segunda-feira, 17 de julho de 2017

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 11,25-27 - 19.07.2017

4ª-feira da 15ª Semana do Tempo Comum
19 de Julho de 2017
Cor: Verde

Evangelho - Mt 11,25-27

Escondeste estas coisas aos sábios e entendidos
e as revelaste aos pequeninos.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 11,25-27

25Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer:
'Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra,
porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos
e as revelaste aos pequeninos.
26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.
27Tudo me foi entregue por meu Pai,
e ninguém conhece o Filho, senão o Pai,
e ninguém conhece o Pai, senão o Filho
e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 11,25-27
«Escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos»

Hoje, o Evangelho nos oferece a oportunidade de aprofundar, na estrutura da mesma divina sabedoria. Há entre nós quem não deseje conhecer os mistérios revelados desta vida? Mas há enigmas que nem a melhor equipe de procuradores do mundo jamais chegará nem sequer a decifrar. No entanto, há Um ante o qual «De fato, nada há de escondido que não venha a ser descoberto; e nada acontece em segredo que não venha a se tornar público» (Mc 4,22). É aquele a quem se dá assim mesmo o nome de Filho do Homem, pois diz de si mesmo: «Todas as coisas me foram dadas por meu Pai» (Mt 11,27). Sua natureza humana por meio da união hipostática tem sido assumida pela Pessoa do Verbo de Deus: é, numa palavra, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, diante da qual não há trevas e pela qual a noite é mais luminosa que o pleno dia.

Um provérbio árabe diz assim: «Se numa noite preta uma formiga preta sobe por uma parede preta, Deus a estará vendo». Para Deus não há segredos nem mistérios. Há mistérios para nós, mas não para Deus, ante o qual o passado, o presente e futuro estarão abertos e esquadrinhados até a última vírgula.

Diz, satisfeito, o Senhor: «Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos» (Mt 11,25). Sim, porque ninguém pode pretender conhecer estes ou segredos parecidos escondidos nem os tirando da escuridão com o estudo mais intenso, nem como devido por parte da sabedoria. Dos segredos profundos da vida saberá sempre mais a velhinha sem experiência escolar do que o pretensioso cientista que tem gastado anos em prestigiosas universidades. Tem ciência que se ganha com fé, simplicidade e pobreza interiores. Tem dito muito bem Clemente Alexandrino: «A noite é propícia para os mistérios; é quando a alma atenta e humilde olha para si mesma refletindo sobre a sua condição; é quando encontra a Deus».

P. Raimondo M. SORGIA Mannai OP 
(San Domenico di Fiesole, Florencia, Italia
© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors 


PAI DÁ-ME A GRAÇA DE SER PEQUENO! Mt 11,25-27
HOMILIA

Após o “discurso da missão” e o envio dos discípulos ao mundo para continuarem a obra libertadora de Jesus, Mateus coloca no seu esquema de Evangelho uma seção sobre as reações e as atitudes que as várias pessoas e grupos tomam frente a Jesus e à sua proposta de “Reino”.

Nos versículos anteriores ao texto que nos é hoje proposto, Jesus havia dirigido uma veemente crítica aos habitantes de algumas cidades situadas à volta do lago de Tiberíades, porque foram testemunhas da sua proposta de salvação e mantiveram-se indiferentes. Estavam demasiado cheios de si próprios, instalados nas suas certezas, calcificados nos seus preconceitos e não aceitavam questionar-se, a fim de abrir o coração à novidade de Deus.

Agora, Jesus manifesta-se convicto de que essa proposta rejeitada pelos habitantes das cidades do lago, encontrará acolhimento entre os pobres e marginalizados, desiludidos com a religião “oficial” e que anseiam pela libertação que Deus tem para lhes oferecer.

Hoje estamos diante de duas “sentenças” que, provavelmente, foram pronunciados em ambientes diversos deste que Mateus nos apresenta.

A primeira sentença é uma oração de louvor que Jesus dirige ao Pai, porque Ele escondeu estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelou aos pequeninos. Os “sábios e inteligentes” são certamente esses “fariseus” e “doutores da Lei”, que absolutizavam a Lei, que se consideravam justos e dignos de salvação porque cumpriam escrupulosamente a Lei, que não estavam dispostos a deixar pôr em causa esse sistema religioso em que se tinham instalado e que – na sua perspectiva – lhes garantia automaticamente a salvação. Os “pequeninos” são os discípulos, os primeiros a responder positivamente à oferta do “Reino”; e são também esses pobres e marginalizados, ou seja, os doentes, os publicanos, as mulheres de má vida, o “povo da terra” que Jesus encontrava todos os dias pelos caminhos da Galiléia, considerados malditos pela Lei, mas que acolhiam, com alegria e entusiasmo, a proposta libertadora de Jesus.

A segunda sentença relaciona-se com a anterior e explica o que é que foi escondido aos “sábios e inteligentes” e revelado aos “pequeninos”. Trata-se, duma “experiência profunda e íntima” de Deus. Os “sábios e inteligentes” estavam convencidos de que o conhecimento da Lei lhes dava o conhecimento de Deus. A Lei era uma espécie de “linha direta” para Deus, através da qual eles ficavam a conhecer Deus, a sua vontade, os seus projetos para o mundo a para os homens; por isso, apresentavam-se como detentores da verdade, representantes legítimos de Deus, capazes de interpretar a vontade e os planos divinos.

Jesus deixa claro que quem quiser fazer uma experiência profunda e íntima de Deus tem de aceitar Jesus e segui-lO. Ele é “o Filho” e só Ele tem uma experiência profunda de intimidade e de comunhão com o Pai. Quem rejeitar Jesus não poderá “conhecer” Deus: quando muito, encontrará imagens distorcidas de Deus e aplicá-las-á depois para julgar o mundo e os homens. Mas quem aceitar Jesus e O seguir, aprenderá a viver em comunhão com Deus, na obediência total aos seus projetos e na aceitação incondicional dos seus planos.

Na verdade, os critérios de Deus são bem estranhos, vistos de cá de baixo, com as lentes do mundo. Nós, homens, admiramos e incensamos os sábios, os inteligentes, os intelectuais, os ricos, os poderosos, os bonitos e queremos que sejam eles a dirigir o mundo, a fazer as leis que nos governam, a ditar a moda ou as idéias, a definir o que é correto ou não é correto. Mas Deus diz que as coisas essenciais são muito mais depressa percebidas pelo “pequeninos”: são eles que estão sempre disponíveis para acolher Deus e os seus valores e para arriscar nos desafios do “Reino”. Quantas vezes os pobres, os pequenos, os humildes são ridicularizados, tratados como incapazes, pelos nossos “iluminados” fazedores de opinião, que tudo sabem e que procuram impor ao mundo e aos outros as suas visões pessoais e os seus pseudo-valores. A Palavra de Deus ensina: a sabedoria e a inteligência não garantem a posse da verdade; o que garante a posse da verdade é ter um coração aberto a Deus e às suas propostas.

