sexta-feira, 14 de agosto de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Mt 19,13-15 - 15.08.2015 - Deixai as crianças, e não as proibais de virem a mim, porque delas é o Reino dos Céus.

Sábado da 19ª Semana Tempo Comum
Cor: Verde

Evangelho - Mt 19,13-15

Deixai as crianças, e não as proibais de virem a mim, porque delas é o Reino dos Céus.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 19,13-15

Naquele tempo:
13Levaram crianças a Jesus,
para que impusesse as mãos sobre elas e fizesse uma oração.
Os discípulos, porém, as repreendiam.
14Então Jesus disse:
'Deixai as crianças, e não as proibais de virem a mim,
porque delas é o Reino dos Céus.'
15E depois de impôr as mãos sobre elas, Jesus partiu dali.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 19, 13-15
Muitas vezes, pelo fato de procurarmos viver de forma coerente os valores do Evangelho e percebermos os erros e os problemas que existem no mundo de hoje por parte de muitas outras pessoas que não tiveram a oportunidade de conhecer Jesus como nós o conhecemos, corremos o risco de fazer exatamente o contrário daquilo que Jesus exige de nós. Pode acontecer que nos coloquemos como intermediários entre Jesus e as pessoas não para aproximá-las dele, como é a sua vontade, mas para impedir que se aproximem dele por não serem dignas, negando a elas a oportunidade da graça da conversão e da vida nova em Cristo.
Fonte CNBB



JESUS E AS CRIANÇAS Mt 19,13-15
HOMILIA

No Evangelho de hoje dois pontos me chamam atenção. O primeiro é o fato das crianças se sentirem atraídas por Jesus a ponto de provocar um tumulto que os próprios discípulos acharam necessário intervir, para depois serem repreendidos pelo Mestre. Este é um ponto que eu considero interessante porque se prestarmos atenção, veremos que são pouquíssimas as pessoas que têm esse “magnetismo” com as crianças. E as características em comum nessas pessoas são: a doçura, a simplicidade, o sorriso constante, a paciência, a alegria, a jovialidade, a espontaneidade… Em todos os lugares por onde Jesus passava, multidões vinham ouvi-lo, e as crianças vinham espontaneamente para que Ele impusesse suas mãos e orasse por elas. E Jesus se deleitava com isso. Nos quadros que tentam retratar essa cena, Jesus sempre está sentado, com um olhar sereno, com cada mão sobre a cabeça de uma criança super-comportada, e mais umas 3 crianças esperando pacientemente a sua vez. Se eu fosse pintar um quadro da forma como imagino que aconteceu, seria com dezenas de crianças correndo, pulando, gritando, brincando e fazendo a maior festa em torno de Jesus, que se divertia com elas, enquanto alguns discípulos tentavam, em vão, controlar a bagunça… Jesus sempre ensinou pelo exemplo e pelas palavras. Se Ele dizia que para entrar no Reino dos Céus, deveríamos ser como crianças, então Ele próprio se fazia criança, principalmente quando estava entre crianças.

O segundo aspecto que me fez refletir foi um questionamento para tentar entender melhor a psicologia de Jesus: Por que Ele deu tanta importância às crianças, a ponto de dizer que o Reino de Deus é delas, e para quem se faz como elas? O que Jesus via nas crianças, para chegar a dizer isso? Já ouvimos muitos dizerem que a criança é espontânea; que pode ficar com raiva, mas no minuto seguinte já faz as pazes e esquece; que não vê malícia em nada; dentre tantas outras características. Qual a experiência de Jesus com as crianças? O que Jesus realmente queria transmitir aos discípulos?

Quando será que nós adultos, pais, irmãos, professores, impedimos as crianças de irem até Jesus? Isso acontece de várias maneiras. Começando da nossa casa, nós, os pais, irmãos e padrinhos das crianças, as impedimos de irem até Jesus, quando não as levamos à missa, quando não as matriculamos na catequese, quando não lhes damos bons exemplos de cristãos etc. Ah! Já sei o que você está querendo dizer. Eu mandei meu filho para a missa, sim. Matriculei minha filha na catequese, e até ensinei os dois a rezar antes de dormir. Ótimo! Mas você deu o exemplo indo à missa também, rezando na presença deles, os levou para o catecismo?

É como diz o velho ditado. Palavras sem exemplos, são tiros sem balas. Para a criança, um bom exemplo dos pais vale por mil palavras. Se seu filho nunca viu você rezando, a fé dele está condenada. Seu filho, sua filha, são seus imitadores. Eles querem, exigem que as vossas palavras sejam seguidas de exemplos. Se você diz para seu filho que ele tem de ser honesto e logo em seguida pega o telefone e fica combinando com o seu amigo como dar um desfalque na empresa, ou como fazer uma pirataria, você acha que o seu filho vai escolher ser honesto? E o professor? Quando ele impede as crianças, seus alunos, de irem até Jesus? Quando na sua indiferença a qualquer religião, ele afirma para a classe. Deus? Ah! Deus está na mente das pessoas! Ou por outro lado, quando o mestre nunca semeia uma palavra de fé para seus alunos, ou mesmo quando fala mal da Igreja ou dos padres.

No Evangelho de hoje, a criança serve de exemplo não pela inocência ou pela perfeição moral. Ela é o símbolo do ser fraco, sem pretensões sociais: é simples, não tem poder nem ambições. Principalmente na sociedade do tempo de Jesus, a criança não era valorizada, não tinha nenhuma significação social. A criança é, portanto, o símbolo do pobre marginalizado, que está vazio de si mesmo, pronto para receber o Reino de Jesus.

Pai, seja a simplicidade e a pureza de coração das crianças um exemplo no qual devo inspirar-me para ser fiel a ti e consequentemente merecer o Reino do Céu.
Fonte Canção Nova

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Mt 19,3-12 - 14.08.2015 - Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início.

6ª-feira da 19ª Semana Tempo Comum
S. Maximiliano Maria Kolbe PresbMt, memória
Cor: Vermelho

Evangelho - Mt 19,3-12

Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 19,3-12

Naquele tempo:
3Alguns fariseus aproximaram-se de Jesus,
e perguntaram, para o tentar:
'É permitido ao homem despedir sua esposa
por qualquer motivo?'
4Jesus respondeu:
'Nunca lestes que o Criador,
desde o início os fez homem e mulher?
5E disse: 'Por isso, o homem deixará pai e mãe,
e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne'?
6De modo que eles já não são dois, mas uma só carne.
Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe.'
7Os fariseus perguntaram:
'Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio
e despedir a mulher?'
8Jesus respondeu:
'Moisés permitiu despedir a mulher,
por causa da dureza do vosso coração.
Mas não foi assim desde o início.
9Por isso, eu vos digo:
quem despedir a sua mulher
- a não ser em caso de união ilegítima -
e se casar com outra, comete adultério.'
10Os discípulos disseram a Jesus:
'Se a situação do homem com a mulher é assim,
não vale a pena casar-se.'
11Jesus respondeu:
'Nem todos são capazes de entender isso,
a não ser aqueles a quem é concedido.
12Com efeito, existem homens incapazes para o casamento,
porque nasceram assim;
outros, porque os homens assim os fizeram;
outros, ainda, se fizeram incapazes disso
por causa do Reino dos Céus.
Quem puder entender, entenda.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 19, 3-12
Quem comete adultério, peca duas vezes. O primeiro pecado é o da fornicação, do desrespeito da pessoa do outro ou da outra como templo do Espírito Santo, o que se constitui em profanação do sagrado, da propriedade divina pela consagração batismal. O segundo pecado é contra o vínculo matrimonial, é o rompimento de uma promessa que foi feita diante de Deus e da Igreja. E a causa de tão grave pecado encontra-se na dureza do próprio coração, que não é capaz de abrir-se à graça divina e aos verdadeiros valores e se torna escravo da luxúria, fazendo dela o verdadeiro deus da própria vida.
Fonte CNBB



A INDISSOLUBILIDADE DO MATRIMÔNIO Mt 19,3-12
HOMILIA

Deus, que é amor e criou o homem por amor, chamou-o a amar. Criando o homem e a mulher, chamou-os ao Matrimônio, à uma íntima comunhão de vida e amor entre eles, “de maneira que já não são dois, mas uma só carne.

Esta é a verdade que a Igreja proclama ao mundo sem cessar. O Papa João Paulo II dizia que “o homem se tornou ‘imagem e semelhança’ de Deus, não somente através da própria humanidade, mas também através da comunhão das pessoas que o varão e a mulher formam desde o princípio. Tornam-se a imagem de Deus não tanto no momento da solidão quanto no momento da comunhão” (Audiência geral de 14.11.1979).

A família é uma instituição de mediação entre o indivíduo e a sociedade, e nada a pode substituir totalmente. Ela mesma apoia-se, sobretudo numa profunda relação interpessoal entre o esposo e a esposa, sustentada pelo afeto e compreensão mútua. No sacramento do Matrimônio, ela recebe a abundante ajuda de Deus, que comporta a verdadeira vocação para a santidade. Queira Deus que os filhos contemplem mais os momentos de harmonia e afeto dos pais e não os de discórdia e distanciamento, pois o amor entre o pai e a mãe oferece aos filhos uma grande segurança e ensina-lhes a beleza do amor fiel e duradouro.

O testemunho fundamental acerca do valor da indissolubilidade é dado com a vida matrimonial dos cônjuges, na fidelidade ao seu vínculo, através das alegrias e das provas da vida. Mas o valor da indissolubilidade não pode ser considerado o objeto de uma mera escolha privada: ele diz respeito a um dos pontos de referência de toda a sociedade. E por isso, enquanto devem ser encorajadas as iniciativas que os cristãos com outras pessoas de boa vontade promovem para o bem das famílias, deve evitar-se o risco do permissivismo em questões de fundo que se referem à essência do Matrimônio e da família.

A família é um bem necessário para os povos, um fundamento indispensável para a sociedade e um grande tesouro dos esposos durante toda a sua vida. É um bem insubstituível para os filhos, que hão de ser fruto do amor, da doação total e generosa dos pais. Proclamar a verdade integral da família, fundada no Matrimônio, como Igreja doméstica e santuário da vida é uma grande responsabilidade de todos.

Diante do Senhor, a mulher é inseparável do homem e o homem da mulher, diz o apóstolo Paulo (1Cor 11,11). Através do Evangelho, o homem e a mulher caminham em conjunto para o Reino. Cristo chama conjuntamente, sem os separar, homem e mulher, que Deus une e a natureza junta, fazendo-os, por uma admirável conformidade, partilhar os mesmos gestos e as mesmas funções. Pelo laço do Matrimônio, Deus faz que dois seres não sejam senão um, e que um só ser seja dois, de modo que assim descubra um outro de si, sem perder a sua personalidade, nem se confundir no casal.

Mas por que é que, nas imagens que nos dá do Seu Reino, Deus faz intervir deste modo o homem e a mulher? Porque sugere Ele tanta grandeza através de exemplos que podem parecer fracos e despropositados? Irmãos, um mistério precioso esconde-se debaixo desta pobreza.

Segundo a palavra do apóstolo Paulo, «É grande este mistério, pois que é o de Cristo e da Sua Igreja» (Ef 5,32). Isto evoca o maior projeto da humanidade. O homem e a mulher puseram fim ao processo do mundo, um processo que se arrastava há séculos. Adão, o primeiro homem, e Eva, a primeira mulher, são conduzidos da árvore do conhecimento do bem e do mal para o fogo do fermento da Boa Nova. Esses olhos que a árvore da tentação fechara à verdade, abrindo-os à ilusão do mal, a luz da Boa Nova abre-os fechando-os. Essas bocas tornadas doentes pelo fruto da árvore envenenada são salvas pelo sabor.

O Matrimônio “é” indissolúvel: esta prioridade exprime uma dimensão do seu próprio ser objetivo, não é um mero fato subjetivo. Por conseguinte, o bem da indissolubilidade é o bem do próprio Matrimônio; e a incompreensão da índole indissolúvel constitui a incompreensão do Matrimônio na sua essência. Disto deriva que o “peso” da indissolubilidade e os limites que ela comporta para a liberdade humana mais não são do que o reverso, por assim dizer, da medalha em relação ao bem e às potencialidades inerentes à instituição matrimonial como tal. Nesta perspectiva, não tem sentido falar de imposição por parte da lei humana, porque ela deve refletir e tutelar a lei natural e divina, que é sempre verdade libertadora (cf. Jo 8, 32).

Esta verdade acerca da indissolubilidade do Matrimônio, como toda a mensagem cristã, destina-se aos homens e às mulheres de todos as épocas e lugares. Para que isto se realize, é preciso que esta verdade seja testemunhada pela Igreja e, sobretudo, pelas famílias individualmente, enquanto “igrejas domésticas”, nas quais marido e esposa se reconhecem reciprocamente unidos para sempre, com um vínculo que requer um amor sempre renovado, generoso e pronto para o sacrifício.

Não nos podemos deixar vencer pela mentalidade divorcista: impede-o a confiança nos dons naturais e sobrenaturais de Deus ao homem. A atividade pastoral deve apoiar e promover a indissolubilidade. Os aspectos doutrinais devem ser transmitidos, esclarecidos e defendidos, mas são ainda mais importantes as ações coerentes. Quando um casal atravessa dificuldades, a compreensão dos Pastores e dos outros fiéis deve ser acompanhada da clareza e da fortaleza ao recordar que o amor conjugal é o caminho para resolver positivamente a crise. Precisamente porque Deus os uniu mediante um vínculo indissolúvel, marido e esposa, usando todos os seus recursos humanos com boa vontade, mas, sobretudo confiando na ajuda da Graça divina, podem e devem sair dos momentos de perturbação renovados e fortalecidos.
Fonte Canção Nova

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Mt 18,21-19,1 - 13.08.2015 - Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

5ª-feira da 19ª Semana Tempo Comum
Cor: Verde

Evangelho - Mt 18,21-19,1

Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 18,21-19,1

Naquele tempo:
21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou:
'Senhor, quantas vezes devo perdoar,
se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?'
22Jesus respondeu:
'Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
23Porque o Reino dos Céus é como um rei
que resolveu acertar as contas com seus empregados.
24Quando começou o acerto,
trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna.
25Como o empregado não tivesse com que pagar,
o patrão mandou que fosse vendido como escravo,
junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía,
para que pagasse a dívida.
26O empregado, porém, caíu aos pés do patrão,
e, prostrado, suplicava:
'Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo'.
27Diante disso, o patrão teve compaixão,
soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida.
28Ao sair dali,
aquele empregado encontrou um dos seus companheiros
que lhe devia apenas cem moedas.
Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo:
'Paga o que me deves'.
29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava:
'Dá-me um prazo! e eu te pagarei'.
30Mas o empregado não quis saber disso.
Saiu e mandou jogá-lo na prisão,
até que pagasse o que devia.
31Vendo o que havia acontecido,
os outros empregados ficaram muito tristes,
procuraram o patrão e lhe contaram tudo.
32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse:
'Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida,
porque tu me suplicaste.
33Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro,
como eu tive compaixão de ti?'
34O patrão indignou-se
e mandou entregar aquele empregado aos torturadores,
até que pagasse toda a sua dívida.
35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco,
se cada um não perdoar de coração ao seu irmão.'
19,1Ao terminar estes discursos,
Jesus deixou a Galiléia
e veio para o território da Judéia além do Jordão.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 18, 21 - 19, 1
Nós não temos como pagar a Deus para obtermos o perdão dos nossos pecados, de modo que merecemos a paga pelos mesmos que é a morte. Mas o amor misericordioso de Deus não permite que nenhum dos seus filhos e filhas seja entregue à morte, de modo que a verdadeira paga pelos nossos pecados foi a obediência de Jesus, amando-nos até o fim e, assim, apesar dos nossos pecados, temos a eterna aliança com ele. Desse modo, Deus nos dá o exemplo do verdadeiro perdão, nos ensinando que tudo devemos fazer para restaurar a unidade perdida por causa dos males que as pessoas comentem contra nós.
Fonte CNBB



PERDOAR SEMPRE Mt 18,21-19,1
HOMILIA

Mateus nos apresenta esta parábola sobre o perdão como o núcleo do Sermão de Jesus sobre a Igreja. Diante das palavras de Jesus sobre a correção fraterna e a reconciliação, Pedro pergunta: Quantas vezes devo perdoar se meu irmão me ofender? Até sete vezes? Nesta pergunta do discípulo podemos ver o conhecimento dele sobre a necessidade de perdoar sempre. Até porque o número sete, segundo as Sagradas Escrituras significa perfeição. À este nobel pensamento, Jesus quer que os discípulos avancem para mais longe. Ele não põe limite para o perdão: Não te digo até sete, mas até setenta vezes sete!

Pois o homem sendo imagem e semelhança de Deus está vocacionado a viver o perdão de Deus, por amor as criaturas. Assim como Deus é amor, misericórdia e perdão para com os homens, assim deve ser o homem para com os seus irmãos.

A parábola que Jesus conta a Pedro é uma forma pedagógica para esclarecer a sua resposta. Assim como o perdão de Deus não tem limites, assim deve ser o meu e o teu. Se nós não aprendermos a perdoar os nossos irmãos, Deus virá e nos chamará de miseráveis e então nos mandará para fora do seu Reino como aquele empregado que não soube perdoar o seu semelhante.

Existe nos dias de hoje alguém que diga “perdôo, mas não esqueço!” E como cristão qual tem sido a tua posição ante o infinito perdão de Deus, no trato com os teus semelhantes? Jesus deu o exemplo. Na hora de ser morto pediu perdão para os seus assassinos (Lc 23,34). Será que sou capaz de imitar Jesus? Muitas vezes nós queremos que Deus nos perdoe os nossos pecados. Mas não queremos perdoar os outros. Como é que Deus nos vai perdoar se nós não o fazemos? Veja o que Jesus disse: É isso o que o meu Pai, que está no céu, vai fazer com vocês se cada um não perdoar sinceramente o seu irmão.

O Evangelho de hoje recorda-nos a necessidade de vivermos o eterno perdão. Perdoar significa desculpar e desculpar significa justificar-se de alguma falta cometida. Então, quando você perdoa, você desculpa a falta ou a falha cometida por alguém em relação a você. O ato de perdoar vai além do nosso entendimento humano e sabe por quê? Porque ele é divino, vem do alto, nasce no coração de Deus e somente por meio do Espírito Santo pode atingir o fundo do nosso coração, local onde tudo se faz e se desfaz, para que, a partir daí, possamos ter a graça santificante de perdoar os nossos irmãos assim como Deus em Cristo nos perdoou.

Vejamos o que nos diz o Catecismo da Igreja Católica: “Não está em nosso poder não mais sentir e esquecer a ofensa; mas o coração que se entrega ao Espírito Santo transforma a ferida em compaixão e purifica a memória, transformando a ofensa em intercessão”. Tu nós, eu e tu estamos vivendo e sentido a profundidade dessa frase? Pois é, para que nós, na nossa pequenez, consigamos perdoar dessa maneira é de suma importância que antes tenhamos sentido no fundo do nosso coração a plenitude do amor de Deus! Sem a experiência desse amor tão grande é impossível perdoar. Só repletos e encharcados por e nesse amor poderás verdadeiramente perdoar do fundo do coração.

Tu precisas pedir em oração para que Jesus te ensine a amar cada vez mais a Deus e o próximo como a ti mesmo. Acredite meu irmão, minha irmã! É só na oração que existe a verdadeira comunicação com o Senhor e a oração cristã nos conduz ao perdão dos inimigos. Transforma o discípulo, configurando-o a Jesus e é exatamente nesse momento que, perdoando, estaremos dando testemunho de que, em nosso mundo, o amor é mais forte que o pecado e que o perdão é a condição fundamental da reconciliação dos filhos de Deus com seu pai e dos homens entre si. O perdão é o ponto mais alto da nossa oração e o dom da oração só pode ser recebido por aqueles que estão em consonância com a compaixão de Deus. Para perdoar é necessário compadecer-se e para compadecer-se é necessário amar incondicionalmente a Deus e ao próximo. Não há limite nem medida para o perdão que é essencialmente divino.

Pai predispõe meu coração para o perdão, e que eu esteja sempre disposto a perdoar e a querer viver reconciliado com meu semelhante. Senhor Jesus, ensinai-me a graça de perdoar sempre.
Fonte Canção Nova

terça-feira, 11 de agosto de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Mt 18,15-20 - 12.08.2015 - Se ele te ouvir, tu ganharás o teu irmão.

4ª-feira da 19ª Semana Tempo Comum
Cor: Verde

Evangelho - Mt 18,15-20

Se ele te ouvir, tu ganharás o teu irmão.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 18,15-20

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos:
15Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo,
mas em particular, à sós contigo!
Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão.
16Se ele não te ouvir,
toma contigo mais uma ou duas pessoas,
para que toda a questão seja decidida
sob a palavra de duas ou três testemunhas.
17Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja.
Se nem mesmo à Igreja ele ouvir,
seja tratado como se fosse um pagão
ou um pecador público.
18Em verdade vos digo,
tudo o que ligardes na terra será ligado no céu,
e tudo o que desligardes na terra
será desligado no céu.
19De novo, eu vos digo:
se dois de vós estiverem de acordo na terra
sobre qualquer coisa que quiserem pedir,
isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus.
20Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome
eu estou ali, no meio deles.'
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 18, 15-20
A vida em comunidade é essencial para que possamos sentir a presença de Jesus no meio de nós e usufruir dessa presença, porém ela não é fácil, principalmente por causa das dificuldades de relacionamento. A comunidade, para ser realmente cristã, deve ser pautada na misericórdia, no perdão e na acolhida dos que erram, buscando não a punição, mas sim o reerguimento e a superação dos que erram, possibilitando-lhes a conversão e a vida nova em Cristo. É por isso que Jesus nos mostra, no Evangelho de hoje, as exigências da correção fraterna juntamente com a sua promessa de presença no meio de nós.
Fonte CNBB



A JUSTIÇA DE DEUS NÃO SE CANSA DE NÓS Mt 18,15-20
HOMILIA

Quero lembrar-te que o fato de sermos “irmãos”, não nos isenta da possibilidade de enfrentarmos divergências nos relacionamentos da família da fé, pois a irmandade não elimina a nossa individualidade: temos diferenças de criação, formação, visão, doutrina, teologia, liturgia, estratégia e outras que, sem desejarmos, colocam-nos na situação de ofendidos por algum de nossos irmãos. Por isso, como o pastor que procura a ovelha perdida, a justiça do Reino não se cansa e tenta outra forma de aproximar quem errou: se ele não lhe der ouvidos, tome consigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. À primeira vista, tem-se a impressão de que estaríamos fazendo um cerco em torno de quem errou. Mas essa atitude pode ser vista sob a ótica da justiça do Reino, que tem como princípio fazer de tudo para que o irmão não se perca. E se isso não der certo, toda a comunidade é chamada a se pronunciar: caso não dê ouvidos, comunique à Igreja. E se, depois de esgotados todos os recursos, depois de ter dado a quem errou a oportunidade de ouvir o parecer de toda a comunidade é que a pessoa, por decisão de todos, é excluída: se nem mesmo à Igreja ele der ouvidos, seja tratado como se fosse um pagão ou um cobrador de impostos. Mesmo nesse caso a comunidade deve manter-se em atitude prudente, dando uma chance em longo prazo a fim de que a pessoa se arrependa e volte a ela. Antes de condenar ou excluir alguém, é preciso aprender a justiça do Reino. E ter consciência de que os passos aconselhados por Jesus não são normas rígidas, e sim um modo de agir que tempera com justiça as relações entre pessoas. Em outras palavras, é preciso ser criativo no esforço de recuperar quem erra e se afasta da comunidade. E o espírito que anima essa tarefa não é o da exclusão, mas o da busca para reintegrar.

Tomar decisão de incluir ou excluir pessoas da comunidade não é tarefa fácil, como pretendiam e faziam os chefes de sinagoga daquele tempo. É necessário que tenhamos sempre em conta a advertência de Jesus: se a justiça de vocês não superar a dos doutores da Lei e a dos fariseus, vocês não entrarão no Reino do Céu. Para tanto, Ele dá algumas indicações, que passam pela necessidade das pessoas se reunirem em nome dele, a fim de, mediante a oração, chegarem a um consenso: se dois de vocês estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que queiram pedir, isto lhes será concedido por meu Pai que está no céu. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles.

É urgente que a comunidade esteja sempre ligada à Cristo pelo fato de na comunidade existirem tensões entre os diversos grupos e problemas de convivência: há irmãos que se julgam superiores aos outros e que querem ocupar os primeiros lugares; há irmãos que tomam atitudes prepotentes e que escandalizam os pobres e os débeis; há irmãos que magoam e ofendem outros membros da comunidade; há irmãos que têm dificuldade em perdoar as falhas e os erros dos outros. Somente estando em permanente sintonia com Jesus que nos convida à simplicidade e humildade, ao acolhimento dos pequenos, dos pobres e dos excluídos, ao perdão e ao amor que conseguiremos vencer. Aliás, com Jesus e pela força da oração tudo pode ser mudado. Só assim seremos uma comunidade verdadeiramente família de irmãos, que vive em harmonia, que dá atenção aos pequenos e aos débeis, que escuta os apelos e os conselhos do Pai e que vive no amor do Filho, animada pelo Espírito Santo.

Ninguém pode viver a fé de qualquer modo ou abandoná-la quando passar por aflições. As primeiras comunidades cristãs enfrentavam algumas dificuldades de correção fraterna, onde os mais humildes eram vítimas da falta de tolerância. E Jesus vem ensinar o jeito de nos reconciliar com os outros e ajudá-los a se reconciliar. Esse é o caminho que todos nós e nossa comunidade devemos percorrer. Não existe comunidade sem diversidade, nem diversidade sem divergência. Quando esta for detectada, os passos pessoais e comunitários precisam ser responsavelmente tomados na certeza de que é possível construir uma convergência em Deus que proporciona: unidade para ligar como discípulos da comunidade de Jesus somos autorizados a ligar a “terra ao céu”, tudo fazendo para que a vontade de Deus prevaleça sobre a vontade do homem; unidade para acordar a autoridade que deve estar associada a uma espiritualidade que nos impulsiona a estabelecer parcerias de oração e acordos sobre dificuldades no relacionamento para as quais creremos sinceramente que o Pai seja capaz de sanar. Isto exige de nós a unidade para experimentar a presença de Jesus. Construído e vivenciado o acordo terapêutico pela oração, Jesus assegura a Sua presença em nosso meio.

A experiência cristã evidencia que, muitas vezes, não temos nenhum controle sobre o que fazem conosco, mas temos o controle sobre como reagiremos ao que nos foi feito. Percorrer o caminho que vai da tristeza da ofensa para a experiência da plenitude da presença restauradora de Jesus, este é o grande desafio da comunhão da Igreja que precisamos buscar diligentemente! Assim haverá harmonia e paz, concórdia e vida abundante entre nós.
Fonte Canção Nova

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Mt 18,1-5.10.12-14 - 11.08.2015 - Não desprezeis nenhum desses pequeninos.

3ª-feira da 19ª Semana Tempo Comum
Sta. Clara Vg, memória
Cor: Branco

Evangelho - Mt 18,1-5.10.12-14

Não desprezeis nenhum desses pequeninos.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 18,1-5.10.12-14

Naquele tempo:
1Os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram:
'Quem é o maior no Reino dos Céus?'
2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles
3e disse: 'Em verdade vos digo,
se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças,
não entrareis no Reino dos Céus.
4Quem se faz pequeno como esta criança,
esse é o maior no Reino dos Céus.
5E quem recebe em meu nome uma criança como esta,
é a mim que recebe.
10Não desprezeis nenhum desses pequeninos,
pois eu vos digo que os seus anjos nos céus
vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus.
12Que vos parece?
Se um homem tem cem ovelhas, e uma delas se perde,
não deixa ele as noventa e nove nas montanhas,
para procurar aquela que se perdeu?
13Em verdade vos digo, se ele a encontrar,
ficará mais feliz com ela,
do que com as noventa e nove que não se perderam.
14Do mesmo modo, o Pai que está nos céus
não deseja que se perca nenhum desses pequeninos.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Mt 18, 1-5.10.12-14
A nossa vida é constantemente condicionada pelos valores e costumes da sociedade e nós temos a tendência de querer levar os valores do mundo para a Igreja e até mesmo para o Reino de Deus. Entre esses valores do mundo que nos influenciam, podemos citar a hierarquização e a competitividade no dia a dia, que fazem com que haja sempre entre nós um clima de disputa e de busca de superioridade em relação às outras pessoas. É esse clima o principal responsável por muitos mal estares na vida da comunidade. São os valores evangélicos que devem transformar o mundo e não os valores do mundo que devem transformar a Igreja.
Fonte CNBB



SENHOR LIVRA-ME DA TENTAÇÃO DE QUERER SER GRANDE Mt 18,1-5.10.12-14
HOMILIA

Quem é o mais importante no Reino do Céu? Ante a pergunta do discípulo, em três partes Jesus divide o seu discurso. Primeira: Desmonta as grandezas dos pensamentos dos seus discípulos. Pois o Reino não é para aqueles que se fazem grandes mas sim para os pequeninos. Depois Ele ameaça a quem fizer qualquer mal a um pequenino. E, por fim, fala como Deus se agrada de reaver um pequenino que estava perdido. Isso leva os discípulos de uma posição de superiores, para uma posição de igualdade aos pequeninos. Ao invés de valorizarem o poder, a vaidade, são levados a se colocarem à disposição. E Jesus faz tudo isso porque percebe a grande vontade deles em participar do Reino dos Céus!

O Evangelho conclui falando ainda que Deus se agrada mais de um pequenino que é resgatado, do que de 99 que não precisaram ser resgatados. Eis uma boa pista para quem quer agradar a Deus e garantir um bom lugar no Reino dos Céus. Ir ao encontro do irmão, da irmã, do filho, da filha, do marido ou esposa que qual ovelha perdida anda longe do rebanho e até mesmo fora de si mesmo.

Jesus dividiu o seu discurso em três partes bem claras. Primeiramente Ele tira a vontade dos discípulos serem grandes. A razão é simples. É que o Reino dos Céus é daqueles que se fazem pequeninos. Assim, todo o atentado contra eles não se deixará impune, ao ofensor. E, por fim, Deus manifesta a grande alegria que sente ao reencontrar um pequenino que estava perdido, um filho que estava morto e que agora ressuscitou, vive. Esta mensagem é para mim e para ti que somos os discípulos de hoje. Temos de nos mover dos conceitos que formamos sobre nós mesmos criados pelas posições que ocupamos dentro da Igreja, que muitas vezes nos leva a nos considerarmos os melhores de todos e por isso merecedores de um lugar de destaque e consequentemente superiores, para uma posição de igualdade aos pequeninos. Ao invés de valorizarmos o poder, a vaidade, Jesus leva a nos colocarmos à disposição como servidores dos outros. É preciso que, por exemplo, eu que tomei como meu lema sacerdotal “em tudo servir para a maior glória de Deus”, realmente me dobre e com a toalha à cintura lave os pés dos homens e mulheres despidos de sua dignidade. Jesus nos dirige estas palavras, porque percebe a grande vontade dos discípulos (e hoje nossa) em participar do Reino dos Céus!

Portanto, a lição prática que podemos levar conosco para a nossa vida hoje e sempre:

1) A humildade e simplicidade, ingenuidade no pecado e pureza do coração representados pela criança símbolo dos órfãos, excluídos, pobres e marginalizados pela sociedade; 2) A acolhida que se deve dar a estes excluídos condenados à comer o pão que o diabo amassou ou seja acolhida aos pequeninos; 3) E, por último, não só acolher mas (e sobretudo) sair em busca dos pequeninos que se perderam e resgatá-los.

Pai, poupa-me de cair na tentação de querer fazer-me grande aos olhos do mundo, pois a verdadeira grandeza consiste em fazer-me amigo e servidor do meu próximo.
Fonte Canção Nova

domingo, 9 de agosto de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Jo 12,24-26 - 10.08.2015 - Se alguém me serve, meu Pai o honrará.

São Lourenço, Diácono e Mártir . Festa
Cor: Vermelho

Evangelho - Jo 12,24-26

Se alguém me serve, meu Pai o honrará.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 12,24-26

Naquele tempo, disse Jesus a seus discipulos:
24Em verdade, em verdade vos digo:
Se o grão de trigo que cai na terra
não morre,
ele continua só um grão de trigo;
mas se morre,
então produz muito fruto.
25Quem se apega à sua vida,
perde-a;
mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo
conservá-la-á para a vida eterna.
26Se alguém me quer servir,
siga-me,
e onde eu estou
estará também o meu servo.
Se alguém me serve,
meu Pai o honrará".
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 12, 24-26
Hoje em dia, mais do que nunca, o testemunho dos valores do Evangelho se faz necessário até às últimas conseqüências. A partir daí percebemos uma das maiores responsabilidades do discipulado: a vivência de forma radical dos valores evangélicos e o testemunho da verdade anunciada por Jesus. Todas as pessoas que assumem esta radicalidade do Evangelho mostram ao mundo que existe a verdadeira esperança de superar todos os males que marcam o nosso tempo e construir uma nova realidade, fundamentada nos valores evangélicos, que pode trazer às pessoas humanas a verdadeira felicidade, e que, na sua busca, vale a pena o sacrifício até mesmo da própria vida.
Fonte CNBB



O GRÃO DE TRIGO DEVE MORRER Jo 12,24-26
HOMILIA

A palavra de Jesus é o grão de trigo lançado à terra, que nasce, cresce e dá muito fruto. A palavra de Jesus é recebida por nós, em nosso coração. Ali ela nasce, cresce e nos faz adultos conscientes e prontos a produzir muitos frutos na seara do Senhor. Quando amadurecemos na palavra de Deus, conseguimos algo até inexplicável, que só com Ele conseguimos. E, mesmo nos amando muito a nós mesmos, conseguimos esquecer-nos e praticarmos ações tão altruístas, que só na ação do Espírito Santo é possível. É isso que Jesus nos quer dizer quando fala: “aquele que se ama perde-se e aquele que despreza a si mesmo neste mundo, assegura para si a Vida Eterna“. Como instrumentos de Deus, conseguimos amar mais ao próximo do que a nós mesmos, como Jesus fez, dando a própria vida para nos salvar. São João , em sua primeira carta nos fala: “Aquele que diz que ama a Deus que não vê e não ama o seu irmão que vê , é mentiroso.. Se alguém tiver bens neste mundo e vir seu irmão passando necessidades e lhe fechar as entranhas, como habitará nele o amor de Deus?”

Precisamos orar muito a Deus, para que nos conceda o dom do entendimento, do discernimento, para que sempre compreendamos, através do Seu Espírito Santo, as mensagens que Ele nos envia, solicitando a nossa participação no seu plano de salvação. Para São João “quem confessa que Jesus é o filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus.” Que bom, que graça, quando entendemos todo esse mistério na relação de Deus com a humanidade inteira, sem dúvidas, sem questionamentos! Que muito bom, quando o Espírito de Deus nos aquece com seu amor, repousando no nosso coração, porque O acolhemos e O aceitamos, esquecendo-nos de nós mesmos e atendendo ao nosso irmão que tanto está precisando de algo e de algumas palavras com esse amor; sendo atencioso e ouvindo-o em seus lamentos e dúvidas.

A cada gesto desses, somos admirados pelo Senhor. Ainda mais no mundo complicado e injusto em que hoje vivemos. Onde o mal prolifera e arrasta-se em todas as camadas sociais, transformando e transtornando gente, corrompendo e deixando-as indignas e por isso infelizes; porque Deus quando nos criou, o Seu Plano era de que fôssemos íntegros, felizes e imortais, dentro do Paraíso. Porém, o pecado entrou no mundo e nos fere e nos mata para Deus, quando nos afastamos do seu amor e da sua Graça, embora Ele continue sempre nos amando, aguardando, minuto a minuto, que consigamos reencontrar o seu caminho da Felicidade Verdadeira. Acreditamos nas palavras de Jesus, pois a morte não é o último ato isolado da existência, mas é o termo de uma vida devotada ao amor.

Apegar-se à vida é querer afirmá-la em conformidade com os critérios da ideologia de sucesso deste mundo sob controle dos poderosos, agentes da morte lenta ou violenta. Guardar a vida na vida eterna supõe

o desprezo desta ideologia de sucesso e poder, que impõe a submissão pelo temor. Quem não teme a própria morte está livre para colocar-se totalmente a serviço da vida. O seguimento de Jesus se faz com o dom total de si mesmo, a favor da vida.

Senhor Jesus, a vida jorrou abundante de tua fidelidade até à morte de cruz. Possa eu beneficiar-me desta plenitude de vida.
Fonte Canção Nova

sábado, 8 de agosto de 2015

LITURGIA E HOMILIA DIÁRIA - Evangelho - Jo 6,41-51 - 09.08.2015 - Eu sou o pão que desceu do céu.

19º DOMINGO Tempo Comum
Cor: Verde

Evangelho - Jo 6,41-51

Eu sou o pão que desceu do céu.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 6,41-51

Naquele tempo:
41Os judeus começaram a murmurar
a respeito de Jesus, porque havia dito:
'Eu sou o pão que desceu do céu'.
42Eles comentavam:
'Não é este Jesus, o filho de José?
Não conhecemos seu pai e sua mãe?
Como então pode dizer que desceu do céu?'
Jesus respondeu:
'Não murmureis entre vós.
44Ninguém pode vir a mim,
se o Pai que me enviou não o atrai.
E eu o ressuscitarei no último dia.
45Está escrito nos Profetas:
`Todos serão discípulos de Deus.'
Ora, todo aquele que escutou o Pai
e por ele foi instruído, vem a mim.
46Não que alguém já tenha visto o Pai.
Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai.
47Em verdade, em verdade vos digo,
quem crê, possui a vida eterna.
48Eu sou o pão da vida.
49Os vossos pais comeram o maná no deserto
e, no entanto, morreram.
50Eis aqui o pão que desce do céu:
quem dele comer, nunca morrerá.
51Eu sou o pão vivo descido do céu.
Quem comer deste pão viverá eternamente.
E o pão que eu darei
é a minha carne dada para a vida do mundo'.
Palavra da Salvação.
Fonte CNBB


Reflexão - Jo 6,41-51
O Senhor nos oferece o seu Corpo e o seu Sangue

A leitura do trecho do primeiro livro dos Reis narra um momento dramático da vida do profeta Elias. Depois de degolar os profetas de Baal, Elias foge da perseguição implacável da rainha Jezabel, que havia prometido matá-lo. Desanimado, pois se sente só, sem ninguém para ajudá-lo, ele deseja morrer. Deita-se debaixo de um junípero e dorme. Despertado por um mensageiro celeste para que comesse, ele vê, perto de si, pão cozido e água. Ele come e volta a deitar-se. Mas o mensageiro insiste: “Levanta-te e come! Do contrário, o caminho será longo demais”. O profeta obedeceu e aquele alimento lhe sustentou para caminhar uma enorme distância até o Monte Horeb. Esse alimento e essa bebida que Elias recebeu do céu deram a ele força para caminhar por muito, muito tempo. Considerado à luz do Novo Testamento, o episódio é uma antecipação da eucaristia. Quando nos sentimos angustiados e desanimados, o Senhor nos oferece uma comida e uma bebida extraordinários: o seu Corpo e o seu Sangue. No evangelho, temos uma discussão entre os judeus e Jesus, que disse: “Eu sou o pão que desceu do céu”. Esse pão é um alimento espiritual, um alimento para a vida eterna. Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança. Enquanto criaturas de Deus, cada um possui em si mesmo algo que o faz tender para Ele. Esse dinamismo não suplanta a liberdade do ser humano, pois o homem pode resistir à atração de Deus, como pode, livremente, ceder a essa mesma atração. Por essa inclinação, Deus nos faz viver. É o que Deus declara no livro do profeta Jeremias: “Com amor eterno eu te amei, por isso te atraí” (31,3). O Pai que nos amou primeiro é quem nos coloca no seguimento do seu Filho. Realiza a vontade de Deus quem aceita Jesus como enviado de Deus e permanece com ele. Na releitura cristã do Antigo Testamento, o maná era, como já dissemos, somente figura do pão que Deus, agora, dá ao seu povo. Nenhum alimento pode livrar quem quer que seja da morte. Somente o pão descido do céu é que livra da morte. O pão descido do céu é a carne de Jesus, isto é, a sua existência histórica e terrena, sua vida entregue para que o mundo tenha vida em plenitude. Ressuscitado dos mortos, o Senhor nos livra da morte eterna.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj

Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&action=busca_result&data=09%2F08%2F2015#ixzz3iEliM3id 
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O PÃO DA VIDA Jo 6,41-51
HOMILIA

“Eu sou o pão da vida.” Esta afirmação é categórica, direta e conclusiva. Usando de uma metáfora, baseada no Antigo Testamento, quando os Hebreus estavam no Deserto e Deus os alimentava com o maná vindo do céu, Jesus encerra qualquer dúvida quanto à fonte da vida: Ele próprio é o que dá vida.

O pão na época era um dos alimentos mais importantes e consumidos, e até hoje ainda é, e por isso usado como referencial, mas trata-se de qualquer alimento. Ora, se o que eles estavam acostumados era o que os alimentava, que dava força para o trabalho, logo o pão era imprescindível para o sustento do corpo. Jesus, entretanto, não se referiu ao corpo físico, Ele era o que alimentava a vida, o que é a vida se não nossas ações, nosso coração, nossas intenções? Jesus queria ser alimento nestes aspectos. Quantas vezes procuramos saciar nossa fome de alegria, de amor, de paz, e buscamos em tantos lugares, quando que só podemos ser saciados com Jesus. Ele é o único que dá vida em abundância, com Ele nunca teremos fome ou sede, mas é fome de paz, amor, alegria, justiça, verdade.

Jesus sabia que o povo estava atrás dele por causa do milagre dos pães. Sabia também que queriam fazê-lo rei, mas o seu reino não é deste mundo, e o que ele lhes propõe é que trabalhem pelo alimento que permanece para a vida eterna. Este trabalho é a obra de Deus, a evangelização que Jesus realiza e que nós devemos continuar. Este trabalho consiste em fazer a vontade do Pai, Consiste em dar vida, para salvar este mundo do pecado para que todos, de preferência, mereçam um dia a vida eterna. Aqueles homens ainda incrédulos e apegados às suas tradições, pedem, exigindo que Jesus faça milagres, sinais espetaculares, como os milagres de Moisés com o maná no deserto. Contudo, esta tradição do maná (“pão”) caído do céu está superada. O maná, assim como o nosso feijão com arroz de hoje, é alimento para um só dia, e não salva ninguém da morte. Todos os que comeram o maná, vieram a morrer mais tarde. O que nós precisamos fazer, segundo a explicação de Jesus hoje, é buscar o verdadeiro pão caído do céu que é Jesus, aquele que se fez alimento para a nossa salvação e que nos foi dado pelo Pai, porque esse é o alimento que permanece para a vida eterna, esse é o alimento que nos guarda para a vida eterna. “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá a vida eterna” “Quem come a minha carne viverá em mim e eu nele”

É esse o alimento que devemos procurar com todas as nossas forças e com todo o nosso empenho, pois é ele que vai nos fazer merecedores da vida no paraíso preparado para nós por Deus Pai.

É importante que estejamos preparados para receber este alimento da nossa alma, procurando praticar os ensinamentos de Cristo, e evitando o pecado. Na verdade, nunca estamos merecendo receber o corpo e o sangue de Cristo. O máximo que conseguimos é ficar menos indignos para comungar. Por isso é sempre indispensável um exame de nossa consciência antes de nos levantar do banco e entrar na fila da comunhão. Pois para receber o Pão da vida é preciso estar em estado de graça, e se não estiver, será preciso fazer uma confissão. Caso contrário, receber a hóstia consagrada indignamente é comer a nossa própria condenação. Por isso é preferível não comungar naquela missa, e depois procurar um sacerdote, para que na próxima missa estejamos na fila da comunhão com a consciência tranquila.

Na carta de Paulo aos efésios, nós vimos que aquele que crê em Jesus é transformado num homem novo, criado à imagem de Deus, na verdadeira justiça e santidade. Pois é o próprio Jesus que nos garante: ” Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede.”

O pão descido do céu é Jesus concebido no ventre de Maria, e que viveu, cerca de trinta anos, uma vida comum na sua cidade de origem; e, depois, cerca de três anos, em contato com as multidões revelando-lhes o Pai que o enviou. Doando-se a fim de comunicar a vida, consagrou-se à libertação de todos das opressões e da morte, levando a esperança de um mundo novo, pela prática do amor. Ser atraído por Jesus e crer nele é segui-lo, na adesão concreta ao projeto de Deus. Alimentar-se de Jesus é contemplá-lo e seguir seus passos, como na prefiguração de Elias. Na bondade, na compaixão e no perdão, na fraternidade comunitária e na solidariedade social, na busca da justiça e da paz, entra-se em comunhão com Jesus, pão da vida eterna.

Espírito de docilidade ao Pai, reforça minha disposição para acolher os ensinamentos divinos e colocar-me, resolutamente, na busca do Ressuscitado.
Fonte Canção Nova