segunda-feira, 6 de agosto de 2012

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - 07.08.2012 - Salva-me, Senhor!

Evangelho (Mateus 14,22-36)
Terça-Feira, 7 de Agosto de 2012
18º Semana Comum


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Depois que a multidão comera até saciar-se, 22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”
28Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir a teu encontro, caminhando sobre a água”. 29E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32Assim que subiram na barca, o vento se acalmou.
33Os que estavam na barca, prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!” 34Após a travessia desembarcaram em Genesaré. 35Os habitantes daquele lugar reconheceram Jesus e espalharam a notícia por toda a região. Então levaram a ele todos os doentes; 36e pediam que pudessem, ao menos, tocar a barra de sua veste. E todos os que tocaram, ficaram curados.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.



HOMILIA
Salva-me, Senhor!
agosto 7th, 2012

Depois de Jesus ter alimentado, milagrosamente, o povo que estava como “ovelha sem pastor”, manda Seus discípulos navegarem de volta a Genesaré, enquanto Ele despedia as multidões.
Após isso, o Senhor subiu o monte, a sós, para orar. Era uma situação difícil. Ele tinha que se fortalecer mediante a oração para agir sabiamente conforme a vontade do Pai. No crepúsculo do monte, Jesus viu os discípulos ao longe remando, vigorosamente, na escuridão, pois enfrentavam um forte vento contrário.
Em altas horas da madrugada, Seus discípulos O viram andando sobre a água, em vias de ultrapassar o seu barco. Assustados, pensaram que fosse um fantasma. E gritaram, com medo. Nunca haviam visto um fantasma, mas um homem de verdade não podia andar sobre a água assim! Assustados, ficam sem rumo a tomar. Quantas vezes também passamos por “tempestades” nesta vida e, com perplexidade, lutamos para vencer os problemas que nos parecem insolúveis.
Não devemos nos desesperar, porque sabemos que nosso Salvador sabe da nossa situação e virá nos socorrer a tempo. Saiba que o Senhor não se divertiu com a aflição dos discípulos, mas, imediatamente, os tranquilizou: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo”. Pedro se animou tanto – ao vê-Lo andando sobre a água assim – que pediu permissão para fazer o mesmo e ir até Ele.
Aqui vemos a fé de Pedro: estava disposto a fazer uma coisa que era naturalmente impossível, mesmo arriscando sua própria vida naquelas águas perigosas, convicto de que o Senhor Jesus lhe daria o amparo necessário se Ele assim quisesse! A fé é provada pelas obras.
O Senhor disse a Pedro, simplesmente: “Venha!”. O apóstolo desceu do barco e andou sobre a água para ir ter com o Mestre. Não ficou na intenção, mas demonstrou a legitimidade da sua fé. Nossa fé é, muitas vezes, forte na teoria, mas fraca na prática. Sejamos como Pedro, obedecendo às ordens do Senhor: notem que ele pediu que o Senhor o mandasse ir, ele não foi por conta própria. O Senhor aproveitou a ocasião para nos dar uma lição. Pedro estava andando sobre a água, confiante no poder de Cristo para sustê-lo. “Mas, quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: ‘Senhor, salva-me!’”
Pedro sentiu o poder do vento e teve medo, porque começou a duvidar. Sabia que ele próprio não tinha condições para andar na água, duvidou do poder do Senhor e, em consequência, começou a afundar.
A lição é que, quando o Senhor nos chama para Si, podemos estar certos de que Ele é poderoso para afastar todos os obstáculos do caminho. Deixemos todo embaraço e pecado, que tão de perto nos rodeia, e corramos, com fé e paciência, a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual – pelo gozo que Lhe estava proposto – suportou a cruz, desprezando a afronta para que todos nós fôssemos salvos pela Sua Morte e Ressurreição.
Pedro não procurou nadar – o que parece que ele sabia fazer -, mas, sabiamente, recorreu logo ao Senhor Jesus. Não foi preciso uma oração comprida, cheia de lindos termos de linguística e citações bíblicas, senão ele teria se afogado antes mesmo de terminar; mas curta, objetiva, para a pessoa certa: “Senhor, salva-me!”
No momento mais difícil da sua vida, com grande fé, este deve ser o seu grito: “Salva-me, Senhor!”
Padre Bantu Mendonça

Fonte: Canção Nova

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - 06.08.2012 - É se transfigurando em Cristo que o cristão pode tornar os homens melhores


Evangelho (Marcos 9,2-10)
Segunda-Feira, 6 de Agosto de 2012
Transfiguração do Senhor


— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 2Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e os levou sozinhos a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles.
3Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar. 4Apareceram-lhe Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus.
5Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”.
6Pedro não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo.
7Então desceu uma nuvem e os encobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!”
8E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus com eles.
9Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos.
10Eles observaram esta ordem, mas comentavam entre si, o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.



