quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: João 3,22-30 - 09.01.2021

 Liturgia Diária


9 – SÁBADO  

SEMANA DA EPIFANIA


(branco, pref. da Epifania ou do Natal – ofício do dia)



Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, para que nos tornássemos filhos adotivos (Gl 4,4s).


Quem vive em comunhão com o Senhor confia que sua oração será escutada e, pela oração, torna-se fonte de vida para os irmãos. Recebamos com alegria os dons do céu que Deus hoje nos concede.


Evangelho: João 3,22-30


Aleluia, aleluia, aleluia.


O povo sentado nas trevas grande luz enxergou; / aos que viviam na sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz (Mt 4,16). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 22Jesus foi com seus discípulos para a região da Judeia. Permaneceu aí com eles e batizava. 23Também João estava batizando, em Enon, perto de Salim, onde havia muita água. Aí chegavam as pessoas e eram batizadas. 24João ainda não tinha sido posto no cárcere. 25Alguns discípulos de João estavam discutindo com um judeu a respeito da purificação. 26Foram a João e disseram: “Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, e do qual tu deste testemunho, agora está batizando, e todos vão a ele”. 27João respondeu: “Ninguém pode receber alguma coisa se não lhe for dada do céu. 28Vós mesmos sois testemunhas daquilo que eu disse: ‘Eu não sou o Messias, mas fui enviado na frente dele’. 29É o noivo que recebe a noiva, mas o amigo, que está presente e o escuta, enche-se de alegria ao ouvir a voz do noivo. Esta é a minha alegria, e ela é completa. 30É necessário que ele cresça e eu diminua”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: João 3,22-30

«É necessário que ele cresça, e eu diminua»


Rev. D. Antoni CAROL i Hostench

(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje ficamos surpresos vendo Jesus e o Batista batizando “em paralelo”. Dizemos, sim, “em paralelo”, mas,… isso só acontece aparentemente, porque João o Batista remite a Jesus, que é o Messias, o "novo Moises", o Profeta tão esperado, aquele que vem para nos dar a Deus. «Que trouxe [Jesus]? A resposta é muito simples: A Deus. Trouxe a Deus» (Bento XVI).


Em consequência e imediatamente João aclara o sentido do batismo: Realmente, trata-se de uma purificação, mas «diferença-se das acostumadas abluções religiosas» daquele tempo e, —como afirmou o papa Bento— «Deve-ser a consumação concreta de uma mudança que determina de modo novo e para sempre toda a vida». Assim, o batismo cristão comporta uma mudança tão radical como um novo nascimento, até o ponto de nos converter em um novo ser.


Purificação, certamente, mas, para despojar-se do "homem velho", morrer a si mesmo e —pela graça— nascer a uma nova vida: A vida divina, algo que «ninguém pode receber (…) se não lhe for dada do céu» (Jo 3,28). O Concílio II de Orange ensinou que «amar a Deus é exclusivamente um dom de Deus. Ele mesmo que, sem ser amado, ama, concedeu-nos que lhe amássemos. Fomos amados quando ainda lhe éramos desagradáveis, para que nos concedera algo com que agradar-lhe».


Hei aqui, então, nossa tarefa pela santidade: Aprofundar na humildade para abrir espaço à ação de Deus e deixá-lo fazer. O importante não é tanto o que eu faça, mas que Ele atue em mim: «É necessário que ele cresça, e eu diminua» (Jo 3,30). E nossa alegria será tanto mais completa quanto mais desapareça o próprio eu e, mais presente se faça o Esposo em nosso coração e nas nossas obras.

Fonte http://evangeli.net/


JESUS E JOÃO BATISTA Jo 3,22-30

HOMILIA


Tudo começou a partir do baptismo de Jesus. Entendemos assim que o Senhor só começou seu ministério após se batizar, mostrando assim a importância de sermos batizados e batizarmos, como fizeram João Baptista e, posteriormente, os discípulos de Jesus baptizando os adultos que se arrependiam de seus pecados. Mas você pode perguntar por que Jesus se batizou se Ele não tinha pecado? João também questionou isso e Jesus lhe respondeu “… deixa por agora, porque assim convem cumprir toda a justiça…” (Mt.e:15). Creio que Jesus ali não deixou margem para ninguém argumentar que não se baptizaria porque o Cristo também não havia se baptizado.


E, no dia seguinte após o batismo de Jesus, estavam João Batista e dois de seus discípulos e vendo o mestre passar, João disse à eles “…Eis aqui o cordeiro de Deus” (v.36).


O evangelho de João realça a íntima relação entre os ministérios de João Batista e de Jesus. Após ser baptizado por João, Jesus reúne seus primeiros discípulos, André, Pedro, Filipe, Natanael, dentre os discípulos de João Baptista. Com eles, segundo este evangelho, Jesus inicia seu ministério na região da Judéia e, aí, baptizava. Os discípulos do Baptista vêm a ele comunicar este fato. João Baptista reconhece a graça presente em Jesus e dá testemunho da sua autenticidade. Ele tem consciência de que veio para preparar o caminho do Senhor, e não para se constituir em um obstáculo neste caminho.


André, um dos dois que estavam com João Baptista chama agora Simão, seu irmão e diz-lhe ter encontrado o Messias.


Como fez João Baptista devemos sempre apresentar Jesus àqueles que ainda não o conhecem., pois os dois discípulos esperavam por aquele momento e logo seguiram ao Mestre. Quantos estão nesta situação, apenas esperando-nos apresentar-lhes Jesus? Eles queriam conhecer melhor a Jesus, saber onde morava. Temos que ter esta sede de conhecê-lo, pois a Palavra nos diz “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor…”(Os.6:3). E Jesus os aceitou e aceita-nos também, foi Ele que nos escolheu e não nós à Ele.


É o que devemos fazer com os nossos familiares e também com os vizinhos, amigos e até com os estranhos. E Jesus, chama Simão pelo nome testificando o poder que havia Nele. Jesus também te conhece pelo nome. Ele mudou o nome de Simão para Pedro, mas, ainda que Ele não mude o seu nome, Ele faz de você uma nova criatura.


Alias, o autêntico missionário é aquele que com humildade prepara o caminho e, depois, se alegra ao perceber a ação de Deus na comunidade pelos carismas ali manifestados pelas iniciativas de seus membros.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 5,12-16 - 08.01.2021

 Liturgia Diária


8 – SEXTA-FEIRA  

SEMANA DA EPIFANIA


(branco, pref. da Epifania ou do Natal – ofício do dia)



Para os retos de coração surgiu nas trevas uma luz: o Senhor cheio de compaixão, justo e misericordioso (Sl 111,4).


Quem acredita em Jesus, o Filho de Deus, possui a vida eterna. Peçamos que o Senhor aumente nossa fé na presença eficaz do Pai, do Filho e do Espírito Santo em nossa vida e em meio às nossas aflições.