Como é que chegamos a Deus? Como percebemos o seu “rosto”? Como fazemos uma experiência íntima e profunda de Deus? É através da Filosofia? É através de um discurso racional coerente? É passando todo o tempo disponível na igreja a mudar as toalhas dos altares? O Evangelho responde: “conhecemos” Deus através de Jesus. Jesus é “o Filho” que “conhece” o Pai; só quem segue Jesus e procura viver como Ele pode chegar à comunhão com o Pai. Há católicos que, por serem Padres como eu, por terem feito catequese, por irem à missa ao domingo e por fazerem parte do conselho pastoral da paróquia, acham que conhecem Deus. Atenção: só “conhece” Deus quem é simples e humilde e está disposto a seguir Jesus no caminho da entrega a Deus e da doação da vida aos homens. É no seguimento de Jesus – e só aí – que nos tornamos “filhos” de Deus.

Pai, que a arrogância dos sábios e doutos jamais contamine meu coração. E, fazendo-me pequenino, que eu esteja em condições de acolher a Tua revelação na pessoa do Teu Filho Jesus Cristo.
Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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sexta-feira, 14 de julho de 2017

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 11,20-24 - 18.07.2017

3ª-feira da 15ª Semana do Tempo Comum
18 de Julho de 2017
Cor: Verde

Evangelho - Mt 11,20-24

No dia do julgamento, Tiro e Sidônia
serão tratadas com menos dureza do que vós.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 11,20-24

Naquele tempo:
20Jesus começou a censurar as cidades
onde fora realizada a maior parte de seus milagres,
porque não se tinham convertido.
21'Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida!
Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós,
tivessem sido feitos em Tiro e Sidônia,
há muito tempo elas teriam feito penitência,
vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza.
22Pois bem! Eu vos digo:
no dia do julgamento, Tiro e Sidônia
serão tratadas com menos dureza do que vós.
23E tu, Cafarnaum! Acaso serás erguida até o céu?
Não! Serás jogada no inferno!
Porque, se os milagres que foram realizados no meio de ti
tivessem sido feitos em Sodoma,
ela existiria até hoje!
24Eu, porém, vos digo: no dia do juízo,
Sodoma será tratada com menos dureza do que vós!'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB

Reflexão - Mt 11,20-24
«E quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim»

Hoje, Jesus nos oferece uma importante mistura de recomendações; é como um desses banquetes modernos onde os pratos são pequenas porções para saborear. Trata-se de conselhos profundos e de difícil digestão, destinados a seus discípulos na formação e preparação missionária (cf. Mt 11,1). Para gostar deles devemos contemplar o texto em partes diferentes.

Jesus começa dando a conhecer o efeito do seu ensino. Não obstante os efeitos positivos, evidentes na atuação do Senhor, o Evangelho evoca as contrariedades e contratempos da predicação: «e os inimigos serão os próprios familiares» (Mt 10,36). Isso é o contraditório de viver na fé, temos a possibilidade de enfrentarmos, até mesmo com os que estão mais perto de nós, quando não compreendemos quem é Jesus, o Senhor, e não o percebemos como o Mestre da comunhão.

Em um segundo momento Jesus nos pede para ocupar o lugar mais alto na escala do amor: «Quem ama pai ou mãe mais do que a mim...» (Mt 10,37), «e quem ama filho ou filha mais do que a mim...» (Mt 10,37). Desse jeito, propõe deixarmos acompanhar por Ele como presença de Deus, já que «quem me recebe, está recebendo aquele que me enviou» (Mt 10,40). O resultado de morar acompanhados pelo Senhor, acolhido em nossa morada, é gozar da recompensa dos profetas e justos, porque temos recebido um profeta e um justo.

A recomendação do Mestre acaba valorizando as pequenas demonstrações de ajuda e proteção às pessoas que moram acompanhadas pelo Senhor, os seus discípulos, que somos todos os cristãos. «Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequenos, por ser meu discípulo...» (Mt 10,42). A partir deste conselho, nasce uma responsabilidade: em relação ao próximo, sejamos conscientes de que as pessoas que moram com o Senhor, quem quer que sejam, devem ser tratadas como Ele mesmo. São João Crisóstomo diz: «Se o amor estivesse espalhado por todas as partes, nasceria dele uma quantidade infinita de bens».
Rev. D. Valentí ALONSO i Roig 
(Barcelona, Espanha)
© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors 


CUIDADO COM A TUA INDIFERENÇA Mt 11,20-24
HOMILIA

Ai de ti Corozim, ai de ti Betsaida! Assim começou o duro sermão do Senhor Jesus Cristo para aqueles que não O aceitaram, nem mesmo diante de tantos prodígios realizados. As cidades de Corazim, Betsaida e Cafarnaum foram comparadas a Tiro, Sidom e Sodoma, respectivamente. E, por terem recusado a Palavra Viva de Deus, aquela geração terá um julgamento no dia do juízo final mais duro do que haverá para as cidades pagãs as quais foram comparadas.

Recusaram porque queriam um Cristo que fosse conforme o que haviam imaginado. Um que seria de acordo com as suas leis, que os atendesse segundo os seus pedidos, que fizesse as suas vontades. Um Cristo que não incomodaria a sua maneira de viver, o seu proceder, que não os alertasse para o seu modo de vida. Não queriam um Cristo que pregasse arrependimento, nem um que pregasse um reino que não é desse mundo. Queriam a restauração de Israel ao modo deles, para serem dominadores do mundo, e que Deus os deixasse em paz e tomando conta da terra. Queriam e até hoje muitos querem o que desejam em seu íntimo, um deus conforme as suas necessidades: o anticristo!

O Evangelho de hoje é de grande riqueza, pois possui muitos pontos de reflexão. O nosso destino é parcialmente traçado por Deus. Ele não é totalmente planejado ou traçado, porque Deus respeita o nosso livre arbítrio, ou seja, ele nos dá o direito de aceitar ou não o seu chamado. Betsaida era uma das cidades que entristeceram Jesus. Porque a pesar de ter sido a terra natal de Pedro, André e Felipe, de ter sido o lugar onde Jesus fez a maior parte dos milagres, Corozim e Betsaida eram cidades totalmente corrompidas, incrédulas e interesseiras.

Nas nossas convivências com o ambiente corrompido pelos que têm poder, os grandes, os sábios e inteligentes se não vigiarmos também nós seremos alvos de censura. Senão veja se por falta de vigilância o poder não corrompe o homem? Lance o seu olhar na nossa política brasileira ou de todos os países. Quantos homens bons e honestos se corrompem ao entrar na política? Quantos jovens crentes não mudam suas atitudes cristãs ao entrarem na universidade? Quantos homens e mulheres cristãos não mudam suas aparências e seus atos ao entrarem em certos empregos ou quando sobem seu poder aquisitivo? Quantos servos de Deus, comprometidos com o evangelho têm esfriado, ou têm deixado Jesus porque assimilaram a corrupção do mundo, o pecado do mundo? Assimilaram os prazeres do mundo.

