sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Jo 3,22-30 - 09.01.2016 - O amigo do esposo enche-se de alegria ao ouvir a voz do esposo.

SÁBADO DEPOIS DA EPIFANIA
Natal
Cor: Branco

Evangelho - Jo 3,22-30

O amigo do esposo enche-se de alegria ao ouvir a voz do esposo.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 3,22-30

Naquele tempo:
22Jesus foi com seus discípulos para a região da Judéia.
Permaneceu aí com eles e batizava.
23Também João estava batizando,
em Enon, perto de Salim,
onde havia muita água.
Aí chegavam as pessoas e eram batizadas.
24João ainda não tinha sido posto no cárcere.
25Alguns discípulos de João estavam discutindo com um judeu
a respeito da purificação.
26Foram a João e disseram:
'Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão
e do qual tu deste testemunho,
agora está batizando
e todos vão a ele.'
27João respondeu:
'Ninguém pode receber alguma coisa,
se não lhe for dada do céu.
28Vós mesmo sois testemunhas daquilo que eu disse:
'Eu não sou o Messias,
mas fui enviado na frente dele`.
29É o noivo que recebe a noiva,
mas o amigo, que está presente e o escuta,
enche-se de alegria ao ouvir a voz do noivo.
Esta é a minha alegria, e ela é completa.
30É necessário que ele cresça
e eu diminua.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 3, 22-30
A missão de Jesus não significa uma oposição ou uma concorrência com a missão de João Batista, antes a sua continuidade e o seu complemento. Assim é que devemos compreender a Igreja de hoje como uma Igreja Ministerial, na qual os diferentes ministérios não significam uma oposição entre si ou uma concorrência entre eles, relevando uma hierarquia entre os diferentes ministérios da Igreja, mas sim uma continuidade da missão do próprio Cristo e como realidades que se complementam na única e permanente missão da Igreja que é a evangelização, e isso só é possível quando buscamos criar uma verdadeira comunhão dentro da Igreja, como havia entre Jesus e João Batista.
Fonte CNBB


JESUS E JOÃO BATISTA Jo 3,22-30
HOMILIA

Tudo começou a partir do batismo de Jesus. Entendemos assim que o Senhor só começou seu ministério após se batizar, mostrando assim a importância de sermos batizados e batizarmos, como fizeram João Batista e, posteriormente, os discípulos de Jesus baptizando os adultos que se arrependiam de seus pecados. Mas você pode perguntar por que Jesus se batizou se Ele não tinha pecado? João também questionou isso e Jesus lhe respondeu “… deixa por agora, porque assim convêm cumprir toda a justiça…” (Mt.e:15). Creio que Jesus ali não deixou margem para ninguém argumentar que não se baptizaria porque o Cristo também não havia se baptizado.

E, no dia seguinte após o batismo de Jesus, estavam João Batista e dois de seus discípulos e vendo o mestre passar, João disse à eles “…Eis aqui o cordeiro de Deus” (v.36).

O evangelho de João realça a íntima relação entre os ministérios de João Batista e de Jesus. Após ser baptizado por João, Jesus reúne seus primeiros discípulos, André, Pedro, Filipe, Natanael, dentre os discípulos de João Batista. Com eles, segundo este evangelho, Jesus inicia seu ministério na região da Judeia e, aí, baptizava. Os discípulos do Batista vêm a ele comunicar este fato. João Batista reconhece a graça presente em Jesus e dá testemunho da sua autenticidade. Ele tem consciência de que veio para preparar o caminho do Senhor, e não para se constituir em um obstáculo neste caminho.

André, um dos dois que estavam com João Batista chama agora Simão, seu irmão e diz-lhe ter encontrado o Messias.

Como fez João Batista devemos sempre apresentar Jesus àqueles que ainda não o conhecem., pois os dois discípulos esperavam por aquele momento e logo seguiram ao Mestre. Quantos estão nesta situação, apenas esperando-nos apresentar-lhes Jesus? Eles queriam conhecer melhor a Jesus, saber onde morava. Temos que ter esta sede de conhecê-lo, pois a Palavra nos diz “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor…”(Os.6:3). E Jesus os aceitou e aceita-nos também, foi Ele que nos escolheu e não nós à Ele.

É o que devemos fazer com os nossos familiares e também com os vizinhos, amigos e até com os estranhos. E Jesus, chama Simão pelo nome testificando o poder que havia Nele. Jesus também te conhece pelo nome. Ele mudou o nome de Simão para Pedro, mas, ainda que Ele não mude o seu nome, Ele faz de você uma nova criatura.

Alias, o autêntico missionário é aquele que com humildade prepara o caminho e, depois, se alegra ao perceber a ação de Deus na comunidade pelos carismas ali manifestados pelas iniciativas de seus membros.
Fonte Canção Nova

Leia também:
Primeira Leitura
Segunda Leitura
Salmo

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Lc 5,12-16 - 08.01.2016 - E, imediatamente, a lepra o deixou.

SEXTA-FEIRA DEPOIS DA EPIFANIA
Natal
Cor: Branco

Evangelho - Lc 5,12-16

E, imediatamente, a lepra o deixou.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 5,12-16

12Aconteceu que Jesus estava numa cidade,
e havia aí um homem leproso.
Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu:
'Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar.'
13Jesus estendeu a móo, tocou nele,
e disse: 'Eu quero, fica purificado.'
E, imediatamente, a lepra o deixou.
14E Jesus recomendou-lhe:
Nóo digas nada a ninguém.
Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela purificação
o prescrito por Moisés como prova de tua cura.
15Não obstante, sua fama ia crescendo,
e numerosas multidões acorriam para ouví-lo e
serem curadas de suas enfermidades.
16Ele, porém, se retirava para lugares solitários
e se entregaava à oração.
Palavara da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Lc 5, 12-16
Uma das características fundamentais do evangelho de São Lucas é a apresentação da dimensão orante de Cristo. Muitas vezes, vemos que Jesus se afasta da multidão e procura lugares solitários com a finalidade de entregar-se à oração. Mas a oração de Jesus não é uma fuga da realidade ou um afastamento dos sofrimentos das pessoas. O encontro amoroso de Jesus com o Pai está sempre relacionado com o encontro amoroso que ele tem com as outras pessoas, principalmente com os que sofrem, como nos mostra o evangelho de hoje, que antes do seu encontro com Deus, ele se encontra com o leproso e o cura para que, cumprindo as exigências da lei, ele possa ser reintegrado na sociedade.
Fonte CNBB


A CURA DO LEPROSO Lc 5,12-16
HOMILIA

            Nós queremos tudo de Deus, mas não queremos oferecer nenhum sacrifício, não é igual ao de Jesus, carregar cruz, ou se martirizar, nem subir degraus de escadarias de joelhos. O que Deus quer de nós (ROMANOS 12.1-2) Rogo-vos, pois irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício santo e agradável a Deus que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa e agradável vontade de Deus.

No episódio de hoje, aparece bem claro duas atitudes:  a do leproso e a de Jesus.  Da parte do leproso a confiança e o desejo da cura:  “SE QUERES, TENS O PODER DE CURAR-ME”. Da parte de Jesus, a compaixão: “Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão e tocou nele”. Depois, a vontade de curar: “EU QUERO, FICA CURADO! No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado. Então Jesus completa: “Vai mostrar-te ao sacerdote”! Para poder ser reintegrado na comunidade. Mas este gesto de Jesus não significa apenas a libertação de uma moléstia. Jesus faz mais: ELE TOCA NO LEPROSO. E tocar num impuro era contrair a impureza. Isto sim é que é AMAR! Contrair um mal para curar! Já havia sido profetizado por Isaías: “Era desprezado e abandonado pelos homens, um homem sujeito à dor, familiarizado com a enfermidade, como uma pessoa de quem todos escondem o rosto; desprezado não fazíamos caso nenhum dele. E no entanto, eram as nossas enfermidades que ele levava sobre si, as nossas dores ele carregava”( Is 53, 3-5 ). Ou seja: carregou a nossa LEPRA para nos curar na raiz do nosso ser!

 INFELIZMENTE AINDA EXISTE MUITA LEPRA EM NOSSOS DIAS APESAR DE TODO O PROGRESSO DA MEDICINA. HÁ OS LEPROSOS FÍSICOS E OS LEPROSOS MORAIS. OS LEPROSOS FÍSICOS são os BANIDOS da nossa sociedade moderna: os que moram nas ruas, cortiços, favelas, passando fome como aquelas famílias pedintes ao longo da BR 101, na Bahia, os desempregados, os jovens drogados, as crianças prostituídas, os idosos abandonados. OS LEPROSOS MORAIS são, não os banidos, mas… os bandidos de nossos dias os corrompidos e corruptores de todos os tipos, os egoístas de todos os matizes, os pecadores contumazes, os infiéis, os adúlteros que pregam a dissolução da família, os violentos, sequestradores, assaltantes e assassinos. Já pensaram num marido ao chegar em casa depois de cometer adultério? Ele deveria gritar como os leprosos da “IMPURO! IMPURO!”..

DIANTE DOS LEPROSOS FÍSICOS age ATRAVÉS DE NÓS! Onde quer que falte o alimento, bebida, roupa, casa, medicamento, trabalho, instrução, saúde…aí deve a caridade cristã ir buscá-los, consolá-los, reerguê-los. ESTE É O GRANDE TESTEMUNHO QUE O MUNDO DE HOJE ESPERA DA IGREJA E DOS CRISTÃOS. É o que dizia o nosso Papa Bento XVI na recém publicada encíclica “DEUS É AMOR”: O amor do próximo, radicado no amor de Deus, é um dever antes de mais para cada um dos fiéis, mas é-o também para a comunidade eclesial inteira, e isto a todos os seus níveis: desde a comunidade local passando pela Igreja particular até à Igreja universal na sua globalidade. A Igreja também enquanto comunidade deve praticar o amor.”

 DIANTE DOS LEPROSOS MORAIS, Jesus quer curar PESSOALMENTE. O problema é irem até Jesus e pedirem a cura, pedirem para ficarem limpos! Diante das “lepras” físicas, não exitamos em pedir a Jesus:  SE QUERES PODES CURAR-ME. Mas diante das “lepras morais” , exitamos e, muitas vezes, não queremos que Ele nos cure…Jesus quer curar. Basta se arrepender, ajoelhar-se aos seus pés, e pedir:  SENHOR, SE QUISERES, PODES CURAR-ME. E Jesus vai dizer:  QUERO, FICA CURADO,  mas vai apresentar-te ao sacerdote, confessa o teu pecado,  para receberes o sinal do meu perdão no sacramento da Penitência.

O escritor do texto, Lucas, viu neste homem, não apenas a enfermidade física, mas espiritual. Jesus o purifica dizendo, fica limpo, vai ao sacerdote (verso 14). Uma decisão acertada. Aquele homem não se importou com o que haveriam de pensar acerca da sua presença ali, nem da sua condição física ou financeira, não estava preocupado se iriam repreendê-lo, e até expulsá-lo, o que ele queria era estar aos pés de Jesus. Que decisão acertada, buscou o Melhor para lhe dar o que ele precisava: além da cura física para a sua recuperação e restauração ao convívio, como também, a cura espiritual, por um ato de fé, de confiança. Mas em quem confiar? Aquele homem não buscou outros mediadores, caminhos, simpatias, nada que lhe fosse passado; buscou o Senhor dos Senhores, Aquele que disse Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Se aquele homem tivesse por um instante sequer, uma indecisão, perderia com certeza a única de sua vida. O poder de Deus está muito além da nossa fé, porque o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza, Jesus Cristo quebra as barreias e nos dá a libertação, principio primeiro, se humilhar diante do Senhor, clamar e suplicar, para que na vontade do Senhor as coisas aconteçam, e através dos olhos da fé possamos ver o agir de Deus, pois o restante não está em nós, mas no seu agir. Aquele homem não queria ser apenas curado, mas o seu desejo era ser purificado, “se quiseres podes me purificar”. Jesus o curou e determinou, para a tua purificação, procure o sacerdote, e oferece em sacrifício o que Moisés determinou (LEVÍTICO 14).

Fonte Canção Nova

Leia também:
Primeira Leitura
Segunda Leitura
Salmo

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Lc 4,14-22a - 07.01.2016 - Hoje se cumpriu esta palavra da Escritura.

QUINTA-FEIRA DEPOIS DA EPIFANIA
Natal
Cor: Branco

Evangelho - Lc 4,14-22a

Hoje se cumpriu esta palavra da Escritura.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 4,14-22a

Naquele tempo:
14Jesus voltou para a Galiléia, com a força do Espírito,
e sua fama espalhou-se por toda a redondeza.
15Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam.
16E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado.
Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado,
e levantou-se para fazer a leitura.
17Deram-lhe o livro do profeta Isaías.
Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito:
18'O Espírito do Senhor está sobre mim,
porque ele me consagrou com a unção
para anunciar a Boa Nova aos pobres;
enviou-me para proclamar a libertação aos cativos
e aos cegos a recuperação da vista;
para libertar os oprimidos
19e para proclamar um ano da graça do Senhor.'
20Depois fechou o livro,
entregou-o ao ajudante, e sentou-se.
Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele.
21Então começou a dizer-lhes:
'Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura
que acabastes de ouvir.'
22aTodos davam testemunho a seu respeito,
admirados com as palavras cheias de encanto
que saíam da sua boca.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Lc 4, 14-22a
Jesus é enviado por Deus, ungido e consagrado pelo Espírito Santo para a missão evangelizadora, que implica não somente na salvação da alma, mas na libertação integral da pessoa humana. Isso significa para nós que a missão da Igreja, que é continuadora da missão do próprio Cristo, não pode ser reduzida à dimensão espiritual da pessoa humana, mas deve levar em conta a pessoa humana como um todo, considerando todas as dimensões da existência humana. Sendo assim, todos os problemas relacionados à existência humana são de competência da Igreja e objetos da ação evangelizadora.
Fonte CNBB


INÍCIO DA MISSÃO DE JESUS Lc 4,14-22a
HOMILIA

Cada evangelista destaca uma cena especial para o início do ministério de Jesus. Em Marcos, temos a expulsão de um espírito impuro na sinagoga; em Mateus, a proclamação das bem-aventuranças; em João, as bodas de Caná; e, no texto de hoje, Lucas apresenta a inauguração do ministério de Jesus em uma sinagoga de Nazaré, com a leitura do texto de Isaías que fala da evangelização dos pobres e da libertação dos oprimidos. Assim, o Evangelho de hoje nos fala do início da vida pública de Jesus, quando Ele começou a pregar nas sinagogas da região da Galiléia, e particularmente em Nazaré, cidade onde Ele foi criado.

Observe que o Evangelho já começa dizendo que “Jesus voltou para a Galiléia”. O que significa dizer que Ele estava em outro lugar. Particularmente, eu não duvido que Jesus tenha viajado bastante, e conhecido vários lugares, culturas e pessoas diferentes. Acredito que em sua vida terrena, nos anos não-narrados pelos evangelistas, Ele tenha aprendido muito mais do que ensinou. Afinal, para falar tão bem como Ele falava, era necessário conhecer tudo sobre o Reino dos Céus, sobre o Deus Pai, e sobre o ser humano em si, seus sentimentos, suas limitações, suas imperfeições…

Outro ponto que torna Jesus tão especial como pregador é que Ele foi o primeiro profeta a trazer a imagem do Deus Pai, e não daquele Deus vingativo, que pune o pecador e a sua descendência com doenças e desventuras. Você já assistiu alguma pregação em que a pessoa só falava nos pecados, castigos, no inferno, no inimigo e de coisas ruins? Certamente deve ter saído desta palestra bem “pesado”… Com medo de fazer qualquer coisa que Deus desaprovasse…

Nestas primeiras pregações de Jesus, quando Ele ainda nem tinha discípulos, Ele deve ter falado muito sobre a verdadeira felicidade, que consiste em fazer a vontade do Pai, mas não por ser obrigado a fazê-la, e sim por se sentir bem em fazê-la. Por que as pessoas gostavam tanto de ouvi-lo falar? Provavelmente porque Ele ensinava as pessoas a serem felizes! Não ficava impondo vários “nãos”, mas falava de Amor, e quem ama, tudo pode.

Jesus identifica-se com esta missão. Tudo poder para que o homem viva e viva para sempre.

Um outro pormenor de Lucas é sua sensibilidade ao escândalo da divisão da sociedade em ricos e pobres. Ele realça como Jesus vem ao encontro dos pobres para resgatar-lhes a vida e a dignidade. A Boa-Nova é a chegada do Reino de Justiça, com a libertação dos pobres oprimidos.
Fonte Canção Nova

Leia também:
Primeira Leitura
Segunda Leitura
Salmo

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Mc 6,45-52 - 06.01.2016 - Viram Jesus andando sobre as águas.

QUARTA-FEIRA DEPOIS DA EPIFANIA
Natal
Cor: Branco

Evangelho - Mc 6,45-52

Viram Jesus andando sobre as águas.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 6,45-52

Depois de saciar os cinco mil homens,
45Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca
e irem na frente para Betsaida, na outra margem,
enquanto ele despedia a multidão.
46Logo depois de se despedir deles,
subiu ao monte para rezar.
47Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar
e Jesus sozinho em terra.
48Ele viu os discípulos cansados de remar,
porque o vento era contrário.
Então, pelas três da madrugada,
Jesus foi até eles andando sobre as águas,
e queria passar na frente deles.
49Quando os discípulos o viram andando sobre o mar,
pensaram que era um fantasma
e começaram a gritar.
50Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados.
Mas Jesus logo falou:
'Coragem, sou eu! Não tenhais medo!'
51Então subiu com eles na barca. E o vento cessou.
Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados,
52porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães.
O coração deles estava endurecido.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mc 6, 45-52
Jesus, ao caminhar sobre as águas, revela aos seus discípulos que é Deus, isso porque, segundo as Escrituras, somente Deus pode caminhar sobre o mar. Podemos ver isso no livro de Jó: "Sozinho ele estende os céus e caminha sobre as alturas dos mares" (Jó 9, 8) e no livro dos Salmos: "No mar abriste o teu caminho, tua passagem nas águas profundas, e ninguém conseguiu conhecer os teus rastros" (Sl 76, 20). A revelação da divindade de Jesus continua na mesma passagem quando ele fala aos discípulos: "Coragem, sou eu! Não tenhais medo!", atribuindo para si o mesmo nome que Deus atribuiu a si na passagem da sarça ardente, quando revela o seu nome a Moisés.
Fonte CNBB


NÃO TENHAM MEDO! Mc 6,45-52
HOMILIA

Completando a narrativa da partilha dos pães, Marcos nos apresenta a narrativa da travessia do mar no estilo de uma teofania. É uma narrativa com cenas supranaturais e conteúdo simbólico.

Após a partilha, Jesus manda os discípulos de barco para Betsaida, despede a multidão e sobe a montanha para orar. Os discípulos no barco, no meio do mar, encontravam dificuldades devido ao vento contrário. O “mar” é o caos ameaçador, que gera pobreza, exclusão e fome, ameaçando a vida, e que deve ser enfrentado pelos discípulos em sua ação missionária. Jesus, andando sobre o mar, afirma-se como aquele que, pela partilha dos pães mostra o caminho da superação deste caos. Porém os discípulos não entendem. É uma característica de Marcos registrar a dificuldade dos discípulos em entenderem a missão de Jesus.

Portanto, Marcos nos quer dirigir uma palavra de conforto e confiança em Deus. Alías, dentro de nós existe uma força fantástica, capaz de nos dirigir para uma saúde perfeita, um bom trabalho e relacionamentos compensadores – ou seja, temos tudo o que precisamos para atingir a prosperidade e o amor. Pois, Deus nos deu a inteligência e a vontade. Não duvido que seja por isso que Santo Agostinho diz: não podemos procurar Deus fora de nós, é no interior que está a verdade.

O ser humano contribui muito para a sua atual condição de vida. O importante é não ter medo de nada e de ninguém. Jesus continua gritando para nós: Coragem sou eu! Não tenham medo! Experimente coisas novas. Se tu pensar no medo, nada de grandioso poderá ocorrer.

Quando tu  disseres constantemente a ti mesmo que és ótimo, ficará mais fácil fazer mudanças na tua vida. Tenha confiança de que Deus irá proteger-te, possibilitando que algo maravilhoso aconteça. Permita que as novas experiências ocorram e estejas aberto para as modificações. Claro que os obstáculos surgirão. Mas não os vejas como impedimentos, mas sim, como diferentes possibilidades para superar novos desafios.

Mentaliza-te sempre que Deus está a orientar a tua vida para o caminho do bem.

De modo geral, culpamos a sociedade pelas conseqüências positivas ou negativas que ocorrem na vida depois que amadurecemos. Mas é preciso reconhecer as influências benéficas de todos os acontecimentos, por piores que possam parecer no instante em que ocorreram. Caso contrário, o novo não acontece apenas o medo.

A frustração, o desamparo, a raiva ou o choro indicam que a pessoa ainda não cresceu. Tu achas que é possível realizar algo grandioso desta forma? Não. Isto só mostra um comportamento imaturo. Por isso, coragem! Não se limite. Goste de ti mesmo e não espere que alguém vá cuidar das tuas carências e problemas a não ser Deus. Exponha-te diante d’Ele, não temas os julgamentos que outros possam fazer de ti. Seu anjo da guarda o ajudará sempre!

Se usares toda sua potencialidade, conseguirás usufruir as graças que vem do alto. Expresse teus talentos e sejas o primeiro a acreditar que tua vida dará certo. Vença teus medos e sejas muito feliz.
Fonte Canção Nova

Leia também:
Primeira Leitura
Segunda Leitura
Salmo

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Mc 6,34-44 - 05.01.2016 - Multiplicando os pães, Jesus se manifesta como profeta.

TERÇA-FEIRA DEPOIS DA EPIFANIA
Natal
Cor: Branco

Evangelho - Mc 6,34-44

Multiplicando os pães, Jesus se manifesta como profeta.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos, 6,34-44

Naquele tempo:
34Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão,
porque eram como ovelhas sem pastor.
Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.
35Quando estava ficando tarde,
os discípulos chegaram perto de Jesus
e disseram: 'Este lugar é deserto e já é tarde.
36Despede o povo,
para que possa ir aos campos e povoados vizinhos
comprar alguma coisa para comer.'
37Mas, Jesus respondeu:
'Dai-lhes vós mesmos de comer.'
Os discípulos perguntaram:
'Queres que gastemos duzentos denários
para comprar pão e dar-lhes de comer?'
38Jesus perguntou:
'Quantos pães tendes? Ide ver.'
Eles foram e responderam:
'Cinco pães e dois peixes.'
39Então Jesus mandou
que todos se sentassem na grama verde, formando grupos.
40E todos se sentaram,
formando grupos de cem e de cinqüenta pessoas.
41Depois Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes,
ergueu os olhos para o céu,
pronunciou a bênção, partiu os pães
e ia dando aos discípulos, para que os distribuíssem.
Dividiu entre todos também os dois peixes.
42Todos comeram, ficaram satisfeitos,
43e recolheram doze cestos
cheios de pedaços de pão e também dos peixes.
44O número dos que comeram os pães
era de cinco mil homens.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mc 6, 34-44
Jesus é o pastor segundo o coração de Deus, realizando assim a profecia de Jeremias, e é também o próprio Deus que vem apara apascentar o seu povo, conforme nos diz o profeta Ezequiel. Ele vem porque Deus tem compaixão do seu povo que está como ovelhas que não têm pastor. Jesus é o pastor que alimenta o rebanho com a palavra, ensinando-lhes muitas coisas, e com o alimento material, multiplicando os pães e os peixes. Como continuadores da missão pastoral de Jesus, devemos nós também dar a nossa contribuição para que o povo seja formado na fé, possa lutar pela superação da miséria e da fome, e tenha condições de conhecer e viver os valores do Reino de Deus.
Fonte CNBB


JESUS ALIMENTA UMA MULTIDÃO Mc 6,34-44
HOMILIA

Três pontos merecem destaque no Evangelho de hoje. Primeiro a caridade. Se eliminarmos a hipótese de uma multiplicação milagrosa dos pães, o que explicaria que todos comessem os pães, ficassem saciados e ainda sobrassem 12 cestos? A explicação que eu já escutei de muitos padres e estudiosos foi que as pessoas que estavam lá, escutando Jesus, tinham seus pãezinhos guardados nas suas bolsas. No momento em que viram que era hora da ceia, cada um repartiu o que trouxe com aqueles que não trouxeram nada. E assim, todos comeram. Então a caridade foi um fator primordial na multiplicação dos pães. Inclusive, mesmo que tenha ocorrido realmente a multiplicação milagrosa dos pães, certamente houve também a partilha daqueles que trouxeram sua própria comida.

O segundo ponto importante é que Jesus mandou que se formassem grupos e se sentassem. Por quê? Não poderia ter feito a oração e a distribuição dos pães com a multidão desorganizada? Qual seria a intenção de formarem grupos? Jesus sabia de algo básico do ser humano: a maioria das pessoas não consegue comer vendo outra pessoa passando fome na sua frente. Então se imagine na situação: você dentro de um daqueles grupos, com comida na sua bolsa, com fome. A maioria das pessoas, nessa situação, comeria e dividiria uma parte da sua comida com as pessoas mais próximas. Você é assim? Se não for, talvez seja hora de rever seus conceitos…

No Evangelho não diz, mas eu fico imaginando a reação dos discípulos quando Jesus mandou que trouxessem os 5 pães e 2 peixes até Ele, na intenção de alimentar aquela multidão de 5 mil homens (sem contar mulheres e crianças). Para quem não entende o que é fé, aqui vai um bom exemplo do que é fé: quando todos ao seu redor dizem que aquilo em que você acredita não existe, mas mesmo assim você vai até o fim. Se a fé de Jesus fosse fraca, Ele nem teria tentado repartir os pães e peixes. Mas Jesus como em todos os milagres, Jesus fez a parte dEle, e deixou que cada pessoa na multidão também fizesse a sua parte.

Cada um desses três pontos daria para falar muito mais, mas esse aprofundamento nós faremos em outras oportunidades… Por hoje, que saibamos repartir o nosso “pão” e nosso “peixe” com quem está do nosso lado…

Durante o ministério de Jesus, muitos dos seus discípulos imaginaram seus sonhos se realizando. Sua demonstração de poder divino tinha-os convencido de que ele seria um rei capaz de atingir os objetivos políticos e suprir as necessidades físicas deles.

Quando os discípulos vieram dizer a Jesus que despedisse a multidão por causa do horário avançado, podiam não estar realmente preocupados com o bem-estar do povo, tão somente. Talvez estivessem mais interessados neles próprios, uma vez que já vinham de uma outra jornada sem se alimentarem direito (Mc 6:31). De repente, eles ouvem a frase: “Dai-lhes vós de comer”. Podiam ter pensado assim: “Não temos comida, nem para nós mesmos, como vamos alimentar os outros?”

Será que você já passou pela experiência de ter de oferecer alguma coisa que ainda não tivesse nem para si? Em algumas situações nos sentimos impotentes, sem saber como ajudar.

Jesus queria ensinar aos discípulos que eles podiam fazer muito mais do que achavam que podiam. Estavam cansados, exaustos, e procuraram um meio de sair daquela situação.

Mas o Senhor os envolveu novamente e eles acabaram tendo uma experiência riquíssima com o Mestre, aprendendo que podiam alimentar multidões. Eles viram que era possível dar mais um passo.

Os discípulos estavam desesperados diante da incumbência recebida de alimentar aquele grande número de pessoas. Onde achariam tanto dinheiro para cumprir aquela tarefa?

Jesus, porém, não mantinha o foco da atenção voltado para o que eles não tinham, e sim para o que estava em suas mãos. Ele não perguntou: “de quanto vocês precisam”, mas sim “o quanto vocês têm”. Verificou-se que havia entre eles apenas cinco pães e dois peixes, e com essa quantidade, uma multidão foi alimentada.

Há uma outra passagem bíblica, onde uma viúva pedia ajuda ao profeta para saldar suas dívidas. Ele lhe perguntou: “O que você tem em casa?” Ela respondeu: “Uma botija de azeite”. E com essa botija de azeite, toda a sua dívida foi paga (2 Reis 4:1-7).

É possível que permaneçamos com um problema, porque insistimos em olhar para o que necessitamos ter, ao invés de percebermos o que já temos. Sempre achamos que não temos o suficiente.

Precisamos hoje mudar o foco da atenção, se queremos que o pouco venha a se multiplicar, para poder ajudar as pessoas.

Precisamos viver de forma planejada e organizada, mas nunca permitir que o nosso coração se torne insensível em face dos problemas dos outros. Devemos ajudar as pessoas a perceberem que elas podem fazer mais do que acham que podem. O foco da nossa atenção deve se voltar para o que já temos em mãos, com o qual Deus poderá fazer um tremendo milagre.

Faça um levantamento, brevemente, do que você percebe que já tem em mãos, e que poderia disponibilizar para o progresso do Evangelho. Talvez Deus lhe revele uma habilidade especial, um talento, uma idéia, um sonho, um bem material, etc. Ele pode falar ao seu coração de várias formas. Esteja aberto para a Sua ministração.
Fonte Canção Nova

Leia também:
Primeira Leitura
Segunda Leitura
Salmo

domingo, 3 de janeiro de 2016

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Mt 4,12-17.23-25 - 04.01.2016 - O Reino dos Céus está próximo.

SEGUNDA-FEIRA DEPOIS DA EPIFANIA
Natal
Cor: Branco

Evangelho - Mt 4,12-17.23-25

O Reino dos Céus está próximo.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 4,12-17.23-25

Naquele tempo:
12Ao saber que João tinha sido preso,
Jesus voltou para a Galiléia.
13Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum,
que fica às margens do mar da Galiléia,
14no território de Zabulon e Neftali,
para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías:
15'Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar,
região do outro lado do rio Jordão, Galiléia dos pagãos!
16O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz;
e para os que viviam na região escura da morte
brilhou uma luz.'
17Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo:
'Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo.'
23Jesus andava por toda a Galiléia,
ensinando em suas sinagogas,
pregando o Evangelho do Reino
e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo.
24E sua fama espalhou-se por toda a Síria.
Levavam-lhe todos os doentes,
que sofriam diversas enfermidades e tormentos:
endemoninhados, epiléticos e paralíticos.
E Jesus os curava.
25Numerosas multidões o seguiam,
vindas da Galiléia, da Decápole, de Jerusalém, da Judéia,
e da região além do Jordão.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 4,12-17.23-25
O evangelho de hoje nos mostra o início da missão de Jesus, sendo que dois elementos dessa missão se tornam mais evidentes: Jesus como luz e o teor da sua pregação. Jesus, luz que ilumina todo homem que vem a esse mundo, vai na direção de todos os que se encontram nas trevas do erro, do pecado e da morte para os exortar à conversão, a fim de que possam entrar no Reino de Deus. A partir disso, entendemos melhor a nossa missão evangelizadora: devemos ser transmissores da luz de Jesus para que todas as pessoas possam aderir à proposta do evangelho, se converter e assumir os valores do Reino de Deus que Jesus mostrou para todos nós.
Fonte CNBB


JESUS INICIA SUA MISSÃO Mt 4,12-17.23-25
HOMILIA
 
Após receber o batismo de João, Jesus inicia uma nova fase em sua vida. Deixa a sua cidade de origem, Nazaré, onde morava sua família, e vai morar em Cafarnaum, às margens do mar da Galiléia.

Após a prisão de João, Jesus volta para a Galiléia, abandona sua cidade de origem e parte para Cafarnaum. Mesmo identificado com a pregação do Batista, Jesus orienta seu ministério para as regiões habitadas com maior ou menor concentração de população. O anúncio da Boa-Nova é o da conversão à prática da justiça, com a integração dos excluídos, frágeis, doentes e enfermos.

Durante o Seu ministério na Galiléia e por outros lugares acorriam à Ele gentios e judeus. O grande número de doentes e enfermos era a expressão das precárias condições de vida do povo oprimido, com o qual Jesus se relacionava e comungava. Portanto, trata-se de multidões provenientes das regiões exclusivamente gentílicas, vizinhas da Galiléia. Fica bem em evidência o caráter universalista do anúncio de Jesus, visando à libertação de toda opressão e ao favorecimento da vida.

É um convite universal da salvação. Este convite à conversão constitui a conclusão vital do anúncio feito pelos apóstolos depois de Pentecostes. Nele, o objeto do anúncio fica totalmente explícito: já não é genericamente o “reino”, mas sim a obra mesma de Jesus, integrada no plano divino predito pelos profetas. Ao anúncio do que teve lugar com o Jesus Cristo morto, ressuscitado e vivo na glória do Pai, segue-lhe o premente convite à “conversão”, a que está ligada o perdão dos pecados. Tudo isto aparece claramente no discurso que Pedro pronuncia no pórtico de Salomão: “Deus deu cumprimento deste modo ao que tinha anunciado por boca de todos os profetas: que seu Cristo padeceria. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que vossos pecados sejam apagados” (At 3,18-19). Este perdão dos pecados, no Antigo Testamento, foi prometido por Deus no contexto da “nova aliança”, que Ele estabelecerá com seu povo (cf Jr 31,31-34). Deus escreverá a lei no coração. Nesta perspectiva, a conversão é um requisito da aliança definitiva com Deus e ao mesmo tempo uma atitude permanente daquele que, acolhendo as palavras do anúncio evangélico, passa a formar parte do reino de Deus em seu dinamismo histórico e escatológico.

Os destinatário da mensagem de Jesus sou eu, és tu quando nos abrimos à Palavra, para escutá-la com sinceridade, alcançamos a paz, a salvação, a vida. Ele continua a revelar-se para nossa divindade, quando fazemos o esforço necessário para nossa conversão.

Pai, torna-me beneficiário do Reino anunciado por Jesus, e dá-me, de novo, a alegria de viver e de empenhar-me pelo advento de um mundo melhor e mais fraterno.
Fonte Canção Nova

sábado, 2 de janeiro de 2016

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Mt 2,1-12 - 03.01.2016 - Viemos do Oriente adorar o Rei.

Epifania do Senhor
Natal
Cor: Branco

Evangelho - Mt 2,1-12

Viemos do Oriente adorar o Rei.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 2,1-12

1Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia,
no tempo do rei Herodes,
eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém,
2perguntando:
'Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer?
Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.'
3Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado
assim como toda a cidade de Jerusalém.
4Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei,
perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer.
5Eles responderam: 'Em Belém, na Judéia,
pois assim foi escrito pelo profeta:
6E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum
és a menor entre as principais cidades de Judá,
porque de ti sairá um chefe
que vai ser o pastor de Israel, o meu povo.'
7Então Herodes chamou em segredo os magos
e procurou saber deles cuidadosamente
quando a estrela tinha aparecido.
8Depois os enviou a Belém, dizendo: 'Ide e procurai
obter informações exatas sobre o menino.
E, quando o encontrardes, avisai-me,
para que também eu vá adorá-lo.'
9Depois que ouviram o rei, eles partiram.
E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante
deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino.
10Ao verem de novo a estrela,
os magos sentiram uma alegria muito grande.
11Quando entraram na casa,
viram o menino com Maria, sua mãe.
Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram.
Depois abriram seus cofres
e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra.
12Avisados em sonho para não voltarem a Herodes,
retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 2,1-12
A Festa da Fé

A Igreja celebra hoje a manifestação de Jesus ao mundo inteiro. Epifania significa “manifestação”; e os Magos representam os povos de todas as línguas e nações que se põem a caminho, chamados por Deus, para adorar Jesus.

Na Vinda dos Magos a Belém, Jesus inicia a reunião de todos os povos (Ev. Mt 2, 1-12).

O Profeta Isaías (Is 60, 1-6) descreve a glória de Jerusalém para quem se levanta uma grande luz. Esta luz é Cristo, o Messias Salvador. Ele será luz para Jerusalém e para a nova Jerusalém, a Igreja e toda a humanidade.

A festa da Epifania incita todos os fiéis a partilharem dos anseios e fadigas da Igreja que “ora e trabalha ao mesmo tempo, para que a totalidade do mundo se incorpore ao Povo de Deus, Corpo do Senhor e Templo do Espírito Santo” (LG. 17). Aqui temos o plano de Deus de fazer toda a humanidade participante da salvação em Cristo! Esta é a boa-nova, o Evangelho. Por isso, devemos hoje dar graças a Deus por nossa vocação cristã.

Para que isso aconteça é preciso que trilhemos o caminho dos Magos. Qual será este caminho? Primeiramente é preciso estarmos atentos aos sinais de Deus e termos o desejo de adorá-Lo.

“Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo” (Mt 2,2). Em segundo lugar, é preciso procurá-Lo, onde Ele se encontra! Depois, é preciso partir sempre de novo, recomeçar, sair à procura! Então, a estrela há de aparecer e pousar sobre o lugar onde se encontra o Menino. Serão momentos de grande alegria!

Quem encontra Jesus Cristo muda de caminho. Toma outro caminho. Um caminho novo, o caminho de

Jesus Cristo que se apresenta como o Caminho (Jo 14,6).

Importa seguir a estrela que pousará onde está Jesus Cristo. Precisamos estar atentos à estrela! A estrela são todos os sinais de Deus para que encontremos o Messias Salvador. A Palavra de Deus, os Sacramentos, o Magistério da Igreja, uma palavra do sacerdote ou de pessoas amigas, os acontecimentos da vida. Devemos estar atentos para perceber a presença da estrela. E mais: somos chamados a sermos estrelas, que vão indicando o caminho ao próximo para que ele encontre o Messias Salvador. Há muitas maneiras de sermos estas estrelas, dando testemunho de Jesus Cristo. Isso na família, na Igreja e na sociedade.

Cada pessoa humana necessita de estrelas que iluminem o seu caminho para o bem, para Deus.

Os Magos, ao chegarem a Belém, ajoelharam-se diante do Menino e O adoraram. Abriram os seus cofres e lhe ofereceram presentes… Não voltaram a Herodes, retornaram por outro caminho (Mt. 2, 11-12).

O encontrar Deus no menino transforma a vida das pessoas (um chamado à conversão). Já não podem voltar a Herodes (mal). Voltarão por outro caminho à sua região (Vida nova!).

Os Magos ofereceram ouro, incenso e mirra. O ouro quer expressar o reconhecimento do poder régio de Jesus; o incenso, a confissão de sua divindade e a mirra, o testemunho de que Ele se fizera homem para a redenção do mundo.

A Epifania é a festa da fé e do apostolado da fé. “Participam desta festa tanto os que já chegaram à fé como os que se põem a caminho para alcançá-la. Participa desta festa a Igreja, que cada ano se torna mais consciente da amplitude da sua missão. A quantos homens é necessário levar ainda a fé! Quantos homens é preciso reconquistar para a fé que perderam, numa tarefa que é às vezes mais difícil do que a primeira conversão! No entanto, a Igreja, consciente desse grande dom, o dom da Encarnação de Deus, não pode deter-se, não pode parar nunca. Deve procurar continuamente o acesso a Belém para todos os homens e para todas as épocas. A Epifania é a festa do desafio de Deus” (Beato João Paulo II, Homilia 6/1/1979).

Sejamos fiéis à nossa vocação cristã! Todo cristão autêntico está sempre a caminho no próprio e pessoal itinerário de fé e, ao mesmo tempo, com a pequena luz que traz dentro de si, pode e deve servir de ajuda para quem se encontra ao seu lado e, talvez, sente dificuldade de encontrar a estrada que conduz a Cristo.
Mons. José Maria Pereira


VIEMOS PARA ADORAR O SENHOR Mateus 2, 1-12)
HOMILIA
 
A Epifania do Senhor é uma festa religiosa cristã celebrada no dia 6 de janeiro, ou seja, doze dias após o Natal. Para nós cristãos, a Solenidade da Epifania representa a assunção humana de Jesus Cristo, quando o filho do Criador dá-se a conhecer ao Mundo. Na narração bíblica Jesus deu-se a conhecer a diferentes pessoas e em diferentes momentos, porém o mundo cristão celebra como epifanias três eventos: a Epifania propriamente dita perante os magos do oriente (como está relatado em Mateus 2, 1-12) e que é celebrada no dia 6 de Janeiro; a Epifania a João Batista no rio Jordão; e a Epifania a seus discípulos e início de sua vida pública com o milagre de Caná quando começa o seu ministério.

No sentido literário, a “epifania” é um momento privilegiado de revelação, quando acontece um evento ou incidente que “ilumina” a vida da personagem.

O Dia de Reis, segundo a tradição cristã, seria aquele em que Jesus Cristo recém-nascido recebera a visita de “uns magos” que, segundo o hagiológio foram três Reis Magos, e que ocorrera no dia 6 de janeiro.

A data marca, para nós católicos, o dia para a adoração aos Reis, que a tradição surgida no século VIII converteu nos santos Belchior, Gaspar e Baltazar. Nesta data, ainda, encerram-se os festejos natalinos – sendo o dia em que são desarmados os presépios e por conseguinte são retirados todos os enfeites natalinos.

O tema da luz domina a solenidade do Natal e da Epifania, que antigamente e ainda hoje no Oriente estavam unidas numa só grande “festa das luzes”. No sugestivo clima da Noite Santa apareceu a luz; nasceu Cristo “luz dos povos”. É ele o “sol que surge do alto (cf. Lc, 1, 78). Sol vindo ao mundo para dissipar as trevas do mal e inundá-lo com o esplendor do amor divino. Escreve o evangelista João: “O Verbo era a luz verdadeira que, vindo ao mundo, a todo o homem ilumina” (1, 9).

“Deus é luz”, recorda sempre São João, sintetizando não uma teoria gnóstica, mas “a mensagem que recebemos dele (1 Jo 1, 5), isto é de Jesus. No Evangelho, ele lembra de novo a expressão recolhida dos lábios do Mestre: “Eu sou a luz do mundo; quem Me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8, 12).

Encarnando, o Filho de Deus manifestou-se como luz. Luz não só para o exterior, na história do mundo, mas também para o interior do homem, na sua história pessoal. Fez-se um de nós dando sentido e valor renovado à nossa existência terrena. Deste modo, no pleno respeito pela liberdade humana, Cristo tornou-se ” lux mundi a luz do mundo”. Luz que brilha nas trevas (Jo 1, 5).

Hoje, solenidade da “Epifania”, que significa “Manifestação”, volta com vigor o tema da luz. Hoje, o Messias, que em Belém se manifestou a humildes pastores da região, continua a revelar-se luz dos povos de todos os tempos e de todos os lugares. Para os magos, vindos do Oriente para o adorar, a luz do “rei dos Judeus que acaba de nascer” (Mt 2, 2) assume a forma de um astro celeste, muito brilhante, a ponto de atrair o seu olhar e os guiar até Jerusalém. Põe-nos, assim, nas pegadas da antigas profecias messiânicas: “uma estrela sai de Jacob e um ceptro flamejante surge do seio de Israel…” (Nm 24, 17).

Como é sugestivo o símbolo da estrela que se repete em toda a iconografia do Natal e Epifania!

Ainda hoje, evoca profundos sentimentos, mesmo se, como tantos outros sinais do sagrado, corre o risco de se tornar banalizada pelo uso consumista que dela é feito. Todavia, recolocada no seu contexto original, a estrela que contemplamos no presépio fala ao espírito e ao coração do homem do terceiro milénio.

Fala ao homem secularizado, despertando nele a nostalgia da sua condição de viandante à procura da verdade e desejoso de absoluto. A própria etimologia do verbo “desejar” evoca a experiência dos navegantes, que se orientam durante a noite observando os astros, que em latim se chamam “sidera”.

Quem não sente a necessidade de uma “estrela” que o guie no seu caminho sobre a terra? Sentem esta necessidade tanto os indivíduos como as nações. Para vir ao encontro deste desejo de salvação universal, o Senhor escolheu para si um povo, que fosse estrela orientadora para “todas as famílias da terra” (Gn 12, 3). Com a Encarnação de seu Filho, Deus alargou, depois, a eleição a todos os outros povos, sem distinção de raça e cultura. Assim nasceu a Igreja, formada por homens e mulheres que, “unidos em Cristo, são dirigidos pelo Espírito Santo na sua peregrinação para o Reino do Pai e receberam uma mensagem de salvação, que devem comunicar a todos” (Gs 1).

Ressoa, portanto, para toda a Comunidade eclesial o oráculo do profeta Isaías, que escutámos na primeira leitura: Levanta-te e resplandece, chegou a tua luz; a glória do Senhor levanta-se sobre ti!… As nações caminharão à tua luz, os reis, ao resplendor da tua aurora” (Is 60, 1.3).

Acolhendo Jesus, nossa Luz, sejamos como estrelas que o apontem para a humanidade ou levem a humanidade até Ele, para que o conheça e o adore, e o tenha como a Luz de sua vida. O ouro aponta Jesus como o Rei universal; o incenso, como Deus, Mas é Rei e Deus pelo amor e serviço sem reservas nem medidas, até o extremo da morte, lembrada pela mirra!
Fonte Canção Nova