouso que experimentaremos será o Teu, tal como as obras que fazemos são as Tuas.
Tu, Senhor, trabalhas constantemente e estás constantemente em repouso. Quanto a nós, chega um momento em que somos levados a faz er o bem, depois de o nosso coração o ter concebido pelo Teu Espírito, enquanto anteriormente éramos levados a fazer o mal, quando Te abandonávamos. Tu, único Deus bom, nunca deixaste de fazer o bem. Algumas das nossas obras são boas – pela Tua graça, é certo –, mas não são eternas; depois de as fazermos, esperamos repousar na Tua inefável santificação. Mas Tu, Bem que não precisa de nenhum outro bem, Tu estás constantemente em repouso, porque Tu próprio és o Teu repouso.
Quem, de entre os homens, poderá dar a conhecer tudo isto ao homem? Que anjo o dará a conhecer aos anjos? Que anjo ao homem? É a Ti que devemos pedir esse conhecimento, em Ti que devemos procurá-lo, à Tua porta que devemos bater. E dessa maneira sim, dessa maneira receberemos, dessa maneira encontraremos, dessa maneira abrir-se-á a Tua porta, para nos conceder a verdadeira Paz, que só o vosso coração sabe dar aos que lha pedem com fé, esperança e confiança. Portanto, Senhor conceda-nos o verdadeiro Sábado, no qual teremos a verdadeira paz e convosco haveremos de descansar eternamente!
Fonte Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla

quarta-feira, 16 de julho de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 11, 28-30 - 17.07.2014 - Vinde a mim todos vós que estais cansados.

Pai, dá-me disposição para pôr em prática
as exigências do Reino,
assumidas como expressão de minha fé sincera
em teu Filho Jesus. Que elas sejam para mim um jugo suave!
Vermelho. 5ª-feira da 15ª Semana Tempo Comum
Bv. Inácio de Azevedo Presb. e Comps.

Evangelho - Mt 11,28-30

Vinde a mim todos vós que estais cansados.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 11,28-30

Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse:
28Vinde a mim todos vós que estais cansados
e fatigados sob o peso dos vossos fardos,
e eu vos darei descanso.
29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim,
porque sou manso e humilde de coração,
e vós encontrareis descanso.
30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 11, 28-30

Existem pessoas que acreditam que a verdade da religião encontra-se num rigorismo muito grande, principalmente no que diz respeito às exigências morais e rituais. Com isso, a religião acaba por ser um instrumento de opressão. Jesus nos mostra que não deve ser assim. Ele veio ao mundo para trazer a libertação do jugo do pecado e da morte e que a verdadeira religião é aquela que liberta as pessoas de todos os pesos que as oprimem na sua existência. O verdadeiro cristianismo é aquele que não está fundamentado na autoridade e na rigidez, mas na humildade e mansidão de coração, por que o seu fundador, Jesus Cristo, manso e humilde de coração, é o Mestre de todo o nosso agir.
Fonte CNBB