E tu que não estás com os pés e as mãos lançados na política também podes ser sujeito da censura do Mestre por causa da tua indiferença. E por isso também poderás ser excluído do reino de Deus.

E para que isto não aconteça Jesus levanta a sua voz e diz: Ai de ti, pai, ai de ti mãe, ai de ti jovem, ai de ti professor, ai de ti chefe! Porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza. Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós. Tiro e Sidom eram cidades pagãs da Fenícia – atual Líbano, cidades que não viram os milagres e tudo o que Jesus fez. Portanto, presumi-se que por ignorância agiam e praticavam a maldade. Que o diz é o Próprio Jesus: Porque, se os milagres que foram feitos aí tivessem sido feitos na cidade de Sodoma, ela existiria até hoje. Pois eu afirmo a vocês que, no Dia do Juízo, Deus terá mais pena de Sodoma do que de ti.

Meu filho, minha filha, permita que te chame assim, não sejas morno, morna ou indiferente com o poder de Deus. Saia da lama, do barro que suja a tua alma, o teu espírito. Deixa te permanecer mergulhado, mergulhada no mundanismo. Tu e eu podemos ser a Betsaida de hoje quando nos mantemos indiferentes ante o sofrimento e a depravação dos nossos ambientes. Deus está falando e conversando conosco e nós fora de nós mesmos ou longe dos pensamentos deles! E às vezes dentro da própria Igreja ou na celebração litúrgica; Somos indiferentes quando sabemos da necessidade do irmão e não damos à mínima atenção; Somos indiferentes quando não andamos no caminho estreito, preferindo agir conforme a nossa vontade; Somos indiferentes quando achamos que Jesus irá tardar em voltar e que teremos muito tempo para desfrutar os prazeres da vida; Somos indiferentes quando conhecemos a Palavra de Deus, sabemos o que é do seu agrado e o que não é, conhecemos as profecias e relegamos tudo isso para o terceiro plano.

A nossa indiferença com Jesus poderá nos custar o preço de Corazim e Cafarnaum ou o preço das virgens néscias. O preço de ser deixados para trás. Quantos não vêm para Jesus por causa de problemas com os filhos ou com os pais? Muitas vezes é a perda trágica de um parente que nos faz sair da aldeia e buscar Jesus. Vivemos no nosso mundo egoísta, na nossa aldeia, no nosso conformismo, na nossa preguiça espiritual e muitas vezes não deixamos Jesus entrar nela. Colocamos muitas vezes nossos negócios, nossos alvos na frente de Jesus e não o reino de Deus em primeiro lugar. Muitas vezes estamos presos a religiões, culturas, idéias, traumas antigos, conceitos e preconceitos. E então, Jesus dirigindo-se a nós diz: Ai de ti Corazim! Ai de ti Betsaida! Converta-te para Deus e terás a vida eterna.

Pai, que eu seja movido à conversão e à penitência pelo testemunho de Jesus, o qual me atrai para ti.
Fonte https://homilia.cancaonova.com

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LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 10,34-11,1 - 17.07.2017

2ª-feira da 15ª Semana do Tempo Comum
17 de Julho de 2017
Bv. Inácio de Azevedo Presb. e Comps. Mts., memória
Cor: Vermelho

Evangelho - Mt 10,34-11,1

Não vim trazer a paz, mas sim a espada.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 10,34-11,1

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
34Não penseis que vim trazer paz à terra;
não vim trazer a paz, mas sim a espada.
35De fato, vim separar o filho de seu pai,
a filha de sua mãe, a nora de sua sogra.
36E os inimigos do homem
serão os seus próprios familiares.
37Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim,
não é digno de mim.
Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim,
não é digno de mim.
38Quem não toma a sua cruz e não me segue,
não é digno de mim.
39Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la.
E quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la.
40Quem vos recebe, a mim recebe;
e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.
41Quem recebe um profeta, por ser profeta,
receberá a recompensa de profeta.
E quem recebe um justo, por ser justo,
receberá a recompensa de justo.
42Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca,
a um desses pequeninos, por ser meu discípulo,
em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa.'
11,1Quando Jesus acabou de dar essas instruções
aos doze discípulos,
partiu daí, a fim de ensinar e pregar nas cidades deles.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 10,34-11,1
«E quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim»

Hoje, Jesus nos oferece uma importante mistura de recomendações; é como um desses banquetes modernos onde os pratos são pequenas porções para saborear. Trata-se de conselhos profundos e de difícil digestão, destinados a seus discípulos na formação e preparação missionária (cf. Mt 11,1). Para gostar deles devemos contemplar o texto em partes diferentes.

Jesus começa dando a conhecer o efeito do seu ensino. Não obstante os efeitos positivos, evidentes na atuação do Senhor, o Evangelho evoca as contrariedades e contratempos da predicação: «e os inimigos serão os próprios familiares» (Mt 10,36). Isso é o contraditório de viver na fé, temos a possibilidade de enfrentarmos, até mesmo com os que estão mais perto de nós, quando não compreendemos quem é Jesus, o Senhor, e não o percebemos como o Mestre da comunhão.

Em um segundo momento Jesus nos pede para ocupar o lugar mais alto na escala do amor: «Quem ama pai ou mãe mais do que a mim...» (Mt 10,37), «e quem ama filho ou filha mais do que a mim...» (Mt 10,37). Desse jeito, propõe deixarmos acompanhar por Ele como presença de Deus, já que «quem me recebe, está recebendo aquele que me enviou» (Mt 10,40). O resultado de morar acompanhados pelo Senhor, acolhido em nossa morada, é gozar da recompensa dos profetas e justos, porque temos recebido um profeta e um justo.

A recomendação do Mestre acaba valorizando as pequenas demonstrações de ajuda e proteção às pessoas que moram acompanhadas pelo Senhor, os seus discípulos, que somos todos os cristãos. «Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequenos, por ser meu discípulo...» (Mt 10,42). A partir deste conselho, nasce uma responsabilidade: em relação ao próximo, sejamos conscientes de que as pessoas que moram com o Senhor, quem quer que sejam, devem ser tratadas como Ele mesmo. São João Crisóstomo diz: «Se o amor estivesse espalhado por todas as partes, nasceria dele uma quantidade infinita de bens».
Rev. D. Valentí ALONSO i Roig 
(Barcelona, Espanha)

© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors 


O QUE AGRADA À DEUS! Mt 10,34-11,1
HOMILIA

Estamos diante do fim do discurso do Sermão da Montanha e Jesus quer dar a conhecer aos seus discípulos a opção que devem fazer. Ele veio para estabelecer a possibilidade das pessoas escolherem ou a Ele ou a outro.