Evangelho: Lucas 5,12-16


Aleluia, aleluia, aleluia.


Jesus pregava a Boa-nova, o Reino anunciando, / e curava toda espécie de doenças entre o povo (Mt 4,23). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – 12Aconteceu que Jesus estava numa cidade e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés e pediu: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. 13Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero, fica purificado”. E, imediatamente, a lepra o deixou. 14E Jesus recomendou-lhe: “Não digas nada a ninguém. Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela purificação o prescrito por Moisés como prova de tua cura”. 15Não obstante, sua fama ia crescendo, e numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades. 16Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 5,12-16

«Cada vez mais, sua fama se espalhava»


Rev. D. Santi COLLELL i Aguirre

(La Garriga, Barcelona, Espanha)

Hoje temos uma grande responsabilidade em fazer que «sua fama» (Lc 5,15) continue se estendendo, sobre tudo, a todos aqueles que não lhe conhecem ou que, por diversas razões e circunstâncias, se afastaram Dele.


Mas, este contágio não será possível se antes nós não temos sido capazes de reconhecer nossas próprias “lepras” particulares e de nos acercar a Cristo tendo consciência de que somente Ele nos pode liberar de maneira eficaz de todos nossos egoísmos, invejas, orgulhos e rancores...


Que a fama de Cristo se estenda a todos os cantos de nossa sociedade depende, em grande medida, dos ”encontros particulares” que tivemos com Ele. Quanto mais e mais intensamente nos impregnemos de seu Evangelho, de seu amor, de sua capacidade de escutar, de acolher, de perdoar, de aceitar o outro (por diferente que seja), mais capazes seremos nós de dá-lo a conhecer a nosso entorno.


O leproso do Evangelho que hoje se lê na Eucaristia é alguém que tem feito um duplo exercício de humildade. O de reconhecer qual é seu mal e, o de aceitar a Jesus como seu Salvador. Cristo é quem nos dá a oportunidade de fazer uma mudança radical e profunda na nossa vida. Diante de tudo aquilo que é impedimento para o amor e que tem se enquistado nos nossos corações e em nossas vidas, Cristo, com seu testemunho de vida e de Vida Nova, propõem-nos uma alternativa totalmente real e possível. A alternativa do amor, da ternura da misericórdia. Jesus, diante de quem é diferente a Ele (o leproso) não escapa, não o ignora, não o “despacha” à administração, nem às instituições ou às “ong’s”. Cristo aceita o reto do encontro e, ao “enfermo” lhe oferece aquilo que necessita, a cura/purificação.


Nós temos que ser capazes de oferecer aos que se aproximam a nossas vidas aquilo que recebemos do Senhor. Mas, antes será necessário encontrar-nos com Ele e renovar nosso compromisso de viver seu Evangelho nos pequenos detalhes de cada dia.

Fonte http://evangeli.net/


A CURA DO LEPROSO Lc 5,12-16

HOMILIA


Nós queremos tudo de Deus, mas não queremos oferecer nenhum sacrifício, não é igual ao de Jesus, carregar cruz, ou se martirizar, nem subir degraus de escadarias de joelhos. O que Deus quer de nós (ROMANOS 12.1-2) Rogo-vos, pois irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício santo e agradável a Deus que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa e agradável vontade de Deus.


No episódio de hoje, aparece bem claro duas atitudes:  a do leproso e a de Jesus.  Da parte do leproso a confiança e o desejo da cura:  “SE QUERES, TENS O PODER DE CURAR-ME”. Da parte de Jesus, a compaixão: “Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão e tocou nele”. Depois, a vontade de curar: “EU QUERO, FICA CURADO! No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado. Então Jesus completa: “Vai mostrar-te ao sacerdote”! Para poder ser reintegrado na comunidade. Mas este gesto de Jesus não significa apenas a libertação de uma moléstia. Jesus faz mais: ELE TOCA NO LEPROSO. E tocar num impuro era contrair a impureza. Isto sim é que é AMAR! Contrair um mal para curar! Já havia sido profetizado por Isaias: “Era desprezado e abandonado pelos homens, um homem sujeito à dor, familiarizado com a enfermidade, como uma pessoa de quem todos escondem o rosto; desprezado não fazíamos caso nenhum dele. E no entanto, eram as nossas enfermidades que ele levava sobre si, as nossas dores ele carregava”( Is 53, 3-5 ). Ou seja: carregou a nossa LEPRA para nos curar na raiz do nosso ser!


 INFELIZMENTE AINDA EXISTE MUITA LEPRA EM NOSSOS DIAS APESAR DE TODO O PROGRESSO DA MEDICINA. HÁ OS LEPROSOS FÍSICOS E OS LEPROSOS MORAIS. OS LEPROSOS FÍSICOS são os BANIDOS da nossa sociedade moderna: os que moram nas ruas, cortiços, favelas, passando fome como aquelas famílias pedintes ao longo da BR 101, na Bahia, os desempregados, os jovens drogados, as crianças prostituídas, os idosos abandonados. OS LEPROSOS MORAIS são, não os banidos, mas… os bandidos de nossos dias os corrompidos e corruptores de todos os tipos, os egoístas de todos os matizes, os pecadores contumazes, os infiéis, os adúlteros que pregam a dissolução da família, os violentos, seqüestradores, assaltantes e assassinos. Já pensaram num marido ao chegar em casa depois de cometer adultério? Ele deveria gritar como os leprosos da “IMPURO! IMPURO!”..


DIANTE DOS LEPROSOS FÍSICOS age ATRAVÉS DE NÓS! Onde quer que falte o alimento, bebida, roupa, casa, medicamento, trabalho, instrução, saúde…aí deve a caridade cristã ir buscá-los, consolá-los, reerguê-los. ESTE É O GRANDE TESTEMUNHO QUE O MUNDO DE HOJE ESPERA DA IGREJA E DOS CRISTÃOS. É o que dizia o nosso Papa Bento XVI na recém publicada encíclica “DEUS É AMOR”: O amor do próximo, radicado no amor de Deus, é um dever antes de mais para cada um dos fiéis, mas é-o também para a comunidade eclesial inteira, e isto a todos os seus níveis: desde a comunidade local passando pela Igreja particular até à Igreja universal na sua globalidade. A Igreja também enquanto comunidade deve praticar o amor.”