JESUS NOS FAZ DESCANSAR Mt 11,28-30
HOMILIA

Estar cansado é viver numa situação de déficit de energia. Ficamos cansados quando nossa energia para viver está aquém do estoque necessário. Quando gastamos mais energia do que recebemos, ficamos cansados.
Nosso cansaço pode advir da cruz que temos por carregar. Discípulo é aquele que toma cada dia a sua cruz e segue a Jesus. A cruz de Cristo não tem alça, nem almofada. Às vezes, ela pesa muito. Temos que lutar para não fazer o que não queremos fazer, e isto cansa. Temos que lutar para não viver segundo nossos desejos e instintos, e isto cansa. Temos que lutar para nos mantermos fiéis a Deus, e isto cansa. Temos que lutar para nos importar com aqueles que debocham de nossa fé, e isto cansa. Temos que lutar para não desistir, e isto cansa. Temos que lutar para entender a vontade de Deus sobre as nossas vidas, e isto cansa. Temos que lutar para mudar algumas coisas que desagradam a Deus, como hábitos, vícios, manias, e isto cansam. Temos que lutar para não permitir que traumas, antigos ou novos, nos afastem da graça, e isto cansa. Temos que lutar para atender aos muitos desafios da fé, e isto cansa.
Nosso cansaço pode advir de nossas próprias condições de vida. Muitos de nós temos saúdes físicas ou emocionais frágeis, e isto drena nossas energias para o ralo. Muitos travamos longas lutas dentro de casa, com nossos filhos, pais ou cônjuges, e isto desvia as nossas forças para o ralo.
Nosso cansaço pode advir de nossa própria inserção no Reino de Deus, que é feito de homens e mulheres reais, de instituições reais, que nem sempre compreendem a própria natureza do Reino e o papel da igreja nele. Isto cansa. Então, precisamos ter em mente que não há discipulado sem cruz, que não pode ser estilizada; cruz estilizada não é cruz. Não podemos esquecer que o cansaço advém também da falta de compreensão da natureza humana, que, mesmo quando não deve ser aceita, precisa ser compreendida, para que não esperemos do ser humano, dentro e fora da igreja, o que ele não pode dar. Não podemos achar que os discípulos são protegidos de todo o mal; o céu é no céu, não é aqui.
Devemos ter em mente que há uma promessa na cruz, um peso de glória, que experimentamos quando oramos como Jesus orou: nossa vida está sob o cuidado de Deus. E o que Ele fizer será o melhor para nós, não importa o que as pessoas acham, não importa o que os nossos próprios corações sintam. A caminhada da cruz não termina no calvário. A história de Jesus não termina com Ele pendurado na cruz. Sabemos o resto da história. Aleluia. Devemos ter em mente que, mesmo que nossas energias estejam aquém de nossas necessidades, nossas vidas são renovadas. Para tanto, precisamos orar e regar as nossas orações com as ações inspiradas por Deus. O Evangelho não traz a notícia de que não nos cansaremos, mas nos garante descanso. Jesus nos faz descansar.
E como Ele o faz? Ouçamos a promessa outra vez: "Você está cansado? Esgotado? Desanimado na fé? Venha a mim. Venha comigo e eu restaurarei a sua vida. Eu lhe mostrarei como alcançar o verdadeiro descanso. Caminhe comigo e trabalhe comigo e veja como eu faço.
Aprenda o ritmo tranquilo da graça. Eu não porei nada pesado ou desajeitado sobre você. Fique na minha companhia e você aprenderá a viver de modo livre Aprendemos isto na Palavra de Deus. Muito de nosso cansaço advém de nossa falta de confiança; por falta de confiança, nós nos debatemos e esgarçamos nossos músculos; por falta de confiança, não conjugamos só verbo confiar, mas lutar, correr, gritar, fazer, que são verbos necessários, mas em segundo lugar; o primeiro deve ser confiar; confiar em Deus. Onde aprendemos isto? Muito de nosso cansaço advém de escolhas erradas. Precisamos aprender a decidir certo. Precisamos ter a dignidade de arcas com as conseqüências de nossas decisões, sejam elas positivas ou negativas. Preciso aprender a carregar a carga que podemos carregar, nem mais nem menos. Ah! Como é difícil tomar decisões equilibradas! Precisamos aprender. Onde aprendemos a tomar decisões equilibradas? Na Bíblia, onde está o Conselho de Deus. Muito de nosso cansaço advém de atitudes erradas diante das adversidades da vida.
Precisamos ter atitudes certas diante das realidades que nos cercam especialmente aquelas que não desejamos. Muitas vezes somos tomados de pensamentos mágicos. As coisas não caem do céu se nós não as buscarmos trabalhando, como se pudéssemos dormir e acordar com tudo resolvido; como se todos os problemas não tivessem solução ou que todos tivessem só porque o nosso pensamento é positivo; como se bastasse ler um trecho da Bíblia e tudo ficar resolvido.
Problemas concretos se resolvem com atitudes concretas, não com reclamações. Estas são formas de cansaço que cansam mais ainda quem já está cansado. Precisamos de atitudes certas diante das situações concretas da vida. Onde aprendemos a tomar atitudes certas? Na Bíblia, onde estão problemas e soluções que nos inspiramos em nossas decisões. É nela que aprendemos o ritmo da graça. É nela que aprendemos que Jesus não põe nada pesado ou desajeitado demais sobre as nossas vidas. A carga está pesada? Não foi Jesus quem a colocou. O que aprendemos com Ele é viver de modo livre e leve. Afinal, Ele é manso e humilde de coração.
Pai, dá-me disposição para pôr em prática as exigências do Reino, assumidas como expressão de minha fé sincera em teu Filho Jesus. Que elas sejam para mim um jugo suave!
Fonte Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla


terça-feira, 15 de julho de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 12, 46-50 - 16.07.2014 - E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: Eis minha mãe e meus irmãos.