De uma forma sentenciada forja a personalidade dos verdadeiros discípulos capazes de romper com os laços de sangue a fim de formar a verdadeira comunidade com Ele. Os laços familiares são importantes porque representam os vínculos mais fortes do amor entre Pais e filhos e parentes. Todavia, o amor a Jesus é muito mais do que isso. Ele vai além e por isso deve ser prioritário em relação àqueles. Neles se contempla de modo pleno o amor de Deus por nós e em nós. Fazendo uma escolha por Jesus, fazemos nossos os projetos de d’Ele assim sendo, nos tornamos dignos do Seu seguimento. Pois Ele nos diz: Quem ama o seu pai ou a sua mãe mais do que ama a mim não merece ser meu seguidor. Quem ama o seu filho ou a sua filha mais do que ama a mim não merece ser meu seguidor. Portanto, é renunciando tudo o que nos prende ao passado, ao corpo e à matéria representados no pai, na mãe e nos filhos que nos tornamos verdadeiramente seguidores do Mestre.

A nossa relação com Deus não pode limitar-se a conveniências familiares. Acreditar em Deus, isto é, acolher o dom da fé, que Ele mesmo nos oferece gratuitamente, é assunto de coração, que não pode ficar pela fachada, ou limitar-se a determinados momentos. Deus ama-nos por primeiro e a tempo inteiro. Não podemos amá-lo diferentemente. Por isso, ao nosso culto, deve corresponder uma vida coerente: «De que me serve a mim a multidão das vossas vítimas? Quem reclamou de vós semelhantes dons, ao pisardes o meu santuário? Quando levantais as vossas mãos, afasto de vós os meus olhos… as vossas mãos estão cheias de sangue». Não agradam a Deus as ofertas, quando a vida de quem as faz é má: «Lavai-vos, purificai-vos, tirai da frente dos meus olhos a malícia das vossas ações», – eis o que realmente quer. Uma vez purificados, sim, há que praticar a justiça: «aprendei a fazer o bem; procurai o que é justo». Só agrada a Deus o sacrifício que está em harmonia com a vida.

Toda a nossa vida há-de tornar-se oferenda de amor ao Pai, em comunhão com o sacrifício de Cristo, motivado pelo amor e nele realizado. Mas o amor é algo de muito concreto. Amar a Deus comporta amar o irmão, a irmã, amá-los no seu ser concreto, na situação em que se encontram. Fazer-lhes o bem pode traduzir-se em grandes gestos ou, mais provavelmente, em gestos quotidianos, que facilmente definimos como pequenos, e a que nem sempre damos a devida atenção. São exatamente esses gestos, aparentemente banais, os que mais nos custam a fazer com amor, principalmente quando temos pela frente pessoas difíceis, ou simplesmente desagradáveis. Mas passa por aí o nosso seguimento dos «passos de Cristo», que não nos deixa faltar a sua graça para os realizarmos com amor e fidelidade.

Portanto, receba e evangelize ajudando no que podes no processo da evangelização. Converta-te e tome partido de Jesus renunciando o apego às coisas materiais. Seja o homem ou mulher livre dos bens que hoje existem e amanhã acabarão.

Obrigado, Senhor, por me teres chamado a percorrer o teu próprio caminho de oblação total, até à imolação. Obrigado, porque vais à frente, estimulando os meus passos com o teu exemplo e amparando-os com a tua graça. Sabes como sou fraco e como, tantas vezes, cambaleio para um lado e para o outro, ao sabor das minhas inclinações. Mas Tu tens uma paciência infinita para me esperares, me fazeres ouvir a tua voz, me estenderes a tua mão misericordiosa. Que, jamais, me falte a tua graça, para arriscar à tua palavra, para ousar perder a vida por Ti e para fazer o bem aos meus irmãos. Não me deixes cair no formalismo de uma vida rotineira. Mantém-me na autenticidade do amor para contigo e para com o meu próximo, no quotidiano da vida, sabendo que é lá que me esperas, e queres recompensar. Amem!
Fonte http://homilia.cancaonova.com/

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quinta-feira, 13 de julho de 2017

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 13,1-23 - 16.07.2017

15º Domingo do Tempo Comum
16 de Julho de 2017
Cor: Verde

Evangelho - Mt 13,1-23

O semeador saiu para semear.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 13,1-23

1Naquele dia, Jesus saiu de casa
e foi sentar-se às margens do mar da Galiléia.
2Uma grande multidão reuniu-se em volta dele.
Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se,
enquanto a multidão ficava de pé, na praia.
3E disse-lhes muitas coisas em parábolas:
'O semeador saiu para semear.
4Enquanto semeava,
algumas sementes caíram à beira do caminho,
e os pássaros vieram e as comeram.
5Outras sementes caíram em terreno pedregoso,
onde não havia muita terra.
As sementes logo brotaram,
porque a terra não era profunda.
6Mas, quando o sol apareceu,
as plantas ficaram queimadas e secaram,
porque não tinham raiz.
7Outras sementes caíram no meio dos espinhos.
Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas.
8Outras sementes, porém, caíram em terra boa,
e produziram à base de cem,
de sessenta e de trinta frutos por semente.
9Quem tem ouvidos, ouça!'
10Os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus:
'Por que tu falas ao povo em parábolas?'
11Jesus respondeu:
'Porque a vós foi dado o conhecimento
dos mistérios do Reino dos Céus,
mas a eles não é dado.
12Pois à pessoa que tem,
será dado ainda mais, e terá em abundância;
mas à pessoa que não tem,
será tirado até o pouco que tem.
13É por isso que eu lhes falo em parábolas:
porque olhando, eles não vêem,
e ouvindo, eles nóo escutam, nem compreendem.
14Deste modo se cumpre neles a profecia de Isaías:
`Havereis de ouvir, sem nada entender.
Havereis de olhar, sem nada ver.
15Porque o coração deste povo se tornou insensível.
Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos,
para não ver com os olhos, nem ouvir com os ouvidos,
nem compreender com o coração,
de modo que se convertam e eu os cure'.
16Felizes sois vós, porque vossos olhos vêem
e vossos ouvidos ouvem.
17Em verdade vos digo,
muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes,
e não viram,
desejaram ouvir o que ouvis,
e não ouviram.
18Ouvi, portanto, a parábola do semeador:
19Todo aquele que ouve a palavra do Reino
e não a compreende,
vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração.
Este é o que foi semeado à beira do caminho.
20A semente que caiu em terreno pedregoso
é aquele que ouve a palavra
e logo a recebe com alegria;
21mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento:
quando chega o sofrimento ou a perseguição,
por causa da palavra,
ele desiste logo.
22A semente que caiu no meio dos espinhos
é aquele que ouve a palavra,
mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza
sufocam a palavra, e ele não dá fruto.
23A semente que caiu em boa terra
é aquele que ouve a palavra e a compreende.
Esse produz fruto.
Um dá cem, outro sessenta e outro trinta.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 13,1-23
«O semeador saiu para semear»

Hoje consideramos a parábola do semeador. Tem uma força e um encanto especiais porque é palavra do próprio Senhor Jesus.