HOMILIA 
É se transfigurando em Cristo que o cristão pode tornar os homens melhores
agosto 6th, 2012

Diante do “escândalo” da Cruz, a Palavra de Deus apresenta-nos o Cristo glorificado através de uma magnífica teofania, isto é, a manifestação de Deus. Revela-nos sua glória para dar sentido à morte de Jesus na cruz. Jesus levou seus discípulos escolhidos para uma alta montanha e se transfigurou diante deles. Suas vestes se tornaram brancas e brilhantes. Apareceram-lhe Moisés e Elias, símbolos da Lei e dos Profetas, síntese da antiga Aliança. Jesus condensa em si a Lei e a Profecia. Ele, em seu Sangue, sela a Nova Aliança (Lc 22,20). Nesse momento, “entraram na nuvem”, o que significa a presença de Deus. O Pai apresenta Jesus aos discípulos como seu Filho amado.
O Evangelho da Transfiguração liga-se à Paixão, pois tira os discípulos do escândalo da Cruz, dando-lhes a visão da futura glorificação pascal. Refletindo o tema da Aliança e Transfiguração participamos desta realidade. A obediência de Jesus deu-lhe a vitória. A meta do cristão é a transfiguração de sua fragilidade pela obediência da fé.
Somos transfigurados por Cristo a partir do Batismo e da presença do Espírito em nós. Somos revestidos de Cristo. Para chegar a isso, somos convidados a subir o monte que é Jesus. Estando na presença de Deus pelo amor, ouviremos as palavras do Pai: “Este é meu Filho amado, escutai o que Ele diz”. O Filho diz as palavras que ouviu do Pai.
O episódio da Transfiguração de Jesus deixa a mensagem que São Paulo em plenitude viveu, tendo podido assegurar: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). Trata-se da mudança radical do cristão no modelo divino. Imitação perfeita do Filho de Deus, cujo conhecimento não deve ser meramente especulativo e cujo amor tão pouco não pode ser apenas afetivo.
Tanto os estudos sobre a pessoa de Cristo como a fé no Redentor necessitam estar unidos às obras nas quais se reflete a personalidade de cada um. Conhecimento prático, amor operativo. Ele é a causa eficiente da regeneração do batizado e a causa exemplar de sua santificação, modelo de todos os que se dizem seus discípulos.
Cristo se fez um modelo acessível e atraente, perfeito e abrangente. Os cristãos podem transfigurar sua vida se identificando com Ele: pobres, ricos, sábios e ignorantes – e isto em qualquer circunstância – dado que Ele a todos resgatou, deu a vida sobrenatural e lhes comunica Seus dons celestiais. Ele manifesta uma ética geral e uma disciplina universal de conduta para que se proceda como Ele agia, para que se viva como Ele vivia, para que se sofra como Ele sofria. Ele quer se fazer presente no mundo através de seus discípulos. O Apóstolo dizia: “Sede meus imitadores como eu o sou de Cristo” (1Cor 4,16). Deste modo, o fiel se torna a imagem viva do seu Senhor.
Jesus sempre presente nas palavras, nas obras, no coração e na mente de cada um. Cristo o ideal da vida do batizado, o objeto de suas aspirações, o ímã de seus corações. Para isso, é necessário que cada um se interrogue a cada instante: “Que pensaria Jesus neste momento? Como Ele faria esta tarefa? Que quer Ele de mim aqui e agora? Como o posso agradar neste momento?”
Dá-se então “o vir a ser” do fiel no seu Salvador numa total identificação com Ele, no gotejar da renúncia a cada minuto. O próprio Cristo afirmou: “Vós sois a luz do mundo” (Mt 4,14). Não somos o fogo que deve arder nesta Terra, mas devemos ser os propagadores de Sua chama de amor, dado que Ele é a fornalha ardente de caridade e veio para colocar chama na Terra (Lc 12,49).
Grandeza e responsabilidade do cristão! Depende de cada um fazer da vida uma interrogação, um chamado sempre susceptível de ser ouvido por todos as testemunhas que O veem. É a imponderável ação de uma alma sobre a outra. É se transfigurando em Cristo que o cristão pode tornar os homens melhores. Com seu exemplo, mesmo sem palavras, o verdadeiro seguidor de Cristo já torna seu irmão melhor.
Onde uma pessoa boa, submissa a Deus vive, reza, sofre, trabalha há sempre uma lareira de calor sublime que aquece, arrasta nos eflúvios das mensagens celestes.
Não basta “estar” cristão, é preciso “ser” cristão transfigurado no modelo que é Cristo Jesus.
Padre Bantu Mendonça