Pai, reforça os laços que me ligam
aos meus irmãos e irmãs de fé,
de forma a testemunhar que formamos
uma grande família, cujo pai és tu.
Branco. Nossa Senhora do Carmo, Memória

Evangelho - Mt 12,46-50

E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse:
Eis minha mãe e meus irmãos.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 12,46-50

Naquele tempo:
46Enquanto Jesus estava falando às multidões,
sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora,
procurando falar com ele.
47Alguém disse a Jesus:
'Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora,
e querem falar contigo.'
48Jesus perguntou àquele que tinha falado:
'Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?'
49E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse:
Eis minha mãe e meus irmãos.
50Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai,
que está nos céus,
esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB

Reflexão - Mt 12, 46-50

Jesus não quer que nós sejamos seus servos, pois o amor que ele tem por nós não permite isso. O apóstolo São João nos diz no seu Evangelho que Jesus não chama os seus seguidores de servos, mas de amigos, porque lhes revelou tudo o que o Pai lhe deu a conhecer. Mas no Evangelho de hoje, Jesus vai mais além, ele nos mostra que quer que todos os que ele ama e o amam sejam membros da sua família, participem da sua vida divina. Para demonstrar o amor que temos por Jesus, não basta apenas afirmar o amor que se sente por ele, é preciso ir além, é preciso conhecer e realizar a vontade do Pai. Somente quem faz a vontade do Pai ama verdadeiramente a Jesus, torna-se membro da sua família e participa da sua vida.
Fonte CNBB



A VERDADEIRA FAMÍLIA DE JESUS Mt 12,46-50
HOMILIA

Fazer a vontade de Deus é o requisito que Jesus nos apresenta para também sermos considerados da Sua família. Portanto, não é difícil para nos imaginarmos membros da família de Jesus. Ele mesmo o diz e aponta para nós, como fez quando distinguiu os Seus discípulos: eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.
Ao declarar que todo aquele que faz a vontade de Deus é a Sua família, Ele não estava renunciando à Sua família segundo a carne. Como filho mais velho, Ele continuou a cuidar do bem estar da Sua mãe. Isto foi comprovado quando, ao dar a Sua vida na cruz, Ele passou essa responsabilidade ao discípulo a quem ele amava.
Simplesmente Jesus define claramente que o parentesco de ordem humana, seja a mãe, os irmãos ou irmãs que ele tinha, não têm qualquer significação no Reino de Deus.
O relacionamento mais chegado do Senhor Jesus é com o Seu Pai, que está nos céus, o próprio Deus Pai. O único “parentesco” permanente que Ele pode ter é de ordem espiritual - e é com aqueles que fazem a vontade de Deus. A estes, Ele chama de meus irmãos.
Deixando de lado os laços sanguíneos, representado pelo parentesco segundo a carne com sua mãe e seus irmãos, o Senhor Jesus passará agora a ampliar o Seu ministério a todos aqueles que O receberem, sem distinção entre judeus e gentios. Não se dará mais exclusividade a Israel, devido à sua incredulidade e rejeição.
O relacionamento segundo a carne passa a ser inteiramente superado por afinidades espirituais. A obediência a Deus é agora o fator predominante e definitivo para estabelecer tais afinidades, sem outra distinção qualquer.
O mesmo se aplica a todo aquele que recebe Cristo como o seu Senhor e Salvador. Ele disse: Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo. Nosso relacionamento espiritual com Cristo produz um vínculo maior do que nosso parentesco de sangue.
Jesus não perdia tempo, por isso, ele aproveitava todos os momentos para dirigir ao povo, mensagens de vida e conversão. A Mãe de Jesus, em tudo fez a vontade do Pai, desde a encarnação até a morte e ressurreição de Jesus. Soube confiar no plano de Deus e, por isso, é chamada de co-Redentora, pois contribuiu para que tudo se realizasse.
Maria fez a vontade de Deus! José foi um homem ajustado ao Plano de Deus, e você?- Você se considera da família de Jesus? - Jesus aponta para você também quando pronuncia estas palavras? - Você é um (a) discípulo (a) fiel? Se fores diga graças à Deus. E senão é tempo para você se converter e mudar de vida. Veja que os discípulos deixaram suas famílias, abandonaram-se à vontade do Pai e uniram-se à nova família, em torno de Jesus. Agora é a sua vez meu irmão, minha irmã!
Pai reforça os laços que me ligam aos meus irmãos e irmãs de fé, de forma a testemunhar que formamos um só corpo e uma só alma quem Cristo Jesus teu filho muito amado e que por amor morreu e ressuscitou. Amém!
Fonte Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla


segunda-feira, 14 de julho de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 11,20-24 - 15.07.2014 - No dia do julgamento, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós.