A mensagem é clara: Deus é generoso semeando, mas a concretização dos frutos de sua semeadura dependem também —e ao mesmo tempo— da nossa livre correspondência. A experiência de todos os dias confirma-nos que o fruto depende da terra onde cai. Por exemplo, os alunos da mesma escola e sala, alguns acabam com vocação religiosa e outros ateus. Ouviram o mesmo, mas a semente caiu em terra diferente.

A terra boa é nosso coração. Em parte é coisa da natureza; mas sobre tudo depende da nossa vontade. Há pessoas que preferem desfrutar antes que ser melhores. Nelas cumpre-se a parábola: as ervas más (ou seja, as preocupações do mundo e a sedução das riquezas) «sufocam a palavra, e ele fica sem fruto» (Lc 13,22).

Mas aqueles que, pelo contrário, valoram o ser, acolhem com amor a semente de Deus e a fazem frutificar. Ainda tenham que mortificar-se. Cristo já disse: «se o grão de trigo que cai na terra não morre, fica só. Mas, se morre, produz muito fruto» (Jo 12,24). Também, o Senhor nos advertiu que o caminho da salvação é estreito e reduzido (cf. Mt 7,14): aquilo que vale muito, custa muito. Nada de valor se consegue sem esforço.

Quem se deixa levar pelos seus apetites, terá o coração como uma floresta selvagem. Pelo contrário, as árvores frutíferas que se podam dão melhor fruto. Assim, as pessoas santas não tiveram uma vida fácil, mas têm sido um modelo para a humanidade. «Não todos somos chamados ao martírio, com certeza, mas a alcançar a perfeição cristã. Mas a virtude precisa de uma força que (...) pede uma obra comprida e diligente, que não devemos interromper, até morrer. Desse jeito, pode ser chamado de martírio lento e continuado» (Pio XII).
P. Jorge LORING SJ 
(Cádiz, Espanha)

© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors |


Que as ilusões materiais não sufoquem a força da Palavra em nosso coração!
HOMILIA

O excesso de preocupações, como a ilusão com os bens materiais e com as riquezas deste mundo, sufocam a força da Palavra de Deus em nosso coração.

“Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração” (Mateus 13, 19).

A parábola do semeador é de vital importância para compreendermos o lugar da Palavra de Deus semeada em nosso coração, porque o que Jesus tem feito, o que a Igreja tem feito, é semear a Palavra, a Palavra que faz o Reino de Deus acontecer. O Reino de Deus vem em sementes – talvez você ache a semente uma coisa insignificante, pequena, desprezível, mas é nela que está contida toda a árvore. Assim como o embrião, que está no ventre da mãe, já contém toda a vida, assim também a semente já contém toda a árvore; da mesma forma, a semente da Palavra já contém todo o Reino de Deus.

É preciso cultivar a semente, cuidar para que ela cresça, para que ela não seja sufocada, esmagada e desprezada, porque se ela [semente] é bem cuidada, se ela é bem acolhida, ela vai crescer e se tornar uma árvore esplendorosa e vai produzir muitos frutos.

A primeira coisa para que isso aconteça: atenção ao escutar a Palavra de Deus, não deixe que as distrações da mente e as distrações do lugar onde você está tomem a atenção que a Palavra de Deus quer ter no seu coração – lugar único, nós não podemos colocar a Palavra de Deus junto com nenhuma outra coisa. Ou nós damos a primazia à Palavra de Deus ao escutá-la ou ela não vai produzir frutos em nós.

Do outro lado é preciso criar raízes, é preciso ouvir essa Palavra e deixar que ela entre na profundidade do nosso ser, porque só a Palavra enraizada em nós fecunda, cresce e produz frutos. Muitas vezes passamos anos ouvindo a Palavra de Deus, escutando a Palavra do Senhor e não permitimos que ela crie raízes em nosso coração.

A outra coisa necessária para isso é não sermos vencidos pelas preocupações do mundo e pelas ilusões da riqueza, porque tanto o excesso de preocupações como a ilusão com os bens materiais, com as riquezas deste mundo, sufocam a força da Palavra de Deus em nosso coração.

Por essa razão você precisa realmente dar o primeiro lugar à Palavra de Deus ao buscar, em primeiro lugar, o Reino de Deus; o restante virá em consequência disso. Não sufoque, não coloque de escanteio e não despreze a Palavra de Deus, porque, ao ser bem acolhida e ao entrar na essência e com profundidade em nosso coração, ela produzirá muitos frutos.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte http://homilia.cancaonova.com/

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quarta-feira, 12 de julho de 2017

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 10,24-33 - 15.07.2017

Sábado da 14ª Semana do Tempo Comum
15 de Julho de 2017
S. Boaventura BDr, memória
Cor: Branco

Evangelho - Mt 10,24-33

Não tenhais medo daqueles que matam o corpo.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 10,24-33

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
24O discípulo não está acima do mestre,
nem o servo acima do seu senhor.
25Para o discípulo, basta ser como o seu mestre,
e para o servo, ser como o seu senhor.
Se ao dono da casa eles chamaram de Belzebu,
quanto mais aos seus familiares!
26Não tenhais medo deles,
pois nada há de encoberto que não seja revelado,
e nada há de escondido que não seja conhecido.
27O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia;
o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados!
28Não tenhais medo daqueles que matam o corpo,
mas não podem matar a alma!
Pelo contrário,
temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno!
29Não se vendem dois pardais por algumas moedas?
No entanto, nenhum deles cai no chão
sem o consentimento do vosso Pai.
30Quanto a vós,
até os cabelos da cabeça estão todos contados.
31Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais.
32Portanto, todo aquele
que se declarar a meu favor diante dos homens,
também eu me declararei em favor dele
diante do meu Pai que está nos céus.
33Aquele, porém, que me negar diante dos homens,
também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 10,24-33
«O discípulo não está acima do mestre»

Hoje, o Evangelho nos convida a refletir sobre a relação mestre-discípulo: «O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor» (Mt 10,24). No campo humano não é impossível que o aluno chegue a ultrapassar a quem lhe ensinou o abc de uma matéria. Há na história exemplos como Giotto, que supera seu mestre Cimabue, ou como Manzoni ao abade Pieri. Mas a chave da suma sabedoria está somente nas mãos do Homem-Deus e todos os demais podem participar dela, chegando a compreendê-la segundo diversos níveis: desde o grande teólogo Santo Tomás de Aquino até a criança que se prepara para a Primeira Comunhão. Podemos acrescentar adornos de vários estilos, mas nunca tão essenciais para enriquecer o valor intrínseco da doutrina. Ao contrário, é possível que nos aproximemos da heresia.

