domingo, 19 de setembro de 2021

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho: Mateus 9,9-13 - 21.09.2021

Liturgia Diária


21 – TERÇA-FEIRA  

SÃO MATEUS, APÓSTOLO


(vermelho, glória, pref. dos apóstolos, – ofício da festa)



Ide e de todas as nações fazei discípulos, diz o Senhor, batizando-os e ensinando-os a observar todos os mandamentos que vos dei (Mt 28,19s).


Mateus era cobrador de impostos e, a convite de Jesus, largou sua profissão e mudou o rumo de sua vida, passando a fazer parte dos primeiros seguidores do Nazareno. Seu nome consta nas quatro listas dos apóstolos, três das quais nos Evangelhos e uma nos Atos dos Apóstolos. A ele se atribui a redação de um dos quatro Evangelhos.


Evangelho: Mateus 9,9-13


Aleluia, aleluia, aleluia.


A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos; / vos louva, ó Senhor, o coro dos apóstolos. – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 9Jesus viu um homem, chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?” 12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”. – Palavra da salvação.

Fonte https://www.paulus.com.br/


Reflexão - Evangelho: Mateus 9,9-13

«Não é a justos que vim chamar, mas a pecadores»


Rev. D. Joan PUJOL i Balcells

(La Seu d'Urgell, Lleida, Espanha)

Hoje celebramos a festa do apóstolo e evangelista São Mateus. Ele mesmo nos conta no seu Evangelho sobre a sua conversão. Estava sentado na coletoria de impostos e Jesus o convidou a segui-lo. Mateus -diz o Evangelho- «se levantou e seguiu-o» (Mt 9,9). Com Mateus chega ao grupo dos Doze um homem totalmente diferente dos outros apóstolos, tanto pela sua formação como pela sua posição social e riqueza. Seu pai lhe fez estudar economia para poder fixar o preço do trigo e do vinho, dos peixes que seriam trazidos por Pedro e André e os filhos de Zebedeu e o das pérolas preciosas das quais fala o Evangelho.


Seu ofício, de coletor de impostos, era mal visto. Aqueles que o exerciam eram considerados publicanos e pecadores. Estava ao serviço do rei Herodes, senhor da Galiléia, um rei detestado pelo seu povo e que o Novo Testamento nos apresenta como um adúltero, o assassino de João Batista e aquele que escarneceu Jesus a Sexta Feira Santa. O que pensaria Mateus quando ia render contas ao Rei Herodes? A conversão de Mateus devia supor uma verdadeira liberação, como o demonstra o banquete ao que convidou os publicanos e pecadores. Foi a sua maneira de demonstrar agradecimento ao Mestre por ter podido sair de uma situação miserável e encontrar a verdadeira felicidade. São Beda o Venerável, comentando a conversão de Mateus, escreve: «A conversão de um coletor de impostos dá exemplo de penitência e de indulgência a outros coletores de impostos e pecadores (...). No primeiro instante da sua conversão, atrai até Ele, que é como dizer até a salvação, a um grupo inteiro de pecadores».


Na sua conversão se faz presente a misericórdia de Deus como se manifesta nas palavras de Jesus frente à crítica dos fariseus: «Misericórdia eu quero, não sacrifícios. De fato, não é a justos que vim chamar, mas a pecadores» (Mt 9,13).

Fonte https://evangeli.net/

Levemos a misericórdia a todos os necessitados
HOMILIA

“Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores” (Mateus 9,13).

 
O Senhor assentou-se com os pecadores e comeu com os cobradores de impostos. O Senhor está conosco, está no meio de nós, porque nós somos pecadores. O Senhor veio para resgatar a nossa humanidade pecadora.

Se fôssemos justos, não precisaríamos do Senhor, mas precisamos d’Ele, porque não somos justos, e a grande injustiça é não reconhecermos as nossas próprias injustiças, os nossos próprios pecados. O fato é que estamos qualificando a humanidade em grandes e pequenos pecadores, e estamos ignorando a verdade objetiva, clara e direta, porque temos muitos pecados. Precisamos tratar esses pecados com a misericórdia e o bálsamo divino.

Às vezes, começamos a observar, em nossa pele, algumas rugas e erupções, mas não damos a devida importância, só quando se torna algo grave que nos preocupamos em cuidar. Fazemos a mesma coisa também com o pecado. Achamos que os nossos pecadinhos são pecadinhos, mas são pecados e para todos eles temos um remédio, e esse remédio é a misericórdia divina.

O que nos salva é a misericórdia de Jesus para conosco e a nossa misericórdia para com os outros
Perdemos muito tempo julgando o pecado dos outros, e talvez o outro que nós julgamos e condenamos se encontre tão mais próximo da misericórdia divina, porque está encontrando a contrição, o arrependimento, e nós não encontramos, porque só se arrepende quem reconhece o mal, o pecado que tenha cometido na vida.

Precisamos aprender que não é porque temos uma vida sacrificada, que são os sacrifícios que nos salvam. O que nos salva é a misericórdia de Jesus para conosco e a nossa misericórdia para com os outros. Como Ele teve misericórdia de mim e tem misericórdia de nós, não podemos querer ser outra coisa, porque, senão, vamos ser como os fariseus, porque os fariseus estavam julgando, pensando mal de Jesus, porque o nosso Mestre come com cobradores de impostos e pecadores.

Somos mestres em julgar, somos peritos em condenar a vida dos outros, o comportamento dos outros. Estamos sempre julgando, condenando e conhecendo muito pouco a nós mesmos.

Quem se conhece de verdade, quem entra dentro da sua alma, do seu interior e mergulha no fundo pecaminoso que há em nós, jamais julga ou condena ninguém, pelo contrário, mergulha o seu ser pecador, sua alma tão cheia de fragilidades na misericórdia divina e leva essa mesma misericórdia para tantos corações necessitados do perdão, do encontro redentor e salvador de Jesus.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte https://homilia.cancaonova.com/

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