Pai,
que eu seja movido
à conversão e à penitência
pelo testemunho de Jesus,
o qual me atrai para ti.
Branco. 3ª-feira da 15ª Semana Tempo Comum
S. Boaventura BDr, memória

Evangelho - Mt 11,20-24

No dia do julgamento, Tiro e Sidônia
serão tratadas com menos dureza do que vós.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 11,20-24

Naquele tempo:
20Jesus começou a censurar as cidades
onde fora realizada a maior parte de seus milagres,
porque não se tinham convertido.
21'Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida!
Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós,
tivessem sido feitos em Tiro e Sidônia,
há muito tempo elas teriam feito penitência,
vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza.
22Pois bem! Eu vos digo:
no dia do julgamento, Tiro e Sidônia
serão tratadas com menos dureza do que vós.
23E tu, Cafarnaum! Acaso serás erguida até o céu?
Não! Serás jogada no inferno!
Porque, se os milagres que foram realizados no meio de ti
tivessem sido feitos em Sodoma,
ela existiria até hoje!
24Eu, porém, vos digo: no dia do juízo,
Sodoma será tratada com menos dureza do que vós!'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB



Reflexão - Mt 11, 20-24


É comum nós vermos diversas pessoas que participam da vida da Igreja lamentando a incredulidade que existe no mundo moderno e os graves problemas que encontramos na humanidade que são, na maioria das vezes, conseqüências do pecado. Mas nós não paramos para pensar que isso acontece por causa da nossa falta de fé. Se todos nós tivéssemos de fato uma fé verdadeira, esta fé nos lançaria para o trabalho evangelizador e de transformação social ao invés de ficarmos lamentando a situação do mundo. Quem crê sabe que a única resposta plausível para os problemas do mundo se chama Evangelho e, por isso, sempre tem um renovado ardor missionário que o impele constantemente ao trabalho evangelizador.
Fonte CNBB