Devemos tomar cuidado quando fizermos associações que possam distorcer ao invés de enriquecer a essência da Boa Nova. «Devemos nos abster dos manjares, mas, devemos muito mais jejuar dos erros», dizia Santo Agostinho. Em certa ocasião me passaram um livro sobre os Anjos de Guarda em que apareciam elementos de doutrina esotérica, como a metempsicoses, e uma incompreensível necessidade de redenção que abalaria a esses espíritos bons e já conformados no Bem.

O Evangelho de hoje nos abre os olhos a respeito do fato inquestionável de que o discípulo possa, às vezes, ser incompreendido, encontre obstáculos ou até seja perseguido por ter-se declarado seguidor de Cristo. A vida de Jesus foi um serviço ininterrupto em defesa da verdade. Se Ele foi tachado de Belzebu, não é estranho que em disputas, querelas culturais ou nos confrontos que vemos na televisão, nos tachem de retrógrados. A fidelidade a Cristo, Mestre, é o melhor de que podemos nos gloriar: «Todo aquele, pois, que se declarar por mim diante dos homens, também eu me declararei por ele diante do meu Pai que está nos céus» (Mt 10,32).
P. Raimondo M. SORGIA Mannai OP 
(San Domenico di Fiesole, Florencia, Italia)

© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors 


NÃO TENHAIS MEDO! Mt 10,24-33
HOMILIA

Para que seus discípulos não desanimem diante das perseguições, Jesus lembra que também ele encontrou oposição.

As exigências da missão são extremas, podendo incluir a perseguição e a morte! Hoje, Jesus introduz no seu discurso a expressão «Não temais», que ocorre 366 vezes na Bíblia. O nosso texto está estruturado sobre a repetição, a modo de imperativo: “ não tenhais medo”! E depois dá razões pelas quais a confiança deve sempre vencer. A primeira razão é: ainda que o bem esteja, por agora, velado, e a astúcia e a virulência do mal pareçam escondê-lo, acontecerá uma reviravolta completa e veremos, no triunfo de Cristo, a vitória dos que escolheram praticar o bem. Eis a razão pela qual os discípulos de Jesus são encorajados à audácia do anúncio. O que recebemos é pequeno como uma luzinha nas trevas, como um sussurro ao ouvido, mas deve ser dado à plena luz do dia, gritado sobre os telhados. Inicialmente, o Evangelho era algo de oculto e misterioso, que era preciso manter em segredo, dado a conhecer a poucos e com as devidas precauções, para não desencadear a perseguição. Mas chegou o tempo de o dar a conhecer ao mundo inteiro! O pior que pode acontecer aos missionários do Reino é a morte do corpo. Mas seria muito pior a morte da alma, a perda da vida. Ora, só Deus pode tirar a vida. Mas não o faz àqueles que O amam e O temem. Jesus conclui a sua argumentação com duas imagens muito ternas: a dos pássaros que, valendo pouco, são amados pelo Pai, e a dos cabelos da cabeça, contados por Ele. Não há, pois, que temer: Ide: proclamai que o Reino do Céu está perto! (Mt 10, 7).

O temor de Deus é uma atitude complexa em que conflui o respeito reverente, a obediência, a adesão profunda, a adoração, o amor. Foi sentido por muitos profetas e santos, que fizeram a experiência do encontro com Deus, três vezes santo. Diante d´Ele, damo-nos conta da nossa condição de criaturas e da impureza da nossa vida. Já o salmista rezava: «Senhor, nosso Deus, como é admirável o teu nome em toda a terra! Adorarei a tua majestade, mais alta que os céus… que é o homem para te lembrares dele, o filho do homem para com ele te preocupares?» (Sl 8, 2.5). Mas, se nos deixarmos penetrar por esta atitude, também poderemos ter toda a confiança na sua misericórdia. Jesus une o temor de Deus e a confiança: «Não se vendem dois pássaros por uma pequena moeda? E nem um deles cairá por terra sem o consentimento do vosso Pai! … Não temais, pois valeis mais do que muitos pássaros» (vv. 29.31)

Ambas as leituras nos falam da experiência de temor na presença de Deus, que Se nos revela e chama a uma missão. Mas também em ambas as leituras escutamos a palavra do Senhor que nos diz: «não tenhas medo», «não temais». Aquele que nos ama, nos chama e nos envia, purifica-nos e está conosco: «Não temas: eu estarei contigo»; «não temais, eu estarei convosco» (Ex 3, 12; Dt 31, 6; 31, 15; 1 Cr 28, 20; Jr 1, 17; 46, 28; 30, 11). A Virgem Maria também experimentou a sua condição de criatura limitada e frágil perante a grandeza e poder de Deus, no dia da Anunciação. Por isso, o Anjo lhe diz: «Não tenhas medo, Maria » (Lc 1, 30).

O medo e a desconfiança, na relação com Deus, mas também na relação conosco ou com os outros, paralisam-nos, transformam-nos em escravos. Mas Paulo adverte-nos: «Vós não recebestes um espírito de escravidão para recair no medo, mas recebestes um espírito de filhos adotivos, por meio do qual gritamos: “Abbá, Pai!”. O mesmo Espírito atesta ao nosso espírito que somos filhos de Deus» (Rm 8, 15-16). «Se vivemos do Espírito, caminhemos segundo o Espírito» (Gl 5, 25). Na relação com Deus, embora conhecendo os nossos limites e os nossos pecados, temos consciência de estar perante um Pai, cheio de amor e de misericórdia. No exercício da missão que nos confia, na sua obra de salvação do mundo, sabemos que não estamos sós, mas que Ele está connosco.

Senhor purifica os meus lábios, mas purifica, sobretudo, o meu coração. Quantas vezes alimento pensamentos e desejos, que não nascem da certeza do teu amor, da vontade de lhe corresponder, da confiança em Ti. Quantas vezes me deixam dominar pelo temor, quando surgem dificuldades e problemas no caminho para Ti, ou na missão que me confiaste. Faz-me escutar novamente a tua palavra: «Não temas; Eu estou contigo!». Purifica-me, Senhor, e dá-me coragem e confiança para aceitar a purificação! Dá-me agilidade no combate espiritual contra as paixões, para que deseje e queira, sempre, em tudo, e somente a tua glória. Assim encontrarei também a paz e a serenidade, que tornarão mais felizes e plenos os breves dias da minha vida. Amém!

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LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 10,16-23 - 14.07.2017

6ª-feira da 14ª Semana do Tempo Comum
14 de Julho de 2017
Cor: Verde

Evangelho - Mt 10,16-23

Não sereis vós que havereis de falar,
mas sim o Espírito do vosso Pai.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 10,16-23

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
16Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos.
Sede, portanto, prudentes como as serpentes
e simples como as pombas.
17Cuidado com os homens,
porque eles vos entregarão aos tribunais
e vos açoitarão nas suas sinagogas.
18Vós sereis levados
diante de governadores e reis, por minha causa,
para dar testemunho diante deles e das nações.
19Quando vos entregarem,
não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer.
Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer.
20Com efeito, não sereis vós que havereis de falar,
mas sim o Espírito do vosso Pai
é que falará através de vós.
21O irmão entregará à morte o próprio irmão;
o pai entregará o filho;
os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão.
22Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome.
Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.
23Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra.
Em verdade vos digo,
vós não acabareis de percorrer as cidades de Israel,
antes que venha o Filho do Homem.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 10,16-23
«Sereis odiados por todos, por causa do meu nome»

Hoje, o Evangelho remarca as dificuldades e as contradições que o cristão haverá de sofrer por causa de Cristo e do seu Evangelho e como deverá resistir e perseverar até o final. Jesus nos prometeu: «Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos» (Mt 28,20); mas não prometeu, aos seus, um caminho fácil, antes pelo contrário, lhes disse: «Sereis odiados por todos, por causa do meu nome» (Mt 10,22).

A Igreja e o mundo são duas realidades de ”difícil” convivência. O mundo, que a Igreja há de converter a Jesus Cristo, não é uma realidade neutra, como se fosse uma cera virgem que só espera o selo que lhe dará forma. Isto só teria sido assim se não tivesse havido uma história de pecado entre a criação do homem e a sua redenção. O mundo, como estrutura afastada de Deus, obedece a outro senhor, que o Evangelho de São João denomina como o senhor deste mundo, o inimigo da alma, o que fez com que o cristão fizesse um juramento— no dia de seu batismo— de desobediência, de dizer não ao inimigo, para pertencer somente ao Senhor e à Mãe Igreja que ela engendrou em Jesus Cristo.

Mas o batizado continua vivendo neste mundo e não em outro, não renuncia à cidadania deste mundo nem lhe nega sua honesta contribuição para mantê-lo e melhorá-lo; os deveres de cidadania cívica são também deveres dos cristãos; pagar os impostos é um dever de justiça para o cristão. Jesus disse que nós, seus seguidores, estamos no mundo, mas não somos do mundo (cf. Jo 17,14-15). Não pertencemos ao mundo incondicionalmente, inteiramente, só pertencemos a Jesus Cristo e à sua Igreja, verdadeira pátria espiritual, que está aqui na terra e que transpassa a barreira do espaço e do tempo para desembarcar-nos na pátria definitiva que é o céu.

Esta dupla cidadania inevitavelmente se choca com as forças do pecado e do domínio que move os mecanismos mundanos. Repassando a história da Igreja, Newman dizia que «a perseguição é a marca da Igreja e talvez a mais duradoura de todas».
P. Josep LAPLANA OSB Monje de Montserrat 
(Montserrat, Barcelona, Espanha)
© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors |


DEPOIS DA TEMPESTADE VEM A BONANÇA Mt 10,16-23
HOMILIA

Neste texto Mateus nos mostra que a vida que Jesus nos promete não é uma vida somente de prazeres. Mas sim de tribulações, tempestades, perseguições, calúnias, injúrias e… por sermos discípulos e missionários d’Ele no mundo moderno. Lembra-nos também que os discípulos não terminarão o seu trabalho sem que venha o Filho do Homem.

Sob ponto de vista do que nos é proposto neste texto concluímos que todo o sofrimento só é aceite diante de Deus quando for por amor a Jesus: Por serem meus seguidores, vocês serão levados aos governadores e reis para serem julgados e falarão a eles e aos não-judeus sobre o evangelho. Portanto, os sofrimentos por amor a Jesus não são motivo de tristeza, mas de alegria, sabendo que fomos destinados a isto: vocês serão presos, e levados ao tribunal, e serão chicoteados nas sinagogas. Essa alegria não vem do fato de o cristão gostar de ser perseguido ou de ser reputado mártir, mas pelo testemunho que dá e pelo galardão que se segue. Sofrer pelo Evangelho é um tipo de sofrimento por amor a Jesus, assim como sofrimentos por praticar o bem, sofrimentos por causa da justiça e os sofrimentos como servos de Deus. É preciso que tu sofras por amor ao corpo de Cristo, a igreja. E então, no final de tantas tempestades virá da parte de Deus a bonança para todos nós que tivermos sofridos por causa de Jesus e Seu Evangelho!

Sofrimentos suportados com paciência por um cristão servem de exemplo e testemunho para toda a Igreja. O apóstolo Pedro emprega sete vezes a palavra sofrer e sofrimento com referência a Cristo, encorajam os cristãos a seguirem o exemplo de Jesus.

O sofrimento é a escola de simpatia do Espírito Santo, onde aprendemos a consolar e confortar as pessoas da mesma maneira como Deus o faz. Somente quem enfrentou dor, sofrimento e perdas pode genuinamente consolar os que enfrentam tais situações (Hb 4.15).

O sofrimento é um meio que Deus usa para fazer te fazer crescer na fé. Pedro diz que o sofrimento é comparado à ação do fogo, como um elemento purificador, um elemento que torna o objeto aprovado, aperfeiçoado, confirmado. Deus usa o sofrimento para refinar-nos (Sl 66.10; Sl 119.67, 71).

Todo aquele que quer ser discípulo de Jesus deve estar pronto para enfrentar os problemas decorrentes do discipulado. Ser discípulo de Jesus significa não aceitar os contra valores que estão presentes no mundo e que não permitem que haja vida e vida em abundância, mas denunciar esses contra valores como causa de sofrimento e, ao mesmo tempo, anunciar os valores do Evangelho. Ser discípulo de Jesus significa ser profeta da Nova Aliança e arcar com todas as conseqüências do agir profético, ou seja, a perseguição, o sofrimento e até mesmo a morte. A história da Igreja está repleta de mártires, profetas da Nova Aliança que, por acreditarem nos valores do Evangelho, foram perseguidos e derramaram seu sangue como o Cristo.

Portanto, quando passarmos pelo sofrimento, devemos lembrar Deus está conosco e não permitirá que soframos além do que podemos suportar. Deus converterá em bem todos os sofrimentos e perseguições daqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos Deus se importa conosco, independente da severidade das circunstâncias. Nunca devemos permitir que o sofrimento nos leve a pensar que Deus não nos ama, nem afastar-nos de Jesus (Mt 13.20-21). Devemos recorrer a Deus em oração sincera, esperar até que Ele nos liberte da aflição e confiar que Deus nos dará a graça para suportar a aflição até chegar o livramento. Convém lembrar de que sempre somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou (Rm 8.37; Jo 16.33).

Quero que tu saibas de uma vez por todas que quando passarmos pelo sofrimento, devemos lembrar: Deus está conosco (Sl 23.4; Is 43.2; Hb 13.5) e não permitirá que soframos além do que podemos suportar (1 Co 10.13). Deus converterá em bem todos os sofrimentos e perseguições daqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos (Rm 8.28; 2 Co 4.17). Como aconteceu com José (Gn 50.20).

Acredite: depois da tempestade virá a bonança. Se não duvidares disso, tu e os da tua casa verão a salvação que vem de Deus por Cristo Nosso Senhor que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém!
Fonte https://homilia.cancaonova.com

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LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mt 10,7-15 - 13.07.2017

5ª-feira da 14ª Semana do Tempo Comum
13 de Julho de 2017
Cor: Verde

Evangelho - Mt 10,7-15

De graça recebestes, de graça deveis dar!

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 10,7-15

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
7Em vosso caminho, anunciai:
'O Reino dos Céus está próximo'.
8Curai os doentes, ressuscitai os mortos,
purificai os leprosos, expulsai os demônios.
De graça recebestes, de graça deveis dar!
9Não leveis ouro, nem prata, nem dinheiro nos vossos cintos;
10nem sacola para o caminho,
nem duas túnicas, nem sandálias, nem bastão,
porque o operário tem direito ao seu sustento.
11Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes,
informai-vos para saber quem ali seja digno.
Hospedai-vos com ele até a vossa partida.
12Ao entrardes numa casa, saudai-a.
13Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz;
se ela não for digna, volte para vós a vossa paz.
l4Se alguém não vos receber, nem escutar vossa palavra,
saí daquela casa ou daquela cidade,
e sacudi a poeira dos vossos pés.
15Em verdade vos digo, as cidades de Sodoma e Gomorra
serão tratadas com menos dureza do que aquela cidade,
no dia do juízo.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 10,7-15
«Não leveis nem ouro, nem prata (...) para o caminho»

Hoje, até o imprevisível queremos prever. Hoje, se multiplicam os serviços a domicílio. E se hoje falamos tanto de paz, talvez seja porque temos muita necessidade dela. Hoje, o Evangelho nos fala exatamente desses vários “hoje”. Mas vamos por partes.

Queremos prever até o imprevisível: em breve estaremos fazendo um seguro para o caso do nosso seguro falhar. Ou então quando comprarmos uma calça o vendedor nos vai oferecer um modelo com manchas ou com o desbotado já incluído! O Evangelho de hoje, com a sua proposta de irmos sem bagagem («Não leveis nem ouro nem prata...»), nos convida à confiança e à disponibilidade. Mas nos alerta: isto não significa um descuido nem tampouco improviso. Viver esta realidade só é possível quando nossa vida está enraizada no fundamental: na pessoa de Cristo. Como dizia o Papa João Paulo II, «é necessário respeitar um princípio essencial da visão cristã de vida: a primazia da graça (...). Não se há de esquecer que, sem Cristo, nada podemos fazer» (cf. Jo 15,5).

Também afirmamos que hoje proliferam os serviços a domicílio: não cozinhamos mais em casa, agora o arroz com feijão é feito para você, na sua casa, por outros. Isto é um exemplo de como a sociedade pretende se organizar prescindindo dos outros. Hoje Jesus nos diz: «Ide»; saí. Isto quer dizer, preocupe-se com quem está ao seu lado. Estejamos, portanto atentos e abertos para as necessidades dos mais próximos.

Férias! Uma paisagem tranquila... Serão sinônimos de paz? Talvez devêssemos duvidar disto. Às vezes é um descanso para as angústias interiores, que mais adiante voltarão a despertar. Nós cristãos sabemos que somos portadores de paz, e mais ainda, que esta paz impregna todo nosso ser —mesmo quando à nossa volta o ambiente seja hostil— na medida em que seguirmos de perto a Jesus.

Deixemos que Jesus nos toque, pela força do Cristo de Hoje! E..., «quem encontrou verdadeiramente a Cristo não deve guardá-Lo só para si, deve anunciá-Lo» (João Paulo II).
Rev. D. David COMPTE i Verdaguer 
(Manlleu, Barcelona, Espanha)

© evangeli.net Associació Cultural M&M Euroeditors 


Sejamos mensageiros da esperança e da vida nova em Deus
HOMILIA

Os mensageiros de Deus não podem ser mensageiros do desalento e da desgraça. Devemos ser mensageiros da esperança, do alento e da vida nova em Deus.

“’O Reino dos Céus está próximo’. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!” (Mateus 10,7).

Jesus nos chama a anunciar o Reino de Deus, a anunciar que o Reino de Deus está próximo e no meio de nós. Sabem, meus irmãos e minhas irmãs, a missão daquele que foi conquistado por Jesus é promover o Reino de Deus onde ele está.

A coisa mais dura no mundo é quando os discípulos de Jesus, algumas vezes, promovem muito mais o reino do maligno do que o Reino de Deus! É muito triste ver que, muitas vezes, somos usados e nos permitimos usar e usamos também os outros para criarmos o reino da mentira, da fofoca, do “disse não me disse”, para criarmos divisões, separações e conflitos desnecessários onde era para o Reino de Deus acontecer.

Deus hoje quer nos despertar – nós que somos do Senhor – para que façamos o Reino de Deus acontecer, para que sejamos, de fato, promotores do Reino de Deus. De que modo? Cuidando de nossas doenças e de nossas enfermidades; cuidando das doenças e das enfermidades dos que estão ao nosso lado; ressuscitando os mortos.

Quanta gente sem sentido na vida, caminhando sem rumo e precisando revigorar a vida. Os mensageiros de Deus não podem ser mensageiros do desalento, da desgraça, do “quanto pior melhor”. Nós devemos ser mensageiros da esperança, do alento e da vida nova em Deus!

“Purificai os leprosos, expulsai os demônios” (Mt 10,7), a primeira lepra que nós devemos purificar são as impurezas do nosso próprio coração, da nossa alma e da nossa vida. Ao mesmo tempo, é preciso purificar todas as lepras que estão ao nosso lado, que vão nos deixando apodrecer por dentro e por fora.

Quando nós permitimos que o rancor, a mágoa e o ressentimento cresçam em nós e ao redor de nós, isso vai se tornando uma chaga que, muitas vezes, se torna uma chaga mortal. É nosso dever nos purificarmos daquilo que nos faz mal; é nossa obrigação, como discípulos de Cristo, expulsar o que não é de Deus do meio de nós, termos o coração ligado, a mente ligada, estarmos sóbrios e atentos, porque, muitas vezes, sem percebermos, a força do mal age em nossa mente, age por meio de nossas palavras. E, se não formos atentos, permitiremos que  as coisas do maligno cresçam no meio de nós.

Como os discípulos do Senhor, façamos o Reino de Deus acontecer no meio de nós!

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte http://homilia.cancaonova.com/


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