Fonte: Canção Nova

sábado, 4 de agosto de 2012

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - 05.08.2012 - O acúmulo de bens é garantia de felicidade?


Evangelho (João 6,24-35)
Domingo, 5 de Agosto de 2012
18º Domingo Comum


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 24quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum.
25Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?”
26Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. 27Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”.
28Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?”
29Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”.
30Eles perguntaram: “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obra fazes? 31Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’”
32Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”.
34Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”.
35Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.



HOMILIA
O acúmulo de bens é garantia de felicidade?
agosto 5th, 2012

O Evangelho do 18º Domingo do Tempo Comum inicia-se com a observação de que muitos procuravam a Jesus, não para assumir o Seu projeto de vida, nem para segui-Lo na doação até a morte, mas simplesmente por causa dos Seus milagres, ou sinais, como são chamados no quarto Evangelho. Uma observação que pode valer para muitas expressões religiosas hoje, em todas as Igrejas cristãs, onde a busca do milagroso e da prosperidade individual tomam o lugar do seguimento diário de Cristo na construção de um mundo onde todos “têm a vida e a vida plenamente” (Jo 11,10), conforme a vontade do próprio Jesus.
Diante desse deslocamento de interesse das multidões, Jesus as adverte que devem trabalhar “pelo alimento que não se estraga” (v.27). À primeira vista, pode parecer que esse versículo “dê corda” para uma leitura alienante, espiritualizante, que apresente o seguimento de Jesus como algo somente no nível dito espiritual, sem consequências maiores para a sociedade e o mundo atual. Ledo engano!
Longe de Jesus pregar uma mensagem que tivesse como resultado o abandono dos pobres e marginalizados, num mundo cada vez mais desumano e excludente. O que Ele contesta é uma vida que põe o acúmulo de bens como sua meta. De novo, uma advertência mais do que atual para os nossos dias, onde a pós-modernidade apresenta o consumismo de bens – e a acumulação deles – como garantia de felicidade, e onde se cria uma sociedade excludente, onde não há lugar para quem não pode produzir nem consumir.
Jesus quer que haja equilíbrio nas nossas vidas – que os meios materiais sejam usados para que haja uma sociedade de vida digna para todos e não para o acúmulo de poucos. Assim contestaria tantas igrejas que hoje pregam a “teologia da retribuição e prosperidade individual”.
Fato é que a busca desenfreada de bens coloca o bem-estar material como centro e finalidade de vida – uma verdadeira idolatria. Isso já foi compreendido mais de duzentos anos antes de Jesus pelo sábio autor de Eclesiastes que escreveu: “Quem gosta de dinheiro nunca se sacia de dinheiro. Quem é apegado às riquezas, nunca se farta com a renda. Isso também é fugaz!” (Ecl 5,9).
É preciso buscar em primeiro lugar o Pão descido do Céu, ou seja, o próprio Jesus. Procurar Jesus implica uma opção pela Sua pessoa, mensagem e prática. Não é possível ter uma relação verdadeira com Jesus como pessoa, sem assumir a Sua prática, atualizada para as condições de hoje. Num âmbito religioso onde muitas vezes se prega um Jesus que “deixa passar tudo”, leve, alienado e alienante, que não incomoda, este texto nos leva de volta ao Jesus real, que incomodava tanto que, no fim desse capítulo, é abandonado pelas multidões e finalmente liquidado por um conluio dos poderes políticos, religiosos, econômicos e judiciais. Longe do Jesus “analgésico” tão em voga hoje.
João nos assegura que quem vai a Jesus como discípulo “nunca mais terá fome, nunca mais terá sede”. Pois o seguimento de Jesus, apesar de não ser fácil, é capaz de saciar os desejos mais íntimos da pessoa humana, o que a simples posse de bens materiais não é capaz.
Nós vivemos num mundo onde nunca houve tanta riqueza, nem tanta pobreza; tanta acumulação e tanta exclusão. Com honestidade, podemos dizer que este modelo globalizado, neoliberal e pós-moderno têm melhorado a qualidade de vida da maioria? Com certeza não!
O texto de hoje nos desafia para que re-examinemos a fé que nós temos, a realidade do nosso seguimento a Jesus, as nossas motivações, metas e objetivos de vida. Convida-nos para que coloquemos no centro de nossa existência o projeto de Deus, encarnado em Jesus e continuado nos Seus seguidores, de nos alimentarmos com o Pão da Palavra e da Eucaristia, para que tenhamos vontade e força para criarmos o mundo de vida, onde “todos têm a vida e a vida plenamente”.
Pai, dai-me sensibilidade para perceber que a presença de Jesus, na nossa história, é a grande obra que realizaste: dar-nos a Vida Eterna.
Padre Bantu Mendonça

Fonte: Canção Nova

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - 04.08.2012 - A grande vocação de todo o cristão é a santidade


Evangelho (Mateus 14,1-12)
Sábado, 4 de Agosto de 2012
São João Maria Vianney


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

1Naquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos do governador Herodes. 2Ele disse a seus servidores: “É João Batista, que ressuscitou dos mortos; e, por isso, os poderes miraculosos atuam nele”. 3De fato, Herodes tinha mandado prender João, amarrá-lo e colocá-lo na prisão, por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe.
4Pois João tinha dito a Herodes: “Não te é permitido tê-la como esposa”. 5Herodes queria matar João, mas tinha medo do povo, que o considerava como profeta. 6Por ocasião do aniversário de Herodes, a filha de Herodíades dançou diante de todos, e agradou tanto a Herodes 7que ele prometeu, com juramento, dar a ela tudo o que pedisse.
8Instigada pela mãe, ela disse: “Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista”. 9O rei ficou triste, mas, por causa do juramento diante dos convidados, ordenou que atendessem o pedido dela. 10E mandou cortar a cabeça de João, no cárcere. 11Depois a cabeça foi trazida num prato, entregue à moça e esta a levou a sua mãe. 12Os discípulos de João foram buscar o corpo e o enterraram. Depois foram contar tudo a Jesus.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.



HOMILIA
A grande vocação de todo o cristão é a santidade
agosto 4th, 2012

Na meditação do Evangelho de hoje, não posso deixar de lembrar a memória de um grande santo que, em 2010, no Ano Sacerdotal, o Papa Bento XVI proclamou “Patrono de todos os sacerdotes”. Com admiração, alegramo-nos com a santidade de vida do patrono o Cura D’Ars, São João Maria Vianney.
A grande vocação de todo o cristão é a santidade. É iluminar o mundo com a Verdade e o vigor do Evangelho, como fez João Batista. Com sua vida e pregação anunciava e denunciava sem “respeito humano”, sem vergonha de sua fé, assumindo todo o comprometimento que o Evangelho exige daquele que quer ser no mundo um sinal de salvação.
João batista não temia e muito menos tinha o “rabo preso” ou usava do Evangelho para seus próprios interesses, mas pregava e vivia com vigor para quem quer que seja, pois todo homem na face da Terra tem o direito de conhecer a Verdade da Salvação, mesmo que isso cause constrangimento e exponha o seu pecado.
Respeito humano: medo ou vergonha de assumir a sua posição diante dos acontecimentos, das coisas e das pessoas. Receio de viver a VERDADE por medo de suas consequências, perda da auto-imagem, gerando falta de compromisso, falsidade, incoerência e omissão. Com certeza, “o maior entre os nascidos de mulher” não viveu esta dificuldade. Por isso, pagou o preço com sua própria vida, unindo o seu sangue ao Sangue redentor de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Conhecendo a Verdade àquele que escuta a pregação do Evangelho tem a liberdade de escolher pela luz ou pelas trevas, como fez Herodes. Tendo conhecimento de Cristo e da Salvação pela pregação do Evangelho é impossível o ser humano não tomar posição, aceitar ou rejeitar a Boa Nova e assumir as conseqüências de sua fé. Essa tem sido uma grande tentação neste mundo pós-moderno, onde tudo é relativo e onde a fé parece que se encontra num supermercado. Você já encontrou a Verdade da Salvação que é o Cristo e assumiu todas as conseqüências de sua adesão e compromisso?
Outros personagens interessantes deste Evangelho: a mãe dominadora que divide o pecado com Herodes e a filha Salomé, que se deixa manipular pela mãe porque não tem opinião própria; é uma marionete e não consegue decidir na vida suas próprias escolhas. Mãe e filha presas no emaranhado do pecado com Herodes que lhes dá tudo que lhes é conveniente.
O Evangelho pregado por João Batista: “Não te é permitido tê-la como esposa”, podia lhe trazer a libertação e a salvação. Herodes até se comove, mas preso e comprometido com o pecado e o sistema que o envolve, não consegue se desvencilhar e manda matar o profeta. O conhecimento de Cristo pela pregação nos leva à fé, a experiência – que vivida até as últimas conseqüências – exige de nós, cristãos, coerência de vida e santidade. Só assim poderemos ser no mundo um sinal vivo do Ressuscitado e da Salvação.
Você está disposto, como cristão e evangelizador, ir até as últimas consequências por Jesus Cristo, pela sua fé e pela salvação da humanidade?

Padre Luizinho

Fonte: Canção Nova

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - 03/08/2012 - Peçamos, hoje e sempre, um revigorar do dom da fé


Evangelho (Mateus 13,54-58)
Sexta-Feira, 3 de Agosto de 2012
17ª Semana Comum

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 54dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? 55Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 56E suas irmãs não moram conosco? Então de onde lhe vem tudo isso? 57E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: “Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!” 58E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.



HOMILIA
Peçamos, hoje e sempre, um revigorar do dom da fé
agosto 3rd, 2012

Irmãos e irmãs, no capítulo 13 do Evangelho de São Mateus, encontramos Jesus Cristo em Sua plena atividade apostólica, a qual Ele estende para a localidade de Nazaré, sua cidade e lugar escolhido pela Divina Providência para a Sua vida oculta.
Ali, Cristo viveu e cresceu humanamente, cumprindo a vontade do Pai secretamente, em meio aos seus: “E Jesus ia crescendo em sabedoria, tamanho e graça diante de Deus e dos homens” (Lc 2,52). Embora o texto sagrado correspondente ao Evangelho de hoje (cf. Mt 13,54-58) aparente uma admiração daquele povo, inclusive dos familiares do próprio Jesus – ou seja, pessoas do seu clã -, eles desconheciam a origem da ação miraculosa e sábia do Nazareno: “De onde vêm essa sabedoria e esses milagres?” (Mt 13,54).
Nas entrelinhas, eles estavam testemunhando que a tradição religiosa e suas raízes culturais – tampouco a atividade laboral realizada na carpintaria – não poderiam servir como causa de tantas maravilhas na vida e na obra de Jesus, ou seja, de um concidadão.
De certa forma, podemos estar de acordo com as interrogações daquele povo. Mas existem causas profundas que o texto vai desvelando e que não podemos concordar, caso queiramos ser os apóstolos dos tempos atuais. Vejamos:
Da parte de Jesus Cristo, Ele testemunhou que não negava em seu mistério e ministérios as suas raízes religiosas, pois ensinava na sinagoga e sabiamente acolheu a sua procedência, ainda que não fosse numa localidade louvada, como o mesmo evangelista deu a entender sobre a região, onde também estava Nazaré: “Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região além do Jordão, Galileia, entregue às nações pagãs! O povo que estava nas trevas viu uma grande luz, para os habitantes da região sombria da morte uma luz surgiu” (Mt 4,15).
Jesus sempre esteve no lugar certo e na hora certa, para iluminar e salvar… Mas houve aqueles que, em Nazaré, preferiram as trevas (a exemplo de muitos ainda hoje). Uma reação que não correspondeu e nem está nos planos de Deus para ninguém mas, nem por isso, estas atitudes são desconhecidas pela ação da Palavra de Deus neste mundo: “Ela estava no mundo, e o mundo não a reconheceu. Ela veio para o que era seu, mas os seus não a acolheram” (Jo 1,11).
Por isso, o último versículo do Evangelho de hoje é esclarecedor ao fornecer o motivo pelo qual Jesus havia se tornado um “escândalo”, uma pedra de tropeço para aquele amado povo e não o orgulho da nação: “E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles” (Mt 13,58).
De fato, em relação ao mistério e ministério do Verbo encarnado para a salvação dos povos e de cada um, passa ordinariamente pela resposta da fé de cada um. Uma verdade que a Igreja Católica e Apostólica pode constatar através dos seus primeiros arautos, os quais não desistiram do anúncio, ainda que experimentando na própria pele o que significa ser “profeta desvalorizado e desprezado pelos seus” (cf. Mt 13,57).
O exemplar São Paulo percebeu as consequências da incredulidade a não poupar nenhuma cultura ou nação: “Pois tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria. Nós, porém, proclamamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus” (1Cor 1,22-24). Isto também traz uma verdade subjacente: o dom da fé vem do Alto e não nasce naturalmente com cada pessoa. Não é fruto de uma “geração espontânea”. Fé, é antes de tudo, um dom da Misericórdia Divina. A origem é divina e a recepção é humana.
Por isso, neste tempo de Nova Evangelização, não podemos estranhar o desprezo de muitos e tampouco nos escandalizarmos com a incredulidade que ainda existe no mundo atual. Mas que os apóstolos de hoje possam prosseguir a missão segundo o zelo pela salvação das almas que ardia e – até o fim dos tempos - queima no Coração Sagrado e desprezado de Jesus Cristo, o qual sustenta o ministério apostólico de Sua Igreja, como fez com Paulo, o apóstolo das nações.
Peçamos hoje e sempre um revigorar do dom da fé para todos os anunciadores de Jesus Cristo, como Igreja enviada a uma Nova Evangelização, e um despertar do mesmo dom aos batizados que não cultivam a fé.
Quanto aqueles que não possuem ainda a fé, ou a desprezaram por completo, não esqueçamos daquela atitude misericordiosa de Jesus Cristo, que não negou ser de Nazaré e ali fez alguns milagres. Nesta reação de Cristo encontramos também uma palavra de revelação da vontade do Pai das Misericórdias a todos os profetas que já experimentam o desprezo e a desvalorização por causa da missão cumprida nos tempos atuais.
Repito: para a Palavra de Deus, as piores reações humanas não são nem novidade e muito menos desmotivação para a missão de salvar almas: “Mas nem todos obedeceram à Boa Nova, pois Isaías diz: ‘Senhor, quem acreditou em nossa pregação?’ Logo, a fé vem pela pregação e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10,16).
Padre Fernando Santamaría

Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - 02.08.2012 - Seja misericordioso antes que o Justo Juiz chegue


Evangelho (Mateus 13,47-53)
Quinta-Feira, 2 de Agosto de 2012
17ª Semana Comum


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 47“O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. 48Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. 49Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, 50e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí, haverá choro e ranger de dentes. 51Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”. 52Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. 53Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, partiu dali.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.



HOMILIA
Seja misericordioso antes que o Justo Juiz chegue
agosto 2nd, 2012

Nosso Senhor foi um modelo incomparável de paciência. Suportou um traidor entre Seus discípulos até à Sua Paixão e disse: “Deixai um e outro crescer juntamente, até à ceifa; não suceda que, ao apanhardes o joio, arranqueis o trigo”. Para figurar a Igreja, previu que a rede trouxesse, sempre para a margem, todo o tipo de peixes: bons e maus. É o Reino comparado à grande rede lançada ao mar que, para nós, é o mundo.
Cristo nos fez conhecer, de muitas maneiras – abertamente ou em parábolas -, que vivemos num mundo, no qual há uma mistura de bons e maus. Contudo, declara que é necessário velar pela disciplina na Igreja quando afirma: “Se o teu irmão pecar, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te der ouvidos, terás ganhado o teu irmão”. Mas de que maneira? Com misericórdia. Fazendo-o conhecer que “Deus governará a Terra com justiça, e os povos na Sua fidelidade” (Sl 95,13).
No final dos tempos, Jesus juntará, ao seu redor, os eleitos e separará os outros, colocando aqueles à Sua direita e estes à Sua esquerda. Haverá coisa mais justa, mais fiel do que essa? Aqueles que não tiverem exercido a misericórdia – antes da chegada do Justo Juiz – não poderão esperar d’Ele misericórdia.
Aqueles que tiverem exercido a misericórdia serão julgados com misericórdia, porque Ele dirá àqueles que tiver colocado à Sua direita: “Vinde, benditos de meu Pai, recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo”. E atribui-lhes obras de misericórdia: “Tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber”, e por aí afora.
Por que você é injusto, não haverá o Juiz de ser justo? Por que lhe acontece de mentir, não haverá de a Verdade ser autêntica? Se quer encontrar um Juiz misericordioso, seja misericordioso antes que Ele chegue. Perdoe a quem lhe tiver ofendido, dê dos seus bens se os possui em abundância.
Dê o que d’Ele você recebeu: “Que tens tu, que não hajas recebido?” Eis os sacrifícios que são muito agradáveis a Deus: a misericórdia, a humildade, o reconhecimento, a paz, a caridade. Se a tudo isso levarmos em conta, esperaremos, com segurança, o advento do Justo Juiz que governará a Terra com justiça e os povos na Sua fidelidade.
Padre Bantu Mendonça


Fonte: Canção Nova

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - 01/08/2012 - Vale a pena tudo superar para possuir a Cristo


Evangelho (Mateus 13,44-46)
Quarta-Feira, 1 de Agosto de 2012
Sto. Afonso Maria de Ligório


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44“O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.



HOMILIA
Vale a pena tudo superar para possuir a Cristo
agosto 1st, 2012

O Senhor não diz quem foi o homem que encontrou o tesouro escondido no campo, tampouco como ele o encontrou – se arando, cavando ou plantando. Também não se sabe qual foi o tesouro encontrado.
Era uma coisa comum, tanto na época do Antigo Testamento quanto do Novo, esconder riquezas debaixo da terra por causa das guerras e revoluções tão frequentes. Era mais seguro guardá-las no campo do que deixá-las em casa, pois poderiam ser roubadas por ladrões ou levadas pelos invasores como despojo.
Na maioria das vezes, porém, o proprietário do tesouro morria sem revelar a ninguém onde o havia escondido. Deus fala de algo conhecido por seus ouvintes. Ele não está usando uma figura irreal e fantasiosa ao falar do tesouro escondido.
O homem que encontrou o tesouro, no campo, não estava à sua caça. Ele o encontrou ao acaso. Qual foi a sua reação ao encontrá-lo? Escondeu-o de volta e, tomado por grande alegria, retornou para sua casa, vendeu todos os seus bens e comprou aquele campo, no qual o tesouro estava escondido.
O Senhor Jesus também conta a história de um negociante de jóias que estava à procura das melhores pérolas, pois, no primeiro século da era cristã, elas tinham um grande valor, assim como tem o diamante em nossos dias. Elas serviam como símbolo de status e posição entre os ricos, e apenas estes as possuíam.
O homem da parábola é um negociante que está em busca das melhores pérolas. Jesus não diz para onde ele foi, somente afirma que ele encontrou, em sua busca, a pérola de grande valor que tanto procurava. Ele não sossegou enquanto não a obteve. Jesus nos conta que aquele negociante, tendo achado uma pérola de grande valor, vendeu tudo o que possuía e a comprou.
Comparando ambas as parábolas, observamos um ponto de semelhança entre elas: a atitude dos dois homens depois de terem encontrado seus tesouros. Ambos reconheceram o imenso valor do que haviam encontrado e, com alegria, não hesitaram em vender tudo que tinham para obtê-lo.
Certamente, os parentes e conhecidos desaprovaram a atitude deles, pois não sabiam o que eles estavam fazendo. Mas esses homens não pensaram duas vezes; com o coração resoluto e alegre – sem nenhum sentimento de perda – desfizeram-se de tudo quanto possuíam para obter o tesouro e a pérola que cada um encontrou.
Este é o ponto central da parábola, por meio da qual Jesus quer nos ensinar uma verdade acerca do Seu Reino. Nada nem ninguém se pode ser comparado ao valiosíssimo tesouro que é Jesus Cristo nosso Senhor.
Cante de alegria, venda tudo o que possui e diga: “Encontrei Jesus, Ele é o meu libertador! É meu Senhor, meu amigo e amor. Ninguém O tirará de mim! Jamais O deixarei. Ele vai comigo no meu coração. Ele é o caminho que me conduz ao Pai, a verdade certa, é a vida que me faz viver. É luz que ilumina o meu caminho, a força na minha fraqueza, a alegria na tristeza”.
Vale a pena tudo superarmos para possuir Cristo, porque, com Ele, tudo teremos e tudo venceremos.
Padre Bantu Mendonça


Fonte: Canção Nova