CUIDADO COM A TUA INDIFERENÇA Mt 11,20-24
HOMILIA

Ai de ti Corozim, ai de ti Betsaida! Assim começou o duro sermão do Senhor Jesus Cristo para aqueles que não O aceitaram, nem mesmo diante de tantos prodígios realizados. As cidades de Corazim, Betsaida e Cafarnaum foram comparadas a Tiro, Sidom e Sodoma, respectivamente. E, por terem recusado a Palavra Viva de Deus, aquela geração terá um julgamento no dia do juízo final mais duro do que haverá para as cidades pagãs as quais foram comparadas.
Recusaram porque queriam um Cristo que fosse conforme o que haviam imaginado. Um que seria de acordo com as suas leis, que os atendesse segundo os seus pedidos, que fizesse as suas vontades. Um Cristo que não incomodaria a sua maneira de viver, o seu proceder, que não os alertasse para o seu modo de vida. Não queriam um Cristo que pregasse arrependimento, nem um que pregasse um reino que não é desse mundo. Queriam a restauração de Israel ao modo deles, para serem dominadores do mundo, e que Deus os deixasse em paz e tomando conta da terra. Queriam e até hoje muitos querem o que desejam em seu íntimo, um deus conforme as suas necessidades: o anticristo!
O Evangelho de hoje é de grande riqueza, pois possui muitos pontos de reflexão. O nosso destino é parcialmente traçado por Deus. Ele não é totalmente planejado ou traçado, porque Deus respeita o nosso livre arbítrio, ou seja, ele nos dá o direito de aceitar ou não o seu chamado. Betsaida era uma das cidades que entristeceram Jesus. Porque a pesar de ter sido a terra natal de Pedro, André e Felipe, de ter sido o lugar onde Jesus fez a maior parte dos milagres, Corozim e Betsaida eram cidades totalmente corrompidas, incrédulas e interesseiras.
Nas nossas convivências com o ambiente corrompido pelos que têm poder, os grandes, os sábios e inteligentes se não vigiarmos também nós seremos alvos de censura. Senão veja se por falta de vigilância o poder não corrompe o homem? Lance o seu olhar na nossa política brasileira ou de todos os países. Quantos homens bons e honestos se corrompem ao entrar na política? Quantos jovens crentes não mudam suas atitudes cristãs ao entrarem na universidade? Quantos homens e mulheres cristãos não mudam suas aparências e seus atos ao entrarem em certos empregos ou quando sobem seu poder aquisitivo? Quantos servos de Deus, comprometidos com o evangelho têm esfriado, ou têm deixado Jesus porque assimilaram a corrupção do mundo, o pecado do mundo? Assimilaram os prazeres do mundo.
E tu que não estás com os pés e as mãos lançados na política também podes ser sujeito da censura do Mestre por causa da tua indiferença. E por isso também poderás ser excluído do reino de Deus.
E para que isto não aconteça Jesus levanta a sua voz e diz: Ai de ti, pai, ai de ti mãe, ai de ti jovem, ai de ti professor, ai de ti chefe! Porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza. Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós. Tiro e Sidom eram cidades pagãs da Fenícia – atual Líbano, cidades que não viram os milagres e tudo o que Jesus fez. Portanto, presumi-se que por ignorância agiam e praticavam a maldade. Que o diz é o Próprio Jesus: Porque, se os milagres que foram feitos aí tivessem sido feitos na cidade de Sodoma, ela existiria até hoje. Pois eu afirmo a vocês que, no Dia do Juízo, Deus terá mais pena de Sodoma do que de ti.
Meu filho, minha filha, permita que te chame assim, não sejas morno, morna ou indiferente com o poder de Deus. Saia da lama, do barro que suja a tua alma, o teu espírito. Deixa te permanecer mergulhado, mergulhada no mundanismo. Tu e eu podemos ser a Betsaida de hoje quando nos mantemos indiferentes ante o sofrimento e a depravação dos nossos ambientes. Deus está falando e conversando conosco e nós fora de nós mesmos ou longe dos pensamentos deles! E às vezes dentro da própria Igreja ou na celebração litúrgica; Somos indiferentes quando sabemos da necessidade do irmão e não damos à mínima atenção; Somos indiferentes quando não andamos no caminho estreito, preferindo agir conforme a nossa vontade; Somos indiferentes quando achamos que Jesus irá tardar em voltar e que teremos muito tempo para desfrutar os prazeres da vida; Somos indiferentes quando conhecemos a Palavra de Deus, sabemos o que é do seu agrado e o que não é, conhecemos as profecias e relegamos tudo isso para o terceiro plano.
A nossa indiferença com Jesus poderá nos custar o preço de Corazim e Cafarnaum ou o preço das virgens néscias. O preço de ser deixados para trás. Quantos não vêm para Jesus por causa de problemas com os filhos ou com os pais? Muitas vezes é a perda trágica de um parente que nos faz sair da aldeia e buscar Jesus. Vivemos no nosso mundo egoísta, na nossa aldeia, no nosso conformismo, na nossa preguiça espiritual e muitas vezes não deixamos Jesus entrar nela. Colocamos muitas vezes nossos negócios, nossos alvos na frente de Jesus e não o reino de Deus em primeiro lugar. Muitas vezes estamos presos a religiões, culturas, idéias, traumas antigos, conceitos e preconceitos. E então, Jesus dirigindo-se a nós diz: Ai de ti Corazim! Ai de ti Betsaida! Converta-te para Deus e terás a vida eterna.
Pai, que eu seja movido à conversão e à penitência pelo testemunho de Jesus, o qual me atrai para ti.
Fonte Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla

domingo, 13 de julho de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 10,34-11,1 - 14.07.2014 - Não vim trazer a paz, mas sim a espada.

Pai,
robustece minha adesão a teu Reino,
levando-me a pautar por ele
todo meu agir e a atrair para ti
quem optou pelo caminho
da maldade e do egoísmo.
Verde. 2ª-feira da 15ª Semana Tempo Comum

Evangelho - Mt 10,34-11,1

Não vim trazer a paz, mas sim a espada.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 10,34-11,1

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
34Não penseis que vim trazer paz à terra;
não vim trazer a paz, mas sim a espada.
35De fato, vim separar o filho de seu pai,
a filha de sua mãe, a nora de sua sogra.
36E os inimigos do homem
serão os seus próprios familiares.
37Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim,
não é digno de mim.
Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim,
não é digno de mim.
38Quem não toma a sua cruz e não me segue,
não é digno de mim.
39Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la.
E quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la.
40Quem vos recebe, a mim recebe;
e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.
41Quem recebe um profeta, por ser profeta,
receberá a recompensa de profeta.
E quem recebe um justo, por ser justo,
receberá a recompensa de justo.
42Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca,
a um desses pequeninos, por ser meu discípulo,
em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa.'
11,1Quando Jesus acabou de dar essas instruções
aos doze discípulos,
partiu daí, a fim de ensinar e pregar nas cidades deles.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB

Reflexão - Mt 10, 34 - 11,1

O seguimento de Jesus tem uma série de implicações e não permite meio termo, pois exige radicalidade. Ou seguimos Jesus ou não seguimos, não existe seguimento até certo ponto ou de acordo com as minhas condições, o seguimento é incondicional. Para que isso seja possível, Jesus deve ser o valor absoluto de nossas vidas, devemos ser seduzidos por ele de modo que tudo façamos para estar com ele e realizar a sua vontade, a fim de que tenhamos coragem de, com ele, assumir a nossa cruz do dia a dia e segui-lo até onde for necessário. Somente quem tem um verdadeiro amor por Jesus e pelo Reino de Deus é capaz de viver de tal maneira.
Fonte CNBB



QUEM VOS RECEBE A MIM RECEBE Mt 10,34-11,1
HOMILIA

Jesus veio arrancar das nossas mãos a paz da acomodação e nos entregar a espada do Espírito Santo para que nós possamos lutar contra toda heresia e contra testemunho. Ele é bem claro e explícito quando afirma que não é digno dele todo aquele que ama seu pai e sua mãe mais do que a Ele. Amar aqui significa ouvir, seguir, dar atenção, privilegiar, em fim, ter mais consideração e obedecer. Jesus não veio nos separar fisicamente uns dos outros, mas sim, das ações, da mentalidade e das práticas dos que são do mundo. Por isso, Neste Evangelho Jesus nos dá um veredicto: Ele em primeiro lugar! Em primeiro lugar o Evangelho e os Seus ensinamentos. Nós não podemos seguir o ensinamento daqueles que contradizem a Palavra de Deus mesmo que estas sejam pessoas muito queridas para nós, como nosso pai ou nossa mãe. O seguimento a Cristo nos condiciona a tê-Lo em primeiro lugar na nossa vida! Antes de tudo nós precisamos viver o Evangelho e os ensinamentos de Deus. Portanto, quem seguir a Jesus não ficará sem recompensa. Quem acolher aquele que vem em Seu Nome será acolhido também pelo Pai. Jesus veio trazer a paz que é gerada na justiça e justa é a vontade de Deus. Portanto, a vontade de Deus é soberana e não a vontade dos homens. Tomar a cruz é assumir a vida dentro dos conceitos evangélicos imitando a Jesus que morreu na Cruz para nos salvar. Assumimos a cruz quando nos apossamos da salvação de Jesus e não queremos promover a nossa própria salvação.
Nunca nos esqueçamos que a ação missionária exige do apóstolo muita coragem e perseverança. As dificuldades e perseguições surgirão a partir de seus próprios familiares. Esses serão os primeiros a rejeitá-lo. Entretanto, o anúncio do Reino não pode ficar à mercê do humor desses familiares. A fidelidade ao Reino, em algumas circunstâncias, exigirá rupturas. Quem preferir não desagradar seu pai ou sua mãe, recusando-se de proclamar as exigências do Reino sem omitir nada, torna-se indigno do ministério recebido. O Reino deve nortear também as relações familiares.
O apóstolo ama o Reino com um amor maior. Por amor, torna-se capaz de assumir sua missão até as últimas conseqüências, até mesmo a morte. Ele tem consciência de que aí se joga sua salvação e sua condenação. A busca medrosa de querer proteger-se e poupar-se, poderá levá-lo à condenação, pois, para isso, terá que abrir mão da causa de Jesus. A predisposição de perder a vida, por causa do Reino, gera salvação. O testemunho dado a favor de Jesus e de seu Reino, diante das pessoas, terá como contrapartida o testemunho que ele dará em favor do apóstolo diante do Pai. O amor ao Reino, portanto, só é verdadeiro quando se torna absoluto no coração do discípulo de Cristo.
A quem você costuma seguir: ao que Deus lhe recomenda ou o que os seus queridos lhe sugerem? Você seria capaz de fazer uma opção radical por Deus, mesmo que fique contra toda a sua família? Você já tentou atrair a sua família para Deus, da mesma forma que as outras pessoas tentam atraí-la para o mundo?
Pai, robustece minha adesão a teu Reino, levando-me a pautar por ele todo meu agir e a atrair para ti quem optou pelo caminho da maldade e do egoísmo.
Fonte Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla


sábado, 12 de julho de 2014

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 13,1-23 - 13.07.2014 - O semeador saiu para semear.

