terça-feira, 14 de abril de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 3,31-36 - 16.04.2015 - O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão.

Senhor,
dai-nos a coragem para testemunharmos em nossos dias,
a tua bondade e a tua misericórdia.
5ª-feira da 2ª Semana da Páscoa
Cor: Branco

Evangelho - Jo 3,31-36

O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 3,31-36

31- 'Aquele que vem do alto
está acima de todos.
O que é da terra,
pertence à terra e fala das coisas da terra.
Aquele que vem do céu
está acima de todos.
32Dá testemunho daquilo que viu e ouviu,
mas ninguém aceita o seu testemunho.
33Quem aceita o seu testemunho
atesta que Deus é verdadeiro.
34De fato, aquele que Deus enviou
fala as palavras de Deus,
porque Deus lhe dá o espírito sem medida.
35O Pai ama o Filho
e entregou tudo em sua mão.
36Aquele que acredita no Filho
possui a vida eterna.
Aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida,
pois a ira de Deus permanece sobre ele'.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 3, 31-36

Devemos procurar Jesus para que, a partir do encontro pessoal com ele, possamos conhecer o próprio Pai. Quando isso acontece, deixamos de pertencer às coisas da terra, porque assumimos novos valores e encontramos em Deus uma nova motivação para viver: a motivação das coisas do alto. A fonte dessa motivação é o dom do Espírito Santo que é derramado sem medida sobre nós e faz com que reconheçamos nas palavras de Jesus as palavras do próprio Deus, que são fonte de verdadeira alegria e de felicidade eterna para todos os que creem nelas e as colocam em prática no dia a dia.
Fonte CNBB



QUEM CRÊ NO FILHO DE DEUS TEM A VIDA ETERNA Jo 3,31-36
HOMILIA

O Evangelho de João, de maneira admirável, une a didática, a poética e o simbolismo. Recorrendo freqüentemente à repetição dos temas e palavras-chave principais da revelação de Jesus, seu Evangelho apresenta um vocabulário bem mais reduzido do que os Evangelhos sinóticos.
Neste texto de hoje, a partir das oposições céu e terra, crer e não crer, são afirmadas a originalidade e a autenticidade do testemunho de Jesus em revelar a Boa-Nova de Deus. Aquele que vem do céu, Jesus, foi enviado para anunciar as palavras de Deus e dar o espírito sem medida. Ele está acima de todos. Quem é da terra, sejam profetas, discípulos ou adversários, só entende segundo suas tradições terrenas. Jesus, enviado por Deus, fala das coisas do céu. Porém, ele dá o espírito sem medida, que inspira a fé e a compreensão das coisas do alto.
O auge da revelação é o dom da vida eterna a todo aquele que crê em Jesus, Filho de Deus. E a vida eterna é conhecer a Deus (17,3), no amor fraterno vivido em comunidade, na missão de resgatar a vida e a dignidade humana no mundo.
No texto de hoje, se apresenta uma clara diferença entre o que vem e fala da terra, e o que vem e fala do céu. Jesus inclui muito bem o que fala da terra, que está limitado pelas condições humanas que o geraram, e o que vem do céu, como é a proposta que ele encarna e que conta com a aprovação, o respaldo e a intervenção do próprio Deus.
O evangelho acentua que quem age sob a vontade de Deus está no céu, e não pode compactuar com quem tem sua consciência identificada com outro tipo de interesses contrários à vontade de Deus. São esses os interesses de nossa consciência, que mostrarão se a união com o Pai é autêntica e geradora de vida eterna.
Jesus foi o único que veio do céu e o primeiro que subiu ao céu. Ninguém antes havia ido para lá. E, quando veio do céu, pela Sua Morte e Ressurreição, Jesus abriu para nós a sua porta. No entanto, só poderá entrar no céu quem acredita que Jesus desceu do céu para inaugurar o seu caminho para nós.
Com efeito, só Jesus pode falar conforme as palavras de Deus para nós e somente Ele dá testemunho do que viu e ouviu do Pai.
Aparentemente parece ser complicado o entendimento disso, mas Deus nos dá Seu Espírito Santo sem medidas e é Ele quem nos esclarece as coisas santas. Tudo se torna mais simples quando paramos de raciocinar e acreditamos no que Jesus nos diz: “Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna e aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida!” Aí então, nós começaremos a “enxergar” as coisas do céu. A vida eterna começa aqui para aquele que cultiva no seu coração a percepção das coisas santas, dos mistérios de Deus. Quanto mais nos aprofundamos no conhecimento de Deus, mais nós nos apropriamos das realidades do céu e começamos a viver a vida eterna, portanto, a fé em Jesus nos abre a porta do céu.
Nossa comunidade deve saber identificar as duas classes de consciências pelas quais o ser humano pode optar: a terrena – limitada, condicionada pelo poder – ou a do céu – livre, comunitária, comprometida. Estes dois pólos de consciência expressam realmente os elementos com que cada uma se identifica: uma com a busca de interesses individuais, e a outra com a criação de uma sociedade igualitária em direitos e humanizada.
Como você encara a realidade do céu? Você consegue perceber quando o céu se abre na sua vida? Como você tem vivido mais: no corpo ou no espírito? O que predomina em você: o céu ou a terra? Pense um pouco sobre isto e peça ao Espírito Santo que revele a você os Seus mistérios. O que vem do alto pode ser chuva, um trovão, um raio, a luz do sol, um meteoro e um avião etc. Mas se a pergunta for: Quem vem do alto? A resposta é única: é Jesus Cristo o Filho de Deus. Ele é único, é superior a todos os seres. Ele desceu do céu para atrair a todos. Os seres terrenos, que temos pensamentos terrenos somos inferiores.
É somente ao nos “enxertarmos” nele que seremos superiores o pior nisso tudo é que alem de sermos inferiores, achamos que podemos tudo, que somos maiores que não precisamos de Jesus Cristo, o único caminho para a vida superior. Ele é o único caminho, sem Ele nada podemos fazer. Vamos nos converter? Vamos buscar mais as coisas do alto?
Pai, faze-me dócil e acolhedor diante do testemunho de Jesus que nos revela a tua Palavra, empenhando-me a levar cada ser humano a entrar em profunda comunhão contigo. Senhor Jesus tirai-nos desse apego exagerado às coisas da terra. Ajudai-nos a buscar mais as coisas do céu.
Fonte Padre BANTU SAYLA