 DIANTE DOS LEPROSOS MORAIS, Jesus quer curar PESSOALMENTE. O problema é irem até Jesus e pedirem a cura, pedirem para ficarem limpos! Diante das “lepras” físicas, não exitamos em pedir a Jesus:  SE QUERES PODES CURAR-ME. Mas diante das “lepras morais” , exitamos e, muitas vezes, não queremos que Ele nos cure…Jesus quer curar. Basta se arrepender, ajoelhar-se aos seus pés, e pedir:  SENHOR, SE QUISERES, PODES CURAR-ME. E Jesus vai dizer:  QUERO, FICA CURADO,  mas vai apresentar-te ao sacerdote, confessa o teu pecado,  para receberes o sinal do meu perdão no sacramento da Penitência.


O escritor do texto, Lucas, viu neste homem, não apenas a enfermidade física, mas espiritual. Jesus o purifica dizendo, fica limpo, vai ao sacerdote (verso 14). Uma decisão acertada. Aquele homem não se importou com o que haveriam de pensar acerca da sua presença ali, nem da sua condição física ou financeira, não estava preocupado se iriam repreendê-lo, e até expulsá-lo, o que ele queria era estar aos pés de Jesus. Que decisão acertada, buscou o Melhor para lhe dar o que ele precisava: além da cura física para a sua recuperação e restauração ao convívio, como também, a cura espiritual, por um ato de fé, de confiança. Mas em quem confiar? Aquele homem não buscou outros mediadores, caminhos, simpatias, nada que lhe fosse passado; buscou o Senhor dos Senhores, Aquele que disse Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Se aquele homem tivesse por um instante sequer, uma indecisão, perderia com certeza a única de sua vida. O poder de Deus está muito além da nossa fé, porque o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza, Jesus Cristo quebra as barreias e nos dá a libertação, principio primeiro, se humilhar diante do Senhor, clamar e suplicar, para que na vontade do Senhor as coisas aconteçam, e através dos olhos da fé possamos ver o agir de Deus, pois o restante não está em nós, mas no seu agir. Aquele homem não queria ser apenas curado, mas o seu desejo era ser purificado, “se quiseres podes me purificar”. Jesus o curou e determinou, para a tua purificação, procure o sacerdote, e oferece em sacrifício o que Moisés determinou (LEVÍTICO 14).


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Lucas 4,14-22 - 07.01.2021

 Liturgia Diária


7 – QUINTA-FEIRA  

SEMANA DA EPIFANIA*


(branco, pref. da Epifania ou do Natal – ofício do dia)



No princípio e antes dos séculos, o Verbo era Deus, e dignou-se nascer para salvar o mundo (Jo 1,1).


Amamos a Deus quando cumprimos seus mandamentos e amamos nossos semelhantes. Peçamos ao Senhor que nos unja com seus dons e nos ajude a perseverar na prática do amor fraterno.


Evangelho: Lucas 4,14-22


Aleluia, aleluia, aleluia.


O Espírito do Senhor repousa sobre mim / e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho (Lc 4,18). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 14Jesus voltou para a Galileia com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. 15Ele ensinava nas suas sinagogas, e todos o elogiavam. E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado e levantou-se para fazer a leitura. 17Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19e para proclamar um ano da graça do Senhor”. 20Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. 22Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Lucas 4,14-22

«Cada vez mais, sua fama se espalhava»


Rev. D. Santi COLLELL i Aguirre

(La Garriga, Barcelona, Espanha)

Hoje temos uma grande responsabilidade em fazer que «sua fama» (Lc 5,15) continue se estendendo, sobre tudo, a todos aqueles e aquelas que não lhe conhecem ou que, por diversas razões e circunstâncias, se afastaram Dele.


Mas, este contágio não será possível se antes nós, cada um e cada uma, não temos sido capazes de reconhecer nossas próprias “lepras” particulares e de nos acercar a Cristo tendo consciência de que somente Ele nos pode liberar de maneira eficaz de todos nossos egoísmos, invejas, orgulhos e rancores...


Que a fama de Cristo se estenda a todos os cantos de nossa sociedade depende, em grande medida, dos ”encontros particulares” que tivemos com Ele. Quanto mais e mais intensamente nos impregnemos de seu Evangelho, de seu amor, de sua capacidade de escutar, de acolher, de perdoar, de aceitar o outro (por diferente que seja), mais capazes seremos nós de dá-lo a conhecer a nosso entorno.


O leproso do Evangelho que hoje se lê na Eucaristia é alguém que tem feito um duplo exercício de humildade. O de reconhecer qual é seu mal e, o de aceitar a Jesus como seu Salvador. Cristo é quem nos dá a oportunidade de fazer uma mudança radical e profunda na nossa vida. Diante de tudo aquilo que é impedimento para o amor e que tem se enquistado nos nossos corações e em nossas vidas, Cristo, com seu testemunho de vida e de Vida Nova, propõem-nos uma alternativa totalmente real e possível. A alternativa do amor, da ternura da misericórdia. Jesus, diante de quem é diferente a Ele (o leproso) não escapa, não o ignora, não o “despacha” à administração, nem às instituições ou às “ong’s”. Cristo aceita o reto do encontro e, ao “enfermo” lhe oferece aquilo que necessita, a cura/purificação.


Nós temos que ser capazes de oferecer aos que se aproximam a nossas vidas aquilo que recebemos do Senhor. Mas, antes será necessário encontrar-nos com Ele e renovar nosso compromisso de viver seu Evangelho nos pequenos detalhes de cada dia.

Fonte http://evangeli.net/


INÍCIO DA MISSÃO DE JESUS Lc 4,14-22a

HOMILIA


Cada evangelista destaca uma cena especial para o início do ministério de Jesus. Em Marcos, temos a expulsão de um espírito impuro na sinagoga; em Mateus, a proclamação das bem-aventuranças; em João, as bodas de Caná; e, no texto de hoje, Lucas apresenta a inauguração do ministério de Jesus em uma sinagoga de Nazaré, com a leitura do texto de Isaías que fala da evangelização dos pobres e da libertação dos oprimidos. Assim, o Evangelho de hoje nos fala do início da vida pública de Jesus, quando Ele começou a pregar nas sinagogas da região da Galiléia, e particularmente em Nazaré, cidade onde Ele foi criado.


Observe que o Evangelho já começa dizendo que “Jesus voltou para a Galiléia”. O que significa dizer que Ele estava em outro lugar. Particularmente, eu não duvido que Jesus tenha viajado bastante, e conhecido vários lugares, culturas e pessoas diferentes. Acredito que em sua vida terrena, nos anos não-narrados pelos evangelistas, Ele tenha aprendido muito mais do que ensinou. Afinal, para falar tão bem como Ele falava, era necessário conhecer tudo sobre o Reino dos Céus, sobre o Deus Pai, e sobre o ser humano em si, seus sentimentos, suas limitações, suas imperfeições…


Outro ponto que torna Jesus tão especial como pregador é que Ele foi o primeiro profeta a trazer a imagem do Deus Pai, e não daquele Deus vingativo, que pune o pecador e a sua descendência com doenças e desventuras. Você já assistiu alguma pregação em que a pessoa só falava nos pecados, castigos, no inferno, no inimigo e de coisas ruins? Certamente deve ter saído desta palestra bem “pesado”… Com medo de fazer qualquer coisa que Deus desaprovasse…


Nestas primeiras pregações de Jesus, quando Ele ainda nem tinha discípulos, Ele deve ter falado muito sobre a verdadeira felicidade, que consiste em fazer a vontade do Pai, mas não por ser obrigado a fazê-la, e sim por se sentir bem em fazê-la. Por que as pessoas gostavam tanto de ouvi-lo falar? Provavelmente porque Ele ensinava as pessoas a serem felizes! Não ficava impondo vários “nãos”, mas falava de Amor, e quem ama, tudo pode.