Pai,
que a tua Palavra,
semeada no meu coração,
encontre solo propício
onde possa produzir frutos de conversão.
Não permitas que tua semente venha a se perder!
Verde. 15º DOMINGO Tempo Comum

Evangelho - Mt 13,1-23

O semeador saiu para semear.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 13,1-23

1Naquele dia, Jesus saiu de casa
e foi sentar-se às margens do mar da Galiléia.
2Uma grande multidão reuniu-se em volta dele.
Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se,
enquanto a multidão ficava de pé, na praia.
3E disse-lhes muitas coisas em parábolas:
'O semeador saiu para semear.
4Enquanto semeava,
algumas sementes caíram à beira do caminho,
e os pássaros vieram e as comeram.
5Outras sementes caíram em terreno pedregoso,
onde não havia muita terra.
As sementes logo brotaram,
porque a terra não era profunda.
6Mas, quando o sol apareceu,
as plantas ficaram queimadas e secaram,
porque não tinham raiz.
7Outras sementes caíram no meio dos espinhos.
Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas.
8Outras sementes, porém, caíram em terra boa,
e produziram à base de cem,
de sessenta e de trinta frutos por semente.
9Quem tem ouvidos, ouça!'
10Os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus:
'Por que tu falas ao povo em parábolas?'
11Jesus respondeu:
'Porque a vós foi dado o conhecimento
dos mistérios do Reino dos Céus,
mas a eles não é dado.
12Pois à pessoa que tem,
será dado ainda mais, e terá em abundância;
mas à pessoa que não tem,
será tirado até o pouco que tem.
13É por isso que eu lhes falo em parábolas:
porque olhando, eles não vêem,
e ouvindo, eles nóo escutam, nem compreendem.
14Deste modo se cumpre neles a profecia de Isaías:
`Havereis de ouvir, sem nada entender.
Havereis de olhar, sem nada ver.
15Porque o coração deste povo se tornou insensível.
Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos,
para não ver com os olhos, nem ouvir com os ouvidos,
nem compreender com o coração,
de modo que se convertam e eu os cure'.
16Felizes sois vós, porque vossos olhos vêem
e vossos ouvidos ouvem.
17Em verdade vos digo,
muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes,
e não viram,
desejaram ouvir o que ouvis,
e não ouviram.
18Ouvi, portanto, a parábola do semeador:
19Todo aquele que ouve a palavra do Reino
e não a compreende,
vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração.
Este é o que foi semeado à beira do caminho.
20A semente que caiu em terreno pedregoso
é aquele que ouve a palavra
e logo a recebe com alegria;
21mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento:
quando chega o sofrimento ou a perseguição,
por causa da palavra,
ele desiste logo.
22A semente que caiu no meio dos espinhos
é aquele que ouve a palavra,
mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza
sufocam a palavra, e ele não dá fruto.
23A semente que caiu em boa terra
é aquele que ouve a palavra e a compreende.
Esse produz fruto.
Um dá cem, outro sessenta e outro trinta.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão
XV Domingo do Tempo Comum 


 A demora na realização das promessas de Deus possibilita aos discípulos e a nós, entrarmos em crise. Percebendo essa situação, Jesus conta para eles e para nós, a parábola das sementes.
A Palavra de Deus é, em si mesma, boa e, se bem apresentada, produzirá muitos frutos; mas isso não depende só da Palavra; depende também das diversas situações em que se encontra o terreno onde ela é depositada, isto é, das diversas respostas.A Palavra é oferecida e exatamente por ser oferecida, conserva em si todo o risco da negligência, do descaso, da não aceitação, da oposição.
De acordo com a parábola, ela poderá ser comida pelos pássaros, poderá cair entre as pedras e não criar raízes e, finalmente, poderá cair entre os espinhos e morrer sufocada.Vamos refletir sobre cada um desses alertas feitos por Jesus. O primeiro se refere à semente que pode ser ciscada pelos pássaros. É o nosso medo do sofrimento, em relação ao caminho da cruz, tantas vezes abordado por Jesus e a busca incessante de realizações, de êxito. É como aquela pessoa que vê na possibilidade de exercer um serviço eclesial, como uma ocasião de prestígio, de ter status.
A semente que caiu entre as pedras e não criou raízes, representa aqueles que só externamente aceitaram a Palavra. Ela não foi aceita com profundidade. Teme-se que a adesão a Cristo seja ocasião de constrangimento, de envergonhar-se.A que caiu entre os espinhos é a semente sufocada, imagem de muitíssimos cristãos. As preocupações da vida presente, a atração exercida pelo ter, pelo poder, pelo possuir, pelo ganhar se impõem, são obstáculos para o acolhimento da Palavra.
A Palavra não é ineficaz, mas falta o acolhimento. A Palavra se adapta às condições do terreno, ou melhor, aceita as respostas que o terreno dá e que com freqüência são negativas. É necessário preparar o terreno, os corações, para que percam o endurecimento causado pelos ídolos das ideologias, do consumismo, do dinheiro, do prazer, das demais riquezas.Se o terreno, se os corações forem trabalhados pela simplicidade, pela autenticidade, pela educação libertadora daqueles ídolos, a Palavra descerá qual chuva fina, penetrando a terra e fazendo a semente frutificar.
Fonte 2014-07-12 Rádio Vaticana