segunda-feira, 13 de abril de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 3,16-21 - 15.04.2015 - Deus enviou seu Filho ao mundo para que o mundo seja salvo por Ele.

Senhor Jesus,
fazei brilhar a luz de vosso amor e de vossa misericórdia
nas realidades mais difíceis,
na vida de nossos irmãos que sofrem.
4ª-feira da 2ª Semana da Páscoa
Cor: Branco

Evangelho - Jo 3,16-21

Deus enviou seu Filho ao mundo para que o mundo seja salvo por Ele.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 3,16-21

16Deus amou tanto o mundo,
que deu o seu Filho unigênito,
para que não morra todo o que nele crer,
mas tenha a vida eterna.
17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo
para condenar o mundo,
mas para que o mundo seja salvo por ele.
18Quem nele crê, nóo é condenado,
mas quem não crê, já está condenado,
porque não acreditou no nome do Filho unigênito.
19Ora, o julgamento é este:
a luz veio ao mundo,
mas os homens preferiram as trevas à luz,
porque suas ações eram más.
20Quem pratica o mal
odeia a luz
e não se aproxima da luz,
para que suas ações não sejam denunciadas.
21Mas quem age conforme a verdade
aproxima-se da luz,
para que se manifeste
que suas ações são realizadas em Deus.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 3, 16-21

A vinda de Jesus ao mundo é a grande manifestação do amor misericordioso de Deus, que não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva, e por isso manda o seu próprio Filho, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele, ou seja, pelo mistério de sua paixão, morte e ressurreição, todas as pessoas que querem viver segundo a luz, realizando as obras de Deus, e fugir das obras das trevas, fugir do pecado e das suas conseqüências, deixam de ser escravas do pecado e da morte e tornam-se livres, filhos e filhas de Deus, para viver segundo a graça e caminhar na esperança de que viverá eternamente junto de Deus.
Fonte CNBB



QUEM CRÊ NÃO É JULGADO Jo 3,16-21
HOMILIA

Ao contrário do que muitas vezes nós pensamos Jesus não veio ao mundo para condenar as nossas más ações, mas, justamente para nos ajudar a não mais cometê-las. A salvação de Jesus implica, porém, em que nós o acolhamos e não o rejeitemos. No Evangelho de hoje mais uma vez Jesus afirma categoricamente. Ele não nos vai condenar. Antes pelo contrário, somos nós que nos condenamos ao não acreditar nas Suas Palavras: “Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado.”

“Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más.” Quem rejeita a Luz vive nas trevas e é condenado pelas suas próprias obras. Quem não crê em Jesus e dele não se aproxima, rejeita a luz e tem medo de que a verdade seja revelada porque as suas ações são más.

Jesus é a luz enviada pelo Pai não para condenar, mas para nos salvar. Luz que iluminou e continua iluminando através dos missionários de hoje, as nossas mentes, conduzindo-nos a seguir o verdadeiro caminho da verdade e da vida em abundância.

Mas Essa luz é tão forte, penetrante e ofuscante que às vezes fugimos dela, para que ninguém veja a nossa sujeira, representada pela nossa inveja, o nosso egoísmo, a nossa ganância por mais riqueza do que na verdade necessitamos, etc. Então, ficar no escuro, no esconderijo, disfarçado, fugir da igreja, é a sugestão de satanás, para que não sejamos iluminados pela Luz.

É por isso que o mestre disse: “Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.”

Jesus veio iluminar a nossa mente e o nosso caminho a ser seguido. Ele nos mostrou de várias maneiras que longe de Deus não há felicidade. Nos convidou a segui-lo, mostrou-nos que Ele era o Próprio Deus, para que acreditássemos Nele, e tivéssemos um dia a vida eterna. Porém, muitos recusaram assim como hoje continuam recusando o seu convite. É convite por que Ele respeita a nossa decisão, a nossa escolha, o nosso sim ou não. Mas também não nos esqueçamos de rezar pela conversão principalmente daqueles a que dirigimos a palavra de Deus. Peçamos a Jesus que nos perdoe, nos proteja, e ao Espírito Santo que nos ilumine para que possamos levar a Luz para tanto quanto pudermos.

No entanto, se confiamos em Jesus, as nossas boas ações serão evidenciadas porque são elas realizadas em Deus, pelo poder do Seu Espírito Santo. Com efeito, a fé em Jesus Cristo é o meio mais eficaz para que nos aproximemos da luz de Deus. A luz esclarece, a luz tira da ignorância, a luz dá o norte, dá a direção. Jesus é a Luz do mundo, quem nele crer não ficará nas trevas. Ele veio para tirar todos os homens das trevas. Praticar o mal é não crer em Jesus, não se aproximar da Sua Luz, não aderir ao Seu projeto de Salvação. A Palavra de Deus nos assegura tudo isso. Ainda há tempo para que o mundo seja salvo. Ajudemos, portanto, a iluminá-lo com a luz de Deus que recebemos no nosso Batismo.

Você crê em Jesus como Luz para a sua vida? Como é que nós podemos iluminar o mundo com a Luz de Cristo? Qual é a virtude em você que mais revela ao mundo a luz de Jesus? Você tem tido a coragem de ficar debaixo da Luz, embora que a sua verdade seja descoberta? – Qual seria o primeiro passo para você fazer isto?
Fonte Canção Nova

domingo, 12 de abril de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 3,7b-15 - 14.04.2015 - Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem.

Para que,
vivendo a nossa fé na ressurreição de Cristo,
testemunhemos a verdade de Cristo
com a nossa vida e nossas ações.
3ª-feira da 2ª Semana da Páscoa
Cor: Branco

Evangelho - Jo 3,7b-15

Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele
que desceu do céu, o Filho do Homem.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 3,7b-15

Naquele tempo disse Jesus a Nicodemos:
7bVós deveis nascer do alto.
8O vento sopra onde quer
e tu podes ouvir o seu ruído,
mas não sabes de onde vem, nem para onde vai.
Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito'.
7Não te admires por eu haver dito:
Vós deveis nascer do alto.
8O vento sopra onde quer
e tu podes ouvir o seu ruído,
mas não sabes de onde vem, nem para onde vai.
Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito'.
9Nicodemos perguntou:
'Como é que isso pode acontecer?'
10Respondeu-lhe Jesus:
'Tu és mestre em Israel,
mas não sabes estas coisas?
11Em verdade, em verdade te digo,
nós falamos daquilo que sabemos
e damos testemunho daquilo que temos visto,
mas vós não aceitais o nosso testemunho.
12Se não acreditais,
quando vos falo das coisas da terra,
como acreditareis
se vos falar das coisas do céu?
13E ninguém subiu ao céu,
a não ser aquele que desceu do céu,
o Filho do Homem.
14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto,
assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado,
15para que todos os que nele crerem
tenham a vida eterna.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 3, 7b-15

A Vida nova, a Vida segundo o Espírito, não é algo que a pessoa humana possa conseguir por si mesma, uma vez que é algo que está muito além da sua própria natureza, portanto algo que foge às suas capacidades. A Vida nova é a vida da graça, que nos é dada pelo próprio Deus, a partir do mistério pascal de Jesus. A condição para a participação nessa Vida em Cristo é a fé; todos os que acreditam que Jesus, crucificado, morto e ressuscitado, é o Filho de Deus, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade que se fez homem para ser o Emanuel, o Deus conosco, recebem dele o dom da Vida em plenitude, o dom da vida eterna.
Fonte CNBB



JESUS E NICODEMOS Jo 3,7b-15
HOMILIA

Estamos diante de uma contradição entre a incredulidade dos judeus, representados por Nicodemos, e o anúncio do novo trazido por Jesus. Nicodemos embora sendo meste não entende por estar preso ao passado. Ainda não conseguiu enxergar a água que regenera o homem tornando-o uma nova criatura.

Urge pôr de uma vez por todas na cabeça que, quem se faz discípulo do Ressuscitado deve dispor-se a viver a aventura do Espírito que o transforma. Esta exigência está contida na afirmação enigmática de Jesus: “O vento sopra onde quer; você escuta o barulho, mas, não se sabe nem de onde vem nem para onde vai. A mesma coisa acontece com quem nasceu do Espírito”.

Este alerta é fundamental para quem foi iniciado no processo de discipulado. Tornar-se discípulo de Jesus comporta colocar-se à inteira disposição do Espírito. Só assim, irá se precaver contra a tentação de querer aprisionar o Espírito e colocar Deus dentro dos próprios limites humanos. Opção empobrecedora, pois impede o ser humano de deixar desabrochar toda a riqueza de dons que lhe foi confiada por Deus. Fechando-se dentro de seus próprios limites, o discípulo tende a acomodar-se, a não ser criativo, e a contentar-se com o pouco, a deixar-se abater pelas críticas, pelas incompreensões e pelos insucessos.

Soprando onde e como quer, o Espírito proporciona ao discípulo um dinamismo incomum, a ponto de se admirar com os próprios feitos. Embora pequeno e frágil, não temerá realizar grandes empresas. Tornar-se-á forte diante das contrariedades da vida, a ponto de superá-las todas, e destemido em se tratando de dar testemunho do Ressuscitado. Mostrar-se-á, também, possuidor de uma sabedoria, antes desconhecida; e manterá viva a chama da fé e da esperança, quando o fracasso bater à sua porta. Basta deixar-se conduzir pelo Espírito!

A subida de Jesus para junto do Pai manifesta a sua origem divina e garante a verdade da palavra que Ele nos anunciou. A sua Ressurreição é testemunho a favor de tudo o que Ele nos ensinou. Quem dera meu irmão, minha irmã que todos nós nos abríssemos profundamente para receber o dom de Deus que consiste em nascer pela água e pelo espírito!

É, necessário aceitar esse testemunho e ser-lhe fiel, para que o novo nascimento, que é o Baptismo, nos introduza verdadeiramente na Vida Eterna.

Fonte Padre BANTU SAYLA

sábado, 11 de abril de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 3,1-8 - 13.04.2015 - Se alguém não nasce da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus.

Ó Deus,
renovai-nos e fazei-nos compreender o batismo que nos lavou,
o Espírito que nos deu vida nova e o sangue que nos redimiu.
2ª-feira da 2ª Semana da Páscoa
Cor: Branco

Evangelho - Jo 3,1-8

Se alguém não nasce da água e do Espírito,
não pode entrar no Reino de Deus.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 3,1-8

1Havia um chefe judaico,
membro do grupo dos fariseus,
chamado Nicodemos,
2que foi ter com Jesus, de noite,
e lhe disse:
'Rabi, sabemos que vieste como mestre
da parte de Deus.
De fato, ninguém pode realizar os sinais que tu fazes,
a não ser que Deus esteja com ele'.
3Jesus respondeu:
'Em verdade, em verdade te digo,
se alguém não nasce do alto,
não pode ver o Reino de Deus'.
4Nicodemos disse:
'Como é que alguém pode nascer, se já é velho?
Poderá entrar outra vez no ventre de sua mãe?'
5Jesus respondeu:
'Em verdade, em verdade te digo,
se alguém não nasce da água e do Espírito,
não pode entrar no Reino de Deus.'
6Quem nasce da carne é carne;
quem nasce do Espírito é espirito.
7Não te admires por eu haver dito:
Vós deveis nascer do alto.
8O vento sopra onde quer
e tu podes ouvir o seu ruído,
mas não sabes de onde vem, nem para onde vai.
Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito'.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 3, 1-8

O Evangelho de hoje nos mostra uma nova oposição entre o velho e o novo, que não acontece mais segundo o tempo, mas segundo a condição do homem diante de Deus. O homem velho é o homem do Antigo Testamento, o homem que vive segundo a lei, é escravo do pecado e da morte. O homem novo é o homem que participa da Nova Aliança, é cidadão do Reino de Deus, não vive mais segundo a lei, mas vive o novo mandamento, o mandamento do amor, não é mais escravo do pecado, mas é filho de Deus, é livre e vive segundo a graça e não é mais prisioneiro da morte porque tem a Vida nova em Cristo.
Fonte CNBB



É PRECISO NASCER DE NOVO Jo 3,1-8
HOMILIA

Neste texto do Evangelho de hoje, temos a conclusão do diálogo de Jesus com Nicodemos. O evangelista João recorre ao simbolismo da serpente de bronze (cf. Nm 21,9) – a qual, pela fé, libertava das mordidas mortais das serpentes do deserto para aplicá-lo à fé em Jesus, pelo qual se tem a vida eterna. Este diálogo com Nicodemos é um convite à conversão. Coloca em confronto as duas opções: aquele que crê e aquele que não crê, aquele que pratica o mal e ama as trevas e aquele que pratica a verdade e se aproxima da luz.

Jesus rejeitava, muitas vezes, aqueles que tentavam segui-lo. A um jovem rico que buscava o seu conselho, ele replicou com palavras tão fortes que o homem foi embora entristecido, não disposto a seguir Jesus a tão alto preço. A um importante líder religioso, Nicodemos, que tinha vindo louvando Jesus, o Senhor respondeu abruptamente: Você tem que nascer de novo, se quiser ao menos ver o reino de Deus! Jesus pintava francamente as dificuldades em segui-lO e rejeitava todos os que tentavam fazê-lo de forma inadequada. Jesus pregou sobre o tema: “Não pode ser meu discípulo”, discutindo abertamente a necessidade de calcular o custo antes de embarcar na vida de discípulo.

Não era porque Jesus não quisesse seguidores. Ele veio ao mundo para buscar e salvar os perdidos. Ele estava profundamente comovido pelas multidões perdidas e ansiava pela sua conversão. Mas Jesus sabia que não seria fácil para os homens segui-lO e que eles estariam inclinados a enganarem-se a si mesmos, pensando que eram discípulos, quando não eram. O Senhor nunca deixou de declarar francamente o que a conversão real exige.

A troca de palavras entre Jesus e Nicodemos, neste Evangelho de hoje, é fascinante. Nicodemos era um chefe religioso. Ele veio a Jesus, louvando seus ensinamentos e milagres. É difícil saber o que se passava na mente de Nicodemos, enquanto falava. Talvez estivesse esperando louvor, uma posição na administração de Jesus ou um voto de confiança pela obra que ele mesmo estava fazendo, como mestre em Israel. Mas a resposta surpreendente de Jesus foi: “Nicodemos, você precisa começar tudo de novo, se quiser entrar no reino de Deus.” Seja o que for que Nicodemos estivesse esperando, não era isto! A resposta de Jesus significava que toda a religião de Nicodemos, toda a sua atividade no ensino, toda a sua posição no judaísmo, eram sem valor, em relação ao domínio de Deus. Nós também precisamos ver que toda a nossa religião e nossa própria grandeza nada valem. As realizações do passado nada representam. Precisamos recomeçar tudo novamente para sermos capazes de entrar num relacionamento com Deus.

Mas para isso basta olhar para o que Jesus ensinou! Para Ele é loucura começar um projeto sem entender primeiro o que será exigido para terminá-lo. Ele ilustrou com a idéia de um homem que começou a construir uma torre, mas loucamente esqueceu de fazer um orçamento para determinar se teria fundos para completá-la, e assim teve que parar no meio do projeto. A verdadeira conversão necessita de um cuidadoso exame do estilo de vida que Deus espera do convertido.

O arrependimento, que é essencial à verdadeira conversão, envolve morte ao pecado. A Bíblia o compara à morte e ressurreição de Cristo. Tem que haver uma mudança de estilo de vida radical. A Bíblia usa termos como matar o velho homem e revestir-se com o novo, e descreve com minúcias as mudanças exatas que precisam ser feitas. Maus hábitos — embriaguez, imoralidade sexual, ira, ganância, orgulho, etc. — precisam ser eliminados da própria vida, ao passo que devem ser acrescentados o amor, a verdade, a pureza, o perdão e a humildade. Este é o resultado do arrependimento.

Muitas pessoas tentam ser convertidas e converter outras, sem arrependimento. Elas ensinam um cristianismo indolor, que não exige sacrifício. Elas salientam as emoções, a felicidade e as bênçãos, porém pensam pouco sobre as mudanças reais que a conversão exige na vida diária da pessoa. Entendamos isto claramente: Não há conversão sem transformação. Aquele que creu e foi batizado, aquele que até mesmo foi aceito numa igreja e participa fielmente das atividades religiosas, mas que não se arrependeu, não é salvo. O arrependimento é um compromisso sério, determinado, para mudar sua própria vida.

Para tomar parte realmente na Ceia do Senhor, a pessoa precisa de nascer de novo, no poder a água e do Espírito Santo. Ela precisa executar o ato certo, pelo motivo certo. A pessoa precisa ser um discípulo fiel.
Fonte Canção Nova

sexta-feira, 10 de abril de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 20,19-31 - 12.04.2015 - Oito dias depois, Jesus entrou.

Senhor Jesus,
vivo em nosso meio,
fortalecei-nos em nossa fé e concedei-nos a vossa paz.
2º Domingo da Páscoa
Cor: Branco

Evangelho - Jo 20,19-31

Oito dias depois, Jesus entrou.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 20,19-31

19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana,
estando fechadas, por medo dos judeus,
as portas do lugar onde os discípulos se encontravam,
Jesus entrou e pondo-se no meio deles,
disse: 'A paz esteja convosco'.
20Depois destas palavras,
mostrou-lhes as mãos e o lado.
Então os discípulos se alegraram
por verem o Senhor.
21Novamente, Jesus disse: 'A paz esteja convosco.
Como o Pai me enviou, também eu vos envio'.
22E depois de ter dito isto,
soprou sobre eles e disse: 'Recebei o Espírito Santo.
23A quem perdoardes os pecados
eles lhes serão perdoados;
a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos'.
24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze,
não estava com eles quando Jesus veio.
25Os outros discípulos contaram-lhe depois:
'Vimos o Senhor!'. Mas Tomé disse-lhes:
'Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos,
se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos
e não puser a mão no seu lado, não acreditarei'.
26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos
novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles.
Estando fechadas as portas, Jesus entrou,
pôs-se no meio deles e disse: 'A paz esteja convosco'.
27Depois disse a Tomé:
'Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos.
Estende a tua mão e coloca-a no meu lado.
E não sejas incrédulo, mas fiel'.
28Tomé respondeu: 'Meu Senhor e meu Deus!'
29Jesus lhe disse: 'Acreditaste, porque me viste?
Bem-aventurados os que creram sem terem visto!'
30Jesus realizou muitos outros sinais
diante dos discípulos,
que não estão escritos neste livro.
31Mas estes foram escritos para que acrediteis que
Jesus é o Cristo, o Filho de Deus,
e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 20,19-31
Como se chega à fé na ressurreição de Jesus Cristo?

Os textos do evangelho dos domingos do tempo pascal são uma catequese sobre a ressurreição. Eles não dizem como Jesus ressuscitou dos mortos, mas comunicam a experiência daqueles que, por primeiro, experimentaram que o Senhor, no Espírito, estava vivo no meio deles, e, ainda, indicam os critérios pelos quais se pode experimentar e reconhecer a presença de Jesus ressuscitado. Como se chega à fé na ressurreição de Jesus Cristo? Nosso texto apresenta duas etapas com um intervalo de oito dias. Na primeira etapa, Tomé não estava; na segunda, ele estava reunido com os outros discípulos. Os discípulos se encontram reunidos no primeiro dia da semana. É como se fosse o primeiro dia da criação, em que a luz foi feita (Gn 1,3). Efetivamente, a ressurreição do Senhor é luz que anuncia uma nova criação em Cristo. No lugar em que os discípulos estavam reunidos, as portas estavam aferrolhadas por medo dos judeus. Essa observação seguida da notícia de que Jesus se colocou no meio deles é importante para compreender que a presença do Senhor não exige mais um corpo carnal para ser reconhecida. O seu corpo é glorioso e sua presença prescinde da visibilidade. O que ele comunica é a paz, sinal e dom de sua presença. É nesse primeiro dia da semana que o Espírito é dado como sopro do Senhor para a missão e a reconciliação. A ausência de Tomé é importante para o propósito do texto. Ele se recusa a crer no que os outros discípulos anunciavam: “Vimos o Senhor”. Passados oito dias, estando Tomé com os demais discípulos, no mesmo lugar da reunião, Jesus se faz presente e é sentido e reconhecido com o sinal de sua presença: a paz. O diálogo de Jesus com Tomé permite ao leitor compreender que se chega à fé no Cristo Ressuscitado e na sua gloriosa ressurreição através do testemunho da comunidade. Não há acesso imediato à ressurreição de Jesus Cristo, mas somente mediato, isto é, através do testemunho. É a recepção desse testemunho que permite experimentar na própria vida os efeitos da Ressurreição do Senhor. Nesse sentido, a fé é fundamentalmente “tradição”. Mas Tomé não é, no relato, o homem da dúvida somente e que busca crer por si mesmo ou que julga que só é digno de fé o que pode ser tocado ou demonstrado. Ele é homem de fé, transformado pelo Senhor, capaz de reconhecer o dinamismo próprio pelo qual se chega à fé. A ressurreição de Cristo é o nosso grande bem. Ela é a vida nova de Jesus Cristo, no Espírito Santo. Essa vida nova nos é comunicada pela ação do Espírito que Deus, na sua imensa bondade, quis fazer habitar em nossos corações.
Pe. Carlos Alberto Contieri

Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&action=busca_result&data=12%2F04%2F2015#ixzz3WvuZy0vP 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 



COMPROMISSO COM CRISTO RESSUSCITADO Jo 20,19-31
HOMILIA

Nas tradições das primeiras comunidades circulavam dois tipos de textos sobre a ressurreição: uns relativos à constatação do túmulo vazio e outros relacionados às aparições do ressuscitado. Em Marcos encontramos apenas a tradição do túmulo vazio. Os demais evangelistas combinam-se ao coletar textos extraídos das duas tradições. No texto de hoje, do Evangelho de João, temos a narrativa do encontro do túmulo vazio. Em continuação, o Evangelho apresentará as narrativas de aparições. A tradição do túmulo vazio suscita a fé no ressuscitado sem vê-lo.

Precisamos fazer um rebusco ao que Jesus disse aos discípulos na última ceia. Ele já comunicara aos discípulos, de maneira expressiva, a sua paz; e agora, na condição de ressuscitado, a renova. Jesus aparece entre os discípulos reunidos, anuncia-lhes a paz e mostra-lhes as chagas.

A primeira testemunha do cumprimento destas palavras foi Maria Madalena que chega ao túmulo. Vê a pedra que o fechava removida e acha que roubaram o corpo. Ela o comunica a Pedro e ao discípulo que Jesus amava. Este discípulo é mais ágil do que Pedro ao dirigir-se ao túmulo; porém, em consideração a ele, deixa que entre primeiro. O pano que tinha coberto a cabeça de Jesus estava enrolado num lugar à parte. O discípulo que Jesus amava viu e creu na presença viva de Jesus. Até então não tinham compreendido que Ele ressuscitaria. Contudo, os sinais do túmulo vazio são suficientes para o discípulo amado crer que Jesus continuava vivo.

No Evangelho de hoje, os discípulos estão com as portas trancadas com medo dos judeus. Este detalhe exprime a situação da comunidade de João, excluída pelos judeus, os quais, inclusive, denunciavam os cristãos aos romanos. Porém, a presença do ressuscitado liberta a comunidade do medo e lhes traz a alegria. O mostrar as chagas das mãos e a do lado é a confirmação de identificação do ressuscitado com Jesus de Nazaré, que foi crucificado. Agora, conforme anunciara nos discursos de despedida, Jesus comunica aos discípulos o Espírito, soprando sobre eles.

Os discípulos são enviados em missão, com o conforto do Espírito. Suas comunidades, que vivem na comunhão e partilha, movidas pela fé em Jesus, são responsáveis pela prática da misericórdia no acolhimento dos excluídos como pecadores e de todos aqueles que se sentem atraídos por Jesus. A partir da experiência de Tomé, Jesus proclama a bem-aventurança da fé. Começa o tempo dos bem-aventurados que não viram e creram.

Em Atos, Lucas narra o anúncio de Pedro: a partir do batismo de João, iniciou-se o ministério libertador de Jesus, por toda parte, até sua morte na cruz. Porém, ressuscitado, continua presente entre os discípulos. É o mesmo Jesus de Nazaré, Filho de Deus encarnado, que a todos comunicou eternidade e vida divina. As primeiras comunidades tinham consciência de que, pelo batismo, já viviam como ressuscitadas, isto é, em união com Jesus em sua eternidade e divindade.

Comprometer-se, hoje, com o projeto vivificante de Jesus, na justiça, no amor, na partilha, é viver a ressurreição, em comunhão com o Deus eterno.
Fonte Canção Nova

quinta-feira, 9 de abril de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Mc 16,9-15 - 11.04.2015 - Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho.

Pai,
livra-me da incredulidade
que me impede de ser proclamador da ressurreição de teu Filho Jesus,
por quem nos é oferecida a tua salvação.
Sábado na Oitava da Páscoa
Cor: Branco

Evangelho - Mc 16,9-15

Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho.

+ Proclamaçóo do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 16,9-15

9Depois de ressuscitar,
na madrugada do primeiro dia após o sábado,
Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena,
da qual havia expulsado sete demônios.
10Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus,
que estavam de luto e chorando.
11Quando ouviram que ele estava vivo
e fora visto por ela, não quiseram acreditar.
12Em seguida, Jesus apareceu a dois deles,
com outra aparência, enquanto estavam indo para o campo.
13Eles também voltaram e anunciaram isso aos outros.
Também a estes não deram crédito.
14Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos
enquanto estavam comendo,
repreendeu-os por causa da falta de fé
e pela dureza de coração,
porque não tinham acreditado
naqueles que o tinham visto ressuscitado.
15E disse-lhes:
'Ide pelo mundo inteiro
e anunciai o Evangelho a toda criatura!
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mc 16, 9-15

Para que possamos conhecer verdadeiramente Jesus, duas coisas são necessárias. A primeira é a atuação da graça divina que nos revela quem é Jesus na sua divindade e na sua atuação messiânica e a segunda é a nossa abertura a essa graça para que possamos acolher a atuação divina em nós. A partir desses dois elementos, podemos compreender melhor qual é o papel do evangelizador e qual a essência da nossa missão. Movidos pelo grande protagonista da missão que é o Espírito Santo, somos chamados a ser canais de graça na vida das pessoas e ao mesmo tempo a preparar os corações das pessoas para que sejam terreno fértil para o evangelho e acolham a Cristo em suas vidas.
Fonte CNBB



IDE POR TODO O MUNDO E ANUNCIA O EVANGELHO Mc 16,9-15
HOMILIA

A Boa-Nova do amor de Deus e do dom da vida eterna, revelada por seu Filho, é para ser anunciada ao mundo inteiro.

O evangelho de Marcos terminava com as mulheres junto ao túmulo vazio e o anúncio da ressurreição pelos anjos. Jesus presente pede que os discípulos partam para a Galiléia. Hoje Jesus aparece aos onze discípulos e os envia em missão a fim de anunciarem o Seu Reino de amor e de paz, fazendo todos os homens e mulheres discípulos. Oito dias depois Ele aparece de novo. Quero de modo muito especial destacar o dia em que acontece a missão: Domingo bem cedo. É o primeiro dia da semana, e portanto, dia do trabalho. Mas que tipo de trabalho? É o dia que para nós Deus refez tudo de novo. Nova terra e novos céus iniciaram com a vitória do Mestre sobre a morte. Dia do poder salvador de Deus.

“Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura”. Esta é a missão a que todo cristão é chamado depois de experimentar na sua vida a força da ressurreição de Jesus. Quem não tem consciência disso ainda está nas trevas da incredulidade e presta culto antes a um ilustre defunto do que a Cristo, Senhor da vida.

Que o tempo pascal fortaleça a nossa fé não só na ressurreição de Cristo, mas também na presença dele na Igreja, no meio de nós. Peçamos a coragem de anunciar o seu Evangelho, o que consiste fundamentalmente em anunciar o seu mistério pascal.

À Madalena, a pecadora Jesus ressuscitado apareceu faz dela a primeira anunciadora da notícia da Ressurreição. Para os discípulos de Emaús aparece o Salvador e os liberta da dor. Aos onze discípulos aparece e lhes Censura a dureza de coração e a falta de Fé no que Moisés e os Profetas anunciaram e os envia em missão a pregar pelo mundo inteiro consequentemente quem acreditasse nas suas palavras e fosse batizado seria salvo. Hoje esta missão é minha é tua. Precisamos assumi-la com unhas e dentes para que a notícia da Ressurreição chegue aos confins da terra.
Fonte Canção Nova

quarta-feira, 8 de abril de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Jo 21,1-14 - 10.04.2015 - Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe.

Pai,
que a presença do Ressuscitado
reforce a comunhão com meus irmãos e minhas irmãs de fé,
a fim de podermos atrair para ele
muitas outras pessoas de boa vontade.
6ª-feira na Oitava da Páscoa
Cor: Branco

Evangelho - Jo 21,1-14

Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles.
E fez a mesma coisa com o peixe.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 21,1-14

Naquele tempo:
1Jesus apareceu de novo aos discípulos,
à beira do mar de Tiberíades.
A aparição foi assim:
2Estavam juntos Simão Pedro,
Tomé, chamado Dídimo,
Natanael de Caná da Galiléia,
os filhos de Zebedeu
e outros dois discípulos de Jesus.
3Simão Pedro disse a eles: 'Eu vou pescar'.
Eles disseram: 'Também vamos contigo'.
Saíram e entraram na barca,
mas não pescaram nada naquela noite.
4Já tinha amanhecido,
e Jesus estava de pé na margem.
Mas os discípulos não sabiam que era Jesus.
5Então Jesus disse:
'Moços, tendes alguma coisa para comer?'
Responderam: 'Não'.
6Jesus disse-lhes:
'Lançai a rede à direita da barca, e achareis.'
Lançaram pois a rede
e não conseguiam puxá-la para fora,
por causa da quantidade de peixes.
7Então, o discípulo a quem Jesus amava
disse a Pedro: 'É o Senhor!'
Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor,
vestiu sua roupa, pois estava nu,
e atirou-se ao mar.
8Os outros discípulos vieram com a barca,
arrastando a rede com os peixes.
Na verdade, não estavam longe da terra,
mas somente a cerca de cem metros.
9Logo que pisaram a terra,
viram brasas acesas,
com peixe em cima, e pão.
10Jesus disse-lhes:
'Trazei alguns dos peixes que apanhastes'.
11Então Simão Pedro subiu ao barco
e arrastou a rede para a terra.
Estava cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes;
e apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu.
12Jesus disse-lhes: 'Vinde comer'.
Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar
quem era ele, pois sabiam que era o Senhor.
13Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles.
E fez a mesma coisa com o peixe.
14Esta foi a terceira vez que Jesus,
ressuscitado dos mortos,
apareceu aos discípulos.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 21, 1-14

Diante das dificuldades, muitas vezes temos a tendência de enfraquecer, de voltar à vida de antes, parece que perdemos o rumo e a motivação. Pedro e os demais discípulos desanimaram e quiseram voltar à vida de pescadores de peixes, como muitas vezes queremos voltar à vida da imaturidade na fé. Jesus realiza mais uma vez o milagre da pesca milagrosa, para que os apóstolos se recordem que não são pescadores de peixes. Assim também, ele atua em nossas vidas, para que o Mistério Pascal não seja apenas celebração, mas processo de maturação, a fim de que possamos crescer cada vez mais na fé, e um dia atingir a estatura de Cristo.
Fonte CNBB



JESUS APARECE AOS DISCÍPULOS Jo 21,1-14
HOMILIA

É pela terceira vez que Jesus aparece aos seus amigos, desta vez foi junto ao lago de Tiberíades. O que mais se destaca aqui é a fé em Jesus que brota do coração e não dos olhos somente. Somos convidados a confiar no testemunho idôneo daqueles que o rodearam e adquiram a inteligibilidade da verdade do testemunho da Sua Ressurreição.

A certeza de que estás vivo Senhor, é o testemunho autêntico daqueles a quem aparecestes e a Tua própria palavra no mar de Tiberíades. Infelizmente ainda hoje, muitas dúvidas vão persistindo algumas vezes na nossa mente induzida pelos profetas da desgraças que espalham falsas doutrinas e até as vezes com fundamentos cientificamente comprovadas. Mas tudo isso porque somos homens e mulheres de pouca fé. Perdoa-nos na nossa mesquinhez a auxilia-nos a crescer na fé na Tua pessoa e na Tua Palavra.

Senhor Jesus, Tu caminhas lado a lado conosco na estrada da nossa vida, acompanhando-nos nas nossas amarguras e nas nossas tristezas. Raramente, porém, conseguimos ter os olhos abertos para Te ver, e os ouvidos atentos para Te escutar…

Minha irmã, e meu irmão. Deus lhe chama. Será que o caminho que você está tentando seguir e que não está dando muito certo é o caminho de Jesus? Olha que aquele que disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, está conosco. Ele nos convida a lançar a rede para o outro lado da barca. Você se preocupa com o seu sustento! Não se preocupe com dinheiro! Pois Ele cuidará de tudo. É só confiar e jogar a sua rede do outro lado. Converter é mudar de rumo, de caminho. Converta-se, mude agora o seu caminho para Deus, e será uma pessoa nova como o Cristo ressuscitado!

Juntos peçamos ao Senhor nosso Deus para que Seu Filho Ressuscitado nos auxilie em tudo. E como apareceu aos discípulos

Meu Senhor e meu Deus auxiliam-nos, a saber, ver-Te a nosso lado, acompanhando-nos em todos os momentos da nossa vida, de tal modo que o nosso coração inflamado por Ti, consiga transmitir a Tua constante presença, a fim de que saibamos, com ardor, comunicá-la a todos aqueles que nos rodeiam.

Senhor Jesus, ajuda-nos a estarmos atentos à tua presença nos diversos momentos da nossa vida. Quando escutamos a Tua Palavra, que ela nos alegre, pois é a Tua presença; quando entramos na intimidade através da Eucaristia, que ela nos consiga a paz, quando Te conseguimos descobrir nos outros, que nos estimule o espírito missionário e de serviço.

Muitas vezes a canseira do dia a dia nos torna quebrados e sem rumo para a nossa vida. Sem a Vossa presença o barco da nossa vida regressa do mar vazio, sem peixe. A nossa vida fica sem sabor e razão de viver. Só com a Tua presença. Tudo ganha sentido como foi para os dois discípulos no mar de Tiberíades. Temos a certeza de que convosco a canseira de uma noite inteira na faina de pescar resultara inútil. Pois à indicação da Vossa palavra, que se encontra na margem do nosso desespero, faz abundar de peixe as redes da nossa vida a ponto de quase se rebentarem.

É verdade, Senhor, eu creio! Sem Ti por perto, nada conseguiremos. A nossa sabedoria, a nossa habilidade, os nossos conhecimentos, nada conseguem se a Tua presença não informar a nossa ação.

Por isso, insistentemente Te suplico, Senhor Jesus, não nos deixes separar de Ti. Que a Tua presença sempre se faça sentir na nossa ação quotidiana e que nós jamais empreendamos qualquer atividade sem Te ter presente como guia, conselheiro e distribuidor providente de todo o nosso alimento que fortifica e dá sentido à nossa vida.

Pai, que a presença do Ressuscitado reforce a comunhão com meus irmãos e minhas irmãs de fé, a fim de podermos atrair para Ele muitas outras pessoas de boa vontade.
Fonte Canção Nova