Jesus identifica-se com esta missão. Tudo poder para que o homem viva e viva para sempre.


Um outro pormenor de Lucas é sua sensibilidade ao escândalo da divisão da sociedade em ricos e pobres. Ele realça como Jesus vem ao encontro dos pobres para resgatar-lhes a vida e a dignidade. A Boa-Nova é a chegada do Reino de Justiça, com a libertação dos pobres oprimidos.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Marcos 6,45-52 - 06.01.2021

 Liturgia Diária


6 – QUARTA-FEIRA  

SEMANA DA EPIFANIA


(branco, pref. da Epifania ou do Natal – ofício do dia)



O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu (Is 9,2).


O amor ao próximo é nossa resposta ao amor que Deus nos tem. Somos convidados a proclamar por toda parte, com coragem, que Deus nos ama e é por nós.


Evangelho: Marcos 6,45-52


Aleluia, aleluia, aleluia.


Louvai o Senhor Jesus, todos os povos, / aceito pela fé no mundo inteiro! (1Tm 3,16) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Depois de saciar os cinco mil homens, 45Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. 46Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar. 47Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. 48Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles, andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. 49Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. 50Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” 51Então subiu com eles na barca. E o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, 52porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Marcos 6,45-52

«O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me consagrou com a unção»


Rev. D. Antoni CAROL i Hostench

(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje lembramos que «quem ama a Deus, ame também seu irmão» (1Jo 4,21). Como poderíamos amar a Deus a quem não vemos, se não amamos a quem vemos, imagem de Deus? Depois que São Pedro renegara, Jesus lhe perguntou se o amava: «Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo» (Jo 21,17), respondeu. Como a São Pedro, também Jesus nos pergunta: «Tu me amas?»;e queremos lhe responder agora mesmo: «Tu o sabes tudo, Senhor, tu sabes que te amo apesar de minhas deficiências; mas, ajuda-me a demonstrar-te; ajuda-me a descobrir as necessidades de meus irmãos, a me entregar de verdade aos outros, a aceita-los tal como são, a valorizá-los».


A vocação do homem é o amor, é vocação a se entregar, procurando a felicidade do outro e, assim encontrar a própria felicidade. Como diz São João da Cruz, «No crepúsculo da vida, seremos julgados no amor». Vale a pena que nos perguntemos ao terminar cada jornada, cada dia, num breve exame de consciência, com foi este amor e, pontualizar algum aspecto a melhorar para o dia seguinte.


«O Espírito do Senhor está sobre mim» (Lc 4,18), dirá Jesus, fazendo seu este texto messiânico. É o Espírito do Amor que assim como fez o do Messias a «que consagrou com a unção, para anunciar a Boa Nova aos pobres» (cf. Lc 4,18), também “repousa” sobre nós e nos conduz até o amor perfeito: Como diz o Concilio Vaticano II: «Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade». O Espírito Santo nos transformará como fez com os Apóstolos, para que possamos agir sob sua moção, nos outorgando seus frutos e, assim levá-los a todos os corações: «O fruto do Espírito, porém, é: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão, domínio próprio» (Gal 5,22-23).

Fonte http://evangeli.net/


NÃO TENHAM MEDO! Mc 6,45-52

HOMILIA

 

Completando a narrativa da partilha dos pães, Marcos nos apresenta a narrativa da travessia do mar no estilo de uma teofania. É uma narrativa com cenas supranaturais e conteúdo simbólico.


Após a partilha, Jesus manda os discípulos de barco para Betsaida, despede a multidão e sobe a montanha para orar. Os discípulos no barco, no meio do mar, encontravam dificuldades devido ao vento contrário. O “mar” é o caos ameaçador, que gera pobreza, exclusão e fome, ameaçando a vida, e que deve ser enfrentado pelos discípulos em sua acção missionária. Jesus, andando sobre o mar, afirma-se como aquele que, pela partilha dos pães mostra o caminho da superação deste caos. Porém os discípulos não entendem. É uma característica de Marcos registrar a dificuldade dos discípulos em entenderem a missão de Jesus.


Portanto, Marcos nos quer dirigir uma palavra de conforto e confiança em Deus. Alías, dentro de nós existe uma força fantástica, capaz de nos dirigir para uma saúde perfeita, um bom trabalho e relacionamentos compensadores – ou seja, temos tudo o que precisamos para atingir a prosperidade e o amor. Pois, Deus nos deu a inteligência e a vontade. Não duvido que seja por isso que Santo Agostinho diz: não podemos procurar Deus fora de nós, é no interior que está a verdade.


O ser humano contribui muito para a sua atual condição de vida. O importante é não ter medo de nada e de ninguém. Jesus continua gritando para nós: Coragem sou eu! Não tenham medo! Experimente coisas novas. Se tu pensar no medo, nada de grandioso poderá ocorrer.


Quando tu  disseres constantemente a ti mesmo que és ótimo, ficará mais fácil fazer mudanças na tua vida. Tenha confiança de que Deus irá proteger-te, possibilitando que algo maravilhoso aconteça. Permita que as novas experiências ocorram e estejas aberto para as modificações. Claro que os obstáculos surgirão. Mas não os vejas como impedimentos, mas sim, como diferentes possibilidades para superar novos desafios.


Mentaliza-te sempre que Deus está a orientar a tua vida para o caminho do bem.


De modo geral, culpamos a sociedade pelas conseqüências positivas ou negativas que ocorrem na vida depois que amadurecemos. Mas é preciso reconhecer as influências benéficas de todos os acontecimentos, por piores que possam parecer no instante em que ocorreram. Caso contrário, o novo não acontece apenas o medo.


A frustração, o desamparo, a raiva ou o choro indicam que a pessoa ainda não cresceu. Tu achas que é possível realizar algo grandioso desta forma? Não. Isto só mostra um comportamento imaturo. Por isso, coragem! Não se limite. Goste de ti mesmo e não espere que alguém vá cuidar das tuas carências e problemas a não ser Deus. Exponha-te diante d’Ele, não temas os julgamentos que outros possam fazer de ti. Seu anjo da guarda o ajudará sempre!


Se usares toda sua potencialidade, conseguirás usufruir as graças que vem do alto. Expresse teus talentos e sejas o primeiro a acreditar que tua vida dará certo. Vença teus medos e sejas muito feliz.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

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Salmo

Evangelho

Santo do dia

Mensagens de Fé

domingo, 3 de janeiro de 2021

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Marcos 6,34-44 - 05.01.2021

 Liturgia Diária


5 – TERÇA-FEIRA  

SEMANA DA EPIFANIA


(branco, pref. da Epifania ou do Natal – ofício do dia)



Bendito o que vem em nome do Senhor: Deus é o Senhor, ele nos ilumina (Sl 117,26s).


O imenso amor de Deus por nós se manifesta pela presença de seu Filho, Jesus, em nosso meio e pelos prodígios que ele realiza em favor do povo. Sejamos gratos a Deus por nos amar tanto assim.


Evangelho: Marcos 6,34-44


Aleluia, aleluia, aleluia.


O Espírito do Senhor repousa sobre mim / e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho (Lc 4,18). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 34Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. 35Quando estava ficando tarde, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e já é tarde. 36Despede o povo, para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer”. 37Mas Jesus respondeu: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Os discípulos perguntaram: “Queres que gastemos duzentos denários para comprar pão e dar-lhes de comer?” 38Jesus perguntou: “Quantos pães tendes? Ide ver”. Eles foram e responderam: “Cinco pães e dois peixes”. 39Então Jesus mandou que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. 40E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinquenta pessoas. 41Depois Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos discípulos, para que os distribuíssem. Dividiu entre todos também os dois peixes. 42Todos comeram, ficaram satisfeitos 43e recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e também dos peixes. 44O número dos que comeram os pães era de cinco mil homens. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Marcos 6,34-44

«Depois de os despedir, subiu a montanha para orar»


Rev. D. Melcior QUEROL i Solà

(Ribes de Freser, Girona, Espanha)

Hoje, contemplamos como Jesus, depois de se despedir dos Apóstolos e das pessoas, retira-se sozinho a rezar. Toda sua vida é um dialogo constante com o Pai e, não obstante, vai-se à montanha a rezar. E nós? Como rezamos? Frequentemente levamos um ritmo de vida atarefado, que termina sendo um obstáculo para o cultivo da vida espiritual e não damo-nos conta que é tão necessário “alimentar” a alma quanto alimentar o corpo. O problema é que, com muita frequencia, Deus ocupa um lugar pouco relevante em nossa ordem de prioridades. Nessa circunstância é muito difícil rezar de verdade. Não podemos dizer que se tenha um espírito de oração quando somente imploramos ajuda nos momentos difíceis.


Achar tempo e espaço para a oração pede um requisito prévio: o desejo de encontro com Deus com a consciência clara de que nada nem ninguém o pode substituir. Se não há sede de comunicação com Deus, facilmente transformaremos a oração num monólogo, porque a utilizamos para tentar solucionar os problemas que nos incomodam. Também é fácil que, nos momentos de oração, nos distraiamos porque nosso coração e nossa mente estão invadidos constantemente por pensamentos e sentimentos de todo tipo. A oração não é charlatanice, senão um simples e sublime encontro com o Amor; é relação com Deus: comunicação silenciosa do “Eu necessitado” com o “Você rico e transcendente”. O prazer da oração é se saber criatura amada diante do Criador.


Oração e vida cristã vão unidas, são inseparáveis. Nesse sentido, Orígenes diz que «reza sem parar aquele que une a oração às obras e as obras à oração. Somente assim podemos considerar realizável o princípio de rezar sem parar». Sim, é necessário rezar sem parar porque as obras que realizamos são fruto da contemplação e, feitas para sua glória. Devemos agir sempre desde o diálogo contínuo que Jesus oferece-nos, no sossego do espírito. A partir dessa certa passividade contemplativa veremos que a oração é o respirar do amor. Se não respiramos morremos, se não rezamos expiramos espiritualmente.

Fonte http://evangeli.net/


JESUS ALIMENTA UMA MULTIDÃO Mc 6,34-44

HOMILIA


Três pontos merecem destaque no Evangelho de hoje. Primeiro a caridade. Se eliminarmos a hipótese de uma multiplicação milagrosa dos pães, o que explicaria que todos comessem os pães, ficassem saciados e ainda sobrassem 12 cestos? A explicação que eu já escutei de muitos padres e estudiosos foi que as pessoas que estavam lá, escutando Jesus, tinham seus pãezinhos guardados nas suas bolsas. No momento em que viram que era hora da ceia, cada um repartiu o que trouxe com aqueles que não trouxeram nada. E assim, todos comeram. Então a caridade foi um fator primordial na multiplicação dos pães. Inclusive, mesmo que tenha ocorrido realmente a multiplicação milagrosa dos pães, certamente houve também a partilha daqueles que trouxeram sua própria comida.


O segundo ponto importante é que Jesus mandou que se formassem grupos e se sentassem. Por quê? Não poderia ter feito a oração e a distribuição dos pães com a multidão desorganizada? Qual seria a intenção de formarem grupos? Jesus sabia de algo básico do ser humano: a maioria das pessoas não consegue comer vendo outra pessoa passando fome na sua frente. Então se imagine na situação: você dentro de um daqueles grupos, com comida na sua bolsa, com fome. A maioria das pessoas, nessa situação, comeria e dividiria uma parte da sua comida com as pessoas mais próximas. Você é assim? Se não for, talvez seja hora de rever seus conceitos…


No Evangelho não diz, mas eu fico imaginando a reação dos discípulos quando Jesus mandou que trouxessem os 5 pães e 2 peixes até Ele, na intenção de alimentar aquela multidão de 5 mil homens (sem contar mulheres e crianças). Para quem não entende o que é fé, aqui vai um bom exemplo do que é fé: quando todos ao seu redor dizem que aquilo em que você acredita não existe, mas mesmo assim você vai até o fim. Se a fé de Jesus fosse fraca, Ele nem teria tentado repartir os pães e peixes. Mas Jesus como em todos os milagres, Jesus fez a parte dEle, e deixou que cada pessoa na multidão também fizesse a sua parte.


Cada um desses três pontos daria para falar muito mais, mas esse aprofundamento nós faremos em outras oportunidades… Por hoje, que saibamos repartir o nosso “pão” e nosso “peixe” com quem está do nosso lado…


Durante o ministério de Jesus, muitos dos seus discípulos imaginaram seus sonhos se realizando. Sua demonstração de poder divino tinha-os convencido de que ele seria um rei capaz de atingir os objetivos políticos e suprir as necessidades físicas deles.