A PARÁBOLA DO SEMEADOR Mt 13,1-23
HOMILIA

Estamos diante de um capítulo marcado pelas parábolas do mestre que representa a forma eficaz da pedagogia de Jesus.
Com esta parábola aprendemos que o serviço do missionário é semelhante ao do semeador que lança a semente ou seja a palavra de Deus. Neste episódio Deus quer que a Sua palavra seja anunciada e exposta e que as pessoas estejam reunidas para ouvi-la. Pois ela descreve o que acontece no dia a dia das pessoas.
Por outro, assim como o semeador deve lançar a boa semente, assim o pregador. Ele precisa semear a pura Palavra de Deus e não as tradições da Igreja ou as doutrinas humanas. O pregador precisa ser diligente. Não pode poupar esforços. Precisa lançar mão de todos os meios possíveis para fazer o seu trabalho prosperar. Deve pregar a palavra oportuno quer não. Ele não pode deixar-se deter por dificuldades e desencorajamentos.
Ele pode espalhar a semente que lhe foi confiada, mas não pode ordenar que ela cresça. Ele pode oferecer a palavra da verdade a um povo, mas não pode fazer as pessoas receberem a palavra e produzir fruto espiritual. Porque Produzir vida é uma prerrogativa soberana de Deus.
O ensinamento do texto é uma advertência de que podemos refletir sobre um sermão com o coração endurecido, em que o sofrimento de JESUS pode ser exposto diante de você e você ouvir com total indiferença, como não se ouvisse nada!
Tão rápido as palavras chegam aos seus ouvidos e na mesma velocidade o diabo arranca de você e você volta para casa como se não tivesse ido a lugar algum.
O texto nos deixa duas verdades claras:
Primeira: Podemos ouvir a palavra de Deus com prazer, enquanto que a impressão produzida em nós é apenas temporária e de pouca duração.
Nosso coração, como o “solo rochoso” da parábola, pode produzir um mundo de sentimentos e boas resoluções. Porém, durante todo o tempo, pode não haver raízes profundas em nossa alma, de maneira que o primeiro vento frio de oposição ou tentação, pode fazer secar a nossa aparente religião.
E infelizmente há muitos ouvintes nessa classe! A mera apreciação a palavra de Deus não é sinal da presença da graça divina. Muitas pessoas são batizadas como os judeus nos dias de Ezequiel: “Você não passa de um divertimento para eles, como um cantor que canta belas canções de amor, ou como um músico que toca bem o seu instrumento. Ouvem o que você fala, mas não põem uma palavra em prática”. (Ez. 33.32).
Segunda verdade do texto: Podemos ouvir a palavra de Deus aprovando cada palavra, e, no entanto, não tirar dela qualquer benefício real.
Nosso coração tal como o solo recoberto de espinhos, pode se deixar afogar pelos cuidados e prazeres mundanos. Podemos realmente apreciar o evangelho e desejar obedece-lo, mas no entanto, insensivelmente, não dar qualquer oportunidade ao evangelho de produzir seu fruto sobre nós.
E infelizmente também existem muitos ouvintes dessa natureza! Eles conhecem bem a verdade. Esperam que um dia serão cristãos decididos. Porém, jamais chegam ao ponto de desistir de tudo por amor a Cristo. - Eles nunca tomam a decisão de “buscar em primeiro lugar o reino de Deus”, e por isso mesmo, acabam morrendo em seus pecados.
Esses são dois pontos que deveríamos pesar cuidadosamente. Nunca deveríamos esquecer que há várias maneiras de se ouvir a Palavra de Deus sem proveito.
Fonte Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla