sexta-feira, 17 de novembro de 2017

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Lc 18,1-8 - 18.11.2017

Sábado da 32ª Semana do Tempo Comum
18 de Novembro de 2017
Cor: Verde

Evangelho - Lc 18,1-8

Deus fará justiça aos seus
escolhidos que gritam por ele.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 18,1-8

Naquele tempo:
1Jesus contou aos discípulos uma parábola,
para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre,
e nunca desistir, dizendo:
2'Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus,
e não respeitava homem algum.
3Na mesma cidade havia uma viúva,
que vinha à procura do juiz, pedindo:
`Faze-me justiça contra o meu adversário!'
4Durante muito tempo, o juiz se recusou.
Por fim, ele pensou:
'Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum.
5Mas esta viúva já me está aborrecendo.
Vou fazer-lhe justiça,
para que ela não venha a agredir-me!''
6E o Senhor acrescentou:
'Escutai o que diz este juiz injusto.
7E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos,
que dia e noite gritam por ele?
Será que vai fazê-los esperar?
8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa.
Mas o Filho do homem, quando vier,
será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Evangelho - Lc 18,1-8
«A necessidade de orar sempre, sem nunca desistir»

Hoje, nos últimos dias do tempo litúrgico, Jesus exorta-nos a orar, a dirigir-nos a Deus. Podemos pensar como aqueles pais e mães de família que esperam -todos os dias!- que os seus filhos lhes digam algo, que lhes demonstrem o seu afeto amoroso.

Deus, que é Pai de todos, também o espera, Jesus nos o diz muitas vezes no Evangelho, e sabemos que falar com Deus é fazer oração. A oração é a voz da fé, da nossa crença nele, também da nossa confiança, e tomara fosse sempre manifestação do nosso amor.

Para que a nossa oração seja perseverante e confiada, diz São Lucas, que «Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de orar sempre, sem nunca desistir» (Lc 18,1). Sabemos que a oração se pode fazer louvando o Senhor ou dando graças, ou reconhecendo a própria debilidade humana -o pecado-, implorando a misericórdia de Deus, mas na maioria das vezes será pedindo alguma graça ou favor. E, mesmo que no momento não se consiga o que se pede, só o fato de se poder dirigir a Deus, o fato de poder contar a esse Alguém a pena ou a preocupação, já é a obtenção de algo, e seguramente, -mesmo que não de imediato, mas no tempo-, obterá resposta, porque «Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? (Lc 18,7).

São João Climaco, a propósito desta parábola evangélica, diz que «aquele juiz que não temia a Deus, cede frente à insistência da viúva para não ter mais o peso de a ouvir. Deus fará justiça à alma, viúva dele pelo pecado, frente ao Corpo, o seu primeiro inimigo, e frente aos demônios, os seus adversários invisíveis. O Divino Comerciante saberá intercambiar bem as nossas boas mercadorias, pôr à disposição os seus grandes bens com amorosa solicitude e estar pronto para acolher as nossos súplicas».

Perseverança na oração, confiança em Deus. Dizia Tertuliano que «só a oração vence a Deus».
+ Rev. D. Joan FARRÉS i Llarisó 
(Rubí, Barcelona, Espanha)
© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors 


Homilia do Mons. José Maria – XXIX Domingo do Tempo Comum (Ano C) 
A Oração da Viúva

O Evangelho (Lc 18, 1-8) realça três aspectos quanto à oração: a oração como expressão da fé em Deus; a presença da oração em toda a vida da pessoa e a perseverança nela.

Jesus narra a parábola do juiz injusto e da viúva. Trata-se de um juiz que “não temia a Deus nem respeitava os homens” e que não quer saber nada de uma pobre viúva que a ele recorre exigindo justiça; por fim, cede às suas incessantes súplicas para que ela não o continue a incomodar. Deste exemplo Jesus tira uma lição: fazer compreender que Deus, muito melhor que o juiz injusto, escutará as súplicas de quem a Ele recorre confiadamente.

Santo Agostinho, ao comentar esta passagem do Evangelho, ressalta a relação que existe entre a fé e a oração confiante: “Se a fé fraqueja, a oração perece; pois a fé é a fonte da oração e o rio não pode fluir se o manancial fica seco”. A nossa oração tem de ser contínua e confiada, como a de Jesus, nosso Modelo: “Pai, eu sei que sempre me ouves” (Jo 11, 42). Ele nos escuta sempre.

Não devemos cansar-nos de orar! E se alguma vez o desalento e a fadiga começam a atingir-nos, temos que pedir aos que estão ao nosso lado que nos ajudem a continuar a rezar, sabendo que já nesse momento o Senhor nos está concedendo muitas outras graças, talvez mais necessárias do que os dons que lhe pedimos.

Examinemos hoje se a nossa oração é perseverante, confiada, insistente. “Persevera na oração, como aconselha o Mestre. Esse ponto de partida será a origem da tua paz, da tua alegria, da tua serenidade e, portanto, da tua eficácia sobrenatural e humana” (São Josemaria Escrivá, Forja, nº 536). Não há nada que uma oração perseverante não alcance!

Na parábola, ao juiz o Senhor contrapõe uma viúva, símbolo da pessoa indefesa e desamparada. E à sua insistência perseverante em pedir justiça, a resistência do juiz em atendê-la. O final inesperado acontece depois de um contínuo ir e vir da viúva e das reiteradas negativas do juiz. Este acaba por ceder, e a parte mais fraca obtém o que desejava. Mas a razão desta vitória não está em que o coração do administrador da justiça mudou: a única arma que conseguiu a vitória foi a oração incessante, a insistência da mulher! E o Senhor conclui com uma reviravolta: “E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por Ele? Será que vai fazê-los esperar?” (Lc 18, 7). Jesus faz ver que o centro da parábola não é o juiz injusto, mas Deus, cheio de misericórdia, paciente e imensamente zeloso pelos seus.

O Senhor explica nesta parábola que são três as razões pelas quais as nossas orações são sempre ouvidas: primeiro, a bondade e a misericórdia de Deus, que distam tanto das disposições do juiz ímpio; depois, o amor de Deus por cada um dos seus filhos; e por fim, o interesse que nós mostramos perseverando na oração.

“É preciso reconhecer humilde e realmente que somos frágeis e débeis, com necessidade contínua de força interior e de consolação. A oração dá força para os grandes ideais, para manter a fé, a caridade, a pureza, a generosidade; a oração dá ânimo para sair da indiferença e da culpa, se por desgraça se cedeu à tentação e à debilidade; a oração dá luz para ver e julgar os acontecimentos da própria vida e da própria história na perspectiva salvífica de Deus e da eternidade. Por isso, não deixeis de orar! Não passe um dia sem que tenhais orado um pouco! A oração é um dever, mas também é uma grande alegria, porque é um diálogo com Deus por meio de Jesus Cristo! Cada domingo a Santa Missa e, se vos é possível, alguma vez também durante a semana; cada dia as orações da manhã e da noite e nos momentos mais oportunos!” (Papa João Paulo II, Aos Jovens, 14/03/1979).

Ao terminar a parábola, Jesus acrescenta: “Mas o Filho do Homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?” (Lc 18, 8). Por ventura encontrará uma fé semelhante à da viúva? Trata-se de uma fé concreta: a fé dos filhos de Deus na bondade e no poder do seu Pai do Céu. O homem pode fechar-se a Deus, não sentir necessidade dEle, procurar por outros caminhos a solução para as suas deficiências, e então jamais encontrará os bens de que necessita.

Uma conseqüência direta da fé é a oração, mas, ao mesmo tempo, “a oração dá maior firmeza à própria fé. Ambas estão perfeitamente unidas. Por isso, quando pedimos, acabamos por ser melhores; se não fosse assim, não nos tornaríamos mais piedosos, mas mais avaros e ambiciosos”, diz Santo Agostinho.

Neste mês de outubro, não deixemos de servir-nos do Santo Rosário como oração sempre eficaz para conseguir através de Nossa Senhora, tudo aquilo de que precisamos, nós e as pessoas que de alguma maneira dependem de nós. Não separemos a oração da vida, da ação! Tudo pode ser impregnado da presença de Deus. E isto é oração!

Mons. José Maria Pereira
Fonte http://www.presbiteros.org.br/


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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Lc 17,26-37 - 17.11.2017

6ª-feira da 32ª Semana do Tempo Comum
17 de Novembro de 2017
Sta. Isabel da Hungria Rlg, memória
Cor: Branco

Evangelho - Lc 17,26-37

O mesmo acontecerá no dia em que o Filho do Homem for revelado.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 17,26-37

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
26Como aconteceu nos dias de Noé,
assim também acontecerá nos dias do Filho do Homem.
27Eles comiam, bebiam,
casavam-se e se davam em casamento,
até ao dia em que Noé entrou na arca.
Então chegou o dilúvio e fez morrer todos eles.
28Acontecerá como nos dias de Ló:
comiam e bebiam, compravam e vendiam,
plantavam e construíam.
29Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma,
Deus fez chover fogo e enxofre do céu
e fez morrer todos.
30O mesmo acontecerá
no dia em que o Filho do Homem for revelado.
31Nesse dia, quem estiver no terraço,
não desça para apanhar os bens que estão em sua casa.
E quem estiver nos campos não volte para trás.
32Lembrai-vos da mulher de Ló.
33Quem procura ganhar a sua vida, vai perdê-la;
e quem a perde, vai conservá-la.
34Eu vos digo:
nessa noite, dois estarão numa cama;
um será tomado e o outro será deixado.
35Duas mulheres estarão moendo juntas;
uma será tomada e a outra será deixada.
36Dois homens estarão no campo;
um será levado e o outro será deixado.'
37Os discípulos perguntaram:
'Senhor, onde acontecerá isso?'
Jesus respondeu:
'Onde estiver o cadáver, aí se reunirão os abutres.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Lc 17,26-37
«Quem procurar salvar a vida, vai perdê-la; e quem a perder, vai salvá-la»

Hoje, no contexto predominante de uma cultura materialista, muitos agem como nos tempos de Noé: «Comiam, bebiam, homens e mulheres casavam-se»(Lc 17,27);acontecerá como nos dias de Ló: Comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam» (Lc 17,28). Com uma visão tão míope, a aspiração suprema de muitos reduz-se a sua própria vida física temporal e, em conseqüência, todo seu esforço orienta-se a conservar essa vida, a protege-la e enriquecê-la.

No fragmento do Evangelho que estamos comentando, Jesus quer sair ao passo dessa concepção fragmentária da vida que mutila ao ser humano e o leva à frustação. E o faz mediante uma sentença séria e contundente, capaz de remover as consciências e de obrigar a fazer perguntas fundamentais: «Quem procurar salvar a vida, vai perdê-la; e quem a perder, vai salvá-la». (Lc 17,33). Meditando sobre este ensino de Jesus Cristo, diz São Agostinho: «Que dizer, então? Pereceram todos os que fazem essas coisas, isto é, quem se casa, plantam videiras e edificam? Não eles, senão quem presumem dessas coisas, quem antepõem essas coisas a Deus, quem estão dispostos a ofender a Deus ao instante por essas coisas».

De fato, quem perde a vida por conservá-la senão aquele que viveu exclusivamente na carne, sem deixar aflorar o espirito; ou ainda mais, aquele que vive ensimesmado, ignorando por completo aos demais? Porque é evidente que a vida na carne se perde necessariamente e, que a vida no espírito, se não se compartilha, debilita-se

Toda a vida, por ela mesma, tende naturalmente ao crescimento, à exuberância, à frutificação e a reprodução. Pelo contrário, se é seqüestrada e encerrada no intento de apodera-se afanosa e exclusivamente, murcha-se, esteriliza-se e morre. Por esse motivo, todos os santos, tomando como modelo a Jesus, que viveu intensamente para Deus e para os homens, deram generosamente sua vida de multiformes maneiras ao serviço de Deus e de seus semelhantes.
Rev. D. Enric PRAT i Jordana 
(Sort, Lleida, Espanha)
© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors


A CHEGADA DO REINO Lc 17,26-37
HOMILIA

Está preparado o banquete da Eucaristia e o banquete eterno. Seria este o título da homilia de hoje. Jesus deixou aos discípulos o sinal do pão e do vinho na última Ceia e anunciou-lhes que havia de participar com eles do banquete no reino de seu Pai. Neste texto de hoje se fala do reino, do banquete e da preparação indispensável para não ser excluído.

Em cada Eucaristia nós dizemos. «Vem, Senhor Jesus». Pedimos a sua vinda, mas não nos podemos esquecer da preparação para essa chegada e perder o tempo de se preparar. Eis uma advertência de permanente atualidade. Neste tempo em que as preocupações do material fazem esquecer o essencial, o espiritual, a advertência do Evangelho tem permanente atualidade.

Deus nos chama a atenção. A Igreja dá-nos oportunidade e Jesus Cristo avisa-nos para não cair na tentação do desleixo. Para possuir a sabedoria e saber estar preparado. Cada Eucaristia antecipa sacramentalmente esta caminhada para a sala das núpcias. A Eucaristia é a grande preparação para o banquete do Reino. S. Paulo afirma a fé na ressurreição e anima todos os crentes na certeza de que na ressurreição «Deus levará com Jesus aqueles que tiverem morrido em união com Ele».

É a vitória da vida sobre a morte, é aquilo que todo o ser humano deseja que Paulo nos anuncia. E com toda a Igreja professamos: creio na vida do mundo que há-de vir, a vida em Deus só o Espírito Santo a pode dar. Mas tudo isso só será possível se nós estivermos sempre preparados. Aliás, diz o ditado: O futuro só a Deus pertence. É dever de todo o homem de fé esperá-lo e prepará-lo com prudência.

O presente é o momento ideal para adquirir tudo quanto desejaríamos possuir na hora da chegada do Esposo. Deus é o ponto de chegada da nossa existência valorizada aqui e agora pelos nossos propósitos e ações, atitudes e comportamentos.

Quando Jesus se apresentou a pregar o Reino, anunciou que ele está próximo. Hoje a pregação de Jesus é idêntica, os destinatários são os homens do nosso tempo, sou eu, é você, somos cada um de nós. Meditar e viver agora o que quereríamos ter feito amanhã, eis o projeto e o programa a executar. O futuro prometido por Deus deve ser preparado por cada um dos cristãos, homens e mulheres da Igreja que escutam e meditam a palavra divina, quer individualmente, quer inseridos nas pastorais.

É fundamental que sejamos já aqui e agora homens novos, virgens prudentes, de lâmpada acesa, de modo a evitar portas fechadas no momento da entrada para o banquete. Saiba que vivemos em um mundo que oferece sérios riscos e quedas, que se repetem ao lado da evolução tecnológica ou simplesmente da hipermodernidade.

Não se esqueça que você é o agente da história hoje. A advertência que nos faz o Evangelho é incentivo para todos, porque o Senhor é o «fim da história humana». Ele é a garantia de que nossa história pode ser construída de forma positiva com a sua ajuda. A presença de Cristo na história é constante, exigente e eficaz. É estímulo e motivo de esperança, única garantia da edificação do Reino, do homem novo e do mundo novo.

Pai, dá-me suficiente sensatez para não buscar segurança e salvação nos bens deste mundo, pois só as encontro junto de ti, na obediência fiel à tua vontade.
Fonte https://homilia.cancaonova.com


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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Lc 17,20-25 - 16.11.2017

5ª-feira da 32ª Semana do Tempo Comum

16 de Novembro de 2017

Cor: Verde

Evangelho - Lc 17,20-25

O Reino de Deus está entre vós.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 17,20-25Naquele tempo:
20Os fariseus perguntaram a Jesus
sobre o momento em que chegaria o Reino de Deus.
Jesus respondeu:
'O Reino de Deus não vem ostensivamente.
21Nem se poderá dizer:
'Está aqui'ou 'Está ali',
porque o Reino de Deus está entre vós.'
22E Jesus disse aos discípulos:
'Dias virão em que desejareis ver
um só dia do Filho do Homem e não podereis ver.
23As pessoas vos dirão:
'Ele está ali'ou 'Ele está aqui'.
Não deveis ir, nem correr atrás.
24Pois, como o relâmpago brilha de um lado até ao outro do céu,
assim também será o Filho do Homem, no seu dia.
25Antes, porém, ele deverá sofrer muito
e ser rejeitado por esta geração.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Lc 17,20-25
«O Reino de Deus está no meio de vós»


Hoje, os fariseus perguntam a Jesus uma coisa que interessou sempre como uma mistura de interesse, curiosidade, medo...: Quando virá o Reino de Deus? Quando será o dia definitivo, o fim do mundo, o retorno de Cristo para julgar aos vivos e aos mortos no juízo final?

Jesus disse que isso é imprevisível. O único que sabemos é que virá subitamente, sem avisar: «como o relâmpago»(Lc 17,24), um acontecimento repentino e ao mesmo tempo, cheio de luz e de glória. Em quanto às circunstâncias, a segunda chegada de Jesus permanece no mistério. Mas Jesus dá-nos uma pista autêntica e segura: desde agora, «o Reino de Deus está no meio de vós» (Lc 17,21). Ou: «dentro de nós».

O grande sucesso do último dia será um fato universal, mas também acontece no pequeno microcosmo de cada coração. É aí onde se tem que buscar o Reino. É no nosso interior onde está o Céu, onde temos de encontrar a Jesus.

Este Reino, que começará imprevisivelmente fora, pode começar já agora dentro de nós. O último dia configura-se já agora no interior de cada um. Se queremos entrar no Reino no dia final, temos de fazer entrar agora o Reino dentro de nós. Se queremos que Jesus naquele momento definitivo seja nosso juiz misericordioso, temos que fazer que Ele desde agora seja nosso amigo e hospede interior.

São Bernardo, no sermão de Advento, fala de três vindas de Jesus. A primeira vinda, quando se fez homem; a última, quando virá como juiz. Há uma vinda intermédia, que é a que tem lugar agora no coração de cada um de nós. É aí donde se fazem presentes, em relação pessoal e de experiência, a primeira e a última vinda. A sentencia que pronunciará Jesus no dia do Juízo, será a que agora ressoe no nosso coração. Aquilo que ainda não chegou, agora já é uma realidade. 
Fray Josep Mª MASSANA i Mola OFM
(Barcelona, Espanha)
Fonte © evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors



A VINDA DO REINO Lc 17,20-25
HOMILIA


Jesus não apresenta o Reino de Deus como algo fantástico nem exuberante. Suas palavras são profundas e simples: o Reino de Deus está entre vós.

No Novo Testamento a palavra grega traduzida por reino é basileia, que não se refere a um lugar específico, mas ao domínio de um soberano. Nos Evangelhos, Jesus usou essa palavra mais de 100 vezes. Alguns requisitos fundamentais para fazermos parte deste reino é obediência total à vontade de Deus e a consciência da dependência que temos d’Ele. Nós não faremos parte deste reino apenas no fim dos tempos ou quando morrermos. O Reino dos Céus está disponível a qualquer pessoa nesse momento. Porque, Deus, em seu imensurável amor, ofereceu seu próprio Filho para sofrer em nosso lugar as consequências dos nossos pecados e assim restaurar todas as coisas. Em Jesus, o Céu e a Terra são novamente unidos, isto é, seu reino é estabelecido sobre toda a criação.

Fazendo-nos conhecer o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que nele propôs para a dispensa da plenitude dos tempos, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra, como bem no-lo descreveu São Paulo aos efésios (1,9-10).

Somente com a vinda de Jesus se tornou possível estabelecer o Reino de Deus na Terra. O reino que Jesus veio inaugurar no mundo não pertence a esse gênero; ele consiste em abater as barreiras do egoísmo, do ativismo, da exploração, para fazer de todos os homens uma só família de filhos de Deus. E a Igreja, desde a sua fundação, não tem feito outra coisa senão cumprir este mandato: Que todos sejam um no Pai, no Filho e no Espírito Santo.

A Lei e os Profetas vigoraram até João; desde esse tempo, vem sendo anunciado o Evangelho do Reino de Deus, e é fundamental que todo homem se esforce por entrar nele. A partir de Jesus, a humanidade passou a ter acesso a uma dimensão espiritual tão diferente que Jesus afirmou: Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não surgiu outro maior do que João, o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele. Jesus, o primogênito de Deus, demonstrou a autoridade que um filho de Deus tem sobre a Terra.

Nós fomos feitos também filhos, por adoção, e podemos ter intimidade com nosso Papai. Em Jesus recebemos autoridade sobre todo o mal. Maior é aquele que está em nós do que o que está no mundo. Nós fomos tirados do domínio das trevas e transportados para o seu Reino e agora estamos em luta contra as trevas. Ele afirmou que faríamos as mesmas obras que ele fez, e ainda maiores se permanecermos n’Ele e com Ele (Jo 14,12).

E na oração do Pai Nosso, ao dizer venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu, Jesus deixou claro o seu desejo de expandir o Reino de Deus sobre a Terra. Portanto, esse deve ser o meu e o teu desejo, acima de tudo. Devemos buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas lhes serão acrescentadas. Pois que como o mundo está dominado pelo maligno, o avanço do Reino de Deus significa o retrocesso do Reino das Trevas. Nada que seja contrário ao plano de Deus pode permanecer. No Reino de Deus não há pecado, doenças e nem morte.

A oportunidade de desfrutar do Reino está aberta para todas as pessoas, porém, a porta de entrada é o arrependimento (Mt 4,17). Muitas vezes o orgulho e a falsa religiosidade nos impedem e nos distanciam dele. Mas Jesus continua dizendo: o Reino de Deus está entre vós. O Reino de Deus é expandido com a manifestação de Jesus pelo Espírito Santo através da Igreja.
Fonte https://homilia.cancaonova.com

terça-feira, 14 de novembro de 2017

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Lc 17,11-19 - 15.11.2017

4ª-feira da 32ª Semana do Tempo Comum

15 de Novembro de 2017

Cor: Verde

Evangelho - Lc 17,11-19

Não houve quem voltasse para dar glória
a Deus, a não ser este estrangeiro.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 17,11-19
11Aconteceu que, caminhando para Jerusalém,
Jesus passava entre a Samaria e a Galiléia.
12Quando estava para entrar num povoado,
dez leprosos vieram ao seu encontro.
Pararam à distância,
13e gritaram: 'Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!'
14Ao vê-los, Jesus disse:
'Ide apresentar-vos aos sacerdotes.'
Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados.
15Um deles, ao perceber que estava curado,
voltou glorificando a Deus em alta voz;
16atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra,
e lhe agradeceu.
E este era um samaritano.
17Então Jesus lhe perguntou:
'Não foram dez os curados?
E os outro nove, onde estão?
18Não houve quem voltasse para dar glória a Deus,
a não ser este estrangeiro?'
19E disse-lhe: 'Levanta-te e vai! Tua fé te salvou.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Lc 17,11-19
«Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu»

Hoje, Jesus passa perto de nós para nos fazer viver a cena mencionada mais acima, com um ar realista, na pessoa de tantos marginalizados como há na nossa sociedade, os quais se fixam nos cristãos para encontrar neles a bondade e o amor de Jesus. Nos tempos do Senhor, os leprosos formavam parte do estamento dos marginalizados. De fato, aqueles dez leprosos foram ao encontro de Jesus na entrada de um povoado (cf. Lc 17,12), pois eles não podiam entrar nos povoados, nem lhes estava permitido aproximar-se das pessoas («pararam a certa distância»).

Com um pouco de imaginação, pode cada um de nós reproduzir a imagem dos marginalizados da sociedade, que têm nome como nós: imigrantes, drogados, delinquentes, doentes de aids, desempregados, pobres... Jesus quer restabelecê-los, remediar os seus sofrimentos, resolver os seus problemas; e pede-nos colaboração de forma desinteressada, gratuita, eficaz... por amor.

Além disso, tornamos mais presente em cada um de nós a lição que dá Jesus. Somos pecadores e necessitados de perdão, somos pobres que todo o esperam dele. Seríamos capazes de dizer como o leproso «Jesus, Mestre, tem compaixão de mim» (cf. Lc 17, 13) Sabemos recorrer a Jesus com uma oração profunda e confiante?

Imitamos o leproso curado, que volta a Jesus para lhe agradecer? De fato, só «Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz» (Lc 17,15). Jesus sente a falta dos outros nove: «Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão?» (Lc 17,17). Santo Agostinho deixou a seguinte sentença: «Graças a Deus`: não há nada que alguém possa dizer com maior brevidade (...) nem fazer com maior utilidade que estas palavras». Portanto. nós, como agradecemos a Jesus o grande dom da vida, a nossa e a da família; a graça da fé, a santa Eucaristia, o perdão dos pecados...? Não acontece alguma vez que não lhe agradecemos pela Eucaristia, apesar de participar frequentemente nela? A Eucaristia é —não duvidemos— a nossa maior vivência de cada dia.
Fonte P. Conrad J. MARTÍ i Martí OFM 
(Valldoreix, Barcelona, Espanha)
© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors



JESUS CURA DEZ LEPROSOS Lc 17,11-19
HOMILIA


A lepra, doença que no decorrer do tempo, deformava as pessoas que naquela época em que Jesus andava pela terra, causava a morte de muita gente. Doença silenciosa; ainda existe neste nosso mundo. Atinge as pessoas sem que estas percebam. Ela causa uma insensibilidade na pele no início e, por não sentir no contato, nem calor e nem frio, mesmo muito quente ou muito gelado. Devido a isso, quando a pessoa se machuca, não percebe e, começa aí, um processo infeccioso que vai apodrecendo o tecido, causando muitas deformações, deixando um mau aspecto para quem o observa. Por isso, naquele tempo, os leprosos (como os chamavam), eram terrivelmente discriminados e colocados à margem do meio em que viviam, existindo para tanto locais bem distantes, onde eles eram execrados, aguardando a morte e, lá mesmo, se consumindo. Quando tinham necessidade de ir à cidade, eram obrigados a passar por locais pré-determinados, a fim de não contaminarem as outras pessoas e, levando consigo um sino que iam tocando e gritando: – “está passando um leproso”.

Hoje esse mal, embora ainda exista, graças a Deus e a ciência está controlado e chama-se “hanseníase” ou mal de Hansen.Esperamos que Deus ilumine os nossos cientistas a fim de que consigam tratamentos capazes de erradicar, acabar de vez com esse mal na sociedade mundial. A passagem do Evangelho, nos fala que Jesus caminhava para Jerusalém e, dez leprosos que passavam à distância, começaram a gritar : “Senhor, Senhor, cura-nos da lepra que nos está consumindo.” (imaginemos o que eles deviam ter sofrido para chegarem até ali, se tudo lhes era proibido e negado até o direito de viver?) E, Jesus, volta-se para eles e diz: – “Ide apresentar-vos ao sacerdote”. E eis que ao crerem na palavra de Jesus, começaram a caminhar e ficaram totalmente curados, com a pele do corpo totalmente limpa da doença e a saúde perfeita. Quando Jesus lhes disse para irem ao sacerdote, é porque só ele poderia liberá-los para que fossem reintegrados à vida em sociedade, estando totalmente curados. Jesus ia continuar a caminhada, quando um daqueles que foram curados, justamente um samaritano (povo que não aceitava Jesus), volta correndo, gritando e glorificando o Senhor pelo milagre conseguido e joga-se aos pés de Jesus, com o rosto em terra. Jesus olha para ele e, voltando-se para os que o seguiam, diz: – “Não foram dez os curados? Onde estão os outros nove? Só este estrangeiro voltou para agradecer? Levanta-se, vai pelo teu caminho, a tua fé te salvou.”

Quantas vezes nós, cada um com as suas doenças e problemas, imitamos esses homens cheios de defeitos e erros; cheios de orgulho e vaidades; vivendo brigados dentro das nossas próprias famílias, com raiva e até ódio às vezes, criando na nossa vida “uma lepra” que destrói a alma e, quando nos encontramos com a Verdade e queremos retomar a vida normal, a vida que nos realiza como filhos e filhas do Criador; rogamos e imploramos que Ele nos salve e. . . Ele salva! Voltamos para agradecer como fez aquele leproso? Ou fazemos como os nove que foram embora sem agradecer? Acostumemo-nos a fazer, sempre que estivermos à beira de falarmos ou fazermos coisas que nos afastam dos caminhos do Senhor, uma revisão de vida e percebermos o quanto somos felizes, mesmo com as dificuldades que todos temos. É importante observarmos em cada reflexão, que não é Deus que nos dá as doenças, os problemas e tantas outras coisas que nos afligem durante a nossa caminhada na terra. Ele só quer o nosso bem; Ele nos criou para sermos infinitamente felizes. Nós é que criamos ou outros nos criam tudo aquilo que nos afligem.

Deus é Amor e o Amor é a essência do bem e, portanto, jamais comungará com a maldade, com o erro, com a desgraça, com o castigo ou qualquer ato que contradiga as suas qualidades.

Pai, que o meu coração, repleto de fé, reconheça Jesus como a mediação de todas as graças e favores que recebo de ti.
Fonte https://homilia.cancaonova.com/

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Lc 17,7-10 - 14.11.2017

3ª-feira da 32ª Semana do Tempo Comum
14 de Novembro de 2017
Cor: Verde

Evangelho - Lc 17,7-10

Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 17,7-10

Naquele tempo, disse Jesus:
7Se algum de vós tem um empregado
que trabalha a terra ou cuida dos animais,
por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo:
'Vem depressa para a mesa?'
8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado:
'Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me,
enquanto eu como e bebo;
depois disso tu poderás comer e beber?'
9Será que vai agradecer ao empregado,
porque fez o que lhe havia mandado?
10Assim também vós:
quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram,
dizei: 'Somos servos inúteis;
fizemos o que devíamos fazer'.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Lc 17,7-10
«Fizemos o que devíamos fazer»

Hoje, a atenção do Evangelho não se dirige à atitude do senhor, mas à dos servos. Jesus convida os seus apóstolos, através do exemplo de uma parábola a considerar a atitude de serviço: o servo tem que cumprir o seu dever sem esperar recompensa: «Será que o senhor vai agradecer o servo porque fez o que lhe havia mandado?» (Lc 17,9). Não obstante, esta não é a única lição do Mestre acerca do serviço. Jesus dirá mais adiante aos seus discípulos: «Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai.» (Jo 15,15). Os amigos não passam contas. Se os servos têm que cumprir o seu dever, muito mais os apóstolos de Jesus, seus amigos, devemos cumprir com a missão encomendada por Deus, sabendo que o nosso trabalho não merece nenhuma recompensa, porque o fazemos por gosto e porque tudo quanto temos e somos é um dom de Deus.

Para o crente tudo é sinal, para o que ama tudo é dom. Trabalhar para o Reino de Deus é a nossa recompensa; por isso não devemos dizer com tristeza nem desânimo: «Somos simples servos; fizemos o que devíamos fazer» (Lc 17,19), mas com a alegria daquele que foi chamado a transmitir o Evangelho.

Nestes dias temos também presente a festa de um grande santo, de um grande amigo de Jesus, muito popular na Catalunha, São Martinho de Tours, que dedicou a sua vida ao serviço do Evangelho de Cristo. Dele escreveu Suplicio Severo: «Homem extraordinário, que não foi dobrado pelo trabalho nem vencido pela própria morte, não teve preferência por nenhuma das partes, não temeu a morte, não recusou a vida! Levantados os seus olhos e as suas mãos para o céu, seu espírito invicto não deixava de orar». Na oração, no diálogo com o Amigo, encontramos, efetivamente, o segredo e a força do nosso serviço.
Rev. D. Jaume AYMAR i Ragolta 
(Badalona, Barcelona, Espanha)
© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors 



O DEVER DO EMPREGADO Lc 17,7-10
HOMILIA

Temos só um dever na terra: “cumprir bem nossa obrigação”. Apesar de ser uma simplificação muito fácil, esse modo de dizer ensina que temos de ser responsáveis por aquilo que somos e fazemos, assim como o empregado que sabe o que tem de fazer e faz. Faz porque tem de fazer e pronto. A cozinheira responsável faz bem a comida e não precisa ficar esperando elogios. Se os elogios vierem, graças a Deus! Mas se não vierem, ela já cumpriu sua obrigação.

Os elogios, quando sinceros, têm a vantagem de mostrar que acertamos. Podem ser elogios diretos ou indiretos. Elogio direto vem com palavras de aprovação; e os elogios indiretos podem vir com gestos de aprovação, como é o caso da comida da cozinheira; se todos comem e repetem, é um sinal de que a comida estava boa. Como nossa vida é bastante complexa, como somos seres superiores, temos também, por natureza, muitas obrigações; não apenas obrigações de trabalho.

Temos obrigações de religião; por isso, se somos cristãos , precisamos respeitar as exigências inerentes a nossa fé. Temos obrigações sociais; por isso, se queremos conviver bem com as pessoas, precisamos descobrir quais são nossas obrigações para com elas e tentar uma convivência responsável. Temos obrigações para conosco; por isso precisamos cuidar de nossa saúde, da saúde do corpo e da saúde da alma. E assim por diante.

Mesmo se estivéssemos sozinhos no mundo, ainda assim não estaríamos livres de obrigações. Mas quem entende a si mesmo e percebe suas relações com o mundo e com as pessoas, não encara as obrigações como um peso e sim como uma realidade da vida, que pode nos fazer felizes.

Deus, meu Pai, uma coisa que eu gostaria de ouvir de vós, quando chegar ao céu, é esse elogio: “Você cumpriu sua obrigação”. Mas para eu receber esse elogio preciso muito da vossa ajuda; preciso saber distinguir a vossa vontade, para não cair no engano de só fazer a minha. Jesus de Nazaré parece que tinha um único objetivo: fazer a vossa vontade. Assim Ele disse, e assim Ele cumpriu até o fim, quando, pregado na cruz e já sem forças reclamou de ter sido abandonado apesar de tudo. Depois, porém, num último esforço, entregou seu espírito em vossas mãos, num gesto de submissão total. Ele fez tudo bem feito. Ele cumpriu sua obrigação. E eu fico feliz.

Fonte https://homilia.cancaonova.com/

domingo, 12 de novembro de 2017

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Lc 17,1-6 - 13.11.2017

2ª-feira da 32ª Semana do Tempo Comum
13 de Novembro de 2017
Cor: Verde

Evangelho - Lc 17,1-6

Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes
vier a ti, dizendo: 'Estou arrependido', tu deves perdoá-lo.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 17,1-6

Naquele tempo:
1Jesus disse a seus discípulos:
'É inevitável que aconteçam escândalos.
Mas ai daquele que produz escândalos!
2Seria melhor para ele
que lhe amarrassem uma pedra de moinho no pescoço
e o jogassem no mar,
do que escandalizar um desses pequeninos.
3Prestai atenção:
se o teu irmão pecar, repreende-o.
Se ele se converter, perdoa-lhe.
4Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia,
e sete vezes vier a ti, dizendo: 'Estou arrependido',
tu deves perdoá-lo.'
5Os apóstolos disseram ao Senhor:
'Aumenta a nossa fé!'
6O Senhor respondeu:
'Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda,
poderíeis dizer a esta amoreira:
'Arranca-te daqui e planta-te no mar',
e ela vos obedeceria.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Lc 17,1-6
«Se pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes vier a ti (...) perdoa-lhe »

Hoje, o Evangelho nos fala de três temas importantes. Em primeiro lugar, da nossa atitude perante as crianças. Se em outras ocasiões elogiaram a infância, nesta somos advertidos do mal que podemos ocasionar-lhes.

Escandalizar não é alvoroçar ou estranhar, como às vezes se entende; a palavra grega usada pelo evangelista foi “skandalon”, que significa objeto que faz tropeçar ou escorregar, uma pedra no caminho ou uma casca de banana, para ficar mais claro. Devemos respeitar as crianças e, «É inevitável que surjam ocasiões de pecado, mas ai daquele que as provoca!» (cf. Lc 17,1). Jesus lhe anuncia um castigo tremendo e o faz com uma imagem muito eloquente. Ainda se encontram na Terra Santa pedras de moinhos antigas; é uma espécie de grandes diabolôs (são parecidas também, em tamanho maior, aos colares que se colocam no pescoço aos traumatizados). Introduzir a pedra no escandalizador e tira-la na água expressa um terrível castigo. Jesus utiliza uma linguajem quase de humor negro. Pobres de nós se danamos as crianças! Pobres de nós se os iniciamos no pecado! E há muitas formas de prejudicá-los: mentir, ambicionar, triunfar injustamente, se dedicar a necessidades que satisfarão sua vaidade...

Em segundo lugar, o perdão. Jesus nos pede que perdoemos tantas vezes como seja necessário e, ainda no mesmo dia, se o outro está arrependido, apesar de que nos magoe a alma: «Se teu irmão pecar, repreende-o. Se ele se arrepender, perdoa-lhe» (Lc 17,3). O termômetro da caridade é a capacidade de perdoar.

Em terceiro lugar, a fé: Mais que uma riqueza do entendimento (no sentido meramente humano), é um “estado de ânimo”, fruto da experiência de Deus, de poder obrar contando com sua confiança. «A fé é o início da verdadeira vida», diz São Inácio de Antioquia. Quem age com fé consegue coisas assombrosas, assim a expressa o Senhor ao dizer: «Se tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria» (Lc 17,6).
Rev. D. Pedro-José YNARAJA i Díaz 
(El Montanyà, Barcelona, Espanha)
© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors


JESUS FALA DE ESCÂNDALO E FÉ Lc 17,1-6
HOMILIA

A frase chave do evangelho de hoje é: Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, reprende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Em termos práticos, perdão significa abrir mão do direito de mover uma ação contra o ofensor. É um ato da vontade, não das emoções. O plano de Deus para o perdão a um ofensor dá a ambas as partes um novo começo, rumo a uma vida melhor. O perdão de Deus é a remoção da culpa e da penalidade toral de nossos pecados sem qualquer merecimento nosso.
            O perdão é necessário porque as ofensas são muitas. Jesus disse, É inevitável que venham escândalos mas ai do homem pelo qual eles vêm (Lc 17:1)! Nós ofendemos e somos ofendidos. Este é um problema comum nas relações humanas. Ofendemos os outros por atos, atitudes ou por palavras (Tg 3:2). O crostão sincero deve ser cuidadoso para não ofender nem sentir as ofensas pelos atos dos outros. Isto requer uma vigilância constante: Vigião e orai para não cairdes em tentação, adivertiu-nos Jesus.
            O perdão é necessário por causa do mandamento de Deus. E Deus é bastante enfático sobre isto. Temos de perdoar cada ofensa repetidas vezes (Lc 17:3,4). Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportando-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós (Cl 3:12,13). Quer dizer, tudo que for oposto ao espírito de perdão deve ser abandonado de uma vez por todas, e ser substituído por bondade, simpatia, e perdão. Neste capítulo não há meio termo. Ou perdoamos uns aos outros ou nos rebelamos contra Deus.
            O perdão é necessário porque não perdoar é prejudicial. Jesus advertiu que tal espírito é tão grave que Deus não perdoará a pessoa que não quiser perdoar outra (Mt 6:12,14,15). Porque? Porque um espírito não perdoador é pecado. É tão grave que se uma pessoa persiste nele, deve ser excluída da comunhão da igreja (Mt 18:7-9). Um espírito amargo é algo muito sério diante de Deus, merecendo a mais severa disciplina.
            Perdoe todas as ofensas. Se alguém te ofender, quer seja por palavras, obras, ou atitude, perdoe. Se o erro repetir mais vezes, ainda que seja no mesmo dia, perdoe (Lc 17:4). Perdoe verdadeiramente. Não deixe que as ofensas se acumulem de modo a resultar num grande fardo. Teu perdão deve remover a ofensa para longe assim como Deus nos tem perdoado.
            Perdoe de uma vez para sempre. Tu podes dizer, eu posso perdoar, mas não posso esquecer. Deus não nos ordena a esquecer. Ele está preocupado que o nosso perdão seja tão completo que se nós lembrarmos da ofensa, será para louvar a Deus pelo perdão, não para sentir mais tarde, mágoa pela ofensa.
            Confie plenamente no Senhor. Perdão é um exercício espiritual. Quando Jesus terminou seu ensino sobre o perdão, os discípulos responderam: “aumenta-nos a fé” (Lc 17:5). O perdão pode ser estendido as pessoas através da fé em Deus.
            Submeta-te totalmente ao Espírito Santo. As virtudes mencionadas em Colossenses 3:12,13, relativas a como fazer para perdoar, estão intimamente ligadas aos frutos do Espírito enumerados em Gálatas 5:22,23. Isto indica que a capacidade para o verdadeiro perdão vem do ministério do Espírito Santo no crente. O cristão que é cheio do Espírito e anda no Espírito não entristecerá o Espírito com uma atitude amarga que recusa perdoar.
            Siga explicitamente o exemplo de Cristo. Assim como Cristo vos perdoou, assim também fazei vós (Cl 3:13). Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo (Ef 4:32) Jesus mesmo deixou-nos o exemplo de perdão para seguirmos.
            Ame abnegamente a pessoa que não merece. E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor (Cl 3:14). Este espírito capacitará você a agir bondosa e pacientemente com o ofensor. O amor é sofredor, é benigno, não se irrita, não suspeita mal; …tudo sofre. O amor nunca falha (I Co 13:4-8). O amor de Deus é a resposta para toda nossa amargura e sentimentos irreconciliáveis.
            Descanse completamente na paz de Deus. Se permitires que a paz de Deus domine em teu coração, tu terás pouco problema com a falta de perdão (Cl 3:15). Quando tu “guardas a unidade do Espírito pelo vinculo da paz”, tu não terás problema com o espírito de irreconciliação (Ef 4:3). A amargura e a mágoa que acompanham um espírito irreconciliável destruirão a paz do coração. A paz e o espírito que não poderão viver juntos. Se pensares: Não posso viver com a pessoa que agiu errado comigo, lembra-te de que é a paz de Deus que deve reinar no seu coração. Se não podes amar essa pessoa, peça a Deus para amar esta pessoa por ti e Ele o fará! Amando com o amor de Deus, tu serás cheio da paz de Deus (Ef 4:1-3). Perdão significa abrir mão, de uma vez para sempre, do direito de mover uma questão contra uma pessoa, ou seja, de vingar-se dela. É um ato da vontade, não das emoções. O plano de Deus é que tanto o ofensor como o ofendido tome um novo começo, rumo a uma vida melhor. Esteja  disposto a cultivar a graça do perdão e serás feliz por todo o sempre diante de Deus.
Fonte PADRE BANTU MENDONÇA KATCHIPWI SAYLA

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sábado, 11 de novembro de 2017

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Mt 25,1-13 - 12.11.2017

32º Domingo do Tempo Comum
12 de Novembro de 2017
Cor: Verde

Evangelho - Mt 25,1-13

O noivo está chegando. Ide ao seu encontro.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 25,1-13

Naquele tempo,
disse Jesus, a seus discípulos, esta parábola:
1'O Reino dos Céus é como a história das dez jovens
que pegaram suas lâmpadas de óleo
e saíram ao encontro do noivo.
2Cinco delas eram imprevidentes,
e as outras cinco eram previdentes.
3As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas,
mas não levaram óleo consigo.
4As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo
junto com as lâmpadas.
5O noivo estava demorando
e todas elas acabaram cochilando e dormindo.
6No meio da noite, ouviu-se um grito:
`O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!'
7Então as dez jovens se levantaram
e prepararam as lâmpadas.
8As imprevidentes disseram às previdentes:
`Dai-nos um pouco de óleo,
porque nossas lâmpadas estão se apagando.'
9As previdentes responderam:
`De modo nenhum,
porque o óleo pode ser insuficiente
para nós e para vós.
É melhor irdes comprar aos vendedores'.
10Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou,
e as que estavam preparadas
entraram com ele para a festa de casamento.
E a porta se fechou.
11Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram:
`Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!'
12Ele, porém, respondeu:
`Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!'
13Portanto, ficai vigiando,
pois não sabeis qual será o dia, nem a hora.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 25,1-13
«O noivo está chegando. Ide acolhê-lo»

Hoje somos convidados a refletir sobre o fim da existência; trata-se de uma advertência do Bom Deus ao respeito do nosso fim último; não brinquemos, portanto, com nossa vida. «O Reino dos Céus pode ser comparado a dez moças que, levando suas lamparinas, saíram para formarem o séquito do noivo» (Mt 25,1). O Fim de cada pessoa, dependerá do caminho que escolha; a morte é uma conseqüência da vida -prudente ou descuidada- que tenha levado neste mundo. As moças descuidadas são as que têm escutado a mensagem de Jesus, mas não a praticaram. As moças previdentes, são as que têm traduzido a mensagem em sua vida, por isso entraram ao banquete do Reino.

A parábola, é uma chamada de atenção muito importante. «Vigiai, pois não sabeis o dia, nem a hora» (Mt 25,13). Não deixem nunca a lâmpada da fé se apagar, porque qualquer momento pode ser o último. O Reino já está aqui. Acendam as lâmpadas com o óleo da fé, da fraternidade, e da caridade mutua. Nossos corações, cheios de luz, nos permitirão viver na autêntica alegria aqui e agora. Os que moram ao nosso redor verão-se também iluminados e conhecerão o gozo da presença do Noivo esperado. Jesus nos pede que nunca nos falte esse óleo em nossas lâmpadas.

Por isso, quando o Concílio Vaticano II, que escolhe na Bíblia as imagens da Igreja, refere-se a esta comparação do noivo e da noiva, e pronuncia estas palavras: «A Igreja, também é descrita como esposa imaculada do Cordeiro imaculado, a quem Cristo amou e entregou-se por ela para santificá-la, a uniu com Ele num pacto eterno, e incessantemente alimenta e cuida dela. Livre de toda mácula, quis ela unida a Ele e submissa pelo amor e a fidelidade».
Rev. P. Anastasio URQUIZA Fernández MCIU 
(Monterrey, México)
© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors 


A PREPARAÇÃO DA VINDA DO SENHOR Mt 25,1-13
HOMILIA

Em duas ocasiões distintas Jesus contou duas parábolas cujo conteúdo apela pela prudência e pela vigilância antes de sua morte destacando-se o tema da preparação para a vinda do Senhor. A das dez virgens (Mateus 25:1-13) e a dos talentos (Mateus 25:14-30). Essas foram, aparentemente, contadas em particular aos seus discípulos (Mateus 24:3). Na primeira parábola, dez virgens saíram ao encontro do noivo, empolgadas com as alegrias vindouras da festa de casamento. Todas estavam presentes; todas estavam esperando o noivo; todas se sentiam satisfeitas com a sua preparação, pois estavam cochilando e dormindo, e todas tinham lâmpadas. A diferença entre as cinco virgens prudentes e as cinco tolas era que as cinco prudentes trouxeram óleo junto com suas lâmpadas. O tempo da preparação tinha-se passado. Enquanto as virgens tolas estavam comprando óleo, o noivo chegou e elas foram deixadas fora do casamento para sempre. Como você está esperando pelo seu Senhor? Você está vigiando? A que temperatura está o termômetro da tua prudência? Jesus decretou a sentença tanto para as dez virgens como para mim e para ti: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” na qual o Filho do Homem vem!.

Na segunda parábola, um homem que ia viajar para um país distante confiou talentos aos seus servos. A um ele deu cinco, a outro dois e a outro um, distribuindo-os de acordo com a capacidade de cada servo. Os dois servos, um com cinco e o outro com dois talentos, duplicaram o que lhes tinha sido confiado, resultando em louvor e recompensa de seu senhor. O servo com um talento, agindo com temor, foi preguiçoso. Ele escondeu o talento que lhe havia sido dado em vez de usá-lo para obter rendimentos, suscitando a ira de seu senhor e a perda do talento que lhe havia sido entregue. Como e onde você escondeu tudo o que recebeu de Deus?

Há muita semelhança entre as duas parábolas. Vemos nestas duas parábolas a grande e muita expectativa pelo Senhor que vem. As dez virgens estavam esperando o noivo. Os servos sabiam que seu senhor voltaria. O noivo, ou o senhor, que retorna, naturalmente, é Jesus Cristo. Ele há de voltar. Não há desculpas a quem deixa de aguardar sua volta.

Saiba que todas as dez virgens tinham feito alguma preparação. Os dois servos, um com cinco e o outro com dois talentos, tinham-se preparado, obviamente; e até mesmo o servo com um talento tinha feito alguma preparação, mantendo cuidadosamente em segurança seu único talento até a volta de seu senhor. Por isso não fique de braços cruzados. Prepare-se para a vinda do teu Senhor. Em breve Ele chegará. Note que, como vimos nas duas parábolas, há preparação adequada contrastada com negligência. Não houve o despreparo completo, mas negligência: negligência em abandonar algum mau hábito; negligência em confessar os pecados cometidos; negligência em desenvolver os frutos do Espírito; negligência em tirar vantagem completa das oportunidades que Deus coloca diante deles; em resumo, negligência em tornar-se como seu Senhor. Como vai a tua preparação? Está sendo com inteligência ou negligência?

É verdade que nas duas parábolas houve demora na chegada. “E, tardando o noivo”. O senhor dos servos voltou “depois de muito tempo”. Só que isso não deve ser motivo para o desleixo. É muito fácil para as pessoas mal interpretarem a demora da vinda do Senhor. Elas vêem isso como motivo para descuido e descrença, quando deviam vê-la como evidência da longanimidade do Senhor que conduz à salvação. E você, como tem agido ante a demora de Deus?

Aqui não vale encostar-se à sua esposa, marido, pais ou filhos. A responsabilidade individual. As virgens prudentes não podiam compartilhar seu óleo com as tolas. O servo de um talento não podia sentir-se confortável com o fato de oito talentos terem-se tornado quinze. Cada um tinha que prestar contas pelo que tinha feito pessoalmente. Assim será quando o Senhor retornar. Nenhum pai será capaz de partilhar um pouco da sua fidelidade com os seus filhos; nenhum esposo com a sua esposa ou vice-versa; nenhum amigo com outro amigo. Ninguém poderá se gabar dizendo “veja o que nós fizemos”; ele só pode obter a graça na base de sua própria preparação e prudência. A salvação é individual e não coletiva.

Pois Deus nos conhece pelo nome e assim nos trata. No final de tudo haverá a escolha. Deus há de mandar os seus anjos para separar os bons dos maus. As cinco virgens prudentes entraram com o noivo no casamento, enquanto as cinco tolas não puderam entrar. Os servos dos cinco e dos dois talentos entraram na alegria de seu senhor, enquanto o de um talento foi lançado fora, nas trevas. A expressão “Fechou-se a porta”, encontrada na parábola das dez virgens, é uma das expressões mais tristes nas Escrituras para todos aqueles que não estiverem preparando prudentemente a vinda do Senhor.

Pai, mantenha acesa em mim a chama do zelo pelas coisas do Reino, de modo que eu esteja sempre preparado para o encontro com teu Filho Jesus.
Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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