Quando os discípulos vieram dizer a Jesus que despedisse a multidão por causa do horário avançado, podiam não estar realmente preocupados com o bem-estar do povo, tão somente. Talvez estivessem mais interessados neles próprios, uma vez que já vinham de uma outra jornada sem se alimentarem direito (Mc 6:31). De repente, eles ouvem a frase: “Dai-lhes vós de comer”. Podiam ter pensado assim: “Não temos comida, nem para nós mesmos, como vamos alimentar os outros?”


Será que você já passou pela experiência de ter de oferecer alguma coisa que ainda não tivesse nem para si? Em algumas situações nos sentimos impotentes, sem saber como ajudar.


Jesus queria ensinar aos discípulos que eles podiam fazer muito mais do que achavam que podiam. Estavam cansados, exaustos, e procuraram um meio de sair daquela situação.


Mas o Senhor os envolveu novamente e eles acabaram tendo uma experiência riquíssima com o Mestre, aprendendo que podiam alimentar multidões. Eles viram que era possível dar mais um passo.


Os discípulos estavam desesperados diante da incumbência recebida de alimentar aquele grande número de pessoas. Onde achariam tanto dinheiro para cumprir aquela tarefa?


Jesus, porém, não mantinha o foco da atenção voltado para o que eles não tinham, e sim para o que estava em suas mãos. Ele não perguntou: “de quanto vocês precisam”, mas sim “o quanto vocês têm”. Verificou-se que havia entre eles apenas cinco pães e dois peixes, e com essa quantidade, uma multidão foi alimentada.


Há uma outra passagem bíblica, onde uma viúva pedia ajuda ao profeta para saldar suas dívidas. Ele lhe perguntou: “O que você tem em casa?” Ela respondeu: “Uma botija de azeite”. E com essa botija de azeite, toda a sua dívida foi paga (2 Reis 4:1-7).


É possível que permaneçamos com um problema, porque insistimos em olhar para o que necessitamos ter, ao invés de percebermos o que já temos. Sempre achamos que não temos o suficiente.


Precisamos hoje mudar o foco da atenção, se queremos que o pouco venha a se multiplicar, para poder ajudar as pessoas.


Precisamos viver de forma planejada e organizada, mas nunca permitir que o nosso coração se torne insensível em face dos problemas dos outros. Devemos ajudar as pessoas a perceberem que elas podem fazer mais do que acham que podem. O foco da nossa atenção deve se voltar para o que já temos em mãos, com o qual Deus poderá fazer um tremendo milagre.


Faça um levantamento, brevemente, do que você percebe que já tem em mãos, e que poderia disponibilizar para o progresso do Evangelho. Talvez Deus lhe revele uma habilidade especial, um talento, uma idéia, um sonho, um bem material, etc. Ele pode falar ao seu coração de várias formas. Esteja aberto para a Sua ministração.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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sábado, 2 de janeiro de 2021

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 4,12-17.23-25 - 04.01.2021

 Liturgia Diária


4 – SEGUNDA-FEIRA  

SEMANA DA EPIFANIA


(branco, pref. da Epifania ou do Natal – ofício do dia da 2ª semana do saltério)



Raiou para nós um dia de bênção: vinde, nações, e adorai o Senhor; grande luz desceu sobre a terra!


Porque “somos de Deus”, somos convidados a nos deixarmos guiar pelo Espírito Santo, a acreditar no nome de Jesus e a amar-nos uns aos outros. Permanecendo em Deus, venceremos os inimigos do Reino.


Evangelho: Mateus 4,12-17.23-25


Aleluia, aleluia, aleluia.


Jesus pregava a Boa-nova, o Reino anunciando, / e curava toda espécie de doenças entre o povo (Mt 4,23). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 12ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. 13Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, 14no território de Zabulon e ­­Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 15“Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! 16O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. 17Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos céus está próximo”. 23Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo. 24E sua fama espalhou-se por toda a Síria. Levavam-lhe todos os doentes, que sofriam diversas enfermidades e tormentos: endemoninhados, epiléticos e paralíticos. E Jesus os curava. 25Numerosas multidões o seguiam, vindas da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judeia e da região além do Jordão. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 4,12-17.23-25

«Porque eram como ovelhas que não têm pastor»


Rev. D. Xavier SOBREVÍA i Vidal

(Castelldefels, Espanha)

Hoje, Jesus mostra-nos como Ele é sensível às necessidades das pessoas que saem ao seu encontro. Não pode encontrar-se com pessoas e passar indiferente perante as necessidades delas. O coração de Jesus se compadece ao ver a grande quantidade de gente que lhe seguia «como ovelhas que não têm pastor» (Mc 6,34). O Mestre deixa atrás os projetos prévios e começa a ensinar. Quantas vezes nós deixamos que a urgência ou a impaciência mandem sobre nossa conduta? Quantas vezes não queremos mudar de planos para atender necessidades imediatas e imprevistas? Jesus dá-nos exemplo de flexibilidade, de modificar a programação prévia e de estar disponível para pessoas que o seguem.


O tempo passa depressa. Quando você ama é fácil que o tempo passe muito depressa. E Jesus, que ama muito, está explicando a doutrina de uma maneira prolongada. Estava ficando tarde, os discípulos lhe avisaram ao Mestre, lhes preocupa que a multidão possa comer. Então Jesus faz uma proposta incrível: «Vós mesmos, dai-lhes de comer» (Mc 6,37). Não somente lhe preocupa dar o alimento espiritual com seus ensinos, senão também o alimento do corpo. Os discípulos põe dificuldades, que são reais, muito reais: Os pães custam muito dinheiro (cf. Mc 6,37). Vêem as dificuldades materiais, mas seus olhos ainda não reconhecem que quem lhes fala o pode tudo; lhes falta fé.


Jesus não manda fazer uma fila; faz sentar às pessoas em grupos. Comunitáriamente descansarão e compartilharão. Pediu aos discípulos a comida que levavam: somente são cinco pães e dois peixes. Jesus os pega, invoca a benza de Deus e os reparte. Uma comida tão escassa que servirá para alimentar milhares de homens e ainda restarão doze cestas. Milagre que prefigura o alimento espiritual da Eucaristia, Pão de vida que se estende gratuitamente a todos os povos da Terra para dar vida e vida eterna.

Fonte http://evangeli.net/


INÍCIO DA MISSÃO DE JESUS Mt 4,12-17.23-25

HOMILIA


Jesus inicia a sua missão fazendo um apelo e convite ao mesmo tempo à conversão passando pelas ruas dos nossos bairros, as nossas cidades, nos estados, províncias e países. Assim como nas regiões descritas deste evangelho suas palavras continuam a ressoar não só no mundo, mas em cada coração humano, pois sua Palavra é verdade eterna: “convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”.


Este convite à conversão constitui a conclusão vital do anúncio feito pelos apóstolos depois de Pentecostes. Nele, o objeto do anúncio fica totalmente explícito: já não é genericamente o “reino”, mas sim a obra mesma de Jesus, integrada no plano divino predito pelos profetas. Ao anúncio do que teve lugar com o Jesus Cristo morto, ressuscitado e vivo na glória do Pai, segue-lhe o premente convite à “conversão”, a que está ligada o perdão dos pecados. Tudo isto aparece claramente no discurso que Pedro pronuncia no pórtico de Salomão: “Deus deu cumprimento deste modo ao que tinha anunciado por boca de todos os profetas: que seu Cristo padeceria. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que vossos pecados sejam apagados” (At 3,18-19). Este perdão dos pecados, no Antigo Testamento, foi prometido por Deus no contexto da “nova aliança”, que Ele estabelecerá com seu povo (cf Jr 31,31-34). Deus escreverá a lei no coração. Nesta perspectiva, a conversão é um requisito da aliança definitiva com Deus e ao mesmo tempo uma atitude permanente daquele que, acolhendo as palavras do anúncio evangélico, passa a formar parte do reino de Deus em seu dinamismo histórico e escatológico.


Os destinatário da mensagem de Jesus são todos os que se abrem à Palavra, para escutá-la com sinceridade, alcançam a paz, a salvação, a vida. Ele continua a revelar-se para nossa humanidade, quando fazemos o esforço necessário para nossa conversão.


Após receber o baptismo de João, Jesus inicia uma nova fase em sua vida. Deixa a sua cidade de origem, Nazaré, onde morava sua família, e vai morar em Cafarnaum, às margens do mar da Galiléia.


Jesus percorre a Galiléia, onde se encontravam gentios e judeus. O grande número de doentes e enfermos era a expressão das precárias condições de vida do povo oprimido, com o qual Jesus se relacionava e comungava. A ele acorrem, também, as multidões provenientes das regiões exclusivamente gentílicas, vizinhas da Galiléia. Fica bem em evidência o caráter universalista do anúncio de Jesus, visando à libertação de toda opressão e ao favorecimento da vida.


A vinda de Cristo exige uma contínua conversão, um mudar de caminho.


Este tempo de Advento é o momento ideal para a conversão. É necessário preparar os caminhos do Senhor e acolher a sua chegada!


O Senhor já não quer nascer numa manjedoura, pois já nasceu historicamente falando. Ele quer é nascer dentro dos nossos corações.É a partir de cada um de nós que começa o mundo novo. É a partir do coração novo de cada um de nós que o mundo poderá ter um novo coração!


Deixemos, pois, que Ele aja em nossa vida para que tenhamos vida e vida em plenitude.


Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 2,1-12 - 03.01.2021

 Liturgia Diária


3 – DOMINGO  

EPIFANIA DO SENHOR


(branco, glória, creio, prefácio da Epifania – ofício da solenidade)



Eis que veio o Senhor dos senhores; em suas mãos, o poder e a realeza (Ml 3,1; 1Cr 19,12).


A exemplo dos magos, viemos adorar o Salvador da humanidade. A solenidade da Epifania nos faz conhecer a glória de Cristo, a qual se manifesta como luz na vida de todos os que se abrem aos planos de Deus e se põem em busca de unidade, justiça e paz. Deixemo-nos guiar pela estrela de Belém nesta liturgia e ao longo de todo o ano. 


Evangelho: Mateus 2,1-12


Aleluia, aleluia, aleluia.


Vimos sua estrela no Oriente / e viemos adorar o Senhor (Mt 2,2). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – 1Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, 2perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”. 3Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém. 4Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. 5Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: 6‘E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo'”. 7Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. 8Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”. 9Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. 10Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. 11Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. 12Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 2,1-12

«Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e o adoraram»


Rev. D. Joaquim VILLANUEVA i Poll

(Barcelona, Espanha)

Hoje, o profeta Isaías anima-nos: «De pé! Deixa-te iluminar! Chegou a tua luz! A glória do SENHOR te ilumina» (Is 60,1). Essa luz que viu o profeta é a estrela que vêem os Magos em Oriente, junto com outros homens. Os Magos descobrem seu significado. Os demais a contemplam como algo que admiram mas, que não lhes afeta. E, assim, não reagem. Os Magos dão-se conta de que, com ela, Deus envia-lhes uma mensagem importante e que vale a pena deixar a comodidade do seguro e se arriscar a uma viagem incerta: a esperança de encontrar o Rei leva-os a seguir essa estrela, que haviam anunciado os profetas e esperado o povo de Israel durante séculos.


Chegam a Jerusalém, a capital dos judeus. Acham que ai saberão lhe dizer o lugar exato onde nasceu seu Rei. Efetivamente, lhe responderam: «Em Belém da Judéia, porque assim está escrito por meio do profeta» (Mt 2,5). A notícia da chegada dos Magos e sua pergunta propaga-se por toda Jerusalém em pouco tempo: Jerusalém era na época uma pequena cidade e, a presença dos Magos com seu séquito foi vista por todos os habitantes, pois «Ao saber disso, o rei Herodes sobressaltou-se e, com ele toda a cidade de Jerusalém» (Mt 2,3), diz o Evangelho.


Jesus Cristo cruza-se na vida de muitas pessoas, a quem não interessa. Um pequeno esforço teria mudado suas vidas, teriam encontrado o Rei do Gozo e da Paz. Isso requer a boa vontade de procurar, de nos movimentar, de perguntar sem nos desanimar, como os Magos, de sair de nossa poltronaria, de nossa rotina, de apreciar o imenso valor de encontrar a Cristo. Se não o encontramos, não encontramos nada na vida, pois só Ele é o Salvador: encontrar Jesus é encontrar o Caminho que nos leva a conhecer a Verdade que nos dá a Vida. E, sem Ele, nada de nada vale a pena.

Fonte http://evangeli.net/


VIEMOS ADORÁ-LO Mt 2,1-12

HOMILIA


« Epifania » quer dizer « manifestação », « aparição ». A glória de Deus manifesta-se num menino que é o Verbo encarnado. É uma solenidade ! Entre os nossos irmãos do Oriente, essa festa é celebrada como o verdadeiro Natal. Na verdade, a figura dos Magos, no evangelho desta solenidade da Epifania, apesar de parecer de pouco significado, longe de ser uma mera presença sem qualquer importância, desempenha um papel importante na vida da Igreja, e na vida de cada um de nós.


Neste capítulo temos a história resumida da infância do Senhor Jesus. Era de se esperar que depois dos acontecimentos relatados por Lucas no cap. 2, sobre o nascimento do Senhor Jesus Cristo, toda a Judéia e Jerusalém correriam em busca do “recém nascido Rei dos Judeus”, mas pelo relato que temos aqui em Mateus, logo aqueles acontecimentos notáveis foram esquecidos. Como é comum ver pessoas que ouvem as boas novas de salvação e depois seguem suas vidas como se aquilo que ouviram não tem nenhuma importância, não influenciam em nada suas vidas.


Nos surpreendem alguns detalhes nestes versículos. “Uns magos vieram do oriente…” O oriente no Velho Testamento sempre fala do homem separado de Deus seguindo seu próprio caminho e se afastando cada vez mais do Senhor (Gn 3:24; 4:16; 11:2). Porém ao chegarmos no Novo Testamento encontramos homens vindo do oriente em busca do “Emanuel”, Deus conosco (Mt 1:23). Contudo esta busca não aconteceu pelo mero interesse humano, antes foi Deus quem os despertou usando uma linguagem que ele pudessem entender, uma estrela. Aos pastores de Belém Deus enviou um anjo, aos magos uma estrela … Deus tem Seus meios de despertar todos os homens em todos os lugares. Confiemos na Sua sabedoria e poder (“Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”, At 2:39).


Outro detalhe importante de observarmos é que “tendo nascido Jesus em Belém … vieram do oriente a Jerusalém…” O propósito pelo qual eles vieram foi para adorá-Lo (v. 2), contudo foram onde Ele não estava, Jerusalém.


Jerusalém era o centro de adoração e, pensando assim, os magos concluíram que ali deveria nascer e viver o Rei dos Judeus … Que engano! Assim sempre são os pensamentos humanos, raciocinam com sua lógica sem conhecerem o verdadeiro caminho do Senhor. Foi assim desde Caim, que pensava ser aceito por Deus chegando a Ele pelos seus próprios meios. Tem sido assim durante toda a história da humanidade e até hoje. Os homens querem encontrar Deus nos seus próprios caminhos, pelas suas religiões que eles mesmo inventam. Bem disse o Senhor por intermédio de Isaías: “Porque os Meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os Meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos” (Is 55:8-9).


Outro fato importante é que o centro religioso naqueles dias ainda era Jerusalém. Ali continuavam as cerimônias, as ofertas, as festas. Mas o Senhor não estava ali. Que lição há aqui para nós hoje! Quão facilmente uma igreja pode continuar com suas reuniões de oração, partir do pão e todo o formalismo, e, contudo o Senhor não está no meio. Não é exatamente este o mal da igreja de Laodicéia? Achavam que tinham tudo, mas eram miseráveis, e o pior: o Senhor estava fora, batendo à porta, esperando para alguém ouvir e abrir a porta (Ap 3:17-18, 20).


Voltando para Mateus cap. 2 notamos como este engano foi corrigido. As Escrituras foram abertas, e mostrado com certeza o rumo que esses adoradores deveriam seguir (vs. 4-5). Sempre será assim para os de coração sincero, uma vez que as Escrituras lhes são abertas e seus pensamentos e caminhos são apresentados como sendo contrários aos de Deus, logo abandonam seus próprios caminhos para seguirem o Caminho seguro apontado por Deus em Sua Palavra. Contudo nem todos estão dispostos a deixarem “Jerusalém” para adorar numa simples “casa”. Não vemos que os demais habitantes de Jerusalém se ajuntaram aos magos para irem com eles adorar. Eles foram perturbados, mas não atraídos ao Cristo, o Rei dos Judeus. Oh! Como a história se repete! Quantos estão satisfeitos em seu meio religioso idólatra, ou em meio a tantas cerimônias e atividades que não têm nenhuma base bíblica, e quando ouvem da simplicidade da “casa” — um grupo de cristãos que se reúnem atraídos ao nome do Senhor na simplicidade que a igreja se reunia no princípio — não tem desejo de sair de “Jerusalém” em busca de Cristo. Para os magos não importava o lugar, nem mesmo a aparência, mas a Pessoa. Eles não vieram à Jerusalém para adorar, como o eunuco em At 8:27, mas vieram para adorá-Lo, e se Ele não estivesse ali, então não podiam adorar.


Ainda há outro personagem para analisarmos, Herodes. Atrás de uma capa de piedade havia um único interesse … matar o Menino. Quantos usam a piedade com o único interesse de beneficiar-se a si mesmo. Estão na igreja porque querem tirar alguma vantagem. Bem nos avisa Paulo em I Tm 6:5 sobre “homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais.“


E, prostrando-se, O adoraram…


Finalmente encontramos no v. 11 uma cena cuja grandeza é impossível descrever em palavras. Estes homens sábios, certamente instruídos em toda a ciência, estão em uma casa bem simples. Ali há um Menino de menos de dois anos de idade, e estes homens ilustres se prostram diante daquele Menino para adorá-Lo.


Adoração vai além de qualquer compreensão humana! Nem os discípulos puderam entender quando aquela mulher derramou o precioso ungüento sobre a cabeça de Jesus (Mt 26:7-8). Puderam avaliar o preço do ungüento, puderam sentir o seu olor, mas não puderam compreender um coração que adora. Contudo o problema daqueles discípulos, pelo menos nesta ocasião, era que eles não estavam contemplando Aquele que estava diante deles como deveriam. O tamanho da nossa adoração é relativo ao valor que damos ao Alvo da nossa adoração. Como um Judas poderia entender aquela mulher se o “Mestre” só lhe valia 30 moedas de prata? Quanto valia Cristo para os outros discípulos? Quanto vale o Senhor Jesus Cristo para nós? Quanto estamos dispostos a deixar por Ele?


Para os magos não era meramente um Menino que eles estavam adorando, mas Deus mesmo. Atrás daquela aparência frágil de um Menino se podia ver o Rei dos Judeus. Suas ofertas falam muito da contemplação e entendimento que eles tiveram: ouro, falando da Sua realeza; incenso, do Seu sacerdócio, e mirra da Sua missão de Profeta. Além disso essas dádivas falam de outros aspectos da Sua maravilhosa Pessoa, vida e obra. O ouro é o material que simboliza a divindade (no Tabernáculo, o lugar onde a presença de Deus estava, tudo era revestido de ouro) — aquele Menino era Deus manifesto em carne. O incenso nos fala da Sua vida humana, mas perfeita, que viveu sempre de modo que agradou o Pai. E a mirra nos fala de Seus sofrimentos vicários, pelos quais Ele cumpriria aquela grande obra da nossa salvação.


Não é de se admirar que corações ocupados assim com o Senhor venham para adorá-Lo, e não ficam satisfeitos com qualquer outra coisa, nem mesmo com toda a pompa religiosa. Eles buscam a Pessoa. Eles buscam a Cristo! Que nosso anseio seja: “Onde está o Rei que acaba de nascer”? VIEMOS ADORÁ-